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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras

Abril 2018

Um bate-papo com Manu Weyne, da Doceville

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo, Sem categoria, Vejo comida em todo lugar

25 de Abril de 2018

Quem gosta de gastronomia certamente acompanha tudo o que sai de programas e realities sobre o tema. Nesta quarta-feira tem mais um episódio da Batalha dos Confeiteiros, apresentado pelo confeiteiro Buddy Valastro, dono da Carlo’s Bakery e criador de bolos super grandiosos em pasta americana. Eu acompanhava o Buddy no programa Cake Boss, uma série de televisão americana em formato reality show transmitida pelo canal de TV a cabo TLC e também no Discovery Home & Health.

16 participantes estão nesta edição (Foto: Divulgação)

Não assisti ao primeiro Batalha de Confeiteiros (que também tem formato de reality show e é transmitido no canal aberto pela Record), mas fiquei animada ao saber que temos cearense nesta edição. E é a querida Manuela Weyne, chef e proprietária de uma das patisseries mais fofas de Fortaleza, a Doceville. Batemos um papo com ela e você confere aqui 🙂

(Foto: Divulgação)

Le Chef: O programa já foi todo gravado e só falta a final, que é ao vivo, não é isso? Como foi essa experiência? Muito estresse, pressão? O que você aprendeu?

Manu: Isso, a gente gravou todo o programa, a gente ficou um mês confinado gravando tudo e a final será ao vivo. Entao ninguém sabe ainda o resultado, na final todos voltamos pra gravar. Foi uma experiência única, eu nunca na vida vou viver algo parecido com isso e é uma oportunidade que eu abracei com todas as minhas forças, me dediquei ao máximo. E o que eu sempre pensava quando eu tava lá era que eu queria viver o máximo de tempo possível, tudo aquilo que Deus tinha colocado na minha vida. Muito estresse, muita pressão, mas eu acho que são com essas oportunidades da vida que a gente cresce e foi muito, muito legal.

Le Chef: No primeiro episódio o Buddy ficou com vontade de provar o seu tijolinho de tapioca com brigadeiro de dedo de moça. Essa receita você desenvolveu quando?

Manu: Essa foi uma receita que eu fiz há uns 4 anos atrás pro Prazeres da Mesa. Eu dei uma aula lá com essa receita e foi a melhor receita do evento, que virou capa da revista nacionalmente. Então eu acho que é uma receita que é a minha cara, que fez parte da minha história, por isso eu quis fazer ela no primeiro episódio. Queria muuuito que o Buddy provasse, quando ele falou que estava com vontade de provar, que devia estar mais gostoso, eu fiquei muito feliz, mesmo não tendo sido a sobremesa escolhida. E a gente tá fazendo ela aqui na Doceville então quem quiser vir provar a receita que o Buddy não provou ela tá aqui! Ela é um tijolinho de tapioca que leva queijo coalho, queijo parmesão, a goma da tapioca, com um brigadeiro de chocolate amargo com pimenta dedo de moça. Uma combinação perfeita!

Le Chef: Fala um pouco da sua carreira. Quando você começou? Há quanto tempo está com a Doceville?

Manu: Quando eu tinha 9 anos, a minha mãe começou a fazer brownie em casa com uma receita de família, de uma tia nossa os EUA, e aí ela fazia essa receita pra gente, pra festas. E todo mundo começou a pedir, ninguém conhecia brownie. E aí ela começou a fazer pra encomenda e o negócio foi crescendo dentro de casa, no final já tinha 30 pontos de revenda. Eu, criança, adorava ficar na cozinha, ajudar, sempre gostei de fazer sobremesa, mas não era algo que eu pensava pra minha vida. Tanto que eu era professora de dança, fazia Direito e não pensava em trabalhar com isso nos meus 17, 18 anos. E aí eu fui morar na França, fazer um semestre da faculdade de Direito lá e como lá é o berço da gastronomia eu me apaixonei por esse universo. Comecei a fazer cursos, prolonguei o tempo da minha viagem, fiquei 10 meses e aí eu comecei a estudar, fiz vários cursos, a Cordon Bleu. Aí quando eu voltei, abri a loja, a Doceville abriu tem 5 anos e graças a Deus vem só crescendo nesse tempo. Mas hoje eu tenho certeza que é minha paixão, é onde meu coração bate forte. E foi a melhor decisão que eu fiz! Abri mão da minha faculdade, mas hoje eu faço o que eu amo mesmo.

(Foto: Divulgação)

Le Chef: Pra finalizar, proponho uma brincadeira! Vamos mudar de papel. Já provou os doces do Buddy? Qual sua avaliação dele?

 

Manu: (Risos) Hoje eu sou fã do Buddy por ele ter levado ao mundo todo, todo mundo passou a valorizar os bolos decorados como uma arte e não só como um bolo. E realmente todo mundo passou a enxergar isso e isso é mérito dele mesmo. E em relação às sobremesas dele, eu sou apaixonada pelo rabo de lagosta com caramelo salé. Acho que é o top dos tops dele. É um sabor diferente pra gente, paladar brasileiro é diferente. A gente gosta de coisa mais doce mais cremosa, nos EUA os bolos são mais secos, usam muito Butter Cream que tem muita gordura, então é muito de paladar mesmo. Eu sei que um americano prova um brigadeiro nosso e acha enjoento. Então é costume mesmo! Mas o rabo de lagosta vale a pena provar! E agora tem a loja dele em São Paulo (Carlo’s Bakery São Paulo – R. Bela Cintra, 2182 – Jardins), né? Então fica mais fácil!

lobster tail, ou rabo de lagosta! (Foto: Divulgação Carlo’s Bakery)

Obrigada, Manu! A nossa torcida tá com você!

(Foto: Divulgação)

 

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Zé Restô Bar: comida feita por quem gosta de comer

Por Ariane Cajazeiras em Almoço, Experiências Gastronômicas, Restaurantes

20 de Abril de 2018

Para quem aprecia comer, não é qualquer almoço executivo que faz nossa cabeça, não. O Le Chef Coxinha foi até o lado Sul de Fortaleza conhecer o menu do restaurante Zé Restô Bar, na Rua República da Armênia. E a sensação foi essa: um cardápio feito por quem gosta de comer para quem gosta de comer.

Zé Restô Bar (Foto: Ariane Cajazeiras)

Inaugurada em dezembro de 2017, a empresa é familiar. O Zé do nome do José Victor Gurgel Filho: engenheiro, mas hoje bem mais chef de cozinha que qualquer outra coisa. Junto com a sócia e irmã, Jeanine Gurgel (e com pitaco de toda a família, que se envolve no projeto) eles elaboraram cardápio, idealizaram espaço e decoração. A ideia é ter uma casa que abriga bem grupos de família e amigos que apreciam conversar, comer e beber bem. Dá pra perceber que o grupo familiar gosta disso: receber amigos e se encontrarem, o que se reflete na receptividade e atmosfera do local.

O cardápio é bem extenso e variado. Muitas carnes nobres, tendo opções de suínos e bovinos, incluindo um joelho de porco (1,5Kg por R$95 – dá pra família toda :O) que ainda vou voltar para provar no jantar porque sou dessas que jantam bem, hahaha. Entre as entradinhas, destacam-se o trio de linguiças artesanais (de queijo, picante e suave) feitas pelo chef, acompanhadas de pão tostado na parrilla, salsa chilena (uma espécie de vinagrete sem cebola e pimentão) e farofinha (R$30). Também tem brochete de picanha angus (R$29) e Dip Marguerita (Mussarela, tomates cerejas e manjericão gratinados e acompanhados de torradinhas – R$22), entre outras opções.

Dip Marguerita: preciso provar isso URGENTE (Foto: Divulgação)

Mas o nosso foco foi mesmo o almoço do Menu “ZéCutivo”. As opções são muito bem servidas e achei o preço bem justo para a qualidade. Você escolhe uma das 6 opções de proteína: salmão grelhado, picanha, bife ancho, picanha suína, picanha de carneiro ou filé de sobrecoxa de frango. Os valores variam de R$29 a R$44. O cliente escolhe também 2 acompanhamentos entre as 7 opções. Cada prato vem também com farofinha e a salsa chilena, que fica deliciosa misturada com a farofa. Escolhemos o ancho, a picanha suína e a picanha de carneiro.

(Foto: Ariane Cajazeiras)

As carnes estavam no ponto, suculentas, bem temperadas e macias. O meu carneiro veio acompanhado de um das melhores geleias de pimenta que já comi na vida, com toque de abacaxi. Excelente! Como acompanhamentos, pedimos o arroz do Zé (com manteiga da terra, carne do sol, queijo coalho e manteiga), a maionese à Diúla (receita italiana de família), farofinha de banana (levemente apimentada) e batata canoa. Tudo muito bom, fresco, bem feito, temperos na medida, a pimentinha impera em muitos pratos, mas não vem em excesso. Fizemos uma refeição de ótimo custo-benefício.

Picanha de Carneiro com cebola e geleia de pimenta e abacaxi (Foto: Ariane Cajazeiras)

O estilo da casa preza pela simplicidade, mas tem detalhes que saltam aos olhos, como a maçaneta em forma de cutelo. Um local prático, bonito, organizado e sem excessos. O cardápio segue essa linha: muitas opções de almoço, acompanhamentos, jantar, cervejas artesanais, choppes e drinks, mas tudo pensado mais em quem gosta de comer e beber do que no requinte em excesso. Vale visitar e dizer para gente o que achou 🙂

Zé Restô Bar
Rua República da Armênia, 1311 – Parque Manibura
Horário: 11:30 às 15:00, 17:30 às 23:00
Conta com espaço infantil e um pequeno espaço externo
(85) 3393-0700

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Tem cearense na quarta edição do The Taste Brasil

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo

12 de Abril de 2018

Cearense de Fortaleza, o chef Clovis Lima está no primeiro episódio da quarta temporada do The Taste Brasil. Ele levou forró e comida típica para a edição do programa apresentado por 4 chefs renomados: Claude Troisgros, Felipe Bronze, André Mifano e Helena Rizzo. O desafio era grande: preparar um prato que pudesse ser servido completo em uma colher.

Chef Clovis Lima no The Taste Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)

Mas o desafio começou bem antes: foram 11 mil inscritos até fazer parte do grupo seleto de 30 participantes que devem ser escolhidos pelos mentores para fazer parte de seus times. No episódio, que só vai ao ar dia 26 de abril no canal GNT, mas já está disponível online, já tem a saga dos 30 cozinheiros.

Trabalhando há 8 anos no ramo da gastronomia, Clovis Lima fez escola em Curitiba no Centro Europeu, uma das escolas mais respeitadas do Brasil. Sempre trabalhou em projetos próprios e rodou o mundo com sua comida, mas classifica a participação no reality como “a maior loucura que já fiz na minha vida“. Em entrevista ao Le Chef Coxinha, Clovis disse que “entrar num reality de gastronomia parece meio insano, porque encontrei tanto cozinheiro bacana e com potencial grande que trabalham em casas conceituadas no Brasil“.

(Foto: Arquivo Pessoal)

O prato escolhido é bem cearense e levou o nome de “Maria Isabel de Bel e Chico”, em alusão ao cantor sobralense Belchior e ao seu Chico, pai de Clovis. “Fiz o Maria Isabel básico com arroz e carne do sol. Daí incluí o maxixe e coloquei leite de coco pra ficar molhadinho“. O leite de coco remete à cozinha da beira da praia, já que Clovis começou a cozinhar com os exemplos de casa: os pais tinham uma barraca de praia na orla da capital cearense. “Meu pai como pescador sempre fazia peixes e frutos do mar. Mamãe como era do interior as comidas do sertão. E foi nessa colher que envolvi toda minha história de gastronomia“, disse ele.

Maria Isabel de Bel e Chico (Foto: Arquivo Pessoal)

No episódio, Clovis até ensaia uns passos de forró com o chef Claude, mas o francês como dançarino é um ótimo chef de cozinha, hehehehehe. O programa vai ao ar todas às quintas-feiras às 22h. Não vou contar o final do episódio que já vi pela internet, porque o melhor mesmo é você matar a curiosidade assistindo e comendo um bom Maria Isabel ou quem sabe um baião de dois bem cearense.

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Tem cearense na quarta edição do The Taste Brasil

Por Ariane Cajazeiras em Chefs do mundo

12 de Abril de 2018

Cearense de Fortaleza, o chef Clovis Lima está no primeiro episódio da quarta temporada do The Taste Brasil. Ele levou forró e comida típica para a edição do programa apresentado por 4 chefs renomados: Claude Troisgros, Felipe Bronze, André Mifano e Helena Rizzo. O desafio era grande: preparar um prato que pudesse ser servido completo em uma colher.

Chef Clovis Lima no The Taste Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)

Mas o desafio começou bem antes: foram 11 mil inscritos até fazer parte do grupo seleto de 30 participantes que devem ser escolhidos pelos mentores para fazer parte de seus times. No episódio, que só vai ao ar dia 26 de abril no canal GNT, mas já está disponível online, já tem a saga dos 30 cozinheiros.

Trabalhando há 8 anos no ramo da gastronomia, Clovis Lima fez escola em Curitiba no Centro Europeu, uma das escolas mais respeitadas do Brasil. Sempre trabalhou em projetos próprios e rodou o mundo com sua comida, mas classifica a participação no reality como “a maior loucura que já fiz na minha vida“. Em entrevista ao Le Chef Coxinha, Clovis disse que “entrar num reality de gastronomia parece meio insano, porque encontrei tanto cozinheiro bacana e com potencial grande que trabalham em casas conceituadas no Brasil“.

(Foto: Arquivo Pessoal)

O prato escolhido é bem cearense e levou o nome de “Maria Isabel de Bel e Chico”, em alusão ao cantor sobralense Belchior e ao seu Chico, pai de Clovis. “Fiz o Maria Isabel básico com arroz e carne do sol. Daí incluí o maxixe e coloquei leite de coco pra ficar molhadinho“. O leite de coco remete à cozinha da beira da praia, já que Clovis começou a cozinhar com os exemplos de casa: os pais tinham uma barraca de praia na orla da capital cearense. “Meu pai como pescador sempre fazia peixes e frutos do mar. Mamãe como era do interior as comidas do sertão. E foi nessa colher que envolvi toda minha história de gastronomia“, disse ele.

Maria Isabel de Bel e Chico (Foto: Arquivo Pessoal)

No episódio, Clovis até ensaia uns passos de forró com o chef Claude, mas o francês como dançarino é um ótimo chef de cozinha, hehehehehe. O programa vai ao ar todas às quintas-feiras às 22h. Não vou contar o final do episódio que já vi pela internet, porque o melhor mesmo é você matar a curiosidade assistindo e comendo um bom Maria Isabel ou quem sabe um baião de dois bem cearense.