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Meus 300 Discos

por Sidney Alencar

Buteco do Rock #3 – Futuro do Rock

Por Meus 300 Discos em Buteco do Rock Podcast

05 de outubro de 2017

Podcast onde falamos sobre cerveja e rock, num papo descontraído, cheio de humor e informação!

Neste episódio: fizemos nossas apostas nas bandas que substituirão as bandas históricas que em breve não estarão mais na ativa.

Na carta de cerveja: Colorado Indica, uma India Pale Ale de responsa!

Para escutar, clique AQUI!

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#26 Moonspell: Extinct

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

25 de setembro de 2017

Obscuro, pero no mucho!

Quem dá de cara com a chocante e aterradora capa de Extinct, disco mais recente da banda portuguesa Moonspell, lançado em 2015, inevitavelmente cria a expectativa que vai escutar músicas de um nível tal de obscuridade que deixaria Mayhen e Burzum como playlists para festinhas de criança em buffet chique (por quê os salgadinhos sempre vêm gelados??).

Longe disso. O conjunto português de heavy-doom-gótico-black (demais rótulos que receberam no decorrer de sua carreira) traz um som acima de tudo atmosférico, com muitos elementos modernos, como timbres de guitarra beirando o nu-metal e toques de música eletrônica aqui e acolá.

Suas letras talvez sejam o que a banda traz de mais soturno, variando entre temas que vão de romances melancólicos, perseguições, situações de depressão e o fim de tudo como principal tema recorrente.

A faixa BREATHE, por exemplo, traz um som bastante acessível, com um groove guiado pelo contra-baixo de Aires Pereira e arranjos orquestrais criando um clima de mistério no decorrer da canção. O disco traz bastante variedade entre as faixa. MEDUSALÉM lembra bastante Rammstein, é quase power metal e traz influências de melodias da música árabe.

Seguindo na cesta de sons, DOMINA é quase uma balada, com um belo solo de guitarra e THE LAST OF US pode ser considerada praticamente um pop esotérico, beirando o romantismo tradicional. A faixa que mais passa perto do clima dark é MALIGNIA, que traz uma esperança aos fãs mais antigos de encontrar mais músicas na mesma linha no decorrer do disco, mas não é o que acontece.

Longe de ser um disco ruim, EXTINCT traz uma indefinição no som da banda, o que causa uma certa confusão na cabeça de quem está começando a conhecer o som da banda. Mesmo o carismático e talentoso vocalista Fernando Ribeiro parece se perder um pouco na proposta do álbum, onde sua voz tenta encontrar um lugar para se encaixar em meio a tantas experimentações sonoras.

Como disse meu amigo Ricardo Cunha do blog Esteril Tipo: “eu esperava um disco mais malvado!”

E por falar em malvadeza, sei que nossos leitores acham nossas notas por vezes um tanto “malvadas”, mas elas nunca deixam de dar o ar da graça por aqui. Vamos a elas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 6.0
  2. Letras: 7.0
  3. Originalidade e inovação: 6.5
  4. Artes: 9.5
  5. Produção: 8.0

NOTA FINAL: 7,4

VALEU SEU TEMPO? Se você curte o som da banda há muito tempo, vale a pena escutar para checar a evolução do som e tirar suas próprias conclusões. Se você é iniciante nesse tipo de som e quer conhecer os melhores trabalhos da banda, sugiro começar pelos excelentes WOLFHEART e DARKNESS AND HOPE.

Site oficial da banda

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#25 Iced Earth: Incorruptible

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

22 de setembro de 2017

Existem vocalistas que mesmo sendo extremamente talentosos e mesmo depois de anos substituindo o cantor original serão sempre conhecidos como “o novo vocalista da banda tal”. Brian Johnson do AC/DC  e Derrick Green do Sepultura padecem desse mal, apesar de terem entrado em suas respectivas bandas já há muito anos..

Stu Block definitivamente não teve que aguentar tal estigma. No comando dos vocais da banda americana de power/trash metal Iced Earth desde 2011, Stu substituiu com louvor e méritos o super carismático Matt Barlow, que saiu da banda pra seguir a carreira de policial (é uma história bem legal, qualquer dia conto aqui).

