MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Milagres: uma tragédia a exigir explicações

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de dezembro de 2018

A tragédia de Milagres repercute. Ganha as manchetes da imprensa do Brasil e do mundo. O ‘New York Times’, dos EUA, destacou a morte de dois menores entre os reféns. O inglês The Guardian, lembou aos leitores que o Ceará é um dos estados mais violentos do País, “que lidera rotineiramente o número absoluto de homicídios no mundo”. A revista americana Newsweek também citou os altos índices de criminalidade do Estado, afirmando que o Ceará tornou-se entreposto do tráfico de drogas para a Europa. O argentino Clarín destacou não estar muito claro ainda se os reféns foram mortos pelos criminosos ou por balas perdidas partidas pela Polícia. E é esse ponto que mais tem suscitado críticas, com a maioria exigindo explicações.

Especialistas locais apontam que uma ação coordenada entre as forças de segurança e até o recuo da intervenção policial poderiam ter evitado a tragédia.

O coronel do Exército Brasileiro, Valmir Medeiros, considerou que houve falhas em quatro vertentes da ação policial: no planejamento, na coordenação, no comando e no controle da atuação da força policial sobre o caso.

O advogado criminalista Leandro Vasques atribui as mortes a um erro da Coordenadoria de Inteligência, que teria ordenado a ação dos policiais.

O delegado Dernival Eloy, de Sergipe, ouvido pela Tribuna Band News FM, diz que a Polícia sergipana teria repassado o número das placas dos veículos utilizados pelo bando na ocorrência da última sexta, mas por aqui a Polícia cearense nega ter recebido. Isso, ajudaria a Polícia a se precaver para evitar ataques aos veículos dos reféns.

Já o futuro secretário nacional de segurança pública, General Theóphilo, aponta a possível ausência no planejamento da polícia no enfrentamento deste caso.

Depois de declarações intempestivas, até do próprio governo cearense, agora tem-se conhecimento de que o Ministério Público, a Corregedoria e a OAB de Sergipe vão constituir uma comissão para investigar, com toda isenção, o episódio que marcou a vida de Milagres, cuja população tenta retomar a normalidade, mas que tão cedo não tem como esquecer.

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Esmola demais até o santo Google desconfia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de dezembro de 2018

Costuma-se dizer que “quem procura, acha”. E é a pura verdade. Nessa onda de golpes que vêm sendo aplicados pelas redes sociais, só cai quem visa levar alguma vantagem. Esse agora chegou a enganar mais de 5 mil pessoas. Até prefeitos no interior acabaram enrolados.

Um grupo utiliza o software de troca de mensagens, ‘whatsapp’. Usa o nome de uma pessoa da família da vítima. Diz que ela mandou depositar certa quantia em uma conta bancária – e, custa crer, que alguém faça isso, deposite a grana, sem confirmar se realmente tem fundo de verdade. Tão fácil ligar para a pessoa citada e confirmar ou não.

A impressão que se tem é de que algumas pessoas adoram ser lesadas. Quantas não se deixaram enganar por golpes tolos que são aplicados a três por quatro. O do bolo de dinheiro que alguém deixa cair na rua. O golpe do bilhete premiado, porque o cara não sabe como receber e pede uma quantia em troca de milhões que ele iria receber.

Só cai, repito, quem deseja tirar vantagem.

Nas redes sociais tem golpe pra tudo. O do e-mail com logomarca da Receita, solicitando suposta atualização de dados cadastrais. Aí o besta cede todos as suas informações.

Tem o golpe do suposto emprego. Do sorteio de uma moto pela tv. Saque de valores para quem comprovasse vínculo de trabalho, entre 1998 e 2016.
O golpe do 14° salário; pegou muito besta.

É preciso cuidado com as ofertas feitas pelo Facebook ou WhatsApp. A pessoa pode ser direcionada a uma página fraudulenta. Desconfie sempre de promoções compartilhadas nas redes sociais e não clique em links recebidos por e-mail ou mensagem de texto.

Quando eu comprei o meu primeiro computador, há uns 30 anos atrás, recebi e-mail do rei da Namíbia. Dizia que ele não tinha sucessor e, como estava perto de bater as botas, estava distribuindo a riqueza dele entre nomes sorteados na internet. O meu tinha sido um. Olha que sorte a minha! Cliquei no link mandado no e-mail e – tchan, tchan, tchan – sabe o que ganhei? Um vírus que detonou todo o meu computador.
Bem feito. Só assim aprendi: quando a esmola é demais, até o santo Google desconfia.

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Para que serve a rotina

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de dezembro de 2018

Todo dia é a mesma rotina. A pressa para o trabalho. O trânsito nervoso. Engarrafamento quilométrico. Calor insuportável. Carro demais nas ruas. Buzinas. Sirenes de ambulância. Gritos de ambulantes. Furto no sinal que fechou. Mais um corpo ensanguentando as manchetes.

É a roda viva do batente. A clientela exigente. O pouco caso com quem a gente cruza no caminho. Um acidente. Mais uma vítima no chão. Dor e sofrimento acumulados. Mortes. Cenas que se repetem. Insistentemente.

Todo dia parece ser a mesma coisa. A mesma rotina. O mesmo barato que sai caro. Mas é preciso bom senso. Nada de se inquietar com tudo isso. É a vida. Tudo acontece como uma ação motivadora pra gente crescer. Que exige de nós empenho, sacrifício.

Viver é uma arte repleta de desafios. Todo mundo sabe disso. Mas teima em apenas reclamar, esquecendo-se que se fosse diferente, não haveria progresso. Ação. Motivação.

Ao invés de reclamar, de se esgolear, achando que nada muda, devemos é agradecer. Pela maneira com que tudo vem. E tudo passa. Pelo exercício diário de que se propõe o existir, em favor do crescimento. Da melhoria de tudo. E de todos.

A vida é como um barco sobre ondas num mar agitado de preocupações. O bom e velho marinheiro, já cantava Paulinho da Viola – o velho marinheiro sabe levar o barco durante o nevoeiro. O faz com capricho. Devagar. Vencendo o temporal.

Vença os seus temporais. Suas ondas gigantes. Seus problemas. Suas inquietações. Sabe como? Vivendo. Tenha apreço à Vida. E agradeça todo santo instante de poder aprender. Porque se não fosse assim, estaríamos parados no tempo. E perdidos no espaço.

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É a vida!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de novembro de 2018

Tem coisa mais importante do que a vida? Duvido que alguém aponte alguma que se sobressaia. Por mais que se tenha problemas, preocupações, dificuldades ou liseira, todos nós primamos em defender esse bem precioso que é a vida. Por cima de pau e pedra. Haja o que houver. Custe o que custar.

Pois apesar de sabermos que a vida importa, na maioria das vezes, sempre deixamos de lado a necessária preocupação em buscar o melhor para a nossa vida. Cuidar dela com a devida atenção. Buscando viver em harmonia. Evitar os vícios que nos adoecem. E as loucuras que nos embriagam.
O comum é a gente se envolver em questões bestas, discussões banais. Nos atritamos com Deus e o mundo, colocando em risco o melhor bônus que se tem: que é viver.

Pra que melhor exemplo da falta de atenção à segurança de cada um. Os que dirigem um veículo e não se atém às normas mínimas de segurança.
Bebem, enchem a cara e vão para as ruas provocando o diabo a quatro – e, na maioria das vezes, quando não morrem, matam ou ficam paralíticos, dificultando a si e às pessoas.

Esse final de semana, por exemplo, os registros de afogamentos e acidentes automobilísticos passaram da conta. É que perdemos de vista os cuidados com a vida. E, como diz o velho ditado, só depois de roubado é que a gente atenta para fechar a porta dos riscos.

Que os maus exemplos sirvam de lições para que se possa defender o bem mais precioso. Qual é o bem mais precioso? A melhor resposta é a do poeta Gonzaguinha ao dizer que fica com a pureza da resposta das crianças: é a vida. É bonita. E é bonita.

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Consumismo tem mais fiéis do que todas religiões

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2018

No dia da “Black Friday”, uma constatação. O consumismo tornou-se a doutrina mais poderosa da face da Terra. Ela tem convertido mais fiéis do que o cristianismo, hinduísmo, budismo, islamismo ou qualquer outra religião.

Diariamente, os seguidores dessa nova ordem capitalista superlotam os centros de demonstração dessa fé. São os modernos shoppings, construídos intencionalmente à semelhança das antigas catedrais para atrair mais adeptos.

Afinal, que são as vitrines das lojas desses centros de compra senão nichos consagrados ao paganismo – ou seria melhor escrever, ao PREGÃOnismo -, onde indivíduos se debruçam nelas e fazem promessas ao deus-grana para obter o milagre da compra.

No interior dessa nova religião, tudo é “clean”. Tudo é limpo. Tudo sugere vitória, como se ter a chance de penetrar ali, fosse tarefa destinada apenas a alguns eleitos. Quem já viu um pedinte ou qualquer pobre circulando por lá, angariando a caridade pública? Nunca.

Há quem considere que essa nova doutrina venha cumprir a promessa do evangelista João, no texto do Apocalipse. A crer nessa tese, segundo uma interpretação ainda que sem peso de credibilidade, esses seguidores seriam reconhecidos por conduzirem na mão direita a marca da besta. Sabe como eles provam isso? Que os celulares seriam esse condutor de ligação com a besta fera. E sabe quais os números marcantes do início da telefonia móvel? O 999 que invertidos servem para os críticos mais ousados fazerem essa absurda ligação.

Como nas antigas seitas bárbaras, que tinham as sextas negras, o consumismo elegeu a terceira sexta feira de novembro, para realizar a magia de seus seguidores. A Black Friday, pelo visto, parece associar-se a essa realidade.

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Aqui SEFAZ, aqui se paga

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2018

A criminalidade no Ceará tem deixado mais o território das ações consideradas de pequena monta – ou coisa que o valha – para integrar-se aos crimes de grande porte. Onde se fraudam e roubam milhões. Que o digam apreensões feitas pela Polícia, como essa da Operação Dissimulare. Não se trata de qualquer ‘ladrãozim’ pé-de-chinelo, mas sim de notáveis empresários envolvidos em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e a formação de organização criminosa.

Um deles, Jovilson Coutinho Carvalho, de 55 anos foi preso em uma fazenda no sertão de São José da Laje, lá nas Alagoas. A ação dele era aqui no Estado. Com a prisão dele, sobe para 15 o número de pessoas investigadas nessa área de sonegação fiscal, crime que me faz lembrar uma entrevista que tive no rádio com o ex-secretário Mauro Filho, quando ele nos dizia que essa ação ilegal no Ceará era tão séria, que ele chegou a sofrer ameaça de morte.

O esclarecimento desses crimes, aponta para um sinal de alerta a indivíduos que se acham acima do bem e do mal e se passam por pessoas de bem, convivendo na sociedade acima de qualquer suspeita.

A atuação da Polícia cearense em casos assim, serve de alerta aos criminosos de colarinho branco e àqueles que insistem em fugir ao cumprimento da lei nas questões relacionadas a área fiscal. Quem pensa lesar o fisco, esquece que o órgão responsável pelo recolhimento de impostos é a Secretaria da Fazenda-SEFAZ. E quem aqui SEFAZ, o que é que diz o ditado: aqui se paga.

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Do erro que se constitui burrice

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

13 de novembro de 2018

Errar é humano. Permanecer no erro é sintomático: é burrice pura. Esse dito popular não tem prazo de validade, não. Serviu pros nossos pais, como cai como uma luva para os dias de hoje, onde alguns acham normal repetir os atos equivocados de outros, porque os outros fazem. Mesmo que os outros tenham quebrado a cara. Num parece uma idiotice?

Falamos disso em relação à teimosia com que alguns jovens vivem repetindo os vícios cometidos por indivíduos descompromissados de qualquer bom senso, como os que usam as drogas, por exemplo.

Quanta gente jovem passou por experiências lamentáveis de usar drogas e quando tentou largá-las, se viu de repente, aprisionado a exigência de criminosos que bancam a venda de drogas em suas comunidades? Quantos não perderam a vida, porque entraram nessa por curiosidade – pra sentir a experiência da lombra – e quando viu que não era a praia dele, quando tentou largar – descobriu que para voltar à vida normal, de cara limpa e sem amarras nenhuma com o traficante, deu de cara até com ameaça de morte.

Então, a questão toda do viciado não é apenas se livrar do mal, mas não entrar nele de jeito nenhum. Porque é via de mão única. Só vai; não volta. Quem entra não sai. Quem deseja se limpar depois, não tem como.

Por isso, consideramos que errar uma vez, por capricho, curiosidade ou coisas da juventude, seja compreensível. Mas permanecer nesse caminho errado é, simplesmente, desprezar a razão, dar às costas à consciência que se tem da Vida e, principalmente, fugi ao destino comum de todos nós, que nascemos, crescemos e nos destinamos às conquistas maiores do mundo. Que pena, que alguns ainda não se aperceberam disso.

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Como a vida mudou na rua onde você mora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA, TEXTO

08 de novembro de 2018

A rua onde você mora é parte da história da sua vida. É nela que você convive com amigos e pode sedimentar a política da boa vizinhança. Mas, na maioria das vezes, as ruas onde vivemos têm-se se transformado em palco de cenas indesejáveis pelo avanço da criminalidade.
Em muitas delas, as pessoas temem o velho hábito de sentar-se na calçada, tirar papo com vizinhos próximos, discutir os assuntos comuns como futebol, política e vida alheia.

A rua em que a gente vive se tornou um inferno por conta do trânsito neurotizante e pela falta de respeito à lei do silêncio que, muitos pensam, deva ser obedecida só depois das 10 da noite. É engano: ninguém pode perturbar com poluição sonora em tempo nenhum.

O progresso mudou muito a cara da rua de nossa convivência. Sumiram as bodegas de esquina que nos vendiam fiado, dando-nos o crédito com a caderneta. Como se confiava nas pessoas! Os tipos característicos de ontem, como o galego, o doceiro, o pipoqueiro, todos sumiram

Hoje, dominam os bairros os integrantes de facções disputando território. E ao cidadão comum resta se safa em meio às trocas de tiros para não ser vítima das balas perdidas.

Antes era mais fácil contatar com prestadores de serviços úteis o da oficina mecânica; o encanador, o pedreiro que auxiliava rapidinho num problema. Até a bendita rezadeira que nos livrava dos males da alma, sumiu.

A rua em que você mora é parte da história de sua vida. Uma história que já teve melhores dias.

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Profecia para quando houver a regeneração dos povos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de novembro de 2018

Tem uma passagem do evangelho, onde o mestre do cristianismo ressalta que os mansos e pacíficos é que vão herdar a Terra, quando for a época de regeneração dos povos. Mas pela predominância do mal que a gente assiste no mundo, a impressão que se tem é de que essa profecia ainda vai demandar um bom tempo. É que o mundo anda tão conturbado; as pessoas tão intolerantes, que se imagina que isso nunca vá se concretizar. Ledo engano.

Para pessoas como esse caso do cidadão que encontrou um animalzinho e o conduziu para cuidados pessoais já é uma demonstração de que é possível se fazer um mundo melhor, a partir das boas ações que a gente fizer.

Quando cada um tomar para si a responsabilidade de se tornar melhor, agir com bom senso e mais humanidade, associando à teoria do bem, a prática do servir, iremos lograr um tempo de bonança, onde cada um buscará fazer o melhor para mudar esse nível mental que nos degrada tanto.

