Iê Camará - Capoeira de corpo e alma 
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Iê Camará

por Aline Pedrosa

10 anos do Festival Berimbaflor

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos, Eventos

07 de novembro de 2017

Tem início nesta quinta-feira (09/11) e segue até sábado (11/11), o festival Berimbaflor que neste ano completa 10 anos de atividades. O evento organizado pelas instrutoras Thya e Sulamita, conta com a participação especial da Mestra Jô, ambas do grupo Capoeira Brasil.

A abertura dia 09/11 será na estátua de Iracema (próximo ao letreiro Ceará), na Beira Mar, a partir das 19 horas, com encontro com as mestras do Estado. Na sexta (10/11), a partir das 19 horas, terá oficina de capoeira ministrada pela Mestra Jô, na Vila Olímpica de Messejana, ao lado do Liceu. No último dia de evento (11/11), é a vez da confraternização do evento, no espaço Marcando Capoeira (avenida das Adenanteras, 425, Cidade 2000).

O Berimbaflor tem direção de Mestre Marcão e Mestre Paulão Ceará, custa R$ 40, e segundo instrutora Thya todo o investimento será destinado para a campanha #boracapoeira, que visa ajudar a operação de Mestre Marcão.

Mais informações: 9 8827. 9477 e 9 8603. 5483

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#boracapoeira: roda na Casa José de Alencar arrecada fundos para campanha

Por Aline Pedrosa em Rodas

21 de setembro de 2017

A roda aberta é para ajudar na campanha #boracapoeira, que foi criada para arrecadar fundos para a cirurgia de quadril do mestre Marcão.

Neste sábado (23/09), a partir das 9 horas, na Casa José de Alencar (Av. Washington Soares, 6055 – Messejana), terá uma roda aberta para ajudar na campanha #boracapoeira, que foi criada para arrecadar fundos para a cirurgia de quadril do mestre Marcão (Capoeira Brasil).

Mestre Marcão anda com dificuldade de andar por estar batendo o fêmur na bacia e não tem mais cartilagem na região. O mestre começou capoeira aos 9 anos, e após anos de prática a articulação do quadril está desgastada. A cirurgia custa R$ 35 mil.

De acordo com o organizador da roda, professor Raposa (Capoeira Brasil), o objetivo é ajudar na campanha que se iniciou na Alemanha, com Mestre Cigano.

“Capoeiristas de toda a Europa estão ajudando. E agora chegou a nossa vez. A campanha também está tendo apoio do contra-mestre Avião e do mestre Mão Branca”, afirma. “Será cobrado o valor de R$ 15 e todo o valor será destinado para a cirurgia do mestre Marcão. A prótese de louça que ele vai colocar vem dos EUA e a cirurgia será realizada em Belo Horizonte”, completa. Após a roda terá um acústico com o cantor de reggae André de Jó.

Ajude você também: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/protese-de-quadril-2e6f5f4b-810f-4259-a2c2-1c0779ea371c

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1º Conexão ocorreu em Jericoacoara

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos

19 de setembro de 2017

“Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

Foi na paradisíaca praia de Jericoacoara, no evento do grupo Tribo Jeri, que se deu a primeira edição do projeto “Conexão”, desenvolvido por mestre Ratto, responsável pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab).

“O objetivo é reconhecer a capoeira como espaço integral na vida. Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

No último domingo (17/09), mestre Ratto convidou os presentes no evento organizado pelo mestrando Erlim para trabalhar a capoeira inclusiva, simulando, por exemplo, jogos com pessoas com deficiência de locomoção e visual. “Hoje está frequente a presença de pessoas com alguma deficiência na roda, e precisamos saber jogar com elas, dialogando e fazendo um bom jogo de pergunta e resposta”, afirma.

Após a vivência ele convidou que se formassem duplas, de preferência um adulto e uma criança, para que se conversasse sobre a árvore genealógica familiar. Mestre Ratto enfatizou a importância do fortalecimento e reconhecimento familiar dentro e fora da capoeira.

Após, os participantes foram conduzidos para de baixo de uma árvore e mestre Ratto falou sobre os valores africanos: circularidade, oralidade, memória, religiosidade, corporeidade, musicalidade, cooperativismo, ancestralidade, ludicidade e energia vital.

Por fim, mestre Ratto convidou os presentes para ficar em silêncio, e logo na sequencia, a cantar a música “O que é, o que é?”.

Visão de observadora/participante

Sou suspeita para falar do meu mestre e sua ampla visão de vida. Participei da vivência em Jericoacoara e o que pude ver foi um reconhecimento da importância da proposta sugerida.

No momento que mestre Ratto propôs o silêncio fechei meus olhos e procurei me conectar com a natureza tão bela daquela praia. Estávamos perto do mar, podíamos escutar o canto de pássaros e sentir a brisa que batia no nosso rosto. Me chamou atenção a concentração dos presentes e o comportamento meditativo de alguns.

Após o término do curso uma moça se dirigiu até mestre Ratto emocionada e deixou o mestre também com os olhos cheios d’água. Logo na sequência uma criança chegou até o mestre e agradeceu a vivência por ter incluído sua mãe, deficiente visual. Isto é conectar. Sentimento, energia e inclusão dentro e fora da roda.

 

 

 

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I Seminário de Estudos sobre a Capoeira na Unilab

Por Aline Pedrosa em Palestras

18 de setembro de 2017

Começa nesta segunda-feira (18/09) e terça-feira (19/09), a partir das 18h30, ocorre o I Seminário de Estudos sobre a Capoeira, do núcleo dos estudos das performances culturais e do patrimônio imaterial (PerformArte), no auditório do Bloco Didático do Campus Liberdade da Unilab. O seminário tem a coordenação do Prof. Dr. Ricardo Nascimento e do Prof. Dr. Igor Monteiro, ambos capoeiristas.

Duas mesas que compõem os encontros figuram professores universitários e da educação básica, bem como mestres de capoeira com larga trajetória. Dentre os convidados estão: Joel Alves Bezerra, do Laboratório de Estudos Africanos e Espaço Atlântico/UNEB; Robério Batista de Queiroz, mestre de capoeira, coordenador geral do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB); Vinícius Frota, da Secult-CE; Orismídio Duarte, professor de Arte da Rede Estadual De Ensino do Estado do Ceará; e Carla Mara, mestra de capoeira da Associação Zumbi Capoeira (AZC). Após os debates haverá vivências de capoeira, na área de Convivência do Bloco Didático do Campus.

Este seminário de estudos sobre a capoeira é apenas o primeiro dos três que estão previstos para os próximos meses, em outubro terá o I Seminário de Estudos sobre o Coco Cearense, coordenado pelo Prof. Ricardo Nascimento, e, em novembro, o I Seminário sobre Música Popular Brasileira, coordenado pelo Prof. Lucas Souza.

Performarte
O núcleo Performarte é resultante da cooperação de professores e alunos da Unilab, bem como de colaboradores externos, em debater as temáticas das performances culturais, nas suas mais diversas vertentes, mas também de tópicos relacionadas ao patrimônio cultural imaterial.

“Por performances culturais compreendemos um vasto campo de estudos em que se incluem culturas expressivas como a dança, o teatro, a música e as linguagens artísticas da cultura popular”, afirmou Igor Monteiro.

Programação:

I Seminário de Estudos sobre a Capoeira – PerformArte/UNILAB.
18 de setembro – Auditório do Bloco Didático do Campus Liberdade (UNILAB)
18:30min – Mesa 01: Capoeira, história e cultura: trajetórias de pesquisa e intervenções em “campo”.
Igor Monteiro (PerformArte/UNILAB), Joel Alves Bezerra (Laboratório de Estudos Africanos e Espaço Atlântico/UNEB) e Robério Batista de Queiroz (Mestre de capoeira, Coordenador Geral do Centro Cultural Capoeira Água de Beber/CECAB).
21:00min – Vivência de capoeira (Área de Convivência do Bloco Didático – Campus Liberdade)

19 de setembro – Auditório do Bloco Didático do Campus Liberdade (UNILAB)
18:30min – Mesa 02: Capoeira, Cultura e Política: narrativas de pesquisa e ações coletivas
Ricardo Nascimento (PerformArte/UNILAB), Vinícius Frota (Secult-CE), Orismídio Duarte (Professor de Arte da Rede Est. De Ensino do Estado do Ceará), Carla Mara (Mestra de capoeira – Associação Zumbi Capoeira/AZC, conselheira do GT Cultura Afro-brasileira – Secult/CE).
21:00min – Vivência de capoeira (Área de Convivência do Bloco Didático – Campus Liberdade)

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30 anos de capoeiragem em Jericoacoara

Por Aline Pedrosa em Aulões, Comemoração, Cursos, Rodas

14 de setembro de 2017

O evento tem a organização do grupo Tribo Jeri, na figura do mestrando Erlim e supervisão geral mestre Cláudio.

Começa nesta sexta (15/09) e segue até domingo (17/09), as comemorações dos 30 anos  de capoeiragem em Jericoacoara, paradisíaca praia situada a mais de 300km da capital cearense. O evento tem a organização do grupo Tribo Jeri, na figura do mestrando Erlim e supervisão geral mestre Cláudio. Na ocasião terá a formatura de Chico Bento, Chaveirinho e Tição
Os convidados do evento serão Mestre Zumbi, mestre Natanael, Mestre Ávila, contra-mestre Cobrinha Verde, mestre Serê, Mestre Ratto, mestre Gamela, mestre Piauí, contra-mestre Ceará, formando João Roots, instrutora Folha e contra-mestre Cacá.
Serão homenageados: mestre Araminho, mestre Pipa, mestre Cláudio, professor Marujo, mestrando Erlim, instrutor das Dunas, e os professores Dadinho e João.
A programação conta com rodas, aulões, samba de roda, puxada de rede, berimbalada, batizado, troca de cordas, formatura e homenagens.

Tribo Jeri
O grupo Tribo Jeri foi fundado em 01 de março de 2005, pelo instrutor de capoeira Wesley Marques de Carvalho, o Erlim e Danilo Menezes da Silva, o Chico Bento.
O instrutor Erlim já mantinha na vila de Jericoacoara um trabalho de roda de capoeira na praia, shows folclóricos, e desde aquela época, passou o recado para os moradores e visitantes da importância da preservação ambiental e conscientização ecológica da praia de Jericoacoara.

Mais informações: Mestrando Erlim (88) 9 9989. 7154
tribojeri@hotmail.com

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Seminário Internacional marca os 15 anos do CECAB

Por Aline Pedrosa em Aulões, Comemoração, Cursos, Espetáculos, Eventos, Palestras, Rodas

21 de julho de 2017

Os convidados do Seminário Internacional Cecab 2017 são mestre Balão (BA), Mestre Negoativo (MG) e o pesquisador e historiador Carlos Eugênio Líbano (RJ).

Tem início na segunda-feira (24) e segue até domingo (30), o Seminário Internacional Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB). Neste ano o grupo completa 15 anos.

Os convidados do Seminário Internacional Cecab 2017 são mestre Balão (BA), mestre Negoativo (MG) e o pesquisador e historiador Carlos Eugênio Líbano (RJ).

A programação conta com oficinas, rodas, vivências, exposições, palestras que serão desenvolvidas em Fortaleza, de segunda a sexta, e tem continuidade em Parajuru, localizado a 120 km da Capital, no final de semana. (ver programação abaixo).

Para mestre Ratto, Robério Batista, fundador do grupo, o Seminário será uma data marco onde será registrado o trabalho do CECAB “que é bonito e coletivo”.

“Já estamos sentindo um clima diferente há um mês por conta do nosso evento. Estamos aguardando muita emoção. Nós vamos comemorar, festejar, curtir o momento porque foram 15 anos de muito trabalho”, afirma.

Ainda segundo mestre Ratto este é um momento de registrar uma mudança de um trabalho. “Houve no início um direcionamento para outro rumo no sentido de vivenciar a capoeira. Estamos sentindo o prazer de descobrir como é importante o exercitar a escuta, o trabalho voltado para uma educação coletiva. O CECAB hoje é uma pedagogia, é um método de trabalho, não é uma instituição física somente. Portanto, este é o início de uma base forte e importante. São 15 anos de muita transformação, de desconstruir para construir”, pontua mestre Ratto.

Programação:
(sujeita a alterações)

Segunda-feira (24/07)
08h30 – Inscrições e Acolhida

(Local: Casa da Capoeira)
14h Oficina de capoeira com professores do CECAB

(Local: Casa da Capoeira)
19h Abertura oficial: 15 anos de Cecab, Registro Fotográfico da Nova Geração do CECAB, Quilombo (Homenagem ao coreógrafo Wal Queiroz, in memoriam) e Palestra 01 com Prof. Dr. Carlos Eugênio Soares (UFBA) – “Territorialidade, Identidade e cidadania: reflexões sobre a capoeira na cidade

(Local: SESC Iracema)

Terça-feira (25/07)
8h30 – Painel 01 (Exp. Interno – Casa da Capoeira): Eu, Você, a Escola e a Capoeira – (Local: Casa da Capoeira)
14h – Oficina de Capoeira com professores do CECAB – (Local: Casa da Capoeira)
19h – Palestra 02
“Os Mestres da Bahia e seus legados”
Mestre Balão
(Local: Aud. Dragão do Mar)

Vivência:
Mestre Balão
Roda de confraternização

(Local: Espaço Mix – Dragão do Mar)

Quarta-feira 26/07

8h – Painel 02
(Exp. Interno – Casa da Capoeira):
Projeto Político Pedagógico – CECAB
14h – Oficina de Capoeira:
Mestre Balão

(Local: Casa da Capoeira)
19h – Roda de capoeira, maculelê e samba de roda
(Local: Espaço Mix – Dragão do Mar)

Palestra 03 –
Prof. Carlos Eugênio Soares:
“Capoeira e criticidade: notas para pensar o presente”
Roda de Confraternização

(Local: Aud. Dragão do Mar)

Quinta-feira 27/07
8h – Vivência:
Mestre Negoativo
(Local: Casa da Capoeira)

14h –  (Organização – Formatura)
19h – Apresentação de espetáculo
Cerimônia de Troca de Cordas (Segunda Fase) e de Formatura –

(Local: Teatro Antonieta Noronha – Rua Pereira Filgueiras, 4 – Centro)

Sexta-feira 28/07
8h – (Organização – Parajuru)
Oficina de capoeira: Professorxs do Cecab
Deslocamento para Parajuru
19h – Vivência:
Mestre Negoativo
(Local: Casa da Capoeira – Parajuru)

Sábado 29/07
8h30 – Vivência: Mestre Negoativo
(Local: Barracão CECAB – Parajuru)

14h – Palestra 04 – “Pesquisa historiográfica no Centro Capoeira Água de Beber: possibilidades e perspectivas”
Profa. Dra. Sammia Castro Silva

“Na roda com: CECAB 15 anos – Pesquisas acadêmicas”
(Local: Na sombra do Cajueiro – Barracão CECAB – Parajuru)

19h – Tradicional Roda na Praça de Parajuru – Batizado e Troca de Cordas (Primeira Fase)

Domingo 30/07
8h30 – Balanço e roda de confraternização
(Local: Parajuru – Praia)

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Tem início nesta quinta (25) I Encontro Nacional de Capoeira na Casa José de Alencar

Por Aline Pedrosa em Aulões, Eventos, Palestras, Rodas

24 de Maio de 2017

Nesta quinta (25/05) Mestre Balão (CTE Capoeiragem), de Salvador, dará uma palestra cujo tema é “O legado dos velhos mestres vivos da Bahia”.

Ocorre dos dias 25 a 27 de maio o I Econtro Nacional de Capoeira na Casa José de Alencar. Uma organização do professor Raposa e instrutora Sulamita, supervisão Mestre Marcão. Ambos do Grupo Capoeira Brasil (GCB).

Durante o evento haverá batizado e troca de cordas, cursos e palestras com mestres renomados. Nesta quinta-feira (25/05), às 19 horas, a programação tem início com uma palestra do Mestre Balão (CTE Capoeiragem), de Salvador, cujo tema é “O legado dos velhos mestres vivos da Bahia”, seguido de roda de abertura, na Casa José de Alencar (Avenida Washington Soares, 6055, Messejana).

Na sexta-feira (26/05), às 18 horas, terá curso técnico de capoeira com Mestre Balão, Mestre Marcão e Mestra Nega (Berimbau de Prata), no Espaço Mandiga (Rua Bartolomeu Dias 212, Messejana).

Já no sábado (27/05), às 9 horas, haverá uma visita ao museu Arthur Ramos (Coleção da Cultura Afro-Brasileira), curso técnico com Mestre Balão e Mestre Paiakan (Cordão de Ouro). Na parte da tarde, a partir das 15 horas, a programação se encerra com batizado e troca de cordas. Durante todo o dia o evento será na Casa José de Alencar.

Professor Raposa realiza todos os sábados, de 9 às 12 horas, numa parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), o projeto Capoeira Cidadã, na Casa José de Alencar. Na ocasião professores e mestres de várias bandeiras são convidados para somar ao encontro. “A proposta é levar além da capoeira/luta trabalhando sua vertente educacional e cultural fortalecendo assim esta arte em nossa cidade”, afirmou.
Confirmaram presença no evento: Mestre Bulldog, Mestre Jair, Mestre Auricélio, Mestre Dingo, Mestre Lula, Mestre Doutor, Mestre Aramola, Mestre Galo Preto, Mestre Ferrim, Mestre Maizena, Mestre Gamela, Mestre David, Mestra Janaína, Mestre Mutante, Mestre Simpatia, Mestre Robinho, Mestre Severo, formando Hebert, formando Minoquinha, professor Josiano, mestrando Abu e professor Gordão.

Serviço:
I Encontro Nacional de Capoeira
Data: de 25 a 27 de maio.
Valor do evento: R$ 50,00 – os três dias, com direito a certificado de participação. Valor por um dia de evento ou dois R$ 30,00.
Mais informações: Professor Raposa (85) 98705 2722.

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Congresso de Mulheres Capoeiristas discute fim de toda violência contra a mulher

Por Aline Pedrosa em Aulões, Eventos, Palestras, Rodas

17 de Maio de 2017

Veja os convidados do Congresso de Mulheres Capoeiristas AZC 2017.

Dos dias 18 a 20 de maio ocorre o Congresso de Mulheres Capoeiristas AZC 2017, na Av da Universidade, 3107, bairro Benfica, em Fortaleza. Para a organizadora do congresso, presidenta da Associação Zumbi Capoeira (AZC) e coordenadora do Grupo Gestor do Coletivo de Mulheres AZC, Mestra Carla, trata-se de um encontro para tratar e trocar ideias à respeito da mulher.

De acordo com Mestra Carla o congresso nasceu logo que a Lei Maria da Penha foi aprovada. “Achamos importante colocar esse assunto em pauta. Neste ano colocamos em discussão todas as violências contra a mulher, que durante alguns anos nem eram tocadas. Era uma violência velada”, afirmou.

Ainda segundo Mestra Carla muitas mulheres são vítimas e não compartilham essas ocorrências por vergonha, medo, preconceito, e por várias questões. “Em encontros como esses a gente consegue soltar algumas amarras. No nosso grupo, por exemplo, temos um coletivo de mulheres que surgiu para fortalecer questões que interessam ao gênero, de se apropriar de questões da própria capoeira como conduzir uma roda, tocar o gunga – berimbau condutor da roda”, disse. “Percebemos que muitas têm necessidade de falar sobre elas, questões que não conseguem abordar nos seus núcleos. A capoeira fortalece esse laço familiar e então nós vamos nos colocando nesse sentido. Hoje no grupo temos cinco mulheres que ministram aulas, mas a grande maioria ainda são homens”, ratificou.

Programação:
Na quinta-feira (18/05), às 18 horas, tem início o credenciamento, e às 20 horas, o lançamento o evento, com vivência com as mulheres do grupo AZC (Mestra Carla, Instrutora Bel, Instrutora Baianinha, Instrutora Dgata e Instrutora Ruth), seguido de roda de capoeira e Feira do Empreendedorismo.
No segundo dia de evento, sexta-feira (19/05), às 19h30 haverá uma roda de conversa com o tema “Pelo Fim de Toda Violência Contra as Mulheres”. Dentre os convidados para o debate estão mestras e mestres de capoeira local e nacional e coordenadores de políticas públicas para mulheres do Estado e município, além de lideranças políticas locais.

No sábado (20/05) a programação tem início às 8 horas, com café da manhã seguido de oficina do educador físico, pós-graduado em Fisiologia, Valdo Henrique. Ele vai falar sobre “Chakra – Sentimento e Movimento”. Ás 10 horas, Mestra Janja (BA) dará uma oficina de Capoeira Angola. Ela é graduada em Historia, tem mestrado e doutorado em Educação, é professora da Universidade Federal da Bahia e Fundadora do Instituto Nzinga.

Na parte da tarde, às 15 horas, Patricia Bittencurt, da direção Da Rede Kilofé de Economia de Negras e Negros e proprietária da marca Preta Bitte vai falar sobre A Mulher Negra Empreendedora. Ás 16 horas terá uma vivência de capoeira com Mestra Carla. Ás 17 horas a contramestra Têra (PI), do grupo Grupo Raízes do Brasil dará uma aula de maculelê. Às 18 horas, a capoeirista Tati Martins realiza uma vivência de Tambor de Crioula, seguido de roda de conversa e festa.

Serviço:
Congresso de Mulheres Capoeiristas AZC
Data: 18 a 20 de maio
Local: Av da Universidade, 3107 Benfica. Fortaleza – CE.
Valor: R$ 50,00.
Mais informações: Mestra Carla – 9 9803. 3585.

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CECAB comemora 15 anos

Por Aline Pedrosa em Comemoração

01 de Fevereiro de 2017

O Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB) é uma associação sem fins lucrativos, fundada oficialmente em janeiro de 2002, por Robério Batista de Queiroz, mestre Ratto.

A finalidade da entidade é difundir a cultura brasileira através da prática da capoeira, utilizando essa arte como incentivo a cultura, esporte, educação e inclusão social.

As motivações para a criação do CECAB, segundo mestre Ratto, foi a institucionalização do trabalho, para que o centro cultural pudesse participar de editais e a capoeira fosse também um veículo de educação humanista.

“O objetivo do CECAB é trabalhar a educação humanista, mais próxima da natureza. Despertar nas pessoas o sentimento de solidariedade, de cuidar do meio ambiente. Ou seja, descentralizar a capoeira como uma atividade somente para quem joga. Ela é para todos, independente se a pessoa tem condições físicas para jogar. Visualizamos a capoeira como uma fonte de incentivo e de inserção”, afirma Mestre Ratto.

Mestre Ratto (CECAB)

O CECAB já se denominou Núcleo de Arte Jogando com o Futuro (NAJF), Espaço Cultural Água de Beber (Ecab), Centro Cultural Água de Beber e, por fim, chegou à atual designação Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB).

Em 2006, o CECAB torna-se também um grupo de capoeira com a proposta de trazer uma consciência  dos praticantes em relação às políticas publicas. Hoje o grupo está em seis países: Brasil, Portugal, França, Hungria, Áustria e Venezuela; além de núcleos no nordeste do País e no interior do Ceará.

Comemoração
Na última segunda-feira (30/01) ocorreu a comemoração do aniversário do CECAB na Casa da Capoeira, sede do grupo.

Houve uma roda comemorativa marcada pela boa energia e camaradagem, e por um intenso senso de realização diante da jornada percorrida coletivamente.

Antes da roda começar, lideranças da escola, personagens fundantes da instituição – como a professora Bia, os professores Maxuel “Olho de Gato” e João “Roots” e a estagiária-instrutora Dani –, deram depoimentos sobre suas trajetórias. Membros dos primeiros projetos propostos pela instituição – como o segundo-estágio Felipe, o primeiro-estagiário Lucas e os estágios-instrutores Liso e Baqueta – também dividiram seus sentimentos publicamente, ressaltando a importância da Capoeira e, em especial, do CECAB para suas vidas.

Estavam presentes amigos e parceiros da instituição, como o Mestre Piolho e Mestre André. Ao final deste momento, a professora Bia brindou os presentes com uma exibição de fotos que representavam momentos marcantes do CECAB.

(Colaborou o professor doutor em sociologia e aluno do CECAB, Igor Monteiro)

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Impressões sobre o 6º Festival Internacional Capoeiragem em SSA

Por Aline Pedrosa em Eventos

24 de Janeiro de 2017

CECAB (Fortaleza) chega a Salvador.

Ocorreu dos dias 18 a 21 de janeiro no Forte da Capoeira, na Bahia, o 6º Festival Internacional Capoeiragem, organizada pelo grupo CTE Capoeiragem, tendo à frente mestre Balão.
No encontro os mestres Nenel, Nô, Paulinho Sabiá e Balão ministraram oficinas; ocorreu uma vivência musical com os compositores mestre Gajé, Jairo, Boca Rica e Olavo; vivência com os mestres do Recôncavo, Felipe e Nelito. Bate-papo com contramestre Sam que falou sobre lesões e os benefícios físicos da capoeira. O encontro ainda proporcionou oficinas de percussão, o espaço criança, tour capoeirístico, batizado e troca de corda, e festa com o grupo Botequim, tendo como líder o pesquisador e capoeirista Pedro Abib, no qual tinha tipo a oportunidade de conhecê-lo em Fortaleza, por influência do professor Cangaceiro, que por sua vez o conheci quando