Publicidade

Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Análise

Internet das Coisas traz riscos e oportunidades de expansão, aponta IEEE

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

20 de Abril de 2018

Embora haja ameaças de segurança que devem ser enfrentadas, a Iot também abre grandes possibilidades de inovação e negócios,

segundo a maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos para benefício da humanidade.

Nos próximos dois anos, pesquisas preveem um crescimento exponencial da chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês): cerca de 50 bilhões de equipamentos e aparelhos conectarão boa parte das empresas e pessoas a seus carros, lares, comunidades, informações de saúde e trabalho, o que vai tornar disponível uma enorme quantidade de dados. Quais os riscos e as oportunidades potenciais que surgirão com esse fenômeno, de acordo com IEEE, maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos para benefício da humanidade?

Artur Ziviani, membro sênior da IEEE e pesquisador do Laboratório Nacional de Computação Científica, aponta três grandes desafios imediatos relacionados à segurança e a potenciais vulnerabilidades de equipamentos da IoT. “Nesse contexto, encontrar o equilíbrio entre nível adequado de segurança e custo desses dispositivos, a fim de manter sua implementação acessível e viável em larga escala, é um desafio-chave”, afirma Ziviani. “Considerando a potencial implantação em grande escala de muitos dispositivos de IoT, torná-los suficientemente seguros é um desafio para evitar seu uso malicioso, bem como proteger informações geradas por esses dispositivos”. Nesse sentido, acrescenta o membro do IEEE, a preservação da privacidade também é um desafio para os dispositivos de IoT.

Raul Colcher, também membro sênior da  IEEE e CEO da consultoria Questera, considera que o mais crítico desafio para a IoT se relaciona a aspectos de segurança e privacidade. “Com a crescente conscientização e maturidade de grandes redes de dispositivos para processos de automação cada vez mais críticos e sofisticados, torna-se crucial projetar uma proteção robusta contra possíveis ataques de hackers, terroristas e até mesmo da guerra cibernética por forças militares estrangeiras”, alerta Colcher.

Um segundo desafio derivaria do grande volume de normas necessárias, algumas delas relativamente complexas, refletidas nos programas de trabalho das organizações de normas nacionais e internacionais, consórcios e grupos de interesse. “Nem todos esses padrões estarão prontos no próximo ano, causando incerteza, diminuição da escala de mercado para fornecedores de dispositivos e software e perdas inevitáveis de investimentos por parte dos usuários finais”, observa Colcher.

“Uma terceira área desafiadora tem a ver com a necessidade de integração e colaboração. Com o surgimento de grandes aplicativos interorganizacionais de IoT, sistemas e redes terão de cooperar e ser integrados a outros processos internos e externos de organizações de usuários, o que exige modelos de referência, arquiteturas maduras, plataformas padrão, APIs, etc.”, acrescenta membro do IEEE.

Inovações na IoT

Nem só alertas e cenários incertos envolvem o futuro da IoT, mas também possíveis inovações que terão impacto na vida de todos nós. Para Ziviani, “inovações na análise de big data, incluindo pesquisa de dados e aprendizado de máquina, devem aprimorar os recursos para  processamento e  integração de dados de fontes heterogêneas da IoT. Estes também devem incluir pessoas que atuam como sensores participativos por meio de seu papel em redes sociais on-line, por exemplo”. Nesse sentido, Ziviani destaca a tendência de atrair as pessoas à IoT, considerando o comportamento humano no desenvolvimento de serviços mais centrados no usuário, adaptados a usuários individualizados. “Naturalmente, o desafio aqui é fornecer serviços individualizados que os usuários considerem úteis e benéficos, preservando a privacidade de cada um. Essa integração de dados de muitas fontes heterogêneas e análises em tempo real em escala são fundamentais para cenários previstos de IoT, como cidades inteligentes”.

Já na opinião de Colcher, embora um grande número de inovações vá impactar o desenvolvimento e o uso da IoT, “se estreitarmos nosso foco nos avanços realmente necessários para fazê-la funcionar de maneira adequada e permitir a difusão da tecnologia, o destaque principal são as plataformas de telecomunicações e, em especial, as funcionalidades 5G adequadas para apropriações na rede da IoT”, afirma o engenheiro.

