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Meus 300 Discos

por Sidney Alencar

Buteco do Rock Podcast #2: como e quando começamos a ouvir rock?

Por Meus 300 Discos em Buteco do Rock Podcast

22 de julho de 2017

Como e quando começamos a ouvir rock?

 

O Buteco do Rock é um podcast onde falamos sobre cerveja e rock, num papo bem descontraido!

Neste segundo episódio, eu e Ricardo Cunha, do blog Estéril Tipo conversamos sobre como e quando começamos a escutar rock.

Para regar o papo, tomamos a excelente cerveja Nostradamus e despejamos nossos nada especialistas conhecimentos na seara de cervejas especiais.

Para escutar, clique AQUI!

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#22 Amon Amarth – Once Sent From The Golden Hall

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

21 de julho de 2017

A primeira pilhagem a gente não esquece

 

Qual o segredo do Amon Amarth?

Até há alguns anos atrás, o AA era uma banda de qualidade, com inegável constância no lançamento de bons discos e razoavelmente conhecida. Porém, de uns anos pra cá, a banda arrebatou fãs fervorosos ao redor do mundo, que se renderam ao death metal melódico e à temática viking, presente em toda sua discografia.

Eu comecei escutar o Amon Amarth a partir do penúltimo disco, o DECEIVER OF THE GODS, de 2013. Gostei de cara. Veio 2016 e eles lançaram o excelente JOMSVIKING, que na minha humilde opinião, é o responsável por sacramentar de vez o AA como um dos headliners da cena metal atual. Para exemplificar, tive a oportunidade de ver o show deles em Londres e fiquei abismado quando descobri que quem abriria o show para eles seria ninguém menos do que a lendária banda de trash TESTAMENT.

Resolvi então voltar no tempo e já me preparando para o desembarque dos vikings no Brasil em junho, decidi escutar toda a discografia para tentar descobrir o que o AA tem que os faz lotar os shows por onde passam.

Então, vamos começar pelo começo: em 1998 a banda lançou seu debut, chamado ONCE SENT FROM THE GOLDEN HALL. Desde já, podia se notar que a temática viking sobre batalhas, guerras, conquistas, pilhagens e etc estaria presente dali pra frente.

Já é possível identificar nesse álbum as principais características musicais da banda, como as guitarras fazendo a linha melódica que acompanham o vocal. Por falar em vocal, percebe-se que Johan Hegg ainda tentava encontrar seu estilo próprio, com uma variação maior de timbres do que o percebido nos trabalhos posteriores da banda.

A produção deixa um pouco a desejar, principalmente na parte de mixagem, o que é perfeitamente natural num primeiro trabalho e ainda mais de uma banda que estava buscando definir e firmar seu estilo.

Apesar de excelentes composições, o que se vai percebendo ao longo da carreira do AA, é que a banda não arrisca muito em termos de inovações e experiências musicais. O que nem de longe é um defeito. Vide bandas que encontraram sua “fórmula” e continuaram lançando ótimos discos ao longo de sua carreira. Vide o sempre citado exemplo do AC/DC.  Canções como “Victorious March” e “Amon Amarth” mostram de maneira direta a que veio a banda. Impossível não começar a headbanguear assim que a banda despeja todo o peso, melodia e cadência de seus hinos vikings.

E antes que elas sejam pilhadas, vamos para nossas notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 7.5
  3. Originalidade e inovação: 8.0
  4. Artes: 8.0
  5. Produção: 7.0

NOTA FINAL: 7,7

VALEU SEU TEMPO? Sim. Se você curte o som de bandas como Arch Enemy, In Flames e outras da geração Death Metal Melódico da suécia com certeza vai virar fã do Amon Amarth. Apesar de ficar longe da qualidade dos dois trabalhos mais recentes, vale a pena escutar esse debut e os demais discos na sequência, para acompanhar a evolução da banda (é o que eu vou fazer!).

Site oficial da banda

E você? Gostou desse disco? Comenta aê. Se quiser indicar algum álbum, também pode.

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#21 Mastodon – Emperor of Sand

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

20 de julho de 2017

O Elefantinho está de volta!!

 

O Mastodon é, sem dúvida, uma das bandas mais cultuadas atualmente no cenário rock mundial. Sendo assim, é mais do que compreensível que seu novo disco venha cercado de expectativas e cobranças tanto da crítica especializada quanto da sua (já) extensa base de fãs.

EMPEROR OF SAND é o sétimo álbum de estúdio dos americanos de Atlanta. A banda que lançou discos já considerados clássicos como Leviathan e Crack the Sky vê a cada novo lançamento crescer a sombra da obrigação de lançar um disco melhor do que o antecessor.

Neste disco, a banda mostra que continua com sua evolução musical e não dá muita bola para críticos que os acusam de estar se distanciando demais de seu som original.

Apesar de não ser o disco com idéias mais originais do Mastodon (em várias faixas tem-se a impressão de “hum, já ouvi isso antes), Emperor of Sand traz composições bem interessantes, que dada a sua diversidade, vão ajudar a manter o grupo no mainstream da música pesada.

Falando um pouco das faixas, podemos destacar “Show Yourself”, com sua melodia cuidadosamente preparada para tocar em qualquer rádio FM do mundo (o videoclipe também é impagável). Também temos Sultan’s Curse, que traz um riff bem à moda Mastodon, que vai agradar aos fãs mais antigos. Precious Stones traz um trabalho preciso do baterista Brann Dailor. Por fim Roots Remains e Scorpion Breath trazem o lado mais prog do Mastodon, que pra mim é a essência da banda e não podem ser esquecidos, por mais que o quarteto queira experimentar novas sonoridades e até ceder um pouco, para atingir novos públicos.

Pra quem quiser conferir um pouco dos bastidores da gravação do álbum, a banda disponibilizou em seu perfil oficial no youtube uma série de vídeos mostrando o processo de composição e as sessões no estúdio.

Vamos às notas:

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 8.0
  3. Originalidade e inovação: 8.0
  4. Artes: 9.0
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,4

VALEU SEU TEMPO? Por mais que não seja o melhor trabalho do Mastodon lançado até agora, vale a pena ficar de olho (e ouvido) ligado na banda, pois não se pode negar que ela é uma das grandes do cenário atual e já começa a influenciar o som de uma geração de novos grupos, que trilham o caminho da sonoridade dos americanos.

Site oficial da banda

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Clássico do Judas Priest completa 40 anos!

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

19 de julho de 2017

Pedi a um grande amigo meu para escrever um texto sobre um grande disco lançado no ano de 1977.

Resultado?

Um grande texto, escrito pelo grande Rogério Ribeiro, sobre o grande álbum Sin After Sin, do grande Judas Priest.

Aproveitem! O texto está excelente, aposto que muita gente vai se identificar…rs

 

“Aceitei o convite do Sid para falar de um álbum que esteja soprando quarenta velinhas em 2017 e decidi que seria sobre o Sin After Sin, terceiro álbum do Judas Priest.

É um dos trabalhos que mais gosto do Judas representando o fim de uma forma de compor, mais técnica, elaborada e malvada, que guinaria para um temporário direcionamento mais palatável com o Stainled Class.

Minha suspeita é de que a Columbia só gravou esse disco por que já estava quase tudo composto. Depois de assinarem eles só precisaram compor The Last Rose Of Summer. Sob o ponto de vista do dinheiro, eles acertaram em cheio, já que após esse trabalho o Judas começou a vender mais do que cerveja ruim em copa do mundo.

Mas minha escolha não foi por gostar do disco, e sim de como esbarramos.

Em 1993, ainda experimentando as primeiras bandas, eu já conhecia Judas Priest, pois havia comprado em sociedade com um amigo (sim, isso existia!) os vinis do Screaming for Veagence e Painkiller. Depois disso eu passava sempre que podia na loja Discomania e ficava namorando as capas do Point of Entry e do Turbo. Eles ficavam expostos tão alto que inibia a gente de pedir pra dar uma ouvidinha. Eu ficava lá de pescoço quebrado, imaginando como deveriam soar. Me divirto muito lembrar disso pois são exatamente os discos do Priest que menos gosto!

Então por volta de 1994 encontro com um primo que me diz:

– A mãe juntou uma ruma de cacareco pra botar no mato e acho que tem coisa que tu vai querer.

– O que é?

– Uns discos.

– Disco, disco?

– Sim, macho. É dessas coisas de demônio que tu gosta.

– Eu não gosto de demônio.

– Pronto, pois vai lá em casa.

– Mah, tua mãe só gosta de samba. Que é que pode ter lá que eu goste?

– Sei não, mas tem.

Chegando lá havia uma pequena pilha de discos e no topo aquela capa com um templo obscuro que me paralisou. Havia também um selo dourado escrito “Columbia Amostra Invendável”. Eu nem sabia que aquele álbum existia. Puxei o acetato de dentro da capa e o pus nas mãos do meu primo.

– Põe pra tocar – disse lívido.

Ele ligou o 3 em 1, largou a agulha em cima e me deixou lá fritando com a abertura de Sinner… e quando a perversíssima trinca Raw Deal/Here Comes The Tear/Dissident Agressor terminou e a agulha retornou ao descanso, eu já estava feito picolé pardal de castanha em mão de criança.

Quando se tem uma coleção de discos com menos de dez títulos, você ouve um álbum como não se não fosse conhecer mais nada na vida. É esse tipo de experiência que o Sin After Sin me deu que tento resgatar quando me deparo ‘obrigado’ a ouvir centenas de discos que eu (não sei de onde tirei isso) deveria conhecer.

Em tempo: O disco realmente estava na coleção da minha tia, mas eu não o ganharia. Meu primo queria comprar minha bicicleta e usou o disco como valor de entrada.

Valeu a pena, a música sempre vence.”

 

ROGÉRIO RIBEIRO, 2017

 

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#20 The Agonist: Prisoners

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

18 de julho de 2017

No Canadá tem banda sim!

 

Quem é do meio metal está cabeludo de saber que em 2014 o Arch Enemy, banda de death metal melódico da Suécia trocou de vocalista. Saiu Angela Gossow e entrou Alissa White-Gluz.

O que nem todo mundo sabe é que Alissa (que tem o cabelo azul, namora com Doyle do Misfits e é ativista na proteção dos animais) veio de uma excelente banda chamada The Agonist.

E a banda, assim como Alissa, é canadense (é não, é?)!

Pra você que pensava que na terra da maple leaf e dos alces só existiam Rush, Annihilator e Anvil como representantes da guitarra distorcida, eu vos apresento THE AGONIST.

A banda foi formada em 2004, em Montreal-Quebec, pelo guitarrista Danny Marino, o baixista Chris Kells e a própria Alissa. Fazem um som bem interessante, mesclando o peso e velocidade à melodia e também a complexos arranjos.

A primeira vez que tive contato com a banda foi caindo randomicamente no clipe de PANOPHOBIA. Me chamou muita atenção a energia e a agressividade com que a banda se atacava seus instrumentos. As letras fortes e cheias de atitude encaixaram perfeitamente no vocal gutural de Alissa. É impossível não se impressionar com a técnica dessa moça.

Mas é possível se surpreender.

E foi o que aconteceu no meio do disco PRISONERS, lançado em 2012, quando os vocais começam a alternar para um estilo completamente limpo, beirando o pop e lembrando muito o que Amy Lee faz no Evanescence. Pra falar a verdade, pode-se dizer que o The Agonist colocou tudo na medida certa e mostrou como que deve ser feito este tipo de música.

Outro destaque do disco  sem dúvida é o trabalho altamente preciso e ao mesmo tempo criativo do guitarrista Danny Marino. Sua técnica chega a lembrar um pouco o que Chuck Shuldiner fez no Death (calma, eu disse lembra). É só escutar com bastante atenção os detalhes de cada música pra perceber que o cara se dedicou bastante na composição e gravação.

Enfim, mais do que a ex-banda da nova vocalista do Arch Enemy, o The Agonist é uma banda que trouxe um frescor para a cena, com um estilo de agressividade e originalidade que estavam um pouco em falta nas bandas à época em que começou sua carreira.

Agora, unindo peso e melodia, vamos às notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.5
  2. Letras: 9.5
  3. Originalidade e inovação: 8.5
  4. Artes: 8.5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,8

VALEU SEU TEMPO? Com certeza! Se você curte death metal melódico, com vocais alternando entre limpo e guturais, riffs rápidos e bateria na velocidade da luz, você vai gostar muito deste disco e da banda como um todo. Eu mesmo pretendo visitar a discografia completa (que é bem curtinha), até pra conhecer o trabalho da nova vocalista, Vicky Psarakis.

Site oficial da banda

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Buteco do Rock Podcast!

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

17 de julho de 2017

BLACK SABBATH: Hora de dar tchau?

 

Interrompemos nossa programação normal para informar que temos novidades nas internets mundiales!

Toda semana teremos um novo episódio do BUTECO DO ROCK, um podcast sensacional, fantástico, inovador, modafoca e toscamente tosco que estou levando a cabo junto com meu amigo dos rock e autor do blog Estéril Tipo, Ricardo Cunha e Chris Machado, o maior fotógrafo rocker do norte-nordeste!!!

E sobre o que falamos nesse podcast?

Primeiro, o que é um podcast? Onde vive? Do que se alimenta?

Se você passou os últimos anos assistindo somente à TV aberta e não sabe do que estou falando, dá uma conferida nesse link e depois volta aqui.

Continuando!

Nesse podcast nós falamos sobre as coisas boas da vida: basicamente música e cerveja! Mais especificamente sobre rock e sobre diferentes tipos de cervejas, sejam elas pilsen, lager, maltadas,  de trigo, de arroz, gourmet, IPA, sem alcool…não, pera. Aí é demais.

E para o primeiro episódio, escolhemos um tema que com certeza é quase unanimidade na cena headbanger brasileira: BLACK SABBATH!

Falamos sobre os últimos shows da última turnê THE END e também sobre o que virá daqui pra frente.

E o setlist de cervejas? nessa edição tivemos DUVEL TRIPEL HOP, NORTENHA e DEVASSA.

Para escutar, clica AQUI!

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Obs.: Essa é uma republicação de uma postagem antiga do Buteco do Rock Podcast. Se você não quiser esperar os próximos reposts e quiser logo escutar todos os podcasts gravados até hoje, clica aqui!
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#19 Porcupine Tree: Deadwing

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

16 de julho de 2017

Simples complexidade!

 

O título acima resume bem o que achei de DEADWING, oitavo disco de estúdio dos britânicos do Porcupine Tree. A banda, formada em 1987 em Hemel Hempstead, traz uma sonoridade que é complexa em sua essência, com temas longos e letras densas, mas extremamente simples na execução, deixando sua música acessível para ouvintes de diferentes backgrounds (o que normalmente não acontece com bandas de gênero mais “psicodélico”, por assim dizer).

Steven Wilson é famoso por participar de várias bandas e projetos ao mesmo tempo. De repente ele até poderia ter também um blog chamados Meus 300 Discos (gravados). Talvez daí venha a extensa variedade de sons e influências que vão aparecendo no decorrer do disco. Chamem-me de louco mas algumas partes me lembraram Dream Theater, o timbre da guitarra por vezes me remeteu a Audioslave e a voz de Mr. Steven me trazia constantemente à memória o trabalho feito por Roine Stolt na banda sueca The Flower Kings, principalmente no álbum BANKS OF EDEN. Mas música é igual a vinho, não é que ele tenha gosto de folha de macieira e notas amadeiradas. As suas experiências prévias que vão te remeter às referências que te farão se aproximar dessas percepções.

DEADWING foi lançado em 2005 e marcou a entrada da banda na Bilboard, na posição 132, tendo vendido aproximadamente 500 mil cópias ao todo.

Falando sobre o disco em si, me agradou muito o contra-baixo cheio de personalidade, conduzido por Colin Edwin, que contribuiu sobremaneira para que o álbum ficasse muito mais rico em sua sonoridade, trazendo a ambientação necessária principalmente nos momentos mais intimistas e de letras mais introspectivas. Por outro lado, achei que a parte de teclados poderia ter se arriscado um pouco mais, como na faixa “Lazarus”, onde o piano faz um contraponto muito interessante com a linha vocal. Para não dizer que não falei do baterista, Gavin Harrison conduz com precisão as baquetas, principalmente nas músicas com uma pegada mais hard, onde fez um trabalho interessante no pedal. Porém, para o genêro que a banda se propôs e tendo um baixista como Colin Edwin, achei que Gavin ficou um pouco abaixo do que poderia ser entregue.

Uma última palavra sobre a arte do disco, que é bem simples, o que não quer dizer simplória. A foto na capa evoca uma beleza triste, desoladora, mas ao mesmo tempo suave e até tranquilizadora. E eu desafio você a afirmar, sem nenhuma dúvida, se a moça na capa está de frente para você ou para o lago. Aliás, é uma mulher mesmo…?

E antes que Steven Wilson lance mais um disco, vamos às notas!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 8.0
  2. Letras: 8.5
  3. Originalidade e inovação: 8.0
  4. Artes: 7.5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,2

VALEU SEU TEMPO? Sim. Steven Wilson mostra que é um compositor de mão cheia. E o Porcupine, apesar de já estar na estrada há um bom tempo, é um bom respiro de novidade na cena rock, que aos poucos vai precisando definir quem serão os líderes da próxima geração, onde já despontam nomes como Mastodon, Foo Fighters, Airbourne e Amon Amart, Opeth, Avenged Sevenfold, etc… cada um em seus respectivos gêneros, claro.

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#18 Queensrÿche: Operation: Mindcrime

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

13 de julho de 2017

Realmente um clássico!

 

E vamos dando continuidade à lista de discos clássicos, dos quais eu já tinha ouvido falar muito, mas nunca tira parado realmente para escutar na íntegra e com toda a atenção.

O Queensrÿche é uma banda americana, formada em 1981 em Seattle. Um dos mais importantes expoentes do prog metal, influenciando grandes bandas mundo afora. Há quem diga até que esse disco influenciou muito o Dream Theater no seu álbum de estréia, o Images and Words, de 1989. Coincidência ou não, o Operation: Mindcrime é de 1988. E eu achei algumas passagens bem a cara do DT, principalmente timbres de guitarra. Mas essa é uma outra treta.

Operation: Mindcrime é um disco conceitual, que conta a história de um viciado, que desiludido, acaba se juntando a um grupo revolucionário radical e começa a tomar parte no assassinato de políticos. O disco vai fazer 30 décadas em 2018 mas suas letras parecem mais atuais do que nunca, pois estamos vendo pipocar mundo agora idéias de grupos políticos extremos, que causam fascinação e ao mesmo tempo estarrecimento na população.

A faixa “Revolution Calling” por exemplo, traz uma forte crítica ao capitalismo, ao American Way Of Life e ao estabilishment político em geral. As letras são muito bem construídas, conseguindo contar de maneira magistral uma história densa, cheia de tensão e que encaixa perfeitamente nas composições e melodias (e vice-versa). Algumas passagens teatrais também contribuem sobremaneira para envolver o ouvinte na trama.

Outro destaque pra mim foi a coesão entre os músicos. Apesar de serem todos extremamente virtuosos, não senti nenhum super destaque individual. Tudo foi pensando e encaixado para trabalhar a favor da história e não para se destacar em cima dela. Talvez a interpretação do vocalista Geoff Tate soe um tanto exagerada para quem não aprecia muito o timbre agudo, mas não dá pra negar que ele tem uma participação essencial para a carga dramática da trama.

A banda lançou uma continuação do álbum. Operation: Mindcrime II foi lançado em 2006. Quero escutar e escrever sobre esse disco aqui, mas esse é assunto para outro post, assim como a briga pelo nome da banda que envolve os membros da banda já há alguns anos.

E enquanto a revolução não chega, vamos à Operação: Notas do Crime!

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 9.0
  2. Letras: 9.0
  3. Originalidade e inovação: 8.5
  4. Artes: 8.0
  5. Produção: 9.5

NOTA FINAL: 8,8

VALEU SEU TEMPO? Um clássico sempre vale seu tempo! Mesmo que seja para você chegar à conclusão de que não faz seu estilo, mas os clássicos sempre devem ser conhecidos e escutados! Disco essencial para quem é fã de Prog Metal e segue no Spotify bandas como Dream Theater, Symphony X, Angra e por aí vai.

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#17 Overkill: Grinding Wheel

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

12 de julho de 2017

Metal-Tradição!

 

Overkill sempre foi pra mim uma daquelas bandas em que são consideradas clássicas, que você respeita pra caramba pela sua tradição, pela sua história, mas que a bem da verdade, você não conhece muitas músicas.

E para começar a reparar esse meu erro histórico, eis que trago aqui Grinding Wheel, o décimo oitavo disco da carreira desta tradicional, histórica e por vezes subestimada banda americana de Heavy/trash metal.

Lançado no dia 10 de fevereiro de 2017, o disco traz tudo aquilo que um bom álbum de heavy metal precisa: peso, velocidade, refrões e melodias marcantes e um vocal agudo em sua maior parte (que lembra muito UDO em muitos momentos), mas que tem interessantes variações de timbre ao longo do disco. Leia mais

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#16 Focus: In and Out of Focus

Por Meus 300 Discos em Meus 300 Discos

11 de julho de 2017

É Rock! É Jazz! É tudo isso e mais!

 

Fala galera!

Todo mundo com o espírito e ânimo renovado após o final de semana?

Escutou só música boa?

Não?

Não esquenta! Aqui no Meus300discos você tem a garantia de encontrar música interessante!

E hoje eu vou falar de uma banda que eu prometia há tempos parar pra escutar com calma. E com certeza ainda vou voltar pra escutar toda a discografia, pois é uma proposta musical que me agrada muito.

Estou falando da banda FOCUS, formada na Holanda no início da década de 70 e liderada pelo organista e flautista Thijs van Leer.

O  primeira contato que tive com o Focus foi através de um comercial da Nike (ah, os comerciais da Nike), que mostrava variações das trajetórias profissionais de jogadores de futebol. Essa variação no futuro da carreira dos jogadores dependia se eles conseguiam acertar a jogada, fazer o gol e por aí vai. A música, eletrizante, combina perfeitamente com esses universos paralelos e as possibilidades de sucesso ou fracasso que aguardava os atletas. Com se não bastasse, o comercial ainda conta com estrelas boleiras como Drogba, Canavarro, Rooney, R.Gaúcho, Cristiano Ronaldo e até Kobe Bryant. Vou colocar aqui e também na nossa playlist no youtube o link pra você conferir:

Focus: Hocus Pocus (Nike Commercial for World Cup 2010)

Maaaas, essa música do comercial é de um outro disco do Focus, do qual falaremos em outra oportunidade.

O primeiro disco do Focus que vai figurar aqui no M300D é o IN AND OUT OF FOCUS, álbum debut de 1971.  E os caras chegaram chegando.

Numa década onde surgiram tantos gênios do rock, é até compreensível que o Focus não tenha alcançado uma projeção tão grande quanto seus contemporâneos. É mais ainda compreensível por conta do tipo de som que a banda se propunha a fazer.

Chega a ser difícil arrumar um rótulo para  do som da banda, mas se eu fosse me arriscar (afinal estamos aqui pra isso), eu diria que é um estilo totalmente experimental, com seu núcleo tendo um pé fincado no jazz e ao mesmo tempo envolvido em camadas de rock cheias de atitude. Em alguns momentos, o disco soa como uma grande Jam e dá a impressão de que tudo foi gravado de uma vez só. Tipo, chegaram no estúdio, o produtor ligou o REC e pronto, a banda desandou a tocar e a criar.

Dessa maneira, salta aos ouvidos um som totalmente orgânico, com feeling aflorado, Um rock progressivo tocado por músicos virtuosos, criativos e decerto com alguns “catnips” a tiracolo pra dar aquela inspiração…(if you know what I mean)

Claro que um disco experimental em sua essência normalmente vai trazer momentos excelentes e inspiradores, mas também vai deixar registradas algumas passagens em que você fica imaginando que diabo de viagem foi aquela.

Abstraia-se destes pontos baixos. São incidentes de percurso, totalmente compreensiveis. Escolha um dia em que você esteja com a mente aberta, musicalmente falando, e deixe-se transportar para a década de ouro do rock-atitude.

Seja rock ou jazz, punk ou progressivo, sejam harmônicas ou dissonantes, as notas sempre dão o ar da graça no M300D.

NOTAS (0 a 10)

  1. Composições: 9.5
  2. Letras: 7.0
  3. Originalidade e inovação: 9.5
  4. Artes: 7.5
  5. Produção: 9.0

NOTA FINAL: 8,5

VALEU SEU TEMPO?Absolutamente. Principalmente se você curte rock progressivo, jazz, ou qualquer estilo de música mais livre e prima mais pela atitude e criatividade do que particularmente pelas composições lineares.

Site oficial da banda

E você? Gostou desse disco? Comenta aê. Se quiser indicar algum álbum, também pode.

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Buteco do Rock Podcast #2: como e quando começamos a ouvir rock?

Por Meus 300 Discos em Buteco do Rock Podcast

22 de julho de 2017

Como e quando começamos a ouvir rock?

 

O Buteco do Rock é um podcast onde falamos sobre cerveja e rock, num papo bem descontraido!

Neste segundo episódio, eu e Ricardo Cunha, do blog Estéril Tipo conversamos sobre como e quando começamos a escutar rock.

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