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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

exportações

Ceará tem superávit comercial de US$ 39 milhões no primeiro bimestre de 2019

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

11 de Março de 2019

O Ceará exportou no primeiro bimestre do ano US$ 395,1 milhões, 17,3% a mais que o mesmo período do ano passado. É o maior valor dos últimos cinco anos e representa um crescimento de 126,7% em comparação ao primeiro bimestre de 2015. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 356 milhões, uma queda de 11,1% ante o mesmo período de 2018. O saldo positivo representa um superávit US$ 39,1 milhões, um crescimento de 161,3% em relação ao dos primeiros meses do ano anterior. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Os números fazem com que o Ceará permaneça no 3° lugar no ranking dos principais exportadores do Nordeste, representando 15,8% das exportações da região. O Estado mantém também a mesma posição registrada anteriormente no ranking nacional (14ª), mas o crescimento de 17,3% foi bem acima da média nacional para o período que foi de 1,4%. Dos quinze maiores estados exportadores do Brasil, o Ceará foi o segundo que mais cresceu, atrás apenas do Mato Grosso, que avançou 20% entre 2018 e 2019.

A cidade de São Gonçalo do Amarante continua em destaque. O município representa mais de 51% das exportações cearenses e continua crescendo. Ao todo, São Gonçalo exportou US$ 201,5 milhões nos dois primeiros meses de 2019. Logo em seguida, Sobral e Caucaia posicionam-se como 2° e 3° maiores exportadores cearenses. Sobral, líder nacional nas exportações de calçados, somou US$44,4 milhões. Caucaia, maior exportador de equipamentos de energia eólica do país, totalizou US$ 37,4 milhões em exportações em 2019, valor esse 324,4% maior do que o resultado de 2018, e ultrapassou Fortaleza na terceira posição.

A capital também contabilizou crescimento, saindo de US$ 22,2 milhões no ano passado para US$ 29,5 milhões no atual. O município de Uruburetama chama a atenção em 2019 ao registrar o segundo maior aumento em vendas ao exterior, com um valor 162,7% maior que o acumulado no mesmo período em 2018. Totalizando US$ 8,76 milhões exportados, a cidade alcançou o resultado devido à exportação de calçados que havia perdido força desde 2017.

Saiba mais

O Centro Internacional de Negócios da FIEC apoia a internacionalização das empresas cearenses e promove ações estratégicas, de capacitação e relações institucionais, com o objetivo de impulsionar as exportações e importações da indústria do Ceará. Faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), que junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Observatório da Indústria formam o Sistema FIEC.

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China é a principal origem das importações de confecções do Ceará 

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de junho de 2018

As importações seguem em ritmo de crescimento, exibindo um aumento de 50,2% entre 2017 e 2018, passando de US$ 2,8 milhões para US$ 4,1 milhões. A China é a principal origem das importações do setor de confecções do Ceará, com US$ 3,2 milhões comprados no primeiro quadrimestre de 2018, cifra essa 61,8% maior do que a de 2017. Outro país que merece destaque como fornecedor de confecções para o Ceará é Bangladesh, que aumentou em 126,2% as vendas para o estado, principalmente de produtos como calças e bermudas.
Com relação às exportações, mais de um quarto das exportações cearenses de confecção tem como destino o Paraguai, que vem seguido de outros dois países da América Latina: Bolívia e Uruguai, com US$ 308 mil e US$ 145 mil respectivamente. Segundo maior exportador do Brasil de “sutiãs e bustiês”, o Ceará liderava essa lista em março, mas foi ultrapassado pelo Rio de Janeiro no último mês. O total vendido externamente pelo setor cearense contabilizou US$ 1,4 milhões no acumulado desse ano. Esse valor é 20,4% maior do que o do mesmo período de 2017.

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Ceará registra queda de 5% nas exportações no acumulado do ano  

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de junho de 2018

De janeiro a maio, o Ceará exportou US$ 783 milhões, valor 5% inferior a igual período em 2017. Mesmo assim, é o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos, atrás apenas do acumulado dos primeiros cinco meses do ano passado. Esse resultado deixa o Ceará na posição de quarto maior exportador do Nordeste e 15º entre os estados exportadores do Brasil. Já as importações cearenses do período registraram o terceiro maior desempenho do quinquênio, contabilizando US$ 1,1 bilhão. O resultado da balança comercial do Estado ficou, portanto, com um déficit de US$ 310,5. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

O estudo mostra que o Ceará exportou em maio de 2018 US$ 143,8 milhões montante 4,1% menor que o registrado em abril. Comparado com o mesmo mês de 2017, a queda foi ainda mais significativa (29,9%), quando o estado vendeu para o exterior mais de US$ 205,3 milhões. Na ótica da importação, o desempenho cearense foi na contramão das exportações, com aumento de 59,8% em relação a abril, chegando à marca de US$ 295,7 milhões. Na comparação com igual período do ano passado, o aumento foi de 62,9%. Maio foi ainda o mês com o maior valor importado de 2018.

Em relação aos dez principais municípios exportadores do Ceará, seis apresentaram crescimento nas vendas externas ante igual período no ano anterior. Vale o destaque para o município de São Gonçalo do Amarante, que lidera a lista com US$ 416,8 milhões, representando mais da metade da pauta exportadora do Estado. A Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP impactou diretamente no resultado do município. Sobral vem em segundo no ranking, com US$ 65,2 milhões. As exportações de Fortaleza exibiram queda de 13,6% entre 2017 e 2018, contabilizando US$ 56,9 milhões. Icapuí ganha significância no mercado externo devido à forte produção e exportação de melões. Ocupando a quinta posição, com um aumento de mais de 548,2%, as vendas ao exterior do município chegaram à marca de US$ 27,6 milhões.

Examinando o ranking dos principais setores exportados pelo Ceará, “ferro fundido, ferro e aço” segue liderando a lista, com mais de US$ 417,2 milhões. Em relação a 2017, o setor decaiu em 6,2%. Novamente constata-se a relevância da CSP no perfil das vendas externas do estado. O setor de “frutas; cascas de frutos cítricos e de melões” ganha destaque pelo aumento de 62,0%, colocando o Ceará entre os líderes nacionais desse segmento. O setor calçadista, tradicional na indústria, apesar da queda de 8,2%, segue como forte participante na pauta exportadora cearense.

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Exportações de calçados seguem ritmo de crescimento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

10 de junho de 2018

O Ceará exportou de janeiro a abril de 2018 US$ 94,1 milhões, valor 0,9% maior do que o do mesmo período de 2017, posicionando-se como segundo Estado que mais exporta no Brasil em valores. As importações do setor registraram um aumento de 74,8%, passando de US$ 2,5 milhões para US$ 4,5 milhões. Tal elevação está relacionada com a aquisição de componentes para a fabricação do produto final, como é o caso de solas e partes superiores, obtidos principalmente da China. As informações constam do Estudo Setorial do setor de Calçados, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

O estudo destaca que apesar do bom desempenho no cenário externo, os calçados perderam, no ano passado, o posto do principal setor exportador do Ceará para o metal mecânico devido ao início das atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Tal fato explica a queda na participação da balança comercial cearense que já foi de 27,2% em 2016, 15,1% no ano passado e em 2018, 14,7%.

Sob a ótica dos produtos exportados, o item “Calçados de borracha ou plásticos, com parte superior em tiras ou correias” continua liderando o ranking, com US$ 32,8 milhões, um acréscimo de 12,5% em relação à 2017.

A Argentina e os Estados Unidos compraram menos calçados do Ceará, mas continuam no topo da lista de países-destino, sendo a primeira com US$ 19,1 milhões e o segundo com US$ 16,7 milhões. O Peru apresentou um aumento de 61,3% no período analisado e passou a figurar dentre os 5 maiores compradores do setor. As importações têm como principal origem a China, com US$ 4,3 milhões.

Confira o estudo completo AQUI.

Sobre o CIN

O Centro Internacional de Negócios auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. O CIN faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, que junto com Serviço Social da Indústria – SESI Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Ceará e Instituto Euvaldo Lodi – IEL Ceará formam o Sistema FIEC.

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Ceará é líder em exportação de redes no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

03 de Maio de 2018

O Ceará lidera o ranking dos estados exportadores do setor de redes no Brasil, representando 70% do total comercializado pelo país. No acumulado do ano de 2018, as vendas externas aumentaram 27,4% em relação ao mesmo período de 2017, alcançando a cifra de US$ 579,9 mil. França e Alemanha são os principais compradores das redes cearenses, sendo que a segunda aumentou suas importações em mais de 600%, entre o primeiro trimestre de 2017 e o de 2018. 


As informações são do Miniestudo Setorial de Redes, produzido pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). 

Acesse o estudo completo AQUI.

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Vendas do setor metalomecânico do CE para os EUA crescem 43,8%

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

28 de Abril de 2018

Mais da metade (54,4%) da pauta exportadora cearense nos três primeiros meses de 218 foi abarcada pelo setor de metalomecânico. Nesse período foram vendidos para o exterior US$ 266,1 milhões apenas em produtos metalúrgicos, valor 9,4% menor do que o do ano passado. Com relação as importações do segmento no primeiro trimestre, o decréscimo foi de 4,6% entre 2017 e 2018, atingindo a marca de US$ 105,9 milhões. A balança comercial do setor apresentou superávit significativo de US$ 160,2 milhões.

O Estado ocupa a 9ª colocação no ranking dos principais estados exportadores do setor metalomecânico, a mesma posição registrada em fevereiro. A respeito dos destinos do metal cearense, diferente do que se temia com a movimentação ocasionada pelas tarifas norte-americanas, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 43,8% entre 2017 e 2018, e passaram de US$ 51,9 milhões nos dois primeiros meses desse ano, para US$ 78,6 milhões no acumulado até março.

A Alemanha merece o destaque por ter crescido suas compras do produto cearense em 707,5%, ficando em terceiro lugar nessa lista com US$ 42,1 milhões. A China se mantem como principal fornecedor do setor para o Ceará. Apesar da queda de 24%, foi importado do país no primeiro trimestre desse ano US$ 42,5 milhões.

As informações são do Ceará em Comex, estudo do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Confira AQUI o estudo completo.

Sobre o Centro Internacional de Negócios da FIEC

Centro Internacional de Negócios auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. O CIN faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, que junto com Serviço Social da Indústria – SESI Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Ceará e Instituto Euvaldo Lodi – IEL Ceará formam o Sistema FIEC.

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Reunião com diretoria da Air France/KLM discute oportunidades de exportação por modal aéreo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

23 de Março de 2018

 

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE), realiza, no próximo dia 27 de março (terça-feira), às 14h, no auditório da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), uma reunião com a Diretora de Cargas da companhia aérea Air France/KLM, Renata Branco.

O objetivo da reunião é estimular a geração de negócios internacionais e as exportações cearenses. Na oportunidade, a diretora da companhia apresentará as oportunidades de exportação via modal aéreo. Deverão participar também representantes do setor produtivo, associações, agentes de carga, operadores aeroportuários e demais interessados.

De acordo com o titular da SDE, Cesar Ribeiro, as oportunidades decorrentes do hub aéreo da Air France/KLM/Gol estão movimentando a economia cearense. Com a reunião, a intenção é ofertar para o setor produtivo outro canal eficiente e competitivo de exportação, que é o modal aéreo. Ao todo, o grupo Air France/KLM fará cinco operações no Aeroporto de Fortaleza, a partir de maio, ampliando para seis, a partir de de outubro.

“Produtos perecíveis como frutas, flores e pescados têm uma oportunidade de crescer mais no mercado externo com o aumento da frequência de voos para a Europa, com possibilidade de atingir não só o mercado europeu, como também o asiático”, disse.

REUNIÃO COM A DIRETORIA DE CARGAS DA AIR FRANCE/KLM

Dia 27/03/2018 (terça-feira)

Horário: 14h

Local: Auditório da Adece

Av. Dom Luís, 807, 7º andar, Meireles

Fortaleza-CE

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Argentina é o principal destino das exportações de Horizonte

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de Março de 2018

O principal destino das exportações de Horizonte, que contabilizou US$ 9,4 milhões em 2017, é a Argentina, seguida por Peru e Paraguai. Esse último apresentou um crescimento de 75% entre 2016 e 2017. É o que aponta estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). O crescimento no valor exportado pelo município em 2017 foi modesto, passando de US$ 13,4 para US$ 13,9 milhões.

A Argentina é também o maior parceiro comercial de Horizonte no âmbito das importações, com US$ 14,1 milhões. Em 2017, apresentou o sétimo melhor desempenho no ranking dos municípios importadores do Ceará, com um total importado de US$ 34,5 milhões, valor esse 41,3% maior do que o de 2016.

O setor de calçados é a força motriz da pauta exportadora do município. O estudo mostra que os dois subsetores líderes são de calçados e juntos correspondem quase a totalidade das vendas externas do município.

CLIQUE AQUI e confira o estudo completo. 

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EUA é o principal destino das exportações de Aquiraz

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

10 de Março de 2018

Com pauta exportadora quase totalmente abarcada por dois subsetores, o de “cocos, castanha do brasil e castanha de caju, frescos ou secos, mesmo sem casca pelados” e pelo de frutas, que juntos correspondem a mais de 95% do que é vendido externamente pelo município, Aquiraz tem nos Estados Unidos o principal destino de duas exportações, tendo comprado US$ 8,7 milhões em 2017. Vale o destaque para a Argentina e o Canadá que aumentaram suas compras em 48,5% e 58,4% respectivamente, entre 2016 e 2017. Já a China é a primeira no ranking dos países de origem das importações do município com US$ 28,6 milhões em 2017. Os dados são do estudo Análise do Comércio Exterior dos Municípios Cearenses, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), edição de fevereiro.

O estudo indica ainda que na lista de importações cearenses por município, Aquiraz ocupa a quinta posição, com um total importado em 2017 de US$ 93,0 milhões, valor 11,9% menor do que o do ano anterior. As exportações do município acompanharam o ritmo das importações e registraram queda de 5,8%, passando de US$ 33,4 milhões em 2016 para US$ 31,5 milhões no ano seguinte.

O PIB de Aquiraz, contabilizado pelo IBGE em 2015 chegou à marca de R$ 1,9 bilhão, sendo 67% desse total englobado pelo setor de serviços, visto que a cidade possui a segunda maior rede hoteleira do estado. A indústria abarca 25%, enquanto o setor primário cerca de 6%. A produção de castanha de caju, frutas e mel são os principais motores da economia local.

O Centro Internacional de Negócios realiza estudos setoriais que contribuem para a tomada de decisões do processo de exportação. Mais informações: cin-ce.org.br

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MERCADO CHINÊS SE ABRE E É OPORTUNIDADE PARA EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de Fevereiro de 2018

Desafio para exportar ao país asiático passa por barreiras culturais

Com seu mercado consumidor de mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China terá demanda cada vez maior pelos produtos externos, graças às melhores condições de vida da população e ao aumento da renda per capita. Um filão de mercado que se abre cada vez mais aos demais países e configura uma oportunidade também para empresas brasileiras de segmentos variados.

O desafio para o empreendedor está em se fazer ver e tornar seus produtos reconhecidos lá fora, assim como sugere o ministro Song Yang, encarregado de Negócios da embaixada chinesa no Brasil. “Queremos importar muito mais. Queremos importar produtos tecnológicos de alta qualidade, mas sem conhecer o produto brasileiro, o chinês não pode comprar mais”, disse Yang em entrevista recente, ao falar da 1ª Exposição Internacional de Importação da China, a ser realizada em novembro deste ano.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que os asiáticos desbancaram os Estados Unidos e passaram a ser o maior importador do Brasil, absorvendo 25% do que é enviado ao mercado externo. Em 2017, o país exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões. Um aumento significativo de US$ 8,4 bilhões em relação a 2016.

Trabalhando na China desde 2015, quando o Grupo Serpa passou a ser representado na Ásia pela Serpa China, Samara Reis, diretora da filial, reitera a importância de se preparar antes de ir ao país, principalmente quando o objetivo é fechar negócios. Quem quer entrar nesse mercado e se beneficiar das boas oportunidades comerciais, deve estar aberto a mudanças. “Temos clientes que fizeram viagens antes à China e voltaram sem concretizar os resultados esperados. Além das dificuldades com a língua, eles alegam ter problemas na hora de conseguir a confiança dos chineses ao fechar os negócios e isso está muito atrelado às diferenças culturais”, conta Samara.

Prova disso foi o fechamento em 2011 de todas as lojas da americana Best Buy, em terras chinesas, cinco anos após entrar no país. Além de questões como a precificação, um dos principais motivos levantados para explicar o fracasso foi a maneira como a gigante dos eletrônicos abordou o público local, sem considerar particularidades como o hábito de negociar, a preferência por mercados próximos de casa e o impacto visual da marca, baseado no mesmo modelo utilizado nos Estados Unidos.​ Além do mais, a pronúncia de Best Buy em mandarim significa “pense 100 vezes antes de comprar”, um deslize cultural para lá de significativo.​

Com escritórios em Xangai e Ningbo, de onde opera transações comerciais para empresas no Brasil que importam produtos chineses e as que querem passar a exportar ou estabelecerem joint ventures com companhias de lá, a Serpa China mantém as características culturais no foco de suas operações. “Muitos empresários e investidores chegam ao território chinês acostumados com facilidades que não encontram aqui. Por isso, sempre orientamos que eles vejam por meio da lente certa: a que considera as diferenças e sabe lidar com esse mercado tão peculiar que é o chinês”, finaliza.

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MERCADO CHINÊS SE ABRE E É OPORTUNIDADE PARA EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de Fevereiro de 2018

Desafio para exportar ao país asiático passa por barreiras culturais

Com seu mercado consumidor de mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China terá demanda cada vez maior pelos produtos externos, graças às melhores condições de vida da população e ao aumento da renda per capita. Um filão de mercado que se abre cada vez mais aos demais países e configura uma oportunidade também para empresas brasileiras de segmentos variados.

O desafio para o empreendedor está em se fazer ver e tornar seus produtos reconhecidos lá fora, assim como sugere o ministro Song Yang, encarregado de Negócios da embaixada chinesa no Brasil. “Queremos importar muito mais. Queremos importar produtos tecnológicos de alta qualidade, mas sem conhecer o produto brasileiro, o chinês não pode comprar mais”, disse Yang em entrevista recente, ao falar da 1ª Exposição Internacional de Importação da China, a ser realizada em novembro deste ano.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que os asiáticos desbancaram os Estados Unidos e passaram a ser o maior importador do Brasil, absorvendo 25% do que é enviado ao mercado externo. Em 2017, o país exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões. Um aumento significativo de US$ 8,4 bilhões em relação a 2016.

Trabalhando na China desde 2015, quando o Grupo Serpa passou a ser representado na Ásia pela Serpa China, Samara Reis, diretora da filial, reitera a importância de se preparar antes de ir ao país, principalmente quando o objetivo é fechar negócios. Quem quer entrar nesse mercado e se beneficiar das boas oportunidades comerciais, deve estar aberto a mudanças. “Temos clientes que fizeram viagens antes à China e voltaram sem concretizar os resultados esperados. Além das dificuldades com a língua, eles alegam ter problemas na hora de conseguir a confiança dos chineses ao fechar os negócios e isso está muito atrelado às diferenças culturais”, conta Samara.

Prova disso foi o fechamento em 2011 de todas as lojas da americana Best Buy, em terras chinesas, cinco anos após entrar no país. Além de questões como a precificação, um dos principais motivos levantados para explicar o fracasso foi a maneira como a gigante dos eletrônicos abordou o público local, sem considerar particularidades como o hábito de negociar, a preferência por mercados próximos de casa e o impacto visual da marca, baseado no mesmo modelo utilizado nos Estados Unidos.​ Além do mais, a pronúncia de Best Buy em mandarim significa “pense 100 vezes antes de comprar”, um deslize cultural para lá de significativo.​

Com escritórios em Xangai e Ningbo, de onde opera transações comerciais para empresas no Brasil que importam produtos chineses e as que querem passar a exportar ou estabelecerem joint ventures com companhias de lá, a Serpa China mantém as características culturais no foco de suas operações. “Muitos empresários e investidores chegam ao território chinês acostumados com facilidades que não encontram aqui. Por isso, sempre orientamos que eles vejam por meio da lente certa: a que considera as diferenças e sabe lidar com esse mercado tão peculiar que é o chinês”, finaliza.