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Jangadeiro Animal

por Valdemar Pinheiro

Staffordshire bull terrier

Por Valdemar Pinheiro em Cães

16 de fevereiro de 2017

Staffordshire bull terrier

Como diversas outras raças inglesas, era utilizado em rinhas, forte, resistente e incrivelmente leal, por se dar tão bem com crianças, é conhecido como cachorro babá, este é o stffordshire bull terrier.

Eles teriam surgido durante o século XVIII, no Condado de Staffordshire, na região central da Inglaterra, a partir do cruzamento de Old English Bulldog, Old English Terrier e, outros cães tipos de Terriers ingleses. O objetivo dos criadores era desenvolver um cão forte e muito resistente, já que era destinado a participar das rinhas, que cresciam em popularidade na Inglaterra. Inicialmente era conhecido como Bull and terrier depois Bull terrier, até que finalmente foram batizados de Staffordshire Bull Terrier, em homenagem a sua região de origem.     A rinha, era o “esporte” dos ricos ingleses, muito dinheiro era apostado.

Qualquer animal entrava na briga com os cães, ursos, touros e ate macacos. Esta crueldade só foi proibida por volta de 1840. Entretanto a briga entre cães continuou, de forma clandestina.

Em 1870, alguns exemplares foram levados por colonos europeus para América, onde passaram a atuar nas fazendas como protetores de pessoas e propriedades.

Sendo que alguns chegavam mesmo a cumprir a função de pastoreio de rebanhos. Estes cães acabaram dando origem a duas outras raças, que seguiram caminhos bastante distintos: de um lado, o American Pit Bull Terrier, cuja seleção era mais direcionada aos combates e, de outro lado, o American Staffordshire Terrier, que tinha como objetivo as provas de conformação e era muito utilizado para a guarda.

Como todo o Terrier, os cães da raça Staffordshire Bull Terriers precisam ser estimulados a obediência desde cedo, do contrário poderão até mesmo desenvolver traços fortes de personalidade dominante e acabar saindo de controle de seu dono. Outro ponto fundamental é a socialização do filhote não somente com outros cães, mas com pessoas e ambientes diferenciados é fundamental que o futuro proprietário escolha bem antes de adquirir seu cachorro.

Simplesmente adoram crianças, de qualquer idade, correm, pulam e brincam sem parar.

É considerado babá canina, seu forte instinto de proteção faz com que ataque qualquer um (pode ser humano ou animal, independente do tamanho) que tente fazer algo com a criança que ele ama. Não pode ser criado no quintal, isolado da família, ele adoro estar perto e fazer parte de tudo.

Seu porte é pequeno, por isso pode ser criado em qualquer ambiente, desde que saia para passear e brincar uma vez por dia. Se vc mora sozinho, em um apartamento, a raça não é indica, pois não tolera ficar longos períodos sozinha, vai acabar destruindo seu apartamento.

A pelagem do cão da raça Staffordshire Bull Terrier é lisa, curta e sempre bem assentada ao corpo, todas as cores e padrões são aceitas.

Por ser resistente e atlético, é capaz de acompanhar seu dono em qualquer atividade física, como por exemplo, correr  junto de bicicleta, ou mesmo competições próprias para cães como o agility e o flyball, corridas também são permitidas. O que deve ser observado é que o cão deverá ter uma idade superior a 18 meses para não fazer esforços excessivos que possam danificar a sua saúde.

Os tamanhos   entre 35cm,a 40 cm. Para os machos seu peso varia entre 12,7 kg a 17 kg no caso das fêmeas o peso poderá ficar entre 11 kg e 15 kg

Apesar de gostar de praticar exercícios, a raça tem uma particularidade, não são bons nadadores, suas pernas são relativamente curtas, ele pode entrar na piscina e brincar com vc,, mas não exija que ele nada grandes extensões. Na rua se dá bem com todos, entrando, em seu território, não permite a invasão, seu ataque é feroz.

Por conta do seu passado, relacionado a rinha, não se dá bem com outros cães, principalmente do mesmo sexo, até existem historias de bom convívio, mas com raças de temperamento  ameno, como por exemplo, labradores e goldens.  Com gatos, desde que acostumados desde cedo, são tolerantes, mas apenas isso.

O Staffordshire Bull Terrier é um cão bastante saudável, e não exige muitas preocupações de seu dono quanto a sua saúde. Em alguns casos, que são raros, podem desenvolver a  catarata hereditária e sarna demodecica. A raça é atlética, faz bem o papel de guarda além de ser amoroso e brincalhão.

 

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OCICAT

Por Valdemar Pinheiro em gatos

01 de janeiro de 2017

OCICAT

ocicat 1Diferente do Savanah e bengal, o ocicat não é resultado do cruzamento entre gato selvagem e domestico.

Ocicat teve seu primeiro exemplar  no ano de 1964, quando uma criadora americana, chamada Virginia Daly, cruzou abissínios e siameses, sua busca era um gato de cor marfim.

 

Um dos filhotes nasceu com manchas cor de ouro e olhos bem amarelos.

Virginia ficou impressionada e resolveu procurar um geneticista, que a aconselhou e utilizar este gato em cruzamentos com parentes próximos, como primas, por exemplo.  Além de usar outras raças como o American short Hair.

Dessa mistura, acidentalmente, nasceu o ocicat. .

Recebeu seu nome em uma alusão a jaguatirica, (que em Inglês é ocilote), a raça é reconhecida em diversas associações felinas dos EUA e Europa, em 1966 já participava de exposições de beleza. Entretanto somente em 1987 conseguiu fazer um campeão.

Ocicat3

Possui um corpo bastante forte e com uma musculatura bem desenvolvida. Seu porte é atlético, contando com um peito amplo, patas, que apesar da aparência frágil, são fortes, sua calda é totalmente fina.

O Ocicat é selvagem apenas na aparência.

Este felino  adora humanos e a convivência com eles, sendo extremamente sociável mesmo com desconhecidos, buscando sempre interagir de alguma forma, seja brincando ou enroscando-se no colo de alguém. Deixar um gato dessa raça sozinho não é uma opção saudável, pois o Ocicat odeia solidão.

Gosta da companhia de outros animais, cães, gatos, e existem relatos da sua convivência pacifica até mesmo com roedores e pássaros

 

Ocicat5

Sua bela pelagem é curta, lisa, fina e com reflexos brilhantes. Os pelos são malhados, em diversas tonalidades, a ponta da sua calda, geralmente, é preta.

Deve ser escovado uma vez por semana, para tirar os pelos mortos, não gosta de banhos, então, somente quando for realmente necessário.

Extrovertido, adora correr, pular e brincar, é muito ciumento principalmente com seu dono e brinquedos favoritos, isso é, com certeza, herança do siamês, não deve ser estimulado positivamente quando agir desta forma.

O ocicat é mais uma raça que lembra o comportamento dos cães.

Vai te seguir pela casa toda, só não no chuveiro, deitar no seu colo, pedir carinho e petiscos. Isso pode ser útil, você  pode ensinar truques e reforçar comportamentos positivos,

Com as crianças é carinhoso, mas não é do tipo de ficar horas no colo, prefere uma boa correria.ocicat 2

Como já foi explicado, o ocicat não tem parentesco  algum com a selva, ,mas mesmo assim seus movimentos são característicos de um felino selvagem, mesmo bem alimentado, vai caçar insetos, e graças a sua imensa curiosidade, entrar em buracos e subir em arvores.

Apartamentos devem ter suas janelas teladas, para evitar acidentes.

É uma raça saudável, no entanto apresenta tendência a ter gengivite. Para evitar esse problema no Ocicat basta escovar seus dentes frequentemente com produto adequado.

Ocicat4O maior problema é a obesidade, são bons de boca, e se o dono exagerar vão, rapidamente, ganhar sobre peso. Isso pode transformar seu gato saudável em um muito doente.

Não é muito  conhecido  no Brasil e na Europa, seus principais criadores e admiradores estão nos EUA.

Para terminar, mais uma curiosidade, o ocicat quase foi extinto, pois seus criadores perderam o interesse em desenvolve-la, somente por vota dos anos de 1980, ganhou novos admiradores e a raça foi salva.

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Fogos, o que fazer para ajudar meu cachorro??

Por Valdemar Pinheiro em Cães

30 de dezembro de 2016

Hoje é  31 de dezembro, dia de festa, shows, comemorações e fogos, muitos fogos.

Isso é um terror para alguns donos de cães, que, ficam desesperados ao ver o medo estampado nos olhos dos seus amigos de 4 patas.

Quando os fogos começam você agarra seu cachorro, faz carinho, fala “não fique com medo”, “vai já passar”, “mamãe esta aqui”.

Para seu cachorro, você é o “ser” mais poderoso que ele conhece, então, ao mostrar “fraqueza”,  transmite o sentimento de insegurança e medo para seu cachorro, tanto faz ser 1 ou 100, é um efeito cascata.

Se isso não é a solução, o que fazer?

Então, na hora dos fogos, não de carinho, não fale (ate porque ele não entende), não mostre medo.

Faça justamente o contrario, ria, pule, cante, seja seguro e confiante, mostre para seu cachorro  que nada de diferente está acontecendo, que o barulho é algo “normal”, que não existe motivo para pânico.

A principio ele vai ficar confuso, pois vai esperar ser “confortado”, quando isso não acontecer, aos poucos, vai perceber seu novo comportamento, e vai aceitar, sem o medo.

Logico que existe a sensibilidade ao barulho dos fogos, que tem um efeito muito maior neles, mas, sentir-se incomodado é uma coisa, ter medo é outra.

Amanhã mostre-se seguro, firme e sem medo, isso vai refletir no seu melhor amigo.

 

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O pequeno puma chamado abissínio

Por Valdemar Pinheiro em gatos

12 de setembro de 2016

Este belíssimo gato de corpo médio tem o pelo fino e suave e existe uma grande variedade de cores, como o azulado até o vermelho, os seus olhos e orelhas são um pouco largas, patas curtas e finas, e a sua cauda é longa! A aparência deste gato chama atenção, ele se movimenta de forma elegante lembrando até os seus primos felinos os  pumas .

O abissínio é um gatinho que vive bastante tempo, normalmente em torno de 15 anos. É um amigo que te acompanhará por boa parte da sua vida, por isso é importante saber se o perfil dele combina com o seu.

Ele é bastante ativo e brincalhão, mas também tem os seus momentos que o qualificam como o típico gato. Gosta de se deitar em locais confortáveis, de preferência na cama de alguém, e passar boa parte do tempo lambendo sua bela pelagem.

Mas em seus momentos, mas traquinas com certeza essa raça arranca muitas gargalhadas de você e da sua família.

Eles têm uma forma bem peculiar de manipular os brinquedos o que faz até parecer que eles tem ajuda de um polegar invisível. Justamente pelo abissínio ter esses momentos de tranquilidade e de atividade é que ele é classificado como uma raça equilibrada,o que faz com que ele seja adorado por muitos criadores de gatos.

gatos-abissinios-4

Ele é considerado o Puma miniatura do reino dos gatos de estimação e não é difícil imaginar o porquê, além da sua forma elegante de se movimentar o seu corpo têm a musculatura bem definida, a pelagem curta e, sobretudo, a cor ruddy, que é a mais comum dessa raça e a peculiar marcação batizada de ticking, caracterizada pelo efeito pontilhado gerado pelos fios que mesclam faixas em tons claros e escuros, o tornam realmente semelhante ao grande felino selvagem. A origem da sua especial aparência não é certa. acredita-se que a raça tenha se desenvolvido naturalmente em regiões da costa do Oceano Índico e em partes do Sudeste da Ásia.

Sua semelhança com felinos desenhados em templos de Núbia, no Egito, e com exemplares mumificados encontrados em tumbas datadas de 2.000 a.C., levam a crer que o Abissínio descende dos gatos sagrados do antigo Egito. Não se sabe ao certo qual é a sua origem, ,mas sabemos que o abissínio como é conhecido hoje foi desenvolvido na Grã-Bretânia,é lá que a história moderna do Abissínio começa. Teria sido levado para lá por soldados ingleses que retornavam da Guerra da Abissínia, ocorrida de 1867 a 1868 e em 1882 foi reconhecido oficialmente como raça. No início do século 20, exemplares da raça foram exportados para os Estados Unidos, dando início à criação oficial fora do domínio britânico, logo depois esta raça conquistou o mundo, e apesar de aqui no Ceará ainda não ser uma das raças mais populares,ele se adaptaria muito bem ao nosso clima. Apesar de não estar entre os gatos mais criados do mundo, o Abissínio garantiu seu espaço . Na Grã-Bretanha, segundo os dados da Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), que principal entidade britânica do segmento,  a raça se mantém há vários anos entre as 15 que mais registram filhotes anualmente.

Nos Estados Unidos, sua popularidade é ainda mais significativa. No maior órgão gatófilo norte-americano, a Cat Fanciers’ Association (CFA),  o Abissínio é há pelo menos seis anos consecutivos a 5º a raça em número anual de nascimentos declarados.Apesar de nos EUA já fazer sucesso aqui no Brasil ele ainda está em processo de divulgação, aos poucos as pessoas vão conhecendo e se encantando!

Mas não é difícil se encantar com esse gato,  de acordo com o livro “Kitten Buyer’s Guide” de Carolyn Osier, os Abissínios são muito inteligentes, gostam de estar com o dono e são extremamente  curiosos, leais e companheiros. Diferente da maioria dos gatos,ele é apaixonado pela água, falando assim é até difícil de acreditar, mas é verdade, eles adoram tomar banho ,se o dono manter esse costume em sua rotina,se tornará um hábito ainda mas prazeroso tanto para o dono quanto para o gato. Tem voz suave e é bastante silencioso, não costuma miar sempre, só quando se sente extremante ameaçado ou irritado.

Outra característica peculiar desta raça é que o macho assume as tarefas com os filhotes quando a mãe se ausenta, isso não é comum com a maioria dos gatos, essas características fazem com que alguns acreditem que o Abissínio é um tipo diferente, como se fosse uma gato aperfeiçoado.

 

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Peixe Leão

Por Valdemar Pinheiro em Peixe

01 de agosto de 2016

Peixe exótico é nativo dos oceanos Índico e Pacífico, venenoso, guloso  e lindo, este é peixe leão.

peixe leão

fonte:  fotosdanatuureza.blogspot.com.br/2009/12/peixe-leao.html

Vivem sempre próximos a recifes de coral, também conhecidos como peixe dragão e peixe escorpião.

Encontrados no   Mar do Caribe e no Oceano Atlântico, como espécie invasora, no Caribe transformou-se  em um grande problema, pois  não possui predadores naturais,  e tem um apetite voraz.

Esta invasão também já foi detectada aqui no Brasil, e é preocupante.

Isso ocorre porque pessoas adquirem o peixe e depois arrependem-se  soltando-o no mar, sem predadores a reprodução acontece rápido e o prejuízo ecológico também.

Manter um peixe leão não é tarefa para iniciantes.

Calcule o tamanho do tanque para as espécies de peixe leão. Quanto maior for o peixe, maior o aquário deve ser.  Mas sábia que um exemplar adulto pode passar dos 40cm de comprimento, neste caso, seu aquário terá que ser maior que 500 litros

O sistema de filtragem é fundamental para a saúde do peixe leão.

Instale um sistema de filtragem eficiente e troque a água com frequência para remover todos as impurezas, eles comem muito e produzem uma grande quantidade de resíduos. O melhor sistema de filtragem para o seu tanque depende do que você tem nele. Tanques de água salgada são muito delicados e o sistema de filtração errado poderá ferir ou matar o seu peixe.

Adicione um substrato macio para o fundo do tanque, pois o peixe-leão tem uma barriga delicada que é facilmente arranhada ou cortada por substratos rígidos parecidos com rochas

Mantenha a temperatura do aquário em 24 e 26 graus, com um nível de pH 8,1 a 8,4. Use um termômetro para controlar a temperatura e um medidor de pH dentro do aquário..

Como já foi mencionado, é um animal complicado de se manter, grandes variações de temperatura e pH, vão matar o peixe leão em questão de horas.

Outro problema são seus espinhos, que ele não excita de usar, tanto para caçar ou para se defender de predadores, por isso todo manuseio deve ser feito através de redes.

Seu veneno não é letal para os humanos, mas causa dor, inchaço, irritação e em alguns casos febre e ate desmaios exigindo hospitalização da vitima.

O veneno dos peixes-leão é constituído de proteínas que são vulneráveis ao calor, por isso em caso de acidente, coloque  o local afetado em água morna (43-45ºC) por 30 a 40 minutos ou até a dor diminuir.

Como são peixes de recife, você terá que propiciar algo semelhante em seu aquário, use rochas para fazer cavernas, o peixe leão vai sentir-se mais a vontade tento um lugar seguro para se esconder, caso algo o assuste.

Devido a seu famoso apetite, não pode conviver com peixes menores, é quase certo que virem a próxima refeição.

Até existem relatos de peixes leão mansos, convivendo bem com espécies menores, mas o ideal é não arriscar. Apesar disto, ele é muito calmo e tranquilo, convivendo tranquilamente com corais e outros peixes…. que não caibam na sua boca.

Sua alimentação também é algo complicado.

Muitos criadores usam peixes de agua doce vivos, como principal forma de alimenta-los, pois são baratos, entretanto esta dieta já se mostrou inadequada, causando a morte prematura do peixe leão, o ideal são camarões e peixes marinhos pequenos, com alguma paciência eles podem comer file de peixe marinho e até ração industrializada.

Caso isso ocorra, sinta-se privilegiado, pois a maioria dos criadores de peixe leão, acabam tento que também criar sua alimentação, e isso requer um grande trabalho extra.

Existem centenas de variações de tamanho, formas e cores, uns mais mansos, outros mais agressivos, o ideal é procurar uma loja especializada e consultar antes de comprar seu exemplar

Além de todo trabalho com seu manejo, é um animal caro, podendo variar de R$ 600,00 até 5 Mil reais.,.

A beleza e o perigo do mar combinam com o peixe leão, cria-lo requer cuidados específicos.  Com certeza não é um peixe pra qualquer um, mas sua beleza exótica vai deixar seu aquário com um colorido único.

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Burmes

Por Valdemar Pinheiro em gatos

29 de junho de 2016

Esta raça é originária da Tailândia (antigo Sião) e de Burma (Myanmar), sudeste do continente asiático. Mas não pode ser confundido com o sagrado da Birmânia, pois são duas raças bem diferentes.

 

burmes 1

As primeiras referências citadas sobre estes gatos encontram-se em manuscritos do século XIV e XV, que são provenientes principalmente da antiga capital do Reino de Sião, Ayuthaya.Existem várias histórias do século XV relacionadas a essa raça nos mosteiros birmanos, com o nome de “Rajá”.

Por volta de 1930 um médico militar levou o primeiro Burmês da Birmânia para São Francisco, nos Estados Unidos. O nome do exemplar era Wong Mau, uma fêmea. Nos Estados Unidos começaram os esforços para realizar os cruzamentos com intuito de aumentar a quantidade de exemplares. A raça foi oficialmente reconhecida na década de 1950.

Na Inglaterra,o primeiro Burmês chegou por volta de 1949, e seu desenvolvimento já foi diferente e por consequência disso, eles diferem dos americanos.

Os exemplares britânicos tendem a ter uma aparência mais oriental, apresentando um rosto triangular, enquanto os americanos têm aparência mais atarracada, com um formato mais arredondado no rosto, na cabeça, nos olhos e nos pés, além de terem bochechas mais cheias, lembrando a aparência de um cão da raça Pug.
As diferenças, porém, ficam apenas na parte estética, o temperamento é igual.

Os gatos adultos podem apresentar entre 4 e 7 kg, aproximadamente. De acordo com o padrão da raça, seus olhos apresentam coloração em tom de amarelo ou ouro. A pelagem é brilhante e sedosa. A coloração era originalmente marrom-escuro, mas anos de cruzamentos seletivos produziram uma grande variedade de cores e padrões.

Orelhas médias e largas na base e arredondadas nas extremidades, ligeiramente inclinadas para frente.

burmes 3Suas patas posteriores são ligeiramente mais compridas do que as anteriores. Possui uma boa estrutura óssea além de uma musculatura robusta. Seus pés possuem um tamanho médio e são ovais.

Está procurando uma raça que seja paciente com as crianças? Sua procura acabou!

Bastante tranquilos, perfeitos para quem mora em apartamento, os burmes praticamente não emite sons, nem mesmo as gatas na temida época do cio..

Amigável e sociável, se dá bem com todos, até mesmo com estranhos.

Os felinos, em sua maioria, são reservados com estranhos,mas o Burmes não, permitem ser acariciados, e alguns, até deitam no colo da visita, para receber carinho.

Parece um cachorro, segue o dono por toda parte, e se for ignorado, imediatamente pula no colo.

Gostam de explorar os ambientes.Tudo o que se mexe ou faz algum barulho desperta seu interesse. Por ter um corpo musculoso e forte, o Burmês adora subir em lugares altos e surpreender alguém que esteja desavisado. Apesar de ser divertido quando é filhote, é importante colocar limites desde pequeno para que ele não vire um gato inconveniente.burmes 2

Como é muito carente, o ideal é que se tenha outro pet para lhe fazer companhia. Tanto faz ser cachorro ou gato, ele vai adorar!

Lembram também os cachorros no que diz respeito a obediência. Adoram aprender truques, buscam objetos arremessados e devolvem para seus donos, tudo em troca de petiscos e carinhos.

Quem tem um em casa sabe, ele mantém seu espirito brincalhão e ativo, até mesma na fase adulta.

Até hoje não se registrou nenhum problema de saúde que seja característico da raça, sendo seus exemplares considerados saudáveis e resistentes.

Apesar de ser calmo e tranquilo, vira uma fera se alguém que ama for ameaçado ou atacado, sendo mais uma característica canina.

Por isso cuidado!Ele pode interpretar um abraço mais forte de uma amigo seu, como uma agressão e neste caso, ele ataca! Como é pesado (podendo chegar a 7 kgs) vai machucar.
São destemidos e fortes!

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KORAT.

Por Valdemar Pinheiro em gatos

03 de março de 2016

Em seu pais de origem, a Tailândia, tem a fama de trazer boa sorte aos recém-casados, muita antiga, com registros deste o século 14, sua característica mais marcante, a pelagem azul, este é o Korat.

Como toda raça antiga, suas verdadeiras origem se perderam no tempo..

A raça esta descrita no livro “O gato, livro de poemas: escrito entre 1.350 a 1767, nele podemos encontrar uma descrição linda do Korat, parte do poema diz:

“Os pelos são macios sem raízes, Como nuvens e pontas como prata. Os olhos brilham como gotas a cair na folha de uma flor de lótus.”

Este livro apresenta os dezessete gatos tailandeses da “boa sorte”, incluindo o Korat e o Siamês, e está atualmente na Biblioteca Nacional de Bangkok

Acredita-se que o nome desta raça foi dada pelo rei Rama V que teria perguntado ao avistar pela primeira vez um exemplar : “Que belo gato, de onde é? A resposta que recebeu foi Korat, que é o nome de uma província tailandesa.

Ocupa lugar de destaque na cultura e tradição da Tailândia.

Símbolo de prosperidade, saúde, boa sorte, respeito e apreço. Sua cor simboliza a riqueza e seus olhos, boas colheitas. Um casal de Korats, dado a uma noiva, garante um casamento sólido e feliz.

Na Tailândia a raça não pode ser vendida, apenas dada, em sinal de respeito e apreço.

A norte americana Jean Johnson, é creditada como desenvolvedora da raça, fora da Tailândia, ela viveu por seis anos em Bangkok, onde tentou, sem sucesso, , por diversas vezes, comprar um casal de Korat, pois como acabei de falar, ão são vendidos por lá, apenas doados. Em 1959, quando ela e seu marido voltaram para os Estados Unidos, foram presenteados com um par de Korats – os irmãos Nara e Dara, que foram cruzados com Siameses azuis, vindos também da Tailândia.

Assim nasceu a linhagem ocidental do Korat.

Mas, com apenas 4 gatos, a limitação genética impediu seu crescimento, somente em 1966, outro criador, conseguiu comprar 9 exemplares puros, em Bangkok, isso foi fundamental para o perfeito desenvolvimento do Karat,

Hoje a raça é aceita em todas as associações felinas, vamos conhecer agora suas características físicas, comportamentais, problemas de saúde e cuidados.

Sua cabeção tem o formato de um coração, por isso é dada para a noiva para trazer boa sorte no casamento, seu desenvolvimento é lento, podem levar at´5 anos para atingir a maturidade completa. As orelhas são grandes e largas na base. Estão situadas no alto da cabeça, dando ao gato uma expressão alerta.

Seus olhos passam por 3 cores durante a vida, nascem azuis, na juventude são amarelo âmbar e quando completamente adultos, ficam verdes.

O Korat é um gato de pequeno pra médio, seu peso máximo é de 4Kgs, mas a maioria tem 3Kgs, seu corpo, tem aparência delicada e delgada, não perece ter o peso que tem, muitos surpreendem-se ao tentar levanta-lo. A única cor aceita é o azul, sem qualquer outra marca

Tem uma agilidade excepcional e é um alpinista nato, graças às suas pernas musculosas é capaz de realizar grandes saltos com pouco esforço aparente.

Ele é carinhoso e brincalhão, seu nível de atividade é alto, adoro pular, correr, escalar, apesar disso são bem caseiros, sem aquela necessidade de passeios noturnos, se dá muito bem com cães, já com outros gatos, pode haver problema, uma vez que gosta de ser o líder e ter a preferencia do seu dono,

Prefere a companhia dos adultos e crianças mais velhas, Seu lugar preferido? O colo do seu dono.

Sei que a maioria dos felinos tem a fama de adorar ficar sozinho, o Korat não, quer sempre estar junto dos membros da família, vocalizam com frequência para expressar suas vontades, inteligente, aprende rapidamente hábitos dos seus donos, como por exemplo ligar o fato de pegar a chave do carro a sair, pode ser que nesta hora, ele queira ir junto.

Por isso é fundamental providenciar companhia para um Korat, de preferencia um cachorro, de temperamento calmo..

Geralmente é um gato saudável e apenas três doenças hereditárias são conhecidas: Gangliosidose GM1 e GM2. Infelizmente, ambas as doenças são fatais e regidas por mutações genéticas recessivas, portanto, um gato deve herdar o gene defeituoso de ambos os pais para desenvolver a doença. A outra é a Doenças de armazenamento lisossômicas: são causadas por uma ausência de enzimas que são necessárias para executar as funções metabólicas. É uma doença rara e fatal

Por ter pelo curto, os cuidados são mínimos, escovação e corte de unhas quinzenais e banho somente quando necessário.

Trata-se de uma raça rara no mundo todo, e ainda hoje, na Tailândia, é praticamente impossível comprar um exemplar.

 

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Persa

Por Valdemar Pinheiro em gatos

11 de novembro de 2015

Seu reinado no mundo felino não é recente, vem deste a primeira exposição moderna de gatos, realizada em 1871, no Crystal Palace de Londres.

Pietro Della Vale, um viajante italiano, estava na Pérsia (atual Irã), ficou impressionado com a beleza dos gatos que andavam pelas ruas, resolveu levar alguns exemplares para a Europa, foi sucesso imediato, os italianos ficaram maravilhados com sua pelagem macia e brilhante.

Outros viajantes trouxeram os gatos persas e angorás para a França e depois Inglaterra, o que acabou lhe dando o nome de ‘gatos franceses’ por vários anos.

Esses gatos rapidamente se tornaram populares na Grã-Bretanha.

Logo em seguida foi feito um trabalho de melhoramento genético visando se obter maior variedade de cores e padrões de pelagem, hoje existem mais de uma centena de cores para o gato persa.

Chegaram na América por volta de 1800, e seu sucesso também foi rápido.

Usando padrões britânicos como um ponto de partida, os criadores norte-americanos iniciaram seus próprios programas de melhoramento para refinar a pele, cor e estrutura. Logo, o persa americano desenvolveu um estilo muito próprio e evoluiu para o tipo que vemos hoje em dia.

Se você quer um gato que corra e pule igual pipoca não compre um persa.

Ele é um companheiro perfeito, se você gosta de gato com temperamento calmo e doce. No entanto, não espere usa-lo como peso de porta peludo. Gosta de brincar entre os períodos de descanso. Os criadores dizem que os ele não merecem a sua reputação de “móvel com pelo”,

Persas são dedicados aos seus seres humanos, mas podem ser seletivos para dar essa honra.

Você deve conquistar sua confiança, adora carinho e amor , mas não perseguira você por atenção como algumas raças fazem. No entanto, sabe mostrar toda sua insatisfação, caso não receba a devida atenção daqueles que ama.

Ter um persa vai consumir algumas horas do seu dia, principalmente para manter sua pelagem brilhante e sem nos, .

Esta tarefa, que deve ser diária, além de manter a beleza do seu gato, tem outra função, interação, os persas simplesmente adoram ser escovados, muitos dormem durante todo o processo.

Adora crianças, principalmente as calmas, pode passar horas deitado no colo recebendo carinho, todavia, se as brincadeiras começam a ficar agitadas, foge rapidinho.

Apesar de não ser ativo, todo cuidado é pouco, são curiosos, não é raro acontecer acidentes desagradáveis e as vezes fatais, em apartamentos, e casas com piscinas, use telas de proteção

Na hora da compra do filhote, que é simplesmente lindo, saiba se o criador tem controle da doença renal policística, conhecido pela sigla PKD .

De origem genética e hereditária, é autossômica dominante: ou seja, os gatos não se tornam portadores, transmitindo para gerações posteriores: ou eles tem PKD ou não. Portanto, se forem negativos, não transmitirão a doença para sua descendência.

Outro problema do persa é a obesidade, a combinação de excesso de alimentação aliado a sua já mencionada baixa atividade, pode ser fatal.

São gatos silenciosos, seus miados são baixos e discretos, mais um motivo para a raça ser a preferida por pessoas que moram em apartamento.

Para muitos, o Garfield é um persa, mas, segundo seu criador Jim Davis, ele não tem raça definida, é apenas um gato domestico laranja.

Ao perceber que havia uma grande quantidade de tiras sobre cachorros, decidiu que seu principal personagem seria um gato. Ao lembrar-se de sua infância na fazenda, onde possuía 25 gatos como amigos de estimação, resolveu que seu herói teria o seu próprio humor, que é um tanto quanto fora do padrão.

O Garfield pode até não ser um persa, mas sua preguiça, inteligência e astucia lembram demais esta linda raça

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São Bernardo

Por Valdemar Pinheiro em Cães

13 de outubro de 2015

Está raça era criada em um monastério dos alpes suíços deste 1660, foi desenvolvido a partir de cães das tropas romanas, que controlavam a região, segundo historiadores suas funções eram fazer a guarda do monastério, e missões de resgate, que iniciaram-se no século 18.

Era sua tarefa encontrar vítimas soterradas e buscar auxílio junto aos monges caso o acidentado não pudesse mover-se.

Para tal,  era preciso de um cachorro forte, destemido e com uma pelagem que servisse de isolante térmico, e na busca destas características os monges chegaram ao São Bernardo que conhecemos hoje.

As missões de resgate envolviam quatro caninos, nenhum deles usando o pequeno barril no pescoço conforme aparece em fotografias e filmes: ao encontrar um soterrado, dois cães deitavam-se ao lado dele para aquece-lo, um tentava reanima-lo lambendo-lhe a face e o último retornava ao monastério em busca de ajuda.

De todos os cães criados e treinados pelos monges, um tinha grande destaque, seu nome era Barry, um destemido anjo dos Alpes, outro nome pelo qual o São Bernardo também é conhecido, BARRY salvou mais de 40 vidas.

Quase foi extinto durante as guerras mundias, para evitar que a raça desaparecesse, devida a consanguinidade dos exemplares que sobreviveram, os monges foram obrigados a cruza-los com outras raças, a principal delas, o terra nova,. Foi a partir deste cruzamento que surgiu a variedade de pelo longo.

Os monges enviavam todos os cães de pelo longo para outros criadores, porque, sua pelagem não era adequada para o trabalho de salvamento, uma vez que acumulava umidade.

Com o desenvolvimento da região e a construção de estradas, o São Bernardo perdeu sua função, mas continua sendo criado pelos monges, apenas para manter a tradição no monastério, mas felizmente já encontraram diversos admiradores pelo mundo todo o que garantiu a sobrevivência e popularidade da raça, prova disso são as inúmeras aparições da raça em filmes como beethoven (1 e 2) e Peter Pan.

Há exemplares da raça que apresentam as variações de vermelho e branco e marrom amarelado e branco. Os São Bernardos devem apresentar manchas brancas nas patas, na ponta da cauda, na linha superior do focinho, na testa e na nuca.

É comum e desejável ainda que toda a parte ao redor do pescoço, também chamada de colar, seja totalmente branca

A altura mínima dos cães machos é de 70 centímetros e das fêmeas é de 65 centímetros, podendo pesar até 95kg.

Devido ao seu tamanho pode desenvolver a displasia coxo femural, para evitar isso, deve-se escolher bem os pais do seu filhote, e evitar pisos lisos, também podem ter torção gástrica, portanto só de água uma hora antes e depois da comida.

O São Bernardo é paciente e gentil com crianças, e por conta do seu tamanho e força aguentam firme as brincadeiras pesadas.

Dedicado a sua matilha humana, aceita bem os amigos de seus donos, mas na sua ausência, vai defender o território contra invasores, prefere latir intimidando, para evitar confronto, caso o desconhecido insista, ataca, na rua, durante os passeios é um boa praça, faz amizade com qualquer um, é considerado a raça mais sociável do mundo.

Tem um nível de atividade moderado, se morar em uma casa com um quintal grande, não precisa passear para gastar energia.

A raça desenvolveu forte instinto, ou seja, toma decisões por conta própria, isso pode ser um problema para pessoas que queiram um cachorro obediente, o São Bernardo não é burro, apenas gosta de resolver seus problemas da sua maneira particular.

Como toda raça gigante, o filhote tem um crescimento acelerado, por isso tem que receber um acompanhamento cuidadoso, especialmente quanto aos ossos, musculatura e articulações, no entanto, qualquer suplementação de vitaminas e cálcio só deve ser feita com a orientação do veterinário, uma vez que o excesso destes componentes também causam problemas.

Os filhotes devem receber limites assim que chegam na sua nova casa, porque esta tarefa vai ficar praticamente impossível, quando ele ficar adulto, com mais de 90Kg.

Ele gosta do frio, aqui no Ceara irá sofrer com nosso clima, exceto as serras, como Ubajara e Guaramiranga, onde o clima ameno vai deixa-lo bem a vontade, sua pelagem, seja da variedade longa ou curta, tem que ser escovada semanalmente, um detalhe, todo São Bernardo baba constantemente.

Pena que o São Bernardo não gosta do nosso calor, quem não gostaria de ter um beethoven em casa?

Padrão completo:

http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo2/saobernardo.pdf

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O mangalarga marchador.

Por Valdemar Pinheiro em Cavalos

21 de setembro de 2015

O mangalarga marchador é uma raça de cavalos descendente dos Alter-Real, que chegou ao Brasil por meio de nobres da Corte portuguesa e, após, cruzada com cavalos de lida, em sua maioria advindos da raças ibéricas (berberes), que aqui chegaram na época da Colonização do Brasil.

Segundo a tradição, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Alter-Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando este garanhão com as éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas entre os municípios de Cruzília e Luminárias.

Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que foi denominado de Sublime pelo seu andar macio.

Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso, em Petrópolis, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Império – principalmente o porte e o andamento – e foram apelidados de cavalos mangalarga  numa alusão ao nome da fazendo onde eram criados.

Além da marcha suave, o mangalarga marchador é rustico, resistente e elegante, graças a sua extrema inteligência é amplamente utilizando na lida com o gado, esportes e equoterapia.

Característica que dá nome à raça, sua marcha  é única e consiste em um passo acelerado, por isso, não há suspensão. Bastante confortável, o animal transmite pouco impacto ao cavaleiro, diferentemente dos cavalos de trote.

Ao marchar, traceja no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para se impulsionar. Ele alterna diagonal e lateralmente os apoios, e entre eles acontece o tríplice apoio, momento em que três patas tocam o solo ao mesmo tempo

Ele é forte e musculoso, mas demonstra leveza em seus movimentos. A cabeça deve ser triangular e o pescoço piramidal. O tronco é forte, com costelas bem arqueadas. Sua altura mínima é de 1,47m e máxima de 1,57m, sendo 1,52m considerado a altura ideal. O stud book da raça permite todas as cores, com exceção da albina..

Você sabia que o mangalarga marchador entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes?

Em maio de 1991, três cavaleiros e seis animais da raça fizeram uma cavalgada do Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul, com retorno a São Paulo, em julho de 1993. Foram dois anos e mais de 19 mil quilômetros percorridos. Uma demonstração da incrível resistência destes animais e uma ótima estratégia de marketing para a raça..

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a raça vem se destacando nas cavalgadas e passeios ecológicos, sendo muito empregada no turismo rural. Pela sua docilidade, pode ser montada por crianças e amadores de todas as idades.

Outro ponto de destaque é a boa performance da raça na lida com o gado ao ponto da associação investir em exposições em conjunto com os criadores da raça Nelore. Já no campo esportivo, o mangalarga marchador se sobressai nas provas de três e cinco tambores,  baliza,  team penning,  cavalgadas e nas provas funcionais (competições que simulam atividades diárias do campo, como a abertura de porteira, o recuo, o salto, etc.)

O mangalarga marchador é um dos cavalos mais difundidos no Brasil.

Desde 1950, quando a ABCCMM começou o registro dos animais, já foram cadastrados mais de 390 mil animais, tornando-a a maior associação de equinos da amarica latina. Os Estados que mais concentram exemplares da raça são Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo..

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Staffordshire bull terrier

Por Valdemar Pinheiro em Cães

16 de fevereiro de 2017

Staffordshire bull terrier

Como diversas outras raças inglesas, era utilizado em rinhas, forte, resistente e incrivelmente leal, por se dar tão bem com crianças, é conhecido como cachorro babá, este é o stffordshire bull terrier.

Eles teriam surgido durante o século XVIII, no Condado de Staffordshire, na região central da Inglaterra, a partir do cruzamento de Old English Bulldog, Old English Terrier e, outros cães tipos de Terriers ingleses. O objetivo dos criadores era desenvolver um cão forte e muito resistente, já que era destinado a participar das rinhas, que cresciam em popularidade na Inglaterra. Inicialmente era conhecido como Bull and terrier depois Bull terrier, até que finalmente foram batizados de Staffordshire Bull Terrier, em homenagem a sua região de origem.     A rinha, era o “esporte” dos ricos ingleses, muito dinheiro era apostado.

Qualquer animal entrava na briga com os cães, ursos, touros e ate macacos. Esta crueldade só foi proibida por volta de 1840. Entretanto a briga entre cães continuou, de forma clandestina.

Em 1870, alguns exemplares foram levados por colonos europeus para América, onde passaram a atuar nas fazendas como protetores de pessoas e propriedades.

Sendo que alguns chegavam mesmo a cumprir a função de pastoreio de rebanhos. Estes cães acabaram dando origem a duas outras raças, que seguiram caminhos bastante distintos: de um lado, o American Pit Bull Terrier, cuja seleção era mais direcionada aos combates e, de outro lado, o American Staffordshire Terrier, que tinha como objetivo as provas de conformação e era muito utilizado para a guarda.

Como todo o Terrier, os cães da raça Staffordshire Bull Terriers precisam ser estimulados a obediência desde cedo, do contrário poderão até mesmo desenvolver traços fortes de personalidade dominante e acabar saindo de controle de seu dono. Outro ponto fundamental é a socialização do filhote não somente com outros cães, mas com pessoas e ambientes diferenciados é fundamental que o futuro proprietário escolha bem antes de adquirir seu cachorro.

Simplesmente adoram crianças, de qualquer idade, correm, pulam e brincam sem parar.

É considerado babá canina, seu forte instinto de proteção faz com que ataque qualquer um (pode ser humano ou animal, independente do tamanho) que tente fazer algo com a criança que ele ama. Não pode ser criado no quintal, isolado da família, ele adoro estar perto e fazer parte de tudo.

Seu porte é pequeno, por isso pode ser criado em qualquer ambiente, desde que saia para passear e brincar uma vez por dia. Se vc mora sozinho, em um apartamento, a raça não é indica, pois não tolera ficar longos períodos sozinha, vai acabar destruindo seu apartamento.

A pelagem do cão da raça Staffordshire Bull Terrier é lisa, curta e sempre bem assentada ao corpo, todas as cores e padrões são aceitas.

Por ser resistente e atlético, é capaz de acompanhar seu dono em qualquer atividade física, como por exemplo, correr  junto de bicicleta, ou mesmo competições próprias para cães como o agility e o flyball, corridas também são permitidas. O que deve ser observado é que o cão deverá ter uma idade superior a 18 meses para não fazer esforços excessivos que possam danificar a sua saúde.

Os tamanhos   entre 35cm,a 40 cm. Para os machos seu peso varia entre 12,7 kg a 17 kg no caso das fêmeas o peso poderá ficar entre 11 kg e 15 kg

Apesar de gostar de praticar exercícios, a raça tem uma particularidade, não são bons nadadores, suas pernas são relativamente curtas, ele pode entrar na piscina e brincar com vc,, mas não exija que ele nada grandes extensões. Na rua se dá bem com todos, entrando, em seu território, não permite a invasão, seu ataque é feroz.

Por conta do seu passado, relacionado a rinha, não se dá bem com outros cães, principalmente do mesmo sexo, até existem historias de bom convívio, mas com raças de temperamento  ameno, como por exemplo, labradores e goldens.  Com gatos, desde que acostumados desde cedo, são tolerantes, mas apenas isso.

O Staffordshire Bull Terrier é um cão bastante saudável, e não exige muitas preocupações de seu dono quanto a sua saúde. Em alguns casos, que são raros, podem desenvolver a  catarata hereditária e sarna demodecica. A raça é atlética, faz bem o papel de guarda além de ser amoroso e brincalhão.