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por Oswaldo Scaliotti

endividamento

Cai o número de consumidores de Fortaleza com dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

22 de Março de 2018

Em março, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso reduziu -4,8 pontos percentuais, passando de 25,4% dos consumidores em fevereiro, para 20,6% neste mês. É o que aponta a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).

No entanto, o levantamento também revela que 71,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. Neste mês, o índice veio +1,2 pontos percentuais acima do indicador do último mês de fevereiro (70,5%), sendo o mais elevado desde junho de 2016, quando alcançou a taxa de 73,8%.

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, ou seja, a diferença entre a renda e os gastos correntes, citado por 54,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 40,3%, seguido da contestação das dívidas (9,3%).

 

Comprometimento da renda

De acordo com a pesquisa, os consumidores utilizaram crédito para: consumo de itens de alimentação (56,5% das respostas); realização de despesas de educação e saúde (40,2%); compra de artigos de vestuário (36,2%); e aquisição de eletroeletrônicos (33,9%).

 

Já o valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.420, com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

Em relação à taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, caiu -2,1 pontos percentuais, passando de 10,1%, em fevereiro, para 8,0% neste mês.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 8,1%), com idade acima de 35 anos (10,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,1%).

 

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também mostra que 73,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 13,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se: a falta de orçamento e controle dos gastos, com 39,5%; o aumento dos gastos considerados essenciais (25,5%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (21,2%); compras antecipadas (20,9%); redução dos rendimentos (18,8%); e facilidade de acesso ao crédito (13,2%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento

 

Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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Gastos com educação elevam endividamento em Fortaleza

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

19 de Fevereiro de 2016

Pesquisa ] O desequilíbrio financeiro é a principal justificativa para o não pagamento das dívidas

 

Neste mês de fevereiro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 73,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O resultado veio 0,9 pontos percentuais acima do indicador do último mês de janeiro (72,1%), alcançando o patamar mais elevado desde o início da pesquisa, em 2010, e está relacionado com brusco aumento dos gastos com educação, típico desta época do ano.

A pesquisa também mostra uma leve melhora no indicador de contas em atraso (que passou de 22,3% para 22,2%) e aumento na proporção da renda comprometida com o pagamento de dívidas (que passou de 33,9% para 34,9%), mostrando que o endividamento está apertando o orçamento dos consumidores de Fortaleza.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de 0,1 ponto percentual, indo de 22,3%, em janeiro, para 22,2% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (22,6% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (23,9%) e do estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (24,1%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 55,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 33,8%, seguido da contestação da dívida (7,4%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza, 73,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 83,8% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,0%; os empréstimos pessoais, com 8,1%; e os carnês e crediários (5,9%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (55,5% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (37,2%);
  • Artigos de vestuário (32,0%); e
  • Eletroeletrônicos (27,2%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.332 e prazo médio de sete meses, comprometendo 34,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 1,1 pontos percentuais, passando de 7,5%, em janeiro, para 8,6%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (9,7%), com idade acima dos 35 anos (9,7%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (9,9%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 80,2% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 8,6% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 40,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 32,6%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 22,7%;
  • Gastos imprevistos, com 16,9%;
  • Redução dos rendimentos, com 12,7%; e
  • Compras antecipadas, com 11,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti 
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Endividamento permanece estável em novembro

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

12 de novembro de 2015

Neste mês de novembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-Ce),  mostra que 71,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado veio 0,3 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de outubro (72,0%), mostrando estabilidade do nível de endividamento.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve aumento de 3,1 pontos percentuais, indo de 20,7%, em outubro, para 23,8% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (24,3% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (32,2%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (25,8%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 62,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,1%, seguido da contestação da dívida (8,4%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 71,7% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 79,6% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 14,9%; os carnês e crediários (9,2%); e os empréstimos pessoais, com 7,0%.

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,5% das respostas);
  • Eletroeletrônicos (38,2%);
  • Artigos de vestuário (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (26,9%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses. O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.395 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,4% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 3,8 pontos percentuais, passando de 5,5%, em outubro, para 9,3%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribui para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,0%), com idade entre 25 e 34 anos (12,0%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (9,9%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,4% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 10,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 43,1%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 30,4%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 30,1%;
  • Compras antecipadas, com 14,8%;
  • Gastos imprevistos, com 12,4%; e
  • Redução dos rendimentos, com 9,4%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Fecomércio/CE divulga pesquisas: Índice de Confiança (ICC) e Endividamento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve uma inflexão e subiu em outubro, atingindo 98,3 pontos, com aumento de 6,2% sobre o resultado do último mês de setembro (92,5 pontos). Acompanhando a melhora na confiança, a intenção de consumo também subiu, sinalizando um cenário mais positivo para o mês.O aumento do ICC decorreu da recuperação dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 3,4%, passando de 89,4 pontos em setembro para 92,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura subiu 8,0% atingindo 102,3 pontos.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve aumento de 6,5 pontos percentuais, passando de 36,4%, em setembro, para 42,6% neste mês. Esse é o melhor resultado do indicador desde maio, quando alcançou 43,5%, mas ainda se situa abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 52,1%.

O valor médio das compras é estimado em R$ 310,46 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para os homens (43,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (58,7%) e com renda familiar entre cindo e dez salários mínimos (53,7%).Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, citados por (20,6%) dos entrevistados; Aparelhos de telefonia celular (15,8%); Televisores (13,4%); Móveis e artigos de decoração (12,3%); Calçados (10,3%) Geladeiras e refrigeradores (9,1%); e Fogão (8,8%).

 

Expectativa dos consumidores

Apesar da melhoria do ICC, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis ainda teve queda em outubro, passando de 34,7%, em setembro, para 33,9% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras não há diferença por gênero, mas destaca-se o grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (37,5%).

A pesquisa também revela que 60,5% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 71,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 62,3% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

ENDIVIDAMENTO

 Neste mês de outubro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 72,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 1,9 pontos percentuais com relação ao último mês de setembro, quando o índice alcançou 70,1%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,8 ponto percentual, indo de 21,5%, em setembro, para 20,7% neste mês. O resultado é próximo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 19,3%, mas a tendência de crescimento se mantém, acompanhando a trajetória de evolução da taxa geral de endividamento.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (20,8%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (21,3%).

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 68,8% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 24,6%, seguido da contestação da dívida (10,9%).

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 72,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 81,0% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; os carnês e crediários (7,6%); e os empréstimos pessoais, com 7,5%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (60,0% das respostas);
  • Artigos de vestuário (37,5%);
  • Eletroeletrônicos (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (28,8%).

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.322 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,5% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 4,2 pontos percentuais, passando de 9,7%, em setembro, para 5,5%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida colaboram para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (5,6%), com idade acima de 35 anos (6,4%) e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (6,1%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 13,0% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 7,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 44,3%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 33,9%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,7%;
  • Compras antecipadas, com 17,6%;
  • Gastos imprevistos, com 13,5%; e
  • Redução dos rendimentos, com 12,9%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti