MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A missionária ajuda aos presos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de maio de 2017

Atrás das grades, a vida de qualquer pessoa se constitui um inferno. Sem o direito à liberdade, o indivíduo passa a conviver com uma rotina limitada enquanto cumpre sua pena. E, claro, ninguém de boa consciência vai dizer que se acostuma a uma vida dessas. Só os incorrigíveis, os que não pensam corretamente e aqueles que detém algum desvio de comportamento.

O ideal de todo ser humano é o de progredir, de constituir uma família, de ter um emprego e ganhar a sobrevivência com o esforço do trabalho. A prisão, em qualquer lugar do mundo, deveria ser uma escola de refazimento daqueles que descumpriram alguma norma, que saíram da legalidade e trocaram os pés pelas mãos. Ambiente de recuperação e de moldagem da alma intranquila, a prisão devia ser o lugar mais indesejável do mundo. Só um louco pode dizer que, sem liberdade, é possível se viver bem.

O sistema penitenciário, infelizmente, não atende aos requisitos de uma justiça que cobre o resgate do preso. A maioria dos presídios se atém a ser apenas um depósito de homens e mulheres que, em algum momento de suas vidas, tomaram decisões equivocadas, cometeram erros e precisam arcar com as consequências.

Em meio a isso, é importante o auxílio dos que se comprazem a levar uma mensagem de fé e esperança, seja qual for a denominação religiosa, para que os internos não se sintam relegados ao completo abandono. Enquanto esses missionários estiverem cumprindo com a sua tarefa, encorajando os endividados da Justiça para uma mudança de vida, essa falha do sistema de não recuperar um só indivíduo poderá ser corregida, quando se converter alguém – não à uma religião – mas a uma vivência religiosa na qual se busque o ideal de todo ser humano: viver bem.

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Toda sombra se desvanece diante da luz

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de maio de 2017

Em meio a toda essa onda de insegurança, tem um dado bastante oportuno de falar e que nos dá esperança de melhoria. Ele diz respeito à intenção do governo estadual de fazer uma sobrecarga de investimentos na área em que Fortaleza mais prescinde, a da segurança, a fim de conter os índices de violência que geram intranquilidade entre a população.

O governador Camilo Santana tem demonstrado essa disposição. Seu governo parece ter a noção de que é com investimento humano e em equipamentos que iremos alcançar respostas efetivas no combate à violência. Sua Polícia tem recebido um incentivo maior, agora com a criação de equipes do Raio em várias cidades do interior, afora a preocupação de que para se alcançar sucesso à médio e longo prazos, preciso é investir alto em prevenção.

Foi esse o caminho determinante que levou a diminuição da criminalidade em cidades como Medelin, na Colômbia, uma das maiores dores de cabeça da América Latina, no combate ao tráfico de drogas. Foi investindo em Educação, principalmente, que se traçou o caminho de volta aos tempos de quietude naquele País. Se lá deu certo, é possível trabalhar o esforço jovem que, hoje se bandeia para as hostes do tráfico, sensibilizando-o através do ensino, da escola estimulante e integrada a uma educação profissionalizante e – mais do que isso – concluindo a etapa escolar, que esse jovem seja incluso no mercado de trabalho.

Temos esperança de que as coisas podem mudar. Com projetos de incentivo à Educação, a fim de devolver ao cidadão comum os frutos que semeamos com os tributos que pagamos. Temos certeza de que é possível reverter esse quadro, a partir da percepção de que toda sombra se desvanece quando se projeta luz. Educação é tudo.

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Por uma cidade menos agressiva

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de maio de 2017

Que cidade é essa, que tem o nome de Fortaleza, mas que, diariamente, expõe a sua mais completa fragilidade na luta para vencer a violência? Não há um só dia em que a onda criminosa não leve para as portas da morte, desde a sua força mais jovem até os seus tarimbados agentes de defesa.

Cidade de gente simples e acolhedora, que se ocupa em ganhar o sustento de forma honesta – quando há espaço de trabalho para ela -, mas que, a todo instante, é constantemente importunada por atitudes hostis de indivíduos, que agem no mal a título de se darem bem.

O mal está em cada esquina; no entorno dos bancos à espreita de lesar alguém, via saidinha bancária. Ou de roubar os frutos que pagamos via impostos com vistas a um retorno em bens de serviços.

Fortaleza tem tudo para ser diferente – uma cidade de energias positivadas para o melhor da vida, mas que assiste, a todo instante, o mal se graduar nas esquinas de suas ruas e avenidas.

É preciso dar um tempo para reconquistar o bem estar dessa cidade. Precisamos mudar essa paisagem de dor e sofrimento, que ameaça a nossa juventude e contamina até mesmos os mais adultos, ansiosos por Justiça, mas que se degradam ao tomarem para si a vingança com as próprias mãos.

Antes que alguém possa culpar essa ou aquela autoridade, esse ou aquele órgão por não cumprir o seu trabalho, é preciso que todos nós coloquemos o rosto no espelho e busquemos verificar o que temos feito de bom, para significar produto de uma boa colheita.
Não se colhe uvas de espinheiros, já dizia o sagrado livro, lembrando a necessidade de agirmos no bem para que o bem seja o resultado legítimo de nossas ações.

Para resgatar a legitimidade de nossa Fortaleza-cidade, preciso é que sejamos exemplo. Modelo. A fim de mudemos a nossa casa, a nossa rua, a nossa cidade. Mudemos a Fortaleza que desejamos.

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Verdade a ser assimilada: “em mulher não se bate nem com uma flor”

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de maio de 2017

Em todos os segmentos, quase ninguém discorda do “clichê” que diz “em uma mulher não se bate nem com uma flor”: certa feita, 88% de pessoas entrevistadas concordaram que essa é uma verdade que precisa mais e mais ser assimilada.
A agressão sofrida por uma advogada, sendo esbofeteada no rosto por um capitão da PM, é o caso mais recente que eleva a temperatura dessa discussão. Se bem que o caso possa ser classificado como isolado, mas é muito inconsequente saber que um homem – quem quer que seja – se arvore da força para demonstrar qualquer indício de autoridade.
Quando a violência parte de alguém que se presume talhado e versado para evitar o extremo confronto, esse episódio se constitui algo constrangedor. Deixa à mostra uma ferida aberta em todo um trabalho que se desenvolve no âmbito da Polícia, para atingir o conceito de cidadania, ao mesmo tempo em que revela a incapacidade humana de relevar conflitos.
O ato do capitão Alan Kardec, sugere algo inesperado e inconsequente de alguém como ser humano, mas que, em última análise, reflete esse traço da personalidade ainda conservadoramente machista que repousa em nós.
Qualquer que tenha sido o motivo causador desse caso, é preciso tirar lições: reivindicar investigação. Punição, no que a PM já demonstrou ao afastá-lo das ruas; mas para todos nós, é essencial compreender que, em todos os momentos da vida, é necessária a serenidade de ações da parte de quem age em setores tão inflamados como o da segurança e do direito.
O que é preciso valorizar a palavra no sentido de mediar um conflito. Da conversa amadurecida e racional no intuito de evitar chegar às vias de fato. De se evitar o desgaste de uma instituição, diante de um instante onde o orgulho ferido parece ter falado mais alto do que a dignidade de se evitar o impulso para o pior.

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A praia é do povo, sem distinção de crença, conta bancária ou cor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de abril de 2017

A exemplo da praça, a praia é o lugar mais democrático do mundo. Ou, pelo menos, deveria sê-lo. É para lá onde convergem pessoas de todas as idades, sem levar em conta questão de raça, de credo ou de conta bancária.

Na praia todos se misturam. Gente rica, pobre, letrada e analfabeta. Entre os que a frequentam, há os que aproveitam o espaço para o ganha-pão. Sejam grandes comerciantes ou simples ambulantes. Em Fortaleza, contudo, alguns desses pequenos vendedores se viram alvo de atitudes preconceituosas. Um deles sofreu violência gratuita por parte de seguranças, por estar circulando em determinada área que se julga pertencer a uma barraca.

Por “determinadas áreas”, leia-se o espaço ocupado de forma considerada ilegal por algumas delas quando avançaram terras de marinha e passaram a ser denunciados como invasores pelo próprio Ministério Público.

Um vídeo postado nas redes sociais mostrando a violência de um dos seguranças de uma dessas barracas, nos remete a esse tipo de tratamento desrespeitoso e preconceituoso dos que privatizam o que deve ser público. A atitude provocou – como era de se esperar – uma reação em cadeia de protesto contra esse tratamento, exatamente no momento em que se discute a questão das barracas ocuparem espaços indevidos.

Atitudes politicamente incorretas, como essa, motivam reações como as que estão sendo anunciadas para o próximo fim de semana em protesto contra esse tipo de tratamento, que a direção da barraca diz não acatar e que irá tomar providências para que não se repitam.

É preciso não perder de vista essa noção de respeito à liberdade do ir e vir, a fim de garantir ao cidadão esse direito constitucional.

Parafraseando Castro Alves, a praia é do povo, como o céu é do avião. Sem distinção de crença, conta bancária ou cor.

