Publicidade

Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Petrobras

A Petrobras afirma: a Rede de Postos Ceará é  destaque em vendas e atendimento no País

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

09 de Março de 2018

 A Rede de Posto Ceará recebeu na noite desta quinta-feira, 8 de março, no Teatro RioMar, em Fortaleza, dois Prêmios do Plano Integrado de Marketing – PIM da Petrobras, na área de atendimento e vendas. O PIM, que reúne um conjunto de iniciativas mercadológicas, tem como objetivo alavancar os negócios na rede de postos Petrobras, lojas BR Mania e centros de lubrificação Lubrax+. O plano busca ampliar os benefícios para o revendedor e integrar as ações ao programa de fidelidade Petrobras Premmia. O reconhecimento já acontece há 10 anos, destacando os postos de todo o Brasil que compreende a rede.

 Os postos da Rede Ceará foram agraciados em todas as edições, pelos trabalhos desenvolvidos com excelência nas áreas de vendas e atendimento.  Segundo o Proprietário da Rede de Postos Ceará, Severino Almeida Chaves, conhecido como “Ceará”, os clientes são seus maiores inspiradores. “Estamos extremamente contentes com mais essa vitória e esse reconhecimento. Os nossos clientes sempre serão a nossa prioridade e é por eles que trabalhamos o ano inteiro”, afirma Ceará.

A Rede Ceará atua há mais de 18 anos no mercado. Atualmente conta com dez postos distribuídos na capital e região metropolitana. Nesta Edição do PIM, os postos que se destacaram foram o Posto 10, que fica localizado Avenida Barão de Aquiraz, Eusébio (CE-040, ao lado do Atacadão do Eusébio) e o Posto 8, que fica localizado na Avenida Senador Almir Pinto, Maranguape. A premiação do PIM 2017 foi uma viagem com tudo pago, com direito a acompanhante, para Sardenha, uma ilha italiana.

Saiba mais: O PIM reúne um conjunto de iniciativas como programa de fidelidade, promoções, campanhas de incentivos para as equipes de vendas, sistemas de gestão, descontos em programas e treinamentos, entre outros benefícios.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
Publicidade

GRUPO GALPÃO COMEMORA 35 ANOS E FAZ CURTA TEMPORADA DO ESPETÁCULO NÓS NA CAIXA CULTURAL FORTALEZA

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

24 de agosto de 2017

 

Esta é a mais recente montagem do grupo mineiro, que leva ao palco questões do mundo contemporâneo, como intolerância, violência, diversidade e convivência com a diferença, em uma abordagem política


Espetáculo Nós, com Grupo Galpão. Foto: Guto Muniz

 

CAIXA Cultural Fortaleza e a Petrobras apresentam, de 1 a 3 de setembro de 2017, o espetáculo Nós, do Grupo Galpão, uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, que completa 35 anos de trajetória em 2017. Com direção de Marcio Abreu, esta é a 23ª e mais recente montagem do grupo sediado em Belo Horizonte (MG), que festeja a data em turnê por várias cidades do país e traz a peça pela primeira vez à capital cearense.

 

No palco, os atores Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara celebram a vida, enquanto preparam a última sopa e debatem, sob um prisma político, questões do mundo contemporâneo – a intolerância, a violência, a diversidade, a convivência com a diferença. “O espetáculo Nós somos nós, o Galpão, esse coletivo que comemora 35 anos de existência e nós, seres humanos e artistas de teatro para lá dos 50, com suas perplexidades, questões, angústias, algumas esperanças e muitos nós”, explica o ator Eduardo Moreira, que assina a dramaturgia com o diretor Marcio Abreu.

 

Processo criativo

 

Para chegar nesse resultado, tudo começou em 2014, quando Marcio Abreu foi convidado para a direção de Nós. Na época, os atores se entregavam a exercícios solo, com o objetivo de contemplar desejos individuais e criar alternativas para um projeto coletivo. O diálogo e o confronto entre o coletivo e os anseios de cada artista se manifestavam de maneira urgente, num grupo de atores com mais de três décadas de convivência artística diária.

 

Assim que começaram os ensaios, em agosto de 2015, o diretor foi indagado sobre que tipo de espetáculo vislumbrava construir em parceria com o Galpão. A resposta foi direta e precisa: “um trabalho político”. Segundo o artista carioca, responsável pela direção de produções recentes como “Krum” e “projeto brasil”, ambos realizados em 2015 com a companhia brasileira de teatro, “o Galpão é um dos primeiros grupos de trabalho continuado, com patrocínio em longo prazo, planejamento, turnês internacionais e circulação por todo país”, e acrescenta: “em tanto tempo de estrada, o Grupo criou um centro cultural, o Galpão Cine Horto, onde muita gente se forma e se recicla, onde festivais acontecem, espetáculos de toda parte se apresentam, artistas se encontram, ideias são fomentadas e reverberam na cidade de Belo Horizonte e pelo Brasil afora. Por tudo isso, assumiu uma dimensão política e hoje  pertence ao imaginário teatral brasileiro como uma referência”.

 

Esse desejo essencial norteou a elaboração de uma dramaturgia própria, criada a partir de improvisos, tomando como tema a reação do coletivo de atores diante das pressões exercidas pelo mundo sobre cada um deles. Durante o processo, foi experimentado o significado de estar dentro e ser colocado para fora e vice-versa. Situações intimamente conectadas à utopia de se conviver com as diferenças, sem que fossem emitidos juízos de valor.

 

Os atores mergulharam ainda em diversas leituras de textos contemporâneos, como “Programa de Televisão” de Michel Vinaver e “Ódio à Democracia” de Jacques Rancière, entre outros. Marcio provocou questões que foram fundamentais para definir qual caminho seguir na estruturação do texto e da encenação: “o que podemos fazer juntos?” e “de que maneira respondemos ou reagimos ao mundo como ele nos chega hoje?”, perguntas às quais sempre recorria no decorrer dos ensaios.  Para o diretor, “buscar uma abordagem política num trabalho de criação é pensar não só no que dizer, mas como dizer, e nesse sentido, a forma dos textos é tão fundamental quanto o conteúdo. Assim podemos encontrar uma zona de diálogo mais intenso entre nós e entre nós e o mundo lá fora”.

 

Nesse contexto, a criação teatral seria um ato de pura incompletude, em que se faz necessário recomeçar sempre, mesmo que não se saiba nem como, nem por quê. “Obstinado como o próprio “fazer teatral”, ofício de que não desistimos nunca e continuamos em frente, mesmo que os tempos pareçam demasiado sombrios. Ato pelo qual esperamos sempre reafirmar que seguimos vivos, ato de reinvenção”, completa, Eduardo Moreira.

 

 

Diretor Marcio Abreu

 

Dramaturgo, diretor e ator. Fundador e integrante da Companhia Brasileira de Teatro, sediada em Curitiba. Desenvolve projetos de pesquisa e criação de dramaturgia própria, releitura de clássicos e encenação de autores contemporâneos inéditos no país. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Escreveu uma versão de Os três porquinhos para a Commedie Française, dirigida por Thomas Quillardet, com temporada de estreia em 2012, em Paris. É autor de A história do rock por Raphaelle Bouchard, que estreou em Limoges, na França, também em 2012, com a Compagnie Jakart Mugiscué. Recebeu inúmeros prêmios e indicações. Entre eles o prêmio Bravo!, o prêmio Shell, o APCA, o prêmio Governador do Estado, no Paraná, o APTR e o Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012.

 

A Petrobras é patrocinadora do Grupo Galpão.

 

Bate-papo

 

No dia 2 de setembro, sábado, das 13h às 15h, o Grupo Galpão vai realizar um bate-papo, como forma de possibilitar a aproximação entre o público e o elenco da companhia, incentivando o desenvolvimento artístico e a troca de experiências. O encontro, que acontece no teatro da CAIXA Cultural Fortaleza, é voltado para artistas, grupos e interessados em artes cênicas, que queiram desenvolver seus conhecimentos na área. Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

 

 

Serviço:

 

TeatroNós, com Grupo Galpão (MG)

Local: CAIXA Cultural Fortaleza

Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema

Data: 1 a 3 de setembro de 2017

Horários: sexta-feira e sábado às 20h | domingo, às 19h

Duração: 90 minutos

Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Classificação indicativa: 16 anos

Vendas a partir de 31/08, das 10h às 20h, na bilheteria do local

Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais
Serviço de manobrista gratuito no local

Paraciclo disponível no pátio interno

 

Bate-papo com o elenco do Grupo Galpão

Local: Teatro da CAIXA Cultural Fortaleza
Data:
2 de setembro ( sábado)
Horário: 
de 13h às 15h
Entrada gratuita

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço

 

 

Informações gerais | CAIXA Cultural Fortaleza:

(85) 3453-2770

 

Comunicação Grupo Galpão:

comunicacao@grupogalpao.com.br

www.grupogalpao.com.br

 

 

Acesse o site www.caixacultural.gov.br

Siga a fanpage: facebook.com/CaixaCulturalFortaleza

Baixe o aplicativo “Caixa Cultural”

Publicidade

Projeto “No Clima da Caatinga” transforma realidade no sertão

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de novembro de 2015

Levar transformações reais para o semiárido. Essa é a principal proposta do projeto No Clima da Caatinga, que chega ao final da sua segunda fase e quatro anos de atuação no sertão de Crateús – CE e Buriti dos Montes – PI.

Realizado pela Associação e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental o projeto une ações de conservação, uso sustentável, geração de renda e educação ambiental na Reserva Natural Serra das Almas em Crateús (CE) e nas 28 comunidades do seu entorno. O projeto já beneficiou mais de 3.000 famílias e tem contribuído de forma significativa para a mitigação de efeitos do aquecimento global e adaptação das comunidades locais às mudanças do clima na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.

O projeto No Clima da Caatinga acaba de produzir o documentário intitulado “Caatinga”, que está disponível para visualização e download. Nele é apresentado o bioma nordestino, suas características e aspectos surpreendentes, as ameaças produzidas pela ação humana e como conviver em harmonia com esse que é o semiárido mais rico do mundo. “O documentário representa importante ferramenta para sensibilizar a sociedade sobre os verdadeiros valores da Caatinga além de enfatizar a necessidade de preservação deste patrimônio natural único em tempos de grandes desafios climáticos enfrentados pelo nosso planeta” comenta Rodrigo Castro, coordenador geral do projeto.

Além disso, foi lançado pelo projeto um livro contendo as experiências realizadas pelos professores que participaram das capacitações de educação ambiental fornecidas pelo projeto. A publicação será distribuída entre educadores da rede pública para que as experiências práticas educativas possam ser compartilhadas com um número cada vez maior de escolas.

Com o objetivo de dar ampla divulgação às tecnologias sustentáveis disseminadas pelo projeto No Clima da Caatinga, foi produzido um kit de tecnologias da Caatinga com sete cartilhas para distribuição a cada secretaria municipal de agricultura e meio ambiente do Ceará. Os kits estão sendo distribuídos em parceria com o COMDETEC – Conselho dos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente do Ceará e a APRECE – Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará e todas as cartilhas também estão disponíveis para download através dos canais virtuais do projeto.

 

Os resultados

Ao longo dos quatro anos de projeto foi evitada a emissão de 152 mil toneladas de gás carbônico; 12 mil toneladas de CO² capturadas; 3.300 famílias envolvidas; 1.600 pessoas capacitadas pelas ações de promoção das tecnologias sustentáveis;500 educadores capacitados; 21 mil alunos envolvidos nas ações de educação ambiental; 96 hectares de Reservas Legais e Áreas de Proteção Permanente (APPs) protegidas e recuperadas; 16 nascentes tratadas e resguardadas, três novas Reservas Naturais criadas; três prêmios nacionais e internacionais conquistados e duas tecnologias do projeto certificadas.

Outro número de destaque alcançado foi o impacto conseguido pela estrutura de educação ambiental do projeto, a tenda itinerante “Caatinga, Um Novo Olhar – Entre Nesse Clima”, que já recebeu mais de 60 mil visitantes e conta com réplicas de animais da Caatinga em tamanho real e monitores para apresentar o surpreendente mundo da Caatinga através de painéis interativos.

 

Tecnologias sustentáveis

 Além de conhecidas por serem soluções práticas para a adoção de uma vida socialmente responsável, as tecnologias sustentáveis do projeto No Clima da Caatinga são ferramentas de transformação social.

A compostagem e a gestão de resíduos sólidos, feitas a partir da coleta seletiva, evitam a poluição do solo e das águas e garantem alimentos livres de contaminação. A produção de mudas e sementes nativas da Caatinga proporcionam a recuperação de áreas degradadas pela ação humana através das ações de restauração florestal e contribuem para a geração de renda nas comunidades onde é feita. O projeto trabalha com mais de 35 espécies nativas.

Florestas recuperadas garantem vida. É o caso da abelha jandaíra, espécie tipicamente sertaneja que não possui ferrão e que desapareceu do sertão nordestino em decorrência dos constantes desmatamentos e uso de inseticidas. Os cuidados com a vegetação na Reserva trouxeram a jandaíra de volta ao Ceará. O mel produzido é mais rico em nutrientes e propriedades medicinais que o das abelhas africanas, que possuem ferrão.

O uso eficiente da energia também é uma das marcas do projeto. Os paineis de captação de energia solar reduzem o consumo de energia e geram economia. O fogão ecoeficiente reduz o uso de lenha, a emissão de gás carbônico e a exposição à fumaça, que é prejudicial à saúde. Já o forno solar canaliza a luz do sol e a transforma em calor, mantendo uma temperatura ideal para preparar quase todos os tipos de alimentos. Além da energia, pensar estratégias para uma boa gestão hídrica no sertão é fundamental para lidar com a estiagem: as cisternas de placas armazenam grandes quantidades de água das chuvas que podem ser utilizadas para o consumo humano, minimizando os efeitos da seca.

 

Prêmios

 Para além de ver a vida do sertanejo mudando para melhor, o reconhecimento veio em forma de prêmios. Como a conquista na categoria Natureza do prêmio Von Martius de Sustentabilidade, um dos maiores reconhecimentos na área de sustentabilidade e meio ambiente no país.

O projeto recebeu em 2014 o título DrylandChampions, da UNCCD/Ministério do Meio Ambiente, pelas ações de combate à desertificação. Também recebeu da Presidência da República o prêmio ODM Brasil, pela importante contribuição do projeto para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O No Clima da Caatinga também conseguiu o apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal com a proposta Água Preservada – Segurança hídrica no sertão de Crateús, que estimula a reutilização da água do consumo doméstico em pequenas hortas e pomares além de promover a recuperação de nascentes e o projeto foi duas vezes certificado pelo Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, que agrega ideias comprovadamente eficazes para a solução de problemas cotidianos na vida de quem mais precisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
Publicidade

Projeto “No Clima da Caatinga” transforma realidade no sertão

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de novembro de 2015

Levar transformações reais para o semiárido. Essa é a principal proposta do projeto No Clima da Caatinga, que chega ao final da sua segunda fase e quatro anos de atuação no sertão de Crateús – CE e Buriti dos Montes – PI.

Realizado pela Associação e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental o projeto une ações de conservação, uso sustentável, geração de renda e educação ambiental na Reserva Natural Serra das Almas em Crateús (CE) e nas 28 comunidades do seu entorno. O projeto já beneficiou mais de 3.000 famílias e tem contribuído de forma significativa para a mitigação de efeitos do aquecimento global e adaptação das comunidades locais às mudanças do clima na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.

O projeto No Clima da Caatinga acaba de produzir o documentário intitulado “Caatinga”, que está disponível para visualização e download. Nele é apresentado o bioma nordestino, suas características e aspectos surpreendentes, as ameaças produzidas pela ação humana e como conviver em harmonia com esse que é o semiárido mais rico do mundo. “O documentário representa importante ferramenta para sensibilizar a sociedade sobre os verdadeiros valores da Caatinga além de enfatizar a necessidade de preservação deste patrimônio natural único em tempos de grandes desafios climáticos enfrentados pelo nosso planeta” comenta Rodrigo Castro, coordenador geral do projeto.

Além disso, foi lançado pelo projeto um livro contendo as experiências realizadas pelos professores que participaram das capacitações de educação ambiental fornecidas pelo projeto. A publicação será distribuída entre educadores da rede pública para que as experiências práticas educativas possam ser compartilhadas com um número cada vez maior de escolas.

Com o objetivo de dar ampla divulgação às tecnologias sustentáveis disseminadas pelo projeto No Clima da Caatinga, foi produzido um kit de tecnologias da Caatinga com sete cartilhas para distribuição a cada secretaria municipal de agricultura e meio ambiente do Ceará. Os kits estão sendo distribuídos em parceria com o COMDETEC – Conselho dos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente do Ceará e a APRECE – Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará e todas as cartilhas também estão disponíveis para download através dos canais virtuais do projeto.

 

Os resultados

Ao longo dos quatro anos de projeto foi evitada a emissão de 152 mil toneladas de gás carbônico; 12 mil toneladas de CO² capturadas; 3.300 famílias envolvidas; 1.600 pessoas capacitadas pelas ações de promoção das tecnologias sustentáveis;500 educadores capacitados; 21 mil alunos envolvidos nas ações de educação ambiental; 96 hectares de Reservas Legais e Áreas de Proteção Permanente (APPs) protegidas e recuperadas; 16 nascentes tratadas e resguardadas, três novas Reservas Naturais criadas; três prêmios nacionais e internacionais conquistados e duas tecnologias do projeto certificadas.

Outro número de destaque alcançado foi o impacto conseguido pela estrutura de educação ambiental do projeto, a tenda itinerante “Caatinga, Um Novo Olhar – Entre Nesse Clima”, que já recebeu mais de 60 mil visitantes e conta com réplicas de animais da Caatinga em tamanho real e monitores para apresentar o surpreendente mundo da Caatinga através de painéis interativos.

 

Tecnologias sustentáveis

 Além de conhecidas por serem soluções práticas para a adoção de uma vida socialmente responsável, as tecnologias sustentáveis do projeto No Clima da Caatinga são ferramentas de transformação social.

A compostagem e a gestão de resíduos sólidos, feitas a partir da coleta seletiva, evitam a poluição do solo e das águas e garantem alimentos livres de contaminação. A produção de mudas e sementes nativas da Caatinga proporcionam a recuperação de áreas degradadas pela ação humana através das ações de restauração florestal e contribuem para a geração de renda nas comunidades onde é feita. O projeto trabalha com mais de 35 espécies nativas.

Florestas recuperadas garantem vida. É o caso da abelha jandaíra, espécie tipicamente sertaneja que não possui ferrão e que desapareceu do sertão nordestino em decorrência dos constantes desmatamentos e uso de inseticidas. Os cuidados com a vegetação na Reserva trouxeram a jandaíra de volta ao Ceará. O mel produzido é mais rico em nutrientes e propriedades medicinais que o das abelhas africanas, que possuem ferrão.

O uso eficiente da energia também é uma das marcas do projeto. Os paineis de captação de energia solar reduzem o consumo de energia e geram economia. O fogão ecoeficiente reduz o uso de lenha, a emissão de gás carbônico e a exposição à fumaça, que é prejudicial à saúde. Já o forno solar canaliza a luz do sol e a transforma em calor, mantendo uma temperatura ideal para preparar quase todos os tipos de alimentos. Além da energia, pensar estratégias para uma boa gestão hídrica no sertão é fundamental para lidar com a estiagem: as cisternas de placas armazenam grandes quantidades de água das chuvas que podem ser utilizadas para o consumo humano, minimizando os efeitos da seca.

 

Prêmios

 Para além de ver a vida do sertanejo mudando para melhor, o reconhecimento veio em forma de prêmios. Como a conquista na categoria Natureza do prêmio Von Martius de Sustentabilidade, um dos maiores reconhecimentos na área de sustentabilidade e meio ambiente no país.

O projeto recebeu em 2014 o título DrylandChampions, da UNCCD/Ministério do Meio Ambiente, pelas ações de combate à desertificação. Também recebeu da Presidência da República o prêmio ODM Brasil, pela importante contribuição do projeto para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O No Clima da Caatinga também conseguiu o apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal com a proposta Água Preservada – Segurança hídrica no sertão de Crateús, que estimula a reutilização da água do consumo doméstico em pequenas hortas e pomares além de promover a recuperação de nascentes e o projeto foi duas vezes certificado pelo Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, que agrega ideias comprovadamente eficazes para a solução de problemas cotidianos na vida de quem mais precisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti