Janeiro 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Janeiro 2015

Música chiclete usada como tortura pela CIA

Por Nonato Albuquerque em GERAL

28 de Janeiro de 2015

tortura1Você deve viver por conta com algumas músicas que pregam na nossa cabeça e nos deixam perturbados. Pois, agora, tomamos conhecimento de que o pessoal da CIA, nos EUA, usa esse tipo de ‘tortura’ nos interrogatórios em suas unidades prisionais.

“De acordo com uma nota de rodapé em um memorando de um programa de interrogatórios dos EUA de 2005, a CIA mantém “condições de detenção” em cada uma de suas unidades prisionais, onde os detidos são sujeitos a “ruído branco/sons altos (que não excedam 79 decibéis)” durante interrogatórios”, narra o jornalista Brian Anderson no artigo ‘Entenda Como a Tortura Sonora Machuca’.

Prestenção: na lista da CIA estão sessões de ‘tortura musical’ que utilizam sucessos como “Born in the USA” de Bruce Springsteen a “Diirty” de ChristinaAguilera a “I Love You” de Barney, o Dinossauro, “Fuck Your God” do Deicide, “Enter Sandman” do Metallica, “Babylon” de David Gray, “We Are the Champions” do Queen, “Killing in the Name Of” do Rage Against the Machine e também músicas de Meat Loaf, Aerosmith, AC/DC, Marilyn Manson Drowning Pool, 2Pac, Dr. Dre, Eminem, Britney Spears, e Matchbox 20.

Por aqui, que tipo de chiclete-musica vive a nos torturar?

(Via Motherboard)

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A profunda crise da sociedade humana

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ESPIRITUALIDADE

27 de Janeiro de 2015

Tenho a impressão de que a humanidade regrediu em termos morais, apesar dos avanços conquistados no plano material. É que a insensibilidade parece tomar conta de nossos gestos diante da própria fragilidade humana. Como entender, então, que possamos assistir ao abandono de uma mãe e sua filha, vítimas da violência doméstica, jogadas à sorte em um terminal de ônibus, sem que se tenha o olhar apiedado dos transeuntes; tampouco, o necessário auxílio do serviço social a quem deve o caso.

Tenho a impressão de que perdemos a noção do respeito humano e do socorro humanitário a esses párias sociais. Como explicar a frieza de adolescentes narrando que sacrificaram a vida de um outro menino de 14 anos, sob a mais banal alegativa?

Tenho a impressão de que todos os ensinamentos desprendidos pelos grandes mestres como Buda, Confúcio, Jesus – perderam-se, ao longo do tempo, e que suas mensagens de amor e desprendimento não conseguem chegar ao nosso coração. No mínimo, entram por um ouvido e sai por outro, por mais que dissimulemos o contrário.

Tenho a impressão de que estamos virando máquinas, compondo com a parafernália de eletrônicos com os quais nos relacionamos, mais uma peça insensível desse mundo automatizado. Como entender que jovens se destinem ao lixo, quando abrigam entre seus prazeres a convivência com as drogas e o álcool, se cada um de nós veio a esse mundo para corporificar um projeto de crescimento e evolução em favor da Vida.

Tenho a impressão de que perdemos o senso comum do Bem, e passamos a disputar a frivolidade de nos mostrarmos nos ‘selfies’, como modernos narcisos, destacando apenas a aparência, esquecidos de que o melhor de todos, repousa no íntimo de cada um – que é o bem que possamos fazer aos outros.

É, eu tenho a impressão de que estamos deslocados no tempo, convivendo numa era onde alguns reinventaram a barbárie e disputamos um lugar em meio aos destroços de uma sociedade que já contou com a presença de iluminados, como essa figura magnânima de Jesus, que nos ensinou a necessidade de amar o próximo e a crer nas benesses da Vida, pela melhoria de cada um de nós e em favor do progresso do próprio Planeta.

Tenho a impressão de que estamos em profunda crise. Quem dera, fosse mera impressão.

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Erros da Justiça: o Brasil os comete?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de Janeiro de 2015

Uma decisão tomada por juízes dos EUA, semana passada, revela como é possível a ocorrência de um erro judicial, a ponto de deixar um inocente mofando na cadeia por 40 anos. O cidadão desse caso específico, foi preso acusado de um crime que não cometeu. Durante todo tempo, declarou ser inocente. Mesmo assim, permaneceu quatro décadas sem direito à liberdade. Testes de DNA acabaram revelando ser de outra pessoa, a autoria do delito. Ele foi solto, numa ação que parece revelar não ser um caso isolado na rotina de erros da Justiça norte-americana.

Em novembro passado, dois outros homens (negros, também, diga-se de passagem) foram soltos depois de ser aplicada sentença de prisão perpétua, por crimes que eles não cometeram quando menores. Passaram 23 anos trancafiados.

E a gente fica a imaginar: se em países ditos de primeiro mundo ocorrem essas falhas, como será que anda a situação no Brasil. Quem não se recorda de que um mutirão carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2013, encontrou aqui no Ceará um homem de aproximadamente 80 anos, considerado o detento mais antigo do País. Ele foi preso na década de 60, recebeu alvará de soltura em 1989, após ter sua punibilidade extinta pela Justiça, mas permanecia, mesmo assim, em uma unidade destinada a abrigar acusados de cometer crimes, o Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes.

Um policial de renome na área da segurança cearense, com quem conversamos ontem acerca do episódio dos EUA, considerou que falhas judiciárias podem muito bem acontecer e,  provavelmente, alguns brasileiros devam estar pagando injustamente por algum crime que não tenham cometido.

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A Segurança já dá respostas ao povo

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2015

Hoje tive oportunidade de conversar com o novo secretário de Segurança do Ceará, Delcí Teixeira. Ele me passou uma imagem de pessoa sensível e interessada na resolução da problemática da violência em nosso Estado. Mostrou sinceridade na conversa, dando transparência a dados que, até então, eram intocáveis pelos gestores passados.

Falou do Ronda do Quarteirão, que precisa ter a feição original de quando foi lançado. Do perfil de polícia concidadã exigida nos novos tempos. Do diálogo que está mantendo com os mais diferentes setores das corporações, o que demonstra sensibilidade de quem deseja ouvir as demandas para então tomar decisões objetivas.

Até me surpreendeu ao revelar que um equipamento como os patinetes – os segways -, comprados para o patrulhamento na Beira Mar estavam largados, abandonados, por falta de bateria. A bateria custa mais do que o próprio equipamento, comprado a 26 mil cada um. E, sobre as câmeras de segurança instaladas nas ruas – em número de 412 -, ficamos sabendo que apenas 42 delas estavam funcionando. Isso revela mau uso dos equipamentos adquiridos com dinheiro do povo.

O secretário Delcí demonstrou, também, ter noção de que o combate à violência exige a participação de outros setores do governo e da própria população. Anunciou o ingresso de um novo contingente de aprovados em concurso da PM e fez uma referência importante: é preciso adequar o funcionamento das delegacias à realidade do nosso tempo.

Nenhuma cidade pode conviver mais com distritais fechadas nos finais de semana, como acontece aqui mesmo na capital, forçando o cidadão a andar vários quilômetros para prestar uma simples queixa, levando-o a desistir de fazê-la, unicamente, por falta de incentivo. Talvez, por isso, o próprio governo não tenha um levantamento real dos crimes que são cometidos no dia-a-dia. Para fazer frente a essa problemática, o secretário anuncia a instalação de totens eletrônicos nos terminais de ônibus, onde o cidadão digitará sua queixa, eliminando a burocracia e a perda de tempo nas incômodas filas das delegacias.

Isso tudo, evidentemente, pode não resolver a questão da insegurança a curto prazo; mas são iniciativas que acenam para novos tempos em que os responsáveis pelo fator Segurança, pelo menos, já dão respostas ao povo.

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Nessa discussão sobre segurança, vale avaliar a inteligência policial?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

21 de Janeiro de 2015

O governo Camilo Santana herdou um tremendo abacaxi da administração Cid Gomes, que é esse da área da Segurança. Mesmo com investimentos feitos no setor ao longo dos últimos oito anos, o crescimento da violência tem dado uma dor de cabeça danada, aos que respondem pela difícil tarefa de conter os índices de violência, sempre elevados. Claro que não é culpa só da Polícia, mas como a parte mais visível no enfrentamento do problema, é sobre ela que recaem as cobranças.

Ontem, o governador se reuniu com membros do grupo de segurança, numa tentativa de avaliar os pontos que precisam ser atacados para definir as estratégias do projeto Ceará Pacífico que deseja implantar. Não vai ser fácil, até porque, ele próprio sabe que não é trabalho diminuto e que deve levar algum tempo para que surjam os resultados. No entanto, Camilo Santana age com o discernimento de quem precisa atuar com rapidez, levando-se em conta os números divulgados pelo setor. Números que muitas vezes divergem dos relatos da imprensa, acostumada a mostrar uma realidade sem disfarce.

Que existe insegurança na cidade, existe. Que há compromisso das autoridades em contrapor-se a isso, é verdade. A impressão que se tem, porém, é que esteja ocorrendo algum descompasso entre o fazer da Polícia e o comprometimento da Justiça. É aquele velho questionamento: a Polícia prende, a Justiça solta. Será que isso se deva a falhas nos processos? Pois que sejam avaliados os que respondem por isso.

Ainda há pouco, o ministro Cid Gomes revelou interesse em fazer avaliação do corpo de funcionários da sua área. Por que, então, não se buscar esse tipo de avaliação em setores como o da inteligência policial. Até para se saber se estão funcionando a contento. Fica a sugestão.

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Nossos pequenos atentados do dia-a-dia

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

16 de Janeiro de 2015

Muita gente que assiste ao Barra Pesada, quando se encontra comigo, fala da importância que dá ao editorial do programa – aquela parte final quando elegemos sempre um assunto para nossas reflexões. É o momento de suavizar um pouco o lado rude da tensão provocada pela carga de violência do noticiário. Na verdade, o programa é um espelho do nosso cotidiano. Aborda (ainda) a selvageria que existe em cada um de nós. Fatos relatados que fazem parte de uma realidade, a qual não podemos fugir. Ninguém trabalha com ficção. Infelizmente, tudo é gerado e produzido pelas pessoas que ainda não perceberam a grandeza da vida.

Mesmo quem se surpreende com atentados como o da França, da semana passada, esquece que cada indivíduo é senhor portador de pequenos atentados diários. Quando explode encolerizado por conta do trânsito caótico. Quando agride verbalmente alguém. Quando destrata o semelhante, seja em casa ou no trabalho. Quando fura uma fila tirando proveito próprio. São atentados à dignidade humana.

Aquele ocorrido na França é apenas um exemplo macro das pequenas violências que acontecem diariamente. Cometidas por cada um de nós. Em favor de um tempo de paz é preciso mudança no mundo. Mas o mundo só vai mudar esse perfil belicoso, quando houver disposição de mudança em cada pessoa.

Os velhos gregos estavam cobertos de razão ao reivindicar para todos o auto-conhecimento. Conhecendo-se, a pessoa descobre que somos todos não só o ‘Charlie’ solidários às vítimas do atentado; mas somos culpados nesse jogo da bestialidade humana. Essa, uma verdade que poucos querem enxergar.

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O sistema penitenciário faliu

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

15 de Janeiro de 2015

Ninguém muda ninguém apenas e tão somente metendo numa masmorra moderna, chamada penitenciária, se não mudar na pessoa a tendência para o erro que a levou para ali. Educação e trabalho são as ferramentas disponíveis para mudar o homem.

PENITÊNCIA AÇÃO

Ninguém muda ninguém apenas e tão somente metendo numa masmorra moderna, chamada penitenciária, se não mudar na pessoa a tendência para o erro que a levou para ali. Educação e trabalho são as ferramentas disponíveis para mudar o homem. Nesse ponto, o sistema penitenciário brasileiro faliu.

As políticas de segurança pública estão na ordem do dia. O governador Camilo Santana está propondo um projeto, ‘Ceará Pacífico’, no qual pretende integrar os setores mais importantes de seu governo, a fim de conter a onda alarmante de crimes e de fortalecer, entre a população, o clima de confiança na área da Segurança.

Fortaleza já é a segunda cidade da América Latina em criminalidade, segundo a ONU, ficando atrás apenas de Maceió. Investimentos feitos na administração passada não surtiram os efeitos desejáveis e parte desse frustrante resultado, pode ser colocado na conta de uma certa indisponibilidade entre governo e setores da Polícia, gerada ainda na greve da categoria. O novo governador tem-se mostrado mais aberto ao diálogo. Hoje pela manhã, o secretário de Segurança recebeu o deputado capitão Wagner, um crítico do sistema e que tem demonstrando, também, bom senso ao ampliar o debate em favor dessa luta.

O ‘Ceará Pacífico’ promete, ainda, ouvir sugestões de profissionais que passaram a ser referência nesse setor, como o professor José Luiz Ratton, mentor do programa ‘Pacto pela Vida’ em Pernambucano. Em conversa que tivemos com ele, hoje pela manhã em nosso programa de rádio na Tribuna Band News, ele foi incisivo ao dizer que diminuir a violência não é só tarefa da Polícia, mas passa pela sociedade civil e por uma política criminal que ‘não ajude apenas a prender mais, mas prender melhor’. Ele contou que a maior parte da população carcerária brasileira, acaba se aprimorando mais no crime, dentro do sistema penitenciário, por ele não desenvolver políticas de ressocialização dos indivíduos. O que é a pura verdade.

Todos sabemos que ninguém muda ninguém apenas e tão somente metendo numa masmorra moderna, chamada penitenciária, se não mudar na pessoa a tendência para o erro que a levou para ali. Educação e trabalho são as ferramentas disponíveis para mudar o homem. Nesse ponto, o sistema penitenciário brasileiro faliu.

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GOD IS GOOD

Por Nonato Albuquerque em HUMOR

14 de Janeiro de 2015

– Mãe, Deus é perfeito?

– Perfeitíssimo.

– E onde ele está?

– Em toda parte, meu filho.

– E ele sabe de tudo?

– Hum-rum!

– (depois de uma pausa) Como o Google?

GOD IS GOOD

- Mãe, Deus é perfeito?
- Perfeitíssimo. 
- E onde ele está?
- Em toda parte, meu filho.
- E ele sabe de tudo? 
- Hum-rum!
- (depois de uma pausa) Como o Google?

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Mudança no governo surpreende servidores

Por Nonato Albuquerque em HUMOR

13 de Janeiro de 2015

BABÕES

O simbolismo do governador cearense Camilo Santana, abdicando o ritual de colocar nas paredes dos órgãos públicos sua foto e dar personalidade ao cidadão comum, anda soando estranho para uma boa parte de servidores que adoravam ‘genuflexar’ diante da moldura governamental.

BABÕES </p>
<p>O simbolismo do governador cearense Camilo Santana, abdicando o ritual de colocar nas paredes dos órgãos públicos sua foto e dar personalidade ao cidadão comum, anda soando estranho para uma boa parte de servidores que adoravam 'genuflexar' diante da moldura governamental.

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A peça de retórica e a crise no HGF

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Janeiro de 2015

Há exatos 45 anos, o autor teatral Paulo Pontes, definia o cidadão de nosso país de uma forma bastante realista, ao intitular uma de suas peças “Brasileiro – Profissão Esperança”. Essa definição parece continuar válida nos dias de hoje. Principalmente quando se refere à acreditar nas promessas de nossos governantes. O povo vive acreditando que tudo vai mudar para melhor. E, de repente, se depara com uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade. Veja o caso da Saúde.

Há pouco mais de dois meses, ouvia-se a presidenta Dilma anunciar investimentos e mais investimentos no setor. O próprio governo do Ceará entoava loas nas publicidades oficiais, sobre a abertura de unidades hospitalares que beneficiariam o cidadão, tentando apagar a imagem negativa do atendimento na rede de saúde pública. Pois agora, com o fechamento da emergência do Hospital Geral de Fortaleza, tem-se a impressão de que, na prática, a teoria apregoada pelos anúncios governamentais era mera peça de retórica. Era conversa pra boi dormir, como se diz no popular.

A direção do HGF, desde ontem e durante 48 horas, está barrando o atendimento de pacientes, sob a alegativa de superlotação na unidade, enquanto se tem denúncias de que não é saudável a situação de outros hospitais como Maternidade César Cals e do Hospital Regional de Sobral. Eles estão convivendo com problemas de atraso de recursos federais, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Médicos, José Maria Pontes, preocupado com o estágio a que a Saúde Pública chegou.

Em meio às tentativas de se justificar o óbvio, encontra-se o cidadão comum, que paga impostos e, quando necessita de socorro, enfrenta uma verdadeira via sacra, bem diferente da realidade que os anúncios oficiais propagam. Mesmo assim, é incrível como ele não perde a esperança de que, um dia, quem sabe, as coisas mudem. E para melhor, evidentemente.

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A peça de retórica e a crise no HGF

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Janeiro de 2015

Há exatos 45 anos, o autor teatral Paulo Pontes, definia o cidadão de nosso país de uma forma bastante realista, ao intitular uma de suas peças “Brasileiro – Profissão Esperança”. Essa definição parece continuar válida nos dias de hoje. Principalmente quando se refere à acreditar nas promessas de nossos governantes. O povo vive acreditando que tudo vai mudar para melhor. E, de repente, se depara com uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade. Veja o caso da Saúde.

Há pouco mais de dois meses, ouvia-se a presidenta Dilma anunciar investimentos e mais investimentos no setor. O próprio governo do Ceará entoava loas nas publicidades oficiais, sobre a abertura de unidades hospitalares que beneficiariam o cidadão, tentando apagar a imagem negativa do atendimento na rede de saúde pública. Pois agora, com o fechamento da emergência do Hospital Geral de Fortaleza, tem-se a impressão de que, na prática, a teoria apregoada pelos anúncios governamentais era mera peça de retórica. Era conversa pra boi dormir, como se diz no popular.

A direção do HGF, desde ontem e durante 48 horas, está barrando o atendimento de pacientes, sob a alegativa de superlotação na unidade, enquanto se tem denúncias de que não é saudável a situação de outros hospitais como Maternidade César Cals e do Hospital Regional de Sobral. Eles estão convivendo com problemas de atraso de recursos federais, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Médicos, José Maria Pontes, preocupado com o estágio a que a Saúde Pública chegou.

Em meio às tentativas de se justificar o óbvio, encontra-se o cidadão comum, que paga impostos e, quando necessita de socorro, enfrenta uma verdadeira via sacra, bem diferente da realidade que os anúncios oficiais propagam. Mesmo assim, é incrível como ele não perde a esperança de que, um dia, quem sabe, as coisas mudem. E para melhor, evidentemente.