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por Oswaldo Scaliotti

Comprometimento da renda

Inadimplência do Consumidor de Fortaleza retrai e endividamento é o menor desde 2010

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

20 de dezembro de 2018

Valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.412, com prazo médio de sete meses

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em dezembro de 2018, revela que a taxa de inadimplência potencial retraiu -0,3 pontos percentuais, passando de 6,3%, em novembro, para 6,0%, o número de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos.

Com relação ao endividamento, 48,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio -0,9 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de novembro (49,3%), sendo o melhor resultado desde 2010, quando a atual metodologia passou a ser utilizada na pesquisa.

Diferença entre endividamento e inadimplência

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado. Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Perfil do Endividado

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (18,7% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima dos 35 anos (18,3%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (19,1%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 48,4% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 75,6% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 17,7%; carnês e crediários, com 6,7%; empréstimos pessoais, com 2,8%; e cheque especial, com 1,9%.

         O consumidor utilizou o crédito para:

  • Consumo de itens de alimentação (50,3% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (35,5%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (33,1%); e
  • Compra de artigos de vestuário (31,4%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.412, com prazo médio de sete meses, comprometendo 37,1% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,8% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 11,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 6,9% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 54,0%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,3%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 20,4%;
  • Redução dos rendimentos, com 13,6%;
  • Compras antecipadas, com 12,4%;
  • Desemprego, com 8,9%; e
  • Gastos imprevistos, com 8,2%.

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Contas em atraso atinge o melhor resultado desde abril de 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de setembro de 2017

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em setembro de 2017, revela que 66,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +2,7 pontos percentuais acima do indicador do último mês de agosto (63,7%) e superior ao índice de setembro do ano passado (64,0%).

 

Apesar do aumento na taxa geral de endividamento, tanto o indicador de contas em atraso quanto o de inadimplência potencial tiveram melhora. A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso melhorou -2,1 pontos percentuais, passando de 20,9% dos consumidores em agosto, para 18,8% neste mês – o melhor resultado desde abril de 2015 (18,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 57,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,1%, seguido da contestação da dívida (11,7%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 66,4% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 83,6% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,9%; carnês e crediários, com 7,4%; e empréstimos pessoais, com 6,7%.

 

O consumidor utilizou o crédito para: Consumo de itens de alimentação (60,6% das respostas); Compra de artigos de vestuário (38,1%) Realização de despesas de educação e saúde (37,3%); e Aquisição de eletroeletrônicos (31,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.292, com prazo médio de oito meses, comprometendo 36,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, teve diminuição de -2,6 pontos percentuais, passando de 9,9%, em agosto, para 7,3% neste mês. O resultado também é inferior à taxa de setembro do ano passado (8,0%), mantendo a tendência de queda do indicador.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,1%), com idade acima dos 35 anos (8,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,7%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,1% relataram que fazem orçamento dos

 

rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,4%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,5%;
  • Redução dos rendimentos, com 17,3%;
  • Compras antecipadas, com 16,4%;
  • A facilidade de acesso ao crédito, com 13,2%; e
  • Desemprego, com 11,0%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Contas em atraso atinge o melhor resultado desde abril de 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

13 de setembro de 2017

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em setembro de 2017, revela que 66,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +2,7 pontos percentuais acima do indicador do último mês de agosto (63,7%) e superior ao índice de setembro do ano passado (64,0%).

 

Apesar do aumento na taxa geral de endividamento, tanto o indicador de contas em atraso quanto o de inadimplência potencial tiveram melhora. A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso melhorou -2,1 pontos percentuais, passando de 20,9% dos consumidores em agosto, para 18,8% neste mês – o melhor resultado desde abril de 2015 (18,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 57,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,1%, seguido da contestação da dívida (11,7%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 66,4% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 83,6% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,9%; carnês e crediários, com 7,4%; e empréstimos pessoais, com 6,7%.

 

O consumidor utilizou o crédito para: Consumo de itens de alimentação (60,6% das respostas); Compra de artigos de vestuário (38,1%) Realização de despesas de educação e saúde (37,3%); e Aquisição de eletroeletrônicos (31,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.292, com prazo médio de oito meses, comprometendo 36,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, teve diminuição de -2,6 pontos percentuais, passando de 9,9%, em agosto, para 7,3% neste mês. O resultado também é inferior à taxa de setembro do ano passado (8,0%), mantendo a tendência de queda do indicador.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,1%), com idade acima dos 35 anos (8,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,7%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,1% relataram que fazem orçamento dos

 

rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,4%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,5%;
  • Redução dos rendimentos, com 17,3%;
  • Compras antecipadas, com 16,4%;
  • A facilidade de acesso ao crédito, com 13,2%; e
  • Desemprego, com 11,0%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti