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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Análise

Apenas 17% da população pretende utilizar o 13º para pagar contas atrasadas, aponta pesquisa

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

18 de dezembro de 2018

 

O consultor financeiro Marcos Sá aponta que a melhor forma de utilizar o salário extra é no pagamento de dívidas anteriores, ainda que os gastos de natal e ano novo sejam altos

O período do final e início de ano é sempre mais caros para os consumidores. Festas como natal, ano novo, férias e gastos como IPVA e IPTU são alguns dos gastos que os brasileiros não podem escapar e o alívio para todas essas dívidas pode ser o 13º salário. Pesquisa do SPC aponta que apenas 17% dos brasileiros pretendem utilizar o salário extra para pagar dívidas, número que deveria ser maior quando o universo de brasileiros endividados ultrapassa os 62 milhões.

 

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que o nordeste alcançou em outubro o segundo lugar no ranking de consumidores inadimplentes, ou seja, 17 milhões de nordestinos estão negativados.

 

De acordo com o contador e consultor financeiro, Marcos Sá, a regra para se manter equilibrado com as dívidas neste período de final e início de ano é identificar o que é necessidade do que é desejo. ‘’O período da transição de um ano para outro envolve gastos que as pessoas não podem evitar, como impostos de carro, casa, matrícula, com aqueles que elas geralmente não querem evitar, que são as viagens de férias e gastos com natal e ano novo.

 

Com o pagamento do 13º salário, cerca de R$ 211 milhões serão movimentados no país, segundo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), valor que pode representar uma diminuição do número de endividados ou pode fazê-lo crescer. ‘’A aplicação do 13º salário para o pagamento de dívidas pode ser uma saída eficaz para a quitação ou diminuição delas. Para as pessoas que possuem dívidas muito altas o melhor é recorrer a uma negociação, mas quando não for esse o caso, aplicá-lo no pagamento de dívidas antigas é a melhor saída para começar o ano’’, conclui o consultor.

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Mais de 2 mil pessoas foram vítimas do trânsito no Ceará, mostra estudo da Cervejaria Ambev

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

11 de dezembro de 2018

Relatório desenvolvido por Cervejaria Ambev e Falconi mostra que os motociclistas foram as principais vítimas. Apesar disso, cenário mostra melhora: total de óbitos caiu 10% na comparação anual

 

 Em 2016, 2.083 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito no Ceará. Destas, a maior parte era de motociclistas (47%), seguidos por usuários de carro (28%) e pedestres (19%). Caminhões e ônibus completam a estatística, com 6%. Os números regionais mostram, no entanto, que o cenário vem melhorando: de 2015 para 2016, a número absoluto de fatalidades caiu 10%. Apesar disso, atualmente, o índice de mortos por 100 mil habitantes está em 23,2, acima da média nacional.

Com um dos trânsitos mais violentos do mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil deu um passo importante e registrou o menor índice de óbitos nas vias brasileiras em 12 anos. No último levantamento, a taxa foi de 18,4 por 100 mil habitantes. Em 2005, o índice de mortalidade no trânsito foi de 19,7, e, em 2012, atingiu seu auge, com 23,5. Apesar dessa melhora, o país ainda está longe de poder comemorar: foram registrados mais de 38 mil óbitos decorrente de acidentes de trânsito em 2016. Os dados constam na quinta edição do relatório “Retrato da Segurança Viária”, desenvolvido pela Cervejaria Ambev em parceria com a consultoria de gestão Falconi com o objetivo de auxiliar a elaboração de políticas efetivas de combate aos acidentes de trânsito.

Ao longo desses cinco anos, o “Retrato de Segurança Viária” se consolidou como a principal fonte de informações sobre segurança viária no Brasil. O ano de 2018 foi marcado por importantes avanços, como a parceria inédita com o Ministério das Cidades e o Instituto Tellus para replicar o modelo para o restante do Brasil, melhorando a gestão da segurança viária e contribuindo para a implementação do PNATRANS – Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito.

A Cervejaria Ambev entende que o consumo de bebidas alcoólicas associado à direção é um fator de risco importante para acidentes, por isso a segurança viária está entre suas principais bandeiras. Além de promover campanhas de conscientização pelo consumo inteligente de seus produtos, a cervejaria liderou a criação de uma coalizão com agentes privados, públicos e do terceiro setor para melhorar a gestão da segurança viária no Brasil. Essa parceria já resultou em iniciativas no estado de São Paulo, com o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, e no Distrito Federal, com o Brasília Vida Segura. Frente às conquistas desse modelo, a AB Inbev, grupo o qual Cervejaria Ambev faz parte, em parceria com a UNITAR (Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa), expandiu a atuação desses projetos para República Dominicana, Índia, África do Sul e China.

“Nós sabemos que o cenário ainda é crítico, mas vem mostrando uma melhora. Desenvolvemos o Retrato de Segurança Viária para auxiliar o poder público a desenvolver projetos e medidas que contribuam com a redução dessas mortes, oferecendo as informações necessárias para a identificação dos pontos críticos que precisam ser trabalhados. Sabemos que o consumo de bebidas alcoólicas associado à direção é um fator de risco para acidentes, e assumimos nossa responsabilidade para reverter esse quadro”, explica Andrea Matsui, gerente de sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

Assim como no ano anterior, em 2016 todas as regiões do país registraram redução nos óbitos por acidentes de trânsito, tanto em valores absolutos como relativos. Porém, o crescimento do número de feriados é alarmante, desde 2008 esse índice aumentou em 104,7%. 208.615 pessoas foram envolvidas em acidentes não fatais.

O impacto econômico também é bastante expressivo: em 2016, gastou-se no Brasil cerca de R$ 18,9 bilhões com óbitos e feridos no trânsito. Somente os óbitos custaram R$ 10,5 bilhões, enquanto os feridos drenaram R$ 8,4 bilhões em recursos públicos. O levantamento revela um fenômeno preocupante: entre 2005 e 2016 o gasto com feridos cresce a um ritmo muito superior ao do gasto com óbitos. Enquanto em 2005 os feridos custavam cerca de metade do valor dos óbitos, em 2016 a diferença caiu para 20%

O levantamento apresenta um panorama completo sobre a situação viária nacional, com as informações mais atualizadas disponíveis, obtidas por meio do cruzamento único de dados da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), da Confederação do Transporte (CNT), do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Óbitos por região

A região Sudeste obteve a maior redução nos últimos 5 anos. Foram 12.423 mortes no trânsito em 2016, 24,1% menos que em 2011, quando ocorreram 16.374 óbitos. A região teve, também, o menor índice de óbitos por 100 mil habitantes (14,4). Na região Sul, o número de mortes caiu cerca de 19% no mesmo período. O índice por 100 mil habitantes na região, que já foi o segundo pior, agora está em terceiro lugar (20,5). O índice de óbitos por 100 mil habitantes do Centro-Oeste brasileiro equivale ao da África do Sul (25,1), um dos piores do mundo. Em números absolutos, houve uma queda de 11,4% em relação a 2011. Em proporção à população, o avanço foi mais notável: verificou-se uma diminuição de 19,5% no índice por 100 mil habitantes.

A região Norte, segunda menos populosa do Brasil, teve o menor número absoluto de óbitos no trânsito. A diminuição no número de mortes, porém, foi de apenas 0,6% nos últimos 5 anos. Um desempenho abaixo na média nacional também foi observado no Nordeste, cujo número de óbitos passou de 12.409 para 12.125, uma redução de apenas 2,3% no período.

 

Chama a atenção que oito capitais estaduais concentram 12% dos óbitos em acidentes de trânsito no Brasil. Entretanto, com exceção do Rio de Janeiro, que apresentou forte alta de 23% na comparação anual, todas as demais registraram queda. Em São Paulo, o número de óbitos caiu 12% no período, saindo do patamar de quatro dígitos. Outras capitais que registraram redução significativas foram Fortaleza (-12%) e Recife (-6%). Brasília (-1%), Goiânia (6%), Teresina (-2%) e Belo Horizonte (-5%) completam a lista.

Perfil de maior risco – Motociclistas

 

Com exceção do Sul e Sudeste, os motociclistas lideram as estatísticas de óbitos em todas as regiões do país. Tais mortes, que em 2015 correspondiam a 39% do total, saltaram para 41%. Em números absolutos, 12.086 motociclistas morreram em 2016, um aumento de 101,6% nos últimos 12 anos. No mesmo período, a frota de motos teve um salto de 210%. A vida de apenas 41 deles foi poupada em comparação com 2015. As duas regiões citadas acima também são as únicas em que a proporção de acidentes fatais com motos não cresceu na comparação anual.

 

“É com informações confiáveis que conseguiremos endereçar o problema diretamente. Temos um exemplo bem sucedido de coleta e cruzamento inteligente de dados no Distrito Federal, que ajudou na implantação de bolsões de motociclistas e a identificar o potencial de acidentes antes mesmo que acontecessem.”, explica Daniel Oliveira, sócio da Falconi. “Sabemos que, apesar do avanço, o cenário brasileiro relativo a segurança no trânsito ainda está longe do ideal. A Falconi tem trabalhado este tema há alguns anos, em parceria com a Ambev, e percebeu que uma das principais dificuldades para a gestão da segurança no trânsito deve-se a ausência de informações confiáveis. Alguns estados têm feito um bom trabalho, mas ainda temos um bom espaço para melhorar.”

Entre os principais fatores de risco estão: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não usar capacete (motociclistas e ciclistas), não usar o cinto de segurança e não usar as cadeirinhas para crianças. Segundo a ONU, a chave para a redução da mortalidade no trânsito é garantir que os países participantes atuem, sobretudo, no combate a essas cinco situações.

A íntegra do documento está disponível em https://joom.ag/sm8a.

Sobre a Cervejaria Ambev

Unir as pessoas por um mundo melhor. Esse é o sonho da Ambev, empresa brasileira, com sede em São Paulo, e presente em 18 países. No Brasil, somos mais de 32 mil pessoas que dividem a mesma paixão por produzir cerveja e trabalhamos juntos para garantir momentos de celebração e diversão. A Ambev é uma cervejaria inovadora e temos o consumidor no centro de nossas decisões e iniciativas. Nosso portfólio conta com cervejas, refrigerantes, chás, isotônicos, energéticos e sucos, de marcas reconhecidas como Skol, Brahma, Antarctica, Budweiser, Stella Artois, Wäls, Colorado, Guaraná Antarctica, Fusion, do bem e AMA, a água mineral que destina 100% de seu lucro para projetos que levam acesso à água potável para famílias do semiárido brasileiro. Somente nos últimos cinco anos, investimos R$ 17,5 bilhões no país e deixamos um legado além dos investimentos com nossa ampla plataforma de sustentabilidade. Esse compromisso inclui metas claras, divulgadas publicamente, e se traduz em quatro pilares: consumo inteligente, água, resíduo zero e desenvolvimento. Esse trabalho é feito com uma rede de parceiros, pois acreditamos que a construção de um mundo melhor se torna mais rica quando feita em conjunto.

Sobre a Falconi

A Falconi é uma consultoria brasileira, fundada por Vicente Falconi e considerada uma das maiores do país, reconhecida por sua capacidade de transformar os resultados e a eficiência de organizações públicas e privadas por meio de técnicas de gestão eficiente. Com um time de cerca de 700 consultores espalhados por mais de 30 países, a Falconi é líder em gestão orientada ao resultado, tendo atuado em mais de 5.300 projetos ao longo de 30 anos de história.

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Medo do desemprego cai e as pessoas estão mais satisfeitas com a vida, revela pesquisa

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

11 de dezembro de 2018

No conjuntura do desemprego, as preocupações podem atropelar os sonhos e a vida das pessoas, mas estudo revela que esse cenário está mudando

Desemprego e satisfação são palavras que não combinam. Chega a ser um desafio para muitos brasileiros conciliar a felicidade pessoal com a infelicidade profissional. Pesquisas recentes apontam que o número de desempregados no Brasil ainda chega a 11,7%, ou seja, 12,4 milhões de pessoas. Em contrapartida a esse dado, o medo do desemprego entre os brasileiros está diminuindo, é o que aponta dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a respeito do último trimestre.

A pesquisa trabalha com um indicador que varia entre zero e cem pontos, sendo, quanto maior o índice, maior o medo do desemprego. Em relação a junho deste ano, o índice pesquisado caiu 2,2 pontos, alcançando a margem de 62,7 pontos. O Nordeste é a região onde a população mais teme o desemprego, onde o índice é de 73,1 pontos.

 

Alegria em viver

A pesquisa da Confederação da Indústria também trouxe dados sobre a “satisfação com a vida”. Tendo uma referência numérica de zero a cem pontos, onde quanto menor for o indicador menor é a satisfação, a pesquisa apontou que mesmo com o elevado nível de desemprego, cresceu o contentamento com a vida entre os desempregados, que alcança 69,7 pontos, estando 1,1 ponto a mais em relação à última pesquisa. Para a psicóloga Raquel Sales, o desemprego chega para algumas pessoas quase como um “fim”, porém, outras enxergam como um desafio que deve ser superado “a partir daí, a dor se torna uma motivação, que impulsiona as pessoas e as motiva a superar os desafios.”

Ainda para a psicóloga, os indivíduos se detém, muitas vezes, em situações que vão contra a vida e ao bem estar por falta de algo, mas alerta, “as preocupações com as necessidades básicas do ser humano estão intrinsecamente ligadas a ele, e a falta delas, podem prejudicá-lo profundamente. O autoconhecimento é o início para eleger prioridades em cada fase da vida e assim fazer escolhas mais assertivas e saudáveis.

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Bom humor pode ser solução para casais em crise

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

07 de dezembro de 2018

Ao mesmo tempo em que o número de divórcios cresce no Brasil e que a intolerância entre os casais pode ser um motivo para a separação, pesquisa internacional afirma que rir um do outro pode ajudar na relação.

 

Estudo da Universidade Luterana de Halle-Wittenberg, na Alemanha, em recente pesquisa divulgada no Journal of Research in Personality, aponta que o êxito de um relacionamento é o bom humor entre o casal. A pesquisa afirma também que as principais características que as pessoas procuram em um parceiro é o senso de humor e diversão, e pessoas que tenham hábitos e interesses semelhantes. A pesquisa foi realizada por psicólogos que entrevistaram 154 casais heterossexuais. Porém, o estudo também evidencia que encontrar essa compatibilidade não é uma tarefa fácil e nem sempre é possível, isso pode ser revelado na recente pesquisa do IBGE, que aponta o crescente número de divórcios no Brasil. Os números chegam a 373 mil no ano de 2017, o que apresentou um aumento de 8,3% em relação ao ano anterior. Inclusive, Fortaleza é a terceira capital brasileira no total de separações legais. Entre 2016 e 2017, houve um aumento de 7%, passando de 5.619 para 6.016.

 

A psicóloga especialista em atendimentos a casais, Caroline Vieira, explica que um dos motivos principais no crescente aumento de divórcios no país é quando há intolerância entre o casal, mas o bom humor pode favorecer uma melhor interação entre o casal”. “Quando recebemos no consultório um casal em crise no relacionamento, ressaltamos que é importante e saudável que os parceiros tenham senso de humor um com o outro, gostem de rir e de fazer piadas entre si, mas de uma forma que não se perca o limite e o respeito entre os dois. As brincadeiras podem ajudar o casal a lidar com os conflitos do dia-a-dia de forma mais leve e saudável. Contribuindo assim na manutenção do casamento’’, disse.

 

Os pesquisadores da Universidade Luterana de Halle-Wittenberg chegaram ainda à conclusão que casais parecidos geralmente têm mais assunto no dia a dia do que aqueles que são menos parecidos. Para a psicóloga Caroline Vieira o ideal é encontrar um(a) parceiro(a) que seja compatível com você. “Parceiros com gostos, pensamentos, valores, princípios e propósito de vida muito diferentes podem vir a ter problemas sérios no relacionamento a longo prazo. Essas diferenças muito discrepantes podem ser um tempero no início da relação, na fase da paixão, mas, com o tempo, acabam gerando muitos conflitos”.

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Estudo revela a evolução do consumidor digital no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

28 de novembro de 2018

Realizado pela HubSpot, a pesquisa oferece informações sobre o comportamento digital dos consumidores brasileiros – os usuários buscam informações no Google, antes de consultar a opinião de familiares e amigos


 A maneira como as pessoas interagem com as marcas mudou. É o que indica a pesquisa Evolução do Consumidor Digital no Brasil, realizada pela HubSpot, plataforma líder de CRM, marketing, vendas e atendimento ao cliente. Segundo o estudo, hoje, cada vez mais conectados, 51% dos consumidores afirmam ter mais confiança nas informações do Google do que na opinião de amigos e familiares (46%).

O estudo traz diversas informações sobre o comportamento dos clientes nas redes sociais, sobre em quais canais estão os consumidores e qual a melhor forma para se comunicar com eles. Realizado com mais de 600 executivos de diferentes setores do mercado brasileiro, o relatório aponta, por exemplo, que 80% das pessoas acreditam que as redes sociais têm um impacto positivo na sociedade.

De acordo com Rodrigo Souto, gerente de marketing da HubSpot no Brasil, a empresa percebeu um movimento interessante no mercado brasileiro: “Notamos que a forma como os consumidores brasileiros se comunicam afeta diretamente nas operações das empresas: eles trocam informações, compartilham experiências e pesquisam antes de entrar em contato com uma companhia”, explica.

Onde o consumidor busca a informação

Quando questionados sobre em quais canais ou plataformas descobrem novos produtos e empresas, 72% dos entrevistados indicaram o Google, 56%, o Facebook e 50%, o Youtube. Além disso, a maior parte dos pesquisados, 45%, preferem consumir conteúdo em vídeo (como tutoriais) das marcas e empresas que acompanham. 40% preferem informações por email e 34% por imagens em redes sociais (como posts no Instagram).

67% dos entrevistados preferem se envolver e aprender mais sobre as marcas que gostam por meio do website oficial, 47%, assistindo os vídeos da companhia e 42% curtindo conteúdo na página do Facebook.

As prioridades das empresas

Fechar negócios segue como prioridade dentro das empresas, com 70%. Entretanto, 39% dos entrevistados querem melhorar a eficácia de seus processos (como a melhora do funil de vendas, por exemplo).

Nos próximos 12 meses, estes são os canais de distribuição de conteúdo que estão no planejamento das companhias como foco das ações de marketing: Youtube (63%), Instagram (58%), Vídeos no Facebook (56%) e Redes Profissionais como o LinkedIn (54%).

“Após uma compreensão clara do que ocorre no mercado, os desafios podem se transformar em oportunidades de crescimento e auxiliar nas estratégias certas”, explica Souto. “Com o estudo, é possível mensurar como os líderes de vendas e marketing no Brasil estão acompanhando as rápidas mudanças no cenário digital. E isso leva à adaptação de acordo com as mudanças de comportamento do consumidor. Essas mudanças tendem a ir em direção a um mundo mais digitalizado” completa.

 

A empresa elaborou ainda um infográfico que reúne os principais dados da pesquisa. O material pode ser acessado aqui.

Metodologia

O estudo Evolução do Consumidor Digital no Brasil –  2018 entrevistou 604 executivos dos mais variados setores, portes de empresa e níveis de cargo durante os meses de julho a agosto de 2018. O mesmo estudo foi aplicado ainda em 99 países, com 7.000 respondentes.

O conjunto de amostra é composto de respostas voluntárias de contatos e parceiros da HubSpot, que participaram mediante convite. A HubSpot suplementou esse número com respostas fora do ecossistema HubSpot, para garantir um tamanho de amostra válido e equilibrado com respondentes adicionais por meio da empresa de pesquisas Luc.id.

Sobre a HubSpot

A HubSpot é uma plataforma líder de CRM, marketing, vendas e atendimento ao cliente. Desde 2006, a HubSpot tem uma missão para tornar o mundo mais inbound. Hoje, mais de 41.500 clientes em mais de 90 países utilizam os premiados softwares, serviços e suporte da HubSpot para transformar a maneira como atraem, engajam e encantam os clientes. Composto por Marketing Hub, Sales Hub, Service Hub e um poderoso CRM gratuito, a HubSpot fornece às empresas as ferramentas necessárias para gerenciar a experiência do cliente, desde a conscientização até a defesa de interesses.

A HubSpot foi nomeada como um dos melhores lugares para se trabalhar pela Glassdoor, Fortune, The Boston Globe e The Boston Business Journal. A empresa está sediada em Cambridge, MA, com escritórios em Dublin, na Irlanda (EMEA HQ); Singapura (APAC HQ); Sydney, Austrália; Tóquio, Japão; Berlim, Alemanha; e Portsmouth, NH. Saiba mais em https://br.hubspot.com/

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Vendas na Black Friday e Natal podem garantir lucro em 2019

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de novembro de 2018

MPME: Empresas podem lançar mão de técnicas de fidelização para vender mais o ano todo

As estratégias de fidelização de clientes vêm ganhando cada vez mais nuances e relevância em um mercado híper competitivo . Não basta atrair o cliente, é preciso torná-lo fiel para garantir a sobrevivência do negócio.
As grandes redes supermercadistas são a prova disso com ações com aplicativos de descontos personalizados, promoções de selos “Juntou Trocou” e metas de consumo para premiações.
Mas, engana-se quem pensa que foram as grandes empresas que criaram esses modelos, muitos pequenos negócios adotam há bastante tempo formas de atrair e reter clientes.
Dados
Segundo o levantamento da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) sobre o primeiro semestre de 2018 houve um aumento de 9,8% no faturamento de seis de suas empresas associadas, na comparação ao mesmo período de 2017. Juntas as 6 empresas (Dotz, LTM, Multiplus, Netpoints, Smiles e TudoAzul) faturaram R$ 3,2 bilhões, segundo estudo desenvolvido pela consultoria GS&MD.
O levantamento mostrou também que o número de cadastros nos programas das associadas chegou a 120,6 milhões em todo o país, no fim do primeiro semestre, representando um avanço de 20,8% em relação ao 2017.
Outro dado interessante está no fato dos consumidores estarem mais adeptos ao resgate de seus benefícios. O número de pontos/milhas resgatados cresceu 19,8% do primeiro semestre de 2017 para o de 2018, alcançando um total de 117,0 bilhões.
Apesar da preferência por bilhetes aéreos, o varejo é um setor que vem ganhando espaço. Neste primeiro semestre, 26,1% dos pontos/milhas foram trocados por produtos ou serviços. No mesmo período do ano anterior, esse percentual estava em 23,8%.
Especialista
 A Valuenet, empresa que acumula vasto currículo em estratégias de fidelização e incentivo e atende clientes como Serasa Experian e grupo O Globo, aposta que mais do que pontos acumulados em programas de fidelidade, os consumidores tornam-se fiéis a empresas por experiências e reconhecimento. Mando em anexo um release sobre o tema.
O porta-voz da empresa, Julio Quaglia, pode repercutir sobre:
A evolução do mercado de fidelização que caminha para ser além de pontos;
Mostrar como negócios de todos os portes podem se utilizar de estratégias de fidelização para aumentar receita;
Dar dicas de como montar uma estratégia de fidelização já para as vendas de fim de ano, entre outras coisas.
Personagens
Aproveitando o assunto, fomos atrás de cases de empresas que utilizam estratégias de fidelidade desde as mais simples, como o acúmulo de selos em cartelas para ganhar algum serviço ou produto em troca, até as mais elaboradas, como um marketplace de serviços de arquitetura e decoração que premia usuários com viagens e eventos relacionados ao setor.
Acho que estes cases rendem uma matéria temática-comportamental bem bacana de como os programas de fidelidade ainda encantam consumidores e captam sua atenção através de recompensas. Temos personagens e depoimentos para corroborar nossa tese, abaixo.
Restaurante All Seasons
Jardins – São Paulo
Há 19 anos no mercado o restaurante All Seasons oferece aos seus clientes mais fiéis um cartão fidelidade que confere 20% de desconto em qualquer refeição.  Cerca de 30% dos clientes do restaurante utilizam o cartão.
Centro de Beleza Iimpar
Mooca – São Paulo
Utiliza cartão fidelidade – a cada 10 selos acumulados, a cliente ganha uma hidratação- para as clientes há mais de 10 anos, em sua clínica de estética, e há 2 anos em seu salão de beleza. As clientes da clínica de estética costumam usar o cartão mais vezes que as do salão pois são mais frequentes em serviços como limpeza de pele. Segundo Andrea Romano, proprietária do negócio, 100% de suas clientes usam o cartão.
Depoimento da usuária Daniela Romano, cliente do salão
Quando eu conheci o salão, ia me casar e procurava um lugar que não fosse muito caro. Busquei pelo Google e fiz o dia da noiva por lá, deu super certo. A partir dessa experiência, virei cliente. Em 2013, conheci o cartão fidelidade e achei ótimo, pois todas queremos ganhar serviços. É uma retribuição à nossa frequência e fidelidade. Eu já preenchi 4 cartões e quero mais.
Salão LM Beauty
Pinheiros – São Paulo
 Utiliza cartão fidelidade há apenas 5 meses – a cada 10 selos acumulados pelas clientes, elas podem ganhar uma hidratação, maquiagem ou limpeza de sobrancelhas. Segundo a proprietária Silvia Nogueira, ela decidiu implantar a estratégia pelo simples fato de mostrar pra cliente que ela é bem querida. Ou seja, como uma forma de agradar quem circula por lá. Para ela, também é uma maneira de incentivar as clientes a aparecerem mais vezes e serem presenteadas com as cortesias oferecidas. Ela percebeu um aumento de cerca de 20% na fidelização. E diz que muitas clientes fazem questão de completar seus 10 atendimentos para poder receber a cortesia.  Silvia afirma que cerca de 80% das clientes usa a cartela.
Depoimento da usuária Erica Fanhani, cliente do salão
Uso o cartão fidelidade há dois meses e adorei esse benefício. Já ganhei uma limpeza de sobrancelhas e agora sinto que vou frequentar o salão mais e mais vezes por causa disso. Ser bem tratada é sempre bom.
Club & Casa Design,marketplace de serviços de arquitetura e decoração
Marketplace de serviços de arquitetura e decoração, mantém um programa de fidelização para a base de profissionais cadastrados na plataforma e procura oferecer experiências marcantes como recompensa. Thiago Sodré, idealizador do projeto, conta que a plataforma levou 127 profissionais para Milão, para participar de um evento exclusivo, por meio do resgate de pontos no programa de fidelização da empresa.
Em uma próxima ação, mais 100 clientes serão levados para um evento no Copacabana Palace no Rio de Janeiro, com visitas à edição carioca do evento Casa Cor e ao Museu do Amanhã, no Centro da cidade. “É preciso ser criativo. As pessoas sabem o valor de seus dados. E um programa de fidelização não pode oferecer recompensas que não engajam e não impactam”, afirma Thiago.
Empresa Topdesk
Programa Rumo ao Topo : campanha de incentivo para o público interno, para estimular vendas e desempenho, gerando satisfação aos funcionários. Abrange todos os departamentos da empresa, desde a pré-venda, venda e pós-venda. Cada núcleo tem mensalmente metas pré-estabelecidas. Todas as recompensas da campanha são experiências como: cultura (cinema, teatro), sensorial (tatuagem, SPA day), gastronomia (almoço em restaurante), diversão e aventura (passeio de balão), passeios e família (Hopi Hari, Wet’n’Wild), cursos (braile, fotografia), viagens (vouchers CVC), social (doação de pontos para fins sociais ).
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Jourdana Almada participa de curso sobre Fisioterapia Obstétrica

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

01 de novembro de 2018

A fisioterapeuta Jourdana Almada, especialista em Saúde da Mulher, está sempre se aprimorando e dessa vez  participou do curso “Fisioterapia Obstétrica – da evidência científica à prática clínica”, nos dias 26 e 27 de outubro.

Foto: Jourdana Almada com as professoras Sabrina Sabry e Simony Lira

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Grupo Marquise segue a tendências de grandes empresas e implanta o conceito Marquise Gestão Corporativa

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de setembro de 2018

 
FOTO: Marcelo Arantes, CFO Grupo Marquise
Com o objetivo de garantir a longevidade e eficiência nos negócios, cada vez mais as empresas têm investido em governança corporativa. Seguindo essa tendência, a sede do grupo Marquise, que era dividida em Centro de Serviços Compartilhados (CSC) e Holding, agora se funde e assim nasce a Marquise Gestão Corporativa (MGC)
 A mudança não é apenas na nomenclatura, trata-se na verdade de um novo conceito, que visa fortalecer ainda mais a corporação, dando a ideia de homogeneidade, mas sempre atentos às características e dinâmicas de cada negócio. Assim, a MGC já nasce com a missão de integrar, inovar e dar maior segurança aos processos e diretrizes, além de apoiar as áreas de negócio na conquista de seus resultados.
A Marquise segue a uma tendência dessa prática já estabelecida em grandes empresas como 3M, AMBEV, Votorantin, dentre outras que, por atuarem em diferentes seguimentos e setores da economia, mantém uma gestão unificada por meio de diretrizes e cultura corporativa.
Assim também agora é o Grupo Marquise – um conglomerado empresarial, com grande capilaridade de negócios, com atuação nos mais diversos segmentos, presente em 14 Estados – mas com uma única identidade em todos os negócios que levam o selo Marquise.
“Acreditamos que, por meio de um projeto bem elaborado para toda a corporação, o grupo se tornará mais eficiente e sólido para atuar na nova onda de crescimento que vislumbramos para um futuro próximo. Essa padronização está sendo feita de forma gradativa, com diálogo e muita responsabilidade, respeitando as características de cada uma das empresas do grupo e suas distintas estratégias e aspectos societários, além dos interesses dos seus acionistas”, explica Marcelo Arantes, CFO Grupo Marquise.

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Vendas de Trailers e Carrinhos Comerciais crescem 42% com avanço dos trabalhadores autônomos no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

19 de setembro de 2018

Subcategoria da OLX registra aumento no total de itens seminovos e usados vendidos, na comparação do 1º para o 2º trimestre de 2018

 

O Brasil vive uma nova realidade no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, dos 91,2 milhões de ocupados no segundo trimestre de 2018, cerca de 37 milhões estão no mercado informal. Nesse período, 276 mil pessoas passaram a trabalhar sem carteira assinada enquanto 113 mil começaram a trabalhar por conta própria. Com mais trabalhadores liberais no País, aumentou a demanda por produtos voltados para os serviços que são prestados em atividades autônomas. Na OLX, por exemplo, as vendas da subcategoria Trailers e Carrinhos Comerciais cresceram 42% no segundo trimestre de 2018, em relação aos primeiros três meses do mesmo ano.

 

Além disso, outras métricas da plataforma reforçam esse interesse dos usuários em itens da subcategoria Trailers e Carrinhos Comerciais – a quantidade de usuários interessados em fechar negócio e que entraram em contato com os vendedores por chat, telefone ou e-mail cresceu 50% e o número de novos anúncios inseridos nessa categoria teve alta de 30% no segundo trimestre de 2018, em relação ao primeiro.

Nesse panorama de aumento no número de profissionais autônomos, há quem tenha sido motivado pela flexibilidade de local e horário de trabalho, além da possibilidade de ser seu próprio patrão. Tais vantagens atraíram o campo-grandense Elias Trindade, que há 10 anos trabalha como profissional autônomo. “Eu sempre gostei do comércio, é uma boa área para se trabalhar. Antigamente, atuava nesse segmento sob o regime da CLT, era funcionário e não patrão. Hoje em dia, não dependo de ninguém para nada e só eu mando no meu próprio trabalho. Há três anos compro itens na subcategoria Trailers e Carrinhos Comerciais, reformo todos e depois coloco à venda novamente pela plataforma”, explica.

 

Já o recifense Leonardo Ribeiro aluga seus dois trailers comerciais por meio da OLX para outros profissionais autônomos. “Eu sou um profissional autônomo e há um ano trabalho com aluguel de trailers comerciais. Recebo contato de muitos profissionais que também são autônomos e se interessam pelos trailers como uma nova forma de trabalhar e gerar renda. Para mim, é uma maneira de garantir meu salário e pagar a minha faculdade”, comenta Leonardo.

10 itens mais buscados na subcategoria Trailers e Carrinhos Comerciais (no 2º trimestre de 2018)

 

1.   Trailer

2.   Food truck

3.   Carretinha

4.   Container

5.   Reboque

6.   Freezer

7.   Kombi

8.   Lanchonete

9.   Barraca

10.  Motorhome

 

OLX Brasil

A OLX estimula uma cultura de consumo consciente, conectando pessoas para que elas possam comprar e vender de forma fácil e rápida. A empresa é líder no mercado de compra e venda online no Brasil, incluindo uma sólida atuação em Autos e Imóveis. Com meio milhão de anúncios todos os dias e uma média de 2 milhões de vendas por mês – cerca de 50 por minuto –, a OLX é uma das empresas de tecnologia que mais crescem no Brasil.

 

Presente no país desde 2010, hoje a OLX conta com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro e tem um time de quase 600 profissionais. Nos últimos anos, a OLX investiu e lançou no mercado plataformas especialistas e verticalizadas para anunciantes profissionais de imóveis e autos – em 2017, a empresa lançou o Storia Imóveis e, em 2018, trouxe ao mercado o Autoshift.

 

A OLX Brasil é fruto de uma parceria entre os dois maiores grupos de mídia e investimento em marketplaces do mundo: o sul-africano Naspers e o grupo norueguês Schibsted.

 

LinkedIn: OLX Brasil

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Twitter: @OLX_Brasil

Instagram: olxbrasil

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Indústria de beleza brasileira pode arrecadar R$ 115 bilhões em vendas até 2020

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de agosto de 2018

 

Variação nos produtos de beleza é apontado como um dos principais responsáveis por esse crescimento


Em tempos de selfies, redes sociais e programas de edição, a procura por uma boa maquiagem que combine com a cor de pele e com as particularidades de cada um ganha cada vez mais espaço. É o que releva os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) que afirma que a indústria de beleza – que inclui cosméticos e similares – está crescendo anualmente e que deverá chegar a arrecadar R$ 115 bilhões em 2020.


Os números da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) também colocam o Brasil como um dos principais mercados do planeta, atrás somente dos Estados Unidos, China e Japão. O desempenho é atribuído pela Abihpec aos seguintes fatores: participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho e o lançamento constante de produtos; aumento da expectativa de vida da população, que está criando a necessidade do consumidor cuidar ainda mais do seu bem-estar.


Para Tiago Parente, diretor de mercado da Cosbel no Ceará,  as diferentes variações de produtos que estão surgindo, respondem a uma demanda de mercado. “Cada pessoa tem sua particularidade, cor de pele, cor de maquiagem preferida e cor de cabelo, por isso está cada vez mais crescente a expansão do mercado de cosmético de nichos”, disse.


No ano passado, a expressão “cabelos cacheados” ultrapassou pela primeira vez a busca pelos lisos no Google, um crescimento de 232%. Na mesma toada, o interesse por “cabelos afro” aumentou 309% nos últimos dois anos, o que comprova também o crescimento pela busca de produtos de beleza que tenham a ver com as particularidades de cada um.


Crescimento feminino na publicidade

Esse crescimento também tem a ver com a participação de tipos de mulheres em campanhas publicitárias, independentemente da cor, raça ou gênero. Um estudo feito pela agência Heads, feito há três anos, a cada seis meses, analisa os comerciais que se tem na TV. Os dados mostram que não há mais a ditadura do cabelo liso e escorrido nas propagandas. Em 65% dos comerciais pesquisados, as mulheres têm cabelos naturais: ondulados, cacheados ou crespos.

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Indústria de beleza brasileira pode arrecadar R$ 115 bilhões em vendas até 2020

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de agosto de 2018

 

Variação nos produtos de beleza é apontado como um dos principais responsáveis por esse crescimento


Em tempos de selfies, redes sociais e programas de edição, a procura por uma boa maquiagem que combine com a cor de pele e com as particularidades de cada um ganha cada vez mais espaço. É o que releva os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) que afirma que a indústria de beleza – que inclui cosméticos e similares – está crescendo anualmente e que deverá chegar a arrecadar R$ 115 bilhões em 2020.


Os números da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) também colocam o Brasil como um dos principais mercados do planeta, atrás somente dos Estados Unidos, China e Japão. O desempenho é atribuído pela Abihpec aos seguintes fatores: participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho e o lançamento constante de produtos; aumento da expectativa de vida da população, que está criando a necessidade do consumidor cuidar ainda mais do seu bem-estar.


Para Tiago Parente, diretor de mercado da Cosbel no Ceará,  as diferentes variações de produtos que estão surgindo, respondem a uma demanda de mercado. “Cada pessoa tem sua particularidade, cor de pele, cor de maquiagem preferida e cor de cabelo, por isso está cada vez mais crescente a expansão do mercado de cosmético de nichos”, disse.


No ano passado, a expressão “cabelos cacheados” ultrapassou pela primeira vez a busca pelos lisos no Google, um crescimento de 232%. Na mesma toada, o interesse por “cabelos afro” aumentou 309% nos últimos dois anos, o que comprova também o crescimento pela busca de produtos de beleza que tenham a ver com as particularidades de cada um.


Crescimento feminino na publicidade

Esse crescimento também tem a ver com a participação de tipos de mulheres em campanhas publicitárias, independentemente da cor, raça ou gênero. Um estudo feito pela agência Heads, feito há três anos, a cada seis meses, analisa os comerciais que se tem na TV. Os dados mostram que não há mais a ditadura do cabelo liso e escorrido nas propagandas. Em 65% dos comerciais pesquisados, as mulheres têm cabelos naturais: ondulados, cacheados ou crespos.