MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O eclipse do sol e a onda racista por conta da Miss Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de agosto de 2017

O Brasil, de berço luso e africano, é ainda um país com muita gente preconceituosa. Racista. Que o diga a atitude de alguns internautas criticando a eleição da Miss Brasil 2017, por ela ser negra. Mais do que isso: por ser de origem nordestina. É algo que só revela ignorância de quem considera a cor da pele como algo importante. A representante do Piauí reúne todas as condições para a disputa de qualquer título de beleza, revelando traços de brasilidade que poucas detém.

Apesar de todos os avanços da sociedade, ainda existem aquelas pessoas que ainda se mantém nos tempos da colônia e afrontam a Lei Afonso Arinos, que acena com prisão para o crime de racismo.

Aliás, esse tipo de comportamento não é exclusividade só dos brasileiros. Agora mesmo, os Estados Unidos registraram protestos da chamada “supremacia branca”, num retrocesso que revela o atraso da visão colonialista de um povo. Há uma semana, eles incorporaram as teses da famigerada seita Klu Klux Kan e, agindo por meio da violência, tentaram implantar a experiência da raça pura que gerou a tragédia nazista, como se branca fosse a cor de prestígio. Não é a aparência externa que exprime grandeza. “O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração”, já se lia Pequeno Principe. Ontem, no coração da América, um eclipse total do sol escureceu grande parte do País, calando fundo uma reflexão sobre a importância da luz e a necessidade da sombra na vida de todo mundo.

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Antigos cadernos escolares servem de modelo para nomear os velhos partidos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, BIZARRICE, POLÍTICA

21 de agosto de 2017

Já que alguns partidos vão mudar os nomes para Avante e Patriota, damos a seguir sugestões de cadernos escolares – pois tudo leva a crer ter sido essa a base dos nomes anunciados – como modelo a outras agremiações.

Se o PR vai virar Podemos (ops!), bem que o PT podia chamar-se Companheiros. Ficaria dentro do tratamento dado a cada integrante.

Já o PSDB, com a figura desse Aécio Neves no comando, bem que poderia se chamar Colegial. O PMDB já vai perder o T – mas, pelo visto, vai continuar tão partido quanto depois que deixou de ser o original MDB.

Todos, aliás, poderiam indicar aos seus filiados exercícios de caligrafia para ver se eles melhoram a escrita, já que não mudam o conteúdo de seus discursos nem que a vaca tussa.

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O grande hospital em que a Terra tem se transformado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de agosto de 2017

O horror de Barcelona choca o mundo. Diferente em termos proporcionais, mas tão revoltante quanto o atentado na Espanha, as chacinas em nosso Estado, parecem gerar apenas indiferença ao invés da comoção da outra. Essa é uma reflexão que li, postada pelo presidente da CUFA-Central Única das Favelas, ao avaliar as duas tragédias e considerei bastante pertinente. Voltamos a insistir: sabemos que não há paralelo em termos de comparação, mas as tragédias que Fortaleza vem assistindo parecem não surtir o mesmo efeito  correspondente ao grau de violência que a cidade registra.

Diariamente, jovens estão morrendo e matando, por um naco de qualquer droga, uma pedra, um baseado, uma fungada – a fim de atender a uma compulsiva vontade de satisfazer a doença que os atinge: o vício. E isso parece não sensibilizar a maioria das pessoas, tampouco as autoridades que se dizem comprometidas com o bem estar do povo.

Esses jovens, por mais que tenhamos restrições ao seu modo de vida, são frutos de uma sociedade cada vez mais individualista, que parece perfeita mas não o é, quando passa a atender apenas ao bem estar de uma parcela da elite, enquanto o restante da população se entrega às consequências do desmazelo social, que são a crise econômica que provoca a falta de emprego, a péssima educação e a incontrolável insegurança.

“Os sãos não precisam de médicos”, já se referia o terapeuta das almas, defendendo a atenção aos mais necessitados e que são verdadeiramente doentes da alma num grande hospital em que a Terra tem se transformado.

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MONA LISA TRABALHOU LÁ EM CASA

Por Nonato Albuquerque em EXCENTRICIDADES, HUMOR

13 de agosto de 2017

 

Amiga minha termina namoro com português que, no Louvre, se surpreendeu com multidão em frente a um retrato (o de Mona Lisa).

– Quem é ela?
– Mona Lisa, disse T.
– E quem é essa tal de Mona Lisa?
E a minha amiga deu a resposta que marcou sua visita ao Louvre.
– Foi uma empregada que trabalhou lá em casa…

(O namoro, claro, foi pro lixo)

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Desconfiômetro Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de agosto de 2017

Eu desconfio que o ‘dia’ no Brasil está anoitecendo cedo
e que a cara amarrada tirou de vista nosso sorriso fácil.

Eu desconfio que da nossa caixa de Pandora furtaram a esperança
e que está morto o ideal de crença nos políticos que elegemos.

Eu desconfio que o amanhã ambicionado de luz e progresso
para a pátria do cruzeiro
foi solapado pelo ontem invejoso de certas criaturas
.
E desconfio até que o velho pé de briga deu lugar ao pé na cova,
que o perdão a esses desmandos não estejam entre os 70 vezes sete da bonificação crística.

Nesse mar de desconfianças em que navegam os brasileiros,
eu desconfio que o porto seguro que nos sobra ao desembatrque
é convocar o grito sufocado no abismo de nossas gargantas
para que ele desbanque esse silêncio de chumbo
que parece ter desabado sobre nossas mentes e corações indignados.

Por tudo isso, eu desconfio…

(Nonato Albuquerque)

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Bandido não pode tomar lugar de Polícia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de agosto de 2017

A descoberta de que policiais da PM cearense coordenavam uma organização criminosa, sequestrando e extorquindo traficantes, em busca de recompensa financeira, é algo deprimente e que envergonha, provavelmente, a parte boa e séria da polícia. Todos sabemos dos investimentos feitos pelo Governo para dotar o Estado de um aparelho policial à altura de suas necessidades. E o empenho dele no quadro funcional foi sempre uma constante. Ao ampliar o acesso de jovens à essa carreira, o Ceará abre chances de trabalho para muita gente, abrigando-a sob o teto de uma corporação centenária e que, ao longo do tempo, tem projetado figuras de renome servindo à cidadania.

Evidente que, a exemplo de toda instituição que depende do material humano, convive-se com a possibilidade de maus exemplos – afinal, a imperfeição humana é traço comum a todos os que jornadeiam experiência de vida na Terra. Ninguém é perfeito. Já diz o ditado que “a mulher de César não basta ser honesta; tem de parecer honesta”. Então, como querer que um policial corrupto cobre de quem erra uma postura correta, se age de forma criminosa unindo-se ao que há de pior na criminalidade?

Enquanto se tem tantos exemplos de dedicação entre os que integram os grupos de policiais, infelizmente convive-se com a má índole e a inferioridade que ainda se interpõem no caminho da elevação moral humana. Pois esse comportamento distorcido da filosofia aplicada pela Polícia, acaba por revelar aqueles que, ao invés de servirem, sintonizam-se com as forças do mal e passam a integrar a banda podre de qualquer órgão.

Descoberto o conluio desses sargentos com traficantes, necessário é que se puna; principalmente, afastando-os da corporação a fim de preservar o lado bom, que felizmente ainda é maioria na Polícia cearense. E que a detenção deles sirva de exemplo aos que tentam vestir a farda da Polícia para com isso tirar proveito para suas maquinações do mal. Não tem como ser conivente.

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A ociosidade que produz armadilhas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2017

Mente vazia é mesmo uma oficina do capeta. O bordão é das antigas, mas o prazo de validade está bem atual. Vide a ação de presos lá de Maracanaú. Eles simplesmente bolaram um esquema de fuga, se fosse colocado em execução, poderia acarretar resultados perigosos para quem atua na área de segurança.

Os presos pegaram fios elétricos, ligaram numa tomada no interior da prisão e através dessa gambiarra fizeram uma ligação com a grade da cela, construíndo uma espécie de cerca elétrica – eletrificaram as grades da cadeia -, para evitar que os guardas pudessem prejudicar o trabalho de outros presos que escavavam um buraco. Se algum carcereiro tentasse se aproximar das grades, certamente, seria eletrocutado. Por sorte, um policial descobriu a armadilha a tempo de evitar uma tragédia desse tipo.

Isso tudo só vem confirmar que a ociosidade dos presos nessas casas de recolhimento, seja em delegacias distritais ou grandes penitenciárias, só estimula a cabeça de gente a fazer planos de fuga e a pensar em coisas que em nada ajudam a recuperação deles.

Enquanto cadeia servir apenas como depósito humano, sem um projeto que leve os internos a ocuparem o tempo com estudo e trabalho. nós iremos conviver sempre com essas iniciativas que depõem contra um sistema penitenciário totalmente falido e inconsequente. Até quando as autoridades vão tratar questões desse tipo com o descaso que tem provocado a falência do sistema penitenciário? Respostas para a autoridade que estiver de plantão no governo.

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O padre Ciço da não violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2017

Ontem, o Cariri relembrou a figura mítica do padre Cícero Romão, por conta do aniversário de morte do fundador de Juazeiro. É comum nessas ocasiões, centenas de fiéis acorrerem à meca do Cariri para agradecer e fazer preces ao padim, no intuito de alcançar as graças em favor de uma vida melhor.

Nesses tempos bicudos de crise econômica e excesso de violência, como seria bom que seguíssemos os conselhos do santo cultuado pelo povo, pregando ensinamentos simples que visam a união das pessoas em torno de uma vida tranquila e de buscarem na família o sentido real de sustentação da sociedade.

Evidente que, na época do padre Cícero, haviam preocupações com a violência que existe hoje, dada as ações criminosas do bando de Lampião e ao próprio envolvimento do sacerdote com a Política. Mas em seus sermões, o sacerdote fazia questão de incentivar as boas obras; a união das famílias e que as pessoas buscassem viver em paz, sem tantas emboanças e pega-rabos.

O padre Cícero chegou ao ponto de apregoar o perdão das faltas cometidas por aqueles que tivessem praticado algum crime, ao dizer: “Quem roubou não roube mais; quem matou, não mate mais”, exigindo dos que agiram no mal uma total mudança de comportamento.

Será que hoje em dia esse tipo de pregação encontra eco entre aqueles que optaram pela vida marginal? Será que alguém segue (ali) à risca essa doutrina de evitar o erro e viver em paz que o Padim tanto apregoou? Pense nisso.

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Livrai-nos de todo mal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de julho de 2017

Na oração do Pai Nosso, todo cristão pede a Deus para se livrar da tentação do mal. Dita muitas vezes da boca pra fora, a gente nem tem a consciência plena de estar pedindo proteção aos céus para evitarmos todo tipo de ação malévola que possamos sofrer ou cometer a outros. Estou lembrando dessa passagem, diante da morte trágica de duas crianças no município de Viçosa. Elas saíram para buscar comida para um carneiro e acabaram sendo assassinadas à faca no meio do mato.

Que tipo de gente é capaz de praticar violência contra dois menores indefesos? O que pode ter motivado alguém a esse ato tão cruel? Como entender uma pessoa que cometa um crime desses e consiga, agora, estar tranquila, vivendo normalmente, sem peso na consciência – provavelmente, em meio à família que nem saiba da monstruosidade que esse indivíduo tenha cometido.

A vida de todo mundo nem sempre foi um mar de rosas como se liam nos romances. Sempre tivemos altos e baixos. Crises e derrotas. Mas havia sempre uma esperança a fortificar a certeza de que tudo voltaria à normalidade. Hoje em dia não; é uma tragédia atrás da outra. Toda sorte de crimes e atos que desabonam até mesmo a crença de que somos humanos. É preciso investigar causas desse crime. É competência das autoridades. A nossa de lamentar essas tragédias e de rezar, pedindo a Deus que não nos deixe cair em tentação. E que nos livre de todo mal. Amém.

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Avestruzes humanas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de julho de 2017

Até que ponto a dor do outro nos comove, mexe conosco? Como você se comporta diante do sofrimento alheio, estampado diariamente nas manchetes? Se você acha que são ‘coisas da vida’, que nada pode fazer para alterar a situação, eu posso até concordar com esse tipo de avaliação. Mas o que me leva a interpelar você é sobre essa miséria social provocada pela violência, que embora não tenha lhe atingido, pesa sobremaneira na segurança da cidade e leva dor e sofrimento a tantos envolvidos.

Amanhecer e anoitecer numa cidade onde o crime impera, onde vidas jovens são tragadas pelo efeito das drogas e onde as políticas de combate a violência se restringem ao aparelho policial, é algo que perturba. Avançamos em conquistas de tecnologia, nos aperfeiçoamentos em descobertas interessantes que facilitam o nosso conforto; fazemos reivindicações de melhoria do time que torcemos quando ele não consegue bons resultados, mas já notaram como em termos de se tocar com a dor do outro, parece algo longe do nosso compromisso?

Enquanto a tristeza de alguém que perdeu alguém de sua afeição não encontrar reflexo em nosso cotidiano, continuaremos a ser insensíveis e adotar a mesma postura das avestruzes que, diante do perigo, enterram a cabeça na areia tentando não ver a realidade que as cercam.

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O eclipse do sol e a onda racista por conta da Miss Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de agosto de 2017

O Brasil, de berço luso e africano, é ainda um país com muita gente preconceituosa. Racista. Que o diga a atitude de alguns internautas criticando a eleição da Miss Brasil 2017, por ela ser negra. Mais do que isso: por ser de origem nordestina. É algo que só revela ignorância de quem considera a cor da pele como algo importante. A representante do Piauí reúne todas as condições para a disputa de qualquer título de beleza, revelando traços de brasilidade que poucas detém.

Apesar de todos os avanços da sociedade, ainda existem aquelas pessoas que ainda se mantém nos tempos da colônia e afrontam a Lei Afonso Arinos, que acena com prisão para o crime de racismo.

Aliás, esse tipo de comportamento não é exclusividade só dos brasileiros. Agora mesmo, os Estados Unidos registraram protestos da chamada “supremacia branca”, num retrocesso que revela o atraso da visão colonialista de um povo. Há uma semana, eles incorporaram as teses da famigerada seita Klu Klux Kan e, agindo por meio da violência, tentaram implantar a experiência da raça pura que gerou a tragédia nazista, como se branca fosse a cor de prestígio. Não é a aparência externa que exprime grandeza. “O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração”, já se lia Pequeno Principe. Ontem, no coração da América, um eclipse total do sol escureceu grande parte do País, calando fundo uma reflexão sobre a importância da luz e a necessidade da sombra na vida de todo mundo.