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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

ZIPs

Desempenho das zonas portuárias e industriais do Pecém, Marselha e Roterdã é tema de palestra na AECIPP no dia 21

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

12 de Fevereiro de 2019

O evento da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP) é gratuito e faz parte das ações realizadas pela entidade com o intuito de atrair novos olhares sobre os desafios e as oportunidades para a região

As bases para o amplo desempenho do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) já foram lançadas e estão na direção correta. Quem afirma é o Doutor em Ciências de Gestão (Aix-Marseille Université, França), Igor Pontes, palestrante do próximo ciclo de palestras que a associação das empresas do Complexo promove no próximo dia 21 de fevereiro, às 9 horas, no IFCE do Pecém, com o tema Constatações empíricas sobre o desempenho de zonas industriais e portuárias (ZIPs).

Para ele, que também é diretor da Associação de Gestores e Executivos de Logística, são necessários apenas “ajustes de percurso” para ampliar o desempenho da zona cearense atraindo novos empreendimentos a partir de critérios claros de benefícios e retornos para a ZIP e para a região. “Falando em termos de desenvolvimento regional, a ZIP precisar avançar no empreendimento de interações com a região do entorno (museus, projetos, marketing social, universidades empenhadas na criação da cultural marítima-industrial) criando diversos canais de comunicações efetivos, sobretudo com a AECIPP, além de estimular a criação de cadeias produtivas amplamente ramificadas como forma de criar vantagens competitivas ligadas ao território e de formalizar um modelo de gestão que seja capaz de viabilizar e apoiar as atividades produtivas que hoje estão inseridas no complexo”, destaca o professor.

Na avaliação de Igor Pontes, o CIPP tem um frutífero campo de negócios a explorar, que vai desde a prospecção de indústrias de manufatura marítima, passando pelos diversos serviços e negócios marítimos, até os serviços logísticos de transporte e armazenamento, por exemplo. Ele chama a atenção para alguns resultados drásticos que escolhas equivocadas no presente podem produzir no futuro como um modelo de governança descalibrado com a missão da ZIP. “Chamamos a atenção também para o problema da justaposição de secretarias, agências e empresas públicas envolvidos na gestão de ZIPs, tema de artigo científico que escrevi em 2017, publicado pela revista Contextus da UFC, fazendo recomendações ao Governo do Estado. Coincidentemente, a sugestão foi incorporada com a ampliação do objeto social da Cearáportos, passando a denominar-se CIPP S.A em agosto de 2017”, afirma o pesquisador.

Outro aprendizado da experiência internacional, segundo ele, foi a compreensão da importância da formalização de um modelo de gestão e a estruturação do organograma funcional alinhado com os objetivos da ZIP. “Na Autoridade Portuária de Roterdã, as áreas industriais e de logísticas possuem grau semelhante de importância e estão vinculadas diretamente ao CEO. Outra estratégia que gera resultados sustentáveis é a criação de sinergias entre cidade, porto, indústrias e sociedade. A experiência internacional mostra que portos, como Roterdã, que são capazes que criar “proximidades” como seu entorno conseguem obter melhores resultados”, afirma.

Em sua palestra na AECIPP, Igor Pontes abordará constatações acerca de modelos de gestão de zonas industriais e portuárias (ZIPs) observadas em três zonas específicas: Grande Porto Marítimo de Marselha-Fos, CIPP e Autoridade Portuária de Roterdã, destacando pontos de sucesso de ZIPs e algumas práticas que podem resultar no insucesso. O professor adianta que, embora não seja aconselhável fazer comparações diretas sem as devidas ponderações a respeito das peculiaridades e dos fatos históricos relacionados à cada infraestrutura, de modo geral, o CIPP é um caso de sucesso para o Brasil e para a América do Sul, podendo ser enquadrado como fruto de uma política pública exitosa e, como tal, um modelo a ser replicado. “O CIPP diferencia-se das outras duas estruturas (Marselha-Fos e Roterdã) porque foi concebido em uma região sem nenhuma expertise na área industrial e portuária e com pouco mais de 15 anos”, pontua o pesquisador.

Neste sentido, ele destaca a parceria recém-celebrada entre o porto de Roterdã e Governo do Ceará, que representa, na sua visão, uma grande conquista para o Estado. “A Autoridade Portuária de Roterdã é referência mundial na gestão de ZIP. Ela traz consigo toda sua expertise e credibilidade de grande player mundial. Com essa parceria, passamos a estar inseridos na rede global de portos de Roterdã que se estende da Ásia até o sudeste do Brasil. Além disso, Roterdã possui um cluster de inovação, um ambiente propício ao desenvolvimento de startups e tecnologias para o setor marítimo, sobretudo nas áreas de digitalização de dados e de transição energética. Esse é o futuro de ZIPs que o Estado do Ceará poderá ter acesso”, acrescenta Igor Pontes.

Serviço:

Palestra: Constatações empíricas sobre o desempenho de zonas industriais e portuárias (ZIPs)

Local: IFCE Campus do Pecém (Rodovia CE 155 – KM 04)

Data: 21 de fevereiro

Horário: 9h

Evento gratuito. Inscrições limitadas (LINK DAS INSCRIÇÕES)

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Desempenho das zonas portuárias e industriais do Pecém, Marselha e Roterdã é tema de palestra na AECIPP no dia 21

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

12 de Fevereiro de 2019

O evento da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP) é gratuito e faz parte das ações realizadas pela entidade com o intuito de atrair novos olhares sobre os desafios e as oportunidades para a região

As bases para o amplo desempenho do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) já foram lançadas e estão na direção correta. Quem afirma é o Doutor em Ciências de Gestão (Aix-Marseille Université, França), Igor Pontes, palestrante do próximo ciclo de palestras que a associação das empresas do Complexo promove no próximo dia 21 de fevereiro, às 9 horas, no IFCE do Pecém, com o tema Constatações empíricas sobre o desempenho de zonas industriais e portuárias (ZIPs).

Para ele, que também é diretor da Associação de Gestores e Executivos de Logística, são necessários apenas “ajustes de percurso” para ampliar o desempenho da zona cearense atraindo novos empreendimentos a partir de critérios claros de benefícios e retornos para a ZIP e para a região. “Falando em termos de desenvolvimento regional, a ZIP precisar avançar no empreendimento de interações com a região do entorno (museus, projetos, marketing social, universidades empenhadas na criação da cultural marítima-industrial) criando diversos canais de comunicações efetivos, sobretudo com a AECIPP, além de estimular a criação de cadeias produtivas amplamente ramificadas como forma de criar vantagens competitivas ligadas ao território e de formalizar um modelo de gestão que seja capaz de viabilizar e apoiar as atividades produtivas que hoje estão inseridas no complexo”, destaca o professor.

Na avaliação de Igor Pontes, o CIPP tem um frutífero campo de negócios a explorar, que vai desde a prospecção de indústrias de manufatura marítima, passando pelos diversos serviços e negócios marítimos, até os serviços logísticos de transporte e armazenamento, por exemplo. Ele chama a atenção para alguns resultados drásticos que escolhas equivocadas no presente podem produzir no futuro como um modelo de governança descalibrado com a missão da ZIP. “Chamamos a atenção também para o problema da justaposição de secretarias, agências e empresas públicas envolvidos na gestão de ZIPs, tema de artigo científico que escrevi em 2017, publicado pela revista Contextus da UFC, fazendo recomendações ao Governo do Estado. Coincidentemente, a sugestão foi incorporada com a ampliação do objeto social da Cearáportos, passando a denominar-se CIPP S.A em agosto de 2017”, afirma o pesquisador.

Outro aprendizado da experiência internacional, segundo ele, foi a compreensão da importância da formalização de um modelo de gestão e a estruturação do organograma funcional alinhado com os objetivos da ZIP. “Na Autoridade Portuária de Roterdã, as áreas industriais e de logísticas possuem grau semelhante de importância e estão vinculadas diretamente ao CEO. Outra estratégia que gera resultados sustentáveis é a criação de sinergias entre cidade, porto, indústrias e sociedade. A experiência internacional mostra que portos, como Roterdã, que são capazes que criar “proximidades” como seu entorno conseguem obter melhores resultados”, afirma.

Em sua palestra na AECIPP, Igor Pontes abordará constatações acerca de modelos de gestão de zonas industriais e portuárias (ZIPs) observadas em três zonas específicas: Grande Porto Marítimo de Marselha-Fos, CIPP e Autoridade Portuária de Roterdã, destacando pontos de sucesso de ZIPs e algumas práticas que podem resultar no insucesso. O professor adianta que, embora não seja aconselhável fazer comparações diretas sem as devidas ponderações a respeito das peculiaridades e dos fatos históricos relacionados à cada infraestrutura, de modo geral, o CIPP é um caso de sucesso para o Brasil e para a América do Sul, podendo ser enquadrado como fruto de uma política pública exitosa e, como tal, um modelo a ser replicado. “O CIPP diferencia-se das outras duas estruturas (Marselha-Fos e Roterdã) porque foi concebido em uma região sem nenhuma expertise na área industrial e portuária e com pouco mais de 15 anos”, pontua o pesquisador.

Neste sentido, ele destaca a parceria recém-celebrada entre o porto de Roterdã e Governo do Ceará, que representa, na sua visão, uma grande conquista para o Estado. “A Autoridade Portuária de Roterdã é referência mundial na gestão de ZIP. Ela traz consigo toda sua expertise e credibilidade de grande player mundial. Com essa parceria, passamos a estar inseridos na rede global de portos de Roterdã que se estende da Ásia até o sudeste do Brasil. Além disso, Roterdã possui um cluster de inovação, um ambiente propício ao desenvolvimento de startups e tecnologias para o setor marítimo, sobretudo nas áreas de digitalização de dados e de transição energética. Esse é o futuro de ZIPs que o Estado do Ceará poderá ter acesso”, acrescenta Igor Pontes.

Serviço:

Palestra: Constatações empíricas sobre o desempenho de zonas industriais e portuárias (ZIPs)

Local: IFCE Campus do Pecém (Rodovia CE 155 – KM 04)

Data: 21 de fevereiro

Horário: 9h

Evento gratuito. Inscrições limitadas (LINK DAS INSCRIÇÕES)