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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Fecomércio divulga 1° pesquisa de Endividamento do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de Janeiro de 2019

O estudo apontou que o tempo médio de atraso no pagamento das contas é de 66 dias

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em janeiro de 2019, revela que a taxa de inadimplência potencial teve incremento de +1,6 pontos percentuais, passando de 6,0%, em dezembro, para 7,6%, o número de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos.

Com relação ao endividamento, 55,8% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +7,4 pontos percentuais acima do indicador do último mês de dezembro (48,4%), mas abaixo da medição de janeiro do ano passado (64,5%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso aumentou +2,0 pontos percentuais, passando de 17,3% dos consumidores em dezembro, para 19,3% neste mês – exatamente o mesmo percentual de janeiro passado.

Diferença entre endividamento e inadimplência

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado. Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Perfil do Endividado

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (20,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima entre 25 e 34 anos (22,9%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,7%).

O tempo médio de atraso é de 66 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 54,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 34,8%, seguido da perda de prazo por esquecimento (8,3%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, 55,8% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 75,5% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; carnês e crediários, com 7,7%; empréstimos pessoais, com 5,7%; e cheque especial, com 1,3%.

O consumidor utilizou o crédito para:

• Consumo de itens de alimentação (47,7% das respostas);

• Compra de artigos de vestuário (38,2%);

• Aquisição de eletroeletrônicos (36,4%); e

• Realização de despesas de educação e saúde (29,1%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.402, com prazo médio de sete meses, comprometendo 33,6% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,1% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

• A falta de orçamento e controle dos gastos, com 55,0%;

• O aumento dos gastos considerados essenciais, com 20,4%;

• As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 20,4%;

• Redução dos rendimentos, com 12,4%;

• Gastos imprevistos, com 11,6%.

• Desemprego, com 11,0%; e

• Compras antecipadas, com 6,2%;

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Fecomércio divulga 1° pesquisa de Endividamento do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

30 de Janeiro de 2019

O estudo apontou que o tempo médio de atraso no pagamento das contas é de 66 dias

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em janeiro de 2019, revela que a taxa de inadimplência potencial teve incremento de +1,6 pontos percentuais, passando de 6,0%, em dezembro, para 7,6%, o número de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos.

Com relação ao endividamento, 55,8% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +7,4 pontos percentuais acima do indicador do último mês de dezembro (48,4%), mas abaixo da medição de janeiro do ano passado (64,5%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso aumentou +2,0 pontos percentuais, passando de 17,3% dos consumidores em dezembro, para 19,3% neste mês – exatamente o mesmo percentual de janeiro passado.

Diferença entre endividamento e inadimplência

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado. Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Perfil do Endividado

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (20,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima entre 25 e 34 anos (22,9%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,7%).

O tempo médio de atraso é de 66 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 54,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 34,8%, seguido da perda de prazo por esquecimento (8,3%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, 55,8% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 75,5% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; carnês e crediários, com 7,7%; empréstimos pessoais, com 5,7%; e cheque especial, com 1,3%.

O consumidor utilizou o crédito para:

• Consumo de itens de alimentação (47,7% das respostas);

• Compra de artigos de vestuário (38,2%);

• Aquisição de eletroeletrônicos (36,4%); e

• Realização de despesas de educação e saúde (29,1%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.402, com prazo médio de sete meses, comprometendo 33,6% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,1% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

• A falta de orçamento e controle dos gastos, com 55,0%;

• O aumento dos gastos considerados essenciais, com 20,4%;

• As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 20,4%;

• Redução dos rendimentos, com 12,4%;

• Gastos imprevistos, com 11,6%.

• Desemprego, com 11,0%; e

• Compras antecipadas, com 6,2%;

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.