MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Crimes bárbaros no Ceará identificam ação de celerados

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de março de 2017

Violentos todos somos. Tudo vai depender é do momento da raiva e da situação em que estejamos envolvidos. Mas violentos com esses traços de barbárie, como o que temos vistos nos últimos crimes, esse parece definir o perfil de alguns celerados. Não satisfeitos em tirar a vida de suas vítimas, eles ampliam essa forma de matar utilizando-se de métodos e requintes de pura crueldade.

O homem é violento por natureza. A sua porção animal ainda se sobrepõe ao seu lado humano. É preciso um trabalho de educação para que nele se revele a sua condição espiritual. Até que isso aconteça, o indivíduo circula entre a espécie selvagem – que tempos atrás era comum entre as tribos de índios que praticavam o canibalismo – e o modelo do homem plural, aquele que se atém aos aspectos de cidadania, do respeito e da defesa da Vida.

A caminhada da humanidade rumo a essa melhoria é lenta; ainda é capaz de registrar impactantes crimes como esses da pessoa esquartejada; de outra que teve a cabeça decepada e colocaram cadeados em sua boca, como a querer dizer que ela falara demais. Mas a civilização moderna já não compactua com isso. Indignar-se com isso é o comum; mas não se deve perder a esperança de que caminhamos para dias melhores. Os que ainda agem assim, convivem com seus infernos interiores. No futuro, certamente, eles não poderão conviver com a humanidade dos mansos e pacíficos como foi prometido nas bem-aventuranças. Pense nisso.

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Ninguém é perfeito

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de março de 2017

Já notaram como há muita indiferença das pessoas em relação à desgraça alheia? A dor do outro é a dor alheia, pouco ou nada tem a ver conosco. É que somos uma população em sua maioria individualista, preocupada com o seu mundinho particular, sem dar muita trela ao sofrimento dos outros.

Diante de alguém que sofre de um vício, seja da bebida ou de outra droga qualquer, a maioria dificilmente utiliza os recursos da solidariedade para avaliar sobre o que leva alguém a sair do seu normal e utilizar-se de uma droga para sobreviver.

Diante de um desgraçado que age em desacordo da lei, somos levados a imitar o primeiro gesto de quem usa a violência para vingar-se dele. E elegemos o linchamento como forma de sanear o mundo.

Ninguém é perfeito; mas estamos sempre a exigir a correção dos outros, sem buscar colocar a cara no espelho e verificar que todos somos capazes de cometer os mesmos deslizes. Nessas horas, sempre lembramos da velha assertiva: quem não tiver erro, que atire a primeira pedra.

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Todo mundo gostaria de ser…

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

13 de março de 2017

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Nem é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

(Texto de Nonato Albuquerque)

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Furto ao Banco Central: o crime não como pensas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de março de 2017

Decisão da Justiça não se questiona; tem que ser cumprida. Mas, por mais que alguém se atenha a essa regra não consegue ficar calado ao comentar algumas ações da Justiça que surpreendem. Surpreendem e muito.

Como entender o benefício concedido a quem comete um crime que surpreendeu o mundo e, mesmo que condenados a décadas de prisão, seus autores ganhem a extinção das penas? Estamos falando do furto ao Banco Central de Fortaleza em 2005. Acontece o seguinte: o Tribunal Regional Federal, da quinta região, sediado em Recife, extinguiu a pena por lavagem de dinheiro. Nada mais nada menos que 14 condenados estão de certa formam, juridicamente perdoados, o que já tinha sido feito em relação a Antonio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, considerado o cabeça do furto ocorrido em 2005. Esse Alemão foi sentenciado a 80 anos de prisão, mas já teve a pena comutada, isto é, mudada.

Sem querer entrar no mérito da discussão jurídica, diante de decisões como essa, o cidadão comum, desses que frequentam as rodas de conversa da praça do Ferreira, devem considerar que a Justiça tarda – e falha, quando age em favor de condenados -, além de quebrar uma outra regra que aprendemos desde criança. A de que o crime não compensa. Por decisões como essa, a impressão que se tem é de que a coisa compensa. Ou será melhor dizer: o crime não como pensas.

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Das palavras que viram moda

Quer saber por que eu fiz no meu Face essa postagem? É que as pessoas têm mania de usar algumas palavras até a exaustão. Dependendo da atividade profissional, você se depara com gente ‘gastando’ essa ou aquela expressão, como se palavra fosse como roupa: estivesse na moda.

Quem não se lembra do uso de ‘foco’, ‘estou focado’ – principalmente por técnicos e jogadores de futebol? Paradigma teve sua fase, usada em palestras de ‘coaching’.

Hoje em dia é “empoderamento” –  a ação social coletiva de participar de debates que visam potencializar a conscientização civil sobre os direitos sociais e civis. Esta consciência possibilita a aquisição da emancipação individual e também da consciência coletiva necessária para a superação da dependência social e dominação política. (conforme li no Google).

Tem apresentadora de tv que gastou quase uma dezena em um bloco de entrevistas. A impressão é que, por alguém bem situado econômico e socialmente fazer uso dela, vira sucesso. Muitas vezes, essas pessoas utilizam expressões que se inadequam ao discurso, mas o fazem por acharem bonitas.

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O escândalo do líder religioso

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de março de 2017

A prisão de um líder religioso católico, suspeito de crime de estupro contra pelo menos cinco seguidoras da comunidade Família em Missão, pode ter surpreendido a muitos; principalmente por envolver uma figura responsável por orientação religiosa de jovens entre 18 e 20 anos. Na verdade, não é coisa de fim de mundo como possam imaginar alguns. É só a confirmação de que, como seres humanos, somos indivíduos bastante vulneráveis às tentações. E que é preciso sim, orientar nossos jovens sobre os riscos e os perigos da vida, que muitas vezes se ocultam em figuras que a gente nem imagina.

Não é a aparência que indica o comprometimento moral de uma pessoa. Até nos círculos religiosos, onde se devia primar pela moral e pela postura correta, também se convive com a possibilidade do erro. No próprio texto do Evangelho cristão está escrito essa passagem bíblica: “ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos. Mas ai de quem os cometa”. Com isso, Cristo discernia que o planeta ainda convive numa escala inferior dos mundos e que situações lamentáveis ainda teriam que ocorrer até para servir de alerta. Ai de quem cometer escândalo, significa que terá que responder pelas consequências. Mas, antes de se lançar pedras ao autor do escândalo, é preciso lembrar que é o erro que deve ser combatido e não o errado. O errado sim, terá que responder na Justiça pelo seu crime. A nós compete refletir sobre o fato e evitá-lo.

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A síndrome de Eva

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de março de 2017

O bem da vida de todo mundo tem sempre a grandeza e a força do nome de uma mulher. Seja o de mãe ou da mulher amada, todos temos uma gratidão a essa figura. Mas é incrível como o desmazelo humano ainda trata a mulher como se fosse um mero objeto. Ela, contudo, tem superado essas diferenças.

Do direito ao voto à governança de uma nação, a mulher vai aos poucos dominando o mundo. E o mando das mulheres hoje é realidade em qualquer empresa. Ela é maioria nos cargos que, até então, eram exclusivos do homem. Apesar disso, ainda é grande o número de mulheres que se tornam vítimas da violência. Uma a cada três mulheres brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses.

Não sou eu que estou inventando isso; são os números da realidade. A pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entrevistou mulheres de todo o país e revelou: 29% delas afirmaram ter sofrido violência física, verbal ou psicológica no ano anterior.

. É incrível: se o bem da vida de todo mundo tem por trás sempre a força de um nome de mulher, como entender esse modo desumano de assim tratá-la? Preconceito. Preconceito que herdamos da síndrome de Eva, culpada secularmente por se mostrar transgressora do mando machista.

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Dandara

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

06 de março de 2017

A alma de uma cidade é o seu povo. E quando uma simples parcela dele se revela preconceituosa e chega a usar de extrema crueldade para com alguém, como no caso da travesti Dandara, isso é um traço bastante lamentável de que alguns pensam ser donatários da vida.

Fortaleza, que já vive o desconforto de ser considerada uma das mais violentas do mundo – e um lugar onde mais se mata jovens no Brasil -, deu ao mundo mais uma demonstração de selvageria. Selvageria bestial. Mataram a travesti, unica e exclusivamente, por conta de homofobia. Homofobia, é o sentimento de aversão, repugnância, medo, ódio, preconceito que algumas pessoas ou grupos nutrem contra os homossexuais.

A violência de gênero, tanto quanto a de raça ou religião, é um traço danoso que levou também a Alemanha de Hitler ao descalabro de uma guerra mundial. Essa violência começa dentro de casa; passa pela escola, onde atitudes de comportamento conservador se fazem através de ‘bulliyng’ e ganham as ruas com a bestialidade das execuções aos travestis.

O que fizeram a Dandara repercute hoje no mundo inteiro, porque há uma nova formulação de conceito – de respeito às pessoas – pensamento que, infelizmente, o passado conviveu como se fosse algo natural.

O direito à Vida é a premissa maior de qualquer sociedade. Ele está acima do sexo. Da crença religiosa. De toda e qualquer condição social. Quem pensa o contrário precisa reformar sua mentalidade; começar a respeitar as diversidades, sob o risco de ser atropelado pela razão e pelo bom senso.

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Se todo preso for reclamar indenização por condição degradante…

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de fevereiro de 2017

No país onde o comportamento de algumas autoridades fere a decência do cidadão comum, tudo é possível. O governo errar suas contas, ficar endividado com as distribuidoras de energia e decidir que somos nós que vamos pagar a conta, é bem característico do Brasil. Não somos um País sério, já dizia o velho De Gaulle.

Nessa mesma linha de raciocínio, não custa nada, o governo acabará repassando para o povo a conta para indenizar presos que passam por alguma situação degradante nas cadeias. O Supremo já decidiu: presos podem ser indenizados, até por conta de superlotação – algo tão real em todo o sistema penitenciário. Isso gerou muitas discussões.

Na verdade, os magistrados agem dentro de princípios humanitários. O Estado é quem custodia os presos; é o responsável por eles. Alguns vão dizer que preso nenhum merece regalias; mas a ação visa é cobrar a responsabilidade da Nação para com os que estão reclusos em condições sub-humanas.

O caso analisado foi de um preso do Mato Grosso do Sul que estava em cela com capacidade para 12 pessoas, mas abrigava cem presos. Por falta de espaço, o condenado dormia com a cabeça no vaso sanitário. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por latrocínio, que é roubo seguido de morte. Cumpriu o tempo de prisão e está em liberdade. O condenado pediu na justiça indenização de um salário mínimo por mês que ficou no presídio em condições degradantes. O temor é se cada preso começar a cobrar a sua parte.

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Crimes bárbaros no Ceará identificam ação de celerados

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de março de 2017

Violentos todos somos. Tudo vai depender é do momento da raiva e da situação em que estejamos envolvidos. Mas violentos com esses traços de barbárie, como o que temos vistos nos últimos crimes, esse parece definir o perfil de alguns celerados. Não satisfeitos em tirar a vida de suas vítimas, eles ampliam essa forma de matar utilizando-se de métodos e requintes de pura crueldade.

O homem é violento por natureza. A sua porção animal ainda se sobrepõe ao seu lado humano. É preciso um trabalho de educação para que nele se revele a sua condição espiritual. Até que isso aconteça, o indivíduo circula entre a espécie selvagem – que tempos atrás era comum entre as tribos de índios que praticavam o canibalismo – e o modelo do homem plural, aquele que se atém aos aspectos de cidadania, do respeito e da defesa da Vida.

A caminhada da humanidade rumo a essa melhoria é lenta; ainda é capaz de registrar impactantes crimes como esses da pessoa esquartejada; de outra que teve a cabeça decepada e colocaram cadeados em sua boca, como a querer dizer que ela falara demais. Mas a civilização moderna já não compactua com isso. Indignar-se com isso é o comum; mas não se deve perder a esperança de que caminhamos para dias melhores. Os que ainda agem assim, convivem com seus infernos interiores. No futuro, certamente, eles não poderão conviver com a humanidade dos mansos e pacíficos como foi prometido nas bem-aventuranças. Pense nisso.