E olha que nesse meio tempo tivemos o talentoso e homem-de-mil-bandas Tim Ripper Owens, que já passou até pelo Judas Priest. Ou seja, Stu tá parabéns.

Falando sobre o disco, INCORRUPTIBLE é tudo aquilo que um fã do Iced Earth pode querer: um disco com a cara do guitarrista e principal compositor Jon Schaffer. Estão lá os riffs marcantes, as cavalgadas e duetos de guitarra à la Iron Maiden, os refrões repletos de melodia, músicas rápidas e também canções mais cadenciadas e com peso na medida certa.

Destaque para a última (e longa) faixa CLEAR THE WAY (DECEMBER 13TH, 1862), uma música épica sobre honra, batalha e glória, bem no estilo de Alexander The Great ou Rime of the Anciente Mariner, do Maiden.

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 7,5
  2. Letras: 7.0
  3. Originalidade e inovação: 7.0
  4. Artes: 8.0
  5. Produção: 8.5

NOTA FINAL: 7,6

VALEU SEU TEMPO? Com certeza. O Iced Earth já chegou naquele ponto em que, se não lança um disco sensacional, tampouco tem em sua discografia um álbum que não seja no mínimo um nota 7.

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#24 Ingroove: OK

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

20 de agosto de 2017

MPB cearense, com orgulho!

Você, leitor assíduo do M300D deve estar estranhando trazermos aqui para o blog um disco de MPB, já que normalmente e em sua grande maioria falo sobre discos de Rock e Heavy Metal.

Porém, vou pedir licença na Wall of Death pra falar vez ou outra de bandas autorais brasileiras (e especialmente cearenses) de outros estilos fora do circuito das guitarras distorcidas.

Hoje vou falar sobre “OK”, o terceiro disco do INGROOVE, banda formada por excelentes instrumentistas oriundos das cidades de Acopiara e Iguatú, no sertão central.

E antes que você possa perguntar: não, eles não vieram pra Fortaleza ou para outra metrópole para gravar este disco. Todo o material foi gravado, produzido e mixado no interior mesmo, no Estúdio do Helinho (o nome do estúdio é esse mesmo), o que mostra mais uma a ruptura que a internet e as novas tecnologias de informação podem fazer para romper fronteiras no ramo musical.

Helinho, que também fica a frente dos teclados, composições e divide os vocais com Léo Lima, também produziu o disco, não deixando nada a desejar ao trabalho realizado nos maiores estúdios de gravação do país.

Falando especificamente do disco, “OK” é um álbum de MPB moderno, que traz influências de samba, funk (não, não é aquele dos morros do RJ) e forró de raiz, acrescentando ainda efeitos sonoros bastante interessantes e que vão aos poucos construindo a identidade própria da banda.

Há uma evolução com relação aos dois primeiros discos (que também se transformaram em DVDs ao vivo, links no fim da postagem), principalmente no tocante às letras, que aos poucos deixam de trazer uma obviedade literal para partir para significados mais sutis e nuances mais simbólicas. Dependendo da proposta da banda, ainda é um item que pode vir a ficar ainda mais enriquecido, à medida que a experiência vai sendo acumulada ao longo dos anos. Outra crescente notável vem nos duetos e até “trietos” de arranjos envolvendo o baixo (executado com perfeição pelo Mestre Welkinay Lima), Acordeon (Paulo Cascavel) e o já citado Helinho no piano. A sustentação é feita pela sempre criativa batera de Sussu Mendonça, um cidadão que merece todo o respeito do mundo, por sempre trazer uma originalidade discreta, mas ao mesmo tempo que se destaca nos momentos em que é convocada pra dar o toque final de qualidade nas composições.

 

“OK” traz sobretudo um clima de dia bom, como se pode ver em “Pra ficar bom”, faixa que abre o disco e tem um refrão que você vai se pegar cantando sem perceber. “Dá um sorriso” traz um clima de pé-de-serra tão vivo que é indicado para se escutar deitado numa rede, coçando os dedos do pé nos “punhos” e olhando pro açude, através do terreiro, do alpendre da casa.

Pra mim o destaque foi o samba “Mas quem diria”, com participação especial de Larissa Macedo nos vocais. Com uma estrutura bem construída, com o acordeon dando um tchan tão diferente quanto essencial, seguido do solo de extremo bom gosto que Welkinay dispara das seis cordas de seu Custom Bass.

“Porque é que você muda” tem um climão de tema de novela composto por Djavan, principalmente na voz de teclado depois da primeira parte. Escuta lá pa tu vê!

Algumas ressalvas ficam por conta da arte da capa, que poderia ser um pouco mais trabalhada, pra ficar da altura e no nível que a banda se encontra. Na minha opinião, as vozes de Helinho Gomes e Léo Lima tem um timbre muito similar e se souberem trabalhar o que elas tem de diferente, isso vai trazer um colorido ainda maior pro som da banda.

Nas duas últimas faixas, “Essa blusa” e “Me respeite” a banda fez uma tentativa louvável de se posicionar politicamente e trazer uma mensagem que vá além do lugar-comum da canções de amor. Lapidando um pouco mais as letras, talvez deixando-as com um tom mais poético e menos literal, é provável que a banda consiga transmitir melhor sua mensagem e tocar de maneira mais efetiva o coração de quem venha a ouvir sua música.

Em resumo, um excelente disco, de qualidade nacional e produção regional. A banda já mostrou do que é capaz e se quiser e definir bem seu caminho, vai longe. Está na hora de voar!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 7.5
  3. Originalidade e inovação: 7.5
  4. Artes: 6,5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 7,7

Facebook oficial da banda

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#23 Volbeat – The Strength, The Sound, The Songs

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

31 de julho de 2017

Rockabilly Punk!

 

Já faz algum tempo que o Volbeat vem aparecendo como headliner nos maiores festivais de rock, principalmente os festivais de verão europeus. Isso obviamente despertou minha curiosidade. O que teria demais essa banda que até há pouco tempo era desconhecida, para receber convites e tocar na frente das maiores e mais relevantes plateias de música pesada do mundo??

Então, resolvi escutar e trazer aqui para o M300D minhas impressões sobre a banda formada em Copenhagen-Dinamarca em 2001.

O disco que escolhi foi o disco debut (pra manter a tradição), de 2005, chamado THE STRENGTH, THE SOUND, THE SONGS. Nome bem forte. O que naturalmente já gera uma expectativa sobre o que a grupo será capaz de apresentar.

O Volbeat faz uma mistura bem interessante de Heavy com Rockabilly, Punk e algumas pitadas de country.

Os Riffs são sempre marcantes, assim como o vocal de Michael Poulsen, que mostra bastante versatilidade e personalidade. As composições são muito bem construídas e com uma excelente produção para um primeiro disco. Porém, podem cansar quem espera um pouco mais de variedade criativa entre uma faixa e outra. Quem curte um som mais direto e “preenchido” vai se se amarrar (alguém ainda fala isso?).

As faixas que destaco são REBEL MONSTER, que traz uma letra bem interessante sobre nossos monstros interiores, enquanto ALWAYS.WU traz o lado punk aflorado a mil e “SAY YOUR NUMBER” talvez seja a faixa mais heavy do álbum.

Os dinamarqueses do Volbeat costuma recebet elogios de suas apresentações ao vivo, tanto é que já abriram para shows do Nightwish, Megadeth e Metallica. Na turnê mais recente, foi a vez do Iced Earth que abriu o show para eles. E quando esse tipo de inversão começa a acontecer, é bom ficar de olho na banda “novata”.

O que começo a perceber nesta minha jornada de escutar 300 discos em 2017 (será que vou conseguir?) é que as bandas da nova safra que estão se destacando são as que estão conseguindo fazer um som moderno, misturando diversos elementos de diferentes estilos, como Mastodon, Opeth e até o Trivium. OK, não são tão novas assim, mas você captou a idéia, né?

E como este também é um blog de vanguarda, vamos às nossas notas, que estão sempre juntas e misturadas:

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 7.0
  2. Letras: 7.5
  3. Originalidade e inovação: 7.5
  4. Artes: 8.5
  5. Produção: 8.5

NOTA FINAL: 7,8

VALEU SEU TEMPO? Sim. Vale a pena abrir o cabeção, deixar o truerismo um pouco de lado e conhecer uma das bandas promissoras da nova geração. Confira também as apresentações ao vivo. A história da música nos mostra que algumas faixas tomam vida própria e uma proporção descomunal quando tocadas na frente de pessoas!!

Site oficial da banda

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Buteco do Rock Podcast #2: como e quando começamos a ouvir rock?

Por Meus 300 Discos em Buteco do Rock Podcast

22 de julho de 2017

Como e quando começamos a ouvir rock?

 

O Buteco do Rock é um podcast onde falamos sobre cerveja e rock, num papo bem descontraido!

Neste segundo episódio, eu e Ricardo Cunha, do blog Estéril Tipo conversamos sobre como e quando começamos a escutar rock.

Para regar o papo, tomamos a excelente cerveja Nostradamus e despejamos nossos nada especialistas conhecimentos na seara de cervejas especiais.

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#22 Amon Amarth – Once Sent From The Golden Hall

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

21 de julho de 2017

A primeira pilhagem a gente não esquece

 

Qual o segredo do Amon Amarth?

Até há alguns anos atrás, o AA era uma banda de qualidade, com inegável constância no lançamento de bons discos e razoavelmente conhecida. Porém, de uns anos pra cá, a banda arrebatou fãs fervorosos ao redor do mundo, que se renderam ao death metal melódico e à temática viking, presente em toda sua discografia.

Eu comecei escutar o Amon Amarth a partir do penúltimo disco, o DECEIVER OF THE GODS, de 2013. Gostei de cara. Veio 2016 e eles lançaram o excelente JOMSVIKING, que na minha humilde opinião, é o responsável por sacramentar de vez o AA como um dos headliners da cena metal atual. Para exemplificar, tive a oportunidade de ver o show deles em Londres e fiquei abismado quando descobri que quem abriria o show para eles seria ninguém menos do que a lendária banda de trash TESTAMENT.

Resolvi então voltar no tempo e já me preparando para o desembarque dos vikings no Brasil em junho, decidi escutar toda a discografia para tentar descobrir o que o AA tem que os faz lotar os shows por onde passam.

Então, vamos começar pelo começo: em 1998 a banda lançou seu debut, chamado ONCE SENT FROM THE GOLDEN HALL. Desde já, podia se notar que a temática viking sobre batalhas, guerras, conquistas, pilhagens e etc estaria presente dali pra frente.

Já é possível identificar nesse álbum as principais características musicais da banda, como as guitarras fazendo a linha melódica que acompanham o vocal. Por falar em vocal, percebe-se que Johan Hegg ainda tentava encontrar seu estilo próprio, com uma variação maior de timbres do que o percebido nos trabalhos posteriores da banda.

A produção deixa um pouco a desejar, principalmente na parte de mixagem, o que é perfeitamente natural num primeiro trabalho e ainda mais de uma banda que estava buscando definir e firmar seu estilo.

Apesar de excelentes composições, o que se vai percebendo ao longo da carreira do AA, é que a banda não arrisca muito em termos de inovações e experiências musicais. O que nem de longe é um defeito. Vide bandas que encontraram sua “fórmula” e continuaram lançando ótimos discos ao longo de sua carreira. Vide o sempre citado exemplo do AC/DC.  Canções como “Victorious March” e “Amon Amarth” mostram de maneira direta a que veio a banda. Impossível não começar a headbanguear assim que a banda despeja todo o peso, melodia e cadência de seus hinos vikings.

E antes que elas sejam pilhadas, vamos para nossas notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 7.5
  3. Originalidade e inovação: 8.0
  4. Artes: 8.0
  5. Produção: 7.0

NOTA FINAL: 7,7

VALEU SEU TEMPO? Sim. Se você curte o som de bandas como Arch Enemy, In Flames e outras da geração Death Metal Melódico da suécia com certeza vai virar fã do Amon Amarth. Apesar de ficar longe da qualidade dos dois trabalhos mais recentes, vale a pena escutar esse debut e os demais discos na sequência, para acompanhar a evolução da banda (é o que eu vou fazer!).

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#21 Mastodon – Emperor of Sand

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

20 de julho de 2017

O Elefantinho está de volta!!

 

O Mastodon é, sem dúvida, uma das bandas mais cultuadas atualmente no cenário rock mundial. Sendo assim, é mais do que compreensível que seu novo disco venha cercado de expectativas e cobranças tanto da crítica especializada quanto da sua (já) extensa base de fãs.

EMPEROR OF SAND é o sétimo álbum de estúdio dos americanos de Atlanta. A banda que lançou discos já considerados clássicos como Leviathan e Crack the Sky vê a cada novo lançamento crescer a sombra da obrigação de lançar um disco melhor do que o antecessor.

Neste disco, a banda mostra que continua com sua evolução musical e não dá muita bola para críticos que os acusam de estar se distanciando demais de seu som original.

Apesar de não ser o disco com idéias mais originais do Mastodon (em várias faixas tem-se a impressão de “hum, já ouvi isso antes), Emperor of Sand traz composições bem interessantes, que dada a sua diversidade, vão ajudar a manter o grupo no mainstream da música pesada.

Falando um pouco das faixas, podemos destacar “Show Yourself”, com sua melodia cuidadosamente preparada para tocar em qualquer rádio FM do mundo (o videoclipe também é impagável). Também temos Sultan’s Curse, que traz um riff bem à moda Mastodon, que vai agradar aos fãs mais antigos. Precious Stones traz um trabalho preciso do baterista Brann Dailor. Por fim Roots Remains e Scorpion Breath trazem o lado mais prog do Mastodon, que pra mim é a essência da banda e não podem ser esquecidos, por mais que o quarteto queira experimentar novas sonoridades e até ceder um pouco, para atingir novos públicos.

Pra quem quiser conferir um pouco dos bastidores da gravação do álbum, a banda disponibilizou em seu perfil oficial no youtube uma série de vídeos mostrando o processo de composição e as sessões no estúdio.

Vamos às notas:

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 8.0
  3. Originalidade e inovação: 8.0
  4. Artes: 9.0
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,4

VALEU SEU TEMPO? Por mais que não seja o melhor trabalho do Mastodon lançado até agora, vale a pena ficar de olho (e ouvido) ligado na banda, pois não se pode negar que ela é uma das grandes do cenário atual e já começa a influenciar o som de uma geração de novos grupos, que trilham o caminho da sonoridade dos americanos.

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Clássico do Judas Priest completa 40 anos!

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

19 de julho de 2017

Pedi a um grande amigo meu para escrever um texto sobre um grande disco lançado no ano de 1977.

Resultado?

Um grande texto, escrito pelo grande Rogério Ribeiro, sobre o grande álbum Sin After Sin, do grande Judas Priest.

Aproveitem! O texto está excelente, aposto que muita gente vai se identificar…rs

 

“Aceitei o convite do Sid para falar de um álbum que esteja soprando quarenta velinhas em 2017 e decidi que seria sobre o Sin After Sin, terceiro álbum do Judas Priest.

É um dos trabalhos que mais gosto do Judas representando o fim de uma forma de compor, mais técnica, elaborada e malvada, que guinaria para um temporário direcionamento mais palatável com o Stainled Class.

Minha suspeita é de que a Columbia só gravou esse disco por que já estava quase tudo composto. Depois de assinarem eles só precisaram compor The Last Rose Of Summer. Sob o ponto de vista do dinheiro, eles acertaram em cheio, já que após esse trabalho o Judas começou a vender mais do que cerveja ruim em copa do mundo.

Mas minha escolha não foi por gostar do disco, e sim de como esbarramos.

Em 1993, ainda experimentando as primeiras bandas, eu já conhecia Judas Priest, pois havia comprado em sociedade com um amigo (sim, isso existia!) os vinis do Screaming for Veagence e Painkiller. Depois disso eu passava sempre que podia na loja Discomania e ficava namorando as capas do Point of Entry e do Turbo. Eles ficavam expostos tão alto que inibia a gente de pedir pra dar uma ouvidinha. Eu ficava lá de pescoço quebrado, imaginando como deveriam soar. Me divirto muito lembrar disso pois são exatamente os discos do Priest que menos gosto!

Então por volta de 1994 encontro com um primo que me diz:

– A mãe juntou uma ruma de cacareco pra botar no mato e acho que tem coisa que tu vai querer.

– O que é?

– Uns discos.

– Disco, disco?

– Sim, macho. É dessas coisas de demônio que tu gosta.

– Eu não gosto de demônio.

– Pronto, pois vai lá em casa.

– Mah, tua mãe só gosta de samba. Que é que pode ter lá que eu goste?

– Sei não, mas tem.

Chegando lá havia uma pequena pilha de discos e no topo aquela capa com um templo obscuro que me paralisou. Havia também um selo dourado escrito “Columbia Amostra Invendável”. Eu nem sabia que aquele álbum existia. Puxei o acetato de dentro da capa e o pus nas mãos do meu primo.

– Põe pra tocar – disse lívido.

Ele ligou o 3 em 1, largou a agulha em cima e me deixou lá fritando com a abertura de Sinner… e quando a perversíssima trinca Raw Deal/Here Comes The Tear/Dissident Agressor terminou e a agulha retornou ao descanso, eu já estava feito picolé pardal de castanha em mão de criança.

Quando se tem uma coleção de discos com menos de dez títulos, você ouve um álbum como não se não fosse conhecer mais nada na vida. É esse tipo de experiência que o Sin After Sin me deu que tento resgatar quando me deparo ‘obrigado’ a ouvir centenas de discos que eu (não sei de onde tirei isso) deveria conhecer.

Em tempo: O disco realmente estava na coleção da minha tia, mas eu não o ganharia. Meu primo queria comprar minha bicicleta e usou o disco como valor de entrada.

Valeu a pena, a música sempre vence.”

 

ROGÉRIO RIBEIRO, 2017

 

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#20 The Agonist: Prisoners

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

18 de julho de 2017

No Canadá tem banda sim!

 

Quem é do meio metal está cabeludo de saber que em 2014 o Arch Enemy, banda de death metal melódico da Suécia trocou de vocalista. Saiu Angela Gossow e entrou Alissa White-Gluz.

O que nem todo mundo sabe é que Alissa (que tem o cabelo azul, namora com Doyle do Misfits e é ativista na proteção dos animais) veio de uma excelente banda chamada The Agonist.

E a banda, assim como Alissa, é canadense (é não, é?)!

Pra você que pensava que na terra da maple leaf e dos alces só existiam Rush, Annihilator e Anvil como representantes da guitarra distorcida, eu vos apresento THE AGONIST.

A banda foi formada em 2004, em Montreal-Quebec, pelo guitarrista Danny Marino, o baixista Chris Kells e a própria Alissa. Fazem um som bem interessante, mesclando o peso e velocidade à melodia e também a complexos arranjos.

A primeira vez que tive contato com a banda foi caindo randomicamente no clipe de PANOPHOBIA. Me chamou muita atenção a energia e a agressividade com que a banda se atacava seus instrumentos. As letras fortes e cheias de atitude encaixaram perfeitamente no vocal gutural de Alissa. É impossível não se impressionar com a técnica dessa moça.

Mas é possível se surpreender.

E foi o que aconteceu no meio do disco PRISONERS, lançado em 2012, quando os vocais começam a alternar para um estilo completamente limpo, beirando o pop e lembrando muito o que Amy Lee faz no Evanescence. Pra falar a verdade, pode-se dizer que o The Agonist colocou tudo na medida certa e mostrou como que deve ser feito este tipo de música.