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O exercício da cidadania passa pelo respeito às normas e leis que regem o mundo das coisas e dos homens.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de abril de 2017

Depois de dois dias de intranquilidade, Fortaleza começa a superar o medo que essa onda criminosa causou em todos. E, aos poucos, retoma as suas atividades rotineiras. O feriado de Tiradentes até contribui para isso, porque diminui o número dos que circulam pelas ruas -, muito embora a frota de ônibus trafegue dentro da normalidade, reduzida por conta do feriado.
Infelizmente, ainda persistem aqui e ali alguns indesejáveis casos de mau uso das redes sociais. É incrível como existem pessoas com capacidade para o mal. Utilizam-se da divulgação de notícias falsas, tentando perturbar ainda mais uma situação que já é preocupante. Pessoas assim, em nada contribuem para a cidade; são indivíduos sem escrúpulos que, se não agem como os criminosos das facções, incendeiam a calma e a tranquilidade que tanto precisamos.
Por isso, um alerta: não divuilgue boatos; não crie situações de temor; não compartilham postagens que fogem à verdade, permitindo entrar no jogo de loucura dos responsáveis pelos atentados.
Ainda bem que o governador Camilo Santana foi preciso ao dizer que o governo não acatará esse tipo de ousadia, quando criminosos tentam submeter uma cidade e sua gente ao domínio do terror. O Estado tem que ser implacável com todos eles. Os que incendeiam veículos; os que promovem atentados a bancos e delegacias, tanto quanto os que repassam boatos pelas redes sociais. É preciso ser duro duro com esse tipo de gente que se satisfaz com o caos, com a destruição. Não tem perdão para quem sai por aí disseminando violência, agindo em nome de uma causa que não tem sustentação.
Parta de onde partir, esse é um tipo de crime que precisa ser condenado por todos. Especialmente, quando se tem a suspeição de agentes da criminalidade, através de facções em litígio, querendo impor a sua marca de domínio além das paredes dos presídios onde eles estão.
Quem deseja viver bem, que o faça por onde merecer. Todo mundo tem direitos a serem atendidos; mas é preciso se portar dentro dos limites a que todos nos submetemos.
A cidade e sua população não fecham com esse tipo de protesto criminoso, sob alegação de serem retaliações por transferência de presos de uma unidade para outra.
O exercício da cidadania passa pelo respeito às normas e leis que regem o mundo das coisas e dos homens.

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Milagres existem. Explicá-los, quem há de?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de abril de 2017

Milagres acontecem. Negá-los, pode ser pura conveniência pessoal. Mas eles estão aí. A nos revelar a grandeza da força divina. A nos querer transmitir alguma mensagem, além do que os olhos conseguem perceber e o nosso raciocínio cartesiano consiga explicar.

Uma criança encontrada num camburão de lixo chega a ser inquietante. Mas, a sua sobrevivência depois de permanecer um bom tempo soterrada entre entulhos de construção e outros componentes descartadps como lixo, parece ser a mais recente confirmação de que os céus não deixam de nos enviar sinais e, que por ignorância ou mero preconceito, ao invés de fazermos essa leitura, a primeira preocupação que nos vem à mente é condenar a mãe da criança.

O ser humano é volúvel. Em ocasiões assim, costuma emitir apressadamente juízo de valor sobre certos casos, sem levar em conta a grandeza de uma vida que se salva de forma milagrosa num mundo onde a grande maioria comunga o verbo matar de forma mais irracional.

Nessas horas, é preciso avaliar o que leva uma pessoa a agir dessa forma. Principalmente, alguém que tem a graça de gerar em si o corpo de uma alma destina a uma jornada vivencial e, por algum motivo – motivo sério, provavelmente -, se permite a esse tipo de ação.

Que tipo de pressão a levou a esse ato? Que situação extrema fez ela cometer esse descarte? Não é novidade que, muitas jovens, são impelidas a largar fora o fruto do seu ventre tão logo ele nasça, obrigadas por companheiros e pais insensíveis, diante do milagre da maternidade. Outro detalhe: que anjo é esse que chega à Terra de forma tão desconcertante? Abandonado tão logo vem à luz?

Milagres existem. E, como não há maneira mais simples de explicá-los, a Vida se encarrega de aplicá-los.

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Retrato falado de um homem chamado Jesus

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de abril de 2017

Texto de Nonato Albuquerque

 

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido. Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.”

Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.

Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.

Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.

Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.

Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.

Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.

Seu nome: Jesus.
Seu crime: ter amado a humanidade.

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O caso da pequena Débora

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de abril de 2017

O caso da pequena Débora Lohany não sai da cabeça de ninguém. A sua morte incomoda a todos. E não apenas por envolver uma inocente; mas pela forma como esse caso aconteceu.

Uma criança de 4 anos, brincando na calçada, ser levada por alguém – cujo perfil descrito inicialmente era de alguém sem um braço e que a conduzira pela região do mangue – descartadas em seguida.

Buscas incessantes envolvendo todo um aparato policial e da população não conseguiram evitar o pior: a pequena Débora acabou sendo sacrificada em nome de algo que foge ao nosso conhecimento. É essa questão que anda remoendo a cabeça de todos.

Qual foi a causa, o que motivou o sacrifício de uma inocente? Deve haver algo que foge a nossa compreensão – foi apenas um ato desumano de alguém que se aproveitou para raptar a criança ou seria alguma pendência familiar que levou a consequência tanto malsã?

Questionou-se a possibilidade de dívida de drogas. Nada ficou esclarecido.

O caso da pequena Débora não sai da nossa cabeça, das nossas conversas, da nossa dificuldade em explicá-lo.

O silêncio a que a criança foi submetida é a grande questão que a Polícia deve investigar. Nada deve ficar sem resposta. Essa é uma obrigação não só para atender à família, mas à população.

O caso da pequena Débora reabre uma outra discussão relacionada à insegurança a que estão expostas nossas crianças. E mais do que isso: tenta entender esse instinto perverso de alguém que é capaz de sacrificar uma inocente, num gesto que foge a qualquer senso de racionalidade.

O caso da pequena Débora não sai das nossas cabeças.

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Crimes bárbaros no Ceará identificam ação de celerados

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de março de 2017

Violentos todos somos. Tudo vai depender é do momento da raiva e da situação em que estejamos envolvidos. Mas violentos com esses traços de barbárie, como o que temos vistos nos últimos crimes, esse parece definir o perfil de alguns celerados. Não satisfeitos em tirar a vida de suas vítimas, eles ampliam essa forma de matar utilizando-se de métodos e requintes de pura crueldade.

O homem é violento por natureza. A sua porção animal ainda se sobrepõe ao seu lado humano. É preciso um trabalho de educação para que nele se revele a sua condição espiritual. Até que isso aconteça, o indivíduo circula entre a espécie selvagem – que tempos atrás era comum entre as tribos de índios que praticavam o canibalismo – e o modelo do homem plural, aquele que se atém aos aspectos de cidadania, do respeito e da defesa da Vida.

A caminhada da humanidade rumo a essa melhoria é lenta; ainda é capaz de registrar impactantes crimes como esses da pessoa esquartejada; de outra que teve a cabeça decepada e colocaram cadeados em sua boca, como a querer dizer que ela falara demais. Mas a civilização moderna já não compactua com isso. Indignar-se com isso é o comum; mas não se deve perder a esperança de que caminhamos para dias melhores. Os que ainda agem assim, convivem com seus infernos interiores. No futuro, certamente, eles não poderão conviver com a humanidade dos mansos e pacíficos como foi prometido nas bem-aventuranças. Pense nisso.

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A missionária ajuda aos presos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de maio de 2017

Atrás das grades, a vida de qualquer pessoa se constitui um inferno. Sem o direito à liberdade, o indivíduo passa a conviver com uma rotina limitada enquanto cumpre sua pena. E, claro, ninguém de boa consciência vai dizer que se acostuma a uma vida dessas. Só os incorrigíveis, os que não pensam corretamente e aqueles que detém algum desvio de comportamento.

O ideal de todo ser humano é o de progredir, de constituir uma família, de ter um emprego e ganhar a sobrevivência com o esforço do trabalho. A prisão, em qualquer lugar do mundo, deveria ser uma escola de refazimento daqueles que descumpriram alguma norma, que saíram da legalidade e trocaram os pés pelas mãos. Ambiente de recuperação e de moldagem da alma intranquila, a prisão devia ser o lugar mais indesejável do mundo. Só um louco pode dizer que, sem liberdade, é possível se viver bem.

O sistema penitenciário, infelizmente, não atende aos requisitos de uma justiça que cobre o resgate do preso. A maioria dos presídios se atém a ser apenas um depósito de homens e mulheres que, em algum momento de suas vidas, tomaram decisões equivocadas, cometeram erros e precisam arcar com as consequências.

Em meio a isso, é importante o auxílio dos que se comprazem a levar uma mensagem de fé e esperança, seja qual for a denominação religiosa, para que os internos não se sintam relegados ao completo abandono. Enquanto esses missionários estiverem cumprindo com a sua tarefa, encorajando os endividados da Justiça para uma mudança de vida, essa falha do sistema de não recuperar um só indivíduo poderá ser corregida, quando se converter alguém – não à uma religião – mas a uma vivência religiosa na qual se busque o ideal de todo ser humano: viver bem.