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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras

comer bem

Sobre serra, cafés, memórias e gastronomia

Por Ariane Cajazeiras em Viagens Gastronômicas

06 de dezembro de 2017

Desde criança meu destino preferido de férias é o Maciço de Baturité, aqui no Ceará. A apenas 2 horas de Fortaleza, as cidades são pacatas, lindas, com temperaturas amenas, rodeadas de mata atlântica e cheias de gente do bem, talentosa e querida. E, claro, rodeadas de sabores característicos.

Lembro bem do restaurante que ficava no local onde hoje está o Sabor Natural, bem no centro de Guaramiranga. Lá dona Alice, uma senhora simpática, servia comida caseira, quase na sala de casa. Em Pacoti, a antiga “Churrascaria Peixada”  (é isso mesmo que você está lendo), do seu Luís, hoje abriga a Pousada de Inverno, mas continua oferecendo a galinha caipira com aquele pirão maravilhoso que só tem lá. De sobremesa, muita rapadura, café coado, melão e banana à vontade. Assim como os restaurantes, os doces de jaca, banana e leite e ainda a banana desidratada são tradicionais por lá e acendem dentro de mim aquela lembrança aquecida de carinho, memórias e amor.

(Foto: Ariane Cajazeiras)

Com a chegada dos grandes eventos e festivais, as cidades do Maciço foram se expandindo, recebendo novos restaurantes, chefs de outras cidades, estados e até do mundo. E chefs de lá mesmo, que escolheram a cidade e suas tradições para disseminar a sua criatividade através da comida. Essa mistura do novo com o tradicional, das raízes da serra com a sofisticação, foi o que pude notar no Festival Serra, que ocorreu no último fim de semana no maciço.

O festival reuniu os municípios de Baturité, Mulungu, Guaramiranga e Pacoti com uma programação intensa e diversificada que incluiu não só restaurantes, mas também música, visitas guiadas ao patrimônio cultural, trilhas, a Rota Verde do Café e até economia e sustentabilidade, através de oficinas. O Le Chef Coxinha esteve lá a convite do SEBRAE e da organização.

Na programação, uma visita ao sítio São Roque, onde pudemos conhecer um pouquinho da cultura do café na região e seu processo de produção. Desde o ano passado, a Rota Verde do Café mapeia 10 locais que contam um pouco da história da produção do grão na serra e se propõem não só a oferecer um passeio turístico, mas também fortalecer e profissionalizar a distribuição do café da serra como um café de alto padrão. O Sítio São Roque é um desses locais, um negócio de família que abre as portas para visitação à casa antiga, toda enfeitada e conservada ao modo antigo, à máquina de 1949 que ainda hoje processa o grão do café, ao belo jardim cultivado e conservado no clima agradável da serra. Vale a pena, a visita!

Máquina de 1949 em pleno funcionamento no sítio São Roque (Foto: Ariane Cajazeiras)

Ao final, bolo e doce de banana e claro, muito café, o Atelier 1913, em duas versões que diferem em acidez e intensidade.

Café Amélia: forte como dona Amélia, a matriarca da família (Foto: Ariane Cajazeiras)

Após o São Roque, hora de conhecer um pouco sobre a forma como o caboclo do interior moía o café colhido. A Casa do Caboclo feita de barro continua conservada no terreno do Chalé Nosso Sítio, na entrada de Pacoti. Lá, um pilão feito a mão moía o grão torrado. No fogão a lenha, a chaleira fervia a água para mais uma rodada de café, dessa vez adoçado com raspas de rapadura.

Seu Maurício preparou o café moído na hora do pilão (Foto: Ariane Cajazeiras)

Fomos também convidados a participar de algumas aulas-show que iam ser ministradas pelo chef Charton Nogueira (do restaurante Suvaco de Cobra, do Montese, aqui em Fortaleza) e da chef Marie Anne Bauer (Le Marché, Fortaleza). Aproveito para passa a receita da massa do crepe de carne de Sol ensinada pelo chef Charton, segura aí:

MASSA PARA CREPE DO CHEF CHARTON:

  • 4 ovos
  • 300 ml de água
  • 300 ml de leite
  • 100 ml de cerveja pilsen
  • 300 g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de sal
  • 4 colheres de azeite

Você pode bater todos os ingredientes no liquidificador e assar em frigideira antiaderente dos dois lados. Se não for consumir na hora, adorei essa dica: você doura apenas um lado do crepe e o leva à geladeira. Na hora de servir, é só dourar o lado que falta e ele estará como feito na hora. Essa massa fica levíssima e crocante nas bordas. Gostei muito. O chef a recheou com carne de sol refogada na manteiga da terra e creme de queijo coalho. Um primor.

Crepe de carne de Sol do chef Charton (Foto: Ariane Cajazeiras)

À noite foi hora de aproveitar os menus especiais pensados por diversos chefs em restaurantes espalhados por Guaramiranga. O bacana é que por ser bem pequenininha, dá pra passar de um restaurante para outro rapidamente. Começamos com o Studio 70 Art & Bistrô, da chef e artista plástica Fernanda Alan. A noite foi comemorada com menu árabe e dança do ventre. O restaurante é charmosamente decorado com artes produzidas pela própria Fernanda. Fomos surpreendidos por um prato delicioso: picanha suína ao molho de café. A carne suculenta e o molho agridoce com sabor marcante vem acompanhada de arroz e batas coradas. Os kibes e esfihas estavam deliciosos, mas essa mistura de sabores levou os maiores elogios.

Carne Suína ao molho de café do Studio 70 (Foto: Ariane Cajazeiras)

Quem também adotou o café na receita, foi a chef Marie Anne, com o medalhão suíno com molho de café, este mais amargo. Junto a esse prato, foi servida uma carne suína com purê de jaca, fruta típica na região do Maciço.

No Sabor Natural, do chef espanhol (e médico atuando em Fortaleza) Juan Leon, teve até dançarina de flamenco para uma noite espanhola. Na foto, tapas espanholas de vários sabores.

O Concerto de Cordas encerrou o Festival Serra com Grupo Rio das Cordas no Mosteiro dos Jesuítas (em Baturité). Vida longa aos festivais que remexem, movimentam e revitalizam as lindas cidades do Maciço de Baturité! É sempre bom ter motivo pra voltar 🙂

Rio das Cordas (Foto: Ariane Cajazeiras)

 

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[SÉRIE ALEMANHA] Frühstück: o café da manhã

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

21 de Janeiro de 2017

Como boa amante da comida que sou, gosto muito de apreciar todas as refeições do dia. Uma das minhas preferidas é o café da manhã. É muito bom comer uma frutinha, tomar um bom café e comer um queijo e um pãozinho, não é? O café da manhã alemão não é tão diferente do nosso, é basicamente isso: pão, café, suco, fruta, ovo, frios. Mas tem algumas diferenças, no preparo e variação desses itens.

A variedade de pães e frios, por exemplo. Os pães são mais crocantes e firmes, tem poucos dos que a gente chama aqui no Ceará de “massa fina” ou “sovado”. Também é possível encontrar muitos pães “de fôrma”, aquelas fatias, em geral cheios de grãos, como o tradicional pão de centeio (que na versão de snack é um horror, não recomendo). É uma massa escura e bem densa, às vezes é feito bem fino com grãos moídos e pouco aparentes, às vezes como as fatias da foto abaixo, com os grãos inteiros. Pelas minhas pesquisas, ele é cozido em banho maria na umidade da própria massa por mais de 20 horas. Ele não leva fermento! O pão era feito com farinha de centeio que era a mais barata, lá pelo início da sua fabricação, nos anos 1450. Por isso era o mais consumido pelas classes mais pobres e rurais do país.

Pão de centeio: feito com cereais, é um pão bem denso

Pão de centeio (foto: internet)

Os pães alemães são muito diversos e tem em todo lugar uma boa variedade. Nas padarias, claro, mas também em supermercados, mercadinhos e até nos restaurantes das estações de trem. O meu preferido era esse pão da foto, cheio de sementes de papoula. Mas também tem muitos pães com outras sementes, com gergelim e amanteigados.

Pão com sementes de papoula (foto: Ariane Cajazeiras)

Os Brezel também são muito consumidos: são pãezinhos trançados crocantes em formato do que aqui no Brasil nós chamamos de Pretzel, mas com sabor bem diferente dos nossos Pretzels. Eles podem ser vendidos recheados com frios, maionese e folhas e acompanham os salsichões e cervejas tão queridos pelos alemães (sim, as cervejas são consumidas até pela manhã, nas estações de trem e quiosques). Mas o mais barato e mais vendido é o comum, sem recheio, amanteigado.

Brezel: diferente do nosso Pretzel (Foto: Internet)

Eu também fiquei maluca com a quantidade de queijos e presuntos! Queijo brie, queijo emental, queijos com pimenta e vários temperos, queijos de cabra e muitos queijos frescos. A preferência do paladar alemão é sempre pelos mais azedos. Eu me acabei mesmo foi no queijo brie, que aqui no Brasil é um absurdo de caro e lá é baratinho demais.

Foto: Ariane Cajazeiras

Pão com queijo brie e salame apimentado (Foto: Ariane Cajazeiras)

As mortadelas e os salames são muitos e de ótima qualidade. Até mesmo o da marca dos supermercados. E os alemães também comem o tradicional salsichão (são muitas variações, falo em outro post) no café da manhã. Fatiados e fritos ou inteiros dentro do pão. Tem pão com salsichão para vender em todo lugar que você vai. Nos cafés dos hoteis, geralmente mais sortidos, também tem patês de salsichão, creme azedo, queijo cremoso, patê de cebola e sempre, sempreeee tem ovo… mas cozido! E eles adoram toda uma parafernália para comer o ovo cozido: copinho para o ovo, saleiro, colherzinha. Não vi por lá, mas ouvi falar que existe até um utensílio para quebrar a casca de ovo, chamado de “Eierschalensollbruchstellenverursacher” (não se assuste, o alemão junta uma ruma de palavra numa só, isso significa em português maios ou menos “o causador da marca onde se deve quebrar a casca do ovo”).

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Destaque também para o patê de banha de porco, consumido principalmente na parte sul do país. Fomos a uma cidadezinha encantadora, chamada Rothenburg ob der Tauber. Nos hospedamos num hotelzinho que era uma fofura e com a MELHOR COMIDA DE TODOS OS TEMPOS. Só de pensar, já estou salivando. Ele ficava em uma cidade vizinha a Rothenburg, Steinsfeld, que é um município da Alemanha, no distrito de Ansbach, no estado da Baviera. A comida bávara é super lecker (muito deliciosa)! Queria morar na Baviera, sério. Nesse hotel, o Alte Schreinerei  a comida era feita de forma bem caseira e foi lá onde comi pela primeira vez o Schweineschmalz, que nada  mais é que um patê de banha de porco salgado e temperado com cebola. A primeira vista pode parecer nojento, mas depois que você quebra o preconceito… Tem uma textura bem gordurosa, claro, mas o tempero é muito leve e gostoso.

Schweineschmalz no Alte Schreinerei (que saudade). Foto: Ariane Cajazeiras

Café da manhã no Alte Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

A variedade de geleias e cremes de avelã também é um caso a parte. Elas são bem baratas no supermercado, você encontra um pote pequeno por menos de um euro! Os cremes de avelã variam, não tem só Nutella. E o potinho custa poucos euros, você encontra até por 2 eurinhos. É fácil engordar na Alemanha, não é?

Geleias e creme de avelã (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já as frutas, essas eu senti muita, muita falta. Não tem como compara com a variedade de frutas de um país tropical! Como estávamos na época do inverno, as opções eram ainda mais reduzidas e mais caras. Um suco de laranja fresca, por exemplo, custa uns 3 euros no supermercado (cerca de 10 reais por 300 ml de suco de laranja!). Por isso você encontra mais frutas secas ou em calda e sucos industrializados. O que para mim é o fim do mundo, já que eu amo fruta e amo suco natural. Nos cafés da manhã dos hoteis, o máximo de frutas frescas que você vai encontrar são as bananas e as maçãs. Encontramos mais variedade de frutas no mercado municipal, mas igualmente caras.

Mercado municipal de Frankfurt: quase 7 euros, meio quilo de morango! (Foto: Ariane Cajazeiras)

Suco industrializado (:() com mini muffins de mirtilo, chocolate e baunilhas (:D) (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para finalizar, outra decepção: o cafezinho. De um modo geral, o café por lá é bem fraco. Você não acha café coado, só expresso de máquina, de um modo geral. E os locais onde o café é servido coado, desapontam um pouco pelo sabor fraco e pouco marcante.

Nas cafeterias, são muitas opções: café latte, Milchkaffee (leite vaporizado com um pingo de café), Cappuccino, café com leite. E tem muitas cafeterias por um onde você passa, isso é ótimo. A gente parou em vários desses locais e experimentou muitos cafezinhos. Os alemães gostam muito de café, assim como nós, brasileiros. As bebidas não são necessariamente ruins, algumas são deliciosas! Mas sem dúvida o cafezinho simples daqui é bem mais forte e gostoso!

Starbucks: café caro e fraco, não recomendo. Esse era um chocolatequente com aroma de caramelo gostosinho (foto: Alana Cajazeiras)

É isso! Viajar é incrível. Viajar para provar sabores é mais incrível ainda! A viagem continua por anos e anos na nossa memória. No próximo post da série vou falar sobre DOCES. Bis bald (Até mais!)!

Com amor e com fome,

Ariane.

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É covardia!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

24 de outubro de 2016

Tudo começou com Ariane que era amiga de Caetano, que era amigo de Guilardo, Germano e Carol, que cozinhavam juntos, criavam receitas e de repente (não tão de repente) estavam recebendo amigos e semi-conhecidos no “quintal” de casa com um menu digno de restaurante. É esse o meu resumo do projeto Covardia Gastronômica, do qual tive a experiência de fazer parte no último fim de semana. E é assim que funciona mesmo: um que fala pro outro que pede pra participar também e assim o encontro gastronômico acaba funcionando como uma mistura de restaurante secreto e encontro de amigos que curtem comer bem. E bem mesmo, viu? São 4 pratos que fazem jus ao nome do projeto: uma verdadeira covardia!

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

O projeto é dos quatro amigos, alguns de infância: Caetano Neto, Carol Pinto, Germano Araújo e Guilardo Branco. Eles começaram a se reunir para desenvolver receitas numa brincadeira daquelas que agradam quem gosta de experimentar sabores. Uma maneira de executar pratos que eles não encontravam em restaurantes. A brincadeira cresceu e o Guilardo abriu as portas do aconchegante apartamento no bairro Aldeota para os amigos dos amigos.

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro, mas valeu!)

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro quem tirou, mas valeu!)

O jantar tem uma cara de reunião de amigos mesmo: você chega, apresenta-se ao porteiro e a porta do apezinho do primeiro andar já está aberta, com os “chefs” ali, no meio de todo mundo, executando os pratos ao som de Beatles. As mesas de pallets, as cadeiras, a iluminação: tudo foi improvisado pelo grupo para deixar o local com estrutura para receber pouco mais que uma dezena de pessoas confortavelmente. Os 4 tem profissões fora do mundo da gastronomia, mas Guilardo e Germano tomaram gosto e já estão se especializando na área.

Toda a comida servida no jantar foi feita pelos amigos (algo que todo restaurante devia fazer, não tem coisa mais enervante para mim que comer algo fora de casa com molho pronto ou pãozinho terceirizado). O cardápio, o segundo produzido pelo grupo, foi desenvolvido há dois meses e leva o nome de Le Vaquê, já que os 4 pratos levam produtos das vaquinhas na composição: seja carne, leite ou derivados.

Começamos com uma entrada de pão de soro de leite servido com manteiga ghee. O pão é produzido em casa, reaproveitando ingredientes nobres que seriam jogados fora, como é o caso do soro de leite e do malte das cervejas artesanais feitas pelo Guilardo: “Eu uso levain, uma cultura de fermento que eu mesmo cultivei e mantenho até agora. A fermentação do pão dura 24 horas, ao contrário dos pães comerciais que fermentam só de duas a três horas“, diz ele. A manteiga ghee, muito usada hoje por ser mais saudável, é uma manteiga caseira clarificada, com uma técnica que retira os resíduos. Eu amo pão e esse estava delicioso, casca firme e crocante, miolo macio e a manteiga ghee suave. Maaaaas, eu cheguei atrasada e comi só um pedacinho (parabéns pra mim).

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Depois chegou meu prato preferido da noite: labneh com batata assada. God bless as batatas. Batatas são os legumes mais deliciosos do mundo, amém. Essa veio do meu jeito preferido: assada com casca, sequinha por fora, macia por dentro, temperada com sal e umas ervinhas. Por cima bastante labneh, um queijo cremoso libanês. Foi temperado com sal, uma porção de cebolinha e raspas de limão siciliano (<3). Leve, azedinho e com sal na medida certa. Muitos corações para essa batata!

Labneh com batata assada

Labneh com batata assada (FOTO: Ariane Cajazeiras – no caso, eu)

O labneh tem uma técnica demorada de produção: produziu-se coalhada fresca a partir de 2 a 4 litros de leite, numa fermentação de 8 a 12 horas e uma lenta drenagem, que leva 2 ou 3 dias. O ponto é interrompido quando chega na textura correta. Depois tudo é armazenado em baixas temperaturas para chegar à minha querida batata assada e me fazer feliz.

Da esquerda pra direita: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

Da esquerda pra direita, meus companheiros de Covardia: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

O segundo prato foi o Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro. Apresentação de finas e macias fatias de lagarto em formato de rosa (bem bunitim) com vinagrete e uma pimenta biquinho para finalizar. Na base, um “chapéu de couro”, uma espécie de panquequinha/bolinho/bruaca de farinha de trigo e farinha de milho. A base absorveu um pouco do vinagrete e acabou se quebrando antes de ser devorada.

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

O terceiro prato também foi um dos meus preferidos, depois da batata. Picanha dos 5 sabores: picanha cozida em sous vide acompanhada por geleia de tangerina e farofa de bolacha. A carne, segundo o grupo, passa um dia maturando nos temperos e depois passa por um cozimento lento no sous vide e depois é finalizada no fogo a lenha, em uma churrasqueira lá no mesmo espaço em que estávamos.  Sous vide (oui, francês) quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por muito tempo, no caso cerca de 1 hora. A carne estava muuuuito macia e saborosa. Inclusive eram 4 pedaços de picanha, mas eu comi um antes de tirar a foto, não resisti.

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A farofinha é de bolacha salgada pilada com pedacinhos de bacon. Ela é misturada com a gordura do bacon que foi frito. Destaque para geleia de tangerina com pimenta que combina com essa folhinha de salsa aí, que não é só enfeite, dá um sabor especial. Quero um pote dessa geleia, por favor.

Pra finalizar: a sobremesa <3. Adoramos sobremesa, somos #teamsobremesa. Nada como um docinho depois de uma farrinha gastronômica, não é mesmo?

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A sobremesa agrada quem gosta de bastante açúcar. O Sexteto de Doce de Leite consiste em uma cesta de massa de canoli recheada com doce de leite e ganache e polvilhada com muita canela. O doce de leite tem um toque de flor de sal, mas eu queria ter sentido o gostinho dos cristais salgados, não consegui. A massa de canoli é bem dura e faz parte da experiência usar de violência para quebrá-la! Veja:

 

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Como eu consegui comer isso tudo? Falando bem muito e rindo bastante entre uma refeição e outra pra ir gastando as energias. A ideia é essa mesmo: conversar muito, rir, fazer amizade, comer bem, comer muito. É ou não é uma covardia?

Para saber mais, acesse o facebook do Covardia Gastronômica.

Com amor e com fome, 

Ariane

*A reportagem foi ao encontro a convite do grupo

 

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Oui, le chef está no Tribuna

Por Ariane Cajazeiras em Olá mundo

05 de outubro de 2016

Salut!
Espero que a introdução francesa tenha chamado a atenção, já que tivemos que recorrer ao google tradutor justamente pra chamar você pra cá, hehe! Somos uma dupla de jornalistas que adora comer. Depois de muito discutir restaurantes, ingredientes, receitas, sabores, pensamos: por que não colocar tudo isso em um blog?
Le Chef Coxinha tem essa proposta: falar de todo e qualquer tipo de comida. Da coxinha ao filé, do brigadeiro à Panna Cota. Sem preconceito, mas só se for com muito sabor <3. Aqui vamos contar nossa avaliação de restaurantes, padarias, nossas aventuras gastronômicas, dicas e avaliação de produtos achados em supermercados, mercearias e onde mais novidades aparecerem. Nossa vibe é comer bem! Se a sua também é, está convidado a se juntar à mesa conosco. Nosso e-mail é lechefcoxinha@gmail.com!
E pra você ficar sabendo um pouco mais quem nós somos, vamos nos apresentar:
Ariane Cajazeiras:
Eu e um hamburguinho modesto com pouco cheddar

Eu e um hamburguinho modesto com pouco cheddar

Jornalista com um pequeno estômago e uma grande fome. Gosto de comida artesanal, não curto molho pronto nem doce muito doce e percebo quando a comida foi feita sem amor. Gosto de tudo com café e sempre deixo espaço para a sobremesa. Adoro ler cardápio, invento de fazer receitas sem seguir as medidas e às vezes até que elas dão certo. Tastemade lover, vivo guardando receita pra fazer depois. Não tem como dizer qual meu  tipo de restaurante preferido, porque os únicos alimentos que não gosto são miúdos e alguns legumes. Adoro foto e posto foto de comida mesmo.
Iury Costa:
Iury fino em foto antiga - para uma mais atual vejam a do perfil do blog

Iury fino em foto antiga – para uma mais atual vejam a do perfil do blog, rs

 Jornalista (e amante de café, obviamente) desde um dia desses. Confeiteiro e barista em formação. Come especialmente bem. O que é a comida? Olha, além de manter a gente vivo e de pé, o ato de comer, ou melhor, estar ciente do que está a mastigar, ou melhor, aproveitar o que está levando à boca, é um processo mais que antropológico. É PRA-ZE-RO-SO! Não prometo um padrão. Pode ser dica, agendinha, curso, fit, comida baratinha, comida carinha. Só não vai deixar de ser um caderno de experiências, de um amador, no lindo (salgado e açucarado) mundo gastronômico.

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Oui, le chef está no Tribuna

Por Ariane Cajazeiras em Olá mundo

05 de outubro de 2016

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Espero que a introdução francesa tenha chamado a atenção, já que tivemos que recorrer ao google tradutor justamente pra chamar você pra cá, hehe! Somos uma dupla de jornalistas que adora comer. Depois de muito discutir restaurantes, ingredientes, receitas, sabores, pensamos: por que não colocar tudo isso em um blog?
Le Chef Coxinha tem essa proposta: falar de todo e qualquer tipo de comida. Da coxinha ao filé, do brigadeiro à Panna Cota. Sem preconceito, mas só se for com muito sabor <3. Aqui vamos contar nossa avaliação de restaurantes, padarias, nossas aventuras gastronômicas, dicas e avaliação de produtos achados em supermercados, mercearias e onde mais novidades aparecerem. Nossa vibe é comer bem! Se a sua também é, está convidado a se juntar à mesa conosco. Nosso e-mail é lechefcoxinha@gmail.com!
E pra você ficar sabendo um pouco mais quem nós somos, vamos nos apresentar:
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Eu e um hamburguinho modesto com pouco cheddar

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Jornalista com um pequeno estômago e uma grande fome. Gosto de comida artesanal, não curto molho pronto nem doce muito doce e percebo quando a comida foi feita sem amor. Gosto de tudo com café e sempre deixo espaço para a sobremesa. Adoro ler cardápio, invento de fazer receitas sem seguir as medidas e às vezes até que elas dão certo. Tastemade lover, vivo guardando receita pra fazer depois. Não tem como dizer qual meu  tipo de restaurante preferido, porque os únicos alimentos que não gosto são miúdos e alguns legumes. Adoro foto e posto foto de comida mesmo.
Iury Costa:
Iury fino em foto antiga - para uma mais atual vejam a do perfil do blog

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 Jornalista (e amante de café, obviamente) desde um dia desses. Confeiteiro e barista em formação. Come especialmente bem. O que é a comida? Olha, além de manter a gente vivo e de pé, o ato de comer, ou melhor, estar ciente do que está a mastigar, ou melhor, aproveitar o que está levando à boca, é um processo mais que antropológico. É PRA-ZE-RO-SO! Não prometo um padrão. Pode ser dica, agendinha, curso, fit, comida baratinha, comida carinha. Só não vai deixar de ser um caderno de experiências, de um amador, no lindo (salgado e açucarado) mundo gastronômico.