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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras, Caetano Neto e Iury Costa

dezembro 2016

L’Entrecôte de Paris promove uma viagem gastronômica com o novo cardápio ‘Bistrô D’Europa’

Por Caetano Neto em Restaurantes

17 de dezembro de 2016

L'Entrecôte de Paris

Fomos convidados a conhecer o novo cardápio do L’Entrecôte de Paris. O restaurante, já desde a sua fachada, demostra a vontade de transportar o cliente para Paris. Não só pela arquitetura baseada na capital francesa, a música francesa que toca no salão, mas também pela brilhante ideia do franqueado local, Thiago Nóbrega, de tentar reproduzir a Pont des Arts na sua fachada, para que casais provem seu amor colocando cadeados na proteção. Não é a toa que no Dia dos Namorados a casa lota.

L'Entrecôte de Paris cadeados Pont des Arts

A franquia é conhecida por só ter como opção de prato principal o (prato) “L’Entrecôte de Paris”. E por esse motivo a casa se torna super exigente com o prato que entrega. A casa oferece 6 pontos diferentes para o corte de carne: Blue (onde a carne é selada somente em um dos lados), mal passada, ao ponto pra menos, ao ponto, ao ponto pra mais e bem passada. O molho a base de iogurte e mostarda é guardado como segredo da fórmula da coca-cola. A única parte da receita revelada é que são 36h de cozimento e mais de 20 ingredientes diferentes. O acompanhamento, batata frita, pode ser substituído por outras opções como batata rústica ou brócolis. Mesmo com todas essas opções, a franquia notou que ter um prato só pode ser motivo para os clientes assíduos decidirem ou terem que ir em outro restaurante pois a companhia gostaria de variar.

O processo da elaboração do novo cardápio foi iniciado em São Paulo. Cada um dos franqueados foi à capital paulista para experimentar e começar o processo de adaptação das receitas para a suas cidades. Após essa adaptação, a franquia enviou seus consultores gastronômicos aos franqueados para implantação e testes de degustação do mercado. O processo inteiro levou um ano.

O tema do novo cardápio continua sendo levar o cliente a França, mas dessa vez a viagem se extende a outros países europeus. Portugal, Espanha e Itália (além da já visitada França) foram os primeiros escolhidos.

Destacam-se no cardápio o Risoto de Frutos do Mar, que leva um arroz arbóreo cremoso incrementado com os requintados frutos marítimos (lula, polvo, camarão e mexilhão) e com o toque agridoce especial do tomatinho cereja

Risoto de Frutos do Mar

Bacalhau D’Europa, feito com lascas generosas de bacalhau do porto guarnecido com creme de nata especial.

Bacalhau

Para quem prefere saborear uma excelente massa, as escolhas podem ser o Raviolone de Camarão, uma opção leve e recheada com camarão ao espumante preparado com creme de leite fresco com molho especial

Raviolone

Ou a Lasanha de Vegetais, pedida vegetariana feita com legumes grelhados e tendo como diferencial o acabamento com creme de queijo de cabra e molho de tomate.

Lasanha de Vegetais

Já o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi é uma ótima opção para os que preferem carne, com bifes baixos de mignon grelhados acompanhados do suculento risoto de funghi secchi.

Escalopinho

Nós experimentamos duas bruschetas, uma de pão rústico, pêra, brie e redução de vinho e a outra de gorgonzola, tomate e aceto balsâmico. Excelente escolha de entrada, o pão feito no próprio restaurante e a harmonia entre sabores das duas bruschetas são o destaque.

IMG_5363

Experimentamos também o Medalhão au Poivre (pimenta em francês). O molho não é forte como se imagina (e aparentemente se teme aqui na cidade) a carne muito macia, veio ao ponto pra menos. A grande surpresa do prato é o fettucine na manteiga de sálvia, suave mas muito saboroso.

Medalhão au poivre

Experimentamos também o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi. O risoto com Funghi Secchi por si só já seria um ótimo prato. A cebola crocante que além de embelezar a apresentação do prato é o grande diferencial. Prato muito bem pensado com texturas e sabores contrastantes.

Um cardápio muito bem vindo que vale a pena conhecer.

L’Entrecôte de Paris

R. Maria Tomásia, 531
Telefone: (85) 3016-9660
Segunda a sábado 12h as 15h, 19h as 23h
Domingo 12h as 17h

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O Masterchef Profissional chega a sua final

Por Caetano Neto em Vejo comida em todo lugar

15 de dezembro de 2016

Foram 14 cozinheiros profissionais, 11 episódios até chegarmos no grande embate entre Dayse e Marcelo da final do Primeiro Masterchef Profissional

Machismo, egocentrismo, falta de respeito por quem segue outro estilo de cozinha, … Essa parte “novelinha Big Brother” recheou o programa. A primeira notícia que eu tive do Masterchef Profissionais foi que o programa estrearia com a Paola Carrossela brigando com um dos competidores. Ouvimos impropérios do tipo: “Se você não sabe o que fazer, pegue uma vassoura e vá varrer o chão.” Ou ainda uma das competidoras (eliminada no primeiro programa, diga-se de passagem) revoltada com o estilo ágil e tenso da cozinha profissional, “eu gostaria de ter permanecido mais tempo para mostrar que a cozinha profissional não precisa ser assim”… Pfffff… sei. Infelizmente, reconheço que esse lado é o que traz audiência e por conseguinte traz patrocinadores que garantem a continuidade do programa. Assim como ouso dizer que algumas das eliminações parecem nitidamente ser baseadas em escolha de “personalidades” que trazem mais audiência. Sim, mulheres, eu homem heterossexual entendo agora o sofrimento de ter de aguentar uma mídia direcionada a uma curva de audiência completamente diferente da sua.

Mas…. esqueçamos essa parte e falemos de comida. O programa foi recheado de provas belíssimas. Como exemplo a primeira prova do terceiro episódio, também conhecida como a prova da xepa.

Cabeça e espinha de peixe; pé e pescoço de galinha; pele de frango; osso com tutano, casca de laranja, cebola e alho; folha de beterraba, cenoura, repolho e brócolis; couro de bacon e “cabelinho” do alho poró. Essa “xepa” eram os ingredientes os quais os participantes tinham que escolher no mínimo três. Sim, eles eram obrigados a escolherem pelo menos três desses ingredientes. E de ingredientes complementares eles ainda tinham: creme de leite, ovo limão, alho, farinha, leite, óleo, açúcar, vinagre, ervas, parmesão, shoyo, e pimenta dedo de moça. E só!

Você, caro leitor, o que faria com esses ingredientes? Lixo? Não se sinta só. A maioria dos participantes também não fazia ideia do que fazer.

Outra prova interessante foi ambientada em um museu e os competidores deveriam apresentar seus “pratos” diretamente em uma tela de pintura, tornando a comida uma obra de arte.

Claro que pra ser Masterchef profissional tinha que ter provas de grandes desafios técnicos como o bolo Ópera…

…e o peixe Coulibiac

A grande Final

O programa inicia mostrando a jornada dos dois competidores. Com uma produção cinematográfica, com direito a tomadas com campo de profundidade definido, slow motions de dar inveja ao Zach Snyder, tudo isso para lembrar ao espectador porque aqueles dois competidores merecem estar ali.

A prova final era a execução de um menu degustação com oito pratos. O primeiro duelo começou com uma prova de cinco minutos de mercado e duas horas de cozinha. Os cozinheiros tinham que entregar dois amuse bouche (literalmente do francês, divertir a boca, amuse bouche é um aperitivo criativo com intuito de preparar o paladar) e duas entradas. Após isso, deveriam entregar dois pratos principais e duas sobremesas.

Ao final do programa, a Ana Paula sai ditando prato a prato a nota de cada jurado. Afim de conciliar crítica e nota, coloquei uma ao lado da outra. Espero que gostem.

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A comida no futuro utópico de 3%

Por Caetano Neto em Vejo comida em todo lugar

05 de dezembro de 2016

Estreou dia 25 de novembro 3%, a primeira série brasileira exibida e produzida pela Netflix. Nela é narrada a história de jovens de 20 anos do Continente se submetendo ao Processo tentando ingressar ao Maralto. O Continente é exibido com todas as características de um futuro distópico, já o Maralto, embora não apareça, é descrito como uma utopia. A estatística é que somente 3% passam no Processo e podem viver em Maralto, deixando 97% das pessoas de fora dessa sociedade mais evoluída.

A série traz diversas reflexões de como se encontra a humanidade e como nos relacionamos nessa linha concreta dividindo essas duas realidades. Lógico que um dos tópicos que realmente nos fez parar para pensar, foram as cenas aonde os concorrentes devoram a comida oferecida no Processo. As cenas abaixo aparecem já no primeiro episódio, mas se você tem problemas sérios com spoilers, veja por conta e risco.

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

Na história, não aparece como 97% da população que vive no Continente se alimenta, mas aparentemente no Processo existe uma grande variedade de frutas e várias comidas com um quê de gastronomia molecular.

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

Na série como um todo, não aparece nenhum alimento de origem animal. O que nos faz parar para pensar no futuro da nossa alimentação. Será que vamos todos nos tornar vegetarianos? Se isso acontecer, será escolha da humanidade ou a produção pecuária se tornará impraticável.

O que aconteceu com os cereais e os leguminosos? De onde virão as proteínas necessária para jovens que estão sendo constantemente submetidos a esforços mentais e físico? Será que os alimentos com cara de gastronomia molecular serão enriquecidos com as vitaminas e proteínas que não se encontram nas frutas em grande parte cítricas que vemos? A maior pergunta de todas: sério mesmo que não vai ter coxinha nesse futuro? 😀

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Instagram que dá água na boca… #002

Por Caetano Neto em Instagram que dá água na boca

01 de dezembro de 2016

Toda semana, você confere aqui aquelas fotos maldosas do Instagram que te fazem babar de tanta água na boca. Afinal, acreditamos com toda racionalidade possível que o Instagram foi criado especificamente com esse motivo. Antes de começar a rolar a página, aconselhamos preparem os babadores. 🙂

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Instagram que dá água na boca… #002

Por Caetano Neto em Instagram que dá água na boca

01 de dezembro de 2016

Toda semana, você confere aqui aquelas fotos maldosas do Instagram que te fazem babar de tanta água na boca. Afinal, acreditamos com toda racionalidade possível que o Instagram foi criado especificamente com esse motivo. Antes de começar a rolar a página, aconselhamos preparem os babadores. 🙂