Abril 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Abril 2015

A tarefa de reeducar torcedores violentos

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

27 de Abril de 2015

Os entrechoques de torcidas do Fortaleza e Ceará parecem mais um filme já visto. Várias vezes, diga-se de passagem. Sempre que há um encontro dos times, torcedores se confrontam. Despejam palavras de guerra. São comboiados pela Polícia, à maneira de rebanhos de gado que precisasse de condutor. A cena voltou a se repetir ontem. E, uma vez mais, a Polícia buscou se prevenir para evitar os choques.

Fosse noutros tempos, em que as galeras do circo romano buscavam a arena para ver as atrocidades cometidas nas tardes de domingo, entre cristãos e leões famintos, já acharíamos inconveniente o comportamento de jovens interessados mais na disputa fora de campo do que torcer pela vitória dos melhores. É tudo uma questão de educação.

Na companhia dos pais, ainda pequenos, eles assistem a maneira mal-educada dos adultos se comportarem. Quando crescem e se juntam às turbas autodenominadas de ‘torcidas organizadas’, evidente que eles não vão aprender nada que convença ser civilizado. Dentro desses grupos, já foi confirmado, existem briguentos, viciados, criminosos – gente de todo tipo, mais interessada em baldear, como se diz num bom cearencês, do que aproveitar o domingo para o lazer esportivo.

Reeducar esses jovens é tarefa que não vai ser possível via policial; mas a partir de normas e regras que os times, a Federação e os dirigentes precisam ter em vista, para evitar o que aconteceu no Pan Americano, onde um torcedor acabou sendo a vítima fatal de um dia que era para ser de festa, mas se tornou infausto.  

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O ideal de Polícia ambicionado por todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Abril de 2015

O governo do Ceará toma hoje uma medida que poderá impactar entre as tropas da segurança. São as promoções dos praças e oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros. Camilo Santana assinou proposta que prevê ascensão profissional de 8 mil e 75 policiais militares e 710 bombeiros. O gesto, que define o reconhecimento por uma categoria importante e que há nove anos não registrava promoções em massa, também marca um instante novo na relação entre o governo e a sua Polícia.

Ao longo dos últimos anos, essa relação esteve bastante desgastada, com ataques verbais por parte dos irmãos Gomes a integrantes da farda, por conta do movimento grevista da tropa.  A ação do governo cearense demonstra mudança na relação com os militares, eles que têm papel importante na recuperação da imagem desfigurada de Fortaleza por conta do ítem segurança. Marcado por um estilo mais conciliador, Camilo Santana parece não ter herdado de seu antecessor a falta de diálogo e uma certa intransigência por negociação com a tropa.

Agora, espera-se que esse gesto de reconhecimento do governo seja correspondido pela corporação com maior dedicação em promover um trabalho de maior qualidade e que possa corresponder, na prática, com o espírito de Polícia-cidadã que é o ideal ambicionado tanto pelos que governam, quanto por todos os governados.

 

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Fortaleza289.com.ce

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

10 de Abril de 2015

iracema

Fortaleza, cidade ponto com

De tribos muitas,

Com/unidades tantas;

Idades comuns quantas se achem

por suas ruas apinhadas de carros muitos

Fortaleza de caras e bocas

a ponto de cantar

e contar estórias de seu povo.

Karmas e loucas, brancos guerreiros

Bulinando as iracemas de nossa beira mar.

Fortaleza ponto com sumo,

consumida

Por quem se agita

nas praias de sol(bemol)aradas

Sintonia do canto, do conto, do quanto

amo, do cais do porto à barra da tua saia.

Fortaleza, cidade ponto comedida

Medida de alto a baixo,

Compro metida com seu tempo,

sem planos pro passado

No espaço verticalizado onde habitamos.

Cidade de idade nova,

novidade velha

É teu logo que logo vem à nossa mente

‘Loira desposada do sol’

cidade ardente de luz

Que induz desejos ponto com somente.

Fortaleza de pontos com

ver gentes

Urbana metrópole, suburbana cara

Trafegamos contigo por esse mar

De carros e carros e carros e mais carros.

Neste novo dia de tu mudar de idade

Queremos é ter na mente,

eternizar-te

Tatuando no baobá enorme do Passeio

O coração de amante

dessa bem amada, a/mor/cidade.

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A missionária tarefa do bem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Abril de 2015

A história do pastor que cuidava de viciados e acabou se tornando um deles, teve hoje aqui um novo capítulo. Há algum tempo, a equipe noturna do Barra localizou esse homem morando nas ruas de Fortaleza, mais precisamente na Praça do Ferreira, junto a outros indigentes. Contou sua história, a experiência como religioso evangélico e a disposição de tratar dos dependentes químicos, algo que ele conseguiu em meio a tantas dificuldades. Humano, como todo ser em vias de perfeição, ele próprio acabou sendo vítima da tentação desse mal. E caiu em desgraça. Nada que pudesse surpreender, pois todos estamos afeitos a isso, quando deixamos de nos cercar das defesas morais que temos à disposição.

Toda alma em caminhada pela Terra é passível de erro, devido a sua própria inferioridade. Errar sim, agora persistir no erro é algo inadmissível. Com a ajuda do programa e, principalmente, de voluntários cristãos, o pastor decidiu fazer uma limpeza. Mudar. E agora, consegue atingir um outro degrau dessa superação. Esse é mais um exemplo de que é possível corrigir pessoas. De que é possível se recuperar almas em conflito. Generosa é a mão que recolhe os que erram para cumprir a missionária tarefa do Bem. 

 

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O bom jornalista é capaz de tirar letra das pedras

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de Abril de 2015

Um jornalista tem por ambição informar bem, sem pretensões de ser o melhor.

Abriga entre seus desejos, fontes credenciadas. Ser claro e objetivo no texto.

Informar com imparcialidade, fazendo valer as lições de sala-de-aula de que nenhum fato precisa ser adjetivado. Compete ao leitor, essa função.

O bom jornalista não teme eleger editorias para trabalhar. Atua com competência em todas elas, clarificando a informação para que não paire nenhuma dúvida. Diante da dúvida sobre qualquer informação, melhor retê-la até que se investigue a fundo e forneça-a com clareza e seriedade.

O bom jornalista não se envaidece em ser o primeiro a dar uma notícia. O furo é consequência de um bom trabalho.

Ser jornalista é ter em mente que, em momento nenhum, pode deixar de sê-lo.

O jornalista pode fazer de um caso banal, um fato importante. Precioso, ele deve se preocupar com o texto, buscando ler e ler muito para se dizer bem informado sobre tudo e todos. O jornalista que não lê pelo menos um jornal por dia, carece de verdade profissional.

O bom jornalista não se consome na fogueira das vaidades.

 

A função exige reciclagem; por isso, o aprendizado jornalístico se faz sempre. E diante da carência de notícias, ele é capaz de tirar letra das pedras. 

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RETRATO FALADO DE UM HOMEM CHAMADO JESUS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Abril de 2015

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido. Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.

Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.

Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.

Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.

Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.

Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.

Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.

Seu nome: Jesus.
Seu crime: ter amado a humanidade.

Texto de Nonato Albuquerque

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A Semana é santa, mas até aonde

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Abril de 2015

A Semana é santa, mas está longe de guardar as mesmas características e os sentimentos de respeito como antes. Não é que estejamos a reivindicar a volta ao passado, quando o costume obrigava as pessoas a excessos como a fazer jejuns dispensáveis ou não cuidar das regras simples de higiene como tomar banho nesses dias santificados. Eram regras que estavam, até mesmo, em desacordo com a pregação do Cristo, o teórico e prático da bonomia.

Cristo é o ideal desejado por Deus para cada um de nós. E no período em que lembramos sua paixão, correto seria aproveitar esses dias para uma reflexão e meditação, sobre a mensagem que ele deixou como mestre da humanidade. Jejuar sim; mas o jejum dos sentimentos negativos que abrigamos durante o ano e que acabam refletidos nas manchetes.

A Semana Santa, pelo que se vê,  acabou se transformando num domínio puramente consumista, onde a preocupação na compra de certos produtos que levam comerciantes a exploração vantajosa. Aliás, isso seria o de menos, não fossem as demonstrações de violência que, a exemplo de outros dias, ganham dimensões ainda maiores, com os que se aproveitam da data para consumir vinho em demasia, trazendo como consequência mais direta os riscos da direção perigosa e dos entrechoques de opiniões que culminam em brigas e desentendimentos.

Evidente que isso se resume a uma parte de pessoas que se dizem cristãs mas, infelizmente, o são apenas por fachada e não guardam em si as lições do grande sacrificado que é o Cristo. A nos convidar a vivermos em paz, buscando amar o outro e perdoar as ofensas; a se humilhar do que humilhar outros; procurando servir, antes de serem servidos. Esse é o ideal cristão a ser promulgado por todos; não apenas nesta Semana, por ser santa; mas porque é lei de vida, para que se busque vivê-la plenamente.

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A Semana é santa, mas até aonde

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Abril de 2015

A Semana é santa, mas está longe de guardar as mesmas características e os sentimentos de respeito como antes. Não é que estejamos a reivindicar a volta ao passado, quando o costume obrigava as pessoas a excessos como a fazer jejuns dispensáveis ou não cuidar das regras simples de higiene como tomar banho nesses dias santificados. Eram regras que estavam, até mesmo, em desacordo com a pregação do Cristo, o teórico e prático da bonomia.

Cristo é o ideal desejado por Deus para cada um de nós. E no período em que lembramos sua paixão, correto seria aproveitar esses dias para uma reflexão e meditação, sobre a mensagem que ele deixou como mestre da humanidade. Jejuar sim; mas o jejum dos sentimentos negativos que abrigamos durante o ano e que acabam refletidos nas manchetes.

A Semana Santa, pelo que se vê,  acabou se transformando num domínio puramente consumista, onde a preocupação na compra de certos produtos que levam comerciantes a exploração vantajosa. Aliás, isso seria o de menos, não fossem as demonstrações de violência que, a exemplo de outros dias, ganham dimensões ainda maiores, com os que se aproveitam da data para consumir vinho em demasia, trazendo como consequência mais direta os riscos da direção perigosa e dos entrechoques de opiniões que culminam em brigas e desentendimentos.

Evidente que isso se resume a uma parte de pessoas que se dizem cristãs mas, infelizmente, o são apenas por fachada e não guardam em si as lições do grande sacrificado que é o Cristo. A nos convidar a vivermos em paz, buscando amar o outro e perdoar as ofensas; a se humilhar do que humilhar outros; procurando servir, antes de serem servidos. Esse é o ideal cristão a ser promulgado por todos; não apenas nesta Semana, por ser santa; mas porque é lei de vida, para que se busque vivê-la plenamente.