Publicidade

Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Filipe Albuquerque

Instabilidade política e revisão de indicadores aumentam incerteza sobre a economia do País

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de Abril de 2019

O Indicador de Incerteza da Economia, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta terça-feira (30), saltou 8,1 pontos de março para abril e chegou a 117,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Esse é o maior nível desde setembro do ano passado (121,5 pontos). A alta do indicador foi influenciada, principalmente, pelo componente de expectativa, construído a partir das previsões dos analistas econômicos, que subiu 11,4 pontos.

Para Filipe Albuquerque, sócio diretor da V8 Capital, empresa de gestão de investimentos, diversos fatores contribuíram para o avanço da incerteza em relação à economia, a exemplo da instabilidade política e da revisão de indicadores econômicos. “O indicador da FGV reflete o que a economia está vivendo na prática, as incertezas em relação ao governo. Acho que muita gente ficou otimista com a eleição do Bolsonaro sem ter ciência da dificuldade que é aprovar uma reforma da Previdência. Agora que a gente vê as complicações, os tropeços do governo também, as cabeçadas no dia a dia com o Congresso e com o vice-presidente, isso traz uma série de incertezas. Se a reforma da Previdência não passar, é normal que haja um reflexo nesse indicador”, avalia.

Albuquerque destaca, ainda, que as reduções seguidas na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano também contribuíram para o aumento da incerteza em relação à economia. “No começo do ano, havia uma projeção relativamente alta para o crescimento do PIB. Agora, essa projeção vem caindo. O crescimento não vem. Isso traz mais incertezas também do lado dos empresários em relação à retomada da economia”, afirma o sócio diretor da V8 Capital, acrescentando que esse cenário deve mudar com a aprovação da reforma da Previdência. “Acho que esse indicador tende a diminuir as incertezas nos próximos meses, com o andamento da reforma”, diz.

Segundo a FGV, outro fator que influenciou o avanço da incerteza com a economia foi o componente de mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa, que subiu 6,4 pontos. “O indicador da FGV mede o impacto de notícias e análises na economia e como elas trazem volatilidade para o mercado. É um indicador que mostra um sentimento de mercado baseado nas notícias que são divulgadas. Mas quem é um profissional de mercado financeiro entende que essas notícias também são consideradas ruídos, pois o que importa no longo prazo não são essas notícias de curto prazo, informando, por exemplo, que a reforma da Previdência vai ser atrasada ou as discussões no Twitter entre os filhos do Bolsonaro e os políticos que fazem parte do governo. Não são essas informações que vão aumentar o lucro, o retorno das empresas”, avalia Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos.

De acordo com Meyer, as empresas estão crescendo e investindo, ainda que não seja no patamar esperado pelo mercado, devido, sobretudo, à expectativa pela reforma da Previdência “Existe uma probabilidade muito grande de, após a aprovação da reforma da Previdência, haver a entrada de um montante significativo de capital estrangeiro no Brasil, o que vai fazer com que esses termos como incerteza e crise, de certa forma, acalmem, e esse indicador vai perceber que essas palavras estão sendo menos posicionadas, apresentadas nas mídias, o que vai fazer com que esse índice caia”, afirma.

Mercado de ações

O assessor de investimentos da Conceito Investimentos também acrescenta que esse cenário pode gerar certa preocupação para os investidores que estão entrando agora no mercado de ações, mas também representa uma oportunidade para o investidor mais experiente. “O investidor experiente pode se beneficiar de um eventual recuo da Bolsa de Valores, por exemplo, pois ele poderá comprar ações de empresas que já estão vendo resultados positivos, geração de caixa etc. Esses investidores vão se beneficiar no longo prazo”, explica Rafael Meyer, reforçando que acredita na aprovação da reforma da Previdência, o que deve fazer o Indicar de Incerteza da Economia recuar.

Publicidade

Investidor deve ficar atento na hora de declarar o Imposto de Renda

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de Abril de 2019

A poucos dias para o fim do prazo para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que segue até a próxima terça-feira (30), os contribuintes precisam se apressar para prestar contas com o Leão, informando, inclusive, os investimentos que realizaram ao longo de 2018. Na hora de preencher a declaração do IRPF, o investidor deve estar atento para as aplicações que são isentas e para a forma correta de informar os investimentos que são tributados.
Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos
“Investir é uma das melhores práticas para poupar dinheiro, aumentar patrimônio e obter uma maior tranquilidade financeira no futuro. No entanto, em boa parte dos investimentos, existe a incidência do Imposto de Renda sobre a rentabilidade e a obrigatoriedade de declarar as aplicações. É muito importante que o investidor conheça as formas de apuração e do pagamento de impostos e como declará-los. O investidor obteve lucro com um investimento, ganho de capital, valorização da cota? Se sim, será tributado. Mas existem alguns investimentos que são isentos, como: LCI, LCA, Poupança, CRI e CRA”, explica Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos.
De acordo com ele, o total das aplicações mantidas não influencia na tributação.  Assim, caso o investidor tenha, por exemplo, um patrimônio de R$ 300 mil em ativos de renda fixa ou variável e obtenha um lucro de apenas R$ 100, ele pagará imposto sobre a renda somente do valor do lucro. O assessor da Conceito destaca ainda que existem formas diferentes de pagar o Imposto de Renda sobre investimentos, dependendo da categoria das aplicações realizadas.  “Os ativos de renda variável, por exemplo, exigem que o investidor apure e pague os impostos até, no máximo, o último dia útil do mês seguinte ao encerramento da operação, através de um documento chamado DARF. Já nos ativos de renda fixa, os impostos sobre a rentabilidade serão sempre retidos pela instituição ou corretora que faz a custódia delas. Nesse caso, o investidor não precisa se preocupar com a apuração e o pagamento e de tributos”, diz Rafael Meyer.
 Filipe Albuquerque, Sócio diretor da V8 Capital
A afirmação é reforçada pelo sócio diretor da V8 Capital, Filipe Albuquerque. “A maior parte dos investimentos já é tributada na fonte, não precisa emitir a guia para pagar. A maioria dos bancos oferece um relatório consolidado dos impostos para a declaração do imposto de renda. O que é mais complexo é quando a pessoa tem operações de compra e venda de ações. Essas operações não têm a tributação automática. O certo é a pessoa, todo mês, calcular o que ganhou ou perdeu. Se tiver lucro, ela emite a guia. Se tiver prejuízo, tem que registrar aquele prejuízo. Existem sistemas próprios para isso. No Imposto de Renda, você pode usar seu prejuízo para deduzir do seu lucro. Por exemplo, se eu perdi R$ 10 mil em janeiro e ganhei R$ 20 mil em fevereiro, eu posso usar os R$ 10 mil que eu tive de prejuízo para abater do meu lucro de fevereiro, pagando o imposto só sobre R$ 10 mil”, comenta Albuquerque.
ALÍQUOTAS
As alíquotas do Imposto de Renda também variam conforme o tipo de investimento. “Encontrada a base do ativo de renda variável, caso tenha obtido lucro, você irá aplicar a alíquota de 15% de Imposto de Renda para operações com prazo superior a um dia, e 20% para operações de um único dia. Existe a possibilidade de o investidor não ser tributado, caso tenha vendido menos de R$ 20 mil de ações dentro de um único mês. Já na renda fixa, as alíquotas variam entre 15% e 22,5%, dependendo do prazo”, comenta Rafael Meyer.
O assessor de investimentos da Conceito Investimentos reforça que, normalmente, no início de março de cada ano, o investidor recebe da instituição financeira ou da corretora da qual é cliente um relatório das movimentações no mercado financeiro, sendo crucial que o investidor utilize essas informações de forma correta na declaração do Imposto de Renda para não haver inconsistências.
Publicidade

Investidor deve ficar atento na hora de declarar o Imposto de Renda

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de Abril de 2019

A poucos dias para o fim do prazo para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que segue até a próxima terça-feira (30), os contribuintes precisam se apressar para prestar contas com o Leão, informando, inclusive, os investimentos que realizaram ao longo de 2018. Na hora de preencher a declaração do IRPF, o investidor deve estar atento para as aplicações que são isentas e para a forma correta de informar os investimentos que são tributados.
Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos
“Investir é uma das melhores práticas para poupar dinheiro, aumentar patrimônio e obter uma maior tranquilidade financeira no futuro. No entanto, em boa parte dos investimentos, existe a incidência do Imposto de Renda sobre a rentabilidade e a obrigatoriedade de declarar as aplicações. É muito importante que o investidor conheça as formas de apuração e do pagamento de impostos e como declará-los. O investidor obteve lucro com um investimento, ganho de capital, valorização da cota? Se sim, será tributado. Mas existem alguns investimentos que são isentos, como: LCI, LCA, Poupança, CRI e CRA”, explica Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos.
De acordo com ele, o total das aplicações mantidas não influencia na tributação.  Assim, caso o investidor tenha, por exemplo, um patrimônio de R$ 300 mil em ativos de renda fixa ou variável e obtenha um lucro de apenas R$ 100, ele pagará imposto sobre a renda somente do valor do lucro. O assessor da Conceito destaca ainda que existem formas diferentes de pagar o Imposto de Renda sobre investimentos, dependendo da categoria das aplicações realizadas.  “Os ativos de renda variável, por exemplo, exigem que o investidor apure e pague os impostos até, no máximo, o último dia útil do mês seguinte ao encerramento da operação, através de um documento chamado DARF. Já nos ativos de renda fixa, os impostos sobre a rentabilidade serão sempre retidos pela instituição ou corretora que faz a custódia delas. Nesse caso, o investidor não precisa se preocupar com a apuração e o pagamento e de tributos”, diz Rafael Meyer.
 Filipe Albuquerque, Sócio diretor da V8 Capital
A afirmação é reforçada pelo sócio diretor da V8 Capital, Filipe Albuquerque. “A maior parte dos investimentos já é tributada na fonte, não precisa emitir a guia para pagar. A maioria dos bancos oferece um relatório consolidado dos impostos para a declaração do imposto de renda. O que é mais complexo é quando a pessoa tem operações de compra e venda de ações. Essas operações não têm a tributação automática. O certo é a pessoa, todo mês, calcular o que ganhou ou perdeu. Se tiver lucro, ela emite a guia. Se tiver prejuízo, tem que registrar aquele prejuízo. Existem sistemas próprios para isso. No Imposto de Renda, você pode usar seu prejuízo para deduzir do seu lucro. Por exemplo, se eu perdi R$ 10 mil em janeiro e ganhei R$ 20 mil em fevereiro, eu posso usar os R$ 10 mil que eu tive de prejuízo para abater do meu lucro de fevereiro, pagando o imposto só sobre R$ 10 mil”, comenta Albuquerque.
ALÍQUOTAS
As alíquotas do Imposto de Renda também variam conforme o tipo de investimento. “Encontrada a base do ativo de renda variável, caso tenha obtido lucro, você irá aplicar a alíquota de 15% de Imposto de Renda para operações com prazo superior a um dia, e 20% para operações de um único dia. Existe a possibilidade de o investidor não ser tributado, caso tenha vendido menos de R$ 20 mil de ações dentro de um único mês. Já na renda fixa, as alíquotas variam entre 15% e 22,5%, dependendo do prazo”, comenta Rafael Meyer.
O assessor de investimentos da Conceito Investimentos reforça que, normalmente, no início de março de cada ano, o investidor recebe da instituição financeira ou da corretora da qual é cliente um relatório das movimentações no mercado financeiro, sendo crucial que o investidor utilize essas informações de forma correta na declaração do Imposto de Renda para não haver inconsistências.