Uma segunda área de inovação importante é a de energia: “Devemos esperar coisas como dispositivos de ponta de IoT mais eficientes, melhores maneiras de fornecer energia para dispositivos relacionados à IoT e novas tecnologias relacionadas à computação para aumentar a eficiência de energia de wearables e outros dispositivos de IoT com computação intensa”, prevê Colcher.  

Uma terceira área de impacto será a de ciência de dados (data science) e Inteligência Artificial, acrescenta o engenheiro, “para as quais os sistemas de IoT certamente serão uma fonte importante de dados, exigindo sistemas mais complexos de ferramentas e algoritmos, sobretudo em contextos de segurança e análise preditiva”.

Benefícios à economia

E quais seriam os setores da economia que mais se beneficiarão com a avanço da IoT? Para Artur Ziviani, a área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC, na sigla em inglês) será beneficiada tanto como fornecedora de equipamentos de IoT quanto como desenvolvedora de soluções integradas para análise de dados em larga escala. Embora a IoT vá exercer grande impacto em muitas áreas, como saúde, automação, mobilidade e segurança, entre outras, seu avanço em diferentes setores depende de muitos aspectos econômicos, políticos e sociais de cada país, ressalva o engenheiro do IEEE. “No Brasil, considerando o potencial de investimentos em soluções inovadoras, o agronegócio será impactado com diretamente pelos equipamentos de IoT e análise de dados para otmizar cada área de produção”, prevê Ziviani.

Raul Colcher também aponta a TIC como área  a ser beneficiada. “Em particular, é provável que a evolução de redes de Internet e telecomunicações se relacione diretamente à evolução da tecnologia da IoT”, acrescenta Colcher. No caso de usuários dessa tecnologia, previsões destacam saúde, automação industrial, mobilidade urbana e cidades inteligentes como os setores que mais se utilizarão da IoT para avançar suas atividades. Também ratificando as previsões de Ziviani, Raul Colcher ressalva que esses avanços dependem de condições econômicas, tecnológicas, regulatórias e até culturais de cada país, o que implicará em diferentes cenários e ritmos. E igualmente prevê que, no Brasil, o setor de agronegócio desempenhará um importante papel nos rumos do mercado.

Sobre a IEEE

 Por meio das suas publicações altamente citadas, conferências, padrões de tecnologia e atividades profissionais e educacionais, IEEE é a voz de confiança numa ampla variedade de áreas da engenharia, desde de sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações até engenharia biomédica, energia elétrica e eletroeletrônica de consumo. Saiba mais em http://www.ieee.org.

leia tudo sobre

Publicidade

Cai o número de consumidores de Fortaleza com dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

22 de Março de 2018

Em março, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso reduziu -4,8 pontos percentuais, passando de 25,4% dos consumidores em fevereiro, para 20,6% neste mês. É o que aponta a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).

No entanto, o levantamento também revela que 71,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. Neste mês, o índice veio +1,2 pontos percentuais acima do indicador do último mês de fevereiro (70,5%), sendo o mais elevado desde junho de 2016, quando alcançou a taxa de 73,8%.

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, ou seja, a diferença entre a renda e os gastos correntes, citado por 54,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 40,3%, seguido da contestação das dívidas (9,3%).

 

Comprometimento da renda

De acordo com a pesquisa, os consumidores utilizaram crédito para: consumo de itens de alimentação (56,5% das respostas); realização de despesas de educação e saúde (40,2%); compra de artigos de vestuário (36,2%); e aquisição de eletroeletrônicos (33,9%).

 

Já o valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.420, com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

Em relação à taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, caiu -2,1 pontos percentuais, passando de 10,1%, em fevereiro, para 8,0% neste mês.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 8,1%), com idade acima de 35 anos (10,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,1%).

 

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também mostra que 73,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 13,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se: a falta de orçamento e controle dos gastos, com 39,5%; o aumento dos gastos considerados essenciais (25,5%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (21,2%); compras antecipadas (20,9%); redução dos rendimentos (18,8%); e facilidade de acesso ao crédito (13,2%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento

 

Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

Publicidade

Nova pesquisa mostra um claro hiato entre as ações  e a consciência das empresas sobre riscos climáticos

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de Março de 2018

 

Embora uma maioria significativa de empresas informe amplo controle de assuntos relacionados ao clima, apenas 1 em cada 10 atualmente oferece incentivos para que os membros do conselho gerenciem riscos e oportunidades relacionados ao clima. A responsabilidade pela ação climática ainda não está vinculada às remunerações dos conselhos de administração ou das equipes de administração;

Empresas na França, no Reino Unido e na Alemanha estão liderando a divulgação de informações em três das quatro áreas temáticas destacadas pela ForçaTarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) – Governança, Gestão de Riscos, Métricas e Metas;

As empresas da China, os setores de saúde e finanças estão atrasados nas quatro áreas de divulgação identificadas pela TCFD, embora a China continue a ser um mercado de divulgação a ser observado em 2018 à medida que novas políticas de reporte obrigatório entrarem em vigor;

Novos regulamentos estão melhorando a divulgação corporativas sobre clima e ampliando a diferença entre líderes e retardatários;

As organizações que seguem a TCFD são encorajadas a realizar uma análise de como elas funcionarão em diferentes cenários, incluindo um mundo de 2 ° C ou inferior.

Um novo relatório divulgado hoje pelo CDP e CDSB mostra que há uma lacuna entre a forma como as empresas identificam riscos e oportunidades relacionados ao clima e como eles estão se preparando para enfrentá-los.

A pesquisa em 1.681 empresas em 14 países e 11 setores que divulgam seus dados para o CDP analisa as quatro áreas de divulgação identificadas pela ForçaTarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) – governança, estratégia, gerenciamento de riscos e métricas e metas – e destaca se as empresas em setores e países específicos estão preparadas para divulgar informações sob esses temas.

A grande maioria das empresas reconhece que as mudanças climáticas representam riscos financeiros para seus negócios, com 83% das empresas reconhecendo os riscos físicos e 88% identificando mudanças políticas / novos regulamentos como os principais riscos de transição para uma economia de baixo carbono.

Mas quando se trata de tornar a conscientização em ação, ainda há uma desconexão em muitos setores e países. Por exemplo, mais de 8 em cada 10 empresas supervisionam as mudanças climáticas no nível do conselho, mas apenas 1 em 10 oferece incentivos para a gestão de questões de mudança climática.

Jane Stevensen, Diretor de Engajamento da Força Tarefa no CDP, disse: “Em geral, vemos que existe um nível de preparação de superfície das empresas em todo o mundo para supervisionar o risco e a oportunidade do clima no nível do conselho. Os principais impulsionadores são a ação dos investidores, a reputação da empresa e a reação do consumidor ao risco climático. O que não estamos vendo é o aumento da governança que se traduza em mitigação da mudança climática. 2018 é o ano em que as empresas precisam intensificar a ação climática à medida que nos aproximamos do ponto de inflexão. Fundamental para isso é conduzir o engajamento no nível do conselho com o risco climático para o restante da organização “.

Simon Messenger, Diretor Geral, Climate Disclosure Standards Board disse: “Esta análise mostra que as implicações financeiras das mudanças climáticas estão agora firmemente na porta das empresas e devem ser integradas em processos de toda a empresa. Agora é o momento de estabelecer estratégias claras para enfrentar a exposição das empresas aos riscos climáticos e aproveitar as novas oportunidades econômicas. Também é claro que a gestão de questões ambientais não pode mais ser responsabilidade exclusiva das equipes de sustentabilidade: é necessário que seja uma área prioritária para os conselhos das empresas garantirem que ela esteja verdadeiramente incorporada às suas prioridades estratégicas. Estamos mais do que nunca em um ponto crítico entre incorporar sistematicamente uma falha de mercado ou abraçar uma grande oportunidade de inovar e crescer “.

Uma das principais recomendações da ForçaTarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima do Conselho de Estabilidade Financeira é que as organizações descrevam a resiliência de sua estratégia a diferentes cenários relacionados ao clima, incluindo um cenário de 2 ° C ou menor. O cumprimento desta recomendação faz parte do próximo ciclo de relatórios do CDP, e este relatório, portanto, concentra as outras recomendações-chave.

Nove meses após o lançamento das recomendações da TCFD, houve uma importante atividade reguladora, de investidores e de empresas e interesse em desenvolver a paisagem para divulgação em muitas geografias. O desafio agora é avançar com essa divulgação e incorporá-la à estratégia e à cultura corporativas, desde o conselho até a linha de frente e estabelecer metas reais de redução de emissões e de energia renovável.

Para a análise completa, leia o relatório aqui.

China
• Menor percentual de empresas que divulgam emissões de GEE em todo o Escopo 1, 2 e 3
• A menor proporção (24%) identificando reputação e / ou alteração do comportamento do consumidor como fatores de risco
• Progresso esperado na adoção do preço do carbono (28% prevêem usá-lo até 2019)

França
• Segunda maior proporção de empresas que oferecem incentivos ao conselho para a gestão de questões relacionadas com mudança do clima (25%)
• Maior proporção de empresas que oferecem produtos ou serviços de baixo carbono que permitem emissões evitadas (78%)
• 67% das empresas identificam a reputação e / ou a mudança do comportamento do consumidor como um risco
• 74% das empresas relatam uma diminuição das emissões resultantes de atividades de redução de emissões

Alemanha
• Maior proporção de empresas que oferecem incentivos ao conselho para gerenciamento de questões de mudança climática (29%)
• Apenas 88% das empresas divulgam emissões de Escopo 1
• Somente 35% das empresas usarão preços de carbono em 2019

Norte da América (EUA + Canadá)
• Os EUA têm menor proporção usando (15%) e preparando-se para usar (9%) preços de carbono
• EUA têm menor proporção com supervisão do conselho (66%)
• Canadá tem a menor proporção proporcionando incentivos ao conselho para o gerenciamento das questões de mudança climática (2%)
• O Canadá tem a segunda menor proporção de produtos ou serviços de baixa emissão de carbono que permitem emissões evitadas (54%)

Reino Unido
• Maior proporção de empresas com supervisão do conselho a temas relacionados com mudanças climáticas (96%)
• Maior proporção de empresas que divulgam as emissões de Escopo 1 e 2 (> 97%)
• Apenas 17% das empresas financeiras divulgaram as emissões do Escopo 3 de seus investimentos
• Somente 35% das empresas usarão preços de carbono em 2019

Sobre CDP –  é uma organização internacional sem fins lucrativos que impulsiona empresas e governos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, proteger os recursos hídricos e proteger as florestas. Provedor de pesquisa climática número um votado pelos investidores e trabalhando com investidores institucionais com ativos de US $ 87 trilhões, alavancamos o poder do investidor e do comprador para motivar as empresas a divulgar e gerenciar seus impactos ambientais. Mais de 6.300 empresas, com cerca de 55% da capitalização do mercado global, divulgaram dados ambientais através do CDP em 2017. Isso além de mais de 500 cidades e 100 estados e regiões que divulgaram, tornando a plataforma do CDP uma das fontes mais ricas de informações globais sobre como as empresas e governos estão conduzindo a mudança ambiental. CDP, anteriormente Carbon Disclosure Project, é um membro fundador da We Mean Business Coalition. Visite www.cdp.net ou siga-nos @CDP para saber mais.

Sobre o CDSB  – O Conselho de Normas de Divulgação do Clima (CDSB) é um consórcio internacional de nove ONGs empresariais e ambientais. Estamos empenhados em avançar e alinhar o modelo global de relatórios corporativos globais para equiparar o capital natural com o capital financeiro. Fazemos isso oferecendo às empresas uma estrutura para o relatório de informações ambientais com o mesmo rigor que a informação financeira. Coletivamente, buscamos contribuir para sistemas econômicos, sociais e ambientais mais sustentáveis.

Publicidade

Análise: Educação digital em 2018: do linear para o exponencial

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

18 de Janeiro de 2018

Ronaldo Mota*

Comportamentos de variáveis ao longo do tempo podem ser descritos por modelos matemáticos.  Dois dos modelos mais utilizados são: o modelo linear, representado por funções do tipo y = ax + b, e o modelo exponencial, no qual se empregam funções do tipo y =  beax.  Um exemplo atual interessante é o número de matrículas na modalidade Educação a Distância (EaD) no ensino superior brasileiro. Os dados mais recentes, ainda não oficiais, indicam que, provavelmente, neste ano o crescimento exponencial seja evidenciado.

O número de matrículas EaD vem crescendo de forma contínua e sustentável por mais de uma década, tendo atingido quase 1,5 milhão em 2016, o que já representa uma participação de quase 20% do total de matrículas da educação superior. Interessante observar também que o número de matrículas em cursos de graduação presencial diminuiu nos últimos anos (decréscimo de 1,2% entre 2015 e 2016, enquanto na EaD o aumento de matrículas foi de 7,2%). Se considerarmos que no ensino presencial a adoção da EaD no limite superior de 20% está, praticamente, universalizada, poderemos afirmar que, antes do final desta década, mais da metade das atividades didáticas serão ministradas via EaD.

