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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras

Experiências Gastronômicas

Hamburgão da zona oeste

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas, Hamburguer

16 de Fevereiro de 2017

Eu adoro achar lugares novos pertinho de casa. Morando na parte oeste da cidade, muito desprovida de bons restaurantes, fico ressentida de ter que me deslocar para lugares muito distantes de casa, muitas vezes lotados ou com estacionamento ruim, para apreciar uma comida boa. Mas a parte legal é que isso vem mudando, felizmente! os empresários já começam a investir em novas áreas, longe da “zona nobre”. Soube por meio de um amigo que o Jardim Guanabara, na zona oeste da cidade (pertinho da Vila Velha, Álvaro Weyne e adjacências) contava com uma nova hamburgueria com produtos muito bons, segundo ele, e hoje resolvemos provar: o Pacheco’s Burguer.

TIRIRICA burger: carne, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e salada fresca (Foto: Ariane Cajazeiras)

A hamburgueria é pequena, são poucas mesas espalhadas pela calçada mesmo. O espaço lembra um food truck, é bem descolado e tocou Beatles a noite inteira: curti. Chegando lá, batemos um papo rápido com o Pacheco, que abriu o espaço há três meses com a esposa. A “sra. Pacheco” (Tanna) é especializada em gastronomia, eles tinham a ideia de abrir um negócio juntos e resolveram investir no bairro de infância dele.

Pacheco’s Burguer (Foto: Divulgação)

O cardápio é simples, mas suficiente: são 10 petiscos, entre eles: bolinhas (que tem recheio de queijo a arraia e custam de 12 a 14 reais), onion rings, nachos, batata da casa (com cheddar e bacon) e até espetinhos (só 4,00, com molho e farofinha). Os sanduíches são 7 variedades e cada um leva o nome de um humorista cearense. Segundo o proprietário, tudo é feito na casa, os ingredientes são frescos. Éramos 5 e provamos os espetinhos (porção pequena e carne macia: uma boa entrada) e 4 burgers.

Optamos pelo TOMCAVALCANTE burguer (pão, carne de 180g, queijo mussarela e alface americana), TIRIRICA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e alface americana), ROCICLEIA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, tomate, bacon, cebola caramelizada, molho e alface americana) e o SEULUNGA burguer (que é basicamente o mesmo Rocicleia burguer, mas com ingredientes dobrados). O produto é muito bom: a carne é grossa, saborosa e bem temperada. Só esqueci de pedir pra vir mal passada (eles sugerem que você peça assim, tá escrito no cardápio, mas acabei esquecendo). Os ingredientes são frescos e de boa qualidade e os preços variam entre R$12 e R$22. Tem luvinhas de plástico para quem não quer sujar as mãos. Dá pra pedir adicionais de ingredientes, mas, acredite, o tamanho é suficiente.

Fazendo cara de Seu Lunga para fazer jus ao sandubão (Foto: Jefferson Sant’ana)

TIRIRICA e seus nachos. Todos os sandubas acompanham uma boa maionese temperada (Foto: Ariane Cajazeiras)

Uma crítica: a geleia de pimenta do meu TIRIRICA burguer, pareceu-me um pouco mascarada frente aos outros ingredientes, senti pouco o sabor dela.

Todos os sanduíches vêm acompanhados de uma pequena porção de batatas e uma boa maionese temperada. A apresentação também é legal: vem em uma tábua de carne de madeira. Entre as bebidas, existem 10 variedades de sucos e vitaminas, 13 cervejas (incluindo sem álcool) e refrigerantes. Não tem sobremesas!

Fiquei feliz em poder contar com mais um point bacana pertinho de casa! Vale a visita ao bom hamburgão da zona oeste. E fica a dica para os empresários: a zona oeste quer comer bem!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Quintal da Varjota: um espaço para se sentir em casa

Por Iury Costa em Eventos, Experiências Gastronômicas

10 de Fevereiro de 2017

Restaurante une boa comida e boa música, o que garante um espaço aconchegante

O Blog Le Chef Coxinha foi convidado para saborear os pratos do cardápio do Quintal da Varjota, que é assinado pelo Chef Rafael Iori. O restaurante abriu há poucos meses, mas já se consolidou como um dos destaques da noite (e da tarde) de Fortaleza, principalmente para quem procura boa comida, bom atendimento, e bom espaço.

 

O local

Escolher o bairro Varjota, em Fortaleza, para instalar a casa, já é, de quebra, escolher elegância e boa localização. O bairro é reduto de extensos corredores gastronômicos, que se expandem a cada dia. E o Quintal da Varjota abre mais um desses corredores. O espaço se localiza na avenida Antônio Justa, quase esquina com a rua Frei Mansueto. Ao chegar no local, ficamos logo encantados com a beleza. Carro entregue ao manobrista, partimos para conhecer o Quintal.

Pensado para ser bem aconchegante, para casais e amigos se reunirem, como se estivessem em casa (daí o nome), o restaurante possui dois ambientes: o salão climatizado e o salão do Quintal.

O salão climatizado, com capacidade para até 80 pessoas, é mais reservado. Pensado, principalmente, para casais, que querem um espaço mais tranquilo. Ou também para amigos que querem uma conversa mais íntima. Já o salão do Quintal é o espaço aberto, e tem capacidade para até 200 pessoas. É o lugar do bate-papo descontraído, e também de acompanhar as apresentações musicais (cada dia da semana é um ritmo diferente).

Foto: acervo Quintal da Varjota

A Comida

A apresentação do Le Chef Coxinha ao mundo do Quintal da Varjota foi durante lançamento do novo menu, assinado pelo chef Iori. Menu esse recheado de criações de Iori, que sabe misturar ingredientes da terra com itens de alta gastronomia. E ainda com um toque único, o tal segredo do chef. Provamos alguns petiscos. Deliciosos. Destaque para alguns:

O bolinho do Agreste, com flocos de tapioca e recheado com carne do sol desfiada ao catupiry e nata, acompanhado de melaço de cana e sake. Crocância no ponto, mas os flocos de tapioca impulsionam isso. A carne do sol, com sabor intenso. O sal, típico, é reduzido por conta do catupiry e da nata.

Foto: Iury Costa

Fish and Chip’s, cubos de sirigado envoltos em uma crocante massa de tempurá, acompanhados com batatas chips e molho tártaro. O molho dá um toque especial ao sabor do sirigado.

Foto: Iury Costa

Ceviche de jacaré, com molho cítrico de limão e lima da pérsia. Experiência única de provar carne de jacaré. Passado o momento do susto, percebemos que é uma carne bem mais fibrosa que as de costume.  Além disso, bem esbranquiçada.

Foto: Iury Costa

Filé do Quintal ao Crispy de Parma, medalhões de filé banhados em um molho secreto do chef, com presunto tipo parma e shimeji, acompanhado de spaghetti na manteiga. A massa é neutra. Talvez intencional, para que o sabor do filé tome todo o prato. A carne, por outro lado, delicada, ao ponto, e, com o molho incorporado, extremamente saborosa.

 

Bebidas

As bebidas de qualidade também fazem parte do charme do Quintal da Varjota. Escolhidas por especialista, harmonizaram perfeitamente com os pratos. Destaque para:

Suco de pitaya, que possui uma cor linda, já convidativa para ser tomado. Doce da fruta.

Foto: Iury Costa

Espumante Vértice Rosé, português da região do Douro. Sabor delicado, que harmonizou maravilhosamente bem com a carne marcante do ceviche de jacaré.

Cervejas Baden Baden, de Campos do Jordão. Opções com toque de caramelo, ou mais cítrica. Pelo sabor, você sente como a cerveja é feita com cuidado, em com ingredientes selecionados.

Foto: Iury Costa

 

Opinião

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, o Quintal da Varjota conseguiu ganhar destaque na cena da gastronomia (e noite) cearense. Boas misturas, bons ingredientes garantem grandes experiências gustativas. O espaço: a ideia de deixar como um quintal de casa realmente foi alcançada. Embora em um ambiente refinado, conseguimos sentir uma intimidade com o local, justamente como em um quintal, onde os amigos se reúnem para uma roda de conversa, regada a cerveja e bons pratos.

 

Serviço

Quintal da Varjota – Av. Antônio Justa, 3525

Funcionamento: segunda e quarta, das 11h às 15h; terça e quinta, das 11h à meia-noite; sexta e sábado, das 11h às 02h; domingos, de 12h à meia-noite.

Reservas: (85) 3109.3333

@quintaldavarjota

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[SÉRIE ALEMANHA] Qual o doce mais doce?

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

31 de Janeiro de 2017

Hallo Leute! Oi pessoal! Qual o doce mais doce que o doce de batata doce? Não sei, mas o doce menos doce é o que mais me agrada. E é por isso que fui muito feliz com os doces alemães. Pra começo de conversa é bom lembrar que na Europa não e fácil nem comum achar leite condensado, doce de leite.

Aqui no Brasil o brigadeiro é algo tão absurdamente comum (e cá pra nós, ô coisa maravilhosa) que fica difícil imaginar bolos, tortas, doces, sem o leite condensado, né? Quero deixar claro que amo os doces brasileiros. Nossos docinhos têm lugar cativo no meu cardápio e coração, mas se a culinária alemã pode não agradar alguns, os doces são um caso à parte. Como tenho muitos doces pra comentar, vou dividir esse post em dois, espero que gostem 🙂

Melhor torta de mirtilo que já comi na vida no dia mais frio da viagem (Foto: Alana Cajazeiras)

Usa-se muito maçãs, frutas do bosque (morango, framboesa, groselha, mirtilo), oleaginosas como a amêndoa, marzipã, açúcar de confeiteiro, chantilly e creme. Também tem muitos pães e biscoitos com açúcar, chocolate, castanhas e/ou frutas. E, claro, os maravilhosos, finos, diversos, baratos, chocolates.

Os cheesecakes (Käsekuchen) também são muito comuns por lá e são vendidos de diversas formas, geralmente no formato retangular. Tem praticamente em toda padaria alemã. Apesar de ter o queijo como base, a torta alemã é bastante diferente da versão americana, mais leve e aerada. A base da torta não é o cream cheese (base da torta americana), mas o quark, um queijo fresco de vaca que tem consistência um pouco mais densa que a do iogurte, é mais azedo e menos denso e gorduroso que o cream cheese. Peço perdão por postar algumas fotos pescadas da internet, mas os alemães não gostam que a gente tire foto das feirinhas e vitrines, eu vivia levando carão :(.

Torta de queijo alemã! (Foto: internet)

Nas feirinhas, ou mercados de Natal, é comum ter uma barraquinha com doces típicos alemães. No Natal tem biscoitos típicos, como esses de coração com nomes no meio. Também tem sacos de magenbrot, que são como um pãozinho macio, esponjoso, leve e com uma camada fina e crocante glaçada por fora. Eles são da família dos deliciosos lebkuchen, que são biscoitinhos também macios de mel e especiarias. É comum chegar nos locais e ter biscoitinhos te esperando na recepção :).

Biscoitos caseiros grátis na pousada Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

Também tem usualmente uma barraquinha como essa da foto, com muitas espécies de mini-chocolatinhos recheados das mais deliciosas coisas.

Chocolatinhos em Frankfurt (Foto: Ariane Cajazeiras)

Caramelo salgado! (Foto: Ariane Cajazeiras)

(Stern Praliné: chocolatinho com um estrela de chocolate branco e praliné)

Os doces abaixo são como os que aqui no Brasil a gente conhece como Nhá Benta: são bases de biscoito com marshmallow por cima e cobertas com chocolate branco, preto… Em alemão, chama-se Schokoküss, ou beijo de chocolate. O recheio é mais levinho, menos açucarado, mais aerado e o a camada de chocolate muito fina e mais gordurosa que o chocolate alemão costuma ser, porque precisa ser fininho e não derreter tão fácil. Eles também tem versões com recheio de marshmallow com morango, vinho (Glühwein, que é um vinho típico bem doce), etc etc etc.

O sorvetinho parece uma moreninha, né? hahaha (Foto: Ariane Cajazeiras)

A minha maior paixão eram esses pãezinhos que lembram bolinhos de chuva ou pequenos sonhos, que em Frankfurt se chamam Berliner. É uma massa frita, coberta de açúcar e recheada com geleia de fruta vermelha. Além de ter em quase toda esquina (cafés, padarias, mercadinhos, estações, etc) são deliciosos e muito baratos.

Comendo Berliner não sei se de manhã ou de noite – kkk – bem pertinho da estação de trem em Frankfurt (Foto: Alana Cajazeiras)

Para não dizer que só falei de flores, recomendo não gastar dinheiro com as Schneeballen. Traduzindo: bolas de neve. São doces tradicionais do sul da Alemanha que são largamente divulgados como um você-tem-que-provar quando viaja para alguns lugares. A Schneeball existe há pelo menos 300 anos, mas antigamente era servido apenas em ocasiões especiais e casamentos. Hoje é a assinatura da cidade de Rothenburg ob der Tauber, onde estivemos. Mas não tem nada demais… É uma bola de uns 10 cm feita de farinha de trigo, ovos, manteiga, e cachaça de ameixa. A massa não leva fermento para não estufar. A bolinha é frita e coberta com açúcar de confeiteiro, por isso o nome Bola de Neve. Mas hoje em dia você as acha cobertas como tudo que possa imaginar: chocolate, pistache, marzipã, amêndoas. A massa salgada, simples e quebradiça não ganhou meu coração.

Feliz, antes de provar (Foto: Francisco Cajazeiras)

Uma vitrine tentadora de Schneeballen (Foto: Internet)

No próximo post vou falar da alcoólica torta floresta negra, das tortas de frutas vermelhas, dos chocolates de supermercado (amor verdadeiro, amor eterno), a pegadinha do brigadeiro alemão e ainda o desejado strudel de maçã (Apfelstrudel). Auf Wiedersehen!

Com amor e com fome,

Ariane.

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São Luiz promoveu Workshop e Degustação da marca espanhola Josep Llorens

Por Caetano Neto em Experiências Gastronômicas

29 de Janeiro de 2017

Na terça-feira, 24 de janeiro, o Mercadinho São Luiz promoveu na unidade da Santos Dumont um Workshop e Degustação de frios da marca Josep Llorens. O proprietário da marca, Josep Rámon Llorens, foi o facilitador do Workshop.

Dentre todos os produtos da marca o workshop foi direcionado ao Jamón Serrano. Produto em que o animal vive durante 14 meses. A peça é coberta por sal para maturar pelo mesmo número de dias que o peso em quilos e matura por 24 meses. Sr. Josep comentou que a diferença em relação ao mercado é que a grande maioria da concorrência deixa maturando por apenas 12 meses.

No Workshop, também foram citados os benefícios do jamón, dentre eles:

O jamón é uma rica fonte de ácidos graxos, destacar o ácido oleico, o que ajuda a melhorar os níveis de reduzindo o LDL (mau colesterol) e aumentando o HDL (colesterol bom). É a gordura mais saudável de todas as gorduras animais conhecidas, sendo inclusive mais saudável que algumas das gorduras de origem vegetal.

Também é rico em vitaminas em proteínas, vitamina B1, B6, B12 e vitamina E. Essa última vitamina, um poderoso anti-oxidante. E também é rico em ferro, cálcio, zinco, magnésio, fósforo e selenio. 100g de jamón proporciona menos de 250 calorias, aproximadamente o mesmo valor de um pãozinho.

Workshop São Luiz Josep Llorens

Para o consumo do jamón, a dica foi de antes de iniciar a mastigação deixar o jamón na boca e salivar. Realmente, parece que se abrem novos sabores. Acho que para mim, a grande diferença da peça de jamón em relação a qualquer outra peça de carne é que, durante a mastigação, o sabor não diminui ou se perde na sua boca.

Para abrir sua peça de jamón serrano, o Sr. Josep deu a dica de só tirar a capa de gordura que reveste a carne que você vai degustar e retirar a gordura em lascas grandes. Não descartar essas lascas de gordura, como a peça pode passar de três a seis meses válida para o consumo, as lascas de gordura pode ser reutilizada para proteção da carne.

Sr. Josep Llorens também declarou que espera mesmo nosso país estando em crise, espera um crescimento no Brasil de 35% em 2017. Espera lançar em 2017 produtos da marca que ainda não chegaram aqui, Tapas e Pata Negra foram produtos citados.

Josep Llorens

Os produtos da Josep Llorens podem ser encontrados em Fortaleza nos Mercadinhos São Luiz

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[SÉRIE ALEMANHA] Frühstück: o café da manhã

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

21 de Janeiro de 2017

Como boa amante da comida que sou, gosto muito de apreciar todas as refeições do dia. Uma das minhas preferidas é o café da manhã. É muito bom comer uma frutinha, tomar um bom café e comer um queijo e um pãozinho, não é? O café da manhã alemão não é tão diferente do nosso, é basicamente isso: pão, café, suco, fruta, ovo, frios. Mas tem algumas diferenças, no preparo e variação desses itens.

A variedade de pães e frios, por exemplo. Os pães são mais crocantes e firmes, tem poucos dos que a gente chama aqui no Ceará de “massa fina” ou “sovado”. Também é possível encontrar muitos pães “de fôrma”, aquelas fatias, em geral cheios de grãos, como o tradicional pão de centeio (que na versão de snack é um horror, não recomendo). É uma massa escura e bem densa, às vezes é feito bem fino com grãos moídos e pouco aparentes, às vezes como as fatias da foto abaixo, com os grãos inteiros. Pelas minhas pesquisas, ele é cozido em banho maria na umidade da própria massa por mais de 20 horas. Ele não leva fermento! O pão era feito com farinha de centeio que era a mais barata, lá pelo início da sua fabricação, nos anos 1450. Por isso era o mais consumido pelas classes mais pobres e rurais do país.

Pão de centeio: feito com cereais, é um pão bem denso

Pão de centeio (foto: internet)

Os pães alemães são muito diversos e tem em todo lugar uma boa variedade. Nas padarias, claro, mas também em supermercados, mercadinhos e até nos restaurantes das estações de trem. O meu preferido era esse pão da foto, cheio de sementes de papoula. Mas também tem muitos pães com outras sementes, com gergelim e amanteigados.

Pão com sementes de papoula (foto: Ariane Cajazeiras)

Os Brezel também são muito consumidos: são pãezinhos trançados crocantes em formato do que aqui no Brasil nós chamamos de Pretzel, mas com sabor bem diferente dos nossos Pretzels. Eles podem ser vendidos recheados com frios, maionese e folhas e acompanham os salsichões e cervejas tão queridos pelos alemães (sim, as cervejas são consumidas até pela manhã, nas estações de trem e quiosques). Mas o mais barato e mais vendido é o comum, sem recheio, amanteigado.

Brezel: diferente do nosso Pretzel (Foto: Internet)

Eu também fiquei maluca com a quantidade de queijos e presuntos! Queijo brie, queijo emental, queijos com pimenta e vários temperos, queijos de cabra e muitos queijos frescos. A preferência do paladar alemão é sempre pelos mais azedos. Eu me acabei mesmo foi no queijo brie, que aqui no Brasil é um absurdo de caro e lá é baratinho demais.

Foto: Ariane Cajazeiras

Pão com queijo brie e salame apimentado (Foto: Ariane Cajazeiras)

As mortadelas e os salames são muitos e de ótima qualidade. Até mesmo o da marca dos supermercados. E os alemães também comem o tradicional salsichão (são muitas variações, falo em outro post) no café da manhã. Fatiados e fritos ou inteiros dentro do pão. Tem pão com salsichão para vender em todo lugar que você vai. Nos cafés dos hoteis, geralmente mais sortidos, também tem patês de salsichão, creme azedo, queijo cremoso, patê de cebola e sempre, sempreeee tem ovo… mas cozido! E eles adoram toda uma parafernália para comer o ovo cozido: copinho para o ovo, saleiro, colherzinha. Não vi por lá, mas ouvi falar que existe até um utensílio para quebrar a casca de ovo, chamado de “Eierschalensollbruchstellenverursacher” (não se assuste, o alemão junta uma ruma de palavra numa só, isso significa em português maios ou menos “o causador da marca onde se deve quebrar a casca do ovo”).

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Destaque também para o patê de banha de porco, consumido principalmente na parte sul do país. Fomos a uma cidadezinha encantadora, chamada Rothenburg ob der Tauber. Nos hospedamos num hotelzinho que era uma fofura e com a MELHOR COMIDA DE TODOS OS TEMPOS. Só de pensar, já estou salivando. Ele ficava em uma cidade vizinha a Rothenburg, Steinsfeld, que é um município da Alemanha, no distrito de Ansbach, no estado da Baviera. A comida bávara é super lecker (muito deliciosa)! Queria morar na Baviera, sério. Nesse hotel, o Alte Schreinerei  a comida era feita de forma bem caseira e foi lá onde comi pela primeira vez o Schweineschmalz, que nada  mais é que um patê de banha de porco salgado e temperado com cebola. A primeira vista pode parecer nojento, mas depois que você quebra o preconceito… Tem uma textura bem gordurosa, claro, mas o tempero é muito leve e gostoso.

Schweineschmalz no Alte Schreinerei (que saudade). Foto: Ariane Cajazeiras

Café da manhã no Alte Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

A variedade de geleias e cremes de avelã também é um caso a parte. Elas são bem baratas no supermercado, você encontra um pote pequeno por menos de um euro! Os cremes de avelã variam, não tem só Nutella. E o potinho custa poucos euros, você encontra até por 2 eurinhos. É fácil engordar na Alemanha, não é?

Geleias e creme de avelã (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já as frutas, essas eu senti muita, muita falta. Não tem como compara com a variedade de frutas de um país tropical! Como estávamos na época do inverno, as opções eram ainda mais reduzidas e mais caras. Um suco de laranja fresca, por exemplo, custa uns 3 euros no supermercado (cerca de 10 reais por 300 ml de suco de laranja!). Por isso você encontra mais frutas secas ou em calda e sucos industrializados. O que para mim é o fim do mundo, já que eu amo fruta e amo suco natural. Nos cafés da manhã dos hoteis, o máximo de frutas frescas que você vai encontrar são as bananas e as maçãs. Encontramos mais variedade de frutas no mercado municipal, mas igualmente caras.

Mercado municipal de Frankfurt: quase 7 euros, meio quilo de morango! (Foto: Ariane Cajazeiras)

Suco industrializado (:() com mini muffins de mirtilo, chocolate e baunilhas (:D) (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para finalizar, outra decepção: o cafezinho. De um modo geral, o café por lá é bem fraco. Você não acha café coado, só expresso de máquina, de um modo geral. E os locais onde o café é servido coado, desapontam um pouco pelo sabor fraco e pouco marcante.

Nas cafeterias, são muitas opções: café latte, Milchkaffee (leite vaporizado com um pingo de café), Cappuccino, café com leite. E tem muitas cafeterias por um onde você passa, isso é ótimo. A gente parou em vários desses locais e experimentou muitos cafezinhos. Os alemães gostam muito de café, assim como nós, brasileiros. As bebidas não são necessariamente ruins, algumas são deliciosas! Mas sem dúvida o cafezinho simples daqui é bem mais forte e gostoso!

Starbucks: café caro e fraco, não recomendo. Esse era um chocolatequente com aroma de caramelo gostosinho (foto: Alana Cajazeiras)

É isso! Viajar é incrível. Viajar para provar sabores é mais incrível ainda! A viagem continua por anos e anos na nossa memória. No próximo post da série vou falar sobre DOCES. Bis bald (Até mais!)!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Novidades no Le Chef!

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas, Vejo comida em todo lugar

16 de Janeiro de 2017

Bonjour! É tempo de se reinventar!

Quando surgiu a ideia de montar o Le Chef Coxinha, não tivemos tempo de organizar as ideias. Quando nos ofereceram a possibilidade de hospedar o blog no portal “Tribuna do Ceará”, decidimos, meio que no impulso, criar essa página. Unimos nossas paixões por gastronomia, e decidimos enfrentar o mundo.

Como tudo que dá certo surge por impulso, estamos agora, já com a carruagem em movimento, concatenando as ideias, e definindo nossas bases editoriais e de conteúdo. Com essas novas definições, em constante transformação, trouxemos novidades para você, querido leitor!

 

Nova identidade visual

Como parte do nosso direcionamento daqui para frente, pensamos em criar uma identidade, principalmente para ajudar o leitor a nos identificar mais facilmente. Surge a nossa logo! Com cara de menu de bistrô parisiense, a nossa identidade tem a nossa cara, já que percorremos desde a alta gastronomia, até às comidinhas de rua. Todas com sabor.

 

Novo colaborador

Para manter a qualidade do blog, além de uma periodicidade das postagens, decidimos abrir espaço para mais um colaborador, que vai somar conosco as experiências gastronômicas: Caetano Neto.

Nosso novo parceiro é designer por formação, mas apaixonado por gastronomia. Tentando apurar o paladar a cada dia, arrisca algumas receitas na cozinha de vez em quando. Tocou com alguns amigos o projeto “Covardia Gastronômica”, que reúne parceiros para um papo, com comidas preparadas por eles próprios. Bem-vindo, Caetano.

 

Prometemos melhorar a cada dia. Mas, acima de tudo, prometemos manter você com água na boca, e com vontade de provar as delícias que postamos! Au revoir!

Instagram: @lechefcoxinha

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Alemanha: uma série

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

12 de Janeiro de 2017

Três quilos a mais e um mês de férias depois, eis que volto para escrever para o Le Chef Coxinha, dessa vez com algumas experiências colhidas no Velho Mundo, em um país muito querido pra mim: Deutschland!

Fomos em família à querida e fria Alemanha no período de dezembro, comecinho do inverno e ainda o período dos tradicionais Mercados de Natal.

A bela e fria Frankfurt

Vou tentar resumir em alguns posts aqui no blog o que comemos, o que provamos, o que bebemos. As delícias das feirinhas, a vontade de morar no supermercado, os chocolates deliciosos e baratíssimos, as tortas com menos açúcar e mais sabor, a incrível variedade de pães deliciosos, a forma plural de usar a batata… enfim. Já estou com saudade só de falar. Afinal, a comida é também um meio de conhecer culturas diferentes, não é?!

Pão com linguiça: comida que tem em todo lugar da Alemanha

Como estivemos no inverno, é importante lembrar que a variedade de frutas não é tão grande, então eu senti muita falta de umas frutinhas frescas e da nossa variedade tropical… No próximo post dessa série querida vou falar mais sobre isso, já que vou começar por uma das minhas refeições preferidas: frühstuck (café da manhã!). Espero que vocês se animem para revisitar a bela Alemanha comigo. Até logo, ou como dizem os alemães, bis Bald!

Com amor e com fome,

Ariane

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Mil sabores em mil folhas

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

13 de novembro de 2016

Quem não gosta de açúcar em excesso (eu), certamente curte a misturinha doce+salgado dos mil folhas. O doce tem origem francesa e é feito com massa folhada e recheado geralmente com creme de confeiteiro. É comum encontrar em padarias, confeitarias e delicatessens e um dos meus preferidos é esse sabor aqui:

Mil folhas de morango com creme

Mil folhas de morango com creme (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Adoradora de uma sobremesa que sou (não é a toa que meus gatos se chama Suspiro e Biscoito) já conhecia os bolos, sobremesas e salgados da Tortelê (que é detentora da receita da melhor coxinha de frango com polenguinho da cidade, na minha humilde opinião de glutona). Eles já tinham o mil folhas de morango no cardápio em uma versão bem maior, que para mim só rolava se eu repartisse com minha mãe, que curte a sobremesa tanto quanto eu. Geralmente pedimos a sobremesa após a coxinha, ou seja, não cabe tanta coisa ao mesmo tempo nesse estomagozinho, não, então tínhamos que dividir, sim.

Aí eis que continuando a leva de Festivais (a confeitaria já realizou o Festival do Morango esse ano), está sendo realizado até o dia 30 de novembro o 2º Festival Mil Folhas! Agora com versões mini dos nosso queridos mil folhas e com uma gama muito maior de sabores!

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã

Alana em um relacionamento sério com o mil folhas de ninho com creme de avelã (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Ganhamos um voucher para saborear 3 sabores, mas pelo bem da humanidade foi necessário provar mais coisas. Levei minha irmã, Alana, e minha mãe, Regilane. Claro que compramos mais unidades com o único intuito de contar nossas impressões pra vocês, né? Não é porque a gente come muito, não.

O doce Mil Folhas, de acordo com a loja, é um dos produtos mais vendidos nas lojas Tortelê Aldeota e Sul. O tradicional é o de morangos frescos com creme Tortelê, mas com o festival, a cada semana é lançado um sabor novo no cardápio. Todos são criações da doceira Carolina Batista e a ideia é que eles só permaneçam no cardápio nesse mês de novembro. Mas, olha, eu já vou lançar a hashtag #ficacupuaçu. Foi o primeiro que provei:

Come come come come come

Come come come come come

Obrigada, Deus, por ter criado o cupuaçu. Obrigada, região norte brasileira, por ter a ideia de comer cupuaçu. Na versão “Tortelesca”, ele vem em forma de geleia e é misturado ao creme Tortelê, fazendo aquele mix salgado-doce-azedo que eu amo/sou. Pra finalizar, tem um pedaço de castanha-do-pará no topo, aquela maravilhosa castanha bem oleosa. Não senti muito a castanha dentro do doce, o sabor dela acaba não se sobressaindo tanto. Mas esse com certeza foi o meu mil folhas favorito, superou até o de morango.

Mil folhas de Cupuaçu <3

Mil folhas de Cupuaçu <3

Também provamos o Mil Folhas de Ninho com Creme de Avelã. O creme de Ninho é feito a partir do creme Tortelê que é como se fosse um creme de confeiteiro, sabe? Mais leve e fofo, não é textura de brigadeiro, não. Você pode até achar que a comunidade doceira está se aproveitando demais do leite ninho, porque agora tem sorvete, doce, docinho, bolo, recheio, sobremesa, trufa (deposite aqui sua versão) e VOCÊ ESTÁ CERTO! Não vou mentir, gosto muito de leite ninho, mas de uma maneira geral a galera CARREGA MUITO NO AÇÚCAR. Não façam isso, crianças. Não estraguem o leite ninho, ele é muito caro. O Mil folhas de Ninho foi escolha da minha irmã Alana, mas eu dei umas mordidas, porque a gente divide comida, não somos o Joey, de Friends.

Joey não divide comida (Reprodução Internet)

Joey não divide comida! (Reprodução Internet)

O sabor ninho com creme de avelã (Nutella hihihi) não é pesado nem doce demais. Alana achou “bem leve e gostoso e no tamanho ideal”. Vem com esse rolinho callebaut em cima pra ficar bonitim e um tiquim de cacau em pó por cima:

Ninho com creme de avelã

Ninho com creme de avelã

Talvez no tamanho grande ficasse um pouco doce demais para um só ser. Já mamãe não quis sair do tradicional e apostou no Morango com creme Tortelê, que já falei acima. Gosto da leveza do creme e do azedinho do morango (porque nunca comi um morango doce em Fortaleza, né, mores). Pra finalizar, açúcar de confeiteiro por cima, vejam:

Mil Folhas de Morango

Mil Folhas de Morango

Não pude deixar de provar a versão “mil folhas” salgada. É, na verdade, um salgado que eles já comercializam, mas em versão mini, o “Vol-au-vent”. O vol-au-vent é uma cestinha de massa folhada, como você pode ver na foto. Para o festival, foram desenvolvidos dois sabores: creme de salmão e mix de cogumelos. Não curto muito cogumelos (a versão deles é com creme de shitake e funghi), então optei pelo creme de salmão. Muito gostoso, temperadinho e com uma boa porção de recheio:

Vou-la-vent de salmão

Vou-la-vent de salmão

Mas… ficaria melhor bem quentinho, comemos em temperatura ambiente. O valor é um pouco acima dos doces, custa R$11,50, cada um. Os Mil Folhas versão mini custam  R$6,90! Não é barato, né, mas é um preço bem justo pela qualidade do produto.

Mil folhas de pistache

Mil folhas de pistache

No dia que fomos ainda tinha versão de Pistache (fiquei muito a fim, mas não cabia mais), mousse de doce de leite e maçã. Fiquei com vontade de provar (mas não tinha) a versão Romeu e Julieta (goiabadinha, amigos, quem curte?). Não sei em qual sequência são oferecidas, pois não estavam lá na vitrine, mas de acordo com a divulgação, existem 16 versões, entre elas: Baba de Moça com ameixa, Ninho com Oreo, Abacaxi com Coco e Brigadeiro com Morango. Os doces não estavam sendo recheados na hora, já estavam expostos, mas isso não comprometeu a crocância da massa. A Tortelê tem lojas na rua Vicente Leite, 1422 – Aldeota (funciona de segunda-feira a sábado, das 10h às 19h) e a Sul fica na Rua República da Armênia, 1170 – Água Fria (horário mais estendido, de Segunda a Domingo: 12:00 às 20:30).

Com amor e com fome,

Ariane

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É covardia!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

24 de outubro de 2016

Tudo começou com Ariane que era amiga de Caetano, que era amigo de Guilardo, Germano e Carol, que cozinhavam juntos, criavam receitas e de repente (não tão de repente) estavam recebendo amigos e semi-conhecidos no “quintal” de casa com um menu digno de restaurante. É esse o meu resumo do projeto Covardia Gastronômica, do qual tive a experiência de fazer parte no último fim de semana. E é assim que funciona mesmo: um que fala pro outro que pede pra participar também e assim o encontro gastronômico acaba funcionando como uma mistura de restaurante secreto e encontro de amigos que curtem comer bem. E bem mesmo, viu? São 4 pratos que fazem jus ao nome do projeto: uma verdadeira covardia!

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

O projeto é dos quatro amigos, alguns de infância: Caetano Neto, Carol Pinto, Germano Araújo e Guilardo Branco. Eles começaram a se reunir para desenvolver receitas numa brincadeira daquelas que agradam quem gosta de experimentar sabores. Uma maneira de executar pratos que eles não encontravam em restaurantes. A brincadeira cresceu e o Guilardo abriu as portas do aconchegante apartamento no bairro Aldeota para os amigos dos amigos.

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro, mas valeu!)

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro quem tirou, mas valeu!)

O jantar tem uma cara de reunião de amigos mesmo: você chega, apresenta-se ao porteiro e a porta do apezinho do primeiro andar já está aberta, com os “chefs” ali, no meio de todo mundo, executando os pratos ao som de Beatles. As mesas de pallets, as cadeiras, a iluminação: tudo foi improvisado pelo grupo para deixar o local com estrutura para receber pouco mais que uma dezena de pessoas confortavelmente. Os 4 tem profissões fora do mundo da gastronomia, mas Guilardo e Germano tomaram gosto e já estão se especializando na área.

Toda a comida servida no jantar foi feita pelos amigos (algo que todo restaurante devia fazer, não tem coisa mais enervante para mim que comer algo fora de casa com molho pronto ou pãozinho terceirizado). O cardápio, o segundo produzido pelo grupo, foi desenvolvido há dois meses e leva o nome de Le Vaquê, já que os 4 pratos levam produtos das vaquinhas na composição: seja carne, leite ou derivados.

Começamos com uma entrada de pão de soro de leite servido com manteiga ghee. O pão é produzido em casa, reaproveitando ingredientes nobres que seriam jogados fora, como é o caso do soro de leite e do malte das cervejas artesanais feitas pelo Guilardo: “Eu uso levain, uma cultura de fermento que eu mesmo cultivei e mantenho até agora. A fermentação do pão dura 24 horas, ao contrário dos pães comerciais que fermentam só de duas a três horas“, diz ele. A manteiga ghee, muito usada hoje por ser mais saudável, é uma manteiga caseira clarificada, com uma técnica que retira os resíduos. Eu amo pão e esse estava delicioso, casca firme e crocante, miolo macio e a manteiga ghee suave. Maaaaas, eu cheguei atrasada e comi só um pedacinho (parabéns pra mim).

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Depois chegou meu prato preferido da noite: labneh com batata assada. God bless as batatas. Batatas são os legumes mais deliciosos do mundo, amém. Essa veio do meu jeito preferido: assada com casca, sequinha por fora, macia por dentro, temperada com sal e umas ervinhas. Por cima bastante labneh, um queijo cremoso libanês. Foi temperado com sal, uma porção de cebolinha e raspas de limão siciliano (<3). Leve, azedinho e com sal na medida certa. Muitos corações para essa batata!

Labneh com batata assada

Labneh com batata assada (FOTO: Ariane Cajazeiras – no caso, eu)

O labneh tem uma técnica demorada de produção: produziu-se coalhada fresca a partir de 2 a 4 litros de leite, numa fermentação de 8 a 12 horas e uma lenta drenagem, que leva 2 ou 3 dias. O ponto é interrompido quando chega na textura correta. Depois tudo é armazenado em baixas temperaturas para chegar à minha querida batata assada e me fazer feliz.

Da esquerda pra direita: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

Da esquerda pra direita, meus companheiros de Covardia: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

O segundo prato foi o Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro. Apresentação de finas e macias fatias de lagarto em formato de rosa (bem bunitim) com vinagrete e uma pimenta biquinho para finalizar. Na base, um “chapéu de couro”, uma espécie de panquequinha/bolinho/bruaca de farinha de trigo e farinha de milho. A base absorveu um pouco do vinagrete e acabou se quebrando antes de ser devorada.

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

O terceiro prato também foi um dos meus preferidos, depois da batata. Picanha dos 5 sabores: picanha cozida em sous vide acompanhada por geleia de tangerina e farofa de bolacha. A carne, segundo o grupo, passa um dia maturando nos temperos e depois passa por um cozimento lento no sous vide e depois é finalizada no fogo a lenha, em uma churrasqueira lá no mesmo espaço em que estávamos.  Sous vide (oui, francês) quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por muito tempo, no caso cerca de 1 hora. A carne estava muuuuito macia e saborosa. Inclusive eram 4 pedaços de picanha, mas eu comi um antes de tirar a foto, não resisti.

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A farofinha é de bolacha salgada pilada com pedacinhos de bacon. Ela é misturada com a gordura do bacon que foi frito. Destaque para geleia de tangerina com pimenta que combina com essa folhinha de salsa aí, que não é só enfeite, dá um sabor especial. Quero um pote dessa geleia, por favor.

Pra finalizar: a sobremesa <3. Adoramos sobremesa, somos #teamsobremesa. Nada como um docinho depois de uma farrinha gastronômica, não é mesmo?

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A sobremesa agrada quem gosta de bastante açúcar. O Sexteto de Doce de Leite consiste em uma cesta de massa de canoli recheada com doce de leite e ganache e polvilhada com muita canela. O doce de leite tem um toque de flor de sal, mas eu queria ter sentido o gostinho dos cristais salgados, não consegui. A massa de canoli é bem dura e faz parte da experiência usar de violência para quebrá-la! Veja:

 

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Como eu consegui comer isso tudo? Falando bem muito e rindo bastante entre uma refeição e outra pra ir gastando as energias. A ideia é essa mesmo: conversar muito, rir, fazer amizade, comer bem, comer muito. É ou não é uma covardia?

Para saber mais, acesse o facebook do Covardia Gastronômica.

Com amor e com fome, 

Ariane

*A reportagem foi ao encontro a convite do grupo

 

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É covardia!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

24 de outubro de 2016

Tudo começou com Ariane que era amiga de Caetano, que era amigo de Guilardo, Germano e Carol, que cozinhavam juntos, criavam receitas e de repente (não tão de repente) estavam recebendo amigos e semi-conhecidos no “quintal” de casa com um menu digno de restaurante. É esse o meu resumo do projeto Covardia Gastronômica, do qual tive a experiência de fazer parte no último fim de semana. E é assim que funciona mesmo: um que fala pro outro que pede pra participar também e assim o encontro gastronômico acaba funcionando como uma mistura de restaurante secreto e encontro de amigos que curtem comer bem. E bem mesmo, viu? São 4 pratos que fazem jus ao nome do projeto: uma verdadeira covardia!

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

Turma que participou do último Covardia Gastronômica (FOTO: Divulgação)

O projeto é dos quatro amigos, alguns de infância: Caetano Neto, Carol Pinto, Germano Araújo e Guilardo Branco. Eles começaram a se reunir para desenvolver receitas numa brincadeira daquelas que agradam quem gosta de experimentar sabores. Uma maneira de executar pratos que eles não encontravam em restaurantes. A brincadeira cresceu e o Guilardo abriu as portas do aconchegante apartamento no bairro Aldeota para os amigos dos amigos.

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro, mas valeu!)

Caetano, Guilardo, Ariane, Germano e Carol (FOTO: Não lembro quem tirou, mas valeu!)

O jantar tem uma cara de reunião de amigos mesmo: você chega, apresenta-se ao porteiro e a porta do apezinho do primeiro andar já está aberta, com os “chefs” ali, no meio de todo mundo, executando os pratos ao som de Beatles. As mesas de pallets, as cadeiras, a iluminação: tudo foi improvisado pelo grupo para deixar o local com estrutura para receber pouco mais que uma dezena de pessoas confortavelmente. Os 4 tem profissões fora do mundo da gastronomia, mas Guilardo e Germano tomaram gosto e já estão se especializando na área.

Toda a comida servida no jantar foi feita pelos amigos (algo que todo restaurante devia fazer, não tem coisa mais enervante para mim que comer algo fora de casa com molho pronto ou pãozinho terceirizado). O cardápio, o segundo produzido pelo grupo, foi desenvolvido há dois meses e leva o nome de Le Vaquê, já que os 4 pratos levam produtos das vaquinhas na composição: seja carne, leite ou derivados.

Começamos com uma entrada de pão de soro de leite servido com manteiga ghee. O pão é produzido em casa, reaproveitando ingredientes nobres que seriam jogados fora, como é o caso do soro de leite e do malte das cervejas artesanais feitas pelo Guilardo: “Eu uso levain, uma cultura de fermento que eu mesmo cultivei e mantenho até agora. A fermentação do pão dura 24 horas, ao contrário dos pães comerciais que fermentam só de duas a três horas“, diz ele. A manteiga ghee, muito usada hoje por ser mais saudável, é uma manteiga caseira clarificada, com uma técnica que retira os resíduos. Eu amo pão e esse estava delicioso, casca firme e crocante, miolo macio e a manteiga ghee suave. Maaaaas, eu cheguei atrasada e comi só um pedacinho (parabéns pra mim).

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Pão de soro de leite com manteiga ghee (FOTO: Divulgação)

Depois chegou meu prato preferido da noite: labneh com batata assada. God bless as batatas. Batatas são os legumes mais deliciosos do mundo, amém. Essa veio do meu jeito preferido: assada com casca, sequinha por fora, macia por dentro, temperada com sal e umas ervinhas. Por cima bastante labneh, um queijo cremoso libanês. Foi temperado com sal, uma porção de cebolinha e raspas de limão siciliano (<3). Leve, azedinho e com sal na medida certa. Muitos corações para essa batata!

Labneh com batata assada

Labneh com batata assada (FOTO: Ariane Cajazeiras – no caso, eu)

O labneh tem uma técnica demorada de produção: produziu-se coalhada fresca a partir de 2 a 4 litros de leite, numa fermentação de 8 a 12 horas e uma lenta drenagem, que leva 2 ou 3 dias. O ponto é interrompido quando chega na textura correta. Depois tudo é armazenado em baixas temperaturas para chegar à minha querida batata assada e me fazer feliz.

Da esquerda pra direita: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

Da esquerda pra direita, meus companheiros de Covardia: Elon Nepomuceno, Eliane Marzano, Ruy Lima, Ariane Cajazeiras, Elcio Nagano e Miriam Kina

O segundo prato foi o Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro. Apresentação de finas e macias fatias de lagarto em formato de rosa (bem bunitim) com vinagrete e uma pimenta biquinho para finalizar. Na base, um “chapéu de couro”, uma espécie de panquequinha/bolinho/bruaca de farinha de trigo e farinha de milho. A base absorveu um pouco do vinagrete e acabou se quebrando antes de ser devorada.

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Lagarto ao vinagrete acompanhado de chapéu de couro (FOTO: Ariane Cajazeiras)

O terceiro prato também foi um dos meus preferidos, depois da batata. Picanha dos 5 sabores: picanha cozida em sous vide acompanhada por geleia de tangerina e farofa de bolacha. A carne, segundo o grupo, passa um dia maturando nos temperos e depois passa por um cozimento lento no sous vide e depois é finalizada no fogo a lenha, em uma churrasqueira lá no mesmo espaço em que estávamos.  Sous vide (oui, francês) quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por muito tempo, no caso cerca de 1 hora. A carne estava muuuuito macia e saborosa. Inclusive eram 4 pedaços de picanha, mas eu comi um antes de tirar a foto, não resisti.

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Picanha dos 5 sabores (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A farofinha é de bolacha salgada pilada com pedacinhos de bacon. Ela é misturada com a gordura do bacon que foi frito. Destaque para geleia de tangerina com pimenta que combina com essa folhinha de salsa aí, que não é só enfeite, dá um sabor especial. Quero um pote dessa geleia, por favor.

Pra finalizar: a sobremesa <3. Adoramos sobremesa, somos #teamsobremesa. Nada como um docinho depois de uma farrinha gastronômica, não é mesmo?

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

Sexteto de Doce de Leite (FOTO: Ariane Cajazeiras)

A sobremesa agrada quem gosta de bastante açúcar. O Sexteto de Doce de Leite consiste em uma cesta de massa de canoli recheada com doce de leite e ganache e polvilhada com muita canela. O doce de leite tem um toque de flor de sal, mas eu queria ter sentido o gostinho dos cristais salgados, não consegui. A massa de canoli é bem dura e faz parte da experiência usar de violência para quebrá-la! Veja:

 

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Sexteto de doce de leite: faltou até foco!

Como eu consegui comer isso tudo? Falando bem muito e rindo bastante entre uma refeição e outra pra ir gastando as energias. A ideia é essa mesmo: conversar muito, rir, fazer amizade, comer bem, comer muito. É ou não é uma covardia?

Para saber mais, acesse o facebook do Covardia Gastronômica.

Com amor e com fome, 

Ariane

*A reportagem foi ao encontro a convite do grupo