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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará encerra com balanço positivo de visitação e vendas, com público destacando qualidade da programação

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

24 de Abril de 2017

Foto: Felipe Abud

Em dez dias, 450 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos do Ceará. A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que se encerra no Dia Mundial do Livro, movimentou cerca de R$ 5 milhões e gerou 3100 empregos diretos e indiretos. Sempre com entrada franca, foram 125 horas de programação com qualidade e diversidade destacadas pelo público

“Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”. Com este tema, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará celebrou os títulos de papel, que, tanto quanto os moradores, povoam casas e aplacam solidões, como afirmou o escritor português Valter Hugo Mãe, dialogando com a escritora cearense Cleudene Aragão, dois dos 168 autores convidados pelo evento, entre grandes nomes da literatura do Ceará, do Brasil e de diversos países.

Indo além da condição de referência para o setor como o maior evento cultural do Estado, a Bienal foi destaque no dia dos cearenses e visitantes, pautando o livro e a leitura nos meios de comunicação, nas conversas entre familiares, colegas, amigos, com grande e positiva repercussão também nas redes sociais. Autores e leitores, histórias e ideias estiveram fortemente presentes na agenda da sociedade. Com sucesso de público, com mais de 450 mil pessoas passando pelo Centro de Eventos, a Bienal contabilizou uma média de público de 45 mil participantes por dia, mesmo com os problemas no sistema viário da Capital, registrados nos dias 19 e 20.

Além de encontros e experiências inesquecíveis, diálogos com grandes autores, realização de sonhos e de transformações pessoais, a Bienal também se destacou pela forte contribuição à economia do estado. O evento gerou 3.100 empregos diretos e indiretos, com 350 editoras presentes, distribuídas em 110 estandes, trazendo à Bienal cerca de 60 mil títulos, nada menos que 120 toneladas de livros. A movimentação financeira estimada é de R$ 5 milhões montante avaliado como bastante positivo, tendo em vista a atual conjuntura econômica do País.

Estendendo-se ao longo de 10 dias, aberta ao público na maioria deles de 9h às 22h, a Bienal promoveu 125 horas de atividades, entre debates, lançamentos de livros, contações de história, conversas com autores, apresentações teatrais, circenses e musicais, oficinas, jogos, declamações, cantorias, cortejos e muitas outras manifestações. Tudo isso distribuído por mais de 20 salas, em três andares.

As ações da Bienal Fora da Bienal estenderam a programação do evento a outros dez ambientes externos, em Fortaleza e outros quatro municípios cearenses: Aquiraz, Caucaia, Redenção e Itaitinga. As areias da praia do Titanzinho, o jardim de girassóis da Unidade Prisional irmã Imelda em Aquiraz, a comunidade dos índios Anacé, a praia do Vila do Mar, no Pirambu, e as ruas do Centro de Fortaleza, entre outros espaços, contaram com a presença de diversos escritores convidados da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, mobilizando visitantes, moradores e afetos, em momentos inclusivos e especiais.

Em um dos seus grandes diferenciais, esta foi a Bienal dos mestres e mestras da Cultura do Ceará, presentes todos os dias na programação. A Bienal dos escritores cearenses lado a lado, em todas as mesas de diálogos, com autores de outros estados e países. Da acessibilidade cultural e da educação inclusiva, com a programação especial de experiências sensoriais, de circo e de audiodescrição, além dos intérpretes de Libras. Das crianças que compartilharam leituras com os pais e dos adolescentes de diversos bairros que mergulharam na programação da literatura fantástica, das batalhas épicas e dos RPGs. Dos cordelistas e repentistas que lotaram a todo momento a Praça do Cordel comprovando a força da literatura popular. Dos autores e personagens reunidos nos bate-papos do Café Literário. Da programação de artes e ciências, de agentes de leitura, do Plano Setorial de Livro e Leitura e do Sistema Estadual de Bibliotecas. Das gerações saudosas do Cais Bar reunidos em rodas de música e conversa no espaço Fortaleza Boêmia.

Turismo cultural

O calendário da Bienal do Livro do Ceará, situado este ano entre dois feriados nacionais (Semana Santa e Tiradentes), explicitou o potencial do Estado para o turismo cultural. A Bienal atraiu ao Centro de Eventos moradores de Fortaleza que aproveitaram os feriadões para viajar nos livros, assim como cearenses do Interior que vieram de seus municípios para visitar a Bienal e turistas em trânsito por Fortaleza nos dias do evento.

Como prova disso, os dias de maior número de visitantes estiveram relacionados aos feriados prolongados: o primeiro fim de semana, de sexta a domingo, registrou 125 mil pessoas; e em 21 de abril, Dia de Tiradentes, nada menos que 72 mil pessoas percorreram os espaços do Centro de Eventos.

Escolas

Promover a socialização de práticas leitoras e pedagógicas em um dos mais importantes espaços formativos de novos apreciadores de livros – a escola – é também uma das missões da Bienal. Nesse sentido, vale destacar a exitosa adesão das visitações escolares: em cinco dias (de 17 a 21 de abril), 34,5 mil estudantes de 775 instituições de ensino – públicas, privadas e ONGs – passaram pelo evento, mobilizando 862 ônibus. Gestores, alunos, educadores e educadoras de 59 municípios (um deles do Rio Grande do Norte) usufruíram da programação gratuita e das muitas opções da feira literária.

“O sucesso desta edição se deve também à parceria estabelecida com outras secretarias. A contribuição das pastas municipal e estadual de Educação foi fundamental para a adesão das escolas e a democratização da feira. Além disso, a programação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado foi um dos grandes atrativos desta Bienal, estendendo a percepção de leitura e literatura para o universo científico”, ressalta Mileide Flores, coordenadora geral da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará.

Para a coordenadora, a XII Bienal do Livro estabelece um marco na cronologia do evento ao se recobrir do espírito-tema que a moveu: a ideia de que cada sujeito traz consigo inúmeras narrativas. Como destaca o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, também a história desta Bienal não acaba neste domingo: “Ela continua todos os dias, na sequência dos encontros proporcionados e na construção das políticas públicas de cultura, livro, leitura, bibliotecas e acervos – porque políticas públicas não se conjugam na primeira pessoa. São, na verdade, construções coletivas”.

Números:

450 mil pessoas (média de 45 mil pessoas por dia, mesmo com problemas no sistema viário, registrados nos dias 19 e 20)

350 editoras

110 estandes

60 mil títulos expostos

120 toneladas de livros

168 autores

300 convidados

125 horas de atividades, sempre com entrada franca

775 escolas visitaram a Bienal

34.500 estudantes

59 municípios (um deles do Rio Grande do Norte)

862 ônibus destacados para visitações escolares

Ignácio de Loyola Brandão e Quinteto Agreste encerram a XII Bienal do Livro do Ceará

Neste domingo, Dia Internacional do Livro, as atividades de encerramento da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará celebram o encontro de literaturas: popular, erudita, indígena, científica, negra, feminina – a construção de uma literatura sem caixas. É com esse espírito que acontece o último encontro de Mestres e Mestras da Cultura, um dos grandes marcos desta edição.

Tradição oral, música e dança – as bases do reisado cearense – ampliam o universo das narrativas, presentes nas memórias de Mestre Aldenir, do Crato, e Zé Pio, de Fortaleza. A mediação do encontro, que acontece às 16h, é do cineasta Rosemberg Cariry.

Às 18h, o autor Ignácio de Loyola Brandão encerra as atividades da sala Moreira Campos – que recebeu alguns dos principais convidados desses dez dias – junto ao curador Kelsen Bravos. O paulista discorre sobre um tema correlato ao desta Bienal: “O escritor como biblioteca viva”.

Já às 19h, o grupo cearense Quinteto Agreste faz o encerramento oficial do evento. Com repertório multiinstrumental construído sobre os alicerces da música popular nordestina, o Quinteto apresenta canções como: “Chegança”, de Antônio Nóbrega; “Triste Partida” e “Riacho do Navio”, imortalizadas na voz e na sanfona de Luiz Gonzaga. Para a seleção do show, que acontece às 19h, o grupo tomou por base o tema da Bienal deste ano: “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”.

Formado pelos músicos Mário Mesquita, Marcílio Mendonça, Tony Maranhão, Ademir do Vale e Arlindo Araújo, o conjunto é reconhecido como o primeiro de artistas cearenses a gravar um disco independente: “Sol Maior”, em 1982.

* postado por Oswaldo Scaliotti
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 Ainda dá tempo: conheça as atrações do último dia da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

23 de Abril de 2017

  • Ignácio de Loyola Brandão discorre hoje sobre um tema correlato ao desta Bienal: “O escritor como biblioteca viva”.

Bienal convida cearenses e turistas a celebrar o Dia do Livro com muita leitura e música 

O domingo de lazer dos cearenses e turistas ganha, neste dia 23, um novo atrativo: o último dia da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Em pleno Dia Internacional do Livro, nada como comemorá-lo com uma programação dedicada a ele. Nesta manhã, lançamentos de cordelistas e recitais movimentam a Praça do Cordel, no térreo, enquanto o primeiro andar reúne malabaristas, palhaços e muitas histórias para as crianças.
Além disso, a feira literária que acontece no Pavilhão Oeste do Centro de Eventos do Ceará reúne 350 editoras, distribuídas em 110 estandes.
Diversão
Na sala Contos, Papos e Encantos, uma maratona de contação de histórias acontece das 9h às 20h: é o “causos, contos e cantorias, tudo intiriçado feito cantiga de grilo”.

No mezanino 2, o espaço FORPG, sucesso entre as famílias e os grupos de adolescentes, segue em atividade: mesas e dezenas de jogos de cartas e tabuleiros ficam à disposição dos visitantes que queiram usufruir da diversão dos games analógicos.

À tarde, para crianças de todas as idades, a grande atração é a presença da palhaça Rubra, que há 20 anos trabalha com palhaçaria em praças públicas, teatros e até hospitais, tendo integrado a equipe dos Doutores da Alegria, em São Paulo. Atualmente, está na programação da TV Ratimbum. Na Bienal, Rubra apresenta seu espetáculo “Academia de Alta Tecnologia Humana”, às 16h, na sala Literatura e Circo.  

Às 18h, na última conversa sediada na sala Moreira Campos – que recebeu alguns dos principais convidados desses dez dias – o curador Kelsen Bravos recebe Ignácio de Loyola Brandão, que discorre sobre um tema correlato ao desta Bienal: “O escritor como biblioteca viva”.

Tradição popular

Uma das marcas dessa Bienal, o encontro de Mestres e Mestras da Cultura se encerra com muita música e dança: Aldenir, do Crato, e Zé Pio, de Fortaleza, falam sobre o reisado. A mediação é do cineasta Rosemberg Cariry. Os mestres se reúnem sempre às 16h.

Às 19h, o grupo cearense Quinteto Agreste faz o encerramento oficial da Bienal. Com repertório multi-instrumental construído sobre os alicerces da música popular nordestina, o Quinteto apresenta canções como: “Chegança”, de Antônio Nóbrega; “Triste Partida” e “Riacho do Navio”, imortalizadas na voz e na sanfona de Luiz Gonzaga. Para a seleção do show, que acontece às 19h, o grupo tomou por base o tema da Bienal deste ano: “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”.

Formado pelos músicos Mário Mesquita, Marcílio Mendonça, Tony Maranhão, Ademir do Vale e Arlindo Araújo, o conjunto é reconhecido como o primeiro de artistas cearenses a gravar um disco independente: “Sol Maior”, em 1982.

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Leonardo Sakamoto e Márcia Tiburi participam de mesa sobre debates nas redes sociais durante a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

22 de Abril de 2017

Neste sábado, dia 22, integrando a programação da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, Leonardo Sakamoto e Márcia Tiburi estarão presentes para dialogar sobre o tema “A nova torre de babel digital: cada pessoa uma (a)versão”, na Sala Mágica, às 17h, no Centro de Eventos do Ceará.

 

Leonardo Sakamoto, autor do “Blog do Sakamoto”, é jornalista, doutor em Ciência Política, diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão; já Márcia Tiburi é graduada em filosofia e artes, mestre e doutora em filosofia, autora de diversos livros de filosofia, entre eles “As Mulheres e a Filosofia” e também colunista da revista Cult.

 

Com mediação de Régis Bravos, a temática vai focar no fenômeno da polarização nas redes sociais. “As ferramentas que são feitas para que aconteça um debate de ideias acabam sendo usadas para uma disputa de torcidas, praticamente”, explicou Régis. “Vamos discutir como, nas redes, se pratica a ideia da confirmação: as pessoas se cercam daquelas que pensam como elas. Nossos convidados têm muita bagagem sobre o assunto para compartilhar com o público”, pontuou.

Mesa “A nova torre de babel digital: cada pessoa uma (a)versão”

Com Leonardo Sakamoto e Márcia Tiburi

Durante a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Quando: dia 22, às 17 horas

Onde: Sala Mágica – Sala 9-10 – Mezanino 2, no Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

Entrada gratuita

 

Serviço:

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

De 14 a 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará

Programação completa em: http://bienaldolivro.cultura.ce.gov.br/

  • postado por Oswaldo Scaliotti

 

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Bienal do Livro do Ceará lota o Centro de Eventos durante o feriado de Tiradentes

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

22 de Abril de 2017

Mais de 70 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos nesta sexta-feira. Conheça as atrações deste sábado e se programe.  
Uma verdadeira multidão lotou o Pavilhão Oeste do Centro de Eventos do Ceará nesta sexta-feira, 23. A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará atraiu, segundo a organização, aproximadamente 75 mil pessoas, que se dividiam entre as ofertas de livros das 350 editoras, na área dos estandes, e a variada programação distribuída entre térreo, primeiro e segundo andares.
Tão diversa quanto a programação foi o perfil de público que frequentou a Bienal na sexta-feira e que promete seguir movimentando o sábado. Pela manhã, ainda aconteceram algumas visitações escolares, mas ao longo do dia a maioria dos visitantes era composta por famílias e grupos de adolescentes, que aproveitaram o feriado de Tiradentes para curtir a Bienal.
Um dos espaços mais concorridos foi o FORPG, no mezanino 2, formado por dez mesas e dezenas de jogos de tabuleiro e cartas, distribuídos para os grupos. Ali, pessoas de todas as idades se divertiam, abandonando um tanto as telas e resgatando a interação presencial dos jogos analógicos.
“Há uma ligação direta entre jogos e literatura, porque muitos deles são formas de produzir narrativas. Além disso, muitos games estimulam a leitura”, afirma Glaudiney Mendonça, do Igrejota (Incrível Grupo de Estudos de Jogos de Tabuleiro), responsável pelo espaço. A procura dos jogos foi tanta que o tempo de funcionamento das mesas se estendeu até às 19h. Neste sábado, o espaço FORPG fica disponível até às 15h apenas com jogos de RPG tradicionais ou “de mesa”, como Dungeous & Dragons e muitos outros.
Programe-se
Neste sábado, a expectativa é que o número de visitantes também surpreenda. O destaque da manhã é o Brasil Sonoro, uma ópera popular com 80 crianças. A programação infantil dedicada a Monteiro Lobato também deve encantar os pequenos: no espaço Circo e Literatura, uma Emília contorcionista e um Visconde saltitante dão as boas vindas. Contações de histórias, lançamentos de livros e conversas dos autores com pais e educadores também estão na agenda do dia.
Entre as programações inclusivas, destaque para a palestra sobre autismo, com o professor Wilson Cândido Braga, que acontece às 14h na sala Rachel de Queiroz (mezanino 2) e, para o projeto de Tânia Dourado, com personagens que trabalham autismo e preconceito racial, às 15h.
À tarde, grandes nomes da literatura nacional participam de debates: Daniel Galera, Joca Reiners Terron, Ignácio de Loyola Brandão, Cristóvão Tezza, Ângela Gutierrez e muitos outros. Às 16h, Ademir Assunção e Nirton Venâncio iniciam a programação da Sala Moreira Campos com uma conversa sobre o legado literário de Bob Dylan, agraciado com o prêmio Nobel de literatura em 2016. Nesse mesmo horário, as dramistas conversam e se apresentam no Auditório Mestres e Mestras da Cultura.
Às 17h, os grandes nomes da programação são Leonardo Sakamoto, jornalista e cientista político, e Marcia Tiburi, filósofa. Ambos conversam sobre o ódio nas redes sociais. À noite, às 21h, a programação se encerra com show de Dona Zefinha, “Invocado que só”.

Serviço:

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

De 14 a 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará

Programação completa em: http://bienaldolivro.cultura.ce.gov.br/

Fotos Bienal do Livro do Ceará 

https://www.flickr.com/photos/bienaldolivroceara/albums/72157682775824116/with/34021968152/

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5 roteiros para aproveitar o último fim de semana da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

20 de Abril de 2017

O último fim de semana da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que encerra neste domingo (23), proporciona aos visitantes uma série de atividades, dentro e fora do Centro de Eventos do Ceará. Com tantas possibilidades, selecionamos cinco programações imperdíveis:

1 – Bienal Fora da Bienal

Até o último dia, a ideia é que as ações da Bienal não se concentrem apenas no Centro de Eventos. Para quem ama livros e praia com a mesma intensidade, sexta-feira (21) e sábado (22) serão dias especiais. Sexta, às 16h, o escritor e ilustrador André Neves, autor de livros infantis, conversa com crianças, adolescentes e agentes de leitura do Titanzinho. No sábado, é a vez de Daniel Galera falar de literatura e curtir o pôr do sol na Vila do Mar, no Pirambu, também às 16h. Já o domingo é dia de pegar a bicicleta, em excelente companhia: a produtora cultural Izabel Gurgel promove o “Pedalando com Frida Kahlo”, saindo da área dos barcos no Mucuripe até o Pavilhão Atlântico no Poço da Draga. A saída acontece às 9h.

2 – Mestres e Mestras da Cultura

Artesanato, reisado, dramas e benditos são alguns dos motes das conversas do fim de semana. Na sexta, é a vez da rendeira Francisca Pires, de Cascavel; e das ceramistas Lúcia Pequena, de Limoeiro; e Maria Cândida, de Juazeiro. Sábado, estão presentes no Auditório Mestres e Mestras as dramistas Dona Zilda, de Guaramiranga; Ana Maria, de Tianguá; e Terezinha Lino, de Beberibe. No último dia, Aldenir, do Crato, e Zé Pio, de Fortaleza, falam sobre o reisado enquanto Maria do Horto partilha dos benditos de Juazeiro do Norte. A mediação é de Rosemberg Cariry. Os mestres se reúnem sempre às 16h. No domingo, o encerramento fica por conta do Quinteto Agreste, às 19h.

3 – Programação infantil

As manhãs e tardes do mezanino 1 serão dedicadas principalmente às contações de histórias. Destaque para as programações de circo e as da sala Contos, Papos e Encantos: na sexta, às 14h, ela sedia a apresentação das Costureiras de Histórias, com a montagem “Histórias fantásticas que cruzam o mundo”. No sábado, às 9h, Ivani Magalhães promove a Hora do Conto para Bebês. E, no último dia, das 9h às 20h, acontece na mesma sala uma maratona de histórias, intitulada “Causos, contos e cantorias, tudo intiriçado feito cantiga de grilo”.

4 – Escritores convidados

Muitos nomes consagrados da literatura brasileira ainda passam pela feira neste fim de semana: é o caso de João Silvério Trevisan, escritor e jornalista, que comenta o livro Parabélum, do pesquisador cearense Gilmar de Carvalho; e de Ignácio de Loyola Brandão, que participa, na sexta-feira, do Contos de Escola, falando de como sua escrita foi influenciada pela vida escolar. No sábado, destaque para Cristovão Tezza, em mesa com Lira Neto, e a dupla Leonardo Sakamoto e Marcia Tiburi discutindo sobre o ódio nas redes sociais. No domingo, as principais atrações são Daniel Galera e Joca Reiners Terron.

5 – Programação geek

Nos últimos dias de Bienal, a Sala Elementos continua proporcionando debates e acaloradas Batalhas Épicas – a derradeira será “Star Wars x Star Trek”. As mesas discutem ainda “Super-heróis e anti-heróis”, “o crescimento feminino na literatura” e o “cenário local da produção de quadrinhos e fanzines independentes”, esta última com o cartunista cearense Guabiras.

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Até 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará
Programação gratuita
SEXTA, 21

Programação Bienal fora da Bienal – Titanzinho –  bairro, Serviluz. Presença dos Agentes de Leitura do Vicente Pinzón

16h – Cadernos de areia em uma Fortaleza escondida – Uma conversa à beira mar, com André Neves

Programação Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará – TÉRREO

16h – Rodas de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura – As mãos são artes, a cabeça imaginação. Francisca Pires (Rendeira- Cascavel). Mestra Lúcia Pequena (Cerâmica em barro – Limoeiro do Norte). Mestra Maria Cândida (Cerâmica em barro – Juazeiro). Mediação: Felipe Caixeta.

Programação Espaço Natércia Campos do Escritor Cearense – PAVILHÃO TÉRREO

16h – Lançamento do livro “Pequenas Eternidades” de Zeca Lemos

17h – Lançamento do livro “O Teatro Cearense pelas mãos” do coreógrafo do Hiroldo Serra

18h –  Lançamento do Livro “Escuridão Escuridão” de Haroldo Serra Jr.

19h – “Penteando a Vida”, uma conversa entre Maria Vilani Cavalcante Gomes (poetisa) e Ethel de Paula (jornalista)

Programação Café Literário – PAVILHÃO TÉRREO

10h – Histórias singulares: personagens cotidianos: Pingo de Fortaleza (mediação de Celso Borges)
12h -Cine Palavra: Audiovisuais literários
14h – Imagens e obras: diálogos sobre autores – Vídeos sobre Moreira Campos dialogados por Batista de Lima

Programação Praça do Cordel – FOYER TÉRREO
19h – Lançamento do livro A princesa encantada de Jericoacoara, de Klévisson Viana (Editora Demócrito Rocha)
20h – Show de bonecos com mestre Valdeck de Garanhuns
21h – Show de Cantigas e Romances. Eugênio Leandro e Banda

Programação Sala Contos, Papos e Encantos – SALA 2 – MEZANINO 1
13h – “Colorindo sonhos, viagem e liberdade” – Contação de História – Grupo Mirante de teatro Unifor
14h – Costureiras de Histórias – Histórias fantásticas que cruzam o mundo

Programação Sala Moreira Campos – SALA 1 – MEZANINO 2 .
18h – João Silvério Trevisan comenta o Parabélum, de Gilmar de Carvalho: 30 anos de um livro, de um herói e de seus espelhos

Programação Sala José de Alencar – SALA 2 – MEZANINO 2 .
18h – Encontro Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa: Apresentação do Grupo Pérolas do Índico – Dança Marrabenta (Moçambique) Mulheres na Literatura: territorialidade e resistência: Conceição Evaristo (Brasil), Moema Augel (Brasil) e Rita Chaves (Brasil)
20h – Encontro Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa: Breve relato do papel da música e da literatura na libertação e construção da nação guineense, com a presença do escritor Tony Tcheka (Guiné-Bissau)

Programação Sala Francisca Clotilde – SALA 4 – MEZANINO 2
16h – Debate: Projeto Comida Ceará – Além da peixada e do baião: histórias da alimentação do Ceará (Editora SENAC). Convidados: Fátima Farias, Raul Lody, Vanessa Pontes e Valéria Laena – Mediação: Domingos Sávio Abreu e abertura: Ivan Prado

Programação Sala Luiza de Teodoro – SALA 5 – MEZANINO 2
17h30 – III Salão do Professor – Conto de Escola: Ignácio de Loyola e Vânia Vasconcelos
20h – Bazar das Letras Sesc – De notícia e não-notícia se faz a crônica e o cordel. Rouxinol de Rinaré e Arievaldo Vianna. Mediação Bruno Paulino

Programação Sala Elementos – SALA 8 – MEZANINO 2
10h – Super-heróis e anti-heróis: os semideuses da contemporaneidade (Paideia)
19h – Batalhas Épicas: Star Wars X Star Trek

SÁBADO, 22

Programação Bienal fora da Bienal –  Vila do Mar – Pirambu

16h – O coração do mar é o vento – Uma roda de conversa no mar, com Daniel Galera

Programação Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará – TÉRREO

16h –  Rodas de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura – O corpo é um texto, a vida um drama. Mestra Dona Zilda (Dramas – Guaramiranga). Mestra Ana Maria (Dramas – Tianguá). Mestra Terezinha Lino (Dramas-Beberibe). Mediação: Lourdinha Macena.

Programação Fortaleza Boêmia – PAVILHÃO TÉRREO

19h – Fortaleza Boêmia: Show com o grupo Esperando a Feijoada, com Tarcísio Sardinha, Pardal, Gildo, Roberto Carioca e Heriberto Porto

Programação Praça do Cordel – FOYER TÉRREO
10h30 – Recital com diversos poetas
11h – Aboio e canções com o vaqueiro Chico Neto
19h30 – Show com Batuta Nordestina

Programação Sala Contos, Papos e Encantos – SALA 2 – MEZANINO 1

9h – Hora do Conto para Bebês – Ivani Magalhães – (Encontro de Mediadore)

Programação Sala Causos e Cantorias – SALA 3/4 – MEZANINO 1

15 – “Os decretos do Rei” – Grupo Mirante de teatro Unifor
20h – Cristóvão Tezza em diálogo com Lira Neto: Os mundos da criação literária em nossos dias. Mediação Cleudene Aragão

Programação Sala Elementos – SALA 8 – MEZANINO 2

15h – Mesa: De Rachel de Queiroz a J.K. Rowling: O crescimento feminino na literatura, com Fábrica do Mito
18h – Debate: Cenário local da produção de quadrinhos e fanzines independentes – Guabiras

Programação Sala Mágica – SALA 9-10 – MEZANINO 2

17h – Mesa: Leonardo Sakamoto/Marcia Tiburi: A nova torre de babel digital: cada pessoa uma (a)versão? Mediação de Régis Freitas.

DOMINGO, 23

Programação Bienal Fora da Bienal – Do Mucuripe ao Poço da Draga

9h – Tema: Alegria é a prova dos nove: Pedalando com Frida Kahlo Convidada: Izabel Gurgel. Saindo da área dos barcos no Mucuripe, até o Pavilhão Atlântico no Poço da Draga

Programação Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará – TÉRREO

16h –  Rodas de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura – O corpo é uma festa, o coração um templo sagrado. Mestre Aldenir (Reisado-Crato). Mestre Zé Pio (Reisado-Fortaleza).Mestra Maria do Horto (Benditos – Juazeiro do Norte). Mediação: Rosemberg Cariry.

19h – Encerramento da Bienal – Show Quinteto Agreste – Canções a partir do tema Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca.

Programação Espaço Natércia Campos do Escritor Cearense – PAVILHÃO TÉRREO

15h – Lançamento do livro “Brincadeira de Boi” de Oswald Barroso

17h – Lançamento do livro “Festival Concreto – Festival Internacional de Arte Urbana” de Narcélio Grud

19h – Lançamento do livro “Corisco e Dadá -apontamento sobre o filme” de Rosemberg Cariri

Programação Café Literário – PAVILHÃO TÉRREO

10h – Histórias singulares: personagens cotidianos: Descartes Gadelha (mediação de Alan Mendonça)

Programação Praça do Cordel – FOYER TÉRREO
19h – Show musical com Chico Walter e Hidelbrando do Acordeom.
20h – Show de encerramento da Praça do Cordel, com o grupo Cacimba de Aluá.

Programação Sala Contos, Papos e Encantos – SALA 2 – MEZANINO 1
9h ás 20h – Maratona de contação de histórias: Causos, contos e cantorias, tudo “intiriçado” feito cantiga de grilo

Programação Sala Causos e Cantorias – SALA 3/4 – MEZANINO 1
20h – Ignácio Loyola Brandão com mediação de Kelsen Bravos: O escritor como biblioteca viva.

Programação Sala Literatura e Circo – SALA 5/6 – MEZANINO 1
15h – Hora do Autor – “Desmiolações” E “Criaturas“ (Livros da Palhaça Rubra)
16h – Hora do Espetáculo – Academia de Alta Tecnologia Humana, Palhaça Rubra

Programação Sala Moreira Campos – SALA 1 – MEZANINO 2 .
14h30 – João Artur Freitas da Rocha, Klevisson Viana e Cleudene Aragão – “Dia mundial do livro: Cervantes e o Quixote semeando histórias pelo mundo”.
16h – Daniel Galera em diálogo com Joca Reiners Terron:Cada pessoa por si ou ainda há gerações de escritores?

* postado por Oswaldo Scaliotti
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XII Bienal Internacional do Livro do Ceará tem atividades voltadas para pessoas com deficiência

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

20 de Abril de 2017

 

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará oferece, nesta quinta-feira (20), atividades específicas para crianças e jovens com deficiência. A programação acontece na sala de circo do Centro de Eventos do Ceará, no primeiro andar, e tem o objetivo de proporcionar a experiência sensorial do circo para este público específico. Os espetáculos contam com a participação de palhaços, números circenses, brinquedos, brincadeiras e ofertam ainda intérpretes de libras e audiodescrição. Até o próximo domingo (23), a Bienal Internacional do Livro traz apresentações para todos os públicos.

Para Andrea Vasconcelos, coordenadora da sala de Literatura e Circo, a importância de um dia voltado para as pessoas com deficiência é necessário para entender as diferenças e as necessidades dos grupos. Além de dar visibilidade para as atividades de inclusão. Hoje, a escritora Sharlene Serra estará na Bienal apresentando para as crianças a coleção “Incluir”, que é um conjunto de quatro livros que abordam crianças com deficiências. A autora sabe da importância da conscientização: “A literatura inclusiva é fundamental para que as crianças sem deficiência conheçam a realidade das pessoas com deficiência”.
Quinta-feira (20)

 

Programação Sala Literatura e Circo – SALA 5/6 – MEZANINO 1

9h – Experiência sensorial de Circo para pessoas com deficiência

10h – Hora do espetáculo especial: “A viagem fantástica pelo mundo da diferença” – Cia Mais Caras de Teatro (Circo Tradicional)

13h – Projeto Pé de Livros – Contação de histórias– Elvis Jordan (Coleção Incluir)

14h – O Circo de Brinquedo – Alex Ferreira

15h –  Hora do Autor – “Olhando com Ritinha “, “Ouvindo com Vitória” e “Caminhando com Paulo”: Sharlene Serra (Coleção Incluir)

16h – Hora do Espetáculo: “Miralu e Luneta Encantada” – Cia Bandeira Das Artes.

 

 

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará 

Centro de Eventos do Ceará

Até domingo (23), de 9h às 22h.

Programação gratuita.

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Bienal Fora da Bienal promove leva literatura a moradores de rua da Praça do Ferreira

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

19 de Abril de 2017


Além da extensa programação no Centro de Eventos do Ceará, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará segue também promovendo uma série de atividades fora do espaço da feira. Nesta quarta, 19, a escritora paulista Kiusam de Oliveira promove um momento especial com moradores de rua da Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, às 19h30.

Natural de Santo André (SP), Kiusam é especialista em temáticas étnico-raciais, contadora de histórias e professora de danças afro-brasileiras. Embora sejam voltados para crianças, os livros da autora conseguem conduzir amplos debates sobre racismo e diversidade cultural. Em uma de suas obras mais conhecidas, “O Mundo no Black Power de Tayó”, a escritora questiona como uma criança ainda hoje pode ser ofendida por ter um cabelo Black Power.

Além dos muros

Em cinco dias de evento, a Bienal já levou o ator e poeta Gero Camilo para visitar a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz; o escritor português Valter Hugo Mãe à tribo dos índios Anacé, em Caucaia; e diversos escritores lusófonos a uma longa programação de debates, hoje (19) e amanhã (20), na Unilab, em Redenção.

Programação Bienal fora da Bienal –  Praça do Ferreira

19h30h – Tema: Minha casa é meu chapéu – dois dedos de prosa com quem mora na rua. Convidada: Kiusam de Oliveira

 
XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Até 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz). Entrada Franca.
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Tradições populares e escrita feminina celebradas no quinto dia da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

19 de Abril de 2017

A escrita potente e poética das mulheres precisa chegar a todos – e pelas mãos e vozes das próprias mulheres. Esse foi o tom de mais um encontro na Sala Francisca Clotilde, intitulado “Letra de Mulher, Novas Páginas”. Com mediação de Vânia Vasconcelos, as autoras Paulina Chiziane e Tânia Lima vasculharam suas gavetas da memória para falar sobre literatura, religião, feminismo e outros temas. Chiziane rememorou sua vivência em Moçambique, enquanto Tânia dividiu com a plateia sua experiência de alguns dias em Cabo Verde e sua infância em Maranhão, sua terra natal.

 

Tradições

Na tarde desta terça-feira, 18, teve mais Roda de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura. O tema foi “As mãos são artes, a cabeça imaginação”, trazendo os mestres Espedito Seleiro e Zé Pedro, com mediação de Oswald Barroso. Os Agentes de leitura do Estado, que estão participando de uma programação especial na Bienal, acompanharam a atividade. O momento foi de muito aprendizado e emoção, com uma homenagem ao mestre João Evangelista dos Santos, o João Mocó, do bumba-meu-boi, de Granja, que faleceu nesta terça.

 

Às 15h30, os pesquisadores Arievaldo Vianna e Stélio Torquato apresentaram, durante a palestra “Santaninha, um pioneiro do cordel”, na Praça do Cordel, como foi o processo de criação e produção da biografia João Sant’Anna de Maria, o famoso Santaninha, improvisador e tocador de rabeca. Arievaldo e Stélio contaram como obtiveram as pistas em locais como museus. O poeta popular, homenageado na obra, foi citado por nomes como Sílvio Romero, Mello Moraes Filho, Barão de Studart e José Calazans.

 

A biografia traz detalhes, datas, citações de livros, notas publicadas em jornais e revistas do Brasil e toda a trajetória de Santaninha, considerado um dos precursores da Literatura de Cordel. Uma das descobertas dos pesquisadores foi sobre seu nascimento. Ele não nasceu em Maranguape (CE), como muitos acreditavam e propagavam, mas em Vila de Touros (RN). “Foi na Vila de Touros que saiu a certidão de batismo do Cordel”, disse Arievaldo.

 

No mesmo local, às 17h30, o responsável pelo espaço Praça do Cordel e poeta de literatura de cordel, Klévisson Viana, lançou seu livro “O miolo da rapadura”, com presença do mestre Bule Bule e do cordelista e repentista Geraldo Amâncio. “O livro é uma antologia poética que traz poemas e cordéis, tentando fazer uma retrospectiva da minha trajetória de 30 anos de arte”, afirmou.

 

A ideia de homenagear os mestres da cultura popular veio da importância singular deles. “Esses artistas são ícones importantíssimos na formação da gente. É imprescindível valorizar eles para que a gente não perca as nossas referências. Quando nos aproximamos desses mestres, nos enriquecemos. A cultura ganha, os novos aprendem. É importante que a gente homenageie essas pessoas em vida, pois quantos artistas maravilhosos partem para a outra dimensão sem serem reconhecidos?”, ressaltou.

 

Batalha

Às 19h, a Sala Elementos foi palco de uma calorosa Batalha Épica: Marvel x DC. Thiago Siqueira defendeu a DC, enquanto Erinaldo Dantas brigava pela vitória da Marvel. Com mediação de Jurandir Filho, o resultado foi diferente da batalha da edição passada. Dessa vez, o público consagrou a Marvel como a grande campeã.

 

Um pouco antes da disputa acirrada, o escritor e roteirista de TV André Vianco, especializado em literatura de terror e sobrenatural, esteve no Espaço FORPG – Vila do RPG, às 17h, para conversar com o público sobre criação de personagens e de mundos, através de uma troca intensa de ideias. “Na criação de personagens, existem etapas e regras a serem cumpridas, mas entender isso é simples”, explicou.

 

A criação de personagens, inclusive, foi pontuada por Vianco como a parte mais importante na criação de uma narrativa de ficção. “Os personagens são a cereja do bolo, e o segredo está no engenho dessa criação. Quanto mais perfeito for o personagem, mais vai afastar as pessoas dele, pois não existem pessoas perfeitas. Então, comece com: quais são os defeitos do seu personagem?”, ressaltou. Para André, imersão do escritor em todos os personagens e locais na narrativa é inevitável. “Escrever, às vezes, machuca; porque te leva por caminhos que você não compreende”.

 

 

Quarta-feira

O sexto dia da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará começa na Praça do Ferreira. A programação da Bienal fora da Bienal leva para uma conversa no meio da rua a escritora Kiusam de Oliveira – artista multimídia, arte-educadora, bailarina. Ativista do movimento negro há quase 30 anos, a convidada vai conversar com o público sobre “Minha casa é meu chapéu – dois dedos de prosa com quem mora na rua”, a partir das 10h.

 

No Centro de Eventos do Ceará, a jovem escritora cearense Kamile Girão, autora dos livros “Outubro” e “Yume”, lança seu livro “Fisheye”, que virou realidade graças ao financiamento coletivo na plataforma Catarse. O lançamento acontece às 15h, no Espaço Natércia Campos do Escritor Cearense. No Auditório Mestres e Mestras da Cultura, uma roda de saberes vai reunir nomes da cultura indígena cearense. Mestre Cacique Pequena (Aquiraz), Mestre Pajé Luiz Caboclo Tremembé (Itarema) e Mestre Cacique João Venâncio (Itarema) partilham sobre “A alma é um encanto, a memória divina”, com mediação de Alênio Carlos Noronha Alencar, às 16h.

 

Já a Sala Moreira Campos está repleta de diálogos com renomados nomes da literatura e da cultura. Às 16h, Belchior é o mote: Ricardo Kelmer, Joan Edesson, Cleudene Aragão e Ricardo Guilherme conversam sobre “Belchior e seu eterno canto feito faca”. Às 18h, será a vez de Daniel Munduruku trocar ideias com Paulo Lins sobre “Como o Brasil (re)trata suas bibliotecas vivas?”. Para finalizar, Frei Betto, Socorro Acioli e a professora Adelaide Gonçalves discutem sobre como recriar o mundo, trazendo a esperança através das palavras.

 

A blogueira feminista e professora universitária Lola Aronovich marca presença no evento ao lado de Fernanda Cardoso para gerar reflexões e análises da poesia feminista de Gilka Machado, a partir das 15h, na Sala Francisca Clotilde, com mediação de Vânia Vasconcelos. Encerrando as atrações do dia, o escritor paulista e também roteirista de TV, André Vianco, considerado um dos maiores autores do estilo chamado “Horror” da contemporaneidade divide seus conhecimentos e experiências sobre a adaptação de literatura de fantasia e terror para audiovisual no brasil, às 20h, na Sala Mágica.

Fotos Flickr Bienal do Livro do Ceará: https://www.flickr.com/photos/bienaldolivroceara/albums

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Dia do Índio inspira programação especial na XII Bienal do Livro

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

19 de Abril de 2017

Nesta quarta-feira, 19 de abril, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará celebra o Dia do Índio. Para tanto, dispõe de diversas atividades voltadas para a valorização e a promoção da cultura indígena, potente ingrediente da construção identitária do Ceará e do cearense.

No Auditório Mestres e Mestras da Cultura, às 16h, as Rodas de Saberes recebem Mestre Cacique Pequena (Cultura Indígena – Aquiraz), Mestre Pajé Luiz Caboclo Tremebé (Cultura Indígena – Itarema) e Mestre Cacique João Venâncio (Cultura Indígena – Itarema), que partilharão com a plateia suas histórias e tradições. A mediação é de Alênio Carlos Noronha Alencar.

Durante toda a manhã, nas salas 3 e 4 do primeiro andar, Pajé Benício fará pinturas de rosto indígena e conversa sobre a Suaçuamussará: “o tempo grande acabou mas tudo permanecerá Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”. Ao longo do dia até às 15h a programação destas salas será dedicada à temática indígena, com contação de histórias e lançamentos de livros. Estarão presentes Fabiana Guimarães, Henrique Dídimo, os índios da tribo Jenipapo-Kanindé e o escritor Daniel Munduruku – paraense pertencente à etnia dos mundurucu, mestre em antropologia social pela Universidade de São Paulo.

À noite, às 18h, o mesmo autor divide a mesa principal com Paulo Lins, autor de Cidade de Deus. Ambos conversam sobre “Como o Brasil (re)trata suas bibliotecas vivas?”. A mediação é do curador Lira Neto.

 
Hoje, ainda, o estande do time Ceará Sporting Club na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará recebe hoje a presença ilustre do jogador Magno Alves. Esta é a primeira vez que a Bienal do Livro traz o estande de um clube de futebol para as suas dependências.
 
Outros destaques desta quarta-feira:

Programação Espaço do Ilustrador Audifax Rios – PAVILHÃO TÉRREO
19h – Palestra com Fernanda Meirelles e Luci Sacoleiro : A Ilustração como rede de afeto

Programação Sala Adolfo Caminha – SALA 1 – MEZANINO 1
9h – Curso Técnico em produção de eventos culturais – Laboratório de Produção – Oficina de Confecção de Livro – Simone Barreto, Luciane Goldberg, Sérgio Melo/Oficina de Escrita Narrativa Criativa

14h – Curso Técnico em produção de eventos culturais – Laboratório de produção – Mostra audiovisual Pro.ta.go.ni.zar v.t.d Ser Protagonista de. [Conjug.: [protagoniz]ar]

Programação SALA 5/6 – MEZANINO 1 -Circo

9h- Invasão De Palhaços – Cia Verdade Cênica – Circo Lúdico e os Contos Circenses – Alice no País da Palhaçada (Circo Tradicional Palhaçaria)

13h -Projeto Pé de Livros – Contação de Histórias – Elvis Jordan

14h – O Circo de Brinquedo com Alex Ferreira

15h – Hora do Autor – Papo sobre o Grupo Crise – O Ator Risível: Procedimentos Para As Cenas Cômicas Com Fernando Lira – Ação De Formação Para Palhaços

16h – Hora Do Espetáculo – Palhaçaria Tiquim de Nada – Cia. Cle (Circo Lúdico Experimental)

Programação Sala Moreira Campos – SALA 1 – MEZANINO 2

16h – Ricardo Kelmer, Joan Edesson e Cleudene Aragão: Belchior e o seu eterno canto feito faca

18h – Daniel Munduruku em diálogo com Paulo Lins: Como o Brasil (re)trata suas bibliotecas vivas? Mediação de Lira Neto.

Programação Sala Francisca Clotilde – SALA 4 – MEZANINO 2

9h – Reunião dos Gestores Municipais de Cultura (DICULTURA)

15h – Letra de Mulher, Novas Páginas: Cala a boca já morreu.., com: Lola Aronovich e Fernanda Cardoso falando sobre a poesia feminista de Gilka Machado. Mediação: Vânia Vasconcelos

Programação Sala Elementos – SALA 8 – MEZANINO 2

9h – Fanzine da Bienal (CUCA)

10h – A história dos jogos de tabuleiro: dos ritos sagrados à diversão na mesa (Igrejota)

15h – Gamificação: utilizando elementos de jogos para motivar pessoas (Igrejota)

18h – RapaduraTV ao vivo: Jurandir Filho e Ph Santos

19h – Batalhas Épicas: Versões Livro X Filme

Programação Sala Mágica – SALA 9-10 – MEZANINO 2

17h – Espaço FORPG –(Vila do RPG)

20h – André Vianco: “Youtube, Netflix, Tragédia Grega e X-Box. Tudo se encaixa na hora de contar histórias.”

Programação completa em: http://bienaldolivro.cultura.ce.gov.br/noticias/programacao-completa-da-xii-bienal-internacional-do-livro-do-ceara/

Fotos de mesas e atividades no link: https://www.flickr.com/photos/bienaldolivroceara/albums/with/72157680639867311

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Até 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz). Entrada Franca.
* postado por Oswaldo Scaliotti
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Coleção reedita obras clássicas de nossa literatura que haviam desaparecido das prateleiras

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de Abril de 2017

 

Com patrocínio da Enel, coleção Clássicos Cearenses lança três novos volumes na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no dia 20 de abril

 

Três novos títulos da coleção Clássicos Cearenses serão lançados na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no próximo dia 20 de abril (quinta-feira), às 19 horas. São eles o livro de contos Em sonho, de Alba Valdez, e os romances O cajueiro do Fagundes, de Araripe Júnior, e Os brilhantes, de Rodolfo Teófilo. As obras foram escolhidas por meio de uma parceria entre as Edições Demócrito Rocha (EDR) e a Academia Cearense de Letras (ACL). O projeto conta com patrocínio cultural da Enel. O lançamento ocorrerá no Espaço Natércia Campos.

 

Os três novos volumes chegam ao público em novas edições revisadas e prefaciadas por grandes estudiosos da literatura cearense. As obras são reedições de clássicos que há muito tempo haviam desaparecido das prateleiras de livrarias e bibliotecas. Durante a Bienal, os livros serão vendidos na Casa Vida & Arte: Em sonho custará R$ 29,00; O cajueiro do Fagundes, R$ 36,00; e Os brilhantes, R$ 59,900. Os três livros juntos saem por R$100,00.

 

Os contos de Em sonho, por exemplo, tiveram edição única em 1901 e há mais de um século não ganhavam nova roupagem. Os livros são acompanhados de um documentário em DVD sobre o autor e a obra em questão, com entrevistas com especialistas e imagens de arquivo. Os filmes foram produzidos especialmente para essas reedições.

 

Os lançamentos atualizam a coleção Clássicos Cearenses, que já publicou livros como A fome (Rodolfo Teófilo), Aldeota (Jáder de Carvalho), Coisas que o tempo levou (Raimundo de Menezes), Terra de sol (Gustavo Barroso), além de um volume com a obra completa de Juarez Barroso.

 

Conheça os novos títulos da coleção Clássicos Cearenses

 

Em sonho

De Alba Valdez

Volume de contos lançado originalmente em 1901, Em sonho ganha agora sua segunda edição. Em suas 37 narrativas curtas, a autora lança mão de uma linguagem terna para rememorar detalhes de sua história, a infância ao lado dos pais e a crença em valores que considerava essenciais, como a esperança e a amizade. O leitor acostumado a uma Alba de opiniões incisivas – seja por sua luta em favor dos direitos femininos, seja na imprensa – pode se surpreender ao encontrar uma autora mais amena, empenhada em construir uma literatura mais onírica, derivada de suas meditações e saudades. Também chama atenção a importância da natureza em seus contos, elemento que a inspira e que a aproxima de grandes romancistas como José de Alencar. O prefácio é da professora e escritora Angela Gutiérrez.

 

Alba Valdez nasceu em 1874, em Itapajé, mas mudou-se com a família para Fortaleza aos três anos. Diplomada professora na Escola Normal, atuou como jornalista, contista, cronista, memorialista, biógrafa e romancista. Foi fundadora da Liga Feminista Cearense, primeira agremiação literária de mulheres no Estado, e ocupante inaugural da cadeira nº 2 da Academia Cearense de Letras.

 

O cajueiro do Fagundes

De Araripe Júnior

 

Publicado originalmente em formato de folhetim no Jornal do Comércio no final do século XIX, O cajueiro do Fagundes só foi lançado em livro na década de 1970. Esta edição, sua segunda, é apresentada pelo decano dos imortais da Academia Cearense de Letras, o crítico literário Pedro Paulo Montenegro. O romance acompanha as intrigas que envolvem o açougueiro Bartolomeu Fagundes e seu pé de caju, debaixo do qual encontravam ocasião diversas maledicências. O livro é baseado na história real do personagem de mesmo nome, que viveu nos últimos anos do século XVIII e ficou conhecido por sua irreverência e pela personalidade espirituosa que exibia. O cajueiro original ficava na região onde hoje está situada a Praça do Ferreira, no centro da Cidade.

 

Araripe Júniorfoi advogado, crítico literário e escritor. Filho de pai cearense e mãe argentina, descendia de uma das mais poderosas famílias da província, sendo neto de Bárbara de Alencar e primo legítimo de José de Alencar. Mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1880, onde seguiu atuante na advocacia e foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

 

Os brilhantes

De Rodolfo Teófilo

Publicado pela primeira vez em 1895, Os Brilhantes representa um mergulho do cearense naturalizado Rodolfo Teófilo no universo do cangaço. Neste autêntico romance naturalista, o autor do visceral A Fome acompanhada a história de Jesuíno, sertanejo que, para vingar a honra da família, passa a fazer justiça com as próprias mãos. Alçado à liderança de um grupo de cangaceiros, passa a agir como uma espécie de Robin Hood nordestino, atacando os poderosos com o intuito de obter provisões para os que sofriam os reveses de uma seca devastadora. Ao lado do Bentinho de José Lins do Rego e d’O Cabeleira de Franklin Távora, Jesuíno é um dos grandes representantes dessa literatura do cangaço. Esta nova edição conta também com prefácio do professor e poeta Sânzio de Azevedo.

 

Rodolfo Teófilo foi um dos mais importantes escritores brasileiros da segunda metade do século XIX, autor de romances fundamentais como A Fome (1890) e Paroara (1899). Nascido em Salvador e chegado ao Ceará como caixeiro-viajante, integrou a Padaria Espiritual e foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. Também publicou contos, poesias, crônicas e livros de história e ciências naturais.

 

 

Lançamento

Durante a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Quando:dia 20, às 19 horas

Onde: Espaço Natércia Campos, no Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

Entrada gratuita

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Coleção reedita obras clássicas de nossa literatura que haviam desaparecido das prateleiras

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de Abril de 2017

 

Com patrocínio da Enel, coleção Clássicos Cearenses lança três novos volumes na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no dia 20 de abril

 

Três novos títulos da coleção Clássicos Cearenses serão lançados na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no próximo dia 20 de abril (quinta-feira), às 19 horas. São eles o livro de contos Em sonho, de Alba Valdez, e os romances O cajueiro do Fagundes, de Araripe Júnior, e Os brilhantes, de Rodolfo Teófilo. As obras foram escolhidas por meio de uma parceria entre as Edições Demócrito Rocha (EDR) e a Academia Cearense de Letras (ACL). O projeto conta com patrocínio cultural da Enel. O lançamento ocorrerá no Espaço Natércia Campos.

 

Os três novos volumes chegam ao público em novas edições revisadas e prefaciadas por grandes estudiosos da literatura cearense. As obras são reedições de clássicos que há muito tempo haviam desaparecido das prateleiras de livrarias e bibliotecas. Durante a Bienal, os livros serão vendidos na Casa Vida & Arte: Em sonho custará R$ 29,00; O cajueiro do Fagundes, R$ 36,00; e Os brilhantes, R$ 59,900. Os três livros juntos saem por R$100,00.

 

Os contos de Em sonho, por exemplo, tiveram edição única em 1901 e há mais de um século não ganhavam nova roupagem. Os livros são acompanhados de um documentário em DVD sobre o autor e a obra em questão, com entrevistas com especialistas e imagens de arquivo. Os filmes foram produzidos especialmente para essas reedições.

 

Os lançamentos atualizam a coleção Clássicos Cearenses, que já publicou livros como A fome (Rodolfo Teófilo), Aldeota (Jáder de Carvalho), Coisas que o tempo levou (Raimundo de Menezes), Terra de sol (Gustavo Barroso), além de um volume com a obra completa de Juarez Barroso.

 

Conheça os novos títulos da coleção Clássicos Cearenses

 

Em sonho

De Alba Valdez

Volume de contos lançado originalmente em 1901, Em sonho ganha agora sua segunda edição. Em suas 37 narrativas curtas, a autora lança mão de uma linguagem terna para rememorar detalhes de sua história, a infância ao lado dos pais e a crença em valores que considerava essenciais, como a esperança e a amizade. O leitor acostumado a uma Alba de opiniões incisivas – seja por sua luta em favor dos direitos femininos, seja na imprensa – pode se surpreender ao encontrar uma autora mais amena, empenhada em construir uma literatura mais onírica, derivada de suas meditações e saudades. Também chama atenção a importância da natureza em seus contos, elemento que a inspira e que a aproxima de grandes romancistas como José de Alencar. O prefácio é da professora e escritora Angela Gutiérrez.

 

Alba Valdez nasceu em 1874, em Itapajé, mas mudou-se com a família para Fortaleza aos três anos. Diplomada professora na Escola Normal, atuou como jornalista, contista, cronista, memorialista, biógrafa e romancista. Foi fundadora da Liga Feminista Cearense, primeira agremiação literária de mulheres no Estado, e ocupante inaugural da cadeira nº 2 da Academia Cearense de Letras.

 

O cajueiro do Fagundes

De Araripe Júnior

 

Publicado originalmente em formato de folhetim no Jornal do Comércio no final do século XIX, O cajueiro do Fagundes só foi lançado em livro na década de 1970. Esta edição, sua segunda, é apresentada pelo decano dos imortais da Academia Cearense de Letras, o crítico literário Pedro Paulo Montenegro. O romance acompanha as intrigas que envolvem o açougueiro Bartolomeu Fagundes e seu pé de caju, debaixo do qual encontravam ocasião diversas maledicências. O livro é baseado na história real do personagem de mesmo nome, que viveu nos últimos anos do século XVIII e ficou conhecido por sua irreverência e pela personalidade espirituosa que exibia. O cajueiro original ficava na região onde hoje está situada a Praça do Ferreira, no centro da Cidade.

 

Araripe Júniorfoi advogado, crítico literário e escritor. Filho de pai cearense e mãe argentina, descendia de uma das mais poderosas famílias da província, sendo neto de Bárbara de Alencar e primo legítimo de José de Alencar. Mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1880, onde seguiu atuante na advocacia e foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

 

Os brilhantes

De Rodolfo Teófilo

Publicado pela primeira vez em 1895, Os Brilhantes representa um mergulho do cearense naturalizado Rodolfo Teófilo no universo do cangaço. Neste autêntico romance naturalista, o autor do visceral A Fome acompanhada a história de Jesuíno, sertanejo que, para vingar a honra da família, passa a fazer justiça com as próprias mãos. Alçado à liderança de um grupo de cangaceiros, passa a agir como uma espécie de Robin Hood nordestino, atacando os poderosos com o intuito de obter provisões para os que sofriam os reveses de uma seca devastadora. Ao lado do Bentinho de José Lins do Rego e d’O Cabeleira de Franklin Távora, Jesuíno é um dos grandes representantes dessa literatura do cangaço. Esta nova edição conta também com prefácio do professor e poeta Sânzio de Azevedo.

 

Rodolfo Teófilo foi um dos mais importantes escritores brasileiros da segunda metade do século XIX, autor de romances fundamentais como A Fome (1890) e Paroara (1899). Nascido em Salvador e chegado ao Ceará como caixeiro-viajante, integrou a Padaria Espiritual e foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. Também publicou contos, poesias, crônicas e livros de história e ciências naturais.

 

 

Lançamento

Durante a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Quando:dia 20, às 19 horas

Onde: Espaço Natércia Campos, no Centro de Eventos do Ceará (Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz)

Entrada gratuita