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por Oswaldo Scaliotti

Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza

Pesquisa Endividamento cai pelo sexto mês seguido

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

23 de novembro de 2018

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza revela que, em novembro, 49,3% dos consumidores da Capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio -1,6 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de outubro (50,9%), sendo o melhor resultado desde 2010, quando a atual metodologia passou a ser utilizada na pesquisa. O levantamento é realizado pela Fecomércio, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso caiu -2,4 pontos percentuais, passando de 20,2% dos consumidores, em outubro, para 17,8% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres, 20,5% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso; os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (20,0%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (19,5%).

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 65,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 32,5%, seguido da contestação das dívidas (5,8%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, 49,3% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 79,1% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 17,7%; empréstimos pessoais, com 4,8%; carnês e crediários, com 4,4%; e cheque especial, com 1,8%.

De acordo com a pesquisa, o consumidor utilizou o crédito para: consumo de itens de alimentação (42,1% das respostas); aquisição de eletroeletrônicos (37,2%); compra de artigos de vestuário (34,3%); e realização de despesas de educação e saúde (29,3%).

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve diminuição de -3,6 pontos percentuais, passando de 9,9%, em outubro, para 6,3% neste mês.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,2% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 11,7% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,1% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, estão: a falta de orçamento e controle dos gastos, com 62,9%; o aumento dos gastos considerados essenciais, com 19,5%; desemprego, com 18,3%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 12,2%; gastos imprevistos, com 8,9%; e redução dos rendimentos, com 8,2%.

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Endividamento atinge o melhor nível dos últimos doze meses

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

25 de junho de 2018

Inadimplência predomina entre consumidores do gênero feminino

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em junho de 2018, revela que 62,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio -9,5 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de maio (71,5%), sendo o melhor resultado desde fevereiro de 2017, quando o índice foi de 61,4%.

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,2 pontos percentuais, passando de 28,1% dos consumidores em maio, para 29,3% neste mês. Este foi o terceiro aumento consecutivo, desde março deste ano.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (32,6% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (38,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (30,4%).

O tempo médio de atraso é de 70 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o adiamento para cumprimento de outras obrigações, citado por 40,5% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda mensal e os gastos correntes – mencionado por 33,1% dos entrevistados, seguido da contestação das dívidas, (22,3%).

 

Comprometimento da renda

 

Em Fortaleza 62,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida.O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.516, com prazo médio de sete meses, comprometendo 34,6% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

 

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, aumentou +2,0 pontos percentuais, passando de 10,6%, em maio, para 12,6% neste mês – índice mais elevado desde agosto de 2016, quando a inadimplência potencial alcançou a taxa de 13,4%.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do gênero feminino (inadimplência potencial de 15,7%), com idade acima dos 35 anos (15,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (13,0%).

 

 

Orçamento familiar

Dos entrevistados, 15,2% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 56,2%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 23,3%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 21,6%;
  • Desemprego, com 17,5%;
  • Redução dos rendimentos, com 15,3%;
  • Gastos imprevistos, com 12,8%.

 

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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76% dos consumidores de Fortaleza fazem orçamento mensal dos gastos

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

20 de Fevereiro de 2018

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, referente ao mês de fevereiro, pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que o índice veio +6,0 pontos percentuais acima do indicador do último mês de janeiro (64,5%), sendo o mais elevado desde junho de 2016, quando alcançou a taxa de 73,8%. Além disso, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +6,1 pontos percentuais, passando de 19,3% dos consumidores em janeiro, para 25,4% neste mês.

 

Ainda segundo a pesquisa, 76,0% dos consumidores da Capital, afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Mesmo assim, 70,5% possuem algum tipo de dívida.

O tempo médio de atraso é de 69 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,5% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 37,9%, seguido da perda de prazo para o pagamento (6,9%).

 

Comprometimento da renda

Segundo a pesquisa, os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,9% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 12,0%; carnês e crediários, com 11,9%; e empréstimos pessoais, com 6,4%.

 

O consumidor utilizou o crédito para:

  • Consumo de itens de alimentação (56,7% das respostas);
  • Compra de artigos de vestuário (41,1%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (38,3%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (32,3%).

 

Inadimplência potencial

Em relação a taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, houve um aumento de +2,3 pontos percentuais, passando de 7,8%, em janeiro, para 10,1% neste mês.

 

E o perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 10,9%), com idade

entre 25 e 34 anos (11,9%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (11,6%).

 

Orçamento familiar

 

A Pesquisa de Endividamento também aponta que, dos entrevistados, 12,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,5% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos. Dessa forma, a falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 42,0%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 24,8%;
  • Compras antecipadas, com 15,8%;
  • Redução dos rendimentos, com 15,3%; e
  • Facilidade de acesso ao crédito, com 14,4%.

 

 

Saiba mais

 

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Endividamento cai -0,6 pontos percentuais em janeiro

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

18 de Janeiro de 2018

O índice também é inferior ao mesmo período do ano passado

  

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em janeiro de 2018, pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela uma queda de-0,6 pontos percentuais no número de consumidores da capital cearense que possuem algum tipo de dívida, ao passar de 65,1%, em dezembro, para 64,5%, neste mês. O índice também é inferior ao registrado em janeiro do ano passado (64,7%).

De acordo com o levantamento, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso caiu -3,5 pontos percentuais, passando de 22,8% dos consumidores em dezembro, para 19,3% neste mês. Além disso, os problemas financeiros afetam mais as mulheres (20,3% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima dos 35 anos (21,0%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (19,5%).

O tempo médio de atraso é de 66 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores.O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 31,0%, seguido da contestação da dívida (7,3%).

Comprometimento da renda

          O consumidor utilizou o crédito para:

  • Consumo de itens de alimentação (58,6% das respostas);
  • Compra de artigos de vestuário (42,3%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (37,6%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (32,4%).

Inadimplência potencial

Em relação a taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, aumentou +0,4 pontos percentuais, passando de 7,4%, em dezembro, para 7,8% neste mês, mas ficou abaixo da taxa observada em janeiro do ano passado (9,3%).

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 8,9%), com idade acima de 35 anos (9,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (8,2%).

 

Orçamento familiar

 

 A pesquisa aponta que 74,4% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 11,0% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 14,6% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Aumenta o endividamento em Fortaleza 

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de novembro de 2017

 69,6% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, chegando a uma média de mais de 60 dias de atraso nos pagamentos

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), para este mês de novembro, revela que 69,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +6,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de outubro (63,1%) e superior ao índice de novembro do ano passado (63,8%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,3 pontos percentuais, passando de 22,9% dos consumidores em outubro, para 24,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (26,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (25,9%).

O tempo médio de atraso é de 62 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 59,0% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,6%, seguido da contestação da dívida (9,8%).

Comprometimento da renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 11,5%; empréstimos pessoais, com 9,3%; e carnês e crediários, com 8,5%.

Segundo a pesquisa, o consumidor utilizou o crédito para consumo de itens de alimentação, com 57,2% das respostas; compras de artigos de vestuário (36,7%); aquisição de eletroeletrônicos (35,1%); e realização de despesas de educação e saúde (30,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.326,00 com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável, em 9,8%. Essa taxa é superior à observada em novembro do ano passado (9,2%), sugerindo uma leve tendência de alta do indicador.

 

Orçamento familiar

De acordo com a pesquisa, 12,7% dos entrevistados relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, são: a falta de orçamento e controle de gastos, com 33,2%; o aumento dos gastos considerados essenciais (26,1%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (22,4%); redução dos rendimentos (19,8%); desemprego (16,4%); e compras antecipadas (15,9%).

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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Contas em atraso atinge o melhor resultado desde abril de 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de setembro de 2017

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em setembro de 2017, revela que 66,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +2,7 pontos percentuais acima do indicador do último mês de agosto (63,7%) e superior ao índice de setembro do ano passado (64,0%).

 

Apesar do aumento na taxa geral de endividamento, tanto o indicador de contas em atraso quanto o de inadimplência potencial tiveram melhora. A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso melhorou -2,1 pontos percentuais, passando de 20,9% dos consumidores em agosto, para 18,8% neste mês – o melhor resultado desde abril de 2015 (18,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 57,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,1%, seguido da contestação da dívida (11,7%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 66,4% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 83,6% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,9%; carnês e crediários, com 7,4%; e empréstimos pessoais, com 6,7%.

 

O consumidor utilizou o crédito para: Consumo de itens de alimentação (60,6% das respostas); Compra de artigos de vestuário (38,1%) Realização de despesas de educação e saúde (37,3%); e Aquisição de eletroeletrônicos (31,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.292, com prazo médio de oito meses, comprometendo 36,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, teve diminuição de -2,6 pontos percentuais, passando de 9,9%, em agosto, para 7,3% neste mês. O resultado também é inferior à taxa de setembro do ano passado (8,0%), mantendo a tendência de queda do indicador.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,1%), com idade acima dos 35 anos (8,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,7%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,1% relataram que fazem orçamento dos

 

rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,4%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,5%;
  • Redução dos rendimentos, com 17,3%;
  • Compras antecipadas, com 16,4%;
  • A facilidade de acesso ao crédito, com 13,2%; e
  • Desemprego, com 11,0%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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Contas em atraso atinge o melhor resultado desde abril de 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de setembro de 2017

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em setembro de 2017, revela que 66,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +2,7 pontos percentuais acima do indicador do último mês de agosto (63,7%) e superior ao índice de setembro do ano passado (64,0%).

 

Apesar do aumento na taxa geral de endividamento, tanto o indicador de contas em atraso quanto o de inadimplência potencial tiveram melhora. A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso melhorou -2,1 pontos percentuais, passando de 20,9% dos consumidores em agosto, para 18,8% neste mês – o melhor resultado desde abril de 2015 (18,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 57,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,1%, seguido da contestação da dívida (11,7%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 66,4% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 83,6% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,9%; carnês e crediários, com 7,4%; e empréstimos pessoais, com 6,7%.

 

O consumidor utilizou o crédito para: Consumo de itens de alimentação (60,6% das respostas); Compra de artigos de vestuário (38,1%) Realização de despesas de educação e saúde (37,3%); e Aquisição de eletroeletrônicos (31,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.292, com prazo médio de oito meses, comprometendo 36,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, teve diminuição de -2,6 pontos percentuais, passando de 9,9%, em agosto, para 7,3% neste mês. O resultado também é inferior à taxa de setembro do ano passado (8,0%), mantendo a tendência de queda do indicador.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,1%), com idade acima dos 35 anos (8,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,7%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,1% relataram que fazem orçamento dos

 

rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,4%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,5%;
  • Redução dos rendimentos, com 17,3%;
  • Compras antecipadas, com 16,4%;
  • A facilidade de acesso ao crédito, com 13,2%; e
  • Desemprego, com 11,0%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti