junho 2013 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

junho 2013

Assim falou Belchior o novo sempre vem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de junho de 2013

O Brasil continua saindo as ruas. O movimento que sacudiu as capitais, que levou multidões a reivindicar bandeiras importantes – e não apenas os 20 centavos que o PT cobrou dos paulistas, continua desafiando as velhas cabeças carcomidas de atitudes engessadas e corruptas.

O exemplo de domingo de Brasília, Curitiba e Rio deram muito bem a nota do nível de protestos, onde os baderneiros ficaram afastados. Aliás, lugar de baderneiro é na cadeia e não solto nas ruas.

É fácil verificar, também, como alguns políticos, acostumados ao trato de fanfarronices na área legislativa – tipo votar matérias contra o povo; esconder dinheiro na cueca; beneficiar-se com a corrupção do mensalão ou apoiar partidos políticos que estão caquéticos tanto quanto os seus dirigentes  -, é preciso alertar o povo nas ruas: eles começam a querer se enturmar com os que os denuncia, apoiando o movimento e buscando se dar bem nesse momento, com vistas ao ano que vem. Eles não querem nada mais do que aparecer na nova fotografia dessa realidade brasileira.

O Brasil que sai às ruas, de cara limpa é o Brasil que não tem medo do novo. E o novo, como sempre cantou o velho Belchior, o novo sempre vem.

leia tudo sobre

Publicidade

Por 20 centavos, tudo pode mudar

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de junho de 2013

Foi um mar de gente nas ruas, ontem. Os que iam para o jogo e os que foram às manifestações de protesto. O que começou pacífico, só ficou desordenado quando os provocadores se misturaram à multidão.

Pela primeira vez houve tentativas de partido político tirar proveito. Mas o pessoal do PSTU foi afastado aos gritos de ‘oportunistas’. E eles enrolaram a bandeirinha deles e viram que andam sem ibope a exemplo de outras agremiações.

Poderíamos hoje estar mais satisfeitos, não fossem os excessos. Dos que lançaram pedras; dos que, na tentativa de controle da situação, acabaram partido também para a violência. É preciso evitar isso nas manifestações. Seguir o exemplo da Turquia. Lá o governo proibiu reuniões públicas na praça principal.

Um homem sozinho chegou e ficou imóvel, mudo. silencioso – durante oito horas. Aos poucos, as pessoas foram chegando e repetindo o gesto, com a praça inteiramente calada, provocando um outro tipo de barulho que deixou tonta as autoridades, porque não podiam prender a quem está na praça, sem fazer nada, olhando para o retrato do líder fundador do moderno país.

A “Primavera Brasileira”, tende a florescer mais ainda nas ruas; mesmo com o recuo dos governos, rebaixando as passagens. Na verdade, não são apenas os centavos das tarifas de ônibus que o País reclamas. Mas da paralisia política em relação às demandas sociais ligadas à Educação, Saúde e Segurança. Essa é a tríade que move os corações e as mentes nas ruas do País. Pois que eles não se deixem levar pela inconsciência dos que apenas se alimentam de violência, baderna e vandalismo.

A conquista das ruas, nos levam a parafrasear o slogan da BandNews: por 20 centavos, tudo pode mudar.

 

leia tudo sobre

Publicidade

As sementes plantadas nas ruas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de junho de 2013

E chegou o dia. O Brasil do campo de futebol. O Brasil (que continua) nas ruas. O país inteiro de olho em Fortaleza. Diria mais: uma parte do mundo da bola, desliga-se dos afazeres e homenageia os deuses do futebol. Em Fortaleza, um feriado celebra o evento.

Em meio ao encontro do Brasil e México, uma onda de protestos circunavega as ruas, tenta driblar os paredões militares a bloquear a circulação. Não se reclama contra a seleção, dizem os manifestantes., mas contra os gastos excessivos para atender as ordens da empresa Fifa, condicionando o atendimento de suas exigências ao cumprimento do ‘padrão Fifa’.

de72ae7e1a1d1f7f_o

Com uma rapidez surpreendente, o País se comprometeu a entregar obras – algumas das quais já demandavam duas décadas, como a implantação do metrô de Fortaleza.

No jogo de reivindicações dos manifestantes o que se deseja é bater o centro no atendimento às questões da segurança. Queremos bater um bolão na Educação e fazer muitos gols na grande área da Saúde, que são os pontos cruciais que a população se defronta.

Que a onda de protestos possa deixar sementes para que, no futuro próximo, floresçam obras não só dentro do padrão Fifa, mas que o padrão de v ida do povo melhore em prol do próprio desenvolvimento do País do futebol.

leia tudo sobre

Publicidade

Sim, a rua é a maior arquibancada do Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de junho de 2013

Um país é feito por homens e livros, já dizia o velho Monteiro Lobato. E para se chegar à cidadão, necessário é que esse homem se alimente de ideias. E que essas ideias prosperem em atos que beneficiem o País e sua gente.

Quando o brasileiro sai às ruas, tomado por uma energia de indignação – e o faz de maneira ordem e pacífica, em busca de denunciar os desvios provocados por seus dirigentes – é que as lições dos livros nos remetem aos tempos em que a construção humana era pautada pela força da união das pessoas. O idealismo libertário que nos ensinam os livros de História.

Nessa chamada ‘primavera brasileira’, São Paulo deu o mote; o país inteiro seguiu a rima. E as ruas e avenidas foram tomadas por uma multidão que não reclama apenas e tão somente os centavos acrescidos às tarifas de transporte público, mas uma série de medidas que dizem respeito à vida de sua gente.

No passado recente, os que lideravam outros manifestos pelas ruas, nos chamados dias de chumbo da ditadura, houve quem prometesse mudar, caso chegassem ao poder, e atender aos projetos sociais reivindicados pela população. Chegaram. E em pouco tempo, estes foram se juntando a uma banda podre de políticos insensatos, metidos em escandalosas negociatas, a ponto de atenderem apenas e tão somente aos interesses do partido e de seus apoiadores.

A barragem da indignação foi minando. E aos poucos, o muro da paciência rompeu-se e, agora, deságua nas ruas e avenidas 250 mil manifestantes. Claro que em meio a caminhada pacífica surgem os baderneiros, infiltradores que provocam o não desejável. Mas essa primavera brasileira tende a florescer um novo tempo e, além da presença do povo nas ruas, importante é saber que esse movimeno está divorciado dos políticos tradicionais.

Como diz o comercial daquela empresa de carros feito para a Copa das Confederações, mas que se tornou o hino dos manifestantes: “vem pra rua. A rua é a maior arquibancada do Brasil”.

leia tudo sobre

Publicidade

O povo nas ruas pede mudanças

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

17 de junho de 2013

image6_post2-thumb-600x600-42471

Em  meio aos protestos que eclodem em São Paulo,  uma imagem não me sai da retina. A da jovem com um cartaz escrito à mão, onde se desculpa pelos transtornos que o movimento possa estar causando.

“Desculpe o transtorno, estamos mudando o país”, pode acabar se transformando na frase mais emblemática do movimento e, provavelmente, ao final do ano vá marcar as retrospectivas da mídia.

Hoje, o povo volta às ruas. No Rio, uma multidão preenche a avenida da Candelária. Em São Paulo, no Largo da Batata, próximo à avenida Paulista. Em Brasília, o Eixo Monumental está tomado de  manifestantes. Em todos esses eventos, a calma significativa do movimento. Em Fortaleza, já tivemos o movimento ‘Fortaleza Apavorada’ e na próxima quarta um outro se esboça guiado pelo grupo ‘Mais Pão, Menos Circo’.

Em São Paulo, o responsável pela Polícia prometeu não usar balas de borracha; os manifestantes buscam demonstrar que agem com tranquilidade.

Há um retorno às ruas do povo. As autoridades, distanciadas dos movimentos populares, desde o fenômeno dos ‘caras pintadas’, começa a reaprender a conviver com essas manifestações. A mídia, que no começo se revelou contrária via manchetes, agora está aliada aos atos democráticos que se praticam no País.

