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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Análise

“A indústria cearense permanece distante de 2014”, demonstra estudo do Observatório da Indústria da FIEC

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de Maio de 2019

O primeiro trimestre de 2014 representa o início da grave crise econômica na qual o Brasil se encontra. No Ceará, apesar dos esforços governamentais para manter as contas públicas em dia e os diversos investimentos realizados no período, a realidade é a mesma. A verdade é que, passados 5 anos, a indústria cearense ainda está longe de 2014.

A distância, no entanto, pode ser ainda maior sem a aprovação da Reforma da Previdência. Se com a aprovação da reforma, a produção industrial cearense retornará aos valores de 2014 apenas em 2024, a não aprovação fará com que somente em 2029 o Ceará retome esse nível de produção.

Em março de 2019, a Indústria da Transformação cearense produziu apenas 85,7% do que produzia no mesmo período de 2014. A situação é ainda mais grave quando observamos os resultados de setores importantes para economia cearense, como é o caso dos setores Têxtil (65%), de Confecções (71,1%) e Couros e Calçados (81,4%). Esses três setores, que no início de 2014 geravam 138 mil postos de trabalho, empregam 111 mil em 2019, representando uma queda de 27 mil postos. As exceções são os setores de Metalurgia e Fabricação de produtos de metal, os quais apresentaram forte crescimento no período.

Mas quando voltaremos a 2014?

Supondo, então, um crescimento de 1,5% em 2019 e um crescimento de 3% nos anos seguintes (de acordo com as projeções do Banco Central para o Brasil), a indústria cearense só retornaria aos patamares de 2014 em 2024. Em outras palavras, são dez anos perdidos. Por outro lado, sem a reforma da previdência a expectativa (segundo projeções do IPEA para o PIB do Brasil) é que a produção industrial tenha crescimento bem inferior – algo em torno 1,5% nos anos seguintes. Com isso, a indústria cearense só retornaria aos patamares de 2014 em 2029!

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TIM quer liderar o 5G no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

22 de Maio de 2019

  • Operadora anuncia, no Painel Telebrasil 2019, a instalação da primeira antena de quinta geração para testes em Florianópolis (SC);
  • Projetos-piloto estão previstos também em Campina Grande (PB) e Santa Rita do Sapucaí (MG).

 

TIM mantém seu DNA de inovação e anuncia testes de 5G já em andamento em Florianópolis, Santa Catarina. A novidade foi anunciada durante o Painel Telebrasil 2019, que aconteceu hoje (22/05), em Brasília. A instalação representa mais um passo da operadora para a chegada comercial da tecnologia no Brasil, prevista para 2021. A rede está sendo testada na frequência de 3,5GHz.

O objetivo do projeto é desenvolver um centro de referência em 5G com foco em aplicações, produtos e serviços de forma a promover a tecnologia e os novos modelos de negócio. A operadora quer acelerar a implantação de aplicações para Cidades Inteligentes, Agricultura Inteligente, Indústria 4.0, Entretenimento, Saúde, Carros Autônomos e Realidade Virtual. Para a operação em Florianópolis, a TIM conta com a parceria da Fundação CERTI e da Huawei.

A TIM quer ser pioneira e líder no 5G, tanto no Brasil quanto na Itália. Nosso objetivo é repetir a trajetória de sucesso e protagonismo do 4G e gerar novas soluções que melhorem a vida dos nossos clientes e impulsionem o desenvolvimento tecnológico no país. Nesse cenário, enxergamos alguns elementos habilitadores, como o desenho de um leilão não arrecadatório que privilegie os investimentos e a simplificação de procedimentos para instalação de antenas e fibra em prol da competitividade e crescimento do Brasil”, anuncia Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil.

Outra iniciativa de destaque da TIM é o projeto em parceria com a Ericsson e com o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG), que prevê a implantação de soluções inteligentes para iluminação, segurança e rastreamento de veículos, dentro do contexto de Internet das Coisas. Com a instalação do 5G, será possível conectar os postes da cidade para criar uma rede cobrindo todo o município. Posteriormente, será possível instalar câmeras de segurança em todos os postes e, com o ambiente preparado, implantar outras tecnologias, como soluções de identificação facial, estacionamento inteligente, entre outras.

Campina Grande (PB) também receberá testes em uma parceria da operadora com o Núcleo Virtus (Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia da Informação, Comunicação e Automação) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Nokia, que terá como foco soluções para Cidades Inteligentes, utilizando a plataforma NB-IoT.

Para liderar um ecossistema favorável ao 5G no Brasil, a operadora conta com a expertise e o pioneirismo da Telecom Italia no uso da nova tecnologia e na implementação bem-sucedida de soluções nas cidades de Turim, Bari, Matera e República de San Marino. A companhia também optou por atuar no engajamento de empresas de tecnologias, fundações e instituições de pesquisas, academia e ambientes empreendedores, para o desenvolvimento de aplicações, produtos e soluções baseadas no 5G.

“Estamos contribuindo para que a capital catarinense se torne uma ‘cidade-laboratório’ do 5G e suas aplicações, a partir do fomento de novas tecnologias com a chegada da rede de quinta geração no país. Vamos gerar novos negócios nas cidades que receberão os projetos, impulsionando o desenvolvimento do país frente ao restante do mundo”, finaliza Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil.

 

Sobre a TIM

A TIM segue com sua missão de conectar e cuidar de cada um e para que todos possam fazer mais. Para isso, atua focada nos pilares estratégicos de oferta, infraestrutura, eficiência e experiência do cliente, com base em uma cultura interna de accountability e na mudança de processos e plataformas que permitam a transformação digital. A assinatura da marca – “A evolução não para” – reforça o compromisso da companhia com seu Plano de Investimentos.

A empresa é, desde 2015, líder em cobertura 4G no País e referência como player de ultra banda larga móvel e fixa. É a única empresa do setor de telecomunicações a integrar o Novo Mercado da B3, reconhecido como nível máximo de governança corporativa, além de ser a operadora há mais tempo consecutivo no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Para mais informações, acesse www.tim.com.br.

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FIEC lança Índice de Inovação dos Estados

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

13 de Maio de 2019

Numa iniciativa pioneira, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), através do Observatório da Indústria, lançou o Índice FIEC de Inovação dos Estados. Trata-se de um verdadeiro raio-x de como cada Estado brasileiro se posiciona em diferentes aspectos do processo inovador. O Índice mensura aspectos multidimensionais do processo de inovação e traça um ranking nacional. O objetivo é identificar lacunas e direcionar políticas para a melhoria e desenvolvimento dos diferentes aspectos do ecossistema de inovação no Brasil.

Com periodicidade anual, o primeiro Índice aponta São Paulo como o Estado mais inovador do Brasil. Em segundo e terceiro lugares estão posicionados Paraná e Distrito Federal, respectivamente. O Ceará aparece em posição intermediária. É o 16º Estado mais inovador do Brasil e o quinto do Nordeste. Em último lugar no ranking nacional está o Maranhão.

O Índice FIEC de Inovação dos Estados está dividido em duas áreas – Capacidades e Resultados – e cada uma delas avalia tanto o ecossistema de inovação quanto a inovação em si. O conjunto de indicadores que formam o Índice representam os aspectos e as capacidades essenciais para o desenvolvimento dos Estados brasileiros, de modo que, quando postos em conjunto, constroem a base para o crescimento da competitividade e da produtividade estadual.

O Índice de Capacidades mede quatro aspectos: Capital Humano, Infraestrutura de Telecomunicações, Investimento Público em Ciência e Tecnologia e a Inserção de Mestres e Doutores na Indústria. Já o Índice de Resultados é formado por quatro indicadores: Propriedade Intelectual, Produção Científica, Competitividade Global em Setores Tecnológicos e Intensidade Tecnológica da Estrutura Produtiva.

Observatório da Indústria da FIEC tem a missão de contribuir para o desenvolvimento industrial do Ceará por meio da geração, uso e disseminação de conhecimento especializado. Para tanto, disponibiliza plataforma com informações socioeconômicas, de mercado, tecnológicas e de comércio exterior, entre outros. O Observatório junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) formam o Sistema FIEC.

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56,2% dos fortalezenses vão às compras para o Dia das Mães; Confira dicas para não extrapolar o orçamento

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

07 de Maio de 2019

As vendas para o Dia das Mães deste ano devem movimentar R$ 270 milhões na economia de Fortaleza, valor 5% maior que em igual período do ano passado, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE). Mais de 56% dos consumidores da Capital cearense pretendem ir às compras para a data, mas antes de adquirir o presente das mães, é preciso estar atento para não gastar mais do que o orçamento permite. O alerta é do assessor de investimentos e sócio da Conceito Investimentos, Arnaldo Brito. “Não há quem não queira comprar o melhor presente para aquela que abraçou a sublime missão de ser mãe. Porém, é preciso muito cuidado para não colocar a emoção acima da razão e acabar ajudando a aumentar a fileira dos endividados. Assim, antes de ir às compras, é importante checar o orçamento doméstico e procurar encaixar o valor do presente nas contas do mês ou remanejar despesas menos urgentes. Isso ajuda a evitar o descontrole financeiro”, destaca.

 

Segundo a Fecomércio-CE, os artigos de vestuário serão os itens mais presenteados neste Dia das Mães, com 33,3% da preferência dos fortalezenses. O levantamento mostra ainda que o valor médio do presente será de R$ 258, um aumento de 9,3% em relação ao ano passado. Para garantir bons descontos e encaixar o gasto com o presente no orçamento doméstico, é importante pesquisar e barganhar.  “Comprar à vista, barganhando um bom desconto, é, de longe, a melhor opção. Se isso não for possível, o parcelamento sem juros e com parcelas que caibam no orçamento deve ser priorizado, tendo-se sempre em mente que cartão de crédito é apenas um meio de pagamento que, se não for utilizado de forma controlada, pode se tornar uma arma muito perigosa para o desequilíbrio orçamentário, com surpresas bem desagradáveis no dia da fatura”, afirma Arnaldo Brito.

 

A melhor estratégia, contudo, é cultivar o hábito de poupar para as ocasiões especiais. “É importante ter o hábito de poupar mensalmente um valor destinado a esses eventos pontuais, de forma a provisionar os recursos antecipadamente e garantir a tranquilidade e o poder de barganha na hora da compra. Trata-se de uma forma inteligente e parcimoniosa de diluir despesas eventuais em pequenos dispêndios mensais e ainda receber juros, em vez de pagar”, diz o assessor de investimentos e sócio da Conceito Investimentos.

 

PRESENTES CRIATIVOS E ECONÔMICOS

Outra alternativa apontada por Arnaldo Brito para presentear sem se endividar no Dia das Mães é apostar em presentes criativos, como trabalhos manuais, ou experiências em família, como a realização de passeios a lugares turísticos e diferentes que existem na própria cidade, mas que, muitas vezes, passam despercebido. “O que não se pode esquecer é que coração de mãe é tão grande e generoso a ponto de ficar mais feliz com um presente simples, ofertado com amor, do que receber um presente sofisticado que exija sacrifício dos seus filhos, que são suas maiores preciosidades”, finaliza Brito.

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Instabilidade política e revisão de indicadores aumentam incerteza sobre a economia do País

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de Abril de 2019

O Indicador de Incerteza da Economia, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta terça-feira (30), saltou 8,1 pontos de março para abril e chegou a 117,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Esse é o maior nível desde setembro do ano passado (121,5 pontos). A alta do indicador foi influenciada, principalmente, pelo componente de expectativa, construído a partir das previsões dos analistas econômicos, que subiu 11,4 pontos.

Para Filipe Albuquerque, sócio diretor da V8 Capital, empresa de gestão de investimentos, diversos fatores contribuíram para o avanço da incerteza em relação à economia, a exemplo da instabilidade política e da revisão de indicadores econômicos. “O indicador da FGV reflete o que a economia está vivendo na prática, as incertezas em relação ao governo. Acho que muita gente ficou otimista com a eleição do Bolsonaro sem ter ciência da dificuldade que é aprovar uma reforma da Previdência. Agora que a gente vê as complicações, os tropeços do governo também, as cabeçadas no dia a dia com o Congresso e com o vice-presidente, isso traz uma série de incertezas. Se a reforma da Previdência não passar, é normal que haja um reflexo nesse indicador”, avalia.

Albuquerque destaca, ainda, que as reduções seguidas na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano também contribuíram para o aumento da incerteza em relação à economia. “No começo do ano, havia uma projeção relativamente alta para o crescimento do PIB. Agora, essa projeção vem caindo. O crescimento não vem. Isso traz mais incertezas também do lado dos empresários em relação à retomada da economia”, afirma o sócio diretor da V8 Capital, acrescentando que esse cenário deve mudar com a aprovação da reforma da Previdência. “Acho que esse indicador tende a diminuir as incertezas nos próximos meses, com o andamento da reforma”, diz.

Segundo a FGV, outro fator que influenciou o avanço da incerteza com a economia foi o componente de mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa, que subiu 6,4 pontos. “O indicador da FGV mede o impacto de notícias e análises na economia e como elas trazem volatilidade para o mercado. É um indicador que mostra um sentimento de mercado baseado nas notícias que são divulgadas. Mas quem é um profissional de mercado financeiro entende que essas notícias também são consideradas ruídos, pois o que importa no longo prazo não são essas notícias de curto prazo, informando, por exemplo, que a reforma da Previdência vai ser atrasada ou as discussões no Twitter entre os filhos do Bolsonaro e os políticos que fazem parte do governo. Não são essas informações que vão aumentar o lucro, o retorno das empresas”, avalia Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos.

De acordo com Meyer, as empresas estão crescendo e investindo, ainda que não seja no patamar esperado pelo mercado, devido, sobretudo, à expectativa pela reforma da Previdência “Existe uma probabilidade muito grande de, após a aprovação da reforma da Previdência, haver a entrada de um montante significativo de capital estrangeiro no Brasil, o que vai fazer com que esses termos como incerteza e crise, de certa forma, acalmem, e esse indicador vai perceber que essas palavras estão sendo menos posicionadas, apresentadas nas mídias, o que vai fazer com que esse índice caia”, afirma.

Mercado de ações

O assessor de investimentos da Conceito Investimentos também acrescenta que esse cenário pode gerar certa preocupação para os investidores que estão entrando agora no mercado de ações, mas também representa uma oportunidade para o investidor mais experiente. “O investidor experiente pode se beneficiar de um eventual recuo da Bolsa de Valores, por exemplo, pois ele poderá comprar ações de empresas que já estão vendo resultados positivos, geração de caixa etc. Esses investidores vão se beneficiar no longo prazo”, explica Rafael Meyer, reforçando que acredita na aprovação da reforma da Previdência, o que deve fazer o Indicar de Incerteza da Economia recuar.

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Último dia para declarar o IRPF 2019: atraso gera multa, saiba como evitar

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de Abril de 2019

Hoje, terça-feira (30) é o último dia para o contribuinte enviar o formulário de Imposto de Renda 2019. Até a última segunda-feira a Receita Federal tinha arrecadado 25,2 milhões de formulários, no entanto o Fisco espera que 30,5 milhões de brasileiros prestem contas com o leão. A multa mínima para quem não conseguir enviar as informações dentro do prazo é de R$ 165,74, e máxima de 20% do imposto sobre a renda devido.

O professor Fellipe Guerra aconselha ao contribuinte enviar os dados à Receita, mesmo que com algumas informações pendentes. “O prazo se encerra às 23h59m59s, o contribuinte que ainda está reunindo informações, deve priorizar os informes de rendimento (trabalho assalariado, investimentos financeiros, entre outros), o importante é enviar dentro do prazo, e caso seja necessário, enviar, posteriormente à Receita uma correção,”pontua o professor.

Para fazer a retificação, o contribuinte precisará do número de recibo da declaração original (que está com erro, ou incompleta), caso seja feito uma ou mais retificações do IRPF 2019, deverá usar o número do recibo mais recente, esclarece Fellipe.

Sobre Fellipe Guerra

Fellipe é um dos principais professores nas áreas contábil e tributária do Brasil. Contador e autor do Livro “Descomplicando o SPED”, Tributarista Formado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, Mestre em Administração e Controladoria pela Universidade Federal do Ceará – UFC e faz doutorado em Ciências da Informação na Universidade Fernando Pessoa em Portugal. É coordenador do MBA em Contabilidade, Auditoria e Gestão Tributária do IPOG, sendo eleito um dos contadores mais influentes da internet e é sócio do Grupo Compliance.

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Juazeiro do Norte tem alta de 7,4% nas exportações de calçados

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

25 de Abril de 2019

O município de Juazeiro do Norte, um dos principais produtores de calçados do Brasil, exportou US$ 98,9 mil no primeiro bimestre de 2019. O valor representa um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, as exportações têm um peso pequeno no comércio internacional do município. O forte da cidade são as importações. O total importado por Juazeiro do Norte no período foi de US$ 631,7 mil, o que faz a cidade ocupar o 16º lugar no ranking dos municípios que mais importam no Ceará. Com o grande volume de importações, o saldo comercial do bimestre registrou um déficit de US$ 532,8 mil. Os dados são de estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Os calçados são os únicos produtos da pauta exportadora de Juazeiro e a Argentina foi o único país que importou os calçados juazeirenses.

As importações registradas no período tiveram uma queda de 8,9%. Os principais produtos importados foram papéis e cartões. Desses produtos, o município adquiriu US$ 351,6 mil do exterior, volume 85,5% maior que o do primeiro bimestre de 2018. Aparelhos para impressão aparecem no segundo lugar no ranking dos produtos mais importados, com US$ 76,69 mil ao todo. Entre os parceiros comerciais de Juazeiro do Norte, destaca-se a China, que vendeu para a cidade US$ 280 mil no período. Espanha e Paraguai vêm em seguida, ambos com mais de US$ 170 mil e crescimentos de 42% e 172,1%, respectivamente.

Centro Internacional de Negócios da FIEC apoia a internacionalização das empresas cearenses e promove ações estratégicas, de capacitação e relações institucionais, com o objetivo de impulsionar as exportações e importações da indústria do Ceará. Faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), que junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Observatório da Indústria formam o Sistema FIEC.

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Investidor deve ficar atento na hora de declarar o Imposto de Renda

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de Abril de 2019

A poucos dias para o fim do prazo para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que segue até a próxima terça-feira (30), os contribuintes precisam se apressar para prestar contas com o Leão, informando, inclusive, os investimentos que realizaram ao longo de 2018. Na hora de preencher a declaração do IRPF, o investidor deve estar atento para as aplicações que são isentas e para a forma correta de informar os investimentos que são tributados.
Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos
“Investir é uma das melhores práticas para poupar dinheiro, aumentar patrimônio e obter uma maior tranquilidade financeira no futuro. No entanto, em boa parte dos investimentos, existe a incidência do Imposto de Renda sobre a rentabilidade e a obrigatoriedade de declarar as aplicações. É muito importante que o investidor conheça as formas de apuração e do pagamento de impostos e como declará-los. O investidor obteve lucro com um investimento, ganho de capital, valorização da cota? Se sim, será tributado. Mas existem alguns investimentos que são isentos, como: LCI, LCA, Poupança, CRI e CRA”, explica Rafael Meyer, assessor de investimentos da Conceito Investimentos.
De acordo com ele, o total das aplicações mantidas não influencia na tributação.  Assim, caso o investidor tenha, por exemplo, um patrimônio de R$ 300 mil em ativos de renda fixa ou variável e obtenha um lucro de apenas R$ 100, ele pagará imposto sobre a renda somente do valor do lucro. O assessor da Conceito destaca ainda que existem formas diferentes de pagar o Imposto de Renda sobre investimentos, dependendo da categoria das aplicações realizadas.  “Os ativos de renda variável, por exemplo, exigem que o investidor apure e pague os impostos até, no máximo, o último dia útil do mês seguinte ao encerramento da operação, através de um documento chamado DARF. Já nos ativos de renda fixa, os impostos sobre a rentabilidade serão sempre retidos pela instituição ou corretora que faz a custódia delas. Nesse caso, o investidor não precisa se preocupar com a apuração e o pagamento e de tributos”, diz Rafael Meyer.
 Filipe Albuquerque, Sócio diretor da V8 Capital
A afirmação é reforçada pelo sócio diretor da V8 Capital, Filipe Albuquerque. “A maior parte dos investimentos já é tributada na fonte, não precisa emitir a guia para pagar. A maioria dos bancos oferece um relatório consolidado dos impostos para a declaração do imposto de renda. O que é mais complexo é quando a pessoa tem operações de compra e venda de ações. Essas operações não têm a tributação automática. O certo é a pessoa, todo mês, calcular o que ganhou ou perdeu. Se tiver lucro, ela emite a guia. Se tiver prejuízo, tem que registrar aquele prejuízo. Existem sistemas próprios para isso. No Imposto de Renda, você pode usar seu prejuízo para deduzir do seu lucro. Por exemplo, se eu perdi R$ 10 mil em janeiro e ganhei R$ 20 mil em fevereiro, eu posso usar os R$ 10 mil que eu tive de prejuízo para abater do meu lucro de fevereiro, pagando o imposto só sobre R$ 10 mil”, comenta Albuquerque.
ALÍQUOTAS
As alíquotas do Imposto de Renda também variam conforme o tipo de investimento. “Encontrada a base do ativo de renda variável, caso tenha obtido lucro, você irá aplicar a alíquota de 15% de Imposto de Renda para operações com prazo superior a um dia, e 20% para operações de um único dia. Existe a possibilidade de o investidor não ser tributado, caso tenha vendido menos de R$ 20 mil de ações dentro de um único mês. Já na renda fixa, as alíquotas variam entre 15% e 22,5%, dependendo do prazo”, comenta Rafael Meyer.
O assessor de investimentos da Conceito Investimentos reforça que, normalmente, no início de março de cada ano, o investidor recebe da instituição financeira ou da corretora da qual é cliente um relatório das movimentações no mercado financeiro, sendo crucial que o investidor utilize essas informações de forma correta na declaração do Imposto de Renda para não haver inconsistências.
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Célio Studart lidera ranking de projetos de lei apresentados na Câmara

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de Abril de 2019

Além da causa animal, deputado tem propostas em várias outras áreas, como defesa do consumidor, educação e meio ambiente

Em menos de três meses de mandato, Célio Studart (PV-CE) é o deputado que mais apresentou projetos de lei neste ano. Foram 86, segundo dados da Secretaria Geral da Mesa da Câmara obtidos na segunda-feira (22). Em seguida, aparece o ex-senador José Medeiros (PODE-MT), com 59.

Uma das propostas do jovem parlamentar cearense inclusive já foi aprovada pelo Plenário da Câmara neste mês e seguiu para o Senado: o que dá prioridade aos autistas em processos administrativos e judiciais.

As propostas de Célio abrangem não apenas a sua principal bandeira – a causa animal, tema de 27 projetos protocolados – mas também áreas como defesa do consumidor, meio ambiente, segurança pública, proteção das mulheres, saúde e educação. Vários desses projetos já foram despachados para análise das comissões.

Ao comentar a liderança no ranking nacional em seu perfil no Instagram, Célio destacou o caráter democrático na elaboração das proposições legislativas. “Nosso mandato tem se reunido com pessoas que representam diversos segmentos da sociedade, especialmente aqueles que mais precisam de mudanças na legislação para que seus direitos sejam respeitados. E compreendendo as sugestões que diariamente recebemos, estudamos como melhorar nossas leis e, assim, cumprimos uma de nossas missões, que é propor leis e lutar pela sua aprovação”, ressaltou.

EXEMPLOS

O primeiro projeto de lei do mandato foi protocolado já em 4 de fevereiro: o que agrava a pena do crime de maus-tratos de animais e tipifica o crime de abandono.

Na área ambiental, por exemplo, Célio apresentou um PL que estabelece a aplicação de multa para quem descartar lixo fora dos equipamentos destinados para esse fim nas praias. Segundo a proposição, o dinheiro arrecadado deve ser destinado para campanhas de conscientização sobre o respeito ao meio ambiente.

Já na área do Direito do Consumidor, o parlamentar protocolou, entre outros, projeto de lei que proíbe que companhias aéreas brasileiras cobrem valores extras por bagagens.

No âmbito da Educação, Célio Studart propôs, por exemplo, a implementação de medidas de conscientização, combate e prevenção do bullying na educação básica de instituições públicas e particulares.

Também está na lista projeto de lei que proíbe que pessoas condenadas por corrupção sejam homenageadas em bens públicos.

Ao todo, já foram protocolados cerca de dois mil projetos de lei na atual legislatura, iniciada em fevereiro. Todos estão disponíveis para consulta no site da Câmara.

Confira todos os projetos de lei já protocolados pelo deputado Célio Studart: http://bit.ly/2XDcpwc

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Confiança do empresário cearense continua em alta no mês de abril

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de Abril de 2019

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Ceará continua em alta. Em abril, o indicador marcou 56,5 pontos, sendo o nono mês consecutivo acima dos 50 pontos. Quando comparado ao mês de março, o índice caiu 2,9 pontos e ficou abaixo de sua média histórica, que é de 56,6 pontos. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No Brasil, o ICEI atingiu 58,4 pontos em abril, novamente indicando alta confiança do empresariado brasileiro. O resultado nacional é 0,1 ponto maior que o do mês anterior e bem acima da média histórica de 54,9 pontos.

A Indústria da Transformação marcou 58,0 pontos em março, resultado 2,4 pontos menor que no mês anterior (60,4 pontos). Mesmo assim, a Indústria da Transformação segue acima de sua média histórica, de 52,9 pontos.

O Índice de Confiança da Indústria da Construção cearense marcou 46,4 pontos. Uma queda significativa de 11,5 pontos em relação ao mês de março e abaixo da média histórica de 53,4 pontos.

O mês de abril representa o terceiro mês consecutivo de queda da confiança do empresariado cearense. Após um período de forte elevação seguindo o período eleitoral, o ano de 2019 iniciou com seguidas quedas no ICEI. Apesar disso, o índice permanece próximo à média histórica, embora com grande diferença entre os setores.

Saiba mais

Observatório da Indústria da FIEC tem a missão de contribuir para o desenvolvimento industrial do Ceará por meio da geração, uso e disseminação de conhecimento especializado. Para tanto, disponibiliza plataforma com informações socioeconômicas, de mercado, tecnológicas e de comércio exterior, entre outros. O Observatório junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Centro Internacional de Negócios formam o Sistema FIEC.

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Confiança do empresário cearense continua em alta no mês de abril

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de Abril de 2019

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Ceará continua em alta. Em abril, o indicador marcou 56,5 pontos, sendo o nono mês consecutivo acima dos 50 pontos. Quando comparado ao mês de março, o índice caiu 2,9 pontos e ficou abaixo de sua média histórica, que é de 56,6 pontos. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No Brasil, o ICEI atingiu 58,4 pontos em abril, novamente indicando alta confiança do empresariado brasileiro. O resultado nacional é 0,1 ponto maior que o do mês anterior e bem acima da média histórica de 54,9 pontos.

A Indústria da Transformação marcou 58,0 pontos em março, resultado 2,4 pontos menor que no mês anterior (60,4 pontos). Mesmo assim, a Indústria da Transformação segue acima de sua média histórica, de 52,9 pontos.

O Índice de Confiança da Indústria da Construção cearense marcou 46,4 pontos. Uma queda significativa de 11,5 pontos em relação ao mês de março e abaixo da média histórica de 53,4 pontos.

O mês de abril representa o terceiro mês consecutivo de queda da confiança do empresariado cearense. Após um período de forte elevação seguindo o período eleitoral, o ano de 2019 iniciou com seguidas quedas no ICEI. Apesar disso, o índice permanece próximo à média histórica, embora com grande diferença entre os setores.

Saiba mais

Observatório da Indústria da FIEC tem a missão de contribuir para o desenvolvimento industrial do Ceará por meio da geração, uso e disseminação de conhecimento especializado. Para tanto, disponibiliza plataforma com informações socioeconômicas, de mercado, tecnológicas e de comércio exterior, entre outros. O Observatório junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Centro Internacional de Negócios formam o Sistema FIEC.