Outro destaque do disco  sem dúvida é o trabalho altamente preciso e ao mesmo tempo criativo do guitarrista Danny Marino. Sua técnica chega a lembrar um pouco o que Chuck Shuldiner fez no Death (calma, eu disse lembra). É só escutar com bastante atenção os detalhes de cada música pra perceber que o cara se dedicou bastante na composição e gravação.

Enfim, mais do que a ex-banda da nova vocalista do Arch Enemy, o The Agonist é uma banda que trouxe um frescor para a cena, com um estilo de agressividade e originalidade que estavam um pouco em falta nas bandas à época em que começou sua carreira.

Agora, unindo peso e melodia, vamos às notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.5
  2. Letras: 9.5
  3. Originalidade e inovação: 8.5
  4. Artes: 8.5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,8

VALEU SEU TEMPO? Com certeza! Se você curte death metal melódico, com vocais alternando entre limpo e guturais, riffs rápidos e bateria na velocidade da luz, você vai gostar muito deste disco e da banda como um todo. Eu mesmo pretendo visitar a discografia completa (que é bem curtinha), até pra conhecer o trabalho da nova vocalista, Vicky Psarakis.

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#20 The Agonist: Prisoners

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

18 de julho de 2017

No Canadá tem banda sim!

 

Quem é do meio metal está cabeludo de saber que em 2014 o Arch Enemy, banda de death metal melódico da Suécia trocou de vocalista. Saiu Angela Gossow e entrou Alissa White-Gluz.

O que nem todo mundo sabe é que Alissa (que tem o cabelo azul, namora com Doyle do Misfits e é ativista na proteção dos animais) veio de uma excelente banda chamada The Agonist.

E a banda, assim como Alissa, é canadense (é não, é?)!

Pra você que pensava que na terra da maple leaf e dos alces só existiam Rush, Annihilator e Anvil como representantes da guitarra distorcida, eu vos apresento THE AGONIST.

A banda foi formada em 2004, em Montreal-Quebec, pelo guitarrista Danny Marino, o baixista Chris Kells e a própria Alissa. Fazem um som bem interessante, mesclando o peso e velocidade à melodia e também a complexos arranjos.

A primeira vez que tive contato com a banda foi caindo randomicamente no clipe de PANOPHOBIA. Me chamou muita atenção a energia e a agressividade com que a banda se atacava seus instrumentos. As letras fortes e cheias de atitude encaixaram perfeitamente no vocal gutural de Alissa. É impossível não se impressionar com a técnica dessa moça.

Mas é possível se surpreender.

E foi o que aconteceu no meio do disco PRISONERS, lançado em 2012, quando os vocais começam a alternar para um estilo completamente limpo, beirando o pop e lembrando muito o que Amy Lee faz no Evanescence. Pra falar a verdade, pode-se dizer que o The Agonist colocou tudo na medida certa e mostrou como que deve ser feito este tipo de música.

Outro destaque do disco  sem dúvida é o trabalho altamente preciso e ao mesmo tempo criativo do guitarrista Danny Marino. Sua técnica chega a lembrar um pouco o que Chuck Shuldiner fez no Death (calma, eu disse lembra). É só escutar com bastante atenção os detalhes de cada música pra perceber que o cara se dedicou bastante na composição e gravação.

Enfim, mais do que a ex-banda da nova vocalista do Arch Enemy, o The Agonist é uma banda que trouxe um frescor para a cena, com um estilo de agressividade e originalidade que estavam um pouco em falta nas bandas à época em que começou sua carreira.

Agora, unindo peso e melodia, vamos às notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.5
  2. Letras: 9.5
  3. Originalidade e inovação: 8.5
  4. Artes: 8.5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,8

VALEU SEU TEMPO? Com certeza! Se você curte death metal melódico, com vocais alternando entre limpo e guturais, riffs rápidos e bateria na velocidade da luz, você vai gostar muito deste disco e da banda como um todo. Eu mesmo pretendo visitar a discografia completa (que é bem curtinha), até pra conhecer o trabalho da nova vocalista, Vicky Psarakis.

Site oficial da banda

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