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Le Chef Coxinha

por Ariane Cajazeiras, Caetano Neto e Iury Costa

Hamburgão da zona oeste

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas, Hamburguer

16 de fevereiro de 2017

Eu adoro achar lugares novos pertinho de casa. Morando na parte oeste da cidade, muito desprovida de bons restaurantes, fico ressentida de ter que me deslocar para lugares muito distantes de casa, muitas vezes lotados ou com estacionamento ruim, para apreciar uma comida boa. Mas a parte legal é que isso vem mudando, felizmente! os empresários já começam a investir em novas áreas, longe da “zona nobre”. Soube por meio de um amigo que o Jardim Guanabara, na zona oeste da cidade (pertinho da Vila Velha, Álvaro Weyne e adjacências) contava com uma nova hamburgueria com produtos muito bons, segundo ele, e hoje resolvemos provar: o Pacheco’s Burguer.

TIRIRICA burger: carne, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e salada fresca (Foto: Ariane Cajazeiras)

A hamburgueria é pequena, são poucas mesas espalhadas pela calçada mesmo. O espaço lembra um food truck, é bem descolado e tocou Beatles a noite inteira: curti. Chegando lá, batemos um papo rápido com o Pacheco, que abriu o espaço há três meses com a esposa. A “sra. Pacheco” (Tanna) é especializada em gastronomia, eles tinham a ideia de abrir um negócio juntos e resolveram investir no bairro de infância dele.

Pacheco’s Burguer (Foto: Divulgação)

O cardápio é simples, mas suficiente: são 10 petiscos, entre eles: bolinhas (que tem recheio de queijo a arraia e custam de 12 a 14 reais), onion rings, nachos, batata da casa (com cheddar e bacon) e até espetinhos (só 4,00, com molho e farofinha). Os sanduíches são 7 variedades e cada um leva o nome de um humorista cearense. Segundo o proprietário, tudo é feito na casa, os ingredientes são frescos. Éramos 5 e provamos os espetinhos (porção pequena e carne macia: uma boa entrada) e 4 burgers.

Optamos pelo TOMCAVALCANTE burguer (pão, carne de 180g, queijo mussarela e alface americana), TIRIRICA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e alface americana), ROCICLEIA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, tomate, bacon, cebola caramelizada, molho e alface americana) e o SEULUNGA burguer (que é basicamente o mesmo Rocicleia burguer, mas com ingredientes dobrados). O produto é muito bom: a carne é grossa, saborosa e bem temperada. Só esqueci de pedir pra vir mal passada (eles sugerem que você peça assim, tá escrito no cardápio, mas acabei esquecendo). Os ingredientes são frescos e de boa qualidade e os preços variam entre R$12 e R$22. Tem luvinhas de plástico para quem não quer sujar as mãos. Dá pra pedir adicionais de ingredientes, mas, acredite, o tamanho é suficiente.

Fazendo cara de Seu Lunga para fazer jus ao sandubão (Foto: Jefferson Sant’ana)

TIRIRICA e seus nachos. Todos os sandubas acompanham uma boa maionese temperada (Foto: Ariane Cajazeiras)

Uma crítica: a geleia de pimenta do meu TIRIRICA burguer, pareceu-me um pouco mascarada frente aos outros ingredientes, senti pouco o sabor dela.

Todos os sanduíches vêm acompanhados de uma pequena porção de batatas e uma boa maionese temperada. A apresentação também é legal: vem em uma tábua de carne de madeira. Entre as bebidas, existem 10 variedades de sucos e vitaminas, 13 cervejas (incluindo sem álcool) e refrigerantes. Não tem sobremesas!

Fiquei feliz em poder contar com mais um point bacana pertinho de casa! Vale a visita ao bom hamburgão da zona oeste. E fica a dica para os empresários: a zona oeste quer comer bem!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Bistrô parisiense no meio do hospital

Por Ariane Cajazeiras em Restaurantes

13 de fevereiro de 2017

Le Pain Le Café abriu as portas há quase um mês no Hospital Regional da Unimed

Imagine estar em um hospital e poder se teletransportar para um ambiente aconchegante… quem sabe um bistrô francês, que tal? Parece um sonho: fugir um pouco, nem que seja por alguns minutos, da realidade a que geralmente um hospital está ligado, não é? Essa é a proposta da nova Le Pain Le Café que abriu as portas em janeiro no Hospital Regional da Unimed (HRU) em Fortaleza.

Le Pain Le Café Bistrô (Foto: Ariane Cajazeiras)

O local onde funcionava um outro restaurante estava desativado e foi todo reformado para dar lugar à nova proposta da cafeteria, que já funciona no bairro Meireles e também contava com um pequeno café no pátio da recepção do HRU.

O local foi inaugurado em janeiro deste ano (Foto: Ariane Cajazeiras)

A ideia dos sócios Gustavo e Eveline Espalter e Isabel e Alexandre Studart foi expandir também o cardápio da Le Pain Le Café, abrindo a versão Bistrô. Segundo Isabel, o novo projeto segue a filosofia da cafeteria: levar bem estar, conforto e boa gastronomia, mas agora também com pratos quentes e um menu desenvolvido especialmente para o espaço do hospital.

Caetano, Iury e eu no dia da inauguração (Foto: Elon Nepomuceno)

O cardápio é a la carte e tem tanto os sanduíches, bolos, cafés, chás e sucos, como também saladas, crepes, pratos quentes e sobremesas. Entre os sanduíches, muitas opções bem convidativas, como o tradicional croque monsieur (com presunto de parma, ricota e um toque de melão) e o Nordestão (com carne de sol crocante, queijo do reino, chutney de cebola e pasta no pão de caju). Já quero provar o Le Pain Le Café, que leva carne de cordeiro, chutney de morango, folhas e pasta de hortelã no croissant.

Degustação do Gratin de Camarões (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já entre os pratos, destaque para o Gratin de camarões (que leva camarão, arroz com presunto, ervilha e molho branco, tudo gratinado e finalizado com batata palha) e as massas como os Romanitos (nhoques caseiros de abóbora, recheados com carne de sol e queijo coalho). Também tem pratos com frango, peixe grelhado, estrogonofe de filé e carne de sol.  As Saladas vêm em 3 opções: carne de sol, atum ou camarão. O melhor de tudo: os preços são bem acessíveis, com pratos variando entre R$18 e R$29,90. O cardápio conta ainda com crepes, tapiocas e sopas.

Degustação dos Romanitos (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para adoçar o dia, são oferecidas 9 sobremesas, entre elas as fatias de bolo (adoro o de lavanda com laranja e o de limão com frutas cristalizadas, são sempre muito fresquinhos, fofos e saborosos), mil folhas de morango e cheesecake de manjericão com limão siciliano.

Chá Vermelho Intenso e bolo de Limão Siciliano com frutas cristalizadas (Foto: Divulgação)

O Bistrô é aberto ao público e funciona diariamente, entre oito horas da manhã e dez da noite, com serviço de café da manhã, almoço e jantar. O espaço acomoda até 65 pessoas e guarda o colorido e frescor da cafeteria original, que fica na Rua Professor Dias da Rocha.

Claro que ninguém quer precisar usar hospital, mas o espaço já era mais que esperado por quem precisa e pelos próprios profissionais do HRU. Eu precisei do espaço e como um local com comida boa fez falta! Veio em boa hora!

Ouça um trecho do bate papo que tive com a sócia do Le Pain Le Café, Isabel Studart:

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Quintal da Varjota: um espaço para se sentir em casa

Por Iury Costa em Eventos, Experiências Gastronômicas

10 de fevereiro de 2017

Restaurante une boa comida e boa música, o que garante um espaço aconchegante

O Blog Le Chef Coxinha foi convidado para saborear os pratos do cardápio do Quintal da Varjota, que é assinado pelo Chef Rafael Iori. O restaurante abriu há poucos meses, mas já se consolidou como um dos destaques da noite (e da tarde) de Fortaleza, principalmente para quem procura boa comida, bom atendimento, e bom espaço.

 

O local

Escolher o bairro Varjota, em Fortaleza, para instalar a casa, já é, de quebra, escolher elegância e boa localização. O bairro é reduto de extensos corredores gastronômicos, que se expandem a cada dia. E o Quintal da Varjota abre mais um desses corredores. O espaço se localiza na avenida Antônio Justa, quase esquina com a rua Frei Mansueto. Ao chegar no local, ficamos logo encantados com a beleza. Carro entregue ao manobrista, partimos para conhecer o Quintal.

Pensado para ser bem aconchegante, para casais e amigos se reunirem, como se estivessem em casa (daí o nome), o restaurante possui dois ambientes: o salão climatizado e o salão do Quintal.

O salão climatizado, com capacidade para até 80 pessoas, é mais reservado. Pensado, principalmente, para casais, que querem um espaço mais tranquilo. Ou também para amigos que querem uma conversa mais íntima. Já o salão do Quintal é o espaço aberto, e tem capacidade para até 200 pessoas. É o lugar do bate-papo descontraído, e também de acompanhar as apresentações musicais (cada dia da semana é um ritmo diferente).

Foto: acervo Quintal da Varjota

A Comida

A apresentação do Le Chef Coxinha ao mundo do Quintal da Varjota foi durante lançamento do novo menu, assinado pelo chef Iori. Menu esse recheado de criações de Iori, que sabe misturar ingredientes da terra com itens de alta gastronomia. E ainda com um toque único, o tal segredo do chef. Provamos alguns petiscos. Deliciosos. Destaque para alguns:

O bolinho do Agreste, com flocos de tapioca e recheado com carne do sol desfiada ao catupiry e nata, acompanhado de melaço de cana e sake. Crocância no ponto, mas os flocos de tapioca impulsionam isso. A carne do sol, com sabor intenso. O sal, típico, é reduzido por conta do catupiry e da nata.

Foto: Iury Costa

Fish and Chip’s, cubos de sirigado envoltos em uma crocante massa de tempurá, acompanhados com batatas chips e molho tártaro. O molho dá um toque especial ao sabor do sirigado.

Foto: Iury Costa

Ceviche de jacaré, com molho cítrico de limão e lima da pérsia. Experiência única de provar carne de jacaré. Passado o momento do susto, percebemos que é uma carne bem mais fibrosa que as de costume.  Além disso, bem esbranquiçada.

Foto: Iury Costa

Filé do Quintal ao Crispy de Parma, medalhões de filé banhados em um molho secreto do chef, com presunto tipo parma e shimeji, acompanhado de spaghetti na manteiga. A massa é neutra. Talvez intencional, para que o sabor do filé tome todo o prato. A carne, por outro lado, delicada, ao ponto, e, com o molho incorporado, extremamente saborosa.

 

Bebidas

As bebidas de qualidade também fazem parte do charme do Quintal da Varjota. Escolhidas por especialista, harmonizaram perfeitamente com os pratos. Destaque para:

Suco de pitaya, que possui uma cor linda, já convidativa para ser tomado. Doce da fruta.

Foto: Iury Costa

Espumante Vértice Rosé, português da região do Douro. Sabor delicado, que harmonizou maravilhosamente bem com a carne marcante do ceviche de jacaré.

Cervejas Baden Baden, de Campos do Jordão. Opções com toque de caramelo, ou mais cítrica. Pelo sabor, você sente como a cerveja é feita com cuidado, em com ingredientes selecionados.

Foto: Iury Costa

 

Opinião

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, o Quintal da Varjota conseguiu ganhar destaque na cena da gastronomia (e noite) cearense. Boas misturas, bons ingredientes garantem grandes experiências gustativas. O espaço: a ideia de deixar como um quintal de casa realmente foi alcançada. Embora em um ambiente refinado, conseguimos sentir uma intimidade com o local, justamente como em um quintal, onde os amigos se reúnem para uma roda de conversa, regada a cerveja e bons pratos.

 

Serviço

Quintal da Varjota – Av. Antônio Justa, 3525

Funcionamento: segunda e quarta, das 11h às 15h; terça e quinta, das 11h à meia-noite; sexta e sábado, das 11h às 02h; domingos, de 12h à meia-noite.

Reservas: (85) 3109.3333

@quintaldavarjota

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Coxinha sem ovo, lactose e glúten pode ser boa?

Por Ariane Cajazeiras em Coxinha

02 de fevereiro de 2017

Pois num é que pode? A paixão nacional, o quitute mais amado do Brasil, a melhor iguaria dos bares, botecos e padarias da cidade, aquela que dá nome a esse blog e é politicamente usada de forma errônea como sinônimo de coisa pejorativa, a nossa amada COXINHA é sem dúvida um dos alimentos mais procurados e por isso mesmo um dos que têm mais versões. Afinal, sabemos que ela é cheia de carboidratos, gorduras, lactose, glúten e tudo mais.

Amadas coxinhas (foto: internet)

Além das versões “fit”, que levam massa de batata doce, dentre outras versões, também já é possível achar no mercado as versões para pessoas que têm alergia ou intolerância aos elementos da receita da coxinha.

Essa semana fui convidada para conhecer uma loja que se propõe a ser a primeira especializada em produtos para pessoas que tem restrições alimentares. A Levíssima oferece uma gama de produtos. Além da coxinha, tem pães, croquetes, bolinhos de bacalhau, picolés, bolos, biscoitos, brownies, manteiga ghee, muitas coisas com baixo índice de sódio, gordura, açúcar. Enfim. Ao todo são 1800 produtos! Tem muita coisa para quem tem alergias, intolerâncias, diabetes, para vegetarianos, veganos e pessoas com restrições alimentares em geral.

Sarah Melo, o bebezinho dela no bucho, eu e mamãe (foto: Manuela Sales)

A criadora da loja e dona da marca, Sarah Melo, explica que a loja surgiu há 1 ano e 6 meses após uma demanda própria. Ela tem intolerância a lactose e glúten e buscava em todo o Brasil produtos para consumir. Quando percebeu que com um CNPJ seria mais fácil adquirir os alimentos, enxergou também uma possibilidade de negócio. A Sarah é advogada, mas dá para ver que ela gosta muito de pesquisar o assunto, sabe tudo de todos os produtos que a gente procura nas prateleiras. Afinal, quem tem restrição alimentar sabe que é necessário ter cuidado nos mínimos detalhes, até se as ferramentas que manipulam os produtos que serão consumidos não tiveram contato com resquício de algo que cause reação.

Produtos a granel (Foto: Ariane Cajazeiras)

Manteiga clarificada e várias ghee temperadas (Foto: Ariane Cajazeiras)

Os produtos mais procurados são os brownies sem glúten e lactose e… a COXINHA, claro. E essa, obviamente, eu tive que provar. Ao invés de leite, manteiga, farinha de trigo e óleo, a coxinha que levei tem fécula de batata, farinha de arroz, margarina vegetal, cebola, alho, salsinha, caldo de frango e sal na massa. A recomendação é que a coxinha integral não seja frita, mas assada no forno, para torná-la mais leve (permitam-me o trocadilho). Na loja ela é ofertada apenas congelada. A marca não é própria, de um modo geral os produtos da Levíssima vêm de vários lugares do Brasil.

Tudo bem descrito na embalagem (Foto: Ariane Cajazeiras)

Coloquei as 12 coxinhas de tamanho médio em uma assadeira sem untar nem nada. Levei ao forno como indica a embalagem: por 20 minutos. O cheirinho que se espalhou pela casa foi muito bom. Quando abri o forno, achei que a coxinha tinha ficado meio mole, mas como as pontinhas estavam escuras, achei melhor retirar.

Coxinhas congeladas (Foto: Ariane Cajazeiras)

Recém saídas do forno (Foto: Ariane Cajazeiras)

O salgado não deixa a desejar: o tempero é muito gostoso e dá pra matar a fome de coxinha. A massa é bem levinha e macia, como na versão do salgado cuja massa é feita de batata e não de farinha de trigo. Quando a massa é de farinha, fica bem mais elástica. A casquinha fica bem crocante, também. O ponto baixo é a estética: duas delas estouraram com o calor e a coxinha não fica muito redondinha, já que no forno, a parte que fica em contato com a assadeira fica mais plana e escura. Em resposta ao blog, a Levíssima diz que, embora a embalagem diga que a coxinha deve assar por 20 minutos, os clientes são orientados a colocar apenas por 15 minutos, para evitar que o salgado passe do ponto.

Também comprei outras coisinhas fits na loja. Em breve você vê a avaliação pelo instagram, já seguiu? Vai lá: @lechefcoxinha.

Com amor e com fome,

Ariane.

SERVIÇO:

Loja Levíssima: Rua Silva Paulet, 1390 – Aldeota, Fortaleza – CE

Telefone: 3051-1220

A loja funciona de segunda a sábado.
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[SÉRIE ALEMANHA] Qual o doce mais doce?

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

31 de janeiro de 2017

Hallo Leute! Oi pessoal! Qual o doce mais doce que o doce de batata doce? Não sei, mas o doce menos doce é o que mais me agrada. E é por isso que fui muito feliz com os doces alemães. Pra começo de conversa é bom lembrar que na Europa não e fácil nem comum achar leite condensado, doce de leite.

Aqui no Brasil o brigadeiro é algo tão absurdamente comum (e cá pra nós, ô coisa maravilhosa) que fica difícil imaginar bolos, tortas, doces, sem o leite condensado, né? Quero deixar claro que amo os doces brasileiros. Nossos docinhos têm lugar cativo no meu cardápio e coração, mas se a culinária alemã pode não agradar alguns, os doces são um caso à parte. Como tenho muitos doces pra comentar, vou dividir esse post em dois, espero que gostem 🙂

Melhor torta de mirtilo que já comi na vida no dia mais frio da viagem (Foto: Alana Cajazeiras)

Usa-se muito maçãs, frutas do bosque (morango, framboesa, groselha, mirtilo), oleaginosas como a amêndoa, marzipã, açúcar de confeiteiro, chantilly e creme. Também tem muitos pães e biscoitos com açúcar, chocolate, castanhas e/ou frutas. E, claro, os maravilhosos, finos, diversos, baratos, chocolates.

Os cheesecakes (Käsekuchen) também são muito comuns por lá e são vendidos de diversas formas, geralmente no formato retangular. Tem praticamente em toda padaria alemã. Apesar de ter o queijo como base, a torta alemã é bastante diferente da versão americana, mais leve e aerada. A base da torta não é o cream cheese (base da torta americana), mas o quark, um queijo fresco de vaca que tem consistência um pouco mais densa que a do iogurte, é mais azedo e menos denso e gorduroso que o cream cheese. Peço perdão por postar algumas fotos pescadas da internet, mas os alemães não gostam que a gente tire foto das feirinhas e vitrines, eu vivia levando carão :(.

Torta de queijo alemã! (Foto: internet)

Nas feirinhas, ou mercados de Natal, é comum ter uma barraquinha com doces típicos alemães. No Natal tem biscoitos típicos, como esses de coração com nomes no meio. Também tem sacos de magenbrot, que são como um pãozinho macio, esponjoso, leve e com uma camada fina e crocante glaçada por fora. Eles são da família dos deliciosos lebkuchen, que são biscoitinhos também macios de mel e especiarias. É comum chegar nos locais e ter biscoitinhos te esperando na recepção :).

Biscoitos caseiros grátis na pousada Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

Também tem usualmente uma barraquinha como essa da foto, com muitas espécies de mini-chocolatinhos recheados das mais deliciosas coisas.

Chocolatinhos em Frankfurt (Foto: Ariane Cajazeiras)

Caramelo salgado! (Foto: Ariane Cajazeiras)

(Stern Praliné: chocolatinho com um estrela de chocolate branco e praliné)

Os doces abaixo são como os que aqui no Brasil a gente conhece como Nhá Benta: são bases de biscoito com marshmallow por cima e cobertas com chocolate branco, preto… Em alemão, chama-se Schokoküss, ou beijo de chocolate. O recheio é mais levinho, menos açucarado, mais aerado e o a camada de chocolate muito fina e mais gordurosa que o chocolate alemão costuma ser, porque precisa ser fininho e não derreter tão fácil. Eles também tem versões com recheio de marshmallow com morango, vinho (Glühwein, que é um vinho típico bem doce), etc etc etc.

O sorvetinho parece uma moreninha, né? hahaha (Foto: Ariane Cajazeiras)

A minha maior paixão eram esses pãezinhos que lembram bolinhos de chuva ou pequenos sonhos, que em Frankfurt se chamam Berliner. É uma massa frita, coberta de açúcar e recheada com geleia de fruta vermelha. Além de ter em quase toda esquina (cafés, padarias, mercadinhos, estações, etc) são deliciosos e muito baratos.

Comendo Berliner não sei se de manhã ou de noite – kkk – bem pertinho da estação de trem em Frankfurt (Foto: Alana Cajazeiras)

Para não dizer que só falei de flores, recomendo não gastar dinheiro com as Schneeballen. Traduzindo: bolas de neve. São doces tradicionais do sul da Alemanha que são largamente divulgados como um você-tem-que-provar quando viaja para alguns lugares. A Schneeball existe há pelo menos 300 anos, mas antigamente era servido apenas em ocasiões especiais e casamentos. Hoje é a assinatura da cidade de Rothenburg ob der Tauber, onde estivemos. Mas não tem nada demais… É uma bola de uns 10 cm feita de farinha de trigo, ovos, manteiga, e cachaça de ameixa. A massa não leva fermento para não estufar. A bolinha é frita e coberta com açúcar de confeiteiro, por isso o nome Bola de Neve. Mas hoje em dia você as acha cobertas como tudo que possa imaginar: chocolate, pistache, marzipã, amêndoas. A massa salgada, simples e quebradiça não ganhou meu coração.

Feliz, antes de provar (Foto: Francisco Cajazeiras)

Uma vitrine tentadora de Schneeballen (Foto: Internet)

No próximo post vou falar da alcoólica torta floresta negra, das tortas de frutas vermelhas, dos chocolates de supermercado (amor verdadeiro, amor eterno), a pegadinha do brigadeiro alemão e ainda o desejado strudel de maçã (Apfelstrudel). Auf Wiedersehen!

Com amor e com fome,

Ariane.

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São Luiz promoveu Workshop e Degustação da marca espanhola Josep Llorens

Por Caetano Neto em Experiências Gastronômicas

29 de janeiro de 2017

Na terça-feira, 24 de janeiro, o Mercadinho São Luiz promoveu na unidade da Santos Dumont um Workshop e Degustação de frios da marca Josep Llorens. O proprietário da marca, Josep Rámon Llorens, foi o facilitador do Workshop.

Dentre todos os produtos da marca o workshop foi direcionado ao Jamón Serrano. Produto em que o animal vive durante 14 meses. A peça é coberta por sal para maturar pelo mesmo número de dias que o peso em quilos e matura por 24 meses. Sr. Josep comentou que a diferença em relação ao mercado é que a grande maioria da concorrência deixa maturando por apenas 12 meses.

No Workshop, também foram citados os benefícios do jamón, dentre eles:

O jamón é uma rica fonte de ácidos graxos, destacar o ácido oleico, o que ajuda a melhorar os níveis de reduzindo o LDL (mau colesterol) e aumentando o HDL (colesterol bom). É a gordura mais saudável de todas as gorduras animais conhecidas, sendo inclusive mais saudável que algumas das gorduras de origem vegetal.

Também é rico em vitaminas em proteínas, vitamina B1, B6, B12 e vitamina E. Essa última vitamina, um poderoso anti-oxidante. E também é rico em ferro, cálcio, zinco, magnésio, fósforo e selenio. 100g de jamón proporciona menos de 250 calorias, aproximadamente o mesmo valor de um pãozinho.

Workshop São Luiz Josep Llorens

Para o consumo do jamón, a dica foi de antes de iniciar a mastigação deixar o jamón na boca e salivar. Realmente, parece que se abrem novos sabores. Acho que para mim, a grande diferença da peça de jamón em relação a qualquer outra peça de carne é que, durante a mastigação, o sabor não diminui ou se perde na sua boca.

Para abrir sua peça de jamón serrano, o Sr. Josep deu a dica de só tirar a capa de gordura que reveste a carne que você vai degustar e retirar a gordura em lascas grandes. Não descartar essas lascas de gordura, como a peça pode passar de três a seis meses válida para o consumo, as lascas de gordura pode ser reutilizada para proteção da carne.

Sr. Josep Llorens também declarou que espera mesmo nosso país estando em crise, espera um crescimento no Brasil de 35% em 2017. Espera lançar em 2017 produtos da marca que ainda não chegaram aqui, Tapas e Pata Negra foram produtos citados.

Josep Llorens

Os produtos da Josep Llorens podem ser encontrados em Fortaleza nos Mercadinhos São Luiz

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[SÉRIE ALEMANHA] Frühstück: o café da manhã

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

21 de janeiro de 2017

Como boa amante da comida que sou, gosto muito de apreciar todas as refeições do dia. Uma das minhas preferidas é o café da manhã. É muito bom comer uma frutinha, tomar um bom café e comer um queijo e um pãozinho, não é? O café da manhã alemão não é tão diferente do nosso, é basicamente isso: pão, café, suco, fruta, ovo, frios. Mas tem algumas diferenças, no preparo e variação desses itens.

A variedade de pães e frios, por exemplo. Os pães são mais crocantes e firmes, tem poucos dos que a gente chama aqui no Ceará de “massa fina” ou “sovado”. Também é possível encontrar muitos pães “de fôrma”, aquelas fatias, em geral cheios de grãos, como o tradicional pão de centeio (que na versão de snack é um horror, não recomendo). É uma massa escura e bem densa, às vezes é feito bem fino com grãos moídos e pouco aparentes, às vezes como as fatias da foto abaixo, com os grãos inteiros. Pelas minhas pesquisas, ele é cozido em banho maria na umidade da própria massa por mais de 20 horas. Ele não leva fermento! O pão era feito com farinha de centeio que era a mais barata, lá pelo início da sua fabricação, nos anos 1450. Por isso era o mais consumido pelas classes mais pobres e rurais do país.

Pão de centeio: feito com cereais, é um pão bem denso

Pão de centeio (foto: internet)

Os pães alemães são muito diversos e tem em todo lugar uma boa variedade. Nas padarias, claro, mas também em supermercados, mercadinhos e até nos restaurantes das estações de trem. O meu preferido era esse pão da foto, cheio de sementes de papoula. Mas também tem muitos pães com outras sementes, com gergelim e amanteigados.

Pão com sementes de papoula (foto: Ariane Cajazeiras)

Os Brezel também são muito consumidos: são pãezinhos trançados crocantes em formato do que aqui no Brasil nós chamamos de Pretzel, mas com sabor bem diferente dos nossos Pretzels. Eles podem ser vendidos recheados com frios, maionese e folhas e acompanham os salsichões e cervejas tão queridos pelos alemães (sim, as cervejas são consumidas até pela manhã, nas estações de trem e quiosques). Mas o mais barato e mais vendido é o comum, sem recheio, amanteigado.

Brezel: diferente do nosso Pretzel (Foto: Internet)

Eu também fiquei maluca com a quantidade de queijos e presuntos! Queijo brie, queijo emental, queijos com pimenta e vários temperos, queijos de cabra e muitos queijos frescos. A preferência do paladar alemão é sempre pelos mais azedos. Eu me acabei mesmo foi no queijo brie, que aqui no Brasil é um absurdo de caro e lá é baratinho demais.

Foto: Ariane Cajazeiras

Pão com queijo brie e salame apimentado (Foto: Ariane Cajazeiras)

As mortadelas e os salames são muitos e de ótima qualidade. Até mesmo o da marca dos supermercados. E os alemães também comem o tradicional salsichão (são muitas variações, falo em outro post) no café da manhã. Fatiados e fritos ou inteiros dentro do pão. Tem pão com salsichão para vender em todo lugar que você vai. Nos cafés dos hoteis, geralmente mais sortidos, também tem patês de salsichão, creme azedo, queijo cremoso, patê de cebola e sempre, sempreeee tem ovo… mas cozido! E eles adoram toda uma parafernália para comer o ovo cozido: copinho para o ovo, saleiro, colherzinha. Não vi por lá, mas ouvi falar que existe até um utensílio para quebrar a casca de ovo, chamado de “Eierschalensollbruchstellenverursacher” (não se assuste, o alemão junta uma ruma de palavra numa só, isso significa em português maios ou menos “o causador da marca onde se deve quebrar a casca do ovo”).

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Ovo cozido no copinho (Imagem: internet)

Destaque também para o patê de banha de porco, consumido principalmente na parte sul do país. Fomos a uma cidadezinha encantadora, chamada Rothenburg ob der Tauber. Nos hospedamos num hotelzinho que era uma fofura e com a MELHOR COMIDA DE TODOS OS TEMPOS. Só de pensar, já estou salivando. Ele ficava em uma cidade vizinha a Rothenburg, Steinsfeld, que é um município da Alemanha, no distrito de Ansbach, no estado da Baviera. A comida bávara é super lecker (muito deliciosa)! Queria morar na Baviera, sério. Nesse hotel, o Alte Schreinerei  a comida era feita de forma bem caseira e foi lá onde comi pela primeira vez o Schweineschmalz, que nada  mais é que um patê de banha de porco salgado e temperado com cebola. A primeira vista pode parecer nojento, mas depois que você quebra o preconceito… Tem uma textura bem gordurosa, claro, mas o tempero é muito leve e gostoso.

Schweineschmalz no Alte Schreinerei (que saudade). Foto: Ariane Cajazeiras

Café da manhã no Alte Schreinerei (Foto: Ariane Cajazeiras)

A variedade de geleias e cremes de avelã também é um caso a parte. Elas são bem baratas no supermercado, você encontra um pote pequeno por menos de um euro! Os cremes de avelã variam, não tem só Nutella. E o potinho custa poucos euros, você encontra até por 2 eurinhos. É fácil engordar na Alemanha, não é?

Geleias e creme de avelã (Foto: Ariane Cajazeiras)

Já as frutas, essas eu senti muita, muita falta. Não tem como compara com a variedade de frutas de um país tropical! Como estávamos na época do inverno, as opções eram ainda mais reduzidas e mais caras. Um suco de laranja fresca, por exemplo, custa uns 3 euros no supermercado (cerca de 10 reais por 300 ml de suco de laranja!). Por isso você encontra mais frutas secas ou em calda e sucos industrializados. O que para mim é o fim do mundo, já que eu amo fruta e amo suco natural. Nos cafés da manhã dos hoteis, o máximo de frutas frescas que você vai encontrar são as bananas e as maçãs. Encontramos mais variedade de frutas no mercado municipal, mas igualmente caras.

Mercado municipal de Frankfurt: quase 7 euros, meio quilo de morango! (Foto: Ariane Cajazeiras)

Suco industrializado (:() com mini muffins de mirtilo, chocolate e baunilhas (:D) (Foto: Ariane Cajazeiras)

Para finalizar, outra decepção: o cafezinho. De um modo geral, o café por lá é bem fraco. Você não acha café coado, só expresso de máquina, de um modo geral. E os locais onde o café é servido coado, desapontam um pouco pelo sabor fraco e pouco marcante.

Nas cafeterias, são muitas opções: café latte, Milchkaffee (leite vaporizado com um pingo de café), Cappuccino, café com leite. E tem muitas cafeterias por um onde você passa, isso é ótimo. A gente parou em vários desses locais e experimentou muitos cafezinhos. Os alemães gostam muito de café, assim como nós, brasileiros. As bebidas não são necessariamente ruins, algumas são deliciosas! Mas sem dúvida o cafezinho simples daqui é bem mais forte e gostoso!

Starbucks: café caro e fraco, não recomendo. Esse era um chocolatequente com aroma de caramelo gostosinho (foto: Alana Cajazeiras)

É isso! Viajar é incrível. Viajar para provar sabores é mais incrível ainda! A viagem continua por anos e anos na nossa memória. No próximo post da série vou falar sobre DOCES. Bis bald (Até mais!)!

Com amor e com fome,

Ariane.

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Novidades no Le Chef!

Por Iury Costa em Experiências Gastronômicas, Vejo comida em todo lugar

16 de janeiro de 2017

Bonjour! É tempo de se reinventar!

Quando surgiu a ideia de montar o Le Chef Coxinha, não tivemos tempo de organizar as ideias. Quando nos ofereceram a possibilidade de hospedar o blog no portal “Tribuna do Ceará”, decidimos, meio que no impulso, criar essa página. Unimos nossas paixões por gastronomia, e decidimos enfrentar o mundo.

Como tudo que dá certo surge por impulso, estamos agora, já com a carruagem em movimento, concatenando as ideias, e definindo nossas bases editoriais e de conteúdo. Com essas novas definições, em constante transformação, trouxemos novidades para você, querido leitor!

 

Nova identidade visual

Como parte do nosso direcionamento daqui para frente, pensamos em criar uma identidade, principalmente para ajudar o leitor a nos identificar mais facilmente. Surge a nossa logo! Com cara de menu de bistrô parisiense, a nossa identidade tem a nossa cara, já que percorremos desde a alta gastronomia, até às comidinhas de rua. Todas com sabor.

 

Novo colaborador

Para manter a qualidade do blog, além de uma periodicidade das postagens, decidimos abrir espaço para mais um colaborador, que vai somar conosco as experiências gastronômicas: Caetano Neto.

Nosso novo parceiro é designer por formação, mas apaixonado por gastronomia. Tentando apurar o paladar a cada dia, arrisca algumas receitas na cozinha de vez em quando. Tocou com alguns amigos o projeto “Covardia Gastronômica”, que reúne parceiros para um papo, com comidas preparadas por eles próprios. Bem-vindo, Caetano.

 

Prometemos melhorar a cada dia. Mas, acima de tudo, prometemos manter você com água na boca, e com vontade de provar as delícias que postamos! Au revoir!

Instagram: @lechefcoxinha

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Alemanha: uma série

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas

12 de janeiro de 2017

Três quilos a mais e um mês de férias depois, eis que volto para escrever para o Le Chef Coxinha, dessa vez com algumas experiências colhidas no Velho Mundo, em um país muito querido pra mim: Deutschland!

Fomos em família à querida e fria Alemanha no período de dezembro, comecinho do inverno e ainda o período dos tradicionais Mercados de Natal.

A bela e fria Frankfurt

Vou tentar resumir em alguns posts aqui no blog o que comemos, o que provamos, o que bebemos. As delícias das feirinhas, a vontade de morar no supermercado, os chocolates deliciosos e baratíssimos, as tortas com menos açúcar e mais sabor, a incrível variedade de pães deliciosos, a forma plural de usar a batata… enfim. Já estou com saudade só de falar. Afinal, a comida é também um meio de conhecer culturas diferentes, não é?!

Pão com linguiça: comida que tem em todo lugar da Alemanha

Como estivemos no inverno, é importante lembrar que a variedade de frutas não é tão grande, então eu senti muita falta de umas frutinhas frescas e da nossa variedade tropical… No próximo post dessa série querida vou falar mais sobre isso, já que vou começar por uma das minhas refeições preferidas: frühstuck (café da manhã!). Espero que vocês se animem para revisitar a bela Alemanha comigo. Até logo, ou como dizem os alemães, bis Bald!

Com amor e com fome,

Ariane

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L’Entrecôte de Paris promove uma viagem gastronômica com o novo cardápio ‘Bistrô D’Europa’

Por Caetano Neto em Restaurantes

17 de dezembro de 2016

L'Entrecôte de Paris

Fomos convidados a conhecer o novo cardápio do L’Entrecôte de Paris. O restaurante, já desde a sua fachada, demostra a vontade de transportar o cliente para Paris. Não só pela arquitetura baseada na capital francesa, a música francesa que toca no salão, mas também pela brilhante ideia do franqueado local, Thiago Nóbrega, de tentar reproduzir a Pont des Arts na sua fachada, para que casais provem seu amor colocando cadeados na proteção. Não é a toa que no Dia dos Namorados a casa lota.

L'Entrecôte de Paris cadeados Pont des Arts

A franquia é conhecida por só ter como opção de prato principal o (prato) “L’Entrecôte de Paris”. E por esse motivo a casa se torna super exigente com o prato que entrega. A casa oferece 6 pontos diferentes para o corte de carne: Blue (onde a carne é selada somente em um dos lados), mal passada, ao ponto pra menos, ao ponto, ao ponto pra mais e bem passada. O molho a base de iogurte e mostarda é guardado como segredo da fórmula da coca-cola. A única parte da receita revelada é que são 36h de cozimento e mais de 20 ingredientes diferentes. O acompanhamento, batata frita, pode ser substituído por outras opções como batata rústica ou brócolis. Mesmo com todas essas opções, a franquia notou que ter um prato só pode ser motivo para os clientes assíduos decidirem ou terem que ir em outro restaurante pois a companhia gostaria de variar.

O processo da elaboração do novo cardápio foi iniciado em São Paulo. Cada um dos franqueados foi à capital paulista para experimentar e começar o processo de adaptação das receitas para a suas cidades. Após essa adaptação, a franquia enviou seus consultores gastronômicos aos franqueados para implantação e testes de degustação do mercado. O processo inteiro levou um ano.

O tema do novo cardápio continua sendo levar o cliente a França, mas dessa vez a viagem se extende a outros países europeus. Portugal, Espanha e Itália (além da já visitada França) foram os primeiros escolhidos.

Destacam-se no cardápio o Risoto de Frutos do Mar, que leva um arroz arbóreo cremoso incrementado com os requintados frutos marítimos (lula, polvo, camarão e mexilhão) e com o toque agridoce especial do tomatinho cereja

Risoto de Frutos do Mar

Bacalhau D’Europa, feito com lascas generosas de bacalhau do porto guarnecido com creme de nata especial.

Bacalhau

Para quem prefere saborear uma excelente massa, as escolhas podem ser o Raviolone de Camarão, uma opção leve e recheada com camarão ao espumante preparado com creme de leite fresco com molho especial

Raviolone

Ou a Lasanha de Vegetais, pedida vegetariana feita com legumes grelhados e tendo como diferencial o acabamento com creme de queijo de cabra e molho de tomate.

Lasanha de Vegetais

Já o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi é uma ótima opção para os que preferem carne, com bifes baixos de mignon grelhados acompanhados do suculento risoto de funghi secchi.

Escalopinho

Nós experimentamos duas bruschetas, uma de pão rústico, pêra, brie e redução de vinho e a outra de gorgonzola, tomate e aceto balsâmico. Excelente escolha de entrada, o pão feito no próprio restaurante e a harmonia entre sabores das duas bruschetas são o destaque.

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Experimentamos também o Medalhão au Poivre (pimenta em francês). O molho não é forte como se imagina (e aparentemente se teme aqui na cidade) a carne muito macia, veio ao ponto pra menos. A grande surpresa do prato é o fettucine na manteiga de sálvia, suave mas muito saboroso.

Medalhão au poivre

Experimentamos também o Escalopinho com Risoto de Funghi Secchi. O risoto com Funghi Secchi por si só já seria um ótimo prato. A cebola crocante que além de embelezar a apresentação do prato é o grande diferencial. Prato muito bem pensado com texturas e sabores contrastantes.

Um cardápio muito bem vindo que vale a pena conhecer.

L’Entrecôte de Paris

R. Maria Tomásia, 531
Telefone: (85) 3016-9660
Segunda a sábado 12h as 15h, 19h as 23h
Domingo 12h as 17h

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Hamburgão da zona oeste

Por Ariane Cajazeiras em Experiências Gastronômicas, Hamburguer

16 de fevereiro de 2017

Eu adoro achar lugares novos pertinho de casa. Morando na parte oeste da cidade, muito desprovida de bons restaurantes, fico ressentida de ter que me deslocar para lugares muito distantes de casa, muitas vezes lotados ou com estacionamento ruim, para apreciar uma comida boa. Mas a parte legal é que isso vem mudando, felizmente! os empresários já começam a investir em novas áreas, longe da “zona nobre”. Soube por meio de um amigo que o Jardim Guanabara, na zona oeste da cidade (pertinho da Vila Velha, Álvaro Weyne e adjacências) contava com uma nova hamburgueria com produtos muito bons, segundo ele, e hoje resolvemos provar: o Pacheco’s Burguer.

TIRIRICA burger: carne, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e salada fresca (Foto: Ariane Cajazeiras)

A hamburgueria é pequena, são poucas mesas espalhadas pela calçada mesmo. O espaço lembra um food truck, é bem descolado e tocou Beatles a noite inteira: curti. Chegando lá, batemos um papo rápido com o Pacheco, que abriu o espaço há três meses com a esposa. A “sra. Pacheco” (Tanna) é especializada em gastronomia, eles tinham a ideia de abrir um negócio juntos e resolveram investir no bairro de infância dele.

Pacheco’s Burguer (Foto: Divulgação)

O cardápio é simples, mas suficiente: são 10 petiscos, entre eles: bolinhas (que tem recheio de queijo a arraia e custam de 12 a 14 reais), onion rings, nachos, batata da casa (com cheddar e bacon) e até espetinhos (só 4,00, com molho e farofinha). Os sanduíches são 7 variedades e cada um leva o nome de um humorista cearense. Segundo o proprietário, tudo é feito na casa, os ingredientes são frescos. Éramos 5 e provamos os espetinhos (porção pequena e carne macia: uma boa entrada) e 4 burgers.

Optamos pelo TOMCAVALCANTE burguer (pão, carne de 180g, queijo mussarela e alface americana), TIRIRICA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, nachos, geleia de pimenta, molho e alface americana), ROCICLEIA burguer (pão, carne de 160g, cheddar, tomate, bacon, cebola caramelizada, molho e alface americana) e o SEULUNGA burguer (que é basicamente o mesmo Rocicleia burguer, mas com ingredientes dobrados). O produto é muito bom: a carne é grossa, saborosa e bem temperada. Só esqueci de pedir pra vir mal passada (eles sugerem que você peça assim, tá escrito no cardápio, mas acabei esquecendo). Os ingredientes são frescos e de boa qualidade e os preços variam entre R$12 e R$22. Tem luvinhas de plástico para quem não quer sujar as mãos. Dá pra pedir adicionais de ingredientes, mas, acredite, o tamanho é suficiente.

Fazendo cara de Seu Lunga para fazer jus ao sandubão (Foto: Jefferson Sant’ana)

TIRIRICA e seus nachos. Todos os sandubas acompanham uma boa maionese temperada (Foto: Ariane Cajazeiras)

Uma crítica: a geleia de pimenta do meu TIRIRICA burguer, pareceu-me um pouco mascarada frente aos outros ingredientes, senti pouco o sabor dela.

Todos os sanduíches vêm acompanhados de uma pequena porção de batatas e uma boa maionese temperada. A apresentação também é legal: vem em uma tábua de carne de madeira. Entre as bebidas, existem 10 variedades de sucos e vitaminas, 13 cervejas (incluindo sem álcool) e refrigerantes. Não tem sobremesas!

Fiquei feliz em poder contar com mais um point bacana pertinho de casa! Vale a visita ao bom hamburgão da zona oeste. E fica a dica para os empresários: a zona oeste quer comer bem!

Com amor e com fome,

Ariane.