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por Oswaldo Scaliotti

Sertão Central

Sertão Central: Governo autoriza construção de cinco galpões industriais para o setor calçadista

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

03 de julho de 2018

Cinco municípios do Sertão Central cearense serão beneficiados com galpões industriais para receber empresas do segmento calçadista e gerar emprego e renda para a população. Na manhã desta terça-feira (03), prefeitos e representantes de Madalena, Banabuiú, Pedra Branca, Boa Viagem e Piquet Carneiro assinaram um memorando de entendimento com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) para a viabilização das estruturas.

Foto: Gois Mendes (prefeito de Pedra Branca), Edinho Nobre (prefeito de Banabuiú), Bismarck Bezerra (prefeito de Piquet Carneiro), Nelson Martins (secretário-chefe da Casa Civil), Eduardo Neves (presidente da Adece), Aline Vieira (prefeita de Boa Viagem), Sônia Costa (prefeita de Madalena) e Cirilo Pimenta (presidente do Idace)

Representando o governador Camilo Santana, o secretário-chefe da Casa Civil, Nelson Martins, destacou a importância do apoio do Governo do Ceará para a atração de novas indústrias aos municípios beneficiados. “São municípios que precisam muito de apoio, geração de emprego e desenvolvimento, tendo em vista que foram vítimas de seis anos de seca”. Ainda de acordo com ele, “o recurso já está aprovado pelo governador Camilo Santana e, agora, o próximo passo é encaminhar a etapa burocrática de licitações e convênios apara a instalação das empresas o mais rápido possível”, completa.

Conforme o presidente da Adece, Eduardo Neves, a conquista é fruto de um trabalho contínuo de atração de investimentos iniciado há quase um ano. “Alguns prefeitos nos acompanharam em missões, feiras e eventos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Franca, em São Paulo, buscando empresas para se instalar no interior do Estado”, explica. De acordo ainda com o executivo, cada galpão será de mil metros quadrados e, em contrapartida, os municípios devem doar os terrenos para viabilizar a construção por parte da Adece.

Os gestores municipais presentes destacaram a necessidade de um novo olhar para os municípios, tendo em vista os prejuízos contabilizados com a falta de chuvas. De acordo com o prefeito de Piquet Carneiro, Bismarck Bezerra, o momento é histórico para a população local, considerando-se a chegada da primeira indústria para o município. Já Sônia Costa, de Madalena, parabenizou o trabalho de em prol da descentralização do desenvolvimento econômico do Estado do Ceará.

Estiveram presentes ainda os prefeitos Aline Vieira (Boa Viagem), Edinho Nobre (Banabuiú) e Góis Mendes (Pedra Branca). Participaram também da celebração das assinaturas o presidente do Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), Cirilo Pimenta; o diretor de Infraestrutura da Adece, Marco Prado; além de lideranças políticas e demais gestores municipais.

 

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Sertão Central gera renda e emprego com sapatos sustentáveis

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

23 de outubro de 2017

Foto: Érico Gondim

 

Nascida em Quixeramobim e filha de agricultores, Dona Zilá, 83 anos, demonstrou seu interesse pela indústria da transformação desde criança, hoje, mestre de ofício da renda nhanduti, ela multiplica a técnica pioneira no Estado e amplia os horizontes com a produção de sapatos artesanais sustentáveis na região do Sertão Central.

Com foco no repasse da técnica nhanduti, geração de trabalho e renda, as oportunidades estão surgindo vindo da capital e de outros estados. “Os sapatos sustentáveis são comercializados com qualidade para os mercados local e nacional, e futuramente internacionalmente, quando ganhar maiores proporções com as redes sociais. Colocamos o artesão frente a frente com o mercado”, reforça Dona Zilá.

Estimular e fortalecer a organização econômica e social tem sido umas das bandeiras de defesa do Grupo Frivolitas, formado por artesãs, sapateiros e acompanhamento do designer, Erico Gondim. O fomento do projeto é do Sebrae Ceará com o apoio da Prefeitura Municipal de Quixeramobim, através da Associação de Artesãos do município.

Com a matéria-prima vinda dos restos de materiais industriais calçadistas da região, as artesãs moldam os novos pedidos de acordo com a primeira Coleção Frivolitas. São em média 10 artesãs, 3 sapateiros e 6 pessoas capacitadas, oriundas do assentamento Caraíbas. O Grupo consegue atender 40 pedidos de sapatos por mês. Os sapatos são comercializados ao preço final de R$70.

“Somos perfeccionistas nos detalhes e a renda nhanduti é o maior obstáculo. No município não se tem tantos sapateiros e os poucos que existem, ajudam na produção dos pedidos. Temos um prazo de uma semana para entregar cada par de sapatos”, disse Dona Zilá.

Fazer um produto bem feito com design atemporal tem conquistado muita gente na capital e cidades do interior. “Nossa matéria-prima começa onde todos os outros terminam, com as sobras. Não queremos somente que eles sejam inseridos no mercado, temos interesse em ensinar a técnica do rendado nhanduti para mais pessoas. Somos empreendedoras sociais e pensamos muito além, na geração de emprego e renda”, afirma Zilá.

A primeira coleção feminina de sandálias e sapatilhas possui forte identidade local e regional. Através de consultorias promovidas pelo SEBRAE Ceará foi desenvolvendo um negócio inovador, agregando mais valor às peças e mantendo o conceito sustentável, sem uso de origem animal.

As redes de lojas, designers de moda e desfiles de moda sustentável pelo país afora é um dos objetivos do grupo em participar. O Sebrae tem sido o responsável por propagar os produtos de grupos de artesãos, como tem demonstrado sua evolução e expansão  dos negócios com a consultoria da instituição.

Sobre o Frivolitas

O grupo de Quixeramobim é responsável pelo repasse da técnica Nhanduti e Frivolité, gerando preservação da cultura popular e renda para comunidades locais. A nova coleção artesanal é composta de reaproveitamento de material das fábricas da região e da aplicação do Nhanduti. O Projeto de Resgate de Ofícios Artesanais é uma realização do SEBRAE Ceará – Escritório Regional Sertão Central.

Ponto de Venda em Fortaleza

Elabore //colab.store

Rua Marcos Macêdo, 655 – loja 10

Aldeota, Fortaleza/CE

(85) 3013-5733

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Sertão Central gera renda e emprego com sapatos sustentáveis

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

23 de outubro de 2017

Foto: Érico Gondim

 

Nascida em Quixeramobim e filha de agricultores, Dona Zilá, 83 anos, demonstrou seu interesse pela indústria da transformação desde criança, hoje, mestre de ofício da renda nhanduti, ela multiplica a técnica pioneira no Estado e amplia os horizontes com a produção de sapatos artesanais sustentáveis na região do Sertão Central.

Com foco no repasse da técnica nhanduti, geração de trabalho e renda, as oportunidades estão surgindo vindo da capital e de outros estados. “Os sapatos sustentáveis são comercializados com qualidade para os mercados local e nacional, e futuramente internacionalmente, quando ganhar maiores proporções com as redes sociais. Colocamos o artesão frente a frente com o mercado”, reforça Dona Zilá.

Estimular e fortalecer a organização econômica e social tem sido umas das bandeiras de defesa do Grupo Frivolitas, formado por artesãs, sapateiros e acompanhamento do designer, Erico Gondim. O fomento do projeto é do Sebrae Ceará com o apoio da Prefeitura Municipal de Quixeramobim, através da Associação de Artesãos do município.

Com a matéria-prima vinda dos restos de materiais industriais calçadistas da região, as artesãs moldam os novos pedidos de acordo com a primeira Coleção Frivolitas. São em média 10 artesãs, 3 sapateiros e 6 pessoas capacitadas, oriundas do assentamento Caraíbas. O Grupo consegue atender 40 pedidos de sapatos por mês. Os sapatos são comercializados ao preço final de R$70.

“Somos perfeccionistas nos detalhes e a renda nhanduti é o maior obstáculo. No município não se tem tantos sapateiros e os poucos que existem, ajudam na produção dos pedidos. Temos um prazo de uma semana para entregar cada par de sapatos”, disse Dona Zilá.

Fazer um produto bem feito com design atemporal tem conquistado muita gente na capital e cidades do interior. “Nossa matéria-prima começa onde todos os outros terminam, com as sobras. Não queremos somente que eles sejam inseridos no mercado, temos interesse em ensinar a técnica do rendado nhanduti para mais pessoas. Somos empreendedoras sociais e pensamos muito além, na geração de emprego e renda”, afirma Zilá.

A primeira coleção feminina de sandálias e sapatilhas possui forte identidade local e regional. Através de consultorias promovidas pelo SEBRAE Ceará foi desenvolvendo um negócio inovador, agregando mais valor às peças e mantendo o conceito sustentável, sem uso de origem animal.

As redes de lojas, designers de moda e desfiles de moda sustentável pelo país afora é um dos objetivos do grupo em participar. O Sebrae tem sido o responsável por propagar os produtos de grupos de artesãos, como tem demonstrado sua evolução e expansão  dos negócios com a consultoria da instituição.

Sobre o Frivolitas

O grupo de Quixeramobim é responsável pelo repasse da técnica Nhanduti e Frivolité, gerando preservação da cultura popular e renda para comunidades locais. A nova coleção artesanal é composta de reaproveitamento de material das fábricas da região e da aplicação do Nhanduti. O Projeto de Resgate de Ofícios Artesanais é uma realização do SEBRAE Ceará – Escritório Regional Sertão Central.

Ponto de Venda em Fortaleza

Elabore //colab.store

Rua Marcos Macêdo, 655 – loja 10

Aldeota, Fortaleza/CE

(85) 3013-5733

 

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