setembro 2014 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

setembro 2014

Que fim levaram os pardais?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de setembro de 2014

“Era uma vezpardais

um tempo de pardais

de verdes nos quintais

faz muito tempo atrás

quando ainda havia fadas”

O cantor cearense Raimundo Fagner cantava nesses versos de Fausto Nilo, a memória de uma saudosa infância que deixou marcas de saudade. Hoje, eu evoco a canção para indagar por onde andam os bandos de pardais que ‘infestavam’ as ruas e praças de Fortaleza? Eles sumiram. Aqui e ali, ainda é possível ver alguma dessas aves, pululando em busca de sementes, mas já sem a presença volumosa de outros pardais em rumoroso barulho,

Fins de tarde, nos arquivos da memória, eu guardo lembranças de minha Acopiara natal, marcados pelas centenas desses pequenos pássaros se aninhando na galharia do quintal de nossa casa da rua Celso Castro, como se anunciassem a proximidade da noite.

O sumiço deles de boa parte do cenário da capital cearense, estaria ligado à surpreendente invasão de pombos nos últimos anos. Essa, uma suspeita levantada por amigos em conversa sobre o desaparecimento da espécie. Verdade ou não, os pombos tomaram os espaços onde, antigamente, eram os pardais que marcavam presença.

Folgo em saber que esse gênero da família Passeridae, é uma espécie gregária e nativa do Velho Mundo e sua chegada ao Brasil se deu exatamente por volta de 1903, quando o prefeito Pereira Passos autorizou a soltura de alguns vindos de Portugal.

Antagonizados por agricultores devido aos prejuízos que causavam a produtividade agrícola, os pardais passaram a viver também nas áreas urbana onde, agora, parecem estar sendo afastados a exemplo das abelhas que segundo cientistas, migram cada vez mais das áreas urbanas por conta das emissões de ondas de rádio e TV, que interferem no comportamento de sua circulação.

No cenário das ruas, os pardais-aves estão dando lugar aos pardais-fotossensores.

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A lenda do santo demônio

Por Nonato Albuquerque em Crônica

25 de setembro de 2014

Nonato Albuquerque   

LuciferJá disseram por aí,  que aquilo de bêbado num tem dono. Mas nem com isso os papudinhos largam a garrafa. Nem com a gota da mulesta eles param de beber. Largar do vicio, ih, é difícil! Quando isso acontece, dizem os mais encalacrados, ex-pinguço deixa de BB e se matricula no AA. “Puro retrocesso escolar”, argumentam com uma ponta de sarcasmo.

Pouca gente, porém, conhece a origem do alcoolismo entre as pessoas e o pacto firmado pelo diabo com o bicho-homem ainda nos tempos da criação do mundo.

Conta-se que Deus queria saber como andava sua obra. E anunciou uma festa no céu para todos os seres vivos. Todos os bichos podiam entrar, menos o anjo Lúcifer que andara aprontando das suas e fora banido do condomínio celestial. Quando soube dessa proibição, o diabo ficou com o cão nos couros. Jurou que iria à festa de qualquer maneira e se vingaria de Deus atraindo para as suas hostes, a melhor das suas criaturas. Pegou o “cãolendário´, informou-se sobre o dia, hora e lugar e, deu uma infernal gargalhada, ao saber que se tratava de uma festa à fantasia.

– Festa à fantasia! Uau!”, disse. Tá como o diabo gosta.

Sem que precisasse esquentar muito os miolos, teve uma idéia… como díriamos? Diabólica! Pensou: qual é a maneira mais fácil e sensata de se entrar no céu? É o individuo se tornar um santo. Dito e feito. Lúcifer vestiu uma mortalha branca, botou uma auréola de arame na cabeça, calçou uns ´cãochutes´ novos, encenou um ar de santidade e se mandou.

Passou direitinho por São Pedro, que estava no maior ronco na portaria e nem notou a entrada do demônio.

É bom dizer que das profundezas, o cão – ou melhor, o santo – conduzia um frasco com um pouco de “água ardente” e uma tocha acêsa na ponta com uma brasa retirada dos infernos.

Lá, ele ofereceu isso a todos os convivas. Nenhum bicho aceitou. O passarinho, previdente, se negou a beber daquela água. A caipora também desculpou-se, embora tivesse adorado tragar a essência da chama acêsa. Interessado em proclamar sua vingança, o diabo deu de cara com o bicho-homem, que na festa se vangloriava ser a mais inteligente das criaturas, e que aceitou beber todo aquele vaporoso líquido. Bebeu e bebeu e bebeu até cair de quatro, enquanto Lúcifer aproveitava-se para firmar com ele um pacto demoniaco.

Dali em diante, toda vez que alguém da sua linha de sucessão provasse da água ardente trazida por ele dos quintos, bastava evocá-lo com um pequeno e simples gesto que ele, prontamente, atenderia a qualquer convocação.

Dizem que é por isso que, até hoje, em qualquer botequim de beira de rua, tem sempre alguém derramando no pé do balcão a primeira dose dirigida ao santo. Que na verdade apenas se passara por ele.

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As ciclovias já eram; agora, a novidade são as vias para internautas

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

17 de setembro de 2014

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Enquanto estamos discutindo em nosso País a ampliação das ciclovias, a China inaugura novas formas de mobilidade urbana. Agora são as vias para que os internautas, que utilizam smartphones e outros equipamentos tecnológicos, possam caminhar tranquilamente. Quando isso vai acontecer por essas bandas?

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O GRÃO QUE ESCONDE A ÁRVORE

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

16 de setembro de 2014

MOSTARDAInútil dizer que você não vale nada e que, seu voto, não vai alterar o andamento das coisas. No reino de todos, todos somos importantes.

Como avaliar o trabalho de um bom cirurgião se não levarmos em conta o ofício da faxineira que higieniza o ambiente de trabalho, evitando com isso o drama da infecção hospitalar?

Que dizer do taifeiro que responde pela alimentação para que a tropa subsista?

Em relação ao tempo, não se pode minimizar o valor dos minutos, pois eles é que pontualizam as horas e marcam em definitivo a sua marcha.

Em tudo e por tudo, você é alguém que pode condicionar a sua força, à fé que move montanhas. E não é preciso ser uma gigantesca sequoia para atrair a atenção na paisagem; basta, apenas e tão somente, ter a vitalidade de um grão de mostarda. Nele, uma grandiosa árvore, também, se oculta.

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Novidade: um celular com dispositivo apenas para se falar e ouvir

Por Nonato Albuquerque em curiosidade

09 de setembro de 2014

Está cansado de celular com várias utilidades? Gostaria de um telefone que apenas atendesse ao seu verdadeiro objetivo, telefonar? Pois está chegando o nophone, um telefone desprovido de toda parafernália tecnológica. Não tem câmera, não tem conexão com a Internet, não tem Instagram, tampouco Facebook. 
 
Entre outras vantagens, o aparelho não tem necessidade de bateria pois a sua duração é infinita. É sem fios, é resistente a água e – acreditem! – a qualquer tipo de choque.
 
Será que, depois de tantos aplicativos inseridos em smartphones e celulares, alguém vai voltar a um telefone que só tem a função de falar e ouvir?

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O estrangeiro estava certo?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

02 de setembro de 2014

Há alguns meses, um jornalista dinamarquês esteve no Ceará, preparando material sobre a copa e deparou-se com uma denúncia de que, em Fortaleza, jovens eram abatidos por grupos de justiceiros. A denúncia, apontando para ação de milícias, fez com que ele se visse impedido até mesmo de cobrir o evento da FIFA e temendo represálias foi embora. Ninguém deu a mínima. Não se teve nenhuma resposta oficial sobre isso.

No entanto, diariamente corpos de jovens implicados com o drama do crack e de pequenos furtos, amanhecem e anoitecem estirados nas ruas, sob o manto branco do lençol que os encobre, como a sugerir que precisamos apagá-los da nossa memória.O que se ouve é de que, por serem menores infratores, pesava sobre eles a pena de morte não oficializada.

Agora, os corpos de quatro jovens e de um adulto são localizados numa cova rasa junto a um canavial em Redenção. Eles estavam desaparecidos há cerca de duas semanas, quando foram retirados de casa, à força, pelo que se soube de testemunhas, sem que se soubesse sobre os autores desse ato. Ouviu-se dizer que eles tinham lá complicações com esse mundo desgraçado do tráfico, cada vez mais operante do que as forças que deveriam reprimi-lo. São vítimas de uma chacina. provavelmente, pelas mãos de justiceiros.

Diante da violência que nos cerca, há quem imagine seja essa a solução final, esquecidos de que um erro não justifica a eliminação de quem quer que seja. Há necessidade de investigação, para que se esclareça isso e, principalmente, confirme ou não a suspeita de que haja grupos de extermínio operando no Ceará, muitas vezes, com a ajuda do próprio aparelho repressor, quando não atenta para denúncias graves sobre essa prática criminosa. É dever da Polícia dar essa resposta, para que não paire sobre ela, também, a suspeita lançada pelo correspondente estrangeiro.

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O estrangeiro estava certo?

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

02 de setembro de 2014

Há alguns meses, um jornalista dinamarquês esteve no Ceará, preparando material sobre a copa e deparou-se com uma denúncia de que, em Fortaleza, jovens eram abatidos por grupos de justiceiros. A denúncia, apontando para ação de milícias, fez com que ele se visse impedido até mesmo de cobrir o evento da FIFA e temendo represálias foi embora. Ninguém deu a mínima. Não se teve nenhuma resposta oficial sobre isso.

No entanto, diariamente corpos de jovens implicados com o drama do crack e de pequenos furtos, amanhecem e anoitecem estirados nas ruas, sob o manto branco do lençol que os encobre, como a sugerir que precisamos apagá-los da nossa memória.O que se ouve é de que, por serem menores infratores, pesava sobre eles a pena de morte não oficializada.

Agora, os corpos de quatro jovens e de um adulto são localizados numa cova rasa junto a um canavial em Redenção. Eles estavam desaparecidos há cerca de duas semanas, quando foram retirados de casa, à força, pelo que se soube de testemunhas, sem que se soubesse sobre os autores desse ato. Ouviu-se dizer que eles tinham lá complicações com esse mundo desgraçado do tráfico, cada vez mais operante do que as forças que deveriam reprimi-lo. São vítimas de uma chacina. provavelmente, pelas mãos de justiceiros.

Diante da violência que nos cerca, há quem imagine seja essa a solução final, esquecidos de que um erro não justifica a eliminação de quem quer que seja. Há necessidade de investigação, para que se esclareça isso e, principalmente, confirme ou não a suspeita de que haja grupos de extermínio operando no Ceará, muitas vezes, com a ajuda do próprio aparelho repressor, quando não atenta para denúncias graves sobre essa prática criminosa. É dever da Polícia dar essa resposta, para que não paire sobre ela, também, a suspeita lançada pelo correspondente estrangeiro.