Adolescentes

 

Adolescência e a necessidade de separação dos pais

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Imagem retirada da internet

Se você tem filhos adolescentes ou já esteve por algumas horas na companhia de um, você certamente está familiarizado com o “desdenhoso olhar” que eles costumam usar para expressar inquietação, incômodo ou desprezo pelo o que está sendo dito. Muitas vezes o referido olhar vem acompanhado de suspiros ou falas que deixam claro o incômodo da turma teen. Esse olhar é quase um equivalente ao bater de portas de forma dramática.

Rebelião adolescente

Adolescentes são gênios em fazer coisas que sabem que vão irritar você. Por exemplo, se você o está esperando para um calmo jantar em família, eles provavelmente vão fazer uma careta e reclamar da refeição. Se você tentar prever seu humor e agir em conformidade, eles vão mudar o humor. Se eles não concordam com o seu pedido, eles irão esquecer ou ignorar suas promessas.

Ao contrário do que muitos adultos pensam, adolescentes definitivamente não gostam de excessiva atenção, principamente quando esta é no sentido de censurar, avaliar ou criticar o que eles fazem. Tal como a excessiva atenção, os conselhos fazem parte do pacote que eles “odeiam”.

Necessidade de Sepação

Os pais precisam perceber que essa fase “rebelde” que os filhos passam nada mais é do que a imensa necessidade de demonstrar que já cresceram, que não são mais os bebês dependentes e sim seres auto-suficientes. É claro que nós pais sabemos que eles ainda precisam da nossa ajuda e apoio, mas eles não querem admitir isso, pois precisam se sentir capazes de encontrar seu caminho sem o constante direcionamento dos pais. Para a maioria dos adolescente, a nossa ajuda é percebida como uma interferência.

Eles procuram criar suas próprias regras e valores na tentativa de estabelecer a sua própria identidade. A tão conhecida “rebeldia adolescente”, seja na forma de estilos de roupas, censuráveis ​​cabelos, músicas, quartos desarrumados, ou mesmo o consumo de álcool e a prática da mentira, são tentativas de iniciar o processo de separação dos pais.

O que fazer?

Você pode estar se perguntando: “Então devo deixar meu filho ser um rebelde para ele conquistar a tão sonhada liberdade dos pais?” A minha resposta é não. A rebeldia se instala quando eles não vêem outra saída; quando eles percebem que as amarras que os pais colocam é tão forte que não os permite andar, e para tirá-las eles precisam “do grito”.

Já tive a oportunidade de escutar inúmeros adolescentes e posso afirmar que eles não são iguais. Ao contrário do que a grande maioria das pessoas panfletam sobre essa fase humana, a adolescência é uma fase linda e de grande importância na vida de um ser. O que nós precisamos aprender e entender, é que os nossos filhos estão crescendo e tendo a necessidade de fazer escolhas, correr riscos, conhecer o mundo pelos olhos deles. O que nós precisamos aprender é a apoiar essa jornada dos nossos filhos, não controlá-los e super protegê-los. O mundo não deixará de ser perigoso se mantivermos nossos filhos sobre nossas asas; não temos o direito de tentar controlar a experiência que eles desejam ter e nem tão pouco deixar de permitir que explorem o mundo sobre a perspectiva deles.

Precisamos definitivamente aprender que os filhos não nos pertencem. Eles pertencem ao mundo e para ele precisam ir e explorar. É claro que amamos esses pequenos que esticaram e perderam as bochechas rosadas, mas nosso amor não pode ser uma prisão e sim um lugar seguro para que eles possam voltar ao sentirem a necessidade de recarregar as forças e de um abraço amoroso.

Melhore a comunicação com seus filhos adolescentes

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A comunicação com o adolescente é extremamente importante, mas muitas das mudanças típicas que ocorrem durante a adolescência tendem a interferir com a eficácia e a qualidade da interação entre eles e seus pais.  Embora os adultos tenham muito mais experiência de vida do que o adolescente, esses geralmente não aceitam ou não acreditam no fato. Por esse motivo, o conselho, a sabedoria, e as orientações dos pais deixam de ser valorizados.

Fale apenas para estar conversando

Uma meta importante para melhorar a comunicação com os adolescentes é: apenas falar com eles, sem tentar fazer outra coisa do que falar. Na hora de uma conversa leve e descontraída, não há espaço para sermões.

Grande parte da interação verbal que temos com os jovens é projetado para obter um ponto de vista ou para ensinar algo. Tentamos mudar a atitude deles, assim como tendemos a dizer o que eles estão fazendo de errado e mais, já ensinamos o suposto caminho certo. Convencer passa a ser a nossa meta numa conversa, mostrando a importância de determinadas atividades. Em outras palavras, quando falamos com eles, estamos tentando realizar algo mais do que uma conversa simples e agradável, estamos tentando ensiná-los algo que eles não estão nos pedindo no momento.

Quando queremos conselhos nós pedimos, certo? Com os adolescentes funciona do mesmo jeito. Se eles não pedem para você, irão pedir para outra pessoa.

A semente do diálogo deve ser plantada na infância

Se você deseja ter um adolescente que converse mais com você, comece a desenvolver o diálogo com ele desde a infância. Se você não conversou com seus filhos quando eram pequenos, o que lhe faz pensar que os mesmos irão fazê-lo justamente na adolescência?

Não transforme uma conversa numa palestra

Alguns adolescentes relatam que quando falam com seus pais sobre várias coisas, a conversa geralmente termina em palestras ou pregações: “Quando eu estou falando com eles é só para ter uma conversa, eles usam o que eu digo, quer para me mostrar seus pontos de vista, para me ensinar algo ou para explicar certas coisas.”

Conversando com um adolescente de 16 anos, ele me contou que que tentou falar com a mãe sobre seu amigo que foi trabalhar num restaurante fast-food e que por isso ele havia deixado a escola. O adolescente estava tentando falar sobre como estava triste por perder o amigo na escola e a mãe não perdeu a chance de aconselhar, mas perdeu a chance de escutar e aproximar-se do filho. Quando os adolescentes tentam conversar com seus pais e recebem esse tipo de resposta, a comunicação com eles vai desaparecer.

Seja Positivo

Imagine que você tem um chefe ou colega que está constantemente criticando seu desempenho na empresa. O que você faria? Evitaria essa pessoa ou a convidaria para almoçar todos os dias? Para os adolescentes ter pais “palestrantes ou julgadores” de valores é uma chatice. Eles vão evitar ao máximo qualquer interação verbal e física. Mas não pensem que essa é uma atitude exclusiva dos adolescentes; todos nós tendemos a evitar situações que produzem sensações negativas. Portanto, se a maioria de sua interação com o adolescente é negativa, ele vai tentar evitá-lo.

Pense nas últimas dez conversas que você teve com seus filhos adolescentes. Será que a maioria delas envolveu algum tipo de correção ou discussão que enfatizou o que eles estavam fazendo de errado? Ou foi uma conversa agradável, dando espaço para expressão de sentimentos, sem a necessidade de dar a sua experiente e valorosa opinião? Caso a resposta tenha sido a segunda, parabéns você está sendo um bom ouvinte de seus filhos adolescentes. Caso tenha sido a primeira, está na hora de começar a pensar em mudar algumas atitudes. Afinal ter filhos que confiam em você, que conversam e se sentem seguros é uma conquista da relação e não uma tarefa a ser cumprida ou obrigação a ser aceita.

Lembre-se que na medida em que os filhos vão crescendo, eles vão se libertando das nossas amarras e, lá na frente a única coisa que vai “prendê-los” a nós será a relação construída quando eles ainda viviam “embaixo das nossas asas”.

Beije seus filhos antes de dormir

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Foto by Lila Rosana

Foto by Lila Rosana

Valorizamos mais o que acreditamos que perderemos

Você conhece bem a cidade em que vive? Já visitou todos os lugares turísticos ou já experimentou todas as comidas típicas? Provavelmente não, certo?

Eu vivi onze anos na ensolarada Fortaleza e nunca conheci um dos lugares mais famosos do Ceará, a bonita Jericoacoara. Sempre achei que um dia eu iria até lá e, com isso fui adiando a viagem. Hoje moro a milhares de quilômetros de distância dela.

Já perceberam que quando estamos de férias, visitamos quase toda a cidade em apenas uns poucos dias? Por que será? Penso que a certeza de que temos pouco tempo naquele lugar, nos faz viver mais intensamente cada momento nele.

Bem, o artigo de hoje não é sobre turismo ou algo parecido, mas uso o texto acima como link para o tema da postagem.

Sobre os nossos filhos

Todos os dias estamos com os nossos filhos e, metaforicamente falando, eles são como as cidades em que moramos e deixamos de explorar.  Se pararmos para analisar vamos encontrar inúmeras coisas que deixamos de fazer com eles por acreditarmos que teremos tempo amanhã ou depois. Todos nós sabemos que a nossa única certeza é a nossa impermanência nesse mundo, mas vivemos como se ela não existisse.

Relato de uma Mãe

Certa vez conversando com a mãe de um adolescente, ela me relatou que frequentemente tinham brigas por motivos diversos. Ficavam até dias sem se falar. Pequenas coisas que o jovem fazia a irritava profundamente. Ela não gostava das músicas que ele escutava, das roupas que vestia e nem dos amigos que ele tinha. Tudo era motivo para desavença. Tristemente, ela perdeu o filho, na época com 16 anos, em um acidente de carro. “Como muita coisa poderia ter sido resolvida de uma maneira mais saudável, como eu poderia ter dedicado mais tempo para entender o mundo dele, quantos abraços e beijos eu deixei de dar no meu menino…” – lamentava a mãe com lágrimas nos olhos e o coração aos pedaços.

Você já deu um beijo ou abraço em seus filhos hoje? Não? O que está esperando? Beije e abrace seus filhos antes de dormir (ou a qualquer hora do dia, é claro!), pois você nunca sabe que dia terá amanhã.

O vídeo abaixo é de uma agencia de seguros japonesa.

Imagem de Amostra do You Tube

Amigos Imaginários

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Quadrinhos: bichos de pelúcia, como o tigre Haroldo, companheiro de Calvin, ganham vida e personalidade.

Amigos Imaginários

Os seus filhos já “criaram” um amigo imaginário? Aquele com o qual eles brincam, falam e convivem diariamente como se fosse real? Caso a sua resposta seja sim, saiba que você não é o único a ter essa experiência, pois uma em cada três crianças nutre temporariamente uma relação existente apenas na fantasia – o que não é motivo para preocupação.

 Pais podem respirar aliviados, pois todos os estudos sobre esse fenômeno chegam ao mesmo resultado: não há motivo para preocupações! Os amiguinhos imaginários até estimulam o desenvolvimento das crianças, podem suprir eventuais lacunas afetivas e ajudam na elaboração de questões psíquicas.

Idade em que surgem os amigos

 Esse comportamento geralmente surge a partir do terceiro ano de vida de uma criança, quando já é possível diferenciar entre o “eu” do “outro”. Observem que o amigo inventado quase sempre tem um nome, é de um sexo determinado e tem aparência bem definida, com traços de personalidade específicos, que podem sofrer alterações com o decorrer do tempo e avanço na idade da criança.

Finalidade dos Amigos

Companheiros imaginários podem ter funções variadas. Algumas crianças e jovens iniciam essa amizade quando se sentem sozinhos.

Para os mais novos, o amigo “de mentirinha” é quase sempre um companheiro de brincadeiras que pode estar  “presente”  também à mesa na hora das refeições, pode ser chamado pelo nome, e pode até acompanhar a criança durante todo o dia.

 Fato Interessante

Alguns pesquisadores afirmam que praticamente todos nós temos um parceiro imaginário em um determinado estágio do desenvolvimento – porém, ele quase nunca é descoberto pelos adultos e a própria pessoa normalmente não se lembra disso anos mais tarde.

Devo me preocupar com isso?

Não raro, pais, professores e terapeutas incomodam-se não apenas com o fato de as amizades imaginárias serem mantidas por um longo tempo, às vezes por anos, mas também com a nitidez com que as crianças parecem ver seus amiguinhos. Mas os pequenos sabem muito bem que seus parceiros não são reais e que só existem em sua imaginação.

Essas criações psíquicas podem ser claramente diferenciadas de fantasias patológicas, que ocorrem, por exemplo, nas psicoses. A criança nunca se sente indefensavelmente dominada pelo amigo que criou – pelo contrário, ela pode modelar, modificar e manipular sua invenção como quiser. E também determinar a duração desse “relacionamento”. Com isso, ter um amigo imaginário passa a ser uma criação saudável que ajuda a criança e adolescente a desenvolver de maneira positiva as suas emoções.

Adolescentes e internet. Caso Amanda Todd.

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Foto de Amanda Todd

Hoje em dia quase todo mundo tem acesso à internet. Quem consegue sobreviver sem acessar seus e-mails, sites e facebook? Este último, o qual é permitido ser usado apenas por maiores de 13 anos, é acessado por crianças de 5 e 6 anos. A maioria dos pais não se dá conta do perigo que existe nesta envolvente teia de relacionamentos virtual e não se interessam em supervisionar o que seus filhos fazem constantemente em frente a um computador.

Caso real
Há poucos dias, uma adolescente suicidou-se em uma cidade aqui de B.C. – Canadá. Ela foi vítima de bullies na escola e sofreu perseguição de stalkers.

Para quem ainda não conhece os termos:
Bullying – É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, que ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.

Stalkers – Que traduzindo para o português significa um “perseguidor”. As personalidades stalkers desenvolvem uma obsessão por uma pessoa (ou várias) e insiste em vigiá-la ou segui-la pessoalmente e ou virtualmente.

A garota de 15 anos chamada Amanda Todd, cometeu um grande engano que custou a sua vida. Envolvida pelas sedutoras relações virtuais, a adolescente se expôs mais do que devia e sofreu as consequências desse ato. Falando com desconhecidos na net, ela permitiu que os mesmos tivessem acesso a sua vida e a sua intimidade. Isso começou quando ela tinha apenas 12 anos.

O Mundo Virtual

Percebo que muita gente parece não se dar conta de que o que colocam na net, estará lá para sempre. Nunca mais terão de volta a informação, foto, etc que decidirem postar. Você poderá apagar qualquer informação de seus sites, mas não poderá apagar dos provedores dos sites.

A facilidade para se fazer “amigos” virtuais é enorme, com isso muitos jovens se envolvem com pessoas desconhecidas e passam a ser presa fácil de personalidades doentias que rondam o universo virtual. Muitos pais não orientam seus filhos para isso. Parece que aquela velha frase que eu tanto ouvi na minha infância: “Não fale com estranhos” não é mais praticada ultimamente pelos pais. Todo mundo fala com todo mundo e a sua vida é quase pública, um livro aberto.

Amanda postou um vídeo no YouTube há um mês atrás e suicidou-se dia 10 de outubro de 2012. Ela pedia ajuda, pois ela estava só, sem amigos e sem amparo.

Adolescentes e a vida em grupo

Os adolescentes precisam se sentir integrados a um grupo. Eles são como pássaros que vivem em bandos. Isso é saudável e importante, pois os amigos ajudam a formar a personalidade do adolescente e a desenvolver sua autoconfiança. Um adolescente que perde isso perde quase tudo.

  • Abaixo coloco o vídeo que Amanda postou e um texto com a tradução do mesmo. Peço que em respeito a ela, todos os possíveis comentários sejam amorosos. Obrigada!

Tradução do Vídeo
“Olá, eu decidi contar a minha história sem fim. Na sétima série eu fui com uns amigos para a webcan. Queria conhecer novas pessoas e fazer amigos. Eles diziam que eu era bonita, perfeita, etc. e queriam tirar fotos minhas, então eu deixei. Um ano depois eu recebi mensagens pelo facebook de um homem. Eu não sabia como ele me conhecia, então ele disse: ‘Se você não fizer um show pra mim, eu irei divulgar a foto dos seus seios’. Ele sabia meu endereço, nome dos meus amigos, dos meus familiares e pais.

Num feriado de Natal, alguém bateu na minha porta as 4hr da manhã, era a polícia. Minha foto havia sido enviada para todos.

Eu fiquei realmente muito doente. Estava ansiosa, deprimida e com síndrome do pânico. Então eu mudei e comecei a consumir drogas e álcool. Minha ansiedade piorou e eu não conseguia sair disso.

Um ano se passou e o garoto voltou com uma lista dos meus novos amigos da escola. Criou uma página no facebook e meus seios era a foto do perfil. Eu chorava todas as noites. Perdi todos os meus amigos e o respeito deles. As pessoas me odiaram novamente e falavam mal de mim. Ninguém gostava de mim.

Eu nunca tive aquela foto de volta, ela está lá fora para sempre.

Eu comecei a me cortar e prometi para mim mesma que nunca mais teria amigos. Eu ficava sozinha na hora do almoço. Então eu mudei de escola novamente. Tudo estava tranquilo mesmo eu estando só. Eu almoçava na livraria todos os dias.

Depois de um mês eu comecei a conversar com um velho amigo; ele me dizia que gostava de mim, mas que tinha uma namorada e ela estava de férias. Então, eu cometi um enorme erro de nos envolvermos. Eu pensava que ele gostava de mim.

Uma semana depois eu recebi um bilhete na escola, a namorada dele e mais 15 pessoas, incluindo ele próprio diziam: Olhe ao seu redor, ninguém gosta de você. Um dia na frente da escola tinham umas 50 pessoas, e então um cara gritou que pelo menos um soco ela deveria me dar. Ela fez isso. Ela me jogou no chão e me deu vários socos. As crianças tiraram fotos e filmaram. Eu estava sozinha e largada no chão.

Eu me sentia uma piada no mundo e pensei que ninguém merecia isso. Eu estava sozinha e tudo isso foi minha culpa. Eu não queria que ele se machucasse, eu pensava que ele realmente gostava de mim. Mas ele só queria sexo. Alguém gritou mais uma vez: dá mais um soco nela. Professores vieram correndo e eu estava caída numa vala. Meu pai me encontrou.

Eu queria morrer. Quando eu cheguei em casa eu bebi água sanitária. Isso me estragou por dentro e eu pensei que iria realmente morrer. A ambulância chegou, me levaram pro hospital e depois me liberaram.

Quando eu cheguei em casa eu vi que tudo estava no facebook. Diziam: ‘Ela mereceu. ’

Ninguém se preocupava. Mudei de cidade, fui para a casa da minha mãe. Outra escola…eu não queria registrar queixa, pois eu queria seguir em frente. Seis meses haviam passado e as pessoas estavam postando no facebook fotos minhas na vala e eu era marcada nelas.

Eu estava bem melhor, então eles disseram: ‘Ela deveria usar outro alvejante. Eu espero que ela morra’. Eles diziam que esperavam que eu visse isso e me matasse.

Por que isso acontece comigo? Eu errei, mas eles me perseguem. Eu deixei vocês pessoal, eu deixei a cidade… Eu estava chorando constantemente.

Eu me pergunto todos os dias porque eu ainda estou aqui?

A minha ansiedade piorou. Eu não sai nenhum dia neste verão. Todo o meu passado…a minha vida nunca iria ficar melhor…eu não podia ir para a escola. Não podia conhecer e nem estar com pessoas.

Eu estou me cortando com frequência, eu estou realmente deprimida. Estou tomando antidepressivo, indo a um terapeuta e, há um mês neste verão, eu tive uma overdose e estive no hospital por 2 dias.
Me sinto presa. O que restou de mim? Nada pára. Eu não tenho ninguém. Eu preciso de alguém.”

Imagem de Amostra do You Tube

Bullying. É preciso levar a sério!

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Entre os tantos desafios já existentes na rotina escolar, está posto mais um. O bullying escolar. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, que ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. Infelizmente é uma das formas de violência que mais cresce no mundo.

Geralmente ninguém sabe como agir, nem a vítima, nem a escola e nem os pais. Estes se sentem perdidos e sem apoio, pois as escolas geralmente se omitem acreditando ser apenas “brincadeira” de criança. Devido a isso, as vítimas e as testemunhas se calam e este silêncio tem um preço…

O que, a primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente a vítima de bullying. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar queda no rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da sua personalidade. Observa-se também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física, geralmente antes da hora de ir para escola.

O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. É preciso levar a sério a prática do bullying, pois existem inúmeros registros de crimes e suicídios de autores e vítimas do abuso.

Como prevenir o problema na escola 

O papel da escola começa em admitir que é um local passível de bullying. Informar professores e alunos sobre o que é o bullying e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática ajuda bastante na prevenção. Prevenir ainda é o melhor remédio. O papel do professor também passa por identificar os atores do bullying – agressores e vítimas. O agressor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar onde tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz o que vê no ambiente escolar. Já a vítima costuma ser uma criança/adolescente com baixa auto estima e retraída tanto na escola quanto no lar. Exatamente por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir aos ataques de bullying. Quando a vítima reage, buscando soluções e ajuda, seja através de atitudes de defesa, ajuda dos pais ou da escola, a tendência é que a provocação cesse.

Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. Isso não é tão difícil como parece. Uma sugestão é que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Como eu me sentiria se fosse chamado assim? Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.

Escolas. O que fazer para ajudar

- Investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos.

- Observar com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceber se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.

- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância.

- Desenvolver, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.

- Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, os pais devem procurar imediatamente a direção da escola.

Atenção: Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos. A questão é que só a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um agressor. O bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola – direção, docentes, alunos e a família.

Como a família pode ajudar

Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.

- Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos.

- Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.

- É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.

- Comente o que é o bullying e os oriente que esse tipo de situação não é normal. Ensine-os como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação.

- Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência nem sempre fica restrita a ela.

Existe no Brasil, um projeto de Lei contra a prática do Bullying. Enquanto isso, em muitos estados você pode discar 100 para denunciar o abuso e pedir ajuda do Conselho Tutelar.

Cinco coisas que os pais NÃO deveriam dizer aos seus filhos – A Quarta

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4 –  Você ainda não entendeu?” - Você já ensinou o seu filho como pegar uma bola de handball cinco vezes, ou como somar e subtrair frações inúmeras vezes. Ele mostra sinais de que não está entendendo ou de que está tendo dificuldades para fazer o que você ensina, se a partir disso, você apressadamente pergunta: “Você ainda não entendeu?” Podemos não nos dar conta disso, mas este é um comentário degradante.  Se a criança “tem que entender algo que você está tentando ensinar, ela irá querer desesperadamente fazer algo para agradar você, para que atenda as suas expectativas.

 

Dificilmente a frase “você AINDA não entendeu isso? Vem com um tom de voz gentil ou empático, se assim o fosse essa frase não teria sentido ou razão para sair da sua boca. Ela deixa implícitos os seguintes comentários de julgamentos: “Por que você não consegue fazer isso?” – “O que há de errado com você?”  Ao falarmos dessa maneira, penso que não temos a intenção de dizer tais frases aos nossos filhos, mas é dessa forma que eles as entendem, então tomar cuidado com o que falamos é mais que importante, é vital aos nossos filhos. Palavras não apenas ferem, elas destroem muita coisa dentro de nós: o carinho pelos pais, o respeito por si e pelos outros, a autoestima, a consideração, a imagem positiva de si e dos outros e por ai vai – a lista é imensa.

Certa vez escutei de um menino de seis anos a seguinte frase: “mamãe disse que sou burro e louco”. Perguntei para ele como foi a frase que ele escutou da mãe, e ele me respondeu. “A frase foi assim: você não percebe que isso que você fez foi uma burrice? Foi uma loucura!” Bem, esta frase é agressiva até para um adulto escutar, apesar de termos um “crivo auditivo” que seleciona palavras e significados antes de chegar a um entendimento final. Agora imaginemos isso para o ouvido de uma criança que ainda não tem esta capacidade de discernir metáforas. Faz pequenos estragos, não?

Dica: Se você está cansado de ensinar determinadas coisas aos seus filhos, então dê uma pausa para todos. Diga: “Ok, vamos dar um tempo, acho que todos estamos um pouco cansados, vamos fazer algo diferente e daqui a X tempo voltamos, certo?” Provavelmente você vai ouvir: “Oba mamãe!” ou “Claro! Voltamos depois do lanche” “Ufa! até que enfim uma pausa, já estava cansado disso!” (esta é a favorita do meu filho).

Caso você perceba que ensinar não é a sua melhor qualidade, procure alguém que possa fazer isso por você, assim desgastes emocionais e relacionais serão evitados e o aprendizado acontecerá de maneira saudável para todos.

Cinco coisas que os pais não devem dizer aos seus filhos – A Segunda

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  • “Você não tem mais idade para isso!” - Sua filha tem dez anos, e você acha que ela está agindo como se tivesse cinco, então você diz para ela: “Pare com isso, você não tem mais cinco anos!” Este tipo de fala tem uma grande relação com a nossa dificuldade de gerir a nossa própria frustração em relação aos nossos filhos. Queremos que eles se comportem de um jeito e eles fazem de outro, então “jogamos a bomba.” O resultado disso? Filhos ouvem seus pais criticá-los num momento em que eles estão tendo problemas. Problemas? Isso mesmo! Quando uma criança se comporta dessa maneira, é uma forma de nos falar: “eu não sei o que fazer com isso! Antes essas coisas não aconteciam comigo.”  

 É claro que num primeiro momento vai lhe parecer um “jogo”  do tipo encenando um papel para conseguir algo. Mas fiquemos atentos a uma coisa: Nós somos os pais e os adultos dessa relação. As crianças ou adolescentes ainda não possuem a suposta sabedoria que podemos (ou deveríamos) ter. Entender como um jogo, um mimo, uma manhã ou algo do gênero, não significa que você tem razão. Precisamos confirmar esta percepção com eles, e para fazermos isso precisamos ser cuidadosos.  Este é o segredo da empatia (perceber os sentimentos das outras pessoas colocar-se no lugar delas para compreender o seu ponto de vista).  Quando criticamos ou simplesmente apontamos que a criança ou o adolescente está se comportando “mal”, perdemos a grande chance de demonstrar empatia para com eles.

Vou dar um exemplo prático para ficar mais claro: Certo dia chamei meu filho de 8 anos para tomar banho, ele me disse “Eu não vou. Não quero tomar banho!” Achei aquela resposta estranha, pois ele geralmente não responde com aquele tom ou daquela maneira a um chamado meu. Naquele momento pensei que ele estava se comportando como um menino de 3 ou 4 anos (lembrem-se: perceber não significa dizer isso para eles). Continuei falando com ele e perguntei “Por que você não quer tomar banho?” – resposta “Por que não!”.  Opa! Algo está acontecendo (pensei), pois ele não costuma responder sem argumentar ou dizer o que deseja. Cheguei perto dele e perguntei: “Hoje aconteceu algo que você não gostou? Na escola, em casa ou com os amigos?”. Esta é uma boa opção de pergunta, pois ela abre um leque de possibilidades de respostas. Ele me olhou com a cara meio zangada e com os olhos cheios de lágrimas e me disse o que havia acontecido na escola.  Ele tinha um problema, não sabia como lidar com ele e, se comportar como uma criança “tola” que não obedece à mãe era só uma válvula de escape.  Conheço o meu filho, sabia que aquele comportamento não era típico dele, então era claro que havia uma razão para tudo aquilo estar acontecendo.  Quando estamos atentos aos filhos, podemos perceber com mais clareza o que está diferente neles e com eles.

Parece difícil usar a empatia ou a percepção? Acreditem no que eu vou dizer. Apenas parece difícil, mas não é! É claro que agir dessa maneira vai exigir um pouco mais de você. Vai exigir paciência e treino. Quanto mais você praticar esta maneira de se relacionar com os seus filhos, mas fácil ela vai se tornar.

Já escutei algumas pessoas dizerem que não tem paciência, que na hora da raiva e difícil lembrar essas “regras de convivência”, que não conhecem sobre psicologia então nunca irão conseguir agir dessa maneira, etc. Bem, eu só tenho uma resposta para quem pensa assim: Se você não deseja ou acha que não consegue ter paciência, se você não quer dedicar seu tempo para um relacionamento mais saudável com os seus filhos, se você não acredita que é possível agir dessa maneira na hora em que “o circo pega fogo”, então talvez você precise pensar se deseja apenas criar seus filhos (dando alimento, lazer, escola, roupas, etc.) ou pretende educar. Educar não apenas para que possam cumprir com as regras sociais ou de etiquetas, mas educar para que se tornem pessoas saudáveis, íntegras e úteis para a sociedade. Tornar-se bom pai/mãe não é difícil, mas é preciso dedicação.

Cinco coisas que os pais NÃO devem dizer aos seus filhos – A Primeira

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 Não é nenhum segredo que os pais devem prestar muita atenção em como se comunicam com seus filhos. O que dizem e como dizem faz muita diferença nas relações a curto e a longo prazo. Fiquem atentos às palavras, pois pequenas e não positivas declarações em um momento de raiva ou frustração podem causar um dano maior mais tarde. Palavras ferem e não podem ser retiradas, então tome cuidado.

 Ser cuidadoso não significa perder a autenticidade. É claro que podemos falar o que pensamos e sentimos, mas sejamos além de cuidadosos, apaixonados, conscientes e responsáveis com os nossos filhos.

 Manter a calma é algo fundamental na relação entre pais e filhos. O que poucos sabem é que a calma é contagiosa e coisas melhores saem de nossas bocas quando paramos de reagir irritados.

 Vale a pena lembrar uma coisa: nós estamos ensinando nossos filhos como queremos que eles se comportem em situações diversas, certo? Então é preciso estar atentos ao que dizemos, fazemos e demonstramos a eles.  Precisamos aprender a transformar um momento de frustração em uma lição de vida positiva para todos. Como fazer isso? Bem, eu não tenho receitas, apenas a minha experiência com crianças, adolescentes e seus pais.  Baseado nisso, pensei em escrever sobre cinco coisas que os pais não devem dizer para os filhos.

 Vocês irão perceber que são frases que provavelmente já disseram antes em um determinado momento para seus filhos. Caso isso tenha ocorrido, por favor, não se sintam culpados, pois educar filhos é um aprendizado contínuo. O importante é tentar fazer e dar o seu melhor sempre.

  •  Falarei a cada dia sobre uma delas para que tenhamos a calma necessária para apreendê-las sem pressa.  Vamos então à primeira.

  1º) Isso não é importante.” - As crianças pequenas gostam de   compartilhar detalhes sobre tudo o que acontece com elas, de suas conversas  de recreio com os amigos, da formação de nuvens que pensam parecer com uma serpente, do porquê de espremer um tubo inteiro de pasta de dentes dentro da banheira… Muitas vezes nós pais simplesmente não queremos ouvir esses detalhes.  Não queremos porque achamos que não é importante, porque não temos tempo, etc. Nessas horas, tenha cuidado para não falar desapercebidamente coisas que podem ferir seus filhos.  Quando dizemos “Isso não é importante”, estamos cortando a comunicação com eles e mais, dizemos que algo importante para eles não é tão importante para você.  Já escutei muitos pais reclamarem da comunicação com os filhos adolescentes e, sempre que escuto isso, faço a seguinte pergunta: “Como era a comunicação entre vocês e seus filhos adolescentes quando os mesmos eram crianças?” O que nós pais esquecemos que relacionamento é algo construído em longo prazo e deve evoluir positivamente com o passar dos anos. Se você se comunicava bem com seus filhos quando ainda eram crianças, então você não terá muita dificuldade para continuar se comunicando com seus filhos adolescentes.

Detalhe importante: Se você em um determinado momento, não tem tempo para ouvir atenciosamente aos seus filhos, diga-lhes que em outra hora e com mais calma, você  fará isso. E não esqueça jamais de retomar o assunto. Fazendo isso, você estará desenvolvendo a autoestima de seus filhos e conquistando a confiança e a admiração deles.

Adolescência: A primeira crise da feminilidade

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Na Psicologia, uma “crise é um período de tensões e rupturas, marcado pela instabilidade durante a qual a ansiedade relativa às próprias capacidades e ou a própria identidade aumenta” – Dicionário de Psicologia.

As crises adultas, quando resolvidas, levam a maturidade e a saúde psicológica. A crise na adolescência de uma garota tem outra funcionalidade dentre muitas, a de fazer a conexão da fase criança com a nova fase, a da jovem moça que está surgindo.  É o que Bardwick e Douvan chamaram de “A primeira crise do feminino”.  Para ficar mais claro é só observar a mudança de comportamento que ocorre com as meninas por volta dos 11 anos.  Até esta idade, elas se acham mais ou menos livres para fazerem e se comportarem como bem entenderem; com a adolescência chegando, a porta da liberdade vai se fechando e a mudança de comportamento acontecendo. Agora, parece que todos esperam da jovem um repertório, um visual e um comportamento novo e específico.

De maneira sutil (mas muitas vezes nada sutil) ela é cobrada a ter sucesso com os rapazes. Independente de quanto sucesso uma adolescente esteja tendo em outras áreas da vida, os pais de uma jovem de 15 anos que não esteja namorando, começam a ser preocupar.  É claro que ela será provavelmente será “forçada a arranjar” um namorado, pois já está na idade de pensar em rapazes (dizem).

A adolescente estará começando a sua saga pela busca da sua identidade feminina.  Ela receberá conselhos da mãe, tias e amigas sobre como se vestir, andar, falar… É uma chuva de informações que quase não há tempo para processá-las e muito menos tempo ainda para descobrir seu próprio e único jeito de ser.

Escuto o relato de adolescentes se sentindo desamparadas, apesar de ter muita gente por perto disposta a ajudar, mas para estas jovens o tipo de ajuda ofertada não é a procurada.  O sentimento de confusão e rejeição tornam-se frequentes parceiros.

E para tornar um pouco mais complexa a primeira crise da feminilidade, temos a ajuda da mídia e do marketing visual que enche os lares com idéias de comportamento e corpo, cabelo, roupas e tudo mais “ideal”.

Todas as fases da vida precisam ser experienciadas intensamente, mas para que isso aconteça precisamos tomar consciência que somos seres únicos, com experiências individuais, ninguém é igual a ninguém, e desejar esse tipo de igualdade é não permitir que a individualidade se manifeste, é tentar usar a face do outro.

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