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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras

gastronomia

Dia das mães com sabor

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas, Restaurantes

11 de Maio de 2018

Tem presente melhor para o dia das mães que um jantar bem bacana? O Blog Le Chef Coxinha foi em dois lugares de Fortaleza (que, inclusive, ficam na mesma rua) provar os sabores que vão receber as mamães no domingo, dia 13.

O Jardim do Alchymist vai abrir nos próximos dois domingos, a partir do meio dia, para receber as famílias. A indicação do restaurante para o dia das mães é o “Camarão ao Ninho” (R$99), grelhado, regado com queijo cheddar. Ao ponto, e sabor marcante dos ingredientes, que se completam. Para acompanhar, um risoto de espinafre. Quem quiser unir o delicioso prato a um vinho, a casa possui uma carta variada.

E durante todo o mês, mais uma novidade: todas as mães que comerem lá ganham uma sobremesa de cortesia. A “Torta di Paglia” é uma harmonia de sabor. Leva morangos, calda de frutas vermelhas, biscoito ao leite crocante e sorvete de creme com amêndoas.

Jardim do Alchymist
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Jardim do Alchymist

Foto: divulgação

Jardim do Alchymist
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Jardim do Alchymist

Foto: divulgação

Jardim do Alchymist
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Jardim do Alchymist

Foto: divulgação

No restaurante Terra Mia, a viagem é pela Itália. O chef Valerio Dionisi preparou um menu especial para o dia 13 de maio. O cardápio, que conta com primeiro prato, prato principal e sobremesa por R$65. Pois é, os italianos comem separado. E para o primeiro prato as opções são o “Spaghetti alla Mediterranea”, com molho de pescada, azeitonas pretas, alcaparras e tomate cereja, e a “Lasagna alla Bolognesa”, com massa fresca, carne e molho feito com tomates pelati. Massas “al dente”, que têm o sabor realçado pelos ingredientes artesanais.

Para compor o prato principal, você pode escolher entre o “Filé de Bacalhau”,  com batatas, azeitonas e tomate cereja, e o “Filé Mignon Terra Mia”, com molho de champignons e vinho tinto reduzido. De sobremesa, o “Millefoglie”, o mil folhas recheado com creme de confeiteiro e morangos frescos. Crocância que combina com a delicadeza do creme de confeiteiro.

Terra Mia
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Terra Mia

Foto: divulgação

Terra Mia
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Terra Mia

Foto: divulgação

Terra Mia
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Terra Mia

Foto: divulgação

Terra Mia

Serviço

Restaurante Jardim do Alchymist

Rua Barão de Aracati, 801 – Meireles

Funcionamento: de segunda a sábado, das 18h à meia noite. Almoço aos domingos, a partir do meio dia.

Telefone: (85) 3032.7208

www.jardimdoalchymist.com / @jardimdoalchymist

 

Restaurante Terra Mia

Rua Barão de Aracati, 150 – Meireles

Funcionamento: todos os dias, das 18:30h à meia noite. No dia das mães, a partir das 11:30h

Telefone: (85) 3036.3356 / 9.9901.9048

@terramiafortaleza

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Um dia de jurada

Por Ariane Cajazeiras em Eventos, Experiências Gastronômicas

10 de Maio de 2018

Dia desses falei aqui no blog sobre reality shows de gastronomia, programas que a gente viaja assistindo. Afinal, quem nunca se perguntou: que perfil de jurado eu faria? Seria o bonzinho, o “morde-assopra”, o carrasco…? Certo que isso faz muito mais parte do charme que a TV faz para deixar tudo mais emocionante. Mas passei por uma experiência sensacional como jurada de um evento de gastronomia cearense e quero aqui relatar como foi meu dia de Lucas Corazza (meu jurado preferido do programa Que Seja Doce, da GNT)! Hahaha

Me respeita, que eu tinha plaquinha (Foto: Ariane Cajazeiras)

Esse evento foi o Prêmio Carême 2018. Alunos de gastronomia de todos os semestres da Unifanor Wyden participam de um concurso para escolher a melhor sobremesa. 38 alunos se inscreveram no certame que contou com quatro seletivas. Desse total 08 alunos foram selecionados para a grande final. Eles tinham um desafio digno de reality show: produzir doces deliciosos com insumos oferecidos na cozinha do curso no próprio centro universitário em um tempo curtinho.

A correira pelos insumos para a elaboração da sobremesa (Foto: Ariane Cajazeiras)

A final ocorreu na Sala da gastronomia do Campus Dunas  e contou com muitos jurados conceituados na área da gastronomia: o chef da Sablé Diamant, Felipe Cicconato, a chef Nabirra Acário, a chef Anna Paula Rezende, da Anna Paula Doceria e a chef confeiteira Evelyn Vale. Do lado dos não chefs, mas apaixonados por comer, fomos convidados também o digital influencer, Luiz Victor Torres (#dicasdoLV) e eu. O convite foi bem desafiador para mim e eu achei tanto o evento, quanto a experiência, INCRÍVEIS.

Os chefs ao fundo conversando e LV e eu posando pra foto (Foto: Adriana Saboya)

À frente do evento estava a professora Kersya Coelho, coordenadora do curso de graduação em gastronomia da Unifanor Wyden, que nos falou sobre todos os cursos e assistências realizadas com o objetivo de desenvolver as competências práticas e teóricas na formação dos chefs patissier num mercado claramente cada vez mais exigente e competitivo. Estavam também na grande final a professora Vládia Gomes e o reitor da Unifanor, Reginaldo Nogueira, além de uma equipe extensa de professores e colegas estudantes que auxiliaram no evento.

Os 8 finalistas tiveram o desafio de elaborar uma sobremesa em formato de finger food (aquelas que você pode comer em uma abocanhada só) utilizando, claro, as técnicas devidas. Isso tudo em apenas 1h30! Foi aquela correria! Os chefs circulavam entre as mesas, questionavam, observavam. Ao final, um dos 8 candidatos infelizmente acabou não conseguindo entregar (mas provamos o brigadeiro DIVINO dele) e ficaram 7 candidatos.

Religiosos da Mamãe, a receita da concorrente Cynara: Pâte à Choux, a famosa massa de Bomba, com chocolate e geleia no recheio (Foto: Ariane Cajazeiras)

Foram para a grande final da noite, os alunos Cynara, Isadora e Antonio. Eles acertaram no sabor, nas técnicas e respeitaram o tema: sobremesa finger food. Na segunda etapa, os 3 tiveram que preparar uma cheesecake de qualquer tamanho e sabor, respeitando, é claro, as técnicas e regras dessa sobremesa que é uma das queridinhas de muita gente (inclusive minha queridíssima). Mais 1h30 de preparo, muita emoção e correria. Nos últimos segundos, a Cynara não conseguiu gelar a cheesecake dela a tempo e o páreo ficou entre Isadora (Cheesecake invertida com geleia de maçã e especiarias) e Antonio (Cheesecake tradicional com geleia de morango e chocolate branco).

As sobremesas finalistas (Foto: Ariane Cajazeiras)

Isadora acabou levando pelo sabor e técnica, mas podemos dizer que o evento foi um sucesso para todos os alunos, professores e para nós que fomos convidados. Foi um troca de conhecimento gigante! Parabéns aos confeiteiros!

Isadora e Antonio e do ladinho a professora Vládia Gomes, super feliz (Foto: Ariane Cajazeiras)

Da esquerda pra direita: Antonio, reitor Reginaldo Nogueira, Isadora, Cynara, coordenadora Kersya Coelho (Foto: Ariane Cajazeiras)

Eu, Cynara, Antonio, Isadora, Felipe Cicconato, Nabirra Acário e Evelyn Vale (Foto: Kersya Coelho)

Prêmio Carême

O Prêmio Carême 2018 é uma homenagem a Marie-Antoine, ou “Antonin” Carême, considerado o Rei dos Cozinheiros e Cozinheiro dos Reis da França. Ele foi o criador de pratos famosos na história da culinária internacional como o “vol au vent”.

 

 

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Sobre serra, cafés, memórias e gastronomia

Por Ariane Cajazeiras em Viagens Gastronômicas

06 de dezembro de 2017

Desde criança meu destino preferido de férias é o Maciço de Baturité, aqui no Ceará. A apenas 2 horas de Fortaleza, as cidades são pacatas, lindas, com temperaturas amenas, rodeadas de mata atlântica e cheias de gente do bem, talentosa e querida. E, claro, rodeadas de sabores característicos.

Lembro bem do restaurante que ficava no local onde hoje está o Sabor Natural, bem no centro de Guaramiranga. Lá dona Alice, uma senhora simpática, servia comida caseira, quase na sala de casa. Em Pacoti, a antiga “Churrascaria Peixada”  (é isso mesmo que você está lendo), do seu Luís, hoje abriga a Pousada de Inverno, mas continua oferecendo a galinha caipira com aquele pirão maravilhoso que só tem lá. De sobremesa, muita rapadura, café coado, melão e banana à vontade. Assim como os restaurantes, os doces de jaca, banana e leite e ainda a banana desidratada são tradicionais por lá e acendem dentro de mim aquela lembrança aquecida de carinho, memórias e amor.

(Foto: Ariane Cajazeiras)

Com a chegada dos grandes eventos e festivais, as cidades do Maciço foram se expandindo, recebendo novos restaurantes, chefs de outras cidades, estados e até do mundo. E chefs de lá mesmo, que escolheram a cidade e suas tradições para disseminar a sua criatividade através da comida. Essa mistura do novo com o tradicional, das raízes da serra com a sofisticação, foi o que pude notar no Festival Serra, que ocorreu no último fim de semana no maciço.

O festival reuniu os municípios de Baturité, Mulungu, Guaramiranga e Pacoti com uma programação intensa e diversificada que incluiu não só restaurantes, mas também música, visitas guiadas ao patrimônio cultural, trilhas, a Rota Verde do Café e até economia e sustentabilidade, através de oficinas. O Le Chef Coxinha esteve lá a convite do SEBRAE e da organização.

Na programação, uma visita ao sítio São Roque, onde pudemos conhecer um pouquinho da cultura do café na região e seu processo de produção. Desde o ano passado, a Rota Verde do Café mapeia 10 locais que contam um pouco da história da produção do grão na serra e se propõem não só a oferecer um passeio turístico, mas também fortalecer e profissionalizar a distribuição do café da serra como um café de alto padrão. O Sítio São Roque é um desses locais, um negócio de família que abre as portas para visitação à casa antiga, toda enfeitada e conservada ao modo antigo, à máquina de 1949 que ainda hoje processa o grão do café, ao belo jardim cultivado e conservado no clima agradável da serra. Vale a pena, a visita!

Máquina de 1949 em pleno funcionamento no sítio São Roque (Foto: Ariane Cajazeiras)

Ao final, bolo e doce de banana e claro, muito café, o Atelier 1913, em duas versões que diferem em acidez e intensidade.

Café Amélia: forte como dona Amélia, a matriarca da família (Foto: Ariane Cajazeiras)

Após o São Roque, hora de conhecer um pouco sobre a forma como o caboclo do interior moía o café colhido. A Casa do Caboclo feita de barro continua conservada no terreno do Chalé Nosso Sítio, na entrada de Pacoti. Lá, um pilão feito a mão moía o grão torrado. No fogão a lenha, a chaleira fervia a água para mais uma rodada de café, dessa vez adoçado com raspas de rapadura.

Seu Maurício preparou o café moído na hora do pilão (Foto: Ariane Cajazeiras)

Fomos também convidados a participar de algumas aulas-show que iam ser ministradas pelo chef Charton Nogueira (do restaurante Suvaco de Cobra, do Montese, aqui em Fortaleza) e da chef Marie Anne Bauer (Le Marché, Fortaleza). Aproveito para passa a receita da massa do crepe de carne de Sol ensinada pelo chef Charton, segura aí:

MASSA PARA CREPE DO CHEF CHARTON:

  • 4 ovos
  • 300 ml de água
  • 300 ml de leite
  • 100 ml de cerveja pilsen
  • 300 g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de sal
  • 4 colheres de azeite

Você pode bater todos os ingredientes no liquidificador e assar em frigideira antiaderente dos dois lados. Se não for consumir na hora, adorei essa dica: você doura apenas um lado do crepe e o leva à geladeira. Na hora de servir, é só dourar o lado que falta e ele estará como feito na hora. Essa massa fica levíssima e crocante nas bordas. Gostei muito. O chef a recheou com carne de sol refogada na manteiga da terra e creme de queijo coalho. Um primor.

Crepe de carne de Sol do chef Charton (Foto: Ariane Cajazeiras)

À noite foi hora de aproveitar os menus especiais pensados por diversos chefs em restaurantes espalhados por Guaramiranga. O bacana é que por ser bem pequenininha, dá pra passar de um restaurante para outro rapidamente. Começamos com o Studio 70 Art & Bistrô, da chef e artista plástica Fernanda Alan. A noite foi comemorada com menu árabe e dança do ventre. O restaurante é charmosamente decorado com artes produzidas pela própria Fernanda. Fomos surpreendidos por um prato delicioso: picanha suína ao molho de café. A carne suculenta e o molho agridoce com sabor marcante vem acompanhada de arroz e batas coradas. Os kibes e esfihas estavam deliciosos, mas essa mistura de sabores levou os maiores elogios.

Carne Suína ao molho de café do Studio 70 (Foto: Ariane Cajazeiras)

Quem também adotou o café na receita, foi a chef Marie Anne, com o medalhão suíno com molho de café, este mais amargo. Junto a esse prato, foi servida uma carne suína com purê de jaca, fruta típica na região do Maciço.

No Sabor Natural, do chef espanhol (e médico atuando em Fortaleza) Juan Leon, teve até dançarina de flamenco para uma noite espanhola. Na foto, tapas espanholas de vários sabores.

O Concerto de Cordas encerrou o Festival Serra com Grupo Rio das Cordas no Mosteiro dos Jesuítas (em Baturité). Vida longa aos festivais que remexem, movimentam e revitalizam as lindas cidades do Maciço de Baturité! É sempre bom ter motivo pra voltar 🙂

Rio das Cordas (Foto: Ariane Cajazeiras)

 

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Comida regional com ar sofisticado

Por Ariane Cajazeiras em Eventos

22 de novembro de 2017

Nesse fim de semana vai ter muita fartura de comida boa! É que após passar por Lisboa, São Paulo, Tiradentes e Belo Horizonte, Fortaleza encerra o calendário 2017 do Festival Fartura – Comidas do Brasil. Nos dias 25 e 26 de novembro, a gastronomia brasileira será celebrada no evento que levará ao Iate Clube de Fortaleza mais de 70 atrações gastronômicas de 12 Estados do Brasil, com destaque para o Ceará.

Lia Quinderé Foto: Divulgação)

Segundo a chef Lia Quinderé, sócia do fartura em Fortaleza e à frente da Sucré Patisserie, é uma oportunidade de provar sabores de chefs de todo o Brasil à beira do mar. Lia vai levar para o evento uma “chegadinha metida a besta”, segundo as palavras dela, hehehe. A chegadinha, quem é cearense conhece, é aquele biscoito levinho vendido tradicionalmente nos bairros com o típico barulhinho do triângulo. A releitura do biscoito vem acompanhada de gelado de castanha de caju e caramelo salgado.

Quem conversou com a gente também foi a Vândila Régia, que toca o aconchegante Culinária da Van. Pela primeira vez no Festival, a Van se diz emocionada com o convite. Ela vive um momento muito bom na cidade, com o restaurante, que tem pratos regionais e seus 42 petiscos imperdíveis, bombando, sempre lotado. Van Régia tem amor pela culinária desde criança e fazia muito sucesso vendendo pratinhos na calçada de casa, servindo comidas deliciosas em cumbucas de barro e quengas de coco. Começou servindo para quem frequentava os entornos da Faculdade Cearense, na avenida João Pessoa, e há quase três anos abriu restaurante no Benfica. A Culinária da Van fica na Rua Waldery Uchôa, 230 – Benfica. O prato que Van vai apresentar no Fartura já está no cardápio novo do restaurante: é o caranguejo na quenga de coco.

Eu e a Van Régia, em entrevista à Tribuna Band News FM Foto: Nonato Albuquerque)

Programação diversificada

Realizado pelo Fartura – Comidas do Brasil em parceria com o Sistema Jangadeiro e a Sucré Patisserie, o Festival Fartura oferece seis áreas gastronômicas, incluindo aulas interativas e cozinhas ao vivo. No Espaço Chefs e Restaurantes, onde os convidados servem pratos especiais ao público, nomes como Felipe Oliveira (Tragaluz, Tiradentes – MG), Fabricio Lemos (Origem, Salvador – BA), Flávio Miyamura (antigo Miya, São Paulo), Carlos Bertolazzi (Zena Caffè, São Paulo – SP), Leo Gonçalves (O Mar Menino, Fortaleza – CE), Bia Araújo (Biá, Fortaleza – CE), Marco Gil (Quintal Restaurante, Fortaleza – CE) e Vândila Régia (Culinária da Van, Fortaleza – CE) estão entre os confirmados.​​​​

Lia Quinderé (Sucré Patisserie, Fortaleza – CE), Daniel Arruda (Bullter Hot Dog, Fortaleza – CE), Lucas Donadel (Donadel Burger Shop, Fortaleza – CE), Nicole Benevenides (Hortalícia, Fortaleza – CE), Pablo Oazen (Garagem Gastrobar, Belo Horizonte – MG), Onildo Rocha (Cozinha Roccia, João Pessoa – PB), Rita de Medeiros (Sorbê, Brasília – DF) e Pedro Siqueira (Puro Restaurante, Rio de Janeiro – RJ) servirão delícias no Espaço Petiscos, Lanches e Doces.

Já na Cozinha ao Vivo, área destinada à demonstração ao vivo do passo a passo de produção, preparo e venda de receitas diferenciadas dos chefs convidados, Leo Gonçalves (O Mar Menino, Fortaleza – CE), Carlos Kristensen (Hashi, Porto Alegre – RS), Marcio Santoro (Albano’s, Belo Horizonte – MG) e Ivo Faria (Vecchio Sogno, Belo Horizonte – MG) compartilharão os segredos de seus pratos.

No Espaço Interativo, o público poderá colocar a mão na massa com grandes chefs, como Eduardo Sisi (Zorah Beach Hotel, Fortaleza – CE), Leo Gondim (Universidade Federal do Ceará, Fortaleza – CE) e Flavio Miyamura (Ró, São Paulo – SP), enquanto no Espaço Conhecimento haverá palestras e workshops sobre cases de sucesso, pratos, chefs, receitas e produtos de várias regiões do país. Já o local direcionado a Produtos e Produtores apresenta ingredientes pesquisados durante a Expedição Fartura.

Além da programação gastronômica, cuja curadoria nacional é assinada pela jornalista Luiza Fecarotta e a curadoria local pela chef confeiteira Lia Quinderé, o Fartura também oferece palcos para apresentações artísticas, como shows musicais e peças de teatro. Para aqueles que gostam de curtir o evento levando a família toda, há mais um motivo para isso: o Espaço Kids, em que as crianças amam passar o tempo, será ainda maior nesta edição, com mais opções e oficinas especiais, garantindo a diversão dos pequenos.

Espaço Infantil no Fartura Fortaleza 2016 Foto: Divulgação)

Os horários das atrações podem ser consultados no site www.farturabrasil.com.br, onde também estão disponibilizados receitas, histórias, vídeos e áudios das viagens da Expedição Fartura. Uma dica é já garantir o seu ingresso, pois no ano passado não sobrou pra ninguém e quem foi comprar na hora acabou não conseguindo entrar!

Festival Fartura – Comidas do Brasil – Fortaleza

Dias 25 e 26 de novembro
Sábado – 12h às 22h | Domingo – 12h às 20h
Iate Clube de Fortaleza – Av. Vicente de Castro, 4813 – Cais do Porto, Fortaleza/CE
Ingressos: R$ 20,00 inteira / R$ 10,00 meia
Até 08 anos não paga
De 8 a 12 anos, maiores de 60 e estudantes meia-entrada

Venda online: Bilheteriavirtual.com.br / Venda física – lojas Sucré Patisserie 

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Chef Lucas Corazza em Fortaleza

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo

10 de julho de 2017

O chef confeiteiro Lucas Corazza está em Fortaleza até quarta-feira para ministrar 3 aulas temáticas sobre bolos, doces e chocolates. Eu acompanho o trabalho do Lucas há uns 4 anos, pelo menos. Desde que ele começou a vender seus doces lindos na Ferinha Gastronômica em São Paulo. Eu e minha irmã babávamos na técnica dele, que resultava em doces, chocolates e bolos únicos, belos, criativos e muito saborosos. Tive o prazer de conhecê-lo em entrevista na Tribuna Band News FM, no programa que apresento com Nonato Albuquerque de segunda a sexta depois das 9h até 11h.

Um dos jurados do programa “Que Seja Doce”, no canal GNT, falou com a gente sobre sua carreira, seu entusiasmo pelos produtos genuinamente brasileiros, os melhores chocolates do mundo, sua conexão com as redes sociais e ainda o machismo e preconceito dentro do mundo da gastronomia… A entrevista foi interessantíssima, confiram nesse link aqui o papo na íntegra!

Chef Lucas Corazza (Foto: Ariane Cajazeiras)

Tietando! (Foto: Ariane Cajazeiras)

E deixando o serviço pra vocês: nos dias 10, 11 e 12 de julho, o chef vai ministrar os seguintes cursos:

10.07 – Doces para Animar a Festa com receitas de Eclair Crocante com recheio de creme de caramelo e banana, coberta com chocolate ao leite e decorada com chantilly de camaru; Tortas de pistache, chocolate, chantilly de pistache e frutas vermelhas; e Mini Tortas de limão, gianduia e merengue.

11.07 – Bolos de Chocolate de Cair o Queixo com Bolo sem glúten de chocolate recheado com ganache de tangerina e decorado com chocolate; Bolo de chocolate e pistache com recheio de frutas vermelhas; e Mini bolo de amêndoas e chocolate com mel e laranja.

12.07 – As Mais Modernas Técnicas para fazer Bombons Pintados de Chocolate usando pistola para pulverizar, esponjas e fitas. As receitas escolhidas para o curso foram Bombom de banana e café; Bombom de gianduia e caramelo; e Bombom de torta de limão.

As aulas acontecem das 13h30 às 17h30 e tem o valor de R$ 180 por dia.

Informações pelo telefone: (85)3023-4567 ou (85)99661-9595

Sobre o Lucas Corazza

Com mais de 12 anos de profissão, Lucas passou por cozinhas de grandes chefs como Bel Coelho, Mara Mello, Alex Atala e Henri Schaeffer, a quem deve toda sua paixão e sua base de confeitaria francesa. Estudou Hotelaria pelo SENAC e se especializou em confeitaria na França, nas renomadas Écoles Nationale Supérieure de Pâtisserie, em Yssingeaux, e na Ecole Gastronomique Bellouet Conseil, em Paris. Apaixonado pela estética francesa adora viajar para conhecer diferentes sabores, mas é no Brasil que mora seu coração – e seu estômago. Ministrando aulas de confeitaria pelo Brasil, tem a oportunidade de conhecer intimamente os produtos regionais e frutos do país. Participa de grandes eventos como a Virada Cultural, Lollapalooza e Aniversário da cidade de SP. Atualmente está na televisão como um dos três jurados do programa Que Seja Doce, da GNT.

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Chef cearense apresenta seu “leruaite” em Londres

Por Ariane Cajazeiras em Eventos

28 de junho de 2017

A culinária do Ceará será um dos destaques do festival de gastronomia – Brazilian Taste Gastro Show, nos dias 14, 15 e 16 de julho, em Londres, Inglaterra. O Chef Clóvis Lima, Embaixador da Gastronomia do Ceará, vai mostrar em oficinas diárias receitas de pratos genuinamente cearenses, inclusive nos nomes: Leruaite, Baião Estribado e Padim Cicço. O Leruaite é um mungunzá que leva tomilho. O baião Estribado, prato inicial do jantar, é um típico baião de dois, mas com o diferencial de levar maxixe, carne do sol, quejio coalho e nata. O padim Ciço, um Bobó de camarão com picles de maxixe com flores e hortelã.

Olha só o cardápio dele:

Menu Fine Dinning 2017

***

Primeira estação

Entrada fria: Baião de dois estribado – o tradicional baião de dois com a releitura do povo rico cearense. Feijão, arroz, carne seca ou do sol, queijo coalho e nata.

Segunda estação

Entrada fria: Arrumadinho cabra da peste (cuzcuztemperado com vatapá de peixe picante e caruru e um falso caviar feito com as sementes do quiabo). a

Terceira estação

Padim Ciço

Prawn steaw with picle , maxixe with mint and flowers .

Bobó de camarão com picles de maxixe com flores e hortelã.

Quarta estação

Conexão igreja do Bonfim e da Lapa

Moqueca poca arretada (de banana com macaxeira e batata doce).

Quinta estação

Risoto Quixeré – cidade onde minha mãe nasceu às margens do rio Jaguaribe – de jerimum com carne do sol

Sexta estação

Lobster and chips cabeça chata (lagosta, macaxeira e batata doce frita e emulsão de manteiga da terra com ervas), com rosas e sal negro.

Sétima estação

Menino malino

Sobremesa: Trio de Cocada( natural, chocolate e maracujá).

Oitava estação

Leruaite

Munguzá doce com milho branco servido numa taça de dry Martini com tomilho e um pau de canela e flor de girassol.

***

O festival atrai um público de estudantes e professores de gastronomia, profissionais de hotéis e restaurantes, além de formadores de opinião. Também participam como convidados Chefs de Cozinha de outros estados brasileiros. Em conversa comigo, o chef Clóvis Lima diz que gosta de valorizar os ingredientes da terra natal e que a receptividade no exterior é muito boa.

Chef Clóvis Lima (Foto: Internet)

A história do Clóvis Lima é interessante: começou a vida profissional como salva-vidas em uma escola de Fortaleza, mas vem de uma família cujo pai era pescador e tanto ele quanto a mãe gostavam muito de cozinhar frutos do mar. Um dia o Clóvis resolveu se especializar, saiu do Ceará em uma época que não tínhamos cursos específicos para formar gastrônomos e desde então trabalha com a gastronomia. Hoje trabalha como Personal Chef, consultor gastrônomo, restauranter e é Embaixador da Gastronomia no Ceará.

Se você quer saber mais do Brazilian Taste Gastro Show, pode acessar o site ou a página do facebook! E aí, bora pra Londres?

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Alemanha: uma série

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

12 de Janeiro de 2017

Três quilos a mais e um mês de férias depois, eis que volto para escrever para o Le Chef Coxinha, dessa vez com algumas experiências colhidas no Velho Mundo, em um país muito querido pra mim: Deutschland!

Fomos em família à querida e fria Alemanha no período de dezembro, comecinho do inverno e ainda o período dos tradicionais Mercados de Natal.

A bela e fria Frankfurt

Vou tentar resumir em alguns posts aqui no blog o que comemos, o que provamos, o que bebemos. As delícias das feirinhas, a vontade de morar no supermercado, os chocolates deliciosos e baratíssimos, as tortas com menos açúcar e mais sabor, a incrível variedade de pães deliciosos, a forma plural de usar a batata… enfim. Já estou com saudade só de falar. Afinal, a comida é também um meio de conhecer culturas diferentes, não é?!

Pão com linguiça: comida que tem em todo lugar da Alemanha

Como estivemos no inverno, é importante lembrar que a variedade de frutas não é tão grande, então eu senti muita falta de umas frutinhas frescas e da nossa variedade tropical… No próximo post dessa série querida vou falar mais sobre isso, já que vou começar por uma das minhas refeições preferidas: frühstuck (café da manhã!). Espero que vocês se animem para revisitar a bela Alemanha comigo. Até logo, ou como dizem os alemães, bis Bald!

Com amor e com fome,

Ariane

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Instagram que dá água na boca… #001

Por Caetano Neto em Instagram que dá água na boca

23 de novembro de 2016

Toda semana, você confere aqui aquelas fotos maldosas do Instagram que te fazem babar de tanta água na boca. Afinal, acreditamos com toda racionalidade possível que o Instagram foi criado especificamente com esse motivo. Antes de começar a rolar a página, aconselhamos preparem os babadores. 🙂

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Enquanto isso no Instagram do Le Chef Coxinha…

Por Caetano Neto em Coxinha

21 de novembro de 2016

Para quem ainda não sabe estamos também no Instagram. Lá damos aquelas dicas mais rápidas, além de claro, mostrarmos o que estamos comendo no dia a dia. Afinal, sabemos que o Instagram foi criado tão somente com esse motivo! 😀

E claro que não podia faltar a maravilhosa coxinha!

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É covardia!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

24 de outubro de 2016

Tudo começou com Ariane que era amiga de Caetano, que era amigo de Guilardo, Germano e Carol, que cozinhavam juntos, criavam receitas e de repente (não tão de repente) estavam recebendo amigos e semi-conhecidos no “quintal” de casa com um menu digno de restaurante. É esse o meu resumo do projeto Covardia Gastronômica, do qual tive a experiência de fazer parte no último fim de semana. E é assim que funciona mesmo: um que fala pro outro que pede pra participar também e assim o encontro gastronômico acaba funcionando como uma mistura de restaurante secreto e encontro de amigos que curtem comer bem. E bem mesmo, viu? São 4 pratos que fazem jus ao nome do projeto: uma verdadeira covardia!

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

O projeto é dos quatro amigos, alguns de infância: Caetano Neto, Carol Pinto, Germano Araújo e Guilardo Branco. Eles começaram a se reunir para desenvolver receitas numa brincadeira daquelas que agradam quem gosta de experimentar sabores. Uma maneira de executar pratos que eles não encontravam em restaurantes. A brincadeira cresceu e o Guilardo abriu as portas do aconchegante apartamento no bairro Aldeota para os amigos dos amigos.

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro, mas valeu!)

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro quem tirou, mas valeu!)

O jantar tem uma cara de reunião de amigos mesmo: você chega, apresenta-se ao porteiro e a porta do apezinho do primeiro andar já está aberta, com os “chefs” ali, no meio de todo mundo, executando os pratos ao som de Beatles. As mesas de pallets, as cadeiras, a iluminação: tudo foi improvisado pelo grupo para deixar o local com estrutura para receber pouco mais que uma dezena de pessoas confortavelmente. Os 4 tem profissões fora do mundo da gastronomia, mas Guilardo e Germano tomaram gosto e já estão se especializando na área.

Toda a comida servida no jantar foi feita pelos amigos (algo que todo restaurante devia fazer, não tem coisa mais enervante para mim que comer algo fora de casa com molho pronto ou pãozinho terceirizado). O cardápio, o segundo produzido pelo grupo, foi desenvolvido há dois meses e leva o nome de Le Vaquê, já que os 4 pratos levam produtos das vaquinhas na composição: seja carne, leite ou derivados.

Começamos com uma entrada de pão de soro de leite servido com manteiga ghee. O pão é produzido em casa, reaproveitando ingredientes nobres que seriam jogados fora, como é o caso do soro de leite e do malte das cervejas artesanais feitas pelo Guilardo: “Eu uso levain, uma cultura de fermento que eu mesmo cultivei e mantenho até agora. A fermentação do pão dura 24 horas, ao contrário dos pães comerciais que fermentam só de duas a três horas“, diz ele. A manteiga ghee, muito usada hoje por ser mais saudável, é uma manteiga caseira clarificada, com uma técnica que retira os resíduos. Eu amo pão e esse estava delicioso, casca firme e crocante, miolo macio e a manteiga ghee suave. Maaaaas, eu cheguei atrasada e comi só um pedacinho (parabéns pra mim).

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Depois chegou meu prato preferido da noite: labneh com batata assada. God bless as batatas. Batatas são os legumes mais deliciosos do mundo, amém. Essa veio do meu jeito preferido: assada com casca, sequinha por fora, macia por dentro, temperada com sal e umas ervinhas. Por cima bastante labneh, um queijo cremoso libanês. Foi temperado com sal, uma porção de cebolinha e raspas de limão siciliano (<3). Leve, azedinho e com sal na medida certa. Muitos corações para essa batata!

Labneh com batata assada

Labneh com batata assada (FOTO: Ariane Cajazeiras – no caso, eu)

O labneh tem uma técnica demorada de produção: produziu-se coalhada fresca a partir de 2 a 4 litros de leite, numa fermentação de 8 a 12 horas e uma lenta drenagem, que leva 2 ou 3 dias. O ponto é interrompido quando chega na textura correta. Depois tudo é armazenado em baixas temperaturas para chegar à minha querida batata assada e me fazer feliz.

Da esquerda pra direita: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

Da esquerda pra direita, meus companheiros de Covardia: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

O segundo prato foi o Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro. Apresentação de finas e macias fatias de lagarto em formato de rosa (bem bunitim) com vinagrete e uma pimenta biquinho para finalizar. Na base, um “chapéu de couro”, uma espécie de panquequinha/bolinho/bruaca de farinha de trigo e farinha de milho. A base absorveu um pouco do vinagrete e acabou se quebrando antes de ser devorada.

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

O terceiro prato também foi um dos meus preferidos, depois da batata. Picanha dos 5 sabores: picanha cozida em sous vide acompanhada por geleia de tangerina e farofa de bolacha. A carne, segundo o grupo, passa um dia maturando nos temperos e depois passa por um cozimento lento no sous vide e depois é finalizada no fogo a lenha, em uma churrasqueira lá no mesmo espaço em que estávamos.  Sous vide (oui, francês) quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por muito tempo, no caso cerca de 1 hora. A carne estava muuuuito macia e saborosa. Inclusive eram 4 pedaços de picanha, mas eu comi um antes de tirar a foto, não resisti.

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A farofinha é de bolacha salgada pilada com pedacinhos de bacon. Ela é misturada com a gordura do bacon que foi frito. Destaque para geleia de tangerina com pimenta que combina com essa folhinha de salsa aí, que não é só enfeite, dá um sabor especial. Quero um pote dessa geleia, por favor.

Pra finalizar: a sobremesa <3. Adoramos sobremesa, somos #teamsobremesa. Nada como um docinho depois de uma farrinha gastronômica, não é mesmo?

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A sobremesa agrada quem gosta de bastante açúcar. O Sexteto de Doce de Leite consiste em uma cesta de massa de canoli recheada com doce de leite e ganache e polvilhada com muita canela. O doce de leite tem um toque de flor de sal, mas eu queria ter sentido o gostinho dos cristais salgados, não consegui. A massa de canoli é bem dura e faz parte da experiência usar de violência para quebrá-la! Veja:

 

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Como eu consegui comer isso tudo? Falando bem muito e rindo bastante entre uma refeição e outra pra ir gastando as energias. A ideia é essa mesmo: conversar muito, rir, fazer amizade, comer bem, comer muito. É ou não é uma covardia?

Para saber mais, acesse o facebook do Covardia Gastronômica.

Com amor e com fome, 

Ariane

*A reportagem foi ao encontro a convite do grupo

 

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É covardia!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

24 de outubro de 2016

Tudo começou com Ariane que era amiga de Caetano, que era amigo de Guilardo, Germano e Carol, que cozinhavam juntos, criavam receitas e de repente (não tão de repente) estavam recebendo amigos e semi-conhecidos no “quintal” de casa com um menu digno de restaurante. É esse o meu resumo do projeto Covardia Gastronômica, do qual tive a experiência de fazer parte no último fim de semana. E é assim que funciona mesmo: um que fala pro outro que pede pra participar também e assim o encontro gastronômico acaba funcionando como uma mistura de restaurante secreto e encontro de amigos que curtem comer bem. E bem mesmo, viu? São 4 pratos que fazem jus ao nome do projeto: uma verdadeira covardia!

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

O projeto é dos quatro amigos, alguns de infância: Caetano Neto, Carol Pinto, Germano Araújo e Guilardo Branco. Eles começaram a se reunir para desenvolver receitas numa brincadeira daquelas que agradam quem gosta de experimentar sabores. Uma maneira de executar pratos que eles não encontravam em restaurantes. A brincadeira cresceu e o Guilardo abriu as portas do aconchegante apartamento no bairro Aldeota para os amigos dos amigos.

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro, mas valeu!)

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro quem tirou, mas valeu!)

O jantar tem uma cara de reunião de amigos mesmo: você chega, apresenta-se ao porteiro e a porta do apezinho do primeiro andar já está aberta, com os “chefs” ali, no meio de todo mundo, executando os pratos ao som de Beatles. As mesas de pallets, as cadeiras, a iluminação: tudo foi improvisado pelo grupo para deixar o local com estrutura para receber pouco mais que uma dezena de pessoas confortavelmente. Os 4 tem profissões fora do mundo da gastronomia, mas Guilardo e Germano tomaram gosto e já estão se especializando na área.

Toda a comida servida no jantar foi feita pelos amigos (algo que todo restaurante devia fazer, não tem coisa mais enervante para mim que comer algo fora de casa com molho pronto ou pãozinho terceirizado). O cardápio, o segundo produzido pelo grupo, foi desenvolvido há dois meses e leva o nome de Le Vaquê, já que os 4 pratos levam produtos das vaquinhas na composição: seja carne, leite ou derivados.

Começamos com uma entrada de pão de soro de leite servido com manteiga ghee. O pão é produzido em casa, reaproveitando ingredientes nobres que seriam jogados fora, como é o caso do soro de leite e do malte das cervejas artesanais feitas pelo Guilardo: “Eu uso levain, uma cultura de fermento que eu mesmo cultivei e mantenho até agora. A fermentação do pão dura 24 horas, ao contrário dos pães comerciais que fermentam só de duas a três horas“, diz ele. A manteiga ghee, muito usada hoje por ser mais saudável, é uma manteiga caseira clarificada, com uma técnica que retira os resíduos. Eu amo pão e esse estava delicioso, casca firme e crocante, miolo macio e a manteiga ghee suave. Maaaaas, eu cheguei atrasada e comi só um pedacinho (parabéns pra mim).

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Depois chegou meu prato preferido da noite: labneh com batata assada. God bless as batatas. Batatas são os legumes mais deliciosos do mundo, amém. Essa veio do meu jeito preferido: assada com casca, sequinha por fora, macia por dentro, temperada com sal e umas ervinhas. Por cima bastante labneh, um queijo cremoso libanês. Foi temperado com sal, uma porção de cebolinha e raspas de limão siciliano (<3). Leve, azedinho e com sal na medida certa. Muitos corações para essa batata!

Labneh com batata assada

Labneh com batata assada (FOTO: Ariane Cajazeiras – no caso, eu)

O labneh tem uma técnica demorada de produção: produziu-se coalhada fresca a partir de 2 a 4 litros de leite, numa fermentação de 8 a 12 horas e uma lenta drenagem, que leva 2 ou 3 dias. O ponto é interrompido quando chega na textura correta. Depois tudo é armazenado em baixas temperaturas para chegar à minha querida batata assada e me fazer feliz.

Da esquerda pra direita: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

Da esquerda pra direita, meus companheiros de Covardia: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

O segundo prato foi o Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro. Apresentação de finas e macias fatias de lagarto em formato de rosa (bem bunitim) com vinagrete e uma pimenta biquinho para finalizar. Na base, um “chapéu de couro”, uma espécie de panquequinha/bolinho/bruaca de farinha de trigo e farinha de milho. A base absorveu um pouco do vinagrete e acabou se quebrando antes de ser devorada.

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

O terceiro prato também foi um dos meus preferidos, depois da batata. Picanha dos 5 sabores: picanha cozida em sous vide acompanhada por geleia de tangerina e farofa de bolacha. A carne, segundo o grupo, passa um dia maturando nos temperos e depois passa por um cozimento lento no sous vide e depois é finalizada no fogo a lenha, em uma churrasqueira lá no mesmo espaço em que estávamos.  Sous vide (oui, francês) quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por muito tempo, no caso cerca de 1 hora. A carne estava muuuuito macia e saborosa. Inclusive eram 4 pedaços de picanha, mas eu comi um antes de tirar a foto, não resisti.

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A farofinha é de bolacha salgada pilada com pedacinhos de bacon. Ela é misturada com a gordura do bacon que foi frito. Destaque para geleia de tangerina com pimenta que combina com essa folhinha de salsa aí, que não é só enfeite, dá um sabor especial. Quero um pote dessa geleia, por favor.

Pra finalizar: a sobremesa <3. Adoramos sobremesa, somos #teamsobremesa. Nada como um docinho depois de uma farrinha gastronômica, não é mesmo?

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A sobremesa agrada quem gosta de bastante açúcar. O Sexteto de Doce de Leite consiste em uma cesta de massa de canoli recheada com doce de leite e ganache e polvilhada com muita canela. O doce de leite tem um toque de flor de sal, mas eu queria ter sentido o gostinho dos cristais salgados, não consegui. A massa de canoli é bem dura e faz parte da experiência usar de violência para quebrá-la! Veja:

 

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Como eu consegui comer isso tudo? Falando bem muito e rindo bastante entre uma refeição e outra pra ir gastando as energias. A ideia é essa mesmo: conversar muito, rir, fazer amizade, comer bem, comer muito. É ou não é uma covardia?

Para saber mais, acesse o facebook do Covardia Gastronômica.

Com amor e com fome, 

Ariane

*A reportagem foi ao encontro a convite do grupo