As religiões estão fartas de ensinar que precisamos estar lincados às virtudes do céu; ensejando um mundo menos inseguro, buscando ser mais amável com tudo e todos – mas, a teoria na prática é outra.

Vivemos como se fôssemos brutamontes. Agimos como selvagens. Disputamos espaço e tempo como se estivessemos num outro tempo de horror, onde até a lembrança disso já impedisse a realização do plano de Deus para conosco. Nosso destino é a paz. E os que não se comprometem a isso, serão tragados pelo próprio Tempo que é o senhor da razão.

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Os dísticos da cidade que tem fortaleza em seu nome

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de novembro de 2018

A cidade beleza de todos nós, Fortaleza, tem acrescentado à fama de loura desposada do sol, que lhe cantou Paula Ney, outros dísticos não muito consideráveis. Somos uma das mais violentas do País, título que envergonha a cada um dos cearenses, considerados um povo acolhedor e ordeiro.
É que a cidade cresceu. Com ela, seus problemas. O inchaço populacional trouxe comprometimentos muitos. O problema da moradia. O aumento das áreas faveladas e de risco. A desestruturação familiar gerando cânceres sociais causados pelo desemprego, pelo abandono dos jovens ao ensino e pela falta de uma melhor estrutura. A marginalidade cresceu a olhos vistos.

A convivência de duas cidades diferentes na mesma metrópole, levou alguns a dividirem Fortaleza como aldeia/aldeota, mostrando o contraponto entre o lado rico da cidade – que se expande, se internacionaliza – mas vê, lamentavelmente, crescer uma parte convivendo com carências muitas.
Quando as autoridades deram conta da situação, o ‘apartheid’ social já havia avançado, com o grosso de sua juventude se comprometendo com a desgraça das drogas, com o convívio da violência e o destemor de inserir-se na criminalidade mais absurda.

Ainda há tempo de reverter essa realidade. De mudar o placar desse jogo da morte, para que Fortaleza recupere a sua supremacia e ser a capital da Terra da Luz, como tão significativamente chegou-se a denominar o Ceará, estado libertário. É preciso o esforço de cada um, para que isso mude. E o cearense, a exemplo do sertanejo de Euclides da Cunha, é antes de tudo um forte. Que tem Fortaleza até no nome de sua capítal.

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Os dísticos da cidade que tem fortaleza em seu nome

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de novembro de 2018

A cidade beleza de todos nós, Fortaleza, tem acrescentado à fama de loura desposada do sol, que lhe cantou Paula Ney, outros dísticos não muito consideráveis. Somos uma das mais violentas do País, título que envergonha a cada um dos cearenses, considerados um povo acolhedor e ordeiro.
É que a cidade cresceu. Com ela, seus problemas. O inchaço populacional trouxe comprometimentos muitos. O problema da moradia. O aumento das áreas faveladas e de risco. A desestruturação familiar gerando cânceres sociais causados pelo desemprego, pelo abandono dos jovens ao ensino e pela falta de uma melhor estrutura. A marginalidade cresceu a olhos vistos.

A convivência de duas cidades diferentes na mesma metrópole, levou alguns a dividirem Fortaleza como aldeia/aldeota, mostrando o contraponto entre o lado rico da cidade – que se expande, se internacionaliza – mas vê, lamentavelmente, crescer uma parte convivendo com carências muitas.
Quando as autoridades deram conta da situação, o ‘apartheid’ social já havia avançado, com o grosso de sua juventude se comprometendo com a desgraça das drogas, com o convívio da violência e o destemor de inserir-se na criminalidade mais absurda.

Ainda há tempo de reverter essa realidade. De mudar o placar desse jogo da morte, para que Fortaleza recupere a sua supremacia e ser a capital da Terra da Luz, como tão significativamente chegou-se a denominar o Ceará, estado libertário. É preciso o esforço de cada um, para que isso mude. E o cearense, a exemplo do sertanejo de Euclides da Cunha, é antes de tudo um forte. Que tem Fortaleza até no nome de sua capítal.