novembro 2013 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

novembro 2013

Os dez mandamentos para a Black Friday

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE

29 de novembro de 2013

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico criou um código de ética para o Black Friday 2013. As lojas que aderiram ao manual serão identificadas com o selo “Black Friday Legal”. Divulgado pela Internet, ele acabou se transformando nos 10 mandamentos do Black Friday:

Desconfiarás de ofertas mirabolantes – Descontos muito vantajosos podem ser fruto de aumentos de preço nos dias anteriores ao evento. Confira o histórico de valores dos produtos – sites comparadores serão fieis escudeiros nesta tarefa.

Não comprarás de sites suspeitos – Atente para as informações sobre a identificação da loja, como CNPJ, razão social, endereço e canais de contato com o consumidor. A loja é obrigada a disponibilizar essas informações, que podem ser conferidas no site da Serasa Experian. O Procon-SP divulgou na semana passada uma lista atualizada com 325 sites não confiáveis para se realizar compras.

Denunciarás tentativas de fraude – O Procon-SP recomenda aos consumidores que suspeitem de fraude ou se deparem com ofertas enganosas a denúncia das atividades nas páginas do órgão no Twitter e Facebook – basta usar a hashtag #deolhonaBlackFriday e enviar o print da página que comprova a reclamação.

Honrarás os seus direitos – Caso não goste do produto depois que ele for entregue ou mesmo se arrependa da aquisição, todo consumidor tem um prazo de sete dias para desistir da compra sem a necessidade de uma justificativa.

Diversificarás a busca – Além das mais tradicionais varejistas que atuam no comércio eletrônico, marcas e lojas de diversos setores aproveitarão a data para promover seus produtos e serviços – há desde montadoras, como a Chevrolet, que promete descontos de até R$ 10 mil, passando por construtoras, como a MRV e até a marca de roupas íntimas da top model Gisele Bündchen.

 

Não serás perseguido por spams para todo o sempre – Para cada cadastro que fizer em lojas, você pode esperar uma enxurrada de ofertas cujos envios não se encerrarão ao final da Black Friday. Caso não queira ver sua caixa de entrada infestada por spams, crie um email alternativo e utilize-o para as compras.

Evitarás os horários de pico – Os representantes do portal Busca de Descontos calculam que os horários de maior acesso e procura pelas ofertas acontecerá entre 0h e 2h e 12h e 14h; programe-se para realizar compras mais rápidas em horários alternativos e evite a frustração de não conseguir finalizar o seu pedido.

Compartilharás boas ofertas e condutas – Assim como as tentativas de fraudes devem ser alardeadas, bons negócios e boas práticas merecem ser ressaltadas. Divida com os amigos as lojas que proporcionarem bons preços e a satisfação de ser bem atendido.

Anteciparás as compras – Os descontos oferecidos na Black Friday podem ser uma ótima oportunidade de economizar na compra de presentes de Natal para a família e amigos.

Não surtarás com as compras por impulso – A facilidade para comprar pela Internet e a percepção de uma boa oferta formam uma combinação explosiva para bolsos e cartões de crédito. Não é porque um produto está barato que ele precisa ser comprado. Avalie suas necessidades e seja criterioso. A Black Friday acontece apenas em um dia, mas pagar em dez vezes significa assumir uma dívida por praticamente todo o ano de 2014.

VIA: Meio & Mensagem

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670 jornalistas assassinados. E o Brasil é o segundo nesse ranking

Por Nonato Albuquerque em DENÚNCIA

28 de novembro de 2013

americalatina

Vida de jornalista não é mole. Que o diga a realidade da Latina América, onde nossos colegas sofrem até mesmo com a violência mais desalmada. Um relatório publicado durante a 1ª Jornada do Foro Internacional sobre Impunidade, revela que, pelo menos, 670 jornalistas foram assassinados nos últimos 20 anos na América Latina e no Caribe.

O pior é saber que o Brasil está nessa lista deplorável, ocupando o segundo lugar depois do México, países onde se produzem não só assassinatos mas também diversas formas de pressão sobre os comunicadores, que sequer conseguem Justiça devido aos altos índices de impunidade.

O encontro, realizado na Bolívia, discutiu as reformas adotadas nos últimos anos no Equador, Venezuela e Argentina, países acusados de reprimir a liberdade de expressão.

FONTE

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Um testículo por um carro

Por Nonato Albuquerque em BIZARRICE

28 de novembro de 2013

ovocarro

A compulsão pelo TER chega às raias do absurdo: um norte-americano doou (?) um testículo (de verdade) à Ciência em troca de 35 mil dólares, dinheiro que destinou a compra de um carro Nissan 370Z.

O Autoblog de Guillerme Alfonsin registra que Mark Parisi é o personagem dessa história que começou num programa de televisão da CBS, chamado “The Doctores”.

Tem gente pra tudo…

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Um cometa que se desintegra

Por Nonato Albuquerque em ASTRONOMIA

28 de novembro de 2013

COMETAISON

Amante dos assuntos ligados a Astronomia, dou de cara com imagem de satélite divulgada no início desta noite na web revelndoa que o cometa ISON, alvo da atenção de muitos brasileiros durante sua passagem há cerca de duas semanas, está se desintegrando. Em algumas imagens das sondas espaciais já não há nenhum sinal dele, porém há quem sustente a possibilidade de que algo tenha sobrevivivdo.

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O drible feminino na Copa da FIFA

Por Nonato Albuquerque em ESPORTES

25 de novembro de 2013

Quem esperava ver no calendário de 2014 os nomes famosos do futebol para celebrar o ano da Copa do Mundo no Brasil, vai ter uma surpresa ainda melhor. A primeira folhinha do ano novo que chega ao nosso conhecimento é totalmente formado por jogadoras num drible que a produtora passou na própria FIFA, a empresa de quem se esperava a confecção do calendário com os astros milionários. O resultado não ficou mouse ou menos; ficou mais mesmo.
 

 

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Polícia e cidadão: respeito e dignidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de novembro de 2013

O último fim de semana de novembro passou e não vai deixar saudades. Nem foi preciso acontecer o tsunami vaticinado por um desses picaretas de plantão, mas o que se viu foi uma onda de crimes e acidentes lamentáveis, fugindo totalmente ao controle policial.

A cidade nunca foi tão violenta. Até parece que existe um plano para desestabilizar tudo o que se liga a área de segurança.

Hoje pela manhã, a Ordem dos Advogados do Ceará reuniu em seminário os secretários de segurança do Ceará e de Pernambuco, para que eles pudessem explicar o que se pretende fazer em favor do povo que se acha intranquilo.

Lá em Pernambuco, o secretário Wilson Sales Damázio conseguiu com o programa “Pacto pela Vida”, reduzir o índice de criminadade em 40 por cento no Recife e em 27 por cento em todo o Estado. Que se tome como modelo esse plano.

Todos sabemos que a saída é requalificar o material humano; aprimorar a formação do policial, melhorar a sua auto-estima – inclusive financeiramente -, extirpar os cancros que existem dentro do próprio aparelho policial e aplicar uma política de concidadania, onde Polícia e Comunidade convivam com respeito e dignidade. Porque nem a Polícia deve ser alvo do deboche, como se viu no grafite pintado no muro do Batalhão de Choque, nem tampouco toda a população deva ser tratada como se bandida fosse. Ou se faz isso ou não se chega ao que se deseja.

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A ‘onda’ que se fez boato

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2013

fimdomundoprofetaA onda não veio. Não deu nem marola na praia. Vergonha para o pseudo-profeta? Nada. Vergonha pra quem acreditou nessa besteira e andou amedrontando as pessoas mais ingênuas.

Na cabeça de gente assim, crédula até debaixo dágua, o mundo já pereceu várias vezes. Uma profecia de William Miller, em 1840, previu um grande incêndio entre 21 de março de 1843 e 21 de março d 1844 nos EUA. Quando a data passou, ficou com conversa mole. Disse que só era em outubro, o que também não aconteceu. Incrível é que os seguidores dele formaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

No final de 2012, a profecia de um pastor evangélico da Califórnia, Harold Camping, não se cumpriu. Foi o bastante para a revista Time listar o ‘top 10’ das falsas profecias.

Nunca vamos esquecer de que foi anunciado que no ano passado, no dia 12/12/12, seria o fim de tudo.

Já houve até um enganador desses que, nos anos 70, anunciou a queda de um avião na praça do Ferreira, em Fortaleza. Os jornais da época – Povo, Estado, Correio do Ceará e Unitário abriram manchetes. Ele ganhou notoriedade. Uma clientela besta o fez embolsar grana atendendo como se fosse uma ‘grande vidente’. Na véspera do dia aprazado, tomou doril e sumiu – como diziam um anúncio da época.

Falsas profecias como a do  ‘bug do milênio’ foram vergonhosamente desmentidas pelo tempo. Ele é o senhor da razão.

Em anos mais distantes, o fim do mundo que não aconteceu chegou a virar música de sucesso, composta por Assis Valente – “anuciaram que o mundo ia se acabar…”

A onda do tal profeta do João não veio, como os de bom senso já esperavam. No entanto, fica a lição da ‘onda’ que isso criou levando alguns mais ingênuos e crédulos fossem vítimas de mais um desses videntes que, ganham espaço quando não colocamos em prática o verdadeiro senso crítico das coisas.

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Essa gente cor de noite sem estrelas

Por Nonato Albuquerque em POESIA

20 de novembro de 2013

Essa gente cor de noite sem estrelas
de Nonato Albuquerque

Quem é essa gente que, ao luzir do cruzeiro,
ecoa no lado de cá dessa América,
um lamentoso canto de tristeza e dor?
Que vem empilhada em porões de navios,
vendida em praças, leiloada a senhores
cujos nós dos dedos não conhecem
as atitudes humilímas da cortesia?

Não sabem suas vozes, o som sereno
da resignada sorte,
as nuances do sentimento crístico.
nem seus incestos rancores permitem às idéias
o menor acento de comiseração humana.

Que raça é essa nascente do grito
que o força o calor de duras chibatas,
abrindo vergões profundos na pele de ébano,
sangrando esse rio, cujo leito são veias
que se apertam ao menor acento de queixa?

De onde vem essa cambada de animais, ditos homens,
que usufruem das rendas desse odioso tráfico?
Que falam palavras que, se escritas fossem,
converter-se-iam em números e cifras;
cujo documento único é a reprovável amostra
de suas mazelas, seus engodos, suas farsas
– Títeres de meia tigela!…

De quem são esses corpos tombados sem bala,
sem o perdão inoportuno de extremas unções,
sem o gozo suspiro de inocentar as culpas
que não lhes dizem respeito, pois dever não lhes cabem?…

Esses andrajos expostos aos olhos da cara,
encobrem trapos de carne que mais parecem
noturnos descidos inapelavelmente
sobre as esquinas de todas as malsinadas sortes.

Dissimulam ocultar esses vermes, que feridas
incruentas conseguiram fazê-las?!….
Restos de carne! Rostos de homens
que se olharam nos espelhos da suprema derrota,
cingiram as rugas da maldição imposta
lavaram-se no suor forçado de seus arbítrios
e se enxugaram ao sangue de muitas árduas lutas…

Esses rostos não têm nome.
Esses corpos não têm identidade alguma…
Amanheceram aqui, numa noite que se eternizou
todos esses anos…

Vieram do mar, em ambulantes masmorras,
caraveladas pelo vento insípidos de tirânicos poderes;
sob o giro dos chicotes dos feitores;
sob o veneno da tortura de opressos carrascos;
no grito assustador de vozes
sem nenhuma sombra de piedade…

Verdadeiros lobos a acoitar no covil de suas imprecauções
as armadilhas dispostas a todos esses cordeiros;
a negarem a possibilidade da profecia;
a mutilarem o domínio do silêncio dos que sofriam
suas perdas…

Vieram retirados de seu mundo, seu “habitat” natural,
à custa da violência gritante de suas vidas mortas
e armazenados, como lixo, em paiós pútridos;
infernizado nesse chão à duras penas…

Braços e mãos impossibilitados de algum aceno ao partir,
sob o peso de enormes correntes!…
Partir, nos rumos que jamais conseguiram deduzir
a simplicidade sincera de suas mentes.
Hoje, alimentam as terras que jamais serão suas,
Colhem, sob o olhar insultuoso de hediondos capatazes,
o pão que jamais conseguirá adormecer suas fomes…

Essas mãos e esses braços, cor de noite sem estrelas,
misturam, no plantio da terra, semente, suor e lágrimas…
E esse chão bebe à gosto, toda essa indiferença!…

Esses pés, que pisaram essa terra sem vontade,
se ferem na aspereza das pedras mudas;
no silêncio contido dos espinhos;
à passagem humilhante de botas empoladas
desassossegando os ouvidos que só
conseguem distinguir aqui
os cantos lúgubres de improvisadas alcovas;
o choro mofino e irreprovável das vozes que nascem
e que, num gesto de mais profunda intuição,
protestam contra a maldição lançada sobre suas cabeças.
amadurecendo, em cada fio, a prata do amargurado pranto!

Quem é essa gente, vestida de silêncio,
que rumina esses pastos verdejando esperanças?!…
Que se embriaga nas conversas sem tino?!
no contar dos dias que ainda lhe restam;
e, ao sereno da noite, no infortúnio de seus coitos,
unem suas carnes às carnes de outros sexos?…

Gente sem instante algum para guardar
respeito ao pecado,
dorme suas intranquilidades sob o excesso das forças encurvadas;
consumidas nas horas de moeda de cana,
nos alpendres das casas de farinha,
nas lavagens das casas grandes…

E essas mulheres,
que desprendem de suas rotas vestes, os seis emurchecidos
e amamentam os frutos de suas horas de gozo
e ainda encontram nos abismos de suas gargantas mortas,
as vozes para embalar com cantilenas doces,
o sono tranqüilo dos filhos dos patrões, seus donos?

E essas mulheres, que não sabem palavras
mas que seus gestos professam a sabedoria
oculta de todas as verdades?!…

Essas mulheres de carapinhas brancas,
que não conhecem as coisas lá de fora –
o vai e vem das salas grandes, onde nos dias de festa
se reúne, impávida e insensível,
a elite dos senhores de engenho;
as damas da corte e os cavalheiros vindos de longe
à cara de gloriosos dotes -,
essas mulheres, nem de longe conseguem imaginar
o fausto e as riquezas orgíacas que imperam
solenemente, nos corredores dessas casas;
por trás dos balcões
e no aconchego de suas alcovas
onde o ouro se exibe generoso e farto!…

De onde vêm essas vozes que cantam e gemem?
Que gritam ao Deus de todos os homens
a sua prestimosa ajuda;
que falam, em desespero, das terras onde nasceram
e cochicham temerosas aos pés-de-ouvidos de cada um,
a sua revoltada mágoa…

Vozes que respeitam os que conseguiram escapar
a essa prostituída vida que amortalham,
recebendo de noite, os avisos… os encostos
os espíritos que se manifestam
em meio a desgraçada sina…
Vozes dos mortos, tombados no martíro das resistências
aos grilhões tirânicos;
na tentativa de salvaguardar suas almas
(pertencentes a outro dono!…)

Vozes dos pretos, que trazem de volta
as mensagens de conforto
e a obsequiedade permanente de ajuda;
na miscinegação da nova língua e de seus dialetos afros…
Dessas vozes e desses cantos trôpegos
surgiu a essência de novas seitas,
no sincretismo de culturas, só invulgares,
aos que chancelam a imssibilidade de compreendê-las.

De onde são esses negros fugidios desse regime de força,
que achou de encorajar sistemas modernos de opressão?
Que fizeram esses homens para correrem na fuga
essas léguas intermináveis
E se embrenharem nas matas
e construírem quilombos
e buscar, incansáveis, esse sol posto chamado LIBERDADE!…
Que sol é esse que não se descortina
que parece se realizar ao peso dessas nuvens?…

Homens-bichos,
Que não tiveram as chances das escolas,
nem leram nos livros da sabedoria
o suprasumo das grandes verdades;
mas que escolarizaram em suas mentes,
o saber mais pleno de que a Justiça
é a pedra basilar e ao mesmo tempo
os pilares de todas as Ciências e Doutrinas,
a exigir de cada um o acesso livre
no tráfego de suas dependências…
Dependências que eximem toda forma
de gratúita irresponsabilidade
e que se estima, no profundo relacionamento
do amor para com todos…

Essa gente sem nome
que ganhou da História identidade,
prenunciou como nunca,
o estado de inconsciência coletiva
dos que viriam mais tarde
a reeditar por outros meios e formas .
o erro inestimável de outros tempos…

Essa gente negra, escravizada ao sonho
dos ardís mais reles
se amparou no consolo da paciência
e se deteve na espera do seu momento breve – a liberdade.

Essa gente negra
viveu na carne embrutecida
as lições que, talvez, não pudessem transmitir aos outros,
através de todas as palavras…

Primeiro Prêmio no III Festival de Poesia Cearense, 
realizado pela Associação de Artes e Cultura Cearense 
e publicado no “Poemas Novos”, 
das Edições Grupanos, 
sob a coordenação de Marcel Mendes 

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Os negros têm a maior força cultural deste País

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2013

Um dia para lembrar a luta de negros como Zumbi dos Palmares, esse 20 de novembro.

Zumbi foi o símbolo de resistência contra o nosso ‘apartheid’. No Ceará, embora não seja feriado, há celebrações ao longo da semana. Aliás, melhor do que parar as máquinas neste dia, é discutir as formas de racismo e a violência que ainda predominam em nosso meio.

A taxa de homicídios de negros no Ceará é três vezes superior a de não negros. Isso significa que a morte violenta atinger 30 de cada 100 mil negros em nosso Estado.

O preconceito é aviltante,, a ponto de ainda vigorarem frases do tipo “negro de alma branca”, “a coisa tá preta”, “ovelha negra da família” ou o pior: “negro quando não suja na entrada…” – que, além de aviltarem a dignidade do negro, ampliam um crime cuja pena é de 5 anos, sem direito a nenhum tipo de fiança.

É hora de lembrar que os negros têm a maior força cultural deste País e que, todos nós, temos uma dívida de gratidão pelos africanos e seus descendentes, que vieram semear os campos desta nação com sangue, suor e lágrimas. É tempo de respeitá-los.

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Os negros têm a maior força cultural deste País

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2013

Um dia para lembrar a luta de negros como Zumbi dos Palmares, esse 20 de novembro.

Zumbi foi o símbolo de resistência contra o nosso ‘apartheid’. No Ceará, embora não seja feriado, há celebrações ao longo da semana. Aliás, melhor do que parar as máquinas neste dia, é discutir as formas de racismo e a violência que ainda predominam em nosso meio.

A taxa de homicídios de negros no Ceará é três vezes superior a de não negros. Isso significa que a morte violenta atinger 30 de cada 100 mil negros em nosso Estado.

O preconceito é aviltante,, a ponto de ainda vigorarem frases do tipo “negro de alma branca”, “a coisa tá preta”, “ovelha negra da família” ou o pior: “negro quando não suja na entrada…” – que, além de aviltarem a dignidade do negro, ampliam um crime cuja pena é de 5 anos, sem direito a nenhum tipo de fiança.

É hora de lembrar que os negros têm a maior força cultural deste País e que, todos nós, temos uma dívida de gratidão pelos africanos e seus descendentes, que vieram semear os campos desta nação com sangue, suor e lágrimas. É tempo de respeitá-los.