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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras, Caetano Neto e Iury Costa

Experiências Gastronômicas

Ben & Jerry’s já está entre nós e com sorvete grátis

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas, Sem categoria

09 de outubro de 2017

JÁ ABRIU. A Ben & Jerry’s, marca americana de sorvetes, abriu as portas no último sábado no shopping Iguatemi, em Fortaleza. E nesta segunda-feira realiza o tradicional dia do sorvete grátis. É que sempre que a marca -que está presente em 38 países, tem mais de 576 lojas ao redor do mundo, sendo 16 no Brasil – inaugura uma loja nova, ela dá as boas vindas oferecendo um dia de sorvete de graça. A expectativa é de muita fila, mas segundo o diretor da marca aqui no Brasil, André Lopes, vai ter sorvete pra todo mundo e ainda vai ser possível provar todos os 22 sabores antes de escolher o seu preferido (Veja abaixo o papo rápido que bati com ele).

A marca chegou ao Brasil em 2014 e essa é a segunda loja do Nordeste, a primeira fica em Recife. Meu irmão chama a sorveteria de Benício e Jeremias HAHAHA. Minha irmã quase chora quando viu o tapume há cerca de um mês, ali na parte nova, pertinho do Outback, você pode até conferir uma foto no nosso instagram (@lechefcoxinha). A gente conheceu a marca em São Paulo há uns 2 anos (eu acho) e gostamos muito dos sabores de lá.

Em Fortaleza, são 22 sabores (Foto: Ariane Cajazeiras)

Segundo o site da empresa, “com um curso por correspondência de apenas 5 dólares em fabricação de sorvete e um investimento de US$ 12.000 (sendo US$ 4.000 emprestados), Ben e Jerry abriram sua primeira sorveteria em um posto de gasolina reformado em Burlington, no estado americano de Vermont”. Isso em 1978. No ano seguinte eles celebraram o primeiro ano com o Dia da Casquinha Gratuita: casquinhas gratuitas, o dia todo. E aí essa distribuição anual de sorvete continua hoje como tradição em sorveterias da marca pelo mundo. Hoje a sorveteria da dupla pertence à Unilever (que adquiriu a empresa por US$ 2,5 bilhões no ano 2000).

Mas o que tem de demais nesses sorvetes? Bem, eles dizem que são os sorvetes “mais pedaçudos do pedaço”. O seguinte é esse: os sorvetes têm pedações de brownies, cookies, frutas e amêndoas. Apesar de ter sabores sem leite, como o Berry&Berry (de frutas vermelhas) e o Mango (manga), o ponto alto é mesmo são os que tem muito chocolate, calda e pedaços. Os sabores são bem marcantes, e entre os meus preferidos estão o Tubby Hubby (sorvete de pasta de amendoim com pedaços de pretzel doce e salgado e calda de chocolate), o sabor mais vendido que é o chocolate chip cookie dough (baunilha com cookie e gotas de chocolate), o Phish Food (com chocolate, marschmallow e peixinhos de chocolate) e o Coffee Coffee BuzzBuzzBuzz, com o sabor marcante do café espresso.

Outro negócio bom é o cheirinho da loja. As casquinhas são feitas em uma máquina de waffle com uma pitadinha de canela, que deixa a loja e os arredores com aquele perfume de waffle, sabe? Pobres lojistas dos arredores, sinto muito por vocês hehehe.

Berry Berry e Tubby Hubby (Foto: Ariane Cajazeiras)

Outra coisa que a empresa diz é que seus sabores (que também são comercializados em potinhos, nos supermercados) são feitos com matéria-prima de pequenos produtores de países em desenvolvimento, com o objetivo de reduzir desequilíbrios que contribuem para situações de pobreza.

Os sorvetes custam entre 12 e 14 reais (de uma bola a 3 bolas) e o adicional do waffle cone custa R$4,50. Também é possível acrescentar caldas e coberturas extras por uma taxa de R$4,50 cada. Nesta segunda, a distribuição de sorvetes gratuita será até as 20h. Cada pessoa terá direito a uma bola de sorvete por vez. Isso quer dizer que a pessoa pode entrar na fila quantas vezes quiser nesse dia.

Equipe que nos atendeu super bem (Foto: Ariane Cajazeiras)

Gostei muito do atendimento também, o pessoal estava bem informado da marca e dos sabores e foi bem atencioso. Fomos lá na pré-inauguração, a convite. Mas iria pagando de boa.

(Foto: Ariane Cajazeiras)

Fingindo costume (Foto: Alana Cajazeiras)

No mais: tem muitas cores? Não. É saudável? É sorvete, né, gente? Não dá pra comer todo dia. Outro fator importante importante pra mim é: NÃO TEM SABOR NINHO. NÃO TEM SABOR NUTELLA. NÃO TEM SABOR OREO. Hahahaha. Adoro os três, mas tá na hora de “desninhozar” e “desnutellizar” tudo. Por sabores mais originais nas sorveterias <3 Provem e me digam o que acharam 🙂

 

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Novos hambúrgueres invadindo o Outback

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas, Hamburguer

05 de setembro de 2017

Uma nova e deliciosa campanha do Outback promete encher a rede de restaurantes! É o Festival de Burguers, que nos presenteou com três novas receitas. Todas com o sabor exclusivo dos excelentes produtos do Outback. Ah, e os sanduíches vêm acompanhados com as já conhecidas batatas fritas.

O Bloomin’ Picanha Burger (R$ 43) traz 240 gramas de hambúrguer de picanha, servido em um pão brioche com queijo emmenthal, um molho a base de maionese Heinz, um outro a base de ketchup Heiz, e fatias generosas de bacon. Além disso, algumas pétalas crocantes de cebola, da famosa Bloomin’Onion.

O segundo hambúguer é o Dark Mushrooms (R$ 43),com uma carne de 200 gramas, temperada com sal e pimenta preta, servida em um pão australiano. Também fazem parte do recheio: cebola caramelizada reduzida em balsâmico, queijo gruyère, bacon e o destaque: cogumelos shiitake salteados. Tudo isso com maionese Heinz.

O terceiro, e não menos importante: o Firecracker Shrimp Burger (R$ 44). Também um hambúrguer de 200 gramas temperado com sal e pimenta preta, e combinado com camarões empanados envoltos no molho Firecraker (picante e agridoce), servido em um pão brioche com alface maionese Heinz e cebolinha.

Nós provamos o Bloomin’ Picanha, no restaurante do shopping Iguatemi. Não restam dúvidas de que o hambúrguer é extremamente suculento, com todos os ingredientes em harmonia.Vale a pena, mesmo com o preço salgado. Mas quem vai para lá já sabe disso.

Não sabemos se foi pelo fato da preparação da carne de picanha, mas nosso pedido demorou um pouco mais que o convencional, mesmo com a casa praticamente vazia por ser cedo. Outro ponto que merece destaque é que o garçom não nos perguntou o ponto da carne (sim, hambúrguer também tem ponto).  A sorte é que iríamos escolher ao ponto, mas para quem gosta mal passada, fica a dica para tomar a iniciativa.

A nova campanha do Outback segue até o dia 04 de novembro. Corre!

Foto de Iury Costa
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Foto de Iury Costa

Foto: Elon Nepomuceno

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Foto: reprodução internet

 

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Pizza de prato fundo: provamos a nova Chicago!

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

07 de agosto de 2017

Meia mussarela, meia aliche ou calabresa… todo mundo tem seu sabor preferido de pizza. Agora já pensou uma redonda com um quilo de queijo e com molho de tomate por cima de toda essa abundância? É a pizza Chicago, que chegou a Fortaleza e já rendeu vários “ooohs” e vários likes dos entusiastas de massas.

Pizza Chicago (Foto: Divulgação)

A receita é inspirada na “deep dish pizza”, em tradução livre do inglês, “pizza de prato fundo”, original de Chicago, nos Estados Unidos. Isso porque a receita consiste em uma farta crosta de massa e bastante recheio. Conhecida no mundo inteiro, a pizza foi reproduzida por um restaurante em Fortaleza, após uma reunião em família, foi o que me disse a empresária Bárbara Saunders. Segundo ela, a família costuma nas reuniões me família cozinhar bastante e a receita foi proposta por um primo.

Por ter sido inspirada na original americana, criada em 1943, pela Pizzeria Uno, em Chigago, a pizza foi batizada com o mesmo nome da cidade. As bordas altas servem para segurar a abundância do recheio, que faz com que a iguaria lembre uma torta, um pouco diferente do que estamos acostumados a ver nas pizzarias brasileiras. Ela é oferecida em quatro sabores: O original (espinafre com alho frito), John Paul (calabresa), bolonhesa e brasilian (frango). A Bárbara me disse também que todos os ingredientes, como a massa e o molho, são produzidos no próprio restaurante.

De pertinho, no detalhe (Foto: Ariane Cajazeiras)

E quem tem maturidade para uma pizza cheia de recheio assim, não é mesmo? Fica dificil manter a dieta. O ponto positivo é que com o peso da cada pedaço, fica mais difícil exagerar. A Chicago é vendida em tamanho único e pode servir até 4 pessoas, com o custo de R$ 39,90. O Dom Speto tem três sedes em Fortaleza, na Aldeota, Monte Castelo e na avenida Jovita Feitosa.

Provamos!

Eu ganhei a pizza e devo dizer que achei bem gostosa. Como recebi via delivery, a massa do meio ficou um pouco mole por causa da quantidade de molho. Deve fazer toda a diferença comê-la assim que sai do forno. Já o meu colega de blog, Caetano Neto, foi mais rápido que eu. Assim que foi lançada, ele foi comer no próprio restaurante e adorou. “Se eu fosse mudar alguma coisa dessa pizza, eu deixaria a massa assar primeiro por alguns segundos sem recheio pra deixar a massa de baixo mais crocante. De resto, pra mim foi perfeito. O queijo é realmente muito bom. Me surpreendi. Achei que ia ficar estufado com uma fatia, mas não, o queijo é tão suave que não te dá a sensação de que tem queijo demais“, disse ele.

Foto: Ariane Cajazeiras

DOM SPETO

Funciona de segunda a segunda, de 11h à meia noite.
Av. Bezerra de Menezes – (85) 3465-1937
Av. Jovita Feitosa – (85) 3025-4388
Av. Rui Barbosa – (85) 3044-7896
www.domspeto.com.br
https://www.facebook.com/dom.speto/

 

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Truck bar estaciona em Fortaleza

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

23 de junho de 2017

Nestas sexta-feira e sábado (23 e 24.06) o Colosso Lake Lounge vai ser ponto de parada de um caminhão estilizado que oferece drinks de whisky. É o “Johnnie Walker On The Road”, truck que está viajando pelo Brasil com misturas que têm por base as bebidas da marca Johnnie Walker.

(Foto: Divulgação)

Isso quer dizer que quem passar pelo local vai poder degustar os drinks JOHNNIE RYE. De acordo com o material de divulgação, são oferecidas as seguintes bebidas: uma combinação entre o novo blend Johnnie Walker Red Rye Finish e refrigerante de limão; JOHNNIE CRANBERRY – combinação entre Johnnie Walker Red Label e suco de Cranberry; e JOHNNIE TONIC – Johnnie Walker Black Label com um toque de água tônica.

O caminhão, ou truck, tem um design inspirado no processo de produção do whisky e tem uma estrutura diferente dos trucks que estamos acostumados aqui em Fortaleza, já que as mesas são distribuídas dentro do veículo. A capacidade interna é para até 30 pessoas, então se você quiser garantir lugar, pode fazer reserva pelo telefone (85) 98160-0088.

Na decoração, além da inspiração na madeira e no cobre, há também uma instalação com mais de 300 garrafas vintage, retratando a hereditariedade da marca, que foi criada em 1825, na Escócia.

Johnnie Walker On The Road

Data: 23 e 24/06

Local: Colosso Lake Lounge (Rua Hermenegildo Sá Cavalcante, s/n – Edson Queiroz)

Informações e reservas: (85) 98160-0088

PS: Não preciso nem lembrar, né, porque todo mundo já sabe: quem vai beber pega táxi, Uber, vai de carona, mas não dirige.

 

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Um boteco para chamar de seu!

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas

18 de Abril de 2017

Gente, está rolando em Fortaleza desde a sexta-feira, dia 14, a sétima edição do Comida di Buteco, que vai premiar as melhores comidas de raiz do Fortaleza, os petiscos mais originais, e, é claro, o melhor boteco da cidade, que também pode ser eleito o melhor do Brasil. São avaliados quesitos como tira-gosto, atendimento, temperatura das bebidas, e higiene do espaço. Por aqui, 16 estabelecimentos participam:

Alma Gêmea – Rua Dragão do Mar, 30 – Praia de Iracema

Concorre com o Camarão Sertanejo, camarão empanado em carne de sol desfiada e farinha de mandioca servido com couve, paçoca e molho tártaro.

Alpendre – Rua Torres Câmara, 181 lj 1. – Aldeota

Concorre com o Kibeer, um kibe feito com cevada, acompanhado com molho de iogurte caseiro, lúpulo e hortelã. Uma cerveja para mastigar!

Bar Chá da Égua – Avenida Gomes de Matos, 302 – Montese

Concorre com o Velas do Mucuripe, um filé de tilápia na crosta de aveia com molhos especiais da casa.

Bar do Helano – Rua Carlos Vasconcelos, 2310 – Joaquim Távora

Concorre com o Bolinho do Cazuza, feito de arroz e recheado com queijo muçarela.

Bar do Nem – Rua General Clarindo de Queiroz, 1745 – Mercado São Sebastião

Concorre com o elaborado A Esperança da Jeriquita e suas Cumades, são bolinhos feitos de purê de jerimum, batata doce, batata inglesa, macaxeira, leite de coco, manteiga da terra e queijo gorgonzola, maionese de barbecue, barbecue de tamarindo e molho de pimenta caseira.

Bar O Camocim – Rua Padre Mororó, 1012 – Centro

Concorre com o Mestre Lucas, um filé de peixe branco ao molho agridoce de maracujá.

Boozer’s – Rua Carlos Vasconcelos, 834 – Meireles

Concorre com o Pastel Celestino, feito com massa de farinha de quinoa, recheado com carne do sol, feijão verde e queijo coalho.

Boteco do Arlindo – Rua Carlos Gomes, 83 – José Bonifácio

Concorre com o Três meninas, que são três panquecas recheadas, uma de carne de sol, outra de creme de arraia e uma de frango caipira.

Canto do Baião –  Rua Capitão Uruguai, 56 – Aerolândia

Concorre com uma coxa com sobrecoxa desossada e grelhada no molho de laranja.

Carneiro do Tércio – Rua Gonçalves Ledo, 1123 – Aldeota

Concorre com a Coxinha de Frango da Tia, que é uma coxinha apimentada de frango, acompanhada de um molho especial

Espaço Casa da Sogra – Rua Vasco da Gama, 1072, Fundos – Montese

Concorre com a Sogra Alada, meio da asa levemente picante empanada, acompanhada de molho barbecue, geleia de pimenta e farofa crocante.

Kina do Feijão Verde – Rua João Cordeiro, 1697 – Aldeota

Concorre com o Cordeiro da Filhota, que é um cordeiro trinchado com cerveja

Outras Palavras – Rua Ana Bilhar, 1470 b – Varjota

Concorre com as Coxinhas Sem Massa, três coxinhas sem massa, servidas com molhos especiais da casa.

Picanha Iracema – Rua Joaquim Alves, 104 – Meireles

Concorre com o Camarão com ervas a Doritos, são camarões empanados com Doritos, e servidos com geleia de pimenta.

Teresa & Jorge – Rua João Cordeiro, 540 – Praia de Iracema

Concorre com o Joaquim Manoel, que é um Pastel com recheio de bacalhau cremoso e temperos especiais.

Varandão da Vila (Mariaaaaaaaana!) – Avenida Osório de Paiva, 1612 – Parangaba

Concorre com o Munguzá de Buteco, uma receita de munguzá salgado, e temperado com ingredientes regionais.

Esta é a sétima edição do Comida di Buteco em Fortaleza, mas o concurso também acontece em outras 19 cidades brasileiras desde 2000. A seleção do melhor boteco acontece no dia sete de maio. Daí, o estabelecimento escolhido passa a concorrer para se tornar o melhor do Brasil. Vale o voto do público, e de um júri especializado. Como começou na Sexta-feira da Paixão, o embalo começa a partir desta semana. O Blog Le Chef Coxinha vai tentar ir em todos. Os resultados vão aparecer por aqui.

 

Foto: reprodução internet

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Para (começar a) aprender sobre cervejas

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas

25 de Março de 2017

A D’Vinos Wine Store, loja conhecida pelos excelentes rótulos de bebidas
premium que comercializa, promove, no próximo dia 27 de março, o
Curso de Iniciação às Cervejas Especiais, uma excelente opção para quem quer começar a expandir o horizonte sobre o tema, e entender mais sobre o (vasto) universo das cervejas, que não se reserva apenas às pilsen basiquinhas que encontramos nas gôndolas de supermercado. Na programação, uma degustação de cervejas, guiada pelo beer sommelier João Filho. Serão conhecidas as cervejas Paulaner Naturtus (alemã), Beer Maniacs IPA (brasileira), Young’s Double Chocolate (inglesa) e a Maredsous Triple 10 (belga).

  Os rótulos serão harmonizados com bruschetta de cogumelos, emincé mignon ao molho gorgonzola, lasanha quattro formaggi, e pétit gateau. Todos pratos produzidos e vendidos pela D’Vinos Wine Store.

Foto: divulgação

 

João Filho

João Filho é beer sommelier desde 2013, e atua na área de treinamento e
educação. É publicitário, especialista em maketing, professor da disciplina de
cultura cervejeira na pós-graduação da Fanor/Devry, e do curso de Beer Sommelier do Senac.

Foto: divulgação

Serviço

Curso de iniciação às cervejas especiais com o beer sommelier João Filho

Dia 27 de março, às 19:30h

Investimento: R$ 130,00 (as vagas são limitadas, mas não custa tentar)

Reservas: (85) 3055.7272/994.045.962 (WhatsApp)

D’Vinos Wine Store: Avenida Senador Virgílio Távora, 665, Meireles

 

 

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De food truck a restaurante: testamos o novo Hey Joe Food’N’Bar

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

12 de Março de 2017

Sanduíches artesanais, comida vegetariana, petiscos, sucos, bebidas, arte, música… tudo isso em um só lugar. Essa é a proposta que a gente captou no novo espaço do Hey Joe Food’N’Bar. O restaurante já era conhecido nas feirinhas de food trucks  da cidade e há um mês ampliou cardápio e se fixou em um local que aos poucos ganha novos ares, a conhecida Vila Pita, na Aldeota.  O local já teve vida noturna agitada e vem se destacando novamente com a abertura de bares e restaurantes.

Fachada do Hey Joe, na rua Norvinda Pires (Foto: Ariane Cajazeiras)

A gente bateu um papo com o Fabiano Pedon, sócio-proprietário que assina os pratos da casa, e ele nos disse que a proposta continuava a mesma: apostar na “comida de verdade”, aquela feita com ingredientes frescos, feita a mão, com pouco ou nada de industrial.  O menu está bem amplo e criativo. Tem opções tradicionais e vegetarianas que vão de petiscos a entradas. Você pode levar uma turma variada que vai ter comida tanto para quem gosta de bacon e fritura, por exemplo, quanto para quem prefere comidas mais leves ou para vegetarianos e intolerantes a glúten ou lactose. É tudo muito plural!

Batata Rústica Nordestina, com queijo artesanal e bacon fritinho (Foto: Ariane Cajazeiras)

Falafel (bolinho de grão de bico) com vinagrete picante (Foto: Divulgação)

 

Petiscos variados

Os petiscos para dar aquela beliscada enquanto se espera o prato principal, incluem essas batatas rústicas com molho de queijo, iscas de frango, salsichas artesanais e filé, lasanha de berinjela, bruschettas, entre outros. O nosso destaque vai para o maravilhoso Ceviche Tropical com peixe branco e tempero especial (e olha que nem curto muito ceviche) com peixe branco, cebola roxa, manga, pimentão vermelho e limão… É uma delícia e a apresentação lindona, pena que não deu tempo fotografar.

Por falar em apresentação, os copinhos de tapioca vem numa apresentação diferente, pendurados em copinhos numa estrutura metálica. Eles podem vir recheados de palmito ou ragu de cordeiro. Provei os dois, mas prefiro sempre ragu :).  O recheio também inclui cream cheese e crispy de couve manteiga. Vale bem a pena, o tempero é leve e gostoso! Foge da mesmice dos famosos dadinhos de tapioca. As coxinhas podem ser de frango, palmito ou cordeiro. São crocantes, vem em duas unidades (tamanho médio) e tem um toque de gergelim na casquinha. As entradas variam entre 20 e 45 reais.

Copinhos de tapioca (foto: Divulgação)

Copinho de tapioca (foto: Ariane Cajazeiras)

Coxinha de Cordeiro (Foto: Ariane Cajazeiras)

Uma coisa interessante do cardápio é que cada prato vem com uma legenda que informa se aquele prato pode vir assado ao invés de frito, se é light, vegetariano, sem lactose ou sem glúten. Bacana, né?

Bebidas

Tem uma lista grande de drinks alcoólicos, cervejas, sucos e sodas italianas. Eu, que não bebeo nada com álcool, indico a soda italiana de maçã verde e a pink lemonade, como limão siciliano, limão tahiti e amora. Muito refrescante!

Pink lemonade (Foto: Ariane Cajazeiras)

Sanduíches

Além dos famosos hambúrgueres lights já conhecidos no food truck ( tem burger de frango, burger de salmão, burger vegetariano e ainda sanduba de camarão), o Hey Joe Food’N’Bar também apresenta os sanduíches tradicionais em sua versão artesanal, como o Cheeseburger clássico, filé mignon suíno e o Joe Burger, com cheddar, bacon e molho da casa. Os pães são artesanais e cada sanduíche tem sua versão, com australiano, baguete ou artesanal da casa, por exemplo.

Cheddar, bacon e carne pra quem quer aquele clássico (Foto: Divulgação)

Burger de quinoa, soja e temperos frescos, o veggie burger (Foto: Divulgação)

Espaço e arte

O espaço também está bem interessante. No térreo é fechado, com ar-condicionado e exposição de quadros. Subindo as escadas o local é bem aberto e informal, com sofás de pallets, mesas de carretel e intervenções artísticas lindas o artista plástico Narcélio Grud. Vale a visita!

(Foto: Ariane Cajazeiras)

Alana, eu e a intervenção do Narcélio Grud (Foto: selfie hahaha)

Térreo (Foto: Ariane Cajazeiras)

Hey Joe Food’N’Bar
Endereço: Rua Norvinda Pires, 32 – Aldeota
Horário de Funcionamento: terça a quinta e domingos: entre 18h e 23h/ sexta e sábado: entre 18h e meia noite.

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Hamburgão da zona oeste

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas, Hamburguer

16 de Fevereiro de 2017

Eu adoro achar lugares novos pertinho de casa. Morando na parte oeste da cidade, muito desprovida de bons restaurantes, fico ressentida de ter que me deslocar para lugares muito distantes de casa, muitas vezes lotados ou com estacionamento ruim, para apreciar uma comida boa. Mas a parte legal é que isso vem mudando, felizmente! os empresários já começam a investir em novas áreas, longe da “zona nobre”. Soube por meio de um amigo que o Jardim Guanabara, na zona oeste da cidade (pertinho da Vila Velha, Álvaro Weyne e adjacências) contava com uma nova hamburgueria com produtos muito bons, segundo ele, e hoje resolvemos provar: o Pacheco’s Burguer.

TIRIRICA burger: carne, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e salada fresca (Foto: Ariane Cajazeiras)

A hamburgueria é pequena, são poucas mesas espalhadas pela calçada mesmo. O espaço lembra um food truck, é bem descolado e tocou Beatles a noite inteira: curti. Chegando lá, batemos um papo rápido com o Pacheco, que abriu o espaço há três meses com a esposa. A “sra. Pacheco” (Tanna) é especializada em gastronomia, eles tinham a ideia de abrir um negócio juntos e resolveram investir no bairro de infância dele.

Pacheco’s Burguer (Foto: Divulgação)

O cardápio é simples, mas suficiente: são 10 petiscos, entre eles: bolinhas (que tem recheio de queijo a arraia e custam de 12 a 14 reais), onion rings, nachos, batata da casa (com cheddar e bacon) e até espetinhos (só 4,00, com molho e farofinha). Os sanduíches são 7 variedades e cada um leva o nome de um humorista cearense. Segundo o proprietário, tudo é feito na casa, os ingredientes são frescos. Éramos 5 e provamos os espetinhos (porção pequena e carne macia: uma boa entrada) e 4 burgers.

Optamos pelo TOMCAVALCANTE burguer (pão, carne de 180g, queijo mussarela e alface americana), TIRIRICA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e alface americana), ROCICLEIA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, tomate, bacon, cebola caramelizada, molho e alface americana) e o SEULUNGA burguer (que é basicamente o mesmo Rocicleia burguer, mas com ingredientes dobrados). O produto é muito bom: a carne é grossa, saborosa e bem temperada. Só esqueci de pedir pra vir mal passada (eles sugerem que você peça assim, tá escrito no cardápio, mas acabei esquecendo). Os ingredientes são frescos e de boa qualidade e os preços variam entre R$12 e R$22. Tem luvinhas de plástico para quem não quer sujar as mãos. Dá pra pedir adicionais de ingredientes, mas, acredite, o tamanho é suficiente.

Fazendo cara de Seu Lunga para fazer jus ao sandubão (Foto: Jefferson Sant’ana)

TIRIRICA e seus nachos. Todos os sandubas acompanham uma boa maionese temperada (Foto: Ariane Cajazeiras)

Uma crítica: a geleia de pimenta do meu TIRIRICA burguer, pareceu-me um pouco mascarada frente aos outros ingredientes, senti pouco o sabor dela.

Todos os sanduíches vêm acompanhados de uma pequena porção de batatas e uma boa maionese temperada. A apresentação também é legal: vem em uma tábua de carne de madeira. Entre as bebidas, existem 10 variedades de sucos e vitaminas, 13 cervejas (incluindo sem álcool) e refrigerantes. Não tem sobremesas!

Fiquei feliz em poder contar com mais um point bacana pertinho de casa! Vale a visita ao bom hamburgão da zona oeste. E fica a dica para os empresários: a zona oeste quer comer bem!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Quintal da Varjota: um espaço para se sentir em casa

Por Iury Costa em Eventos, Experiências Gastronômicas

10 de Fevereiro de 2017

Restaurante une boa comida e boa música, o que garante um espaço aconchegante

O Blog Le Chef Coxinha foi convidado para saborear os pratos do cardápio do Quintal da Varjota, que é assinado pelo Chef Rafael Iori. O restaurante abriu há poucos meses, mas já se consolidou como um dos destaques da noite (e da tarde) de Fortaleza, principalmente para quem procura boa comida, bom atendimento, e bom espaço.

 

O local

Escolher o bairro Varjota, em Fortaleza, para instalar a casa, já é, de quebra, escolher elegância e boa localização. O bairro é reduto de extensos corredores gastronômicos, que se expandem a cada dia. E o Quintal da Varjota abre mais um desses corredores. O espaço se localiza na avenida Antônio Justa, quase esquina com a rua Frei Mansueto. Ao chegar no local, ficamos logo encantados com a beleza. Carro entregue ao manobrista, partimos para conhecer o Quintal.

Pensado para ser bem aconchegante, para casais e amigos se reunirem, como se estivessem em casa (daí o nome), o restaurante possui dois ambientes: o salão climatizado e o salão do Quintal.

O salão climatizado, com capacidade para até 80 pessoas, é mais reservado. Pensado, principalmente, para casais, que querem um espaço mais tranquilo. Ou também para amigos que querem uma conversa mais íntima. Já o salão do Quintal é o espaço aberto, e tem capacidade para até 200 pessoas. É o lugar do bate-papo descontraído, e também de acompanhar as apresentações musicais (cada dia da semana é um ritmo diferente).

Foto: acervo Quintal da Varjota

A Comida

A apresentação do Le Chef Coxinha ao mundo do Quintal da Varjota foi durante lançamento do novo menu, assinado pelo chef Iori. Menu esse recheado de criações de Iori, que sabe misturar ingredientes da terra com itens de alta gastronomia. E ainda com um toque único, o tal segredo do chef. Provamos alguns petiscos. Deliciosos. Destaque para alguns:

O bolinho do Agreste, com flocos de tapioca e recheado com carne do sol desfiada ao catupiry e nata, acompanhado de melaço de cana e sake. Crocância no ponto, mas os flocos de tapioca impulsionam isso. A carne do sol, com sabor intenso. O sal, típico, é reduzido por conta do catupiry e da nata.

Foto: Iury Costa

Fish and Chip’s, cubos de sirigado envoltos em uma crocante massa de tempurá, acompanhados com batatas chips e molho tártaro. O molho dá um toque especial ao sabor do sirigado.

Foto: Iury Costa

Ceviche de jacaré, com molho cítrico de limão e lima da pérsia. Experiência única de provar carne de jacaré. Passado o momento do susto, percebemos que é uma carne bem mais fibrosa que as de costume.  Além disso, bem esbranquiçada.

Foto: Iury Costa

Filé do Quintal ao Crispy de Parma, medalhões de filé banhados em um molho secreto do chef, com presunto tipo parma e shimeji, acompanhado de spaghetti na manteiga. A massa é neutra. Talvez intencional, para que o sabor do filé tome todo o prato. A carne, por outro lado, delicada, ao ponto, e, com o molho incorporado, extremamente saborosa.

 

Bebidas

As bebidas de qualidade também fazem parte do charme do Quintal da Varjota. Escolhidas por especialista, harmonizaram perfeitamente com os pratos. Destaque para:

Suco de pitaya, que possui uma cor linda, já convidativa para ser tomado. Doce da fruta.

Foto: Iury Costa

Espumante Vértice Rosé, português da região do Douro. Sabor delicado, que harmonizou maravilhosamente bem com a carne marcante do ceviche de jacaré.

Cervejas Baden Baden, de Campos do Jordão. Opções com toque de caramelo, ou mais cítrica. Pelo sabor, você sente como a cerveja é feita com cuidado, em com ingredientes selecionados.

Foto: Iury Costa

 

Opinião

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, o Quintal da Varjota conseguiu ganhar destaque na cena da gastronomia (e noite) cearense. Boas misturas, bons ingredientes garantem grandes experiências gustativas. O espaço: a ideia de deixar como um quintal de casa realmente foi alcançada. Embora em um ambiente refinado, conseguimos sentir uma intimidade com o local, justamente como em um quintal, onde os amigos se reúnem para uma roda de conversa, regada a cerveja e bons pratos.

 

Serviço

Quintal da Varjota – Av. Antônio Justa, 3525

Funcionamento: segunda e quarta, das 11h às 15h; terça e quinta, das 11h à meia-noite; sexta e sábado, das 11h às 02h; domingos, de 12h à meia-noite.

Reservas: (85) 3109.3333

@quintaldavarjota

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[SÉRIE ALEMANHA] Qual o doce mais doce?

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

31 de Janeiro de 2017

Hallo Leute! Oi pessoal! Qual o doce mais doce que o doce de batata doce? Não sei, mas o doce menos doce é o que mais me agrada. E é por isso que fui muito feliz com os doces alemães. Pra começo de conversa é bom lembrar que na Europa não e fácil nem comum achar leite condensado, doce de leite.

Aqui no Brasil o brigadeiro é algo tão absurdamente comum (e cá pra nós, ô coisa maravilhosa) que fica difícil imaginar bolos, tortas, doces, sem o leite condensado, né? Quero deixar claro que amo os doces brasileiros. Nossos docinhos têm lugar cativo no meu cardápio e coração, mas se a culinária alemã pode não agradar alguns, os doces são um caso à parte. Como tenho muitos doces pra comentar, vou dividir esse post em dois, espero que gostem 🙂

Melhor torta de mirtilo que já comi na vida no dia mais frio da viagem (Foto: Alana Cajazeiras)

Usa-se muito maçãs, frutas do bosque (morango, framboesa, groselha, mirtilo), oleaginosas como a amêndoa, marzipã, açúcar de confeiteiro, chantilly e creme. Também tem muitos pães e biscoitos com açúcar, chocolate, castanhas e/ou frutas. E, claro, os maravilhosos, finos, diversos, baratos, chocolates.

Os cheesecakes (Käsekuchen) também são muito comuns por lá e são vendidos de diversas formas, geralmente no formato retangular. Tem praticamente em toda padaria alemã. Apesar de ter o queijo como base, a torta alemã é bastante diferente da versão americana, mais leve e aerada. A base da torta não é o cream cheese (base da torta americana), mas o quark, um queijo fresco de vaca que tem consistência um pouco mais densa que a do iogurte, é mais azedo e menos denso e gorduroso que o cream cheese. Peço perdão por postar algumas fotos pescadas da internet, mas os alemães não gostam que a gente tire foto das feirinhas e vitrines, eu vivia levando carão :(.

Torta de queijo alemã! (Foto: internet)

Nas feirinhas, ou mercados de Natal, é comum ter uma barraquinha com doces típicos alemães. No Natal tem biscoitos típicos, como esses de coração com nomes no meio. Também tem sacos de magenbrot, que são como um pãozinho macio, esponjoso, leve e com uma camada fina e crocante glaçada por fora. Eles são da família dos deliciosos lebkuchen, que são biscoitinhos também macios de mel e especiarias. É comum chegar nos locais e ter biscoitinhos te esperando na recepção :).

Biscoitos caseiros grátis na pousada Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

Também tem usualmente uma barraquinha como essa da foto, com muitas espécies de mini-chocolatinhos recheados das mais deliciosas coisas.

Chocolatinhos em Frankfurt (Foto: Ariane Cajazeiras)

Caramelo salgado! (Foto: Ariane Cajazeiras)

(Stern Praliné: chocolatinho com um estrela de chocolate branco e praliné)

Os doces abaixo são como os que aqui no Brasil a gente conhece como Nhá Benta: são bases de biscoito com marshmallow por cima e cobertas com chocolate branco, preto… Em alemão, chama-se Schokoküss, ou beijo de chocolate. O recheio é mais levinho, menos açucarado, mais aerado e o a camada de chocolate muito fina e mais gordurosa que o chocolate alemão costuma ser, porque precisa ser fininho e não derreter tão fácil. Eles também tem versões com recheio de marshmallow com morango, vinho (Glühwein, que é um vinho típico bem doce), etc etc etc.

O sorvetinho parece uma moreninha, né? hahaha (Foto: Ariane Cajazeiras)

A minha maior paixão eram esses pãezinhos que lembram bolinhos de chuva ou pequenos sonhos, que em Frankfurt se chamam Berliner. É uma massa frita, coberta de açúcar e recheada com geleia de fruta vermelha. Além de ter em quase toda esquina (cafés, padarias, mercadinhos, estações, etc) são deliciosos e muito baratos.

Comendo Berliner não sei se de manhã ou de noite – kkk – bem pertinho da estação de trem em Frankfurt (Foto: Alana Cajazeiras)

Para não dizer que só falei de flores, recomendo não gastar dinheiro com as Schneeballen. Traduzindo: bolas de neve. São doces tradicionais do sul da Alemanha que são largamente divulgados como um você-tem-que-provar quando viaja para alguns lugares. A Schneeball existe há pelo menos 300 anos, mas antigamente era servido apenas em ocasiões especiais e casamentos. Hoje é a assinatura da cidade de Rothenburg ob der Tauber, onde estivemos. Mas não tem nada demais… É uma bola de uns 10 cm feita de farinha de trigo, ovos, manteiga, e cachaça de ameixa. A massa não leva fermento para não estufar. A bolinha é frita e coberta com açúcar de confeiteiro, por isso o nome Bola de Neve. Mas hoje em dia você as acha cobertas como tudo que possa imaginar: chocolate, pistache, marzipã, amêndoas. A massa salgada, simples e quebradiça não ganhou meu coração.

Feliz, antes de provar (Foto: Francisco Cajazeiras)

Uma vitrine tentadora de Schneeballen (Foto: Internet)

No próximo post vou falar da alcoólica torta floresta negra, das tortas de frutas vermelhas, dos chocolates de supermercado (amor verdadeiro, amor eterno), a pegadinha do brigadeiro alemão e ainda o desejado strudel de maçã (Apfelstrudel). Auf Wiedersehen!

Com amor e com fome,

Ariane.

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[SÉRIE ALEMANHA] Qual o doce mais doce?

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

31 de Janeiro de 2017

Hallo Leute! Oi pessoal! Qual o doce mais doce que o doce de batata doce? Não sei, mas o doce menos doce é o que mais me agrada. E é por isso que fui muito feliz com os doces alemães. Pra começo de conversa é bom lembrar que na Europa não e fácil nem comum achar leite condensado, doce de leite.

Aqui no Brasil o brigadeiro é algo tão absurdamente comum (e cá pra nós, ô coisa maravilhosa) que fica difícil imaginar bolos, tortas, doces, sem o leite condensado, né? Quero deixar claro que amo os doces brasileiros. Nossos docinhos têm lugar cativo no meu cardápio e coração, mas se a culinária alemã pode não agradar alguns, os doces são um caso à parte. Como tenho muitos doces pra comentar, vou dividir esse post em dois, espero que gostem 🙂

Melhor torta de mirtilo que já comi na vida no dia mais frio da viagem (Foto: Alana Cajazeiras)

Usa-se muito maçãs, frutas do bosque (morango, framboesa, groselha, mirtilo), oleaginosas como a amêndoa, marzipã, açúcar de confeiteiro, chantilly e creme. Também tem muitos pães e biscoitos com açúcar, chocolate, castanhas e/ou frutas. E, claro, os maravilhosos, finos, diversos, baratos, chocolates.

Os cheesecakes (Käsekuchen) também são muito comuns por lá e são vendidos de diversas formas, geralmente no formato retangular. Tem praticamente em toda padaria alemã. Apesar de ter o queijo como base, a torta alemã é bastante diferente da versão americana, mais leve e aerada. A base da torta não é o cream cheese (base da torta americana), mas o quark, um queijo fresco de vaca que tem consistência um pouco mais densa que a do iogurte, é mais azedo e menos denso e gorduroso que o cream cheese. Peço perdão por postar algumas fotos pescadas da internet, mas os alemães não gostam que a gente tire foto das feirinhas e vitrines, eu vivia levando carão :(.

Torta de queijo alemã! (Foto: internet)

Nas feirinhas, ou mercados de Natal, é comum ter uma barraquinha com doces típicos alemães. No Natal tem biscoitos típicos, como esses de coração com nomes no meio. Também tem sacos de magenbrot, que são como um pãozinho macio, esponjoso, leve e com uma camada fina e crocante glaçada por fora. Eles são da família dos deliciosos lebkuchen, que são biscoitinhos também macios de mel e especiarias. É comum chegar nos locais e ter biscoitinhos te esperando na recepção :).

Biscoitos caseiros grátis na pousada Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

Também tem usualmente uma barraquinha como essa da foto, com muitas espécies de mini-chocolatinhos recheados das mais deliciosas coisas.

Chocolatinhos em Frankfurt (Foto: Ariane Cajazeiras)

Caramelo salgado! (Foto: Ariane Cajazeiras)

(Stern Praliné: chocolatinho com um estrela de chocolate branco e praliné)

Os doces abaixo são como os que aqui no Brasil a gente conhece como Nhá Benta: são bases de biscoito com marshmallow por cima e cobertas com chocolate branco, preto… Em alemão, chama-se Schokoküss, ou beijo de chocolate. O recheio é mais levinho, menos açucarado, mais aerado e o a camada de chocolate muito fina e mais gordurosa que o chocolate alemão costuma ser, porque precisa ser fininho e não derreter tão fácil. Eles também tem versões com recheio de marshmallow com morango, vinho (Glühwein, que é um vinho típico bem doce), etc etc etc.

O sorvetinho parece uma moreninha, né? hahaha (Foto: Ariane Cajazeiras)

A minha maior paixão eram esses pãezinhos que lembram bolinhos de chuva ou pequenos sonhos, que em Frankfurt se chamam Berliner. É uma massa frita, coberta de açúcar e recheada com geleia de fruta vermelha. Além de ter em quase toda esquina (cafés, padarias, mercadinhos, estações, etc) são deliciosos e muito baratos.

Comendo Berliner não sei se de manhã ou de noite – kkk – bem pertinho da estação de trem em Frankfurt (Foto: Alana Cajazeiras)

Para não dizer que só falei de flores, recomendo não gastar dinheiro com as Schneeballen. Traduzindo: bolas de neve. São doces tradicionais do sul da Alemanha que são largamente divulgados como um você-tem-que-provar quando viaja para alguns lugares. A Schneeball existe há pelo menos 300 anos, mas antigamente era servido apenas em ocasiões especiais e casamentos. Hoje é a assinatura da cidade de Rothenburg ob der Tauber, onde estivemos. Mas não tem nada demais… É uma bola de uns 10 cm feita de farinha de trigo, ovos, manteiga, e cachaça de ameixa. A massa não leva fermento para não estufar. A bolinha é frita e coberta com açúcar de confeiteiro, por isso o nome Bola de Neve. Mas hoje em dia você as acha cobertas como tudo que possa imaginar: chocolate, pistache, marzipã, amêndoas. A massa salgada, simples e quebradiça não ganhou meu coração.

Feliz, antes de provar (Foto: Francisco Cajazeiras)

Uma vitrine tentadora de Schneeballen (Foto: Internet)

No próximo post vou falar da alcoólica torta floresta negra, das tortas de frutas vermelhas, dos chocolates de supermercado (amor verdadeiro, amor eterno), a pegadinha do brigadeiro alemão e ainda o desejado strudel de maçã (Apfelstrudel). Auf Wiedersehen!

Com amor e com fome,

Ariane.