O que tem levado o cidadão às ruas é uma questão a ser analisada mais profundamente. Não é apenas o aumento de 10 centavos nas tarifas de ônibus em SP; mas, além de outras reivindicações,  uma reveladora postura da sociedade brasileira em aderir a um direito da prática democrática de ser cidadão.

leia tudo sobre

Publicidade

Ninguém obedece a lei eleitoral e marcas da campanha continuam

Por Nonato Albuquerque em DENÚNCIA

15 de junho de 2013

ôinacio

Em geral, quando termina uma campanha eleitoral e ocorre o processo de eleições, os candidatos têm um prazo disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral para que efetuem a limpeza de suas propagandas. Mas nem sempre eles cumprem a lei.

Quase oito meses depois do encerramento da campanha há ruas onde as marcas do último pleito para a prefeitura continuam expostas, sem que a Justiça Eleitoral tome conhecimento e, com isso, tome as providências.

Moradores da rua País de Gales, na Vila Bethânia, zona sudeste de Fortaleza, têm reclamado que ao longo de todo o quarteirão que desemboca na avenida Godofredo Maciel, a equipe responsável pela  campanha de ‘marketing’ do senador Inácio Arruda esqueceu de cumprir com a obrigação.

Ou será que vai aproveitar para a campanha do próximo ano?

Aliás, isso parece ser comum em nossa capital. Até um tempo desses era possível se ler nas paredes de  um antigo prédio de Fortaleza uma propaganda pedindo votos para o candidato Moura Beleza.  Acontece que ele foi candidato à prefeitura, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) mas no distante (e desprezível) ano de 1964.

leia tudo sobre

Publicidade

As cidades mais visitadas do mundo

Por Nonato Albuquerque em GERAL

15 de junho de 2013

Saiu a lista de cidades mais visitadas este ano segundo pesquisa da Mastercard, que elabora o Global Destination Cities desde 2010.

A novidade é  Bancoc estar no topo da relação, chegando a superar Londres, que se manteve na primeira fila até 2012. Em seguida vêm Paris, Cingapura, Nova York, Istambul e Dubai. Curioso é que entre as 20  primeiras cidades da relação não consta nenhuma cidade brasileira.

visitantes

leia tudo sobre

Publicidade

A degradação do passado ainda não passou

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de junho de 2013

Que tempos são esses, onde a violência grassa incontrolável, filho ateia fogo na mãe porque ela não lhe deu 5 reais para compra de droga, onde criança surge morta por asfixia e pais são os suspeitos mais diretos e o mundo assiste a uma derrocada de valores morais como nunca se viu? Tempos apocalípticos dirão os mais velhos, apontando para as admoestações do discípulo João no último livro da Bíblia.

Não saberia atinar as razões de tanta loucura dispersa sobre a Terra, enquanto assistimos a multiplicação dos que aderem ao erro, como se fosse a coisa certa, e ficam por aí sem a mínima censura da Justiça.

Tempos em que temas como aborto, eutanásia e pena de morte tendem a sair do fundo do poço de nossas idiossincrasias para visivelmente se instalarem na porta da frente de nossas decisões.

Uma geração nova permeou a Cultura com produtos que geram apenas o incentivo às relações do mais baixo instinto, onde os versos do funk de sucesso priorizam o sensual, aquilo que se situa do umbigo pra baixo. Por isso mesmo, as danças da garrafa, da bundinha, da egüinha Pocotó, do quadrado de oito e outros convites que levam, única e exclusivamente, ao atendimento do sexo.

Nada contra à busca do prazer, ao sexo responsável. Sexo é bom, mas há como quê uma indiscriminada compulsão em se acentuar isso de sensualidade, seja de forma pessoal ou pública como demonstram o ativistas em favor da liberação geral.

Hoje, por exemplo, leio num jornal paulista, artigo de um economista do BNDES que, ao invés de oferecer sugestões para a expansão da economia, faz uma pregação em favor da liberação da prostituição, como forma de incentivar o lucro e a riqueza do País.

