Janeiro 2014 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Janeiro 2014

Elegia às chuvas de janeiro

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

31 de Janeiro de 2014

E a cidade, cansada de conviver com chuva de balas e tempestuosas ações desumanas, de repente dá uma trégua nesse clima indesejável de violência e se deixa banhar pelas águas do que desejamos seja inverno.A simples mudança de temperatura, banindo o excessivo calor para dar lugar a esse tempinho gostoso, já é um bom sinal.

Se para o sulista tempo bom é tempo de sol, como reivindicam muitos paulistanos, aqui para nós uma chuva por menor que seja, já é motivo de festa, de rezas e de ladainhas. Que o diga os integrantes da romaria das Candeias, aí no Juazeiro.

Todos sabemos que são preferíveis pancadas de chuva a vermos gente espancada por conta da falta de controle. De pessoas intempestivas impondo ações criminosas, desafogando suas mágoas em outras criaturas, só porque não sabem conviver em harmonia.

Algum pessimista de plantão pode até alegar que chuva incomoda, que traz prejuízos para a cidade; que alaga ruas, perturba o tráfego e tira a paciência de quem tem compromissos a cumprir… Ora, nordestinos que somos, convivendo já com dois anos de seca, temos mais é que dobrar os nossos joelhos e agradecer o parto dessas nuvens grávidas, despejando torrentes de água para matar a sede dos açudes, retemperar a secura da terra, ajudar o homem simples a semear os grãos que nos alimentam, além de limpar o astral de uma cidade que tem convivido com as lágrimas de mães que perdem filhos para o tráfico, de viúvas lamentando o rio de sangue que encharca as manchetes, como se não tivesse sentido algum conviver nessa Fortaleza cidade.

Que venham as chuvas e que elas lavem essa onda de tormentoso mal que aflige a população desejosa de colher frutos do bem… e afastar o mal desse chão sagrado onde vivem os nordestinos.

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Mundo moderno x homem das cavernas

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

30 de Janeiro de 2014

O mundo celebra hoje o Dia Internacional contra Violência. A data faz referência à morte do líder pacifista Mahtma Gandhi, em 1948. De lá para cá, tem-se perseguido um ideal. O de buscar melhorar o perfil humano, de sermos menos violentos. Tarefa difícil sim, mas não impossível.

É que o Planeta Terra é uma escola de aprendizado onde estão matriculados seres que precisam ser alfabetizados em termos das virtudes morais mais expressivas. Se avançamos em tecnologia, progresso material, em matéria de convivência ainda trazemos traços do homem primitivo das cavernas. Que batia na mulher, espancava seus desafetos, matava os seus pares com a mesma intensidade com que dizimava os animais para sobrevivência. Mudou o cenário, maas o bicho homem ainda é capaz de sair num veículo moderno, ameaçando a sociedade, uivando que está louco e com desejo de papocar quem estiver pela frente. E, como para provar a sua própria falta de habilidade e inteligência, sai atirando a esmo em vias públicas.

Esse é o perfil da maioria de todos os seres que ainda rastejam na animalidade e não pensam nas consequências de seus atos. O vídeo do empresário arrotando bestialidade revela apenas um traço do indivíduo da modernidade mas que vive como se fosse ainda um homem das cavernas.

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Os 15 segundos de fama que valem 4 anos de prisão

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

29 de Janeiro de 2014

A ignorância, costumava dizer um personagem do saudoso Chico Anysio, é que atravanca o progresso. E como tem ignorantes nesse mundo de meu Deus. Há os que intitulamos “ignorantes de pai e mãe’, muito embora nada tenha a ver a filiação nesses casos, como há os que têm cabeça e que, parece, utilizá-la apenas para uso de um boné. É o caso desse desmiolado do vídeo postado na Internet, que saiu dirigindo pelas ruas de Fortaleza, armado e atirando a esmo.

Fosse uma imagem retirada do túnel do tempo, esperava-se que ele estivesse em uma carruagem, percorrendo as pradarias do velho oeste imitando o mau exemplo de bandidos  daqueles tempos. Mas se trata dos dias de hoje. No mínimo, isso já demonstra a imbecilidade de quem pode atingir um nível de vida capaz de comprar um bem de consumo como um carro; de conviver com o progresso das redes sociais, mas que parece ter parado no tempo.

Só para se ter uma ideia: esse indivíduo incorreu em vários crimes. O de estímulo à violência. O de porte de arma. O de atirar em via pública, podendo causar lesões a terceiros. O de dirigir em situação perigosa, de risco – já que enquanto dirige, grava sua ação destemperada.

Moradores da área mostrada no vídeo denunciam tratar-se do bairro da Maraponga, onde geralmente crianças costumam brincar nas calçadas daquele trecho.

Em resumo: Ronald David teve os seus 15 segundos de fama, mas vai ter que arcar com as consequências de sua inditosa performance. Pode (e deve) pegar pena de dois a uatro anos de reclusão e multa.

Uma performance de quem é desajustado socialmente e de agir como um perigoso bandido de quem todos precisam se proteger.

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Advogado reclama de atendimento na Segurança

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

28 de Janeiro de 2014

Quando eu falo que o serviço público no Brasil precisa mudar, não estou soziadvonho. Tem mais gente – e bota gente nisso! – testemunhando episódios que merecem toda a nossa atenção. Como faz o advogado Alexandre Bastos Sales,. Ele narrou nas redes sociais o que viveu numa delegacia, dessas que estão longe de competir com qualquer serviço de primeira qualidade que tanto a sociedade republicana deseja.

 

“Hoje realmente constatei que a segurança publica do nosso estado esta as traças. Fui ao 13º distrito policial, às 13:30 para fazer um B.O de acidente de transito de um funcionário. Chegando lá fui surpreendido com a noticia de que as senhas para o dia já tinham acabado. Ao indagar sobre a legalidade desta informação a Inspetora que deu a informação disse que era isso mesmo e pronto.

Ao me apresentar como advogado, ela disse que também era advogada e que eu fosse reclamar com o delegado. Não fui fazer isso por achar que isso não é conduta, o cidadão tem ser atendido independente de sua condição financeira.

Se a causa do B.O fosse um roubo ou uma tentativa de homicídio como ficaria? Teria que voltar para casa sem o apoio do estado?

Peço as autoridades que tomem atitude, não por mim; conheço meus direitos e resolvo meus problemas. Peço pelo povo que está jogado e marginalizado”

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Agentes ameaçam greve nos presídios e dizem que o Ceará é “meio Maranhão”

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

24 de Janeiro de 2014

A questão da segurança interna dos presídios brasileiros passa por uma reavaliação depois dos episódios sangrentos do Maranhão. Lá, a situação é simplesmente inaceitável, quando se sabe que os presos dominam o presídio de Pedrinhas e determinam quem deve viver ou não. Por aqui, o problema da superlotação, que tem levado a esses conflitos, também assusta. Os agentes prisionais anunciam que vão parar caso não se tome providências.

A acreditar no que nos afirmou o representante do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Waldemiro Barbosa, em nosso programa da Tribuna Band News, a coisa não anda lá muito boa não. A categoria está em pé de guerra com o Governo do Estado, que não teria atendido às reivindicações desses profissionais, que vão desde aumento no número de agentes passando por outras de ordem trabalhista.

‘MEIO MARANHÃO’

Waldemiro relatou que a situação em alguns presídios cearenses é de “meio Maranhão”, porque se em 2013 os presos de lá mataram 70 internos, por aqui, a conta jpá chega a 32 mortes. Um total de 47 cadeias públicas estão sem agentes e são mantidas por funcionários dessas prefeituras.

Na contabilidade do líder sindicalista, faltam 2 mil agentes para que a coisa funcione a contento. Em 2013, já foram registradas 464 fugas. Trabalhando nos presídios 1.423 agentes, quando o ideal seria 3 mil 423 – numa defasagem de dois mil profissionais.

Os agentes estão dando um prazo até 1º março para que se contorne a situação; caso contrário, eles vão paralisar, o que pode ampliar ainda mais o caos do sistema penitenciário cearense.

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Auxílio à família do preso ou da vítima?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

23 de Janeiro de 2014

É comum se dizer que ‘de hora em hora, a vida melhora’, ainda que as coisas deem a impressão do contrário. É que a sociedade humana é um projeto em construção. A própria natureza, sabemos, não dá saltos. Pode falhar aqui, mas acaba acertando em outros pontos e aos poucos vai se adequando em busca de aperfeiçoamento. Assim o é também em relação às suas leis. Que o diga essa iniciativa de uma deputada federal analisando o projeto que acaba com o auxílio financeiro pago pelo Governo à família de quem cometer crimes.

Todos nós achamos que o ‘auxílio reclusão’ pode até gerar estímulos a que um preso se condicione a viver marginalmente, para obter lucro para a família por meio desse benefício. O que deseja o novo projeto? Ao invés de beneficiar a família do criminoso, como acontece atualmente, seria mais justo amparar a família da vítima, principalmente quando esta sofre sequelas físicas ou psicológicas que a impede de trabalhar.

Compete a quem cometeu um delito qualquer e que fica segregado, buscar meios de trabalhando internamente ou externamente suprir o sustento de sua família. Essa devia ser a regra geral, mas pelo visto o ‘bolsa prisão’ não acompanha essa lógica. A mudança desse equívoco, proposto agora, leva a um melhor entendimento e a compreensão de que, aos poucos, o homem vai corrigindo equívocos em busca do bom senso.

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Violência: o lugar indesejável

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

21 de Janeiro de 2014

Não deu outra. Fortaleza está em sétimo lugar no indesejável ranking de cidade mais violenta. Pra variar, do mundo. Isso mesmo o que você leu: somos a sétima cidade mais violenta do Planeta. Também pudera.

Com uma taxa de 79.42 homicídios por cada 100 mil habitantes, a capital dos cearenses está no relatório da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, como uma cidade onde a violência parece incontrolável. Estamos atrás de Maceió, nas Alagoas.

E o que é mais surpreendente é saber que, além do sétimo lugar na taxa de assassinatos, Fortaleza é a segunda cidade entre as 50 que mais registraram maior número de homicídios. Foram 2.754 homicídios no ano passado.

As ruas e avenidas foram marcadas durante todo o ano de 2013 pela presença de corpos estendidos, como se uma guerra não oficial estivesse recrudescendo aos nossos olhos. Esforços foram feitos por parte das autoridades, sabemos; mas ainda é pouco para deter a avalanche de crimes que ocorrem à nossa porta. revelando uma Polícia impotente para conter o que, na verdade, é dever de todos.

Ou mudamos nosso comportamento doentio, para controlar essa violência individual ou continuaremos a disputar um lugar no topo mais indesejável das conquistas: o de ser uma cidade onde as pessoas pensarão duas vezes antes de querer visitá-la. Infelizmente, essa é a realidade.

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Polícia orienta cidadão a procurar ruas onde não haja bandidos

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

16 de Janeiro de 2014

Você deve estar sentindo dificuldade para transitar por algumas ruas de Fortaleza. Parte delas estão em obras que buscam o aprimoramento da questão da mobilidade. É o progresso, do qual não se pode fugir. Do outro, o aproveitamento dessa situação pelos bandidos. Eles andam fazendo da segurança gato e sapato. Ardilosos, usam até escopeta nas ruas. Isso amplia a preocupação dos guiadores que já andam de saco já cheio com os problemas de engarrafamentos.

As autoridades policiais, consultadas a respeito, orientam a que o cidadão procure andar com o vidro dos veículos levantados, que evitem os flanelinhas e desconhecidos e que se busque vias alternativas para evitar aquelas onde se sabe que o risco de assalto e iminente. Tem até morador botando placa de alerta nos postes para dizer onde é arriscado circular por causa dos assaltos.

Mas procurar outras ruas, não devia ser a tendência mais correta, de vez que se deixarmos de circular por onde os bandidos estão agindo, vamos estar patrocinando a ocupação dos espaços pela bandidagem. E ela hoje se espalha por vários pontos.

A lei é que deve imperar e não o medo. A segurança é que deve ser ágil e não o escapismo, tentando desviar-se de um problema que precisa ser solucionado e não empurrado de barriga. Fortaleza não é pra ser tomada pelos bandidos. Nós, que somos pagadores de impostos, não podemos nos transformar em meros pagadores de promessas, rezando para que os santos nos protejam. Proteção do alto, ninguém descarta; mas o que é do homem compete ao homem resolver. Vocês concordam?

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Que o velho oeste não seja aqui

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

15 de Janeiro de 2014

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Essa foto que está circulando nas redes sociais, mostrando jovens atacando guiadores na avenida Padre Antonio Thomaz, à semelhança de bandidos do velho oeste, expressa a quantas anda a questão da segurança em nossa capital.

Na imagem, um deles porta uma escopeta de grosso calibre, significando a facilidade com que essas armas chegam às mãos de bandidos, que não sentem nenhum receio de ganhar as ruas e promover arrastões no horário em que o trânsito registra congestionamentos.

A cena nos remete a uma época que imaginávamos distante, a dos faroestes. Naquele tempo, malfeitores se limitavam a atacar carruagens, ainda assim fora do perímetro urbano, porque temiam a figura do xerife promovendo a segurança das cidades. Hoje eles lá temem ninguém. Fazem arruaça em ruas de grande circulação de pessoas, em locais mais ou menos já pontuados pela Polícia, que diz  ter mapeado como área crítica, ali nas proximidades da via Expressa.

Instigada pela pressão dos internautas que comentaram a foto, a autoridade policial diz que a Polícia chegou. Chegou sim, mas logo depois. Que ela já sabe quem são os autores. Pois que não se perca a chance de enjaular esses fascínoras modernos que tripudiam da sociedade em meio ao tormento do trânsito e a insegurança que permite à cidade de Fortaleza, ser atualmente listada como insegura e perigosa, pois o que mais se deseja é que o velho oeste não seja aqui.

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O serviço público que se deseja

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

14 de Janeiro de 2014

funcion_rio_p_blicoCostuma-se reclamar que alguns órgãos públicos não estão qualificados para o bom exercício de suas funções. Que há casos de mau atendimento ao cidadão; da falta de zelo de alguns servidores para quem paga imposto e necessita do bom andamento da máquina pública. Casos relacionados à Justiça, por exemplo, quando ela se revela morosa demais ou na hora em que alguém recorre ao trabalho da Polícia e nem sempre surtem os desejados efeitos. Porém, quando quer a Polícia faz. Mostra serviço. Que exemplo melhor do que esse da prisão do assassino de um PM no interior de uma auto-escola. Rapidinho, a instituição colocou em campo sua melhor equipe investigativa e deu a resposta que a sociedade mais espera. Alguém poderá dizer que o fez por se sentir ferida na própria carne com a morte de um integrante de sua força. Que o seja, mas que isso se amplie para todas as outras provocações que são feitas por quem quer que seja. É preciso que a Polícia tenha bem nítida essa conscientização, de que a sociedade é uma só. Que todos somos companheiros, embora em posições diferenciadas. Para se construir a desejada concidadania republicana, tanto necessita a população ser parceira, quanto o serviço público mostrar agilidade e competência para com todos.

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O serviço público que se deseja

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

14 de Janeiro de 2014

funcion_rio_p_blicoCostuma-se reclamar que alguns órgãos públicos não estão qualificados para o bom exercício de suas funções. Que há casos de mau atendimento ao cidadão; da falta de zelo de alguns servidores para quem paga imposto e necessita do bom andamento da máquina pública. Casos relacionados à Justiça, por exemplo, quando ela se revela morosa demais ou na hora em que alguém recorre ao trabalho da Polícia e nem sempre surtem os desejados efeitos. Porém, quando quer a Polícia faz. Mostra serviço. Que exemplo melhor do que esse da prisão do assassino de um PM no interior de uma auto-escola. Rapidinho, a instituição colocou em campo sua melhor equipe investigativa e deu a resposta que a sociedade mais espera. Alguém poderá dizer que o fez por se sentir ferida na própria carne com a morte de um integrante de sua força. Que o seja, mas que isso se amplie para todas as outras provocações que são feitas por quem quer que seja. É preciso que a Polícia tenha bem nítida essa conscientização, de que a sociedade é uma só. Que todos somos companheiros, embora em posições diferenciadas. Para se construir a desejada concidadania republicana, tanto necessita a população ser parceira, quanto o serviço público mostrar agilidade e competência para com todos.