Maio 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Maio 2015

Um dia a casa cai

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

27 de Maio de 2015

Muitas vezes, o cidadão comum indaga a si mesmo até quando vamos suportar esse estado de coisas, que envolve da violência urbana aos crimes de corrupção. Muitos até chegam a perder a esperança de que o mundo caminhe para o progresso moral, apesar de todas essas conquistas materiais que nos cercam. Mas é preciso acreditar que nada passa incólume à lei natural – aquela que cobra, dia mais dia menos, os efeitos de tudo aquilo que a raça humana fizer.

Nunca se viu no mundo, tantos empresários e políticos metidos em escândalos. E a impressão que passa ao homem comum, aquele que acorda cedo e vai para o trabalho, por cima de pau e pedra, é de que o braço da Justiça humana nunca consiga alcançá-los. Ledo engano. Há uma luz no fim do túnel.

Quando um juiz jovem, como Moro que julga esses crimes do Lava Jato, demonstra pulso em mandar para a cadeia figuras que roubavam o dinheiro público, em negociatas espúrias, é sinal de que nem tudo está perdido. Agora mesmo, a Justiça internacional manda prender o ex-presidente da FIFA, José Maria Marins, acusado de muitas negociatas escusas, é sinal de que as coisas têm limites. De que a lei de causa e efeito cobra a ação irresponsabilidade de todos. Só os materialistas mais encalacrados é que desconhecem essa função notável da Natureza de que, tudo aquilo que fizermos debaixo do sol, seja de bem ou de mal, teremos a resposta. Os que agem no bem receberão seu quinhão de benefícios. Os que teimam em práticas malévolas, terão da vida a resposta merecida e justa. Pense nisso. Quem insiste no erro, esquece que um dia… a casa cai.

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Para pacificar é preciso educar

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de Maio de 2015

Dias de insegurança fortalecem tempos de mudança. É quando a crise chega ao seu estágio insuportável que medidas são tomadas. É sempre assim. Brasileiro só fecha a porta… Agora que o Ceará atingiu um patamar indesejável no quesito violência, o governo começa a se mexer. Afasta-se daquele tipo de tratamento dispensado pelo governante anterior ao contingente policial; atrai para si a atenção de seus comandados, concedendo-lhe benefícios, devidamente merecidos, e agora expõe aos cidadãos os objetivos de melhoria do setor.

Ontem, Camilo Santana reuniu os mais expressivos nomes dos três poderes e apresentou a minuta do projeto que cria o comitê do Ceará Pacífico. São ações voltadas para combater a violência, essa hidra indesejável que desafortuna a tranquilidade do cidadão de Fortaleza e visitantes e que, parece, incontrolável.

A toda hora, assistimos fatos relacionados a assaltos, execuções, tiroteios, roubos de veículos, num aparente desafio às forças de repressão desses crimes e cujos métodos empregados até aqui parecem não oferecer resultados satisfatórios. A Polícia trabalha, mas a força ligada ao Mal espalhou seus tentáculos por toda a cidade, com as drogas sendo disseminadas como ganha-pão até mesmo de famílias que passaram a ser coniventes com o tráfico de seus filhos.

Que o Pacto pelo Ceará Pacífico não se perca pelas boas intenções, como são montados os projetos até aqui dispensados. Alguns, diga-se de passagem, mais para dar visibilidade político-eleitoral – como foi a criação do Ronda e que depois perdeu-se o controle do objetivo inicial, ou a tentativa de macaquear projetos de grandes metrópoles, quando Fortaleza adquiriu os segways, aqueles onerosos equipamentos para o policial circular pela Beira Mar mostrando ao turista um padrão Fifa que hoje se acumula no munturo de algum depósito como imprestáveis.

O Ceará precisa de políticas efetivas e que visem mais à prevenção do a repressão. Pois como já dizia um célebre jurista: É melhor prevenir os crimes do que ter de puni-los. O meio mais seguro, mas ao mesmo tempo mais difícil de tornar os homens menos inclinados a praticar o mal, é aperfeiçoar a educação

 

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A expressa via dos arrastões

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de Maio de 2015

Uma avenida construída para desafogar o trânsito. Falo da Via Expressa. Mas ao invés de desafogar o tráfego, ela está é afogando as pessoas em uma onda de preocupações. Não há um só dia que não se tenha denúncia de assaltos na área. Ontem, como um velho filme que se repete até a exaustão, um grupo de marginais saiu das vielas que ficam à margem da rodovia e realizaram um arrastão. Tudo isso, no início da tarde, quando tem gente voltando para assumir compromissos de trabalho. Rapidinho fizeram um limpa em guiadores e passageiros. Tudo foi gravado e as cenas acabaram caindo nas redes sociais.

Ao longo de mais de sete quilômetros, a via já registrou todo tipo de ação criminosa. Em abril, um juiz do Tribunal de Justiça do Ceará teve o carro blindado alvejado com cerca de oito tiros enquanto voltava para casa. Menos de um ano depois de ser inaugurada, um policial civil chegou a atirar num ladrão que furtava um guiador de um carro enquanto aguardava o sinal abrir.

Aliás, a Via Expressa não chega a ser tão expressa quanto sugere o nome, já que três semáforos interferem a contínua mobilidade dos carros e é exatamente neles, é quando o sinal fecha, que os assaltantes fazem a festa. O internauta que gravou o vídeo disse à imprensa que “sempre que se forma engarrafamento tem assalto, é constante”. A partir disso, a Polícia poderia tomar iniciativas mais qualificadas.

O internauta reconhece que, na ocasião, não havia nenhum policial nas imediações e mesmo quando a Polícia é chamada nem sempre consegue bons resultados. É que os policiais se deparam com rotas de fuga de acesso difícil e os bandidos contam com a solidária contribuição dos moradores que, por medo de represálias, preferem não abrir o bico e se conformam em conviver com essa espécie de indivíduos.

Combater esse tipo de crime pode parecer difícil, mas não impossível. E aos 180 anos de existência, a Polícia deve tomar para si a tarefa de impor ordem em defesa dos que passam pela Via Expressa e, principalmente, em defesa de grande parte de gente boa que reside por ali.

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‘Mea culpa’, minha culpa, nossa culpa

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

19 de Maio de 2015

Num mundo de individualismo, onde cada um só pensa em si e em se dar bem, os valores morais que se apregoam em benefício da humanidade – o amor, a solidariedade, o perdão -, isso tudo parece esquecido. As cidades, cada vez mais inseguras. As famílias, menos famílias, ocupadas em sobreviver, nem arranjam tempo para se ouvir, para falar. Uma boa parte dos filhos anda completamente sem rumo, esquecendo os conselhos dos mais velhos e seguindo a cartilha dos que estão associados ao vício e ao crime.

A vida melhorou tecnologicamente falando. Pessoas agregaram para si algumas conquistas dessa moderna idade, mas pioraram na economia do Tempo, para dedicar-se mais aos filhos. Por isso, eles estão por aí, entregues ao domínio dos malfeitores. Viciados e viciando outros. Matando e morrendo. É quando mães vêm chorar o desperdício de vida à que eles se entregaram, que se pode avaliar como essa gente anda perdida.

Hoje, se dá mais importância a um bem material do que a uma pessoa da família. Se presta mais atenção a algum desses famosos que surgem da noite para o dia, do que aqueles que convivem diariamente conosco. É dessa falta de sintonia entre as pessoas que essa violência toda se alimenta. É desse desmazelo terrível que os pais enterram seus filhos. Que as mulheres são espancadas por companheiros indesejáveis. Que os velhos entram em depressão por serem deixados de lado, como lixo que se põe fora. Tudo é descartado. Tudo é terrivelmente posto de lado, como se fosse comum viver assim. Gente, é isso que alimenta a violência. É desse descaminho que a gente precisa evitar. Antes que a dor venha mostrar a consequência de nossos atos. E venhamos a sofrer por “mea culpa, minha culpa, nossa culpa.

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O tráfego do tráfico

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

17 de Maio de 2015

Nada é mais preocupante do que saber que o Estado do Ceará integra hoje a rota aérea do tráfico de drogas de uma forma ostensiva. A apreensão de mais um avião Cessna, transportando 361 kilos de cocaína, é a confirmação de que o espaço aéreo cearense é vulnerável ao tráfego do tráfico. Por ironia, a apreensão da cocaína foi feita em Pedra Branca. Até parece piada pronta.

Mas o que vem ao caso é saber que, interceptada por um caça da FAB, a aeronave conseguiu pousar e os suspeitos fugiram, impedindo que se pudesse chegar a esses tubarões do tráfico, que utilizam as rotas para abastecer o mercado, onde apenas os pequenos clientes são presos.

É desse mercado do pó branco, abastecido por esse tipo de vôo, que surgem as disputas de gangues nos bairros. Que se banca o crime organizado. É que avolumam as chacinas pelo interior. É desse comércio maldito, que mães derramam lágrimas de sangue por seus filhos.

E o pior é saber que, em meio a tudo isso, tem-se conhecimento de que as drogas chegam a envolver até integrantes da segurança pública, como a insuspeita operação da semana passada quando a Policia Federal deu voz de prisão a policiais militares em uma provável extorsão a traficantes. Por isso, é preciso esclarecer bem o episódio. Afinal, para combater esse mal, a própria Polícia precisa agir com firmeza, cortando na própria carne.

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Impunidade permite repetição de vandalismo na Arena Castelão

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de Maio de 2015

O balanço de todo aquele vandalismo praticado ao final do jogo Ceará x Fortaleza revela um total de meio milhão de reais em prejuízos, com 1 mil e 500 cadeiras danificadas, além de destruição de outros equipamentos.

Quem teve oportunidade de adentrar e ver a situação da Arena Castelão, depois da tarde violenta do domingo, saiu com a impressão de que um tornado passou por ali e deixou um rastro de destruição.

A Polícia deu suas explicações sobre a atuação policial. O secretário de Segurança refutou que tivesse havido falhas no esquema de segurança, o que parecer entrar em contradição com a palavra do Secretário de Esportes, Jeová Mota, assegurando que a falta de cobertura policial teria sido elemento importante a contribuir para o conflito.

Foram 600 policiais destinados à operação completa, dentro e fora do estádio. As autoridades policiais dizem que a estrutura da arena, que coloca o torcedor mais próximo do campo, não condiz com o tipo de público que temos, muito embora esse argumento não chegue a pesar em meio a essa discussão. Há pontos obscuros a serem explicados. Pergunta-se: como entender que num ‘inferno’ daqueles, apenas uma pessoa tenha sido detida e, rapidamente, liberada?

O delegado Wílder Brito acena com a possibilidade de acionar criminosamente torcedores que forem identificados via material das câmeras do estádio. Quanto ao prejuízo material, os dois clubes serão intimados a dividir a conta, muito embora fique no ar uma certa frustração: de que quitada a dívida, feita a reposição das cadeiras destruídas, recuperados os danos causados a outros equipamentos, tudo volte a ser como antes no quartel de Abrantes, já que ninguém foi punido por toda aquela desastrosa manifestação. E isso é terrível, porque deixa em aberto, a oportunidade desses fatos se repetirem no próximo jogo desses dois times. O maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade.

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Impunidade permite repetição de vandalismo na Arena Castelão

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de Maio de 2015

O balanço de todo aquele vandalismo praticado ao final do jogo Ceará x Fortaleza revela um total de meio milhão de reais em prejuízos, com 1 mil e 500 cadeiras danificadas, além de destruição de outros equipamentos.

Quem teve oportunidade de adentrar e ver a situação da Arena Castelão, depois da tarde violenta do domingo, saiu com a impressão de que um tornado passou por ali e deixou um rastro de destruição.

A Polícia deu suas explicações sobre a atuação policial. O secretário de Segurança refutou que tivesse havido falhas no esquema de segurança, o que parecer entrar em contradição com a palavra do Secretário de Esportes, Jeová Mota, assegurando que a falta de cobertura policial teria sido elemento importante a contribuir para o conflito.

Foram 600 policiais destinados à operação completa, dentro e fora do estádio. As autoridades policiais dizem que a estrutura da arena, que coloca o torcedor mais próximo do campo, não condiz com o tipo de público que temos, muito embora esse argumento não chegue a pesar em meio a essa discussão. Há pontos obscuros a serem explicados. Pergunta-se: como entender que num ‘inferno’ daqueles, apenas uma pessoa tenha sido detida e, rapidamente, liberada?

O delegado Wílder Brito acena com a possibilidade de acionar criminosamente torcedores que forem identificados via material das câmeras do estádio. Quanto ao prejuízo material, os dois clubes serão intimados a dividir a conta, muito embora fique no ar uma certa frustração: de que quitada a dívida, feita a reposição das cadeiras destruídas, recuperados os danos causados a outros equipamentos, tudo volte a ser como antes no quartel de Abrantes, já que ninguém foi punido por toda aquela desastrosa manifestação. E isso é terrível, porque deixa em aberto, a oportunidade desses fatos se repetirem no próximo jogo desses dois times. O maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade.