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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras, Caetano Neto e Iury Costa

[SÉRIE ALEMANHA] Frühstück: o café da manhã

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

21 de janeiro de 2017

Como boa amante da comida que sou, gosto muito de apreciar todas as refeições do dia. Uma das minhas preferidas é o café da manhã. É muito bom comer uma frutinha, tomar um bom café e comer um queijo e um pãozinho, não é? O café da manhã alemão não é tão diferente do nosso, é basicamente isso: pão, café, suco, fruta, ovo, frios. Mas tem algumas diferenças, no preparo e variação desses itens.

A variedade de pães e frios, por exemplo. Os pães são mais crocantes e firmes, tem poucos dos que a gente chama aqui no Ceará de “massa fina” ou “sovado”. Também é possível encontrar muitos pães “de fôrma”, aquelas fatias, em geral cheios de grãos, como o tradicional pão de centeio (que na versão de snack é um horror, não recomendo). É uma massa escura e bem densa, às vezes é feito bem fino com grãos moídos e pouco aparentes, às vezes como as fatias da foto abaixo, com os grãos inteiros. Pelas minhas pesquisas, ele é cozido em banho maria na umidade da própria massa por mais de 20 horas. Ele não leva fermento! O pão era feito com farinha de centeio que era a mais barata, lá pelo início da sua fabricação, nos anos 1450. Por isso era o mais consumido pelas classes mais pobres e rurais do país.

Pão de centeio: feito com cereais, é um pão bem denso

Pão de centeio (foto: internet)

Os pães alemães são muito diversos e tem em todo lugar uma boa variedade. Nas padarias, claro, mas também em supermercados, mercadinhos e até nos restaurantes das estações de trem. O meu preferido era esse pão da foto, cheio de sementes de papoula. Mas também tem muitos pães com outras sementes, com gergelim e amanteigados.

Pão com sementes de papoula (foto: Ariane Cajazeiras)

Os Brezel também são muito consumidos: são pãezinhos trançados crocantes em formato do que aqui no Brasil nós chamamos de Pretzel, mas com sabor bem diferente dos nossos Pretzels. Eles podem ser vendidos recheados com frios, maionese e folhas e acompanham os salsichões e cervejas tão queridos pelos alemães (sim, as cervejas são consumidas até pela manhã, nas estações de trem e quiosques). Mas o mais barato e mais vendido é o comum, sem recheio, amanteigado.

Brezel: diferente do nosso Pretzel (Foto: Internet)

Eu também fiquei maluca com a quantidade de queijos e presuntos! Queijo brie, queijo emental, queijos com pimenta e vários temperos, queijos de cabra e muitos queijos frescos. A preferência do paladar alemão é sempre pelos mais azedos. Eu me acabei mesmo foi no queijo brie, que aqui no Brasil é um absurdo de caro e lá é baratinho demais.

Foto: Ariane Cajazeiras

Pão com queijo brie e salame apimentado (Foto: Ariane Cajazeiras)

As mortadelas e os salames são muitos e de ótima qualidade. Até mesmo o da marca dos supermercados. E os alemães também comem o tradicional salsichão (são muitas variações, falo em outro post) no café da manhã. Fatiados e fritos ou inteiros dentro do pão. Tem pão com salsichão para vender em todo lugar que você vai. Nos cafés dos hoteis, geralmente mais sortidos, também tem patês de salsichão, creme azedo, queijo cremoso, patê de cebola e sempre, sempreeee tem ovo… mas cozido! E eles adoram toda uma parafernália para comer o ovo cozido: copinho para o ovo, saleiro, colherzinha. Não vi por lá, mas ouvi falar que existe até um utensílio para quebrar a casca de ovo, chamado de “Eierschalensollbruchstellenverursacher” (não se assuste, o alemão junta uma ruma de palavra numa só, isso significa em português maios ou menos “o causador da marca onde se deve quebrar a casca do ovo”).

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Destaque também para o patê de banha de porco, consumido principalmente na parte sul do país. Fomos a uma cidadezinha encantadora, chamada Rothenburg ob der Tauber. Nos hospedamos num hotelzinho que era uma fofura e com a MELHOR COMIDA DE TODOS OS TEMPOS. Só de pensar, já estou salivando. Ele ficava em uma cidade vizinha a Rothenburg, Steinsfeld, que é um município da Alemanha, no distrito de Ansbach, no estado da Baviera. A comida bávara é super lecker (muito deliciosa)! Queria morar na Baviera, sério. Nesse hotel, o Alte Schreinerei  a comida era feita de forma bem caseira e foi lá onde comi pela primeira vez o Schweineschmalz, que nada  mais é que um patê de banha de porco salgado e temperado com cebola. A primeira vista pode parecer nojento, mas depois que você quebra o preconceito… Tem uma textura bem gordurosa, claro, mas o tempero é muito leve e gostoso.

Schweineschmalz no Alte Schreinerei (que saudade). Foto: Ariane Cajazeiras

Café da manhã no Alte Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

A variedade de geleias e cremes de avelã também é um caso a parte. Elas são bem baratas no supermercado, você encontra um pote pequeno por menos de um euro! Os cremes de avelã variam, não tem só Nutella. E o potinho custa poucos euros, você encontra até por 2 eurinhos. É fácil engordar na Alemanha, não é?

Geleias e creme de avelã (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já as frutas, essas eu senti muita, muita falta. Não tem como compara com a variedade de frutas de um país tropical! Como estávamos na época do inverno, as opções eram ainda mais reduzidas e mais caras. Um suco de laranja fresca, por exemplo, custa uns 3 euros no supermercado (cerca de 10 reais por 300 ml de suco de laranja!). Por isso você encontra mais frutas secas ou em calda e sucos industrializados. O que para mim é o fim do mundo, já que eu amo fruta e amo suco natural. Nos cafés da manhã dos hoteis, o máximo de frutas frescas que você vai encontrar são as bananas e as maçãs. Encontramos mais variedade de frutas no mercado municipal, mas igualmente caras.

Mercado municipal de Frankfurt: quase 7 euros, meio quilo de morango! (Foto: Ariane Cajazeiras)

Suco industrializado (:() com mini muffins de mirtilo, chocolate e baunilhas (:D) (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para finalizar, outra decepção: o cafezinho. De um modo geral, o café por lá é bem fraco. Você não acha café coado, só expresso de máquina, de um modo geral. E os locais onde o café é servido coado, desapontam um pouco pelo sabor fraco e pouco marcante.

Nas cafeterias, são muitas opções: café latte, Milchkaffee (leite vaporizado com um pingo de café), Cappuccino, café com leite. E tem muitas cafeterias por um onde você passa, isso é ótimo. A gente parou em vários desses locais e experimentou muitos cafezinhos. Os alemães gostam muito de café, assim como nós, brasileiros. As bebidas não são necessariamente ruins, algumas são deliciosas! Mas sem dúvida o cafezinho simples daqui é bem mais forte e gostoso!

Starbucks: café caro e fraco, não recomendo. Esse era um chocolatequente com aroma de caramelo gostosinho (foto: Alana Cajazeiras)

É isso! Viajar é incrível. Viajar para provar sabores é mais incrível ainda! A viagem continua por anos e anos na nossa memória. No próximo post da série vou falar sobre DOCES. Bis bald (Até mais!)!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Novidades no Le Chef!

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas, Vejo comida em todo lugar

16 de janeiro de 2017

Bonjour! É tempo de se reinventar!

Quando surgiu a ideia de montar o Le Chef Coxinha, não tivemos tempo de organizar as ideias. Quando nos ofereceram a possibilidade de hospedar o blog no portal “Tribuna do Ceará”, decidimos, meio que no impulso, criar essa página. Unimos nossas paixões por gastronomia, e decidimos enfrentar o mundo.

Como tudo que dá certo surge por impulso, estamos agora, já com a carruagem em movimento, concatenando as ideias, e definindo nossas bases editoriais e de conteúdo. Com essas novas definições, em constante transformação, trouxemos novidades para você, querido leitor!

 

Nova identidade visual

Como parte do nosso direcionamento daqui para frente, pensamos em criar uma identidade, principalmente para ajudar o leitor a nos identificar mais facilmente. Surge a nossa logo! Com cara de menu de bistrô parisiense, a nossa identidade tem a nossa cara, já que percorremos desde a alta gastronomia, até às comidinhas de rua. Todas com sabor.

 

Novo colaborador

Para manter a qualidade do blog, além de uma periodicidade das postagens, decidimos abrir espaço para mais um colaborador, que vai somar conosco as experiências gastronômicas: Caetano Neto.

Nosso novo parceiro é designer por formação, mas apaixonado por gastronomia. Tentando apurar o paladar a cada dia, arrisca algumas receitas na cozinha de vez em quando. Tocou com alguns amigos o projeto “Covardia Gastronômica”, que reúne parceiros para um papo, com comidas preparadas por eles próprios. Bem-vindo, Caetano.

 

Prometemos melhorar a cada dia. Mas, acima de tudo, prometemos manter você com água na boca, e com vontade de provar as delícias que postamos! Au revoir!

Instagram: @lechefcoxinha

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Alemanha: uma série

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

12 de janeiro de 2017

Três quilos a mais e um mês de férias depois, eis que volto para escrever para o Le Chef Coxinha, dessa vez com algumas experiências colhidas no Velho Mundo, em um país muito querido pra mim: Deutschland!

Fomos em família à querida e fria Alemanha no período de dezembro, comecinho do inverno e ainda o período dos tradicionais Mercados de Natal.

A bela e fria Frankfurt

Vou tentar resumir em alguns posts aqui no blog o que comemos, o que provamos, o que bebemos. As delícias das feirinhas, a vontade de morar no supermercado, os chocolates deliciosos e baratíssimos, as tortas com menos açúcar e mais sabor, a incrível variedade de pães deliciosos, a forma plural de usar a batata… enfim. Já estou com saudade só de falar. Afinal, a comida é também um meio de conhecer culturas diferentes, não é?!

Pão com linguiça: comida que tem em todo lugar da Alemanha

Como estivemos no inverno, é importante lembrar que a variedade de frutas não é tão grande, então eu senti muita falta de umas frutinhas frescas e da nossa variedade tropical… No próximo post dessa série querida vou falar mais sobre isso, já que vou começar por uma das minhas refeições preferidas: frühstuck (café da manhã!). Espero que vocês se animem para revisitar a bela Alemanha comigo. Até logo, ou como dizem os alemães, bis Bald!

Com amor e com fome,

Ariane

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L’Entrecôte de Paris promove uma viagem gastronômica com o novo cardápio ‘Bistrô D’Europa’

Por Caetano Neto em Restaurantes

17 de dezembro de 2016

L'Entrecôte de Paris

Fomos convidados a conhecer o novo cardápio do L’Entrecôte de Paris. O restaurante, já desde a sua fachada, demostra a vontade de transportar o cliente para Paris. Não só pela arquitetura baseada na capital francesa, a música francesa que toca no salão, mas também pela brilhante ideia do franqueado local, Thiago Nóbrega, de tentar reproduzir a Pont des Arts na sua fachada, para que casais provem seu amor colocando cadeados na proteção. Não é a toa que no Dia dos Namorados a casa lota.

L'Entrecôte de Paris cadeados Pont des Arts

A franquia é conhecida por só ter como opção de prato principal o (prato) “L’Entrecôte de Paris”. E por esse motivo a casa se torna super exigente com o prato que entrega. A casa oferece 6 pontos diferentes para o corte de carne: Blue (onde a carne é selada somente em um dos lados), mal passada, ao ponto pra menos, ao ponto, ao ponto pra mais e bem passada. O molho a base de iogurte e mostarda é guardado como segredo da fórmula da coca-cola. A única parte da receita revelada é que são 36h de cozimento e mais de 20 ingredientes diferentes. O acompanhamento, batata frita, pode ser substituído por outras opções como batata rústica ou brócolis. Mesmo com todas essas opções, a franquia notou que ter um prato só pode ser motivo para os clientes assíduos decidirem ou terem que ir em outro restaurante pois a companhia gostaria de variar.

O processo da elaboração do novo cardápio foi iniciado em São Paulo. Cada um dos franqueados foi à capital paulista para experimentar e começar o processo de adaptação das receitas para a suas cidades. Após essa adaptação, a franquia enviou seus consultores gastronômicos aos franqueados para implantação e testes de degustação do mercado. O processo inteiro levou um ano.

O tema do novo cardápio continua sendo levar o cliente a França, mas dessa vez a viagem se extende a outros países europeus. Portugal, Espanha e Itália (além da já visitada França) foram os primeiros escolhidos.

Destacam-se no cardápio o Risoto de Frutos do Mar, que leva um arroz arbóreo cremoso incrementado com os requintados frutos marítimos (lula, polvo, camarão e mexilhão) e com o toque agridoce especial do tomatinho cereja

Risoto de Frutos do Mar

Bacalhau D’Europa, feito com lascas generosas de bacalhau do porto guarnecido com creme de nata especial.

Bacalhau

Para quem prefere saborear uma excelente massa, as escolhas podem ser o Raviolone de Camarão, uma opção leve e recheada com camarão ao espumante preparado com creme de leite fresco com molho especial

Raviolone

Ou a Lasanha de Vegetais, pedida vegetariana feita com legumes grelhados e tendo como diferencial o acabamento com creme de queijo de cabra e molho de tomate.

Lasanha de Vegetais

Já o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi é uma ótima opção para os que preferem carne, com bifes baixos de mignon grelhados acompanhados do suculento risoto de funghi secchi.

Escalopinho

Nós experimentamos duas bruschetas, uma de pão rústico, pêra, brie e redução de vinho e a outra de gorgonzola, tomate e aceto balsâmico. Excelente escolha de entrada, o pão feito no próprio restaurante e a harmonia entre sabores das duas bruschetas são o destaque.

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Experimentamos também o Medalhão au Poivre (pimenta em francês). O molho não é forte como se imagina (e aparentemente se teme aqui na cidade) a carne muito macia, veio ao ponto pra menos. A grande surpresa do prato é o fettucine na manteiga de sálvia, suave mas muito saboroso.

Medalhão au poivre

Experimentamos também o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi. O risoto com Funghi Secchi por si só já seria um ótimo prato. A cebola crocante que além de embelezar a apresentação do prato é o grande diferencial. Prato muito bem pensado com texturas e sabores contrastantes.

Um cardápio muito bem vindo que vale a pena conhecer.

L’Entrecôte de Paris

R. Maria Tomásia, 531
Telefone: (85) 3016-9660
Segunda a sábado 12h as 15h, 19h as 23h
Domingo 12h as 17h

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O Masterchef Profissional chega a sua final

Por Caetano Neto em Vejo comida em todo lugar

15 de dezembro de 2016

Foram 14 cozinheiros profissionais, 11 episódios até chegarmos no grande embate entre Dayse e Marcelo da final do Primeiro Masterchef Profissional

Machismo, egocentrismo, falta de respeito por quem segue outro estilo de cozinha, … Essa parte “novelinha Big Brother” recheou o programa. A primeira notícia que eu tive do Masterchef Profissionais foi que o programa estrearia com a Paola Carrossela brigando com um dos competidores. Ouvimos impropérios do tipo: “Se você não sabe o que fazer, pegue uma vassoura e vá varrer o chão.” Ou ainda uma das competidoras (eliminada no primeiro programa, diga-se de passagem) revoltada com o estilo ágil e tenso da cozinha profissional, “eu gostaria de ter permanecido mais tempo para mostrar que a cozinha profissional não precisa ser assim”… Pfffff… sei. Infelizmente, reconheço que esse lado é o que traz audiência e por conseguinte traz patrocinadores que garantem a continuidade do programa. Assim como ouso dizer que algumas das eliminações parecem nitidamente ser baseadas em escolha de “personalidades” que trazem mais audiência. Sim, mulheres, eu homem heterossexual entendo agora o sofrimento de ter de aguentar uma mídia direcionada a uma curva de audiência completamente diferente da sua.

Mas…. esqueçamos essa parte e falemos de comida. O programa foi recheado de provas belíssimas. Como exemplo a primeira prova do terceiro episódio, também conhecida como a prova da xepa.

Imagem de Amostra do You Tube

Cabeça e espinha de peixe; pé e pescoço de galinha; pele de frango; osso com tutano, casca de laranja, cebola e alho; folha de beterraba, cenoura, repolho e brócolis; couro de bacon e “cabelinho” do alho poró. Essa “xepa” eram os ingredientes os quais os participantes tinham que escolher no mínimo três. Sim, eles eram obrigados a escolherem pelo menos três desses ingredientes. E de ingredientes complementares eles ainda tinham: creme de leite, ovo limão, alho, farinha, leite, óleo, açúcar, vinagre, ervas, parmesão, shoyo, e pimenta dedo de moça. E só!

Você, caro leitor, o que faria com esses ingredientes? Lixo? Não se sinta só. A maioria dos participantes também não fazia ideia do que fazer.

Outra prova interessante foi ambientada em um museu e os competidores deveriam apresentar seus “pratos” diretamente em uma tela de pintura, tornando a comida uma obra de arte.

Claro que pra ser Masterchef profissional tinha que ter provas de grandes desafios técnicos como o bolo Ópera…

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…e o peixe Coulibiac

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A grande Final

O programa inicia mostrando a jornada dos dois competidores. Com uma produção cinematográfica, com direito a tomadas com campo de profundidade definido, slow motions de dar inveja ao Zach Snyder, tudo isso para lembrar ao espectador porque aqueles dois competidores merecem estar ali.

A prova final era a execução de um menu degustação com oito pratos. O primeiro duelo começou com uma prova de cinco minutos de mercado e duas horas de cozinha. Os cozinheiros tinham que entregar dois amuse bouche (literalmente do francês, divertir a boca, amuse bouche é um aperitivo criativo com intuito de preparar o paladar) e duas entradas. Após isso, deveriam entregar dois pratos principais e duas sobremesas.

Ao final do programa, a Ana Paula sai ditando prato a prato a nota de cada jurado. Afim de conciliar crítica e nota, coloquei uma ao lado da outra. Espero que gostem.

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A comida no futuro utópico de 3%

Por Caetano Neto em Vejo comida em todo lugar

05 de dezembro de 2016

Estreou dia 25 de novembro 3%, a primeira série brasileira exibida e produzida pela Netflix. Nela é narrada a história de jovens de 20 anos do Continente se submetendo ao Processo tentando ingressar ao Maralto. O Continente é exibido com todas as características de um futuro distópico, já o Maralto, embora não apareça, é descrito como uma utopia. A estatística é que somente 3% passam no Processo e podem viver em Maralto, deixando 97% das pessoas de fora dessa sociedade mais evoluída.

A série traz diversas reflexões de como se encontra a humanidade e como nos relacionamos nessa linha concreta dividindo essas duas realidades. Lógico que um dos tópicos que realmente nos fez parar para pensar, foram as cenas aonde os concorrentes devoram a comida oferecida no Processo. As cenas abaixo aparecem já no primeiro episódio, mas se você tem problemas sérios com spoilers, veja por conta e risco.

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

Na história, não aparece como 97% da população que vive no Continente se alimenta, mas aparentemente no Processo existe uma grande variedade de frutas e várias comidas com um quê de gastronomia molecular.

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

A comida do futuro utópico de 3%

Todos os direitos reservados a Netflix

Na série como um todo, não aparece nenhum alimento de origem animal. O que nos faz parar para pensar no futuro da nossa alimentação. Será que vamos todos nos tornar vegetarianos? Se isso acontecer, será escolha da humanidade ou a produção pecuária se tornará impraticável.

O que aconteceu com os cereais e os leguminosos? De onde virão as proteínas necessária para jovens que estão sendo constantemente submetidos a esforços mentais e físico? Será que os alimentos com cara de gastronomia molecular serão enriquecidos com as vitaminas e proteínas que não se encontram nas frutas em grande parte cítricas que vemos? A maior pergunta de todas: sério mesmo que não vai ter coxinha nesse futuro? 😀

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Instagram que dá água na boca… #002

Por Caetano Neto em Instagram que dá água na boca

01 de dezembro de 2016

Toda semana, você confere aqui aquelas fotos maldosas do Instagram que te fazem babar de tanta água na boca. Afinal, acreditamos com toda racionalidade possível que o Instagram foi criado especificamente com esse motivo. Antes de começar a rolar a página, aconselhamos preparem os babadores. 🙂

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Instagram que dá água na boca… #001

Por Caetano Neto em Instagram que dá água na boca

23 de novembro de 2016

Toda semana, você confere aqui aquelas fotos maldosas do Instagram que te fazem babar de tanta água na boca. Afinal, acreditamos com toda racionalidade possível que o Instagram foi criado especificamente com esse motivo. Antes de começar a rolar a página, aconselhamos preparem os babadores. 🙂

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Enquanto isso no Instagram do Le Chef Coxinha…

Por Caetano Neto em Coxinha

21 de novembro de 2016

Para quem ainda não sabe estamos também no Instagram. Lá damos aquelas dicas mais rápidas, além de claro, mostrarmos o que estamos comendo no dia a dia. Afinal, sabemos que o Instagram foi criado tão somente com esse motivo! 😀

E claro que não podia faltar a maravilhosa coxinha!

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Harry Potter e a hora do rango

Por Caetano Neto em Vejo comida em todo lugar

17 de novembro de 2016

Do universo de Harry Potter, estreia hoje o aguardado Animais Fantásticos e Onde Habitam. O filme conta a história de Newt Scamander. Um excêntrico magizoologista que carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo. Em plena Nova York (não estamos mais em Londres, Edwirges), no ano de 1926, as criaturas acabam saindo de sua mala e agora ele precisa usar suas habilidades para capturá-las.

Imagem de Amostra do You Tube

Os fãs do bruxinho devem estar sentindo um misto de ansiedade e nostalgia. E nessa nostalgia que lembramos de todas as guloseimas do mundo mágico de Harry Potter: Feijõezinhos de Todos os Sabores, Sapos de Creme de Menta, Varinhas de chocolate, Diabinhos de Pimenta, entre outros que infelizmente deve ser impossível de achar no nosso mundo. Mas, existem receitas do universo que conseguimos reproduzir aqui.

Coletamos uma série de vídeos para que você possa ir “cheio” de magia para os cinemas.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

De tudo relacionado a comida no mundo dos bruxos, o que eu queria mesmo era participar de um desses banquetes do Salão Comunal. 😉

Harry Potter e os banquetes do Salão Comunal

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[SÉRIE ALEMANHA] Frühstück: o café da manhã

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

21 de janeiro de 2017

Como boa amante da comida que sou, gosto muito de apreciar todas as refeições do dia. Uma das minhas preferidas é o café da manhã. É muito bom comer uma frutinha, tomar um bom café e comer um queijo e um pãozinho, não é? O café da manhã alemão não é tão diferente do nosso, é basicamente isso: pão, café, suco, fruta, ovo, frios. Mas tem algumas diferenças, no preparo e variação desses itens.

A variedade de pães e frios, por exemplo. Os pães são mais crocantes e firmes, tem poucos dos que a gente chama aqui no Ceará de “massa fina” ou “sovado”. Também é possível encontrar muitos pães “de fôrma”, aquelas fatias, em geral cheios de grãos, como o tradicional pão de centeio (que na versão de snack é um horror, não recomendo). É uma massa escura e bem densa, às vezes é feito bem fino com grãos moídos e pouco aparentes, às vezes como as fatias da foto abaixo, com os grãos inteiros. Pelas minhas pesquisas, ele é cozido em banho maria na umidade da própria massa por mais de 20 horas. Ele não leva fermento! O pão era feito com farinha de centeio que era a mais barata, lá pelo início da sua fabricação, nos anos 1450. Por isso era o mais consumido pelas classes mais pobres e rurais do país.

Pão de centeio: feito com cereais, é um pão bem denso

Pão de centeio (foto: internet)

Os pães alemães são muito diversos e tem em todo lugar uma boa variedade. Nas padarias, claro, mas também em supermercados, mercadinhos e até nos restaurantes das estações de trem. O meu preferido era esse pão da foto, cheio de sementes de papoula. Mas também tem muitos pães com outras sementes, com gergelim e amanteigados.

Pão com sementes de papoula (foto: Ariane Cajazeiras)

Os Brezel também são muito consumidos: são pãezinhos trançados crocantes em formato do que aqui no Brasil nós chamamos de Pretzel, mas com sabor bem diferente dos nossos Pretzels. Eles podem ser vendidos recheados com frios, maionese e folhas e acompanham os salsichões e cervejas tão queridos pelos alemães (sim, as cervejas são consumidas até pela manhã, nas estações de trem e quiosques). Mas o mais barato e mais vendido é o comum, sem recheio, amanteigado.

Brezel: diferente do nosso Pretzel (Foto: Internet)

Eu também fiquei maluca com a quantidade de queijos e presuntos! Queijo brie, queijo emental, queijos com pimenta e vários temperos, queijos de cabra e muitos queijos frescos. A preferência do paladar alemão é sempre pelos mais azedos. Eu me acabei mesmo foi no queijo brie, que aqui no Brasil é um absurdo de caro e lá é baratinho demais.

Foto: Ariane Cajazeiras

Pão com queijo brie e salame apimentado (Foto: Ariane Cajazeiras)

As mortadelas e os salames são muitos e de ótima qualidade. Até mesmo o da marca dos supermercados. E os alemães também comem o tradicional salsichão (são muitas variações, falo em outro post) no café da manhã. Fatiados e fritos ou inteiros dentro do pão. Tem pão com salsichão para vender em todo lugar que você vai. Nos cafés dos hoteis, geralmente mais sortidos, também tem patês de salsichão, creme azedo, queijo cremoso, patê de cebola e sempre, sempreeee tem ovo… mas cozido! E eles adoram toda uma parafernália para comer o ovo cozido: copinho para o ovo, saleiro, colherzinha. Não vi por lá, mas ouvi falar que existe até um utensílio para quebrar a casca de ovo, chamado de “Eierschalensollbruchstellenverursacher” (não se assuste, o alemão junta uma ruma de palavra numa só, isso significa em português maios ou menos “o causador da marca onde se deve quebrar a casca do ovo”).

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Destaque também para o patê de banha de porco, consumido principalmente na parte sul do país. Fomos a uma cidadezinha encantadora, chamada Rothenburg ob der Tauber. Nos hospedamos num hotelzinho que era uma fofura e com a MELHOR COMIDA DE TODOS OS TEMPOS. Só de pensar, já estou salivando. Ele ficava em uma cidade vizinha a Rothenburg, Steinsfeld, que é um município da Alemanha, no distrito de Ansbach, no estado da Baviera. A comida bávara é super lecker (muito deliciosa)! Queria morar na Baviera, sério. Nesse hotel, o Alte Schreinerei  a comida era feita de forma bem caseira e foi lá onde comi pela primeira vez o Schweineschmalz, que nada  mais é que um patê de banha de porco salgado e temperado com cebola. A primeira vista pode parecer nojento, mas depois que você quebra o preconceito… Tem uma textura bem gordurosa, claro, mas o tempero é muito leve e gostoso.

Schweineschmalz no Alte Schreinerei (que saudade). Foto: Ariane Cajazeiras

Café da manhã no Alte Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

A variedade de geleias e cremes de avelã também é um caso a parte. Elas são bem baratas no supermercado, você encontra um pote pequeno por menos de um euro! Os cremes de avelã variam, não tem só Nutella. E o potinho custa poucos euros, você encontra até por 2 eurinhos. É fácil engordar na Alemanha, não é?

Geleias e creme de avelã (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já as frutas, essas eu senti muita, muita falta. Não tem como compara com a variedade de frutas de um país tropical! Como estávamos na época do inverno, as opções eram ainda mais reduzidas e mais caras. Um suco de laranja fresca, por exemplo, custa uns 3 euros no supermercado (cerca de 10 reais por 300 ml de suco de laranja!). Por isso você encontra mais frutas secas ou em calda e sucos industrializados. O que para mim é o fim do mundo, já que eu amo fruta e amo suco natural. Nos cafés da manhã dos hoteis, o máximo de frutas frescas que você vai encontrar são as bananas e as maçãs. Encontramos mais variedade de frutas no mercado municipal, mas igualmente caras.

Mercado municipal de Frankfurt: quase 7 euros, meio quilo de morango! (Foto: Ariane Cajazeiras)

Suco industrializado (:() com mini muffins de mirtilo, chocolate e baunilhas (:D) (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para finalizar, outra decepção: o cafezinho. De um modo geral, o café por lá é bem fraco. Você não acha café coado, só expresso de máquina, de um modo geral. E os locais onde o café é servido coado, desapontam um pouco pelo sabor fraco e pouco marcante.

Nas cafeterias, são muitas opções: café latte, Milchkaffee (leite vaporizado com um pingo de café), Cappuccino, café com leite. E tem muitas cafeterias por um onde você passa, isso é ótimo. A gente parou em vários desses locais e experimentou muitos cafezinhos. Os alemães gostam muito de café, assim como nós, brasileiros. As bebidas não são necessariamente ruins, algumas são deliciosas! Mas sem dúvida o cafezinho simples daqui é bem mais forte e gostoso!

Starbucks: café caro e fraco, não recomendo. Esse era um chocolatequente com aroma de caramelo gostosinho (foto: Alana Cajazeiras)

É isso! Viajar é incrível. Viajar para provar sabores é mais incrível ainda! A viagem continua por anos e anos na nossa memória. No próximo post da série vou falar sobre DOCES. Bis bald (Até mais!)!

Com amor e com fome,

Ariane.