Em 2017, foi inaugurado um novo marco regulatório para o ensino superior brasileiro, o qual tende a induzir mudanças mais profundas e abrangentes ao longo da próxima década. Destaque-se que a separação abrupta entre as duas modalidades, presencial e a distância, conforme previsto em lei, é algo peculiar do Brasil. No restante do mundo, a grande tendência é o modelo híbrido, o qual visa a combinar, com bastante liberdade e customizado caso a caso, as melhores ferramentas advindas tanto das experiências presenciais como não-presenciais. O que torna ainda mais complexo este processo é que, à luz de uma nova realidade baseada em educação híbrida, flexível e aberta, o próprio conceito atual de presencialidade, em poucos anos, se perderá por completo, quando sequer saberemos distinguir a presença da criptopresença.

Antes de novas considerações, recuperemos um pouco da história recente. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) inovou ao abrir a possibilidade de EaD em todos os níveis e modalidades de ensino. No ano de 1998, dois Decretos publicados caracterizaram EaD e regulamentaram a LDB, definindo competências entre os sistemas federal, estaduais e municipais. Posteriormente, duas Portarias do MEC (uma de 2001 e outra de 2004) trataram da possibilidade de introdução de métodos não-presenciais na organização curricular e pedagógica dos cursos superiores reconhecidos. No entanto, enquanto modalidade com alguma escala em cursos regulares de graduação, o ano de 2006 pode ser considerado, de fato, o nascedouro efetivo da EaD no Brasil. Tenho a satisfação de ter acompanhado de perto, enquanto secretário nacional de Educação a Distância do MEC na ocasião, todos esses primeiros passos.

Distintamente da educação presencial, na educação digital a escala não compromete a qualidade, muito pelo contrário. Todos os especialistas internacionais têm segurança em afirmar que a racionalidade e a economicidade envolvidas na utilização das tecnologias digitais na educação permitem baixar custos e aumentar qualidade simultaneamente. A ênfase na aprendizagem independente, centrada no aprender a aprender ao longo de toda vida, e o ensino baseado em metodologias ativas e em solução de problemas são novidades já incorporadas, ainda que preliminarmente. Enfim, metodologias que levem em conta as características personalizadas de cada educando, suas demandas específicas e os ambientes peculiares do mundo do trabalho contemporâneo são exemplos de iniciativas positivas em curso.

            Se no século passado a capacidade de memorizar conteúdo e a aprendizagem de técnicas e procedimentos eram o centro, atualmente o amadurecimento dos níveis de consciência do educando acerca de como ele aprende torna-se gradativamente mais relevante. Em termos mais simples, aprender a aprender passa a ser tão ou mais importante do que aquilo que foi aprendido.

            Pessoas educadas são essenciais para a melhoria da qualidade de vida e para o aumento da competitividade e produtividade de um país. A formação de cidadãos aptos a desempenharem tarefas complexas é missão urgente e imprescindível. Explorar esta nova realidade, onde todos aprendem, aprendem o tempo todo e cada um aprende de forma personalizada, é, portanto, o maior de todos os desafios do mundo da educação.

*Chanceler da Estácio

Publicidade

Secovi participa de debate no TST sobre reforma trabalhista e impactos no setor imobiliário

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de novembro de 2017

 

A reforma trabalhista, que entrará em vigor em breve, deve refletir positivamente no mercado imobiliário. As mudanças na legislação prometem impulsionar o setor, especialmente pela geração de empregos e a possibilidade de negociação entre patrão e empregado.

Nesta quinta-feira (30) o presidente do Sindicato da Habitação do Ceará (Secovi-CE), Sérgio Porto, participa da cerimônia de abertura do seminário ‘Reforma Trabalhista e os Impactos no Setor Imobiliário’, no plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Criado para esclarecer os impactos da nova reforma para o setor, que emprega aproximadamente 2,4 milhões de pessoas em todo o Brasil, o evento segue até o dia 1° de dezembro, e ainda deve discutir a Lei Federal 13.097/2015, que introduz o Corretor Associado na relação trabalhista entre corretores de imóveis e imobiliárias.

“Vamos participar ainda deste segundo momento para amadurecer o debate entorno da relação do corretor com a imobiliária, à luz da Lei do Corretor Associado e das convenções coletivas que deverão ser celebradas para regularizar e dar segurança jurídica a essa relação”, explica Sérgio Porto.

Seminário
Voltado ao público que se relaciona, direta e indiretamente, com o setor imobiliário, o evento é gratuito e conta com a coordenação científica do ministro Alexandre Agra Belmonte, que abriu o seminário ao lado do ministro Ives Gandra Martins Filho, presidente do TST – que apresentará a palestra magna – e da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi.

A programação também contará com palestras dos ministros do TST Aloysio Correa da Veiga, Douglas Alencar Rodrigues, Walmir Oliveira da Costa, Guilherme Augusto Caputo Bastos, Breno Medeiros e Claudio Mascarenhas Brandão, além de membros da advocacia especializados em Direito Imobiliário e representantes das entidades do setor.

 

Serviço: A abertura acontece nessa quinta-feira, dia 30 de novembro, às 17h, no Auditório Ministro Mozart Victor Russomanno, 5o. andar do Bloco B do edifício do TST, em Brasília (DF).

 

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
Publicidade

Como aproveitar a viagem sem dores de cabeça

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

28 de novembro de 2017

Pensar em segurança é fundamental quando se programa uma viagem, não importa o motivo – lazer ou negócios. Para isso, o viajante deve conhecer a diferença entre a assistência viagem e o seguro oferecido pelos cartões de crédito. Para detalhar as duas modalidades, a Multiplus, destaca os pontos que devem ser observados antes da contratação de um seguro pelo turista.

Seguro e Assistência viagem

–        A seguradora assume todas as despesas dos atendimentos médicos e odontológicos realizados por meio de sua rede de prestadores credenciados pelo mundo.

–        O seguro pode ser contratado para mais de um passageiro e o responsável pelo pagamento não precisa ser um dos segurados.

–        As seguradoras oferecem seguro e assistência em planos com coberturas diversas, que incluem cancelamento da viagem por qualquer motivo, perda de bagagem, localização de bagagem, assistência odontológica, envio de médico ao quarto do hotel, se necessário, repatriação funerária e sanitária – caso o beneficiário sofra um acidente ou adoeça, a assistência se encarrega do retorno -, serviços de concierge e estadia do acompanhante em caso de enfermidade do titular.

Seguro viagem do cartão de crédito

–        Garante a cobertura desde que a compra da passagem aérea internacional seja realizada por meio do cartão.

–        A cobertura geralmente é exclusiva ao titular do cartão.

–        A compensação ou ressarcimento dos seguros oferecidos habitualmente pelos cartões de crédito é feita pelo modo convencional de reembolso. O cliente deve pagar pelo atendimento médico com seu próprio dinheiro para depois solicitar o reembolso seguindo os procedimentos que envolvem a utilização de tabelas de preço dos serviços e outras regras necessárias para triagem, aprovação e ressarcimento.

Vale reforçar que muitos locais exigem que os turistas tenham um seguro ou assistência viagem antes de embarcar. Na Europa, por exemplo, por conta do “Tratado Schengen” alguns países exigem que os visitantes apresentem cobertura mínima de 30 mil euros para auxílio médico em caso de doenças ou acidentes.

A contratação do seguro viagem também é uma oportunidade para acumular pontos para sua próxima viagem. A Multiplus, por meio de sua corretora de seguros, oferece a partir de 10 pontos por real gasto na contratação dos seguros da Assist Card, com segurança e facilidade.

Publicidade

Aumenta o endividamento em Fortaleza 

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de novembro de 2017

 69,6% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, chegando a uma média de mais de 60 dias de atraso nos pagamentos

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), para este mês de novembro, revela que 69,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +6,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de outubro (63,1%) e superior ao índice de novembro do ano passado (63,8%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,3 pontos percentuais, passando de 22,9% dos consumidores em outubro, para 24,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (26,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (25,9%).

O tempo médio de atraso é de 62 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 59,0% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,6%, seguido da contestação da dívida (9,8%).

Comprometimento da renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 11,5%; empréstimos pessoais, com 9,3%; e carnês e crediários, com 8,5%.

Segundo a pesquisa, o consumidor utilizou o crédito para consumo de itens de alimentação, com 57,2% das respostas; compras de artigos de vestuário (36,7%); aquisição de eletroeletrônicos (35,1%); e realização de despesas de educação e saúde (30,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.326,00 com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável, em 9,8%. Essa taxa é superior à observada em novembro do ano passado (9,2%), sugerindo uma leve tendência de alta do indicador.

 

Orçamento familiar

De acordo com a pesquisa, 12,7% dos entrevistados relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, são: a falta de orçamento e controle de gastos, com 33,2%; o aumento dos gastos considerados essenciais (26,1%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (22,4%); redução dos rendimentos (19,8%); desemprego (16,4%); e compras antecipadas (15,9%).

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

Publicidade

Chegou a vez da fruticultura

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

28 de outubro de 2017

por Eumar Roberto Novacki, Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Para sairmos de quase 7% para 10% da participação brasileira no mercado internacional em 5 anos, temos que estimular o desenvolvimento de todos os setores do agro. A fruticultura, um dos segmentos com grande potencial de exportação, tem se destacado nos últimos anos, seja na produção in natura ou na industrialização, com frutas e néctares.
O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo, com uma produção anual de 44 milhões de toneladas e com um calendário de safra ao longo do ano todo. Mesmo só perdendo para a China e a Índia no ranking de produção de frutas, exportamos menos de 2,5% da nossa produção.
Falta-nos enfoque estratégico e maturidade na cultura exportadora para a conquista de novos mercados. Exportação significa mais renda, mais empregos, mais força na economia. Só para se ter uma ideia do atual cenário, o Peru tem um território de 1.285 milhão de quilômetros quadrados, 7 vezes menor que o Brasil, mas exporta atualmente quase 4 vezes mais, gerando U$ 2,4 bilhões em receita. Outro vizinho, o Chile, com um território um pouco maior que a Bahia exporta U$ 4 bilhões em frutas. No Brasil, as exportações de frutas geram apenas U$ 700 milhões.
Cabe ressaltar o apelo social, já que o setor é um grande gerador de empregos formais. Tomando como exemplo a produção de melões no Nordeste brasileiro, são gerados em média, um posto formal de emprego por hectare. Só uma área produtora em Mossoró, gera nove mil empregos diretos. Atualmente são mais de 5 milhões de empregos em áreas onde outras atividades de produção de alimentos não seriam viáveis economicamente, como na região do semiárido. Percebemos nisso uma grande oportunidade de expansão.
Com base nesses dados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está trabalhando para consolidar o Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF), cuja expectativa é que o Brasil possa dobrar sua produção de frutas em 5 anos e aumentar, em pelo menos 50%, o volume de exportações nos próximos 3 anos.
Vamos debater os pilares para o desenvolvimento econômico da fruticultura, passando pela edição de normativos técnicos simplificados, visando além da defesa vegetal, a desburocratização e consequente redução de custos, além de discutir pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A adoção de alguns instrumentos de planejamento que compõe o plano tem a perspectiva de dar clareza aos caminhos a se percorrer em curto, médio e longo prazo, entre eles, um dos principais é a governança da cadeia produtiva.
Medidas que tornarão o setor mais forte, competitivo e capaz de atender os padrões mundiais de eficiência e sustentabilidade na produção de frutas
Apesar de extenso e complexo, o Plano voltado à fruticultura merece destaque na pauta do agronegócio brasileiro. Além de muito promissor para a economia, com geração de maior riqueza e ampla distribuição da renda, ele pretende estimular a mudança no hábito alimentar da população. Com isso, a tendência é termos maior qualidade de vida para as futuras gerações.
Ao governo não cabe a máxima: “se não atrapalhar já ajuda!” Além de não atrapalhar, temos a obrigação de estimular o desenvolvimento do setor. O Ministério da Agricultura vem trabalhando incansavelmente para que a locomotiva da economia brasileira, ganhe velocidade.
Publicidade

Estudo apresenta dados sobre a geração de empregos no CIPP

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

24 de outubro de 2017

Documento será apresentado pela STDS, IDT, Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e AECIPP

 

Data: 25 de outubro (quarta-feira)

Horário: 14 horas

Local: Auditório da Unidade do SINE/IDT do Centro – Rua Assunção, 699

 

Com objetivo de analisar o impacto na geração de empregos no entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), nos anos de 2015 e 2016, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e a Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP) divulgam, nesta quarta-feira, 25 de outubro, às 14h, no Auditório da Unidade do SINE/IDT do Centro, o estudo “O Mercado de Trabalho no Entorno do CIPP – Volume II: Dinâmica Recente”.

 

A apresentação contará com a presença do secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino, do presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, Gilvan Mendes, do Prefeito de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho, e do presidente da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Ricardo Parente.

 

Criado em 1995, o CIPP está situado nos municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no litoral oeste cearense. O Complexo possui uma área de 13.337 hectares, dos quais 7.102 hectares (53,2%) pertencem a Caucaia e 6.235 (46,8%), ao município de São Gonçalo do Amarante. Este Complexo, onde se encontram 27 empresas já instaladas ou em fase de instalação, tem como objetivo viabilizar a operação de atividades portuárias e industriais integradas, imprescindíveis ao desenvolvimento de um Complexo com características de Porto Industrial, tendo iniciado suas operações em novembro de 2001, segundo a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

Publicidade

Procura por FIDCs aumenta 38% e ganha confiança do investidor no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de outubro de 2017

Por Gerson Mineo Sakaguti

 

A instabilidade política do Brasil ainda gera desconforto por parte dos investidores. Embora a bolsa de valores, apresente alta de 4% em setembro, muitos preferem uma aplicação de baixo risco e alta rentabilidade.

Neste cenário, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) têm conquistado cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Somente no primeiro semestre de 2017, este investimento registrou alta de 38,3%, de acordo com dados divulgados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). De janeiro a junho deste ano, as aplicações nesta categoria alcançaram R$ 2,2 bilhões.

Também conhecido como Fundo de Recebíveis, o FIDC é um condomínio de investidores, que reúnem seus recursos em forma de fundo para “comprar” recebíveis de empresários. Estes, por sua vez, recebem de forma imediata o valor das vendas a prazo, convertidas em duplicatas.

Desta maneira, o fundo promove vantagem para ambos, uma vez que o empresário conseguirá contar rapidamente com um capital de giro, que poderá ser reinvestido em seu próprio negócio e o investidor terá uma aplicação segura e com retornos acima do CDI.

De fato, existem várias maneiras de se conquistar rentabilidade durante a inconsistência verificada no país, contudo, de maneira ímpar, os FIDCs se destacam por seu retorno estável.

Em outros tipos de investimentos é muito difícil estimar quais ativos serão lucrativos a médio prazo por conta da volatilidade que o cenário macro pode ocasionar.

Vale lembrar que é sempre importante avaliar quais FIDCs possuem bom histórico de rentabilidade, credibilidade e renomada administração de recursos.

No final das contas, tais fatores serão o diferencial para um investimento bem-sucedido.

 

* Gerson Mineo Sakaguti é Diretor de Captação e Câmbio da SRM.

 

Publicidade

Procura por FIDCs aumenta 38% e ganha confiança do investidor no Brasil

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

23 de outubro de 2017

Por Gerson Mineo Sakaguti

 

A instabilidade política do Brasil ainda gera desconforto por parte dos investidores. Embora a bolsa de valores, apresente alta de 4% em setembro, muitos preferem uma aplicação de baixo risco e alta rentabilidade.

Neste cenário, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) têm conquistado cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Somente no primeiro semestre de 2017, este investimento registrou alta de 38,3%, de acordo com dados divulgados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). De janeiro a junho deste ano, as aplicações nesta categoria alcançaram R$ 2,2 bilhões.

Também conhecido como Fundo de Recebíveis, o FIDC é um condomínio de investidores, que reúnem seus recursos em forma de fundo para “comprar” recebíveis de empresários. Estes, por sua vez, recebem de forma imediata o valor das vendas a prazo, convertidas em duplicatas.

Desta maneira, o fundo promove vantagem para ambos, uma vez que o empresário conseguirá contar rapidamente com um capital de giro, que poderá ser reinvestido em seu próprio negócio e o investidor terá uma aplicação segura e com retornos acima do CDI.

De fato, existem várias maneiras de se conquistar rentabilidade durante a inconsistência verificada no país, contudo, de maneira ímpar, os FIDCs se destacam por seu retorno estável.

Em outros tipos de investimentos é muito difícil estimar quais ativos serão lucrativos a médio prazo por conta da volatilidade que o cenário macro pode ocasionar.

Vale lembrar que é sempre importante avaliar quais FIDCs possuem bom histórico de rentabilidade, credibilidade e renomada administração de recursos.

No final das contas, tais fatores serão o diferencial para um investimento bem-sucedido.

 

* Gerson Mineo Sakaguti é Diretor de Captação e Câmbio da SRM.