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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras

confeitaria

Suspiros recheados de amor

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo

07 de agosto de 2018

Eu tenho um amor declarado por suspiros, pavlovas e tudo que envolva aquela massa leve, quebradiça e feita basicamente de claras de ovos e açúcar. Segundo minhas pesquisas aqui mesmo pelo mundo virtual, a receita foi inventada por um suíço no início do século 18 e acabou ganhando uma versão francesa e outra italiana. A data de 1881 está atribuída a uma receita feita por freiras italianas. Independentemente da real origem, o doce é querido por muitas formiguinhas como eu!

A pavlova é um suspirão recheado com creme e frutas frescas (Foto: Divulgação)

O suspiro é um doce muito leve com poucos ingredientes e assado em forno brando. Mas engana-se quem pensa que esse doce não possa ser versátil. Especialista em confeitaria, a Chef Priscila Cantinho dá forma e sabores a seus suspiros. Aos 21 anos ela abandonou a faculdade de Direito, tentou o ramo da moda, mas foi só depois de virar mãe que ela descobriu a verdadeira vocação: a gastronomia. O que despertou a paixão por doces refinados foi quando preparava o aniversário de um ano da filha. Ao buscar os doces para a festa, surgiu o interesse em se dedicar à área. Após algum tempo se especializando na área da confeitaria, Priscila montou sua marca.

Rosetas recheadas são carro-chefe (Foto: Divulgação)

A Priscila começou a carreira dando forma a suspiros artesanais em diversos formatos. O de maior sucesso é a rosa de suspiro recheado com brigadeiro! A criação é patenteada. E a imaginação é o carro chefe para os doces que fazem suspirar: eles podem vir em forma de flamingos, árvores, abacaxis, unicórnios e até torres de suspiros. O importante é manter sempre o sabor e a delicadeza.

Delicados abacaxis de suspiro (Foto: Divulgação)

 

Unicórniooooos (Foto: Divulgação)

Hoje, Priscila tornou-se especialista em artes com suspiros e transfere seus conhecimentos através de cursos e palestras por todo o Brasil. Além de Chef, ela é autora de dois livros: O Livro do Suspiro que ensina algumas técnicas de como fazer um delicioso merengue, recheios para suspiros e suspiros artesanais. E no livro “Suspiros e Mais”, ela conta segredinhos especiais, dos suspiros cookie, cúpula de morangos e muitos outros.

Priscila Cantinho (Foto: Divulgação)

Hoje a chef não faz mais doces para festas e se dedica aos cursos. Mas você se inspirar no trabalho dela atarvés das redes sociais: facebook.com/chefpriscilacantinho e o instagram @chefpriscilacantinho . Tem como um doce ser mais delicadinho e cheio de memórias do que esse? É de suspirar <3

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Um dia de jurada

Por Ariane Cajazeiras em Eventos, Experiências Gastronômicas

10 de Maio de 2018

Dia desses falei aqui no blog sobre reality shows de gastronomia, programas que a gente viaja assistindo. Afinal, quem nunca se perguntou: que perfil de jurado eu faria? Seria o bonzinho, o “morde-assopra”, o carrasco…? Certo que isso faz muito mais parte do charme que a TV faz para deixar tudo mais emocionante. Mas passei por uma experiência sensacional como jurada de um evento de gastronomia cearense e quero aqui relatar como foi meu dia de Lucas Corazza (meu jurado preferido do programa Que Seja Doce, da GNT)! Hahaha

Me respeita, que eu tinha plaquinha (Foto: Ariane Cajazeiras)

Esse evento foi o Prêmio Carême 2018. Alunos de gastronomia de todos os semestres da Unifanor Wyden participam de um concurso para escolher a melhor sobremesa. 38 alunos se inscreveram no certame que contou com quatro seletivas. Desse total 08 alunos foram selecionados para a grande final. Eles tinham um desafio digno de reality show: produzir doces deliciosos com insumos oferecidos na cozinha do curso no próprio centro universitário em um tempo curtinho.

A correira pelos insumos para a elaboração da sobremesa (Foto: Ariane Cajazeiras)

A final ocorreu na Sala da gastronomia do Campus Dunas  e contou com muitos jurados conceituados na área da gastronomia: o chef da Sablé Diamant, Felipe Cicconato, a chef Nabirra Acário, a chef Anna Paula Rezende, da Anna Paula Doceria e a chef confeiteira Evelyn Vale. Do lado dos não chefs, mas apaixonados por comer, fomos convidados também o digital influencer, Luiz Victor Torres (#dicasdoLV) e eu. O convite foi bem desafiador para mim e eu achei tanto o evento, quanto a experiência, INCRÍVEIS.

Os chefs ao fundo conversando e LV e eu posando pra foto (Foto: Adriana Saboya)

À frente do evento estava a professora Kersya Coelho, coordenadora do curso de graduação em gastronomia da Unifanor Wyden, que nos falou sobre todos os cursos e assistências realizadas com o objetivo de desenvolver as competências práticas e teóricas na formação dos chefs patissier num mercado claramente cada vez mais exigente e competitivo. Estavam também na grande final a professora Vládia Gomes e o reitor da Unifanor, Reginaldo Nogueira, além de uma equipe extensa de professores e colegas estudantes que auxiliaram no evento.

Os 8 finalistas tiveram o desafio de elaborar uma sobremesa em formato de finger food (aquelas que você pode comer em uma abocanhada só) utilizando, claro, as técnicas devidas. Isso tudo em apenas 1h30! Foi aquela correria! Os chefs circulavam entre as mesas, questionavam, observavam. Ao final, um dos 8 candidatos infelizmente acabou não conseguindo entregar (mas provamos o brigadeiro DIVINO dele) e ficaram 7 candidatos.

Religiosos da Mamãe, a receita da concorrente Cynara: Pâte à Choux, a famosa massa de Bomba, com chocolate e geleia no recheio (Foto: Ariane Cajazeiras)

Foram para a grande final da noite, os alunos Cynara, Isadora e Antonio. Eles acertaram no sabor, nas técnicas e respeitaram o tema: sobremesa finger food. Na segunda etapa, os 3 tiveram que preparar uma cheesecake de qualquer tamanho e sabor, respeitando, é claro, as técnicas e regras dessa sobremesa que é uma das queridinhas de muita gente (inclusive minha queridíssima). Mais 1h30 de preparo, muita emoção e correria. Nos últimos segundos, a Cynara não conseguiu gelar a cheesecake dela a tempo e o páreo ficou entre Isadora (Cheesecake invertida com geleia de maçã e especiarias) e Antonio (Cheesecake tradicional com geleia de morango e chocolate branco).

As sobremesas finalistas (Foto: Ariane Cajazeiras)

Isadora acabou levando pelo sabor e técnica, mas podemos dizer que o evento foi um sucesso para todos os alunos, professores e para nós que fomos convidados. Foi um troca de conhecimento gigante! Parabéns aos confeiteiros!

Isadora e Antonio e do ladinho a professora Vládia Gomes, super feliz (Foto: Ariane Cajazeiras)

Da esquerda pra direita: Antonio, reitor Reginaldo Nogueira, Isadora, Cynara, coordenadora Kersya Coelho (Foto: Ariane Cajazeiras)

Eu, Cynara, Antonio, Isadora, Felipe Cicconato, Nabirra Acário e Evelyn Vale (Foto: Kersya Coelho)

Prêmio Carême

O Prêmio Carême 2018 é uma homenagem a Marie-Antoine, ou “Antonin” Carême, considerado o Rei dos Cozinheiros e Cozinheiro dos Reis da França. Ele foi o criador de pratos famosos na história da culinária internacional como o “vol au vent”.

 

 

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Bolo meu amor

Por Ariane Cajazeiras em Restaurantes

09 de Fevereiro de 2018

Poucas coisas na vida me atingem mais no coração gastronômico que um bom bolo. Fofinho, recheado ou não, simples ou elaborado, de casa ou da confeitaria: como é bom comer um bolinho, seja no dia a dia seja numa ocasião especial. É o tipo de comidinha que tem que estar sempre na minha rotina: para mim, bolo é conforto, é memória e é amor. Sabendo disso, a Sablé Diamant, doceria que traz um pouquinho dos cafés franceses para Fortaleza, atingiu meu coração em cheio quando me convidou pra comer um bolinho com café e bater um papo com o chef da casa, Felipe Cicconato (@felipecicconato).

Red Velvet com calda de chocolate branco (Foto: Divulgação)

A Sablé tem uma variedade incrível de brigadeiros (como o de jambu com formiga, que você já deve ter ouvido falar), macarons, choux, croissants de chocolate belga, cafés, além de salgados, como a nossa adorada coxinha. Em conversa com os sócios Felipe Eric e Walter Ferlin, soube que a ideia inicial era abrir uma brigaderia. Entre uma fatia de bolo red velvet com calda de chocolate branco e outra, eles me contaram que buscaram se especializar e foram a São Paulo fazer cursos na Escola de Confeiteiros do chef Diego Lozzano, em São Paulo, quando conheceram o Felipe Cicconato, que logo passou de professor para consultor, de consultor para elaborador do cardápio da Sablé e acabou mesmo foi fincando o pé em Fortal city e se tornando o chef oficial da doceria. Chef Felipe cozinha desde os 15 anos, formou-se em gastronomia e descobriu da escola de Lozzano seu talento e paixão pelos doces.

Chef Felipe Cicconato (Foto: Ariane Cajazeiras)

Como já falei, comi esse bolinho vermelho aí da foto acima: o red velvet. À parte, recebi uma caldinha de chocolate branco para jogar por cima da minha fatia. O red velvet é um clássico americano: as receitas têm muitas variações, mas geralmente levam um tiquinho de corante para ficar na cor vermelha (por isso o nome red velvet, que significa veludo vermelho). Esse é feito com cacau 100% para deixar o sabor marcado e a cor mais escura. Para acompanhar, tomei o café Sablé (café espresso, leite vaporizado e ganache de paçoquita com uma nuvem de algodão doce para decorar). Agora me digam: existe algo mais comfort food que um bolinho com café? Algumas variedades de bolos (como o red velvet) estão disponíveis no espaço para pedir a fatia na hora, mas também podem ser encomendados inteiros ( Veludo vermelho: R$12 a fatia e R$80 o inteiro). Outro que faz sucesso é o clássico cenoura e chocolate, que é oferecido de uma maneira bem diferente, como você pode ver na foto (R$12, a fatia). O brigadeiro é de chocolate ao leite. Um clássico das tardes da minha infância, porém bem mais chique, oui!

Cenoura com chocolate é rei (Foto: Divulgação)

Outro carro chefe é o Drip Cake. Um bolo que tem simplesmente 9 camadas de bolo e mais 9 de recheio. Com visual incrível, os drip cakes vivem aparecendo nos meus vídeos sugeridos do instagram (sigam @lechefcoxinha). Esses bolos tem como características serem bem altos (uma fatia serve mais de uma pessoa), muitas vezes coloridos, com uma cobertura lisa cobrindo o bolos e ganache escorrendo no topo (por isso drip, que significa gota, em inglês) e decoração com doces ou frutas na parte de cima. Na versão Sablé, eles geralmente vêm enfeitados com macarons, que são marca registrada da loja. O drip tem sido a escolha de muita gente não só para festas, mas também como presentes em ocasiões especiais. Tem 3 sabores no cardápio: espatulado de chocolate (ganache de chocolate ao leite), espatulado de limão siciliano e baunilha (já quero provar) e o clássico de chocolate amargo. Custam entre R$190 e R$390 e só saem sob encomenda.

Drip Cake de chocolate (Foto: Divulgação)

Vai um bolinho aí? A Sablé Diamant fica na rua Dr. José Lourenço, 1414, Aldeota.
Funcionamento: de segunda a sábado; das 9 horas às 20 horas.
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Chef Lucas Corazza em Fortaleza

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo

10 de julho de 2017

O chef confeiteiro Lucas Corazza está em Fortaleza até quarta-feira para ministrar 3 aulas temáticas sobre bolos, doces e chocolates. Eu acompanho o trabalho do Lucas há uns 4 anos, pelo menos. Desde que ele começou a vender seus doces lindos na Ferinha Gastronômica em São Paulo. Eu e minha irmã babávamos na técnica dele, que resultava em doces, chocolates e bolos únicos, belos, criativos e muito saborosos. Tive o prazer de conhecê-lo em entrevista na Tribuna Band News FM, no programa que apresento com Nonato Albuquerque de segunda a sexta depois das 9h até 11h.

Um dos jurados do programa “Que Seja Doce”, no canal GNT, falou com a gente sobre sua carreira, seu entusiasmo pelos produtos genuinamente brasileiros, os melhores chocolates do mundo, sua conexão com as redes sociais e ainda o machismo e preconceito dentro do mundo da gastronomia… A entrevista foi interessantíssima, confiram nesse link aqui o papo na íntegra!

Chef Lucas Corazza (Foto: Ariane Cajazeiras)

Tietando! (Foto: Ariane Cajazeiras)

E deixando o serviço pra vocês: nos dias 10, 11 e 12 de julho, o chef vai ministrar os seguintes cursos:

10.07 – Doces para Animar a Festa com receitas de Eclair Crocante com recheio de creme de caramelo e banana, coberta com chocolate ao leite e decorada com chantilly de camaru; Tortas de pistache, chocolate, chantilly de pistache e frutas vermelhas; e Mini Tortas de limão, gianduia e merengue.

11.07 – Bolos de Chocolate de Cair o Queixo com Bolo sem glúten de chocolate recheado com ganache de tangerina e decorado com chocolate; Bolo de chocolate e pistache com recheio de frutas vermelhas; e Mini bolo de amêndoas e chocolate com mel e laranja.

12.07 – As Mais Modernas Técnicas para fazer Bombons Pintados de Chocolate usando pistola para pulverizar, esponjas e fitas. As receitas escolhidas para o curso foram Bombom de banana e café; Bombom de gianduia e caramelo; e Bombom de torta de limão.

As aulas acontecem das 13h30 às 17h30 e tem o valor de R$ 180 por dia.

Informações pelo telefone: (85)3023-4567 ou (85)99661-9595

Sobre o Lucas Corazza

Com mais de 12 anos de profissão, Lucas passou por cozinhas de grandes chefs como Bel Coelho, Mara Mello, Alex Atala e Henri Schaeffer, a quem deve toda sua paixão e sua base de confeitaria francesa. Estudou Hotelaria pelo SENAC e se especializou em confeitaria na França, nas renomadas Écoles Nationale Supérieure de Pâtisserie, em Yssingeaux, e na Ecole Gastronomique Bellouet Conseil, em Paris. Apaixonado pela estética francesa adora viajar para conhecer diferentes sabores, mas é no Brasil que mora seu coração – e seu estômago. Ministrando aulas de confeitaria pelo Brasil, tem a oportunidade de conhecer intimamente os produtos regionais e frutos do país. Participa de grandes eventos como a Virada Cultural, Lollapalooza e Aniversário da cidade de SP. Atualmente está na televisão como um dos três jurados do programa Que Seja Doce, da GNT.

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Mil sabores em mil folhas

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

13 de novembro de 2016

Quem não gosta de açúcar em excesso (eu), certamente curte a misturinha doce+salgado dos mil folhas. O doce tem origem francesa e é feito com massa folhada e recheado geralmente com creme de confeiteiro. É comum encontrar em padarias, confeitarias e delicatessens e um dos meus preferidos é esse sabor aqui:

Mil folhas de morango com creme

Mil folhas de morango com creme (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Adoradora de uma sobremesa que sou (não é a toa que meus gatos se chama Suspiro e Biscoito) já conhecia os bolos, sobremesas e salgados da Tortelê (que é detentora da receita da melhor coxinha de frango com polenguinho da cidade, na minha humilde opinião de glutona). Eles já tinham o mil folhas de morango no cardápio em uma versão bem maior, que para mim só rolava se eu repartisse com minha mãe, que curte a sobremesa tanto quanto eu. Geralmente pedimos a sobremesa após a coxinha, ou seja, não cabe tanta coisa ao mesmo tempo nesse estomagozinho, não, então tínhamos que dividir, sim.

Aí eis que continuando a leva de Festivais (a confeitaria já realizou o Festival do Morango esse ano), está sendo realizado até o dia 30 de novembro o 2º Festival Mil Folhas! Agora com versões mini dos nosso queridos mil folhas e com uma gama muito maior de sabores!

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Ganhamos um voucher para saborear 3 sabores, mas pelo bem da humanidade foi necessário provar mais coisas. Levei minha irmã, Alana, e minha mãe, Regilane. Claro que compramos mais unidades com o único intuito de contar nossas impressões pra vocês, né? Não é porque a gente come muito, não.

O doce Mil Folhas, de acordo com a loja, é um dos produtos mais vendidos nas lojas Tortelê Aldeota e Sul. O tradicional é o de morangos frescos com creme Tortelê, mas com o festival, a cada semana é lançado um sabor novo no cardápio. Todos são criações da doceira Carolina Batista e a ideia é que eles só permaneçam no cardápio nesse mês de novembro. Mas, olha, eu já vou lançar a hashtag #ficacupuaçu. Foi o primeiro que provei:

Come come come come come

Come come come come come

Obrigada, Deus, por ter criado o cupuaçu. Obrigada, região norte brasileira, por ter a ideia de comer cupuaçu. Na versão “Tortelesca”, ele vem em forma de geleia e é misturado ao creme Tortelê, fazendo aquele mix salgado-doce-azedo que eu amo/sou. Pra finalizar, tem um pedaço de castanha-do-pará no topo, aquela maravilhosa castanha bem oleosa. Não senti muito a castanha dentro do doce, o sabor dela acaba não se sobressaindo tanto. Mas esse com certeza foi o meu mil folhas favorito, superou até o de morango.

Mil folhas de Cupuaçu <3

Mil folhas de Cupuaçu <3

Também provamos o Mil Folhas de Ninho com Creme de Avelã. O creme de Ninho é feito a partir do creme Tortelê que é como se fosse um creme de confeiteiro, sabe? Mais leve e fofo, não é textura de brigadeiro, não. Você pode até achar que a comunidade doceira está se aproveitando demais do leite ninho, porque agora tem sorvete, doce, docinho, bolo, recheio, sobremesa, trufa (deposite aqui sua versão) e VOCÊ ESTÁ CERTO! Não vou mentir, gosto muito de leite ninho, mas de uma maneira geral a galera CARREGA MUITO NO AÇÚCAR. Não façam isso, crianças. Não estraguem o leite ninho, ele é muito caro. O Mil folhas de Ninho foi escolha da minha irmã Alana, mas eu dei umas mordidas, porque a gente divide comida, não somos o Joey, de Friends.

Joey não divide comida (Reprodução Internet)

Joey não divide comida! (Reprodução Internet)

O sabor ninho com creme de avelã (Nutella hihihi) não é pesado nem doce demais. Alana achou “bem leve e gostoso e no tamanho ideal”. Vem com esse rolinho callebaut em cima pra ficar bonitim e um tiquim de cacau em pó por cima:

Ninho com creme de avelã

Ninho com creme de avelã

Talvez no tamanho grande ficasse um pouco doce demais para um só ser. Já mamãe não quis sair do tradicional e apostou no Morango com creme Tortelê, que já falei acima. Gosto da leveza do creme e do azedinho do morango (porque nunca comi um morango doce em Fortaleza, né, mores). Pra finalizar, açúcar de confeiteiro por cima, vejam:

Mil Folhas de Morango

Mil Folhas de Morango

Não pude deixar de provar a versão “mil folhas” salgada. É, na verdade, um salgado que eles já comercializam, mas em versão mini, o “Vol-au-vent”. O vol-au-vent é uma cestinha de massa folhada, como você pode ver na foto. Para o festival, foram desenvolvidos dois sabores: creme de salmão e mix de cogumelos. Não curto muito cogumelos (a versão deles é com creme de shitake e funghi), então optei pelo creme de salmão. Muito gostoso, temperadinho e com uma boa porção de recheio:

Vou-la-vent de salmão

Vou-la-vent de salmão

Mas… ficaria melhor bem quentinho, comemos em temperatura ambiente. O valor é um pouco acima dos doces, custa R$11,50, cada um. Os Mil Folhas versão mini custam  R$6,90! Não é barato, né, mas é um preço bem justo pela qualidade do produto.

Mil folhas de pistache

Mil folhas de pistache

No dia que fomos ainda tinha versão de Pistache (fiquei muito a fim, mas não cabia mais), mousse de doce de leite e maçã. Fiquei com vontade de provar (mas não tinha) a versão Romeu e Julieta (goiabadinha, amigos, quem curte?). Não sei em qual sequência são oferecidas, pois não estavam lá na vitrine, mas de acordo com a divulgação, existem 16 versões, entre elas: Baba de Moça com ameixa, Ninho com Oreo, Abacaxi com Coco e Brigadeiro com Morango. Os doces não estavam sendo recheados na hora, já estavam expostos, mas isso não comprometeu a crocância da massa. A Tortelê tem lojas na rua Vicente Leite, 1422 – Aldeota (funciona de segunda-feira a sábado, das 10h às 19h) e a Sul fica na Rua República da Armênia, 1170 – Água Fria (horário mais estendido, de Segunda a Domingo: 12:00 às 20:30).

Com amor e com fome,

Ariane

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Mil sabores em mil folhas

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

13 de novembro de 2016

Quem não gosta de açúcar em excesso (eu), certamente curte a misturinha doce+salgado dos mil folhas. O doce tem origem francesa e é feito com massa folhada e recheado geralmente com creme de confeiteiro. É comum encontrar em padarias, confeitarias e delicatessens e um dos meus preferidos é esse sabor aqui:

Mil folhas de morango com creme

Mil folhas de morango com creme (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Adoradora de uma sobremesa que sou (não é a toa que meus gatos se chama Suspiro e Biscoito) já conhecia os bolos, sobremesas e salgados da Tortelê (que é detentora da receita da melhor coxinha de frango com polenguinho da cidade, na minha humilde opinião de glutona). Eles já tinham o mil folhas de morango no cardápio em uma versão bem maior, que para mim só rolava se eu repartisse com minha mãe, que curte a sobremesa tanto quanto eu. Geralmente pedimos a sobremesa após a coxinha, ou seja, não cabe tanta coisa ao mesmo tempo nesse estomagozinho, não, então tínhamos que dividir, sim.

Aí eis que continuando a leva de Festivais (a confeitaria já realizou o Festival do Morango esse ano), está sendo realizado até o dia 30 de novembro o 2º Festival Mil Folhas! Agora com versões mini dos nosso queridos mil folhas e com uma gama muito maior de sabores!

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Ganhamos um voucher para saborear 3 sabores, mas pelo bem da humanidade foi necessário provar mais coisas. Levei minha irmã, Alana, e minha mãe, Regilane. Claro que compramos mais unidades com o único intuito de contar nossas impressões pra vocês, né? Não é porque a gente come muito, não.

O doce Mil Folhas, de acordo com a loja, é um dos produtos mais vendidos nas lojas Tortelê Aldeota e Sul. O tradicional é o de morangos frescos com creme Tortelê, mas com o festival, a cada semana é lançado um sabor novo no cardápio. Todos são criações da doceira Carolina Batista e a ideia é que eles só permaneçam no cardápio nesse mês de novembro. Mas, olha, eu já vou lançar a hashtag #ficacupuaçu. Foi o primeiro que provei:

Come come come come come

Come come come come come

Obrigada, Deus, por ter criado o cupuaçu. Obrigada, região norte brasileira, por ter a ideia de comer cupuaçu. Na versão “Tortelesca”, ele vem em forma de geleia e é misturado ao creme Tortelê, fazendo aquele mix salgado-doce-azedo que eu amo/sou. Pra finalizar, tem um pedaço de castanha-do-pará no topo, aquela maravilhosa castanha bem oleosa. Não senti muito a castanha dentro do doce, o sabor dela acaba não se sobressaindo tanto. Mas esse com certeza foi o meu mil folhas favorito, superou até o de morango.

Mil folhas de Cupuaçu <3

Mil folhas de Cupuaçu <3

Também provamos o Mil Folhas de Ninho com Creme de Avelã. O creme de Ninho é feito a partir do creme Tortelê que é como se fosse um creme de confeiteiro, sabe? Mais leve e fofo, não é textura de brigadeiro, não. Você pode até achar que a comunidade doceira está se aproveitando demais do leite ninho, porque agora tem sorvete, doce, docinho, bolo, recheio, sobremesa, trufa (deposite aqui sua versão) e VOCÊ ESTÁ CERTO! Não vou mentir, gosto muito de leite ninho, mas de uma maneira geral a galera CARREGA MUITO NO AÇÚCAR. Não façam isso, crianças. Não estraguem o leite ninho, ele é muito caro. O Mil folhas de Ninho foi escolha da minha irmã Alana, mas eu dei umas mordidas, porque a gente divide comida, não somos o Joey, de Friends.

Joey não divide comida (Reprodução Internet)

Joey não divide comida! (Reprodução Internet)

O sabor ninho com creme de avelã (Nutella hihihi) não é pesado nem doce demais. Alana achou “bem leve e gostoso e no tamanho ideal”. Vem com esse rolinho callebaut em cima pra ficar bonitim e um tiquim de cacau em pó por cima:

Ninho com creme de avelã

Ninho com creme de avelã

Talvez no tamanho grande ficasse um pouco doce demais para um só ser. Já mamãe não quis sair do tradicional e apostou no Morango com creme Tortelê, que já falei acima. Gosto da leveza do creme e do azedinho do morango (porque nunca comi um morango doce em Fortaleza, né, mores). Pra finalizar, açúcar de confeiteiro por cima, vejam:

Mil Folhas de Morango

Mil Folhas de Morango

Não pude deixar de provar a versão “mil folhas” salgada. É, na verdade, um salgado que eles já comercializam, mas em versão mini, o “Vol-au-vent”. O vol-au-vent é uma cestinha de massa folhada, como você pode ver na foto. Para o festival, foram desenvolvidos dois sabores: creme de salmão e mix de cogumelos. Não curto muito cogumelos (a versão deles é com creme de shitake e funghi), então optei pelo creme de salmão. Muito gostoso, temperadinho e com uma boa porção de recheio:

Vou-la-vent de salmão

Vou-la-vent de salmão

Mas… ficaria melhor bem quentinho, comemos em temperatura ambiente. O valor é um pouco acima dos doces, custa R$11,50, cada um. Os Mil Folhas versão mini custam  R$6,90! Não é barato, né, mas é um preço bem justo pela qualidade do produto.

Mil folhas de pistache

Mil folhas de pistache

No dia que fomos ainda tinha versão de Pistache (fiquei muito a fim, mas não cabia mais), mousse de doce de leite e maçã. Fiquei com vontade de provar (mas não tinha) a versão Romeu e Julieta (goiabadinha, amigos, quem curte?). Não sei em qual sequência são oferecidas, pois não estavam lá na vitrine, mas de acordo com a divulgação, existem 16 versões, entre elas: Baba de Moça com ameixa, Ninho com Oreo, Abacaxi com Coco e Brigadeiro com Morango. Os doces não estavam sendo recheados na hora, já estavam expostos, mas isso não comprometeu a crocância da massa. A Tortelê tem lojas na rua Vicente Leite, 1422 – Aldeota (funciona de segunda-feira a sábado, das 10h às 19h) e a Sul fica na Rua República da Armênia, 1170 – Água Fria (horário mais estendido, de Segunda a Domingo: 12:00 às 20:30).

Com amor e com fome,

Ariane