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por Oswaldo Scaliotti

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Pai de criança com autismo cria aplicativo para auxiliar no desenvolvimento de jovens diagnosticados com o transtorno

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

31 de Março de 2019

Na próxima terça-feira, 2 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A tecnologia é uma grande aliada para o desenvolvimento de pessoas com autismo e foi pensando nisso que Ronaldo Cohin, de 35 anos, estudante de Ciência da Computação na Universidade Vila Velha, no Espírito Santo, e pai de um menino de cinco anos diagnosticado com a condição, resolveu apostar no desenvolvimento do aplicativo JADE para auxiliar crianças com o transtorno.

A plataforma é um jogo lúdico para as crianças. Enquanto os jovens se divertem, o aplicativo coleta dados que são rapidamente convertidos em relatórios específicos de comportamento, que indica um prognóstico do paciente além de medir o desempenho da criança em determinados espaços de tempo. Esses relatórios podem ser usados diretamente por médicos e terapeutas para analisar o desenvolvimento dessas crianças.

A ideia para a criação do JADE veio de um professor de Ronaldo, que usou da sua experiência como pai de uma criança com autismo e de imersões feitas na Apae para elaborar o conceito do aplicativo. Com isso, a solução foi indicada para participar do Campus Mobile, programa realizado pelo Instituto NET Claro Embratel, que tem o objetivo de identificar, estimular a formação de talentos universitários para atuação de conteúdos e novos serviços de telefonia móvel, além de contribuir para o desenvolvimento social do Brasil.

Durante o processo do Campus Mobile, o Instituto NET Claro Embratel e o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico da Universidade de São Paulo auxiliaram na construção do aplicativo, que foi vencedor da categoria de Facilidades do programa.

O aplicativo foi premiado com uma quantia em dinheiro e uma viagem para aprimorar seu projeto no Vale do Silício (CA), nos Estados Unidos, que contou com imersão nas principais empresas de tecnologia da região, como o Google, Facebook, Twitter e até mesmo na Universidade de Stanford.

O JADE chega a 16 mil usuários, e tem uma média mensal de 2.750 downloads por mês. Apenas 33% dos usuários do Jade estão no Brasil, todos os países da América possuem usuários do Jade além de boa parte dos países da Europa.

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Deputada Fernanda Pessoa solicita sessão solene em homenagem ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Por Oswaldo Scaliotti em Responsabilidade social

22 de Março de 2019

A Assembleia Legislativa do Ceará realizará no dia 26 de Março, às 15 horas no Plenário 13 de Maio, Sessão Solene em Homenagem ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A Solenidade é uma solicitação da Deputada Estadual Fernanda Pessoa.
A parlamentar que tem lutado em defesa dos autistas, é autora do Projeto de Lei que sugere que seja instituída a Semana da Conscientização do Autismo durante a semana do Dia Mundial do Autismo, celebrado dia 2 de Abril. Dentre as ações recomenda que o Poder Executivo realize atividades de esclarecimento e conscientização sobre o Autismo através da campanha “Tudo Azul – A Realidade do Autismo” e Ilumine de Azul os prédios e monumentos públicos do Estado.

“Tenho lutado em defesa dos autistas e os nossos esforços tem o objetivo de sensibilizar os governantes e universidades para a realização do mapeamento sobre esse transtorno. Muitos cearenses ainda enfrentam discriminação no trabalho e nas escolas”, disse.

A data serve para ajudar a conscientizar a população sobre o Autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

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2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

02 de Abril de 2018

Psicóloga explica os sintomas do transtorno que atinge um em cada 60 indivíduos, segundo dados da ONU

 

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é comemorado dia 2 abril com o objetivo de pedir mais atenção ao transtorno do espectro autista – nome oficinal do autismo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 1% da população mundial ou um em cada 68 indivíduos apresenta algum transtorno do gênero, e a discussão do tema está mais abrangente a cada ano.

De acordo com a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida Saúde, o autismo é um transtorno global do desenvolvimento, ainda de origem desconhecida. “Existem algumas teorias quanto às causas, mas, nenhuma ainda confirmada. Este transtorno afeta especialmente a capacidade comunicativa das crianças”, explica.

Os níveis da patologia estão divididos em leve, moderado e grave, sendo os mais conhecidos o Autismo Infantil e a Síndrome de Aspeger. Os sinais do autismo, quando leve ou moderado, costumam ser percebidos em idade escolar ou quando há um atraso na linguagem oral durante a infância.

“Casos mais graves podem ser diagnosticados mais cedo considerando alguns sinais: ausência de interesse nos adultos, não reconhecimento dos pais ou de seu próprio nome, restrição alimentar seletiva e atraso no desenvolvimento motor. Quando a criança é maior, podemos observar as dificuldades para expressão de sentimentos, linguagem simbólica (fantasiar em brincadeiras, como brincar que fala ao telefone, casinha, carrinho), para aceitar regras e complicações no processo de aprendizagem”, descreve a psicóloga.

O diagnóstico acontece com a avaliação clínica de um psiquiatra infantil ou neuropediatra, que se baseia na análise dos sintomas citados acima, além da realização de outros exames complementares que, apesar de não identificarem o transtorno, servem para verificar a existência de duas ou mais doenças em simultâneo e/ou relacionadas.

O tratamento, normalmente multidisciplinar, consiste em permitir a compreensão linguística da criança, auxiliar sua expressão simbólica e possibilitar seu desenvolvimento cognitivo e motor. “Dependendo da gravidade, o uso de medicação pode ser indicado”, conclui.

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2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

02 de Abril de 2018

Psicóloga explica os sintomas do transtorno que atinge um em cada 60 indivíduos, segundo dados da ONU

 

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é comemorado dia 2 abril com o objetivo de pedir mais atenção ao transtorno do espectro autista – nome oficinal do autismo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 1% da população mundial ou um em cada 68 indivíduos apresenta algum transtorno do gênero, e a discussão do tema está mais abrangente a cada ano.

De acordo com a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida Saúde, o autismo é um transtorno global do desenvolvimento, ainda de origem desconhecida. “Existem algumas teorias quanto às causas, mas, nenhuma ainda confirmada. Este transtorno afeta especialmente a capacidade comunicativa das crianças”, explica.

Os níveis da patologia estão divididos em leve, moderado e grave, sendo os mais conhecidos o Autismo Infantil e a Síndrome de Aspeger. Os sinais do autismo, quando leve ou moderado, costumam ser percebidos em idade escolar ou quando há um atraso na linguagem oral durante a infância.

“Casos mais graves podem ser diagnosticados mais cedo considerando alguns sinais: ausência de interesse nos adultos, não reconhecimento dos pais ou de seu próprio nome, restrição alimentar seletiva e atraso no desenvolvimento motor. Quando a criança é maior, podemos observar as dificuldades para expressão de sentimentos, linguagem simbólica (fantasiar em brincadeiras, como brincar que fala ao telefone, casinha, carrinho), para aceitar regras e complicações no processo de aprendizagem”, descreve a psicóloga.

O diagnóstico acontece com a avaliação clínica de um psiquiatra infantil ou neuropediatra, que se baseia na análise dos sintomas citados acima, além da realização de outros exames complementares que, apesar de não identificarem o transtorno, servem para verificar a existência de duas ou mais doenças em simultâneo e/ou relacionadas.

O tratamento, normalmente multidisciplinar, consiste em permitir a compreensão linguística da criança, auxiliar sua expressão simbólica e possibilitar seu desenvolvimento cognitivo e motor. “Dependendo da gravidade, o uso de medicação pode ser indicado”, conclui.