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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Fevereiro 2015

O Barra ampliado

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de Fevereiro de 2015

No princípio era o Barra. Era ele, quase sozinho, o porta-voz dos que não tinham voz. O espelho de quem não tinha onde se olhar. A defesa dos que, oprimidos, anseiam por Justiça. O Barra sempre foi a caixa de ressonância de toda a miséria social. Aos poucos, essa miséria foi se agigantando. Na impossibilidade controla-la nas cercanias de comunidades onde falharam a educação, a saúde, o trabalho, ela ganhou as ruas. Tomou corpo. Saiu das aldeias e foi para as aldeotas, manchando de vermelho as estatísticas que vendiam o Estado, como o mais progressivo. E, quando essa violência saiu do espaço restrito da periferia, todo mundo se assustou, com a cara dela. A violência traduzida nos roubos, assaltos, execuções, o diabo a quatro.

Meninos cheirando cola, comendo a luz do craque, fungando pó. Meninas que nem se amaram, mas que já se armaram para seguir a legião do mal. Essa gente brotou como erva, cuja família não soube aparar os seus ímpetos, nem cortar seus desmazelos Jovens sem presente nenhum, muito menos promessa de futuro, cujas ações já não são exclusividade do Barra. Ocupam outras manchetes. Tomam de conta das conversas na praça do Ferreira. São citados nas homilias das igrejas. Tomaram conta de tudo, até no horário nobre da tv.

Quando não são as vítimas dessa guerra intestina entre gangues, são os intestinos podres da corrupção expondo suas vísceras antes da novela das nove, revelando imundícies que envergonham até os pequenos criminosos, aqueles que surrupiavam uma fatia de pão para mitigar a fome ou saudosos ladrões de galinha que são figuras do passado.

Na minha cabeça e na sua, fica latejando uma pergunta ao senhor de todos os poderes: Senhor Deus, que mundo é esse de tantos desgraçados a cometerem mazelas, como se uma onda maléfica tomasse conta de tua criação? Deus, provavelmente, responderia: essa gente má está aí, só de passagem no mundo-paraíso que eu criei para ambientar homens e animais em convivência harmoniosa. Por ignorância, eles se desvirtuaram.

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As más companhias

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

26 de Fevereiro de 2015

Quantas vezes você não ouviu de seus pais para evitar as más companhias? Apesar disso, quantos jovens se deixam levar pelas amizades equivocadas que, muitas vezes, provocam desencantos. Tem uma historinha que fala bem disso.

Conta-se que um fazendeiro, enfrentando problemas com corvos em suas plantações de milho, carregou sua espingarda e rastejou sem ser visto pelo canto da cerca determinado a atirar contra os pássaros em sua plantação. O fazendeiro possuía um papagaio muito “sociável”, que fazia amizade com todo mundo. Vendo o bando de corvos, o papagaio voou e juntou-se a eles (apenas sendo sociável, é claro). O fazendeiro viu os corvos mas não viu o papagaio.

Fez cuidadosa pontaria e atirou! Levantou-se por trás da cerca para pegar os corvos caídos, e lá estava seu papagaio, arrepiado, com uma asa quebrada, mas ainda vivo. Ternamente, o fazendeiro levou o papagaio para casa, onde seus filhos o encontraram. Vendo que seu bicho de estimação estava ferido, chorando, perguntaram ao pai o que tinha acontecido. Antes que ele respondesse, o papagaio falou mais alto: – Más companhias. ///

Um dos grandes motivos de crise no seio de nossas famílias consiste na falta de cuidado em relação às companhias às quais nos associamos. Maridos que deixam as esposas em casa para noitadas com colegas nos bares, esposas que se esquecem dos afazeres do lar em casa de vizinhas, filhos que se enveredam pelo mundo, adquirindo vícios que afligem e destroem a vida tranquila do lar. Há uma passagem no evangelho cristão que diz: “todas as coisas nos são lícitas (são permitidas), mas nem todas as coisas convêm. Pense nisso!

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Na festa do Oscar, Hollywood expõe estatueta cheirando cocaína

Por Nonato Albuquerque em CINEMA, curiosidade

20 de Fevereiro de 2015


polemicaoscar
O assunto Cinema e Oscar 2015, aqui no portal Tribuna do Ceará, é de responsabilidade do colunista Daniel Herculano. Mas não resisto a oportunidade de comentar a polêmica escultura, exposta em frente ao prédio onde acontecerá a cerimônia domingo que vem.

Gente, uma cópia gigantesca da estatueta representativa da premiação foi esculpida pelos artistas Plastic Jesus e Nick Stern, mostrando o Oscar, debruçado sobre o ‘red carpet’, cheirando cocaína. Os autores já integraram a Academia de Artes e Ciências. Então, devem saber do que estão falando.

Alguém pode até achar ser mais uma dessas formas bizarras de Hollywood atrair a atenção do público para a festa que, nos últimos anos, tem se tornado repetitiva. Eu diria mais: chata. Mas não, não se trata disso. É uma maneira que os escultores acharam de discutir o problema do uso de drogas no meio artístico. A meca do cinema, pelo visto, convive com o drama.

Quando a população do globo começa a tomar consciência dos danos causados pelo uso de entorpecentes, os vendedores de ilusão ainda não despertaram para consequências desastrosas que as drogas causam, principalmente entre jovens. A polêmica escultura do prêmio da Academia parece cortar na própria carne, o drama vivido ‘às ocultas’ por vários integrantes da sétima arte.

Não é do desconhecimento de ninguém que, nessa área, existem muita gente famosa que é viciada, seja em álcool ou drogas ilícitas e, evidentemente essa denúncia dos escultores, quer alertar que, se os fãs costumam copiar estilos de vida de seus astros, esse mau exemplo pode acabar multiplicando ao redor do mundo e gerando mais tragédias.

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Sabotagem no serviço que controla o trânsito

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Fevereiro de 2015

Sabotagem. Esse o termo usado por um agente de trânsito da AMC, para explicar a confusa situação dos semáforos de Fortaleza que, desde a semana passada, convivem em pane. O caso está está sendo chamado de ‘Operação Amarelo Piscante’, quando sinais ficam abertos intermitentemente no amarelo para os dois lados, a ponto de confundir quem deseja ultrapassar um cruzamento. Foram 18 somente na quarta feira e apenas 11 foram consertados de ontem para hoje.

O vice-presidente do sindicato dos agentes de trânsito, Eriston Ferreira, denuncia que funcionários da empresa que faz esse monitoramento, a Nova Coazim, estariam praticando atos de sabotagem, cortando fios ou desligando propositalmente os sinais, o que se constitui num ato criminoso e que precisa ser investigado do ponto de vista policial.

Durante esse tempo em que a cidade conviveu com o problema, muitas pessoas temeram riscos de acidentes quando tentam avançar em cruzamentos onde não há a presença de guardas da AM. Aliás, os agentes se reuniram em protesto contra as dificuldades de operação do sistema de tráfego e, agora, eles ameaçam uma paralisação geral amanhã, caso a autarquia municipal não se defina em cobrar uma posição firme da empresa contratada. Isso, no mínimo, já revela o descaso como o setor vem sendo tratado entre a empresa terceirizada e a Prefeitura, a quem compete maior agilidade na cobrança pela recuperação do sistema.

Volto a insistir: se existe alguma pendenga trabalhista entre servidores e a Nova Coazim, a Justiça do Trabalho é o caminho mais curto para se resolver a questão. Prejudicar o trânsito da cidade, equivale dizer que a administração pública se mostra impotente, incapaz de negociar com essa empresa contratada e definir obrigações que ela e seus funcionários devam atender. Não se pode é conviver com uma cidade submetida aos humores de um firma que, já revelou, ser incapaz de vir a público explicar o que está ocorrendo e, principalmente, de consertar um dano que, segundo se questiona, teria sido causado por seus empregados.

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O descontrole da empresa que controla os semáforos de Fortaleza

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Fevereiro de 2015

Passados os festejos de carnaval, ninguém consegue fugir àquela velha discussão sobre o lado negativo da festa, referente a esse saldo da violência, provocada por quem ainda não aprendeu a conviver com tranquilidade ainda que em meio à descontração geral. A festa em Fortaleza, aliás, ganhou novos rumos com a intensificação dos blocos como o Sanatório Geral, no Benfica, onde uma multidão deu maior personalidade ao espírito carnavalesco do que o amadorismo improvisado da avenida Domingos Olímpio, a exceção dos maracatus.

Durante esse período, infelizmente, intensificaram-se os registros de pessoas embriagas conduzindo veículos. A Polícia Rodoviária Federal fiscalizou 9 mil pessoas, em 8 mil e 500 veículos; efetuou 4.600 testes de etilômetros, com 100 autos de infração lavrados e efetuou a prisão de oito pessoas. Para se entender como o brasileiro anda relaxado em termos de obediência às leis de trânsito, 3 mil multas foram extraídas só nas rodovias federais, sendo 600 por ultrapassagens proibidas. Ainda que sejam números consideráveis, há que se concluir que tivemos um carnaval menos violento se comparado com o do ano passado.

Se os agentes rodoviários tiveram um trabalho diuturno, o mesmo não se pode dizer do pessoal que agencia o trânsito da AMC, cuja ausência foi reclamada desde sábado, tendo em vista o número volumoso de sinais luminosos em pane. Só na manhã de segunda feira, tivemos 18 deles desligados. Hoje ainda, esse descaso se repetiu, até se tomar conhecimento de que a coisa tinha um fator político por trás de tudo, isto é que o desligamento era algo proposital.

A empresa que controla os semáforos estaria em litígio com a Prefeitura, por atraso de pagamentos e funcionários teriam sido flagrados provocando o desligamento. Isso revela uma atitude criminosa, por si só já merecedora até de quebra de contrato pela Prefeitura, já que se trata de algo que poderia ser tratado entre as partes afetadas, sem que pudesse atingir o sistema viário da cidade. O cidadão não pode ser penalizado pela inoperância e por alguma falha de administrativa de quem quer que seja. Muito menos, por serviços particulares que promovam uma espécie de locaute em prejuízo de toda uma cidade.

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Você se sente realmente seguro em denunciar um criminoso à Polícia?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

17 de Fevereiro de 2015

Ao incentivar o cidadão comum a colaborar com a corporação denunciando pessoas e atos em desacordo com a lei, a Polícia Militar acena com a possibilidade de investigar e chegar até esses indivíduos retirando-os de circulação. É bastante oportuna essa troca de informações, porque demonstra a interatividade que deve existir entre PM e público, desde que seja preservada a identidade da pessoa que faz a denúncia. Há casos, no entanto, em que por mais garantias que se tenha do sistema policial é preciso ser cauteloso. É quando o denunciante pode ser vítima de retaliação por parte dos bandidos denunciados.

Por mais que se tenha conhecimento de alguém que esteja cometendo algum ato ilícito e se queira fazer chegar ao conhecimento das autoridades esse fato, todos sabemos que há o risco de a pessoa passar de denunciante à vítima. Como o caso de um cidadão, morador do conjunto Maria Tomásia, que acabou sendo executado por traficantes sob alegação de que ele os denunciara à Polícia. Caso venha a ser confirmada essa versão, isso vem demonstrar que é preciso ser cauteloso na hora de se fazer a denúncia.

Por isso, algumas pessoas receiam dar com a língua nos dentes, como se diz no popular. E indagam até que ponto estará se comprometendo. Quem lhe dará segurança caso a parte denunciada venha a tomar conhecimento do seu gesto? Quem vai lhe proteger?

A Polícia insiste em dizer que preserva a identidade das pessoas, mas vive-se o risco de que os criminosos venham a descobrir por conta própria de onde partiu a denúncia e queiram vingar-se de um modo ou de outro. É por isso, que em muitos casos as pessoas ficam com receio de formular uma queixa; de fazer uma ligação para a autoridade policial e relatar casos em que sua comunidade vive submetida à pressão dos bandidos.

Mas que isso não seja motivo de desistência, que não sirva para desestimular a luta dos que reivindicam tranquilidade e segurança. Compete à autoridade policial oferecer todo o esforço de segurança às testemunhas de crimes e de criminosos, para que a eficácia da Polícia não se perca pela atitude equivocada de algum servidor que acabe destoando do princípio de confiabilidade entre cidadão e serviço público, em prejuízo de uma política que disassocie a corporação ao legítimo espírito de concidadania.

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Trânsito no carnaval: um motivo para deixar a Terra antes do tempo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de Fevereiro de 2015

No carnaval, a descontração e a alegria são ingredientes básicos da festa, muito embora a  maioria dos foliões acabe sempre destoando um pouco das medidas e pagando pelos excessos. São os que só conseguem brincar movidos por bebidas alcoólicas; os que não têm controle sobre si mesmos e bebem além dos limites. Sem condições para dirigir, esses foliões acham de sair em seus veículos pondo em risco à sua e à vida dos outros. Talvez, por isso mesmo, o número excessivo do registro de acidentes neste período, ampliando o balanço parcial dado a conhecer pelas Polícias Rodoviárias Federal e Estadual.

Em Várzea Alegre, um acidente mais grave acabou tirando a vida física de cinco pessoas de uma mesma família. A causa mais provável,  talvez tenha sido a tentativa de ultrapassagem do guiador de um carro de passeio indo chocar-se de frente com um ônibus. Há outros fatores a ampliar essas ocorrências: a imprudência de quem dirige sem responsabilidade. A velocidade excessiva em pistas molhadas pelas chuvas que caíram de ontem para hoje. O cansaço de quem saiu para brincar o carnaval e não conseguiu dirigir com segurança.

Até parece que as pessoas fazem ouvidos de mercador ao alerta de segurança de equipes que foram disponibilizadas durante a Operação Carnaval. Resultado: só no domingo foram 2.587 pessoas que passaram pelo bafômetro dos agentes nas rodovias federais, sendo que dessas, 65 pessoas foram flagradas com teor de álcool acima do estabelecido. Cinco foram detidas. Um total de 1.700 autuações com 381 por ultrapassagens proibidas – tudo isso, demonstrando o quanto somos imprudentes.

Sem dar atenção às consequências de nossos atos, continuamos a fazer do trânsito um motivo para deixarmos a Terra, quem sabe, antes do tempo.

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Carnaval: três dias de alegria, sem prejudicar o resto do ano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Fevereiro de 2015

Há um discurso recorrente nessa época de carnaval, de que essa festa é uma porta aberta ao descontrole moral, à devassidão e a irresponsabilidade. Embora pareça moralista, mas isso tem algum sentido. No carnaval, muita gente age como se tudo fosse permitido. Por isso, as consequências inevitáveis de quem não procura se prevenir e foge aos cuidados com a sua própria segurança.

Alegria, sabemos, é requisito providencial para o organismo; mas existem alegrias que conduzem às frustração. Quando elas se traduzem em ilusão. Quando mascaram a realidade – e o carnaval personifica exatamente essa ideia. Você se despir de sua verdadeira identidade e assumir uma personalidade estranha. O risco é cometer excessos.

Por isso, é comum no carnaval a multiplicação dos prejuízos materiais e morais, acarretando danos aos que se apregoam ao sentido da festa de que ‘tudo vale’.

É bom que se diga que ninguém é contra a alegria. Mas não se pode confundir euforia passageira com alegria real, principalmente em meio à preocupante situação dos nossos irmãos sertanejos que vivem o problema da seca.

Em boa hora, o Tribunal de Contas do Município alertou às prefeituras no sentido de evitar gastos públicos nesse período, o que o bom senso já bastaria para esse entendimento.

Resta dizer aos foliões que, em busca de aliviar tensões, eles não se entreguem aos excessos, a fim de não comprometer com a normalidade da Vida, que é o bem mais precioso.

É preferível que tenhamos três dias de festa dentro dos critérios de responsabilidade, a ter que assumir o restante do ano guardando lembranças angustiantes de perdas por uso indevido de drogas; prática irresponsável de sexo ou vítima de algum tipo de violência.

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Aos que ferem a sua própria dignidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de Fevereiro de 2015

Quem sabe dizer porquê mulheres, que são pessoas mais sensíveis e menos vocacionadas a vivenciar ações criminosas, de repente passaram a cometer tantos delitos e a preencher o noticiário policial? A impressão que se tinha era de que isso estava mais propenso aos homens. Hoje em dia, é tão comum se ver pessoas do sexo feminino envolvidas em casos assim, o que nos leva a pensar que o crime não tem nada a ver com sexo, idade, raça ou condição social. Isso se deve ao atraso moral e espiritual dos indivíduos.

Nós vivemos numa sociedade onde os valores são medidos mais pelo TER do que pelo SER. Valorizamos muito mais o fulano que tenha o carro do ano, qualquer outra riqueza material e aquele que alcançou notoriedade utilizando-se métodos ilícitos, ilegais, do que a pessoa que ralou, suou a camisa, queimou pestana, estudou e venceu por esforço próprio.

Num mundo em crise moral, há quem esqueça princípios, respeito e vergonha, desde que consiga atingir seus objetivos. Por isso, tantos se desqualificam e passam a agir criminosamente, esquecidos que o tempo é senhor da razão e o maior juiz dos atos é a nossa consciência. Ela, por mais que não se queira, vai exigir o cumprimento da lei de causa e efeito, a que todos estamos submetidos.

Por isso, a necessidade de compreender que vale mais o bem que se faz do que o bem que se acumula. Vive melhor aquele que dispensa a maldade e busca lucrar através do bom exemplo. Tem mais valia aquele que consegue se afastar dos vícios e das  companhias indevidas, evitando se vender a qualquer preço ou cometer algum ato que possa, antes de agredir a lei dos homens, ferir a sua própria dignidade.

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Um inferno ao lado da catedral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Trânsito

11 de Fevereiro de 2015

Quarta feira nunca foi lá um dia da semana de registrar grandes problemas para a vida do fortalezense. Mas, hoje, está sendo. A começar pela greve do pessoal das vans. Categoria com dificuldades de entendimento nas relações trabalhistas com a ala patronal, resolveu parar e em consequência disso, haja passageiro perdido no meio do tempo, na dependência dos ônibus. Superlotados, digas-se de passagem. Infernizou a vida de quem precisou sair para seus compromissos.

No meio do caminho, outra manifestação. A dos vendedores ambulantes que não são cadastrados, mas que reclamam o direito de vender seus produtos ali na feira da José Avelino. A Prefeitura, acomodada, por algum tempo deixou os feirantes tomarem de conta do entorno da Catedral e, por ser época eleitoral, não se posicionou como devia. Passadas as eleições, botou atrás deles a guarda civil, os agentes de trânsito e a Polícia Militar. Criou-se um drama.

Os ambulantes resolveram fincar pé e lançaram o desafio no estilo daquela musiquinha de carnaval: daqui não saio, daqui ninguém me tira. Sobrou pra quem? Para quem circula ou trabalha nas imediações.

Hoje, eles fizeram um enorme fuzuê em busca de uma decisão do prefeito. Com isso, perderam tempo e paciência, todos aqueles que inventaram de cruzar aquele caminho. Gritos, palavras de ordem, queima de material – tudo se viu. Aí chegaram os ‘zome’, como se diz no popular, e os manifestantes se dispersaram. Levantaram as ‘barricadas’, abandonando o espaço – provavelmente, sem nenhuma resposta que lhes possa dar uma efetiva ideia de como vai ficar a situação deles. E se nada foi resolvido é sinal, também, de que eles voltarão à carga, a qualquer instante.

Querem uma decisão da administração que, a exemplo de outras, fechou os olhos à desordem no local e quando precisou agir para colocar ordem no local, deu de cara com mais um abacaxi, ali debaixo das vistas do prefeito instalado nas proximidades do antigo palácio do bispo. Resta às duas partes, negociarem. Essa velha e batida fórmula, ainda tem validade – principalmente entre pessoas que se dizerem civilizadas.

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Um inferno ao lado da catedral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Trânsito

11 de Fevereiro de 2015

Quarta feira nunca foi lá um dia da semana de registrar grandes problemas para a vida do fortalezense. Mas, hoje, está sendo. A começar pela greve do pessoal das vans. Categoria com dificuldades de entendimento nas relações trabalhistas com a ala patronal, resolveu parar e em consequência disso, haja passageiro perdido no meio do tempo, na dependência dos ônibus. Superlotados, digas-se de passagem. Infernizou a vida de quem precisou sair para seus compromissos.

No meio do caminho, outra manifestação. A dos vendedores ambulantes que não são cadastrados, mas que reclamam o direito de vender seus produtos ali na feira da José Avelino. A Prefeitura, acomodada, por algum tempo deixou os feirantes tomarem de conta do entorno da Catedral e, por ser época eleitoral, não se posicionou como devia. Passadas as eleições, botou atrás deles a guarda civil, os agentes de trânsito e a Polícia Militar. Criou-se um drama.

Os ambulantes resolveram fincar pé e lançaram o desafio no estilo daquela musiquinha de carnaval: daqui não saio, daqui ninguém me tira. Sobrou pra quem? Para quem circula ou trabalha nas imediações.

Hoje, eles fizeram um enorme fuzuê em busca de uma decisão do prefeito. Com isso, perderam tempo e paciência, todos aqueles que inventaram de cruzar aquele caminho. Gritos, palavras de ordem, queima de material – tudo se viu. Aí chegaram os ‘zome’, como se diz no popular, e os manifestantes se dispersaram. Levantaram as ‘barricadas’, abandonando o espaço – provavelmente, sem nenhuma resposta que lhes possa dar uma efetiva ideia de como vai ficar a situação deles. E se nada foi resolvido é sinal, também, de que eles voltarão à carga, a qualquer instante.

Querem uma decisão da administração que, a exemplo de outras, fechou os olhos à desordem no local e quando precisou agir para colocar ordem no local, deu de cara com mais um abacaxi, ali debaixo das vistas do prefeito instalado nas proximidades do antigo palácio do bispo. Resta às duas partes, negociarem. Essa velha e batida fórmula, ainda tem validade – principalmente entre pessoas que se dizerem civilizadas.