No rodapé do seu artigo, o jornal faz questão de frisar que ele “não reflete necessariamente a opinião do banco”.

puta1a

São tempos onde o pretenso novo não expressa novidade, pois surpreendentemente, essas distorções da alma humana, marcada pelo seu lado mais animalizado, existiram em profusão em outros tempos. Que a gente imaginava fossem coisas do passado mais degradante, quando o homem não conhecia as regras morais de ordem e respeito a esses valores. Mas pelo visto, o passado ainda não passou.

leia tudo sobre

Publicidade

A violência dos adultos que atinge crianças

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE

10 de junho de 2013

Você já notou como a violência dos adultos acaba resvalando-se nas crianças? Neste fim-de-semana tivemos dois casos. Duas vítimas. Um bebê que foi sequestrado do hospital, por uma mulher que, em crise como companheiro, resolveu percorrer esse caminho desditoso, roubando a criança de seus pais; deixando uma família em desespero; movimentando toda a cidade, até que finalmente a criança é localizada e devolvida à mãe. Até que isso tudo acontecesse, dá pra se avaliar o drama vivido pelas pessoas envolvidas.

No outro caso, uma discussão baal entre um casal, num apart hotel da Beira Mar, acabou resultando na morte de um menor de três anos, que teria sido esganado pelo pai, um holandês que não andava bem com a mulher e, em meio à briga, acabou sacrificando a criança.

A sociedade humana está doente. E não é de hoje. E contra o mal da violência, a medicação recomenda existe na compreensão de que é preciso restabelecer a ordem, a tranquilidade e a paz.E não se espere conquistar essa paz,  nas ruas.

Ela vive adormecida dentro de cada um de nós. 

leia tudo sobre

Publicidade

Das auto go further in other language

Por Nonato Albuquerque em EXCENTRICIDADES

08 de junho de 2013

Aos poucos – e nem tão aos poucos assim -, vão empurrando pela goela abaixo do brasileiro expressões alienígenas via publicidade de carros.

No final dos comerciais da Ford, a expressão sugere: “go further”. Alguém que não teve chance de ir a uma aula de inglês, saberia o que vem a ser isso? “Vai mais longe”. E por que usar isso em inglês se temos uma das mais belas línguas do mundo?

É por esse tipo de aceitação passiva nossa, que eles (?) vão implantando suas ideias e barrando o que há de mais expressivo na nossa cultura.

Nos anúncios da Volks, por exemplo, não seria mais lógico dizer “o carro” do que se utilizar a forma tedesca “das auto”?

Quando não era ministro dos Esportes, o Aldo Rabelo era um (melhor) defensor do nosso idioma. Quem imaginava ele conciliando com a exigência da Fifa que convoca mordomo para trabalhar na Copa e usa a expressão: “steward”. Como diria Tutty Vasques, steward é o… você sabe!

leia tudo sobre

Publicidade

Das auto go further in other language

Por Nonato Albuquerque em EXCENTRICIDADES

08 de junho de 2013

Aos poucos – e nem tão aos poucos assim -, vão empurrando pela goela abaixo do brasileiro expressões alienígenas via publicidade de carros.

No final dos comerciais da Ford, a expressão sugere: “go further”. Alguém que não teve chance de ir a uma aula de inglês, saberia o que vem a ser isso? “Vai mais longe”. E por que usar isso em inglês se temos uma das mais belas línguas do mundo?

É por esse tipo de aceitação passiva nossa, que eles (?) vão implantando suas ideias e barrando o que há de mais expressivo na nossa cultura.

Nos anúncios da Volks, por exemplo, não seria mais lógico dizer “o carro” do que se utilizar a forma tedesca “das auto”?

Quando não era ministro dos Esportes, o Aldo Rabelo era um (melhor) defensor do nosso idioma. Quem imaginava ele conciliando com a exigência da Fifa que convoca mordomo para trabalhar na Copa e usa a expressão: “steward”. Como diria Tutty Vasques, steward é o… você sabe!