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por Oswaldo Scaliotti

Projeto “No Clima da Caatinga” transforma realidade no sertão

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de novembro de 2015

Levar transformações reais para o semiárido. Essa é a principal proposta do projeto No Clima da Caatinga, que chega ao final da sua segunda fase e quatro anos de atuação no sertão de Crateús – CE e Buriti dos Montes – PI.

Realizado pela Associação e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental o projeto une ações de conservação, uso sustentável, geração de renda e educação ambiental na Reserva Natural Serra das Almas em Crateús (CE) e nas 28 comunidades do seu entorno. O projeto já beneficiou mais de 3.000 famílias e tem contribuído de forma significativa para a mitigação de efeitos do aquecimento global e adaptação das comunidades locais às mudanças do clima na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.

O projeto No Clima da Caatinga acaba de produzir o documentário intitulado “Caatinga”, que está disponível para visualização e download. Nele é apresentado o bioma nordestino, suas características e aspectos surpreendentes, as ameaças produzidas pela ação humana e como conviver em harmonia com esse que é o semiárido mais rico do mundo. “O documentário representa importante ferramenta para sensibilizar a sociedade sobre os verdadeiros valores da Caatinga além de enfatizar a necessidade de preservação deste patrimônio natural único em tempos de grandes desafios climáticos enfrentados pelo nosso planeta” comenta Rodrigo Castro, coordenador geral do projeto.

Além disso, foi lançado pelo projeto um livro contendo as experiências realizadas pelos professores que participaram das capacitações de educação ambiental fornecidas pelo projeto. A publicação será distribuída entre educadores da rede pública para que as experiências práticas educativas possam ser compartilhadas com um número cada vez maior de escolas.

Com o objetivo de dar ampla divulgação às tecnologias sustentáveis disseminadas pelo projeto No Clima da Caatinga, foi produzido um kit de tecnologias da Caatinga com sete cartilhas para distribuição a cada secretaria municipal de agricultura e meio ambiente do Ceará. Os kits estão sendo distribuídos em parceria com o COMDETEC – Conselho dos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente do Ceará e a APRECE – Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará e todas as cartilhas também estão disponíveis para download através dos canais virtuais do projeto.

 

Os resultados

Ao longo dos quatro anos de projeto foi evitada a emissão de 152 mil toneladas de gás carbônico; 12 mil toneladas de CO² capturadas; 3.300 famílias envolvidas; 1.600 pessoas capacitadas pelas ações de promoção das tecnologias sustentáveis;500 educadores capacitados; 21 mil alunos envolvidos nas ações de educação ambiental; 96 hectares de Reservas Legais e Áreas de Proteção Permanente (APPs) protegidas e recuperadas; 16 nascentes tratadas e resguardadas, três novas Reservas Naturais criadas; três prêmios nacionais e internacionais conquistados e duas tecnologias do projeto certificadas.

Outro número de destaque alcançado foi o impacto conseguido pela estrutura de educação ambiental do projeto, a tenda itinerante “Caatinga, Um Novo Olhar – Entre Nesse Clima”, que já recebeu mais de 60 mil visitantes e conta com réplicas de animais da Caatinga em tamanho real e monitores para apresentar o surpreendente mundo da Caatinga através de painéis interativos.

 

Tecnologias sustentáveis

 Além de conhecidas por serem soluções práticas para a adoção de uma vida socialmente responsável, as tecnologias sustentáveis do projeto No Clima da Caatinga são ferramentas de transformação social.

A compostagem e a gestão de resíduos sólidos, feitas a partir da coleta seletiva, evitam a poluição do solo e das águas e garantem alimentos livres de contaminação. A produção de mudas e sementes nativas da Caatinga proporcionam a recuperação de áreas degradadas pela ação humana através das ações de restauração florestal e contribuem para a geração de renda nas comunidades onde é feita. O projeto trabalha com mais de 35 espécies nativas.

Florestas recuperadas garantem vida. É o caso da abelha jandaíra, espécie tipicamente sertaneja que não possui ferrão e que desapareceu do sertão nordestino em decorrência dos constantes desmatamentos e uso de inseticidas. Os cuidados com a vegetação na Reserva trouxeram a jandaíra de volta ao Ceará. O mel produzido é mais rico em nutrientes e propriedades medicinais que o das abelhas africanas, que possuem ferrão.

O uso eficiente da energia também é uma das marcas do projeto. Os paineis de captação de energia solar reduzem o consumo de energia e geram economia. O fogão ecoeficiente reduz o uso de lenha, a emissão de gás carbônico e a exposição à fumaça, que é prejudicial à saúde. Já o forno solar canaliza a luz do sol e a transforma em calor, mantendo uma temperatura ideal para preparar quase todos os tipos de alimentos. Além da energia, pensar estratégias para uma boa gestão hídrica no sertão é fundamental para lidar com a estiagem: as cisternas de placas armazenam grandes quantidades de água das chuvas que podem ser utilizadas para o consumo humano, minimizando os efeitos da seca.

 

Prêmios

 Para além de ver a vida do sertanejo mudando para melhor, o reconhecimento veio em forma de prêmios. Como a conquista na categoria Natureza do prêmio Von Martius de Sustentabilidade, um dos maiores reconhecimentos na área de sustentabilidade e meio ambiente no país.

O projeto recebeu em 2014 o título DrylandChampions, da UNCCD/Ministério do Meio Ambiente, pelas ações de combate à desertificação. Também recebeu da Presidência da República o prêmio ODM Brasil, pela importante contribuição do projeto para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O No Clima da Caatinga também conseguiu o apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal com a proposta Água Preservada – Segurança hídrica no sertão de Crateús, que estimula a reutilização da água do consumo doméstico em pequenas hortas e pomares além de promover a recuperação de nascentes e o projeto foi duas vezes certificado pelo Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, que agrega ideias comprovadamente eficazes para a solução de problemas cotidianos na vida de quem mais precisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Projeto “No Clima da Caatinga” transforma realidade no sertão

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

27 de novembro de 2015

Levar transformações reais para o semiárido. Essa é a principal proposta do projeto No Clima da Caatinga, que chega ao final da sua segunda fase e quatro anos de atuação no sertão de Crateús – CE e Buriti dos Montes – PI.

Realizado pela Associação e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental o projeto une ações de conservação, uso sustentável, geração de renda e educação ambiental na Reserva Natural Serra das Almas em Crateús (CE) e nas 28 comunidades do seu entorno. O projeto já beneficiou mais de 3.000 famílias e tem contribuído de forma significativa para a mitigação de efeitos do aquecimento global e adaptação das comunidades locais às mudanças do clima na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro.

O projeto No Clima da Caatinga acaba de produzir o documentário intitulado “Caatinga”, que está disponível para visualização e download. Nele é apresentado o bioma nordestino, suas características e aspectos surpreendentes, as ameaças produzidas pela ação humana e como conviver em harmonia com esse que é o semiárido mais rico do mundo. “O documentário representa importante ferramenta para sensibilizar a sociedade sobre os verdadeiros valores da Caatinga além de enfatizar a necessidade de preservação deste patrimônio natural único em tempos de grandes desafios climáticos enfrentados pelo nosso planeta” comenta Rodrigo Castro, coordenador geral do projeto.

Além disso, foi lançado pelo projeto um livro contendo as experiências realizadas pelos professores que participaram das capacitações de educação ambiental fornecidas pelo projeto. A publicação será distribuída entre educadores da rede pública para que as experiências práticas educativas possam ser compartilhadas com um número cada vez maior de escolas.

Com o objetivo de dar ampla divulgação às tecnologias sustentáveis disseminadas pelo projeto No Clima da Caatinga, foi produzido um kit de tecnologias da Caatinga com sete cartilhas para distribuição a cada secretaria municipal de agricultura e meio ambiente do Ceará. Os kits estão sendo distribuídos em parceria com o COMDETEC – Conselho dos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente do Ceará e a APRECE – Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará e todas as cartilhas também estão disponíveis para download através dos canais virtuais do projeto.

 

Os resultados

Ao longo dos quatro anos de projeto foi evitada a emissão de 152 mil toneladas de gás carbônico; 12 mil toneladas de CO² capturadas; 3.300 famílias envolvidas; 1.600 pessoas capacitadas pelas ações de promoção das tecnologias sustentáveis;500 educadores capacitados; 21 mil alunos envolvidos nas ações de educação ambiental; 96 hectares de Reservas Legais e Áreas de Proteção Permanente (APPs) protegidas e recuperadas; 16 nascentes tratadas e resguardadas, três novas Reservas Naturais criadas; três prêmios nacionais e internacionais conquistados e duas tecnologias do projeto certificadas.

Outro número de destaque alcançado foi o impacto conseguido pela estrutura de educação ambiental do projeto, a tenda itinerante “Caatinga, Um Novo Olhar – Entre Nesse Clima”, que já recebeu mais de 60 mil visitantes e conta com réplicas de animais da Caatinga em tamanho real e monitores para apresentar o surpreendente mundo da Caatinga através de painéis interativos.

 

Tecnologias sustentáveis

 Além de conhecidas por serem soluções práticas para a adoção de uma vida socialmente responsável, as tecnologias sustentáveis do projeto No Clima da Caatinga são ferramentas de transformação social.

A compostagem e a gestão de resíduos sólidos, feitas a partir da coleta seletiva, evitam a poluição do solo e das águas e garantem alimentos livres de contaminação. A produção de mudas e sementes nativas da Caatinga proporcionam a recuperação de áreas degradadas pela ação humana através das ações de restauração florestal e contribuem para a geração de renda nas comunidades onde é feita. O projeto trabalha com mais de 35 espécies nativas.

Florestas recuperadas garantem vida. É o caso da abelha jandaíra, espécie tipicamente sertaneja que não possui ferrão e que desapareceu do sertão nordestino em decorrência dos constantes desmatamentos e uso de inseticidas. Os cuidados com a vegetação na Reserva trouxeram a jandaíra de volta ao Ceará. O mel produzido é mais rico em nutrientes e propriedades medicinais que o das abelhas africanas, que possuem ferrão.

O uso eficiente da energia também é uma das marcas do projeto. Os paineis de captação de energia solar reduzem o consumo de energia e geram economia. O fogão ecoeficiente reduz o uso de lenha, a emissão de gás carbônico e a exposição à fumaça, que é prejudicial à saúde. Já o forno solar canaliza a luz do sol e a transforma em calor, mantendo uma temperatura ideal para preparar quase todos os tipos de alimentos. Além da energia, pensar estratégias para uma boa gestão hídrica no sertão é fundamental para lidar com a estiagem: as cisternas de placas armazenam grandes quantidades de água das chuvas que podem ser utilizadas para o consumo humano, minimizando os efeitos da seca.

 

Prêmios

 Para além de ver a vida do sertanejo mudando para melhor, o reconhecimento veio em forma de prêmios. Como a conquista na categoria Natureza do prêmio Von Martius de Sustentabilidade, um dos maiores reconhecimentos na área de sustentabilidade e meio ambiente no país.

O projeto recebeu em 2014 o título DrylandChampions, da UNCCD/Ministério do Meio Ambiente, pelas ações de combate à desertificação. Também recebeu da Presidência da República o prêmio ODM Brasil, pela importante contribuição do projeto para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O No Clima da Caatinga também conseguiu o apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal com a proposta Água Preservada – Segurança hídrica no sertão de Crateús, que estimula a reutilização da água do consumo doméstico em pequenas hortas e pomares além de promover a recuperação de nascentes e o projeto foi duas vezes certificado pelo Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, que agrega ideias comprovadamente eficazes para a solução de problemas cotidianos na vida de quem mais precisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti