Publicidade

Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras, Caetano Neto e Iury Costa

Abril 2017

Um boteco para chamar de seu!

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas

18 de Abril de 2017

Gente, está rolando em Fortaleza desde a sexta-feira, dia 14, a sétima edição do Comida di Buteco, que vai premiar as melhores comidas de raiz do Fortaleza, os petiscos mais originais, e, é claro, o melhor boteco da cidade, que também pode ser eleito o melhor do Brasil. São avaliados quesitos como tira-gosto, atendimento, temperatura das bebidas, e higiene do espaço. Por aqui, 16 estabelecimentos participam:

Alma Gêmea – Rua Dragão do Mar, 30 – Praia de Iracema

Concorre com o Camarão Sertanejo, camarão empanado em carne de sol desfiada e farinha de mandioca servido com couve, paçoca e molho tártaro.

Alpendre – Rua Torres Câmara, 181 lj 1. – Aldeota

Concorre com o Kibeer, um kibe feito com cevada, acompanhado com molho de iogurte caseiro, lúpulo e hortelã. Uma cerveja para mastigar!

Bar Chá da Égua – Avenida Gomes de Matos, 302 – Montese

Concorre com o Velas do Mucuripe, um filé de tilápia na crosta de aveia com molhos especiais da casa.

Bar do Helano – Rua Carlos Vasconcelos, 2310 – Joaquim Távora

Concorre com o Bolinho do Cazuza, feito de arroz e recheado com queijo muçarela.

Bar do Nem – Rua General Clarindo de Queiroz, 1745 – Mercado São Sebastião

Concorre com o elaborado A Esperança da Jeriquita e suas Cumades, são bolinhos feitos de purê de jerimum, batata doce, batata inglesa, macaxeira, leite de coco, manteiga da terra e queijo gorgonzola, maionese de barbecue, barbecue de tamarindo e molho de pimenta caseira.

Bar O Camocim – Rua Padre Mororó, 1012 – Centro

Concorre com o Mestre Lucas, um filé de peixe branco ao molho agridoce de maracujá.

Boozer’s – Rua Carlos Vasconcelos, 834 – Meireles

Concorre com o Pastel Celestino, feito com massa de farinha de quinoa, recheado com carne do sol, feijão verde e queijo coalho.

Boteco do Arlindo – Rua Carlos Gomes, 83 – José Bonifácio

Concorre com o Três meninas, que são três panquecas recheadas, uma de carne de sol, outra de creme de arraia e uma de frango caipira.

Canto do Baião –  Rua Capitão Uruguai, 56 – Aerolândia

Concorre com uma coxa com sobrecoxa desossada e grelhada no molho de laranja.

Carneiro do Tércio – Rua Gonçalves Ledo, 1123 – Aldeota

Concorre com a Coxinha de Frango da Tia, que é uma coxinha apimentada de frango, acompanhada de um molho especial

Espaço Casa da Sogra – Rua Vasco da Gama, 1072, Fundos – Montese

Concorre com a Sogra Alada, meio da asa levemente picante empanada, acompanhada de molho barbecue, geleia de pimenta e farofa crocante.

Kina do Feijão Verde – Rua João Cordeiro, 1697 – Aldeota

Concorre com o Cordeiro da Filhota, que é um cordeiro trinchado com cerveja

Outras Palavras – Rua Ana Bilhar, 1470 b – Varjota

Concorre com as Coxinhas Sem Massa, três coxinhas sem massa, servidas com molhos especiais da casa.

Picanha Iracema – Rua Joaquim Alves, 104 – Meireles

Concorre com o Camarão com ervas a Doritos, são camarões empanados com Doritos, e servidos com geleia de pimenta.

Teresa & Jorge – Rua João Cordeiro, 540 – Praia de Iracema

Concorre com o Joaquim Manoel, que é um Pastel com recheio de bacalhau cremoso e temperos especiais.

Varandão da Vila (Mariaaaaaaaana!) – Avenida Osório de Paiva, 1612 – Parangaba

Concorre com o Munguzá de Buteco, uma receita de munguzá salgado, e temperado com ingredientes regionais.

Esta é a sétima edição do Comida di Buteco em Fortaleza, mas o concurso também acontece em outras 19 cidades brasileiras desde 2000. A seleção do melhor boteco acontece no dia sete de maio. Daí, o estabelecimento escolhido passa a concorrer para se tornar o melhor do Brasil. Vale o voto do público, e de um júri especializado. Como começou na Sexta-feira da Paixão, o embalo começa a partir desta semana. O Blog Le Chef Coxinha vai tentar ir em todos. Os resultados vão aparecer por aqui.

 

Foto: reprodução internet

leia tudo sobre

Publicidade

Páscoa do #compredequemfaz

Por Ariane Cajazeiras em Chocolate

12 de Abril de 2017

Não sei de onde surgiu essa hashtag #compredequemfaz, mas desde que abri um pequeno negócio informal inicialmente de bijouterias e hoje de artesanatos com minha mãe há quase 7 anos, o Ateliê Romantisch, passei a valorizar muito quem produz artesanalmente, tem marcas locais, etc. Não pelo fato de querer alavancar as vendas, não é isso. Mas porque entendi alguns fatos em relação aos produtos artesanais.

O primeiro deles é que cada peça feita a mão é única. Por mais que você use a mesma matéria prima, mesmos moldes… uma peça nunca será igual a outra pois seres humanos não são máquinas. E, como você deve entender, tudo que é único tem valor inestimável. O segundo fato é que quando se compra algo feito por um pequeno produtor, você está movimentando a economia local. Ao invés de investir seu dinheiro em grandes empresas, porque não ser o patrocinador de pequenos (grandes) talentos? E por último, quando você fomenta a produção de um pequeno, você tem acesso à matéria prima, sabe de onde veio aquilo e pode pesquisar com mais facilidade a procedência do que está consumindo. E é por tudo isso que sou a rainha das feirinhas: compro com orgulho de quem faz, elogio, propago. E chega desse “ranço” provinciano de que as coisas que nós produzimos aqui são menores e piores do que as que vem de fora. Não!

E nessa onda resolvi esse ano que neste mês de abril não iria comprar ovos de Páscoa dos grandes produtores. Por mais que minha criança interior gritasse por um Surpresa Bichos Nestlé, os lindos e pesados ovos de colher foram meus escolhidos. Claro que ainda existem aqueles chocolates cheios de gordura com “gosto de sabão”, mas tem muita gente boa sabendo temperar um bom chocolate como ninguém! Por isso saí “fazendo a feira” em pequenas docerias caseiras de amigos, conhecidos e indicados por amigos. Fiz questão de pagar pelos ovos (senão nada de fomentar a economia, né?), dar o feedback e divulgo aqui sem filtros as fotos e pontos baixos e altos de cada “ovíneo” caseiro consumido. E vamos tirar o “caseiro” do hall das coisas pejorativas! Comida caseira é tudo de bom 🙂

1) Casa Costa Confeitaria – O número um das críticas positivas de  todos que me “ajudaram” (ê tarefa difícil, né, família?) a provar os chocolates aqui em casa. A Casa Costa é a marca do nosso companheiro de blog Iury Costa. O Iury já fazia bolos, bolos “afogadinhos”, tortas e cupcakes e nessa Páscoa começou a investir nos ovos. O chocolate utilizado é um blend de ao leite e meio amargo. Vem recheado de brigadeiro tradicional, beijinho, brigadeiro de farinha láctea, brigadeiro de Oreo, entre outros. Encomendei o de beijinho com oreo. Não gosto nem um pouco de beijinho com coco industrializado (aqueles adoçados, em flocos, que vem no saco), por isso tenho o maior preconceito em pedir doce de coco nos cantos, mas esse docinho me surpreendeu positivamente! O recheio de coco é o melhor de todos que já provei.

Preços: A partir de R$25

Ponto Alto: Chocolate de qualidade, apresentação linda e beijinho com gosto de infância.

Ponto Baixo: O biscoito Oreo fica mole quando está em contato com o ar, então não estava crocante (avalie isso se for encomendar esse sabor). A casquinha é mais fina na borda, ficando mais quebradiça no manuseio.

Contato: Instagram: @casacostaconfeitaria/ Whatsapp: (85) 98853.0261

Informações adicionais: Aceita encomendas até a Páscoa. Aceita Cartão de Crédito e Débito.

 

2) Dolcelita  – Amo os brigadeiros que a Tallyta Monique faz! Ela é uma colega aqui do Sistema Jangadeiro e eu já tinha tido a oportunidade comprar os docinhos finos dela em outras (muitas) ocasiões. Têm uma textura maravilhosa, aquelas bem “puxa”, do jeito que eu gosto. Além de sabores variados e diferenciados, como o de churros, Romeu e Julieta (amo), Meio Amargo. Nessa Páscoa, ela fez uns testes bem sucedidos com ovos de Páscoa e está comercializando entre amigos e conhecidos.

Preços: Variam entre 20 e 60 reais, sendo o mais barato o tradicional de 200g e o mais caro o trio do Coelho, com 3 ovos de colher de 200g. É possível acrescentar adicionais como leite ninho ou twix por mais 5 reais.

Ponto Alto: A casquinha foi a mais elogiada dos críticos aqui de casa. O sabor de meio amargo e a borda grossa e bem acabada. Adoramos. A apresentação também muito cuidadosa. Olha só esses brigadeiros, que perfeição!

Ponto Baixo: Não gosto muito das bolinhas crocantes (o que chamam de “chocoball” e afins) , porque de um modo geral o chocolate delas não é de qualidade. Atrapalha o sabor do brigadeiro, na minha opinião.

Contato: Instagram: @tallytabruno / Whatsapp: (85) 98181.0491

Informações adicionais: Aceita encomendas até a Páscoa. Não tem cartão de crédito.

3) Açaí no Alvo Maracanaú – No quesito inovação, esse ovo superou os outros. Aproveitou a moda que invadiu a cidade, afinal os pontos de açaí pipocam nas ruas de Fortaleza e região metropolitana e são frequentados em todos os bairros. Fruta típica do norte do país, o açaí tem seu lugar aqui no estado. Mas o sabor divide muito opiniões: quem ama, ama, quem não gosta, insiste em dizer que nós, adoradores do açaí, estamos “comendo barro” (apenas parem). Não moro em Maracanaú, então foi através de um colega de trabalho que encomendei o Ovo de Páscoa trufado com açaí da franquia Açaí no Alvo. O recheio é um brigadeiro de açaí e a cobertura você escolhe. O meu veio com paçoquita (combinação perfeita S2), leite ninho, gotas de chocolate e castanha. Também é possível colocar frutas, jujuba e o que mais você preferir.

Preços: Fabricado em três diferentes tamanhos, 380g, 480g e 720g, o Ovo Trufado com Açaí custa entre R$ 20 e R$ 45.

Ponto Alto: O gosto do açaí é bem leve, mas ainda assim é possível identificar o sabor no brigadeiro. O recheio não é muito doce e por isso não enjoa! Também achei o preço bem em conta para o tamanho e a qualidade. É um ótimo e inusitado presente para os amantes do açaí.

Ponto Baixo: O chocolate da casca é de média qualidade (embora gostoso, mas não é tão fino) e a loja é meio longe para quem mora em Fortaleza.

Contato: Facebook:/acainoalvomaracanau/ Instagram: @acainoalvomaracanau

Informações adicionais: Aceita Cartão de Crédito e Débito.

4) Deborah Lage Doces – Não conhecia a Deborah, mas ficava babando nas fotos postadas na internet pelo irmão dela, meu colega de Sistema Jangadeiro. Ela faz doces, bolos lindos e sobremesas. Gosto muito da forma que ela decora os doces, ela trabalha super bem com o bico de confeiteiro. Nesta Páscoa, resolvi encomendar um ovo de chocolate branco recheado com brigadeiro de limão e farofa de biscoito passatempo, ovo que acabou sendo entitulado de tortinha de limão. Pedi para colocar biscoito na casca. A Deborah é muito caprichosa e ama cozinhar, dia desses li a história dela contada pelo irmão, que inclui a desistência de um ótimo emprego (financeiramente falando) para seguir fazendo algo que ela ama: cozinhar.

Preços: A partir de R$25

Ponto Alto: Brigadeiro delicioso e produtos de ótima qualidade. A farofinha de passatempo é realmente do biscoito, não é de biscoito similar. O brigadeiro não é azedo (como muitas sobremesas de limão) e é bem liso e gostoso.

Ponto Baixo: Pedi biscoito também na casca, mas ela colocou não pedaços, e sim o biscoito triturado, daí não deu pra sentir bem. O chocolate branco da casca é bem mais doce, então corre o risco de ficar enjoativo.

Contato: Instagram: @deborahlagedoces/Facebook: /Déborah-Lage-Doces Whatsapp: (85) 99905.2685

Informações adicionais: Aceita Cartão de crédito e Débito. Não aceita mais encomenda para essa Páscoa 🙁

 

Todos eles valem super a pena. E tem ainda uma coisa em comum entre as pessoas que fazem ovos de Páscoa artesanais: a simpatia, o carinho e o amor pelo que fazem. Isso torna a Páscoa mais especial e combina bem com o motivo religioso, não é mesmo? Sucesso para os pequenos empreendedores e boa Páscoa para todos vocês 🙂

 

Publicidade

Metais, fast food, internet e outras intolerâncias

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas Fail

03 de Abril de 2017

Oi, eu sou Ariane e achei um metal estranho dentro do meu sanduíche do Mc Donald’s no último dia 28 de março de 2017. Aconteceu assim: semana passada, depois de um péssimo dia, comprei um combo Original Mex da loja que fica no shopping Riomar Kennedy, a mais nova de Fortaleza, inclusive. O sanduíche é o mais novo lançado pela linha Signature, aquela linha de sanduíches vendida como mais “gourmet”, com ingredientes selecionados. A linha é uma das mais caras do restaurante: o combo simples com batata média e refrigerante médio custa R$29,90.

Original Mex (Foto: Ariane Cajazeiras)

A sequência de ações foi mais ou menos essa: comprei por volta das 20h30, 21h, levei para comer em casa, cheguei, abri, provei, gostei, mas achei pouca guacamole, minha irmã Alana duvidou da existência do ingrediente, abri para mostrar a guacamole, avistei um ponto prateado no meio do molho, puxei o ponto e era um pedaço metálico de cerca de 5 cm. No. Meio. Do. Molho. Com dentinhos perfurantes. Pelo design da peça parece alguma parte da máquina de colocar molho, mas não sei porque não conheço as máquinas. Levei um susto. Fotografei. Joguei o lanche no lixo. Postei a foto no Facebook e no Instagram, como qualquer pessoa indignada dos anos 2017 faria.

A pecinha ainda suja de molho (Foto: Alana Cajazeiras)

Aqui dá para ver o tamanho da peça (Foto: Alana Cajazeiras)

O plano era pegar a peça, levar junto com as fotos tiradas no celular, falar com a gerente da loja do Riomar (loja esta que eu conhecia, já havia comprado lá diversas vezes e não tinha do que reclamar), dessa vez reclamar de fato, pedir o dinheiro de volta, alertar para a falta de cuidado. Fim. Mas eu sou jornalista, tenho muitos jornalistas nos meus contatos do facebook. Então a Lyvia Rocha, desse mesmo portal do blog, o Tribuna do Ceará, pediu algumas informações e postou na manhã seguinte ao achado, uma reportagem que teve muitos likes e compartilhamentos. A partir daí uma moça do jornal O Globo (do RJ) me mandou inbox e pediu entrevista e acabou postando lá também (com um texto beeeeeem igualzinho ao da Lyvia) e mais tarde o pessoal do O Povo também me ligou e postou no portal deles. Enfim, foi pras redes de uma maneira mais ampla.

A pecinha depois de lavada (Foto: Ariane Cajazeiras)

A assessoria de imprensa do Mc Donald’s no Ceará ligou para o meu trabalho na manhã seguinte ao ocorrido, antes mesmo das reportagens serem publicadas, pediu desculpas, pediu meu número celular pessoal. De tarde, recebi a ligação amistosa do franqueado local do McDonald’s, Adolfo Bichucher Neto. Ele pediu desculpas, reconheceu o absurdo, explicou que a loja tinha controle de qualidade, pediu para eu visitar a cozinha da loja do Riomar com ele nas próximas semanas, perguntou se podia mandar naquele dia mesmo um novo combo para minha casa. E pediu a peça que eu achei para que eles entendessem que peça era e de onde ela tinha saído. Disse que estavam fazendo uma pesquisa minuciosa para saber o que tinha acontecido. A gerente veio aqui em casa, deixou o lanche, pediu desculpas mais uma vez, colocou-se à minha disposição e foi embora. Pronto, agora vocês já sabem todos os mínimos detalhes.

Já iria escrever no blog sobre o tema, mas fiquei mais estimulada após aprender que NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, devo gastar meu tempo lendo os comentários dos haters na internet. Porque o que teve de gente dizendo que: eu queria era ganhar dinheiro, eu queria aparecer (?), eu teria implantado a peça lá dentro… enfim. Bem: 1) eu não tenho uma coleção de pecinhas metálicas estranhas lá em casa, então ela apareceu lá mesmo. 2) Eu adoro comer, não desperdiçaria um lanche de R$29,90 colocando qualquer porcaria dentro. 3) Eu não processei e nem vou processar pela simples razão de que não quero ter estresse, ou seja, simples comodismo. Eu consideraria processar em duas situações: se dentro do sanduíche tivesse um inseto ou alguma nojeira ou se eu tivesse me machucado com a peça.  3) Para os amigos que sugeriram pedir um ano de MC Donald’s grátis, não tenho cara de pedir nada de graça pra ninguém, mas valeu a sugestão.

Para finalizar, o Mc Donald’s ainda não me ligou esclarecendo o porquê de a peça estar naquela terça-feira no meu sanduíche caro de guacamole. Ainda estou aguardando o resultado da análise minuciosa que me foi prometida. E sobre o sanduíche? Muito bom, obrigada. Peça com pimenta, use o limão. Só uma consideração: gostaria de sentir mais o gosto da guacamole. E, por favor, sem nada metálico para atrapalhar a hora sagrada do meu jantar.

 

Publicidade

Metais, fast food, internet e outras intolerâncias

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas Fail

03 de Abril de 2017

Oi, eu sou Ariane e achei um metal estranho dentro do meu sanduíche do Mc Donald’s no último dia 28 de março de 2017. Aconteceu assim: semana passada, depois de um péssimo dia, comprei um combo Original Mex da loja que fica no shopping Riomar Kennedy, a mais nova de Fortaleza, inclusive. O sanduíche é o mais novo lançado pela linha Signature, aquela linha de sanduíches vendida como mais “gourmet”, com ingredientes selecionados. A linha é uma das mais caras do restaurante: o combo simples com batata média e refrigerante médio custa R$29,90.

Original Mex (Foto: Ariane Cajazeiras)

A sequência de ações foi mais ou menos essa: comprei por volta das 20h30, 21h, levei para comer em casa, cheguei, abri, provei, gostei, mas achei pouca guacamole, minha irmã Alana duvidou da existência do ingrediente, abri para mostrar a guacamole, avistei um ponto prateado no meio do molho, puxei o ponto e era um pedaço metálico de cerca de 5 cm. No. Meio. Do. Molho. Com dentinhos perfurantes. Pelo design da peça parece alguma parte da máquina de colocar molho, mas não sei porque não conheço as máquinas. Levei um susto. Fotografei. Joguei o lanche no lixo. Postei a foto no Facebook e no Instagram, como qualquer pessoa indignada dos anos 2017 faria.

A pecinha ainda suja de molho (Foto: Alana Cajazeiras)

Aqui dá para ver o tamanho da peça (Foto: Alana Cajazeiras)

O plano era pegar a peça, levar junto com as fotos tiradas no celular, falar com a gerente da loja do Riomar (loja esta que eu conhecia, já havia comprado lá diversas vezes e não tinha do que reclamar), dessa vez reclamar de fato, pedir o dinheiro de volta, alertar para a falta de cuidado. Fim. Mas eu sou jornalista, tenho muitos jornalistas nos meus contatos do facebook. Então a Lyvia Rocha, desse mesmo portal do blog, o Tribuna do Ceará, pediu algumas informações e postou na manhã seguinte ao achado, uma reportagem que teve muitos likes e compartilhamentos. A partir daí uma moça do jornal O Globo (do RJ) me mandou inbox e pediu entrevista e acabou postando lá também (com um texto beeeeeem igualzinho ao da Lyvia) e mais tarde o pessoal do O Povo também me ligou e postou no portal deles. Enfim, foi pras redes de uma maneira mais ampla.

A pecinha depois de lavada (Foto: Ariane Cajazeiras)

A assessoria de imprensa do Mc Donald’s no Ceará ligou para o meu trabalho na manhã seguinte ao ocorrido, antes mesmo das reportagens serem publicadas, pediu desculpas, pediu meu número celular pessoal. De tarde, recebi a ligação amistosa do franqueado local do McDonald’s, Adolfo Bichucher Neto. Ele pediu desculpas, reconheceu o absurdo, explicou que a loja tinha controle de qualidade, pediu para eu visitar a cozinha da loja do Riomar com ele nas próximas semanas, perguntou se podia mandar naquele dia mesmo um novo combo para minha casa. E pediu a peça que eu achei para que eles entendessem que peça era e de onde ela tinha saído. Disse que estavam fazendo uma pesquisa minuciosa para saber o que tinha acontecido. A gerente veio aqui em casa, deixou o lanche, pediu desculpas mais uma vez, colocou-se à minha disposição e foi embora. Pronto, agora vocês já sabem todos os mínimos detalhes.

Já iria escrever no blog sobre o tema, mas fiquei mais estimulada após aprender que NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, devo gastar meu tempo lendo os comentários dos haters na internet. Porque o que teve de gente dizendo que: eu queria era ganhar dinheiro, eu queria aparecer (?), eu teria implantado a peça lá dentro… enfim. Bem: 1) eu não tenho uma coleção de pecinhas metálicas estranhas lá em casa, então ela apareceu lá mesmo. 2) Eu adoro comer, não desperdiçaria um lanche de R$29,90 colocando qualquer porcaria dentro. 3) Eu não processei e nem vou processar pela simples razão de que não quero ter estresse, ou seja, simples comodismo. Eu consideraria processar em duas situações: se dentro do sanduíche tivesse um inseto ou alguma nojeira ou se eu tivesse me machucado com a peça.  3) Para os amigos que sugeriram pedir um ano de MC Donald’s grátis, não tenho cara de pedir nada de graça pra ninguém, mas valeu a sugestão.

Para finalizar, o Mc Donald’s ainda não me ligou esclarecendo o porquê de a peça estar naquela terça-feira no meu sanduíche caro de guacamole. Ainda estou aguardando o resultado da análise minuciosa que me foi prometida. E sobre o sanduíche? Muito bom, obrigada. Peça com pimenta, use o limão. Só uma consideração: gostaria de sentir mais o gosto da guacamole. E, por favor, sem nada metálico para atrapalhar a hora sagrada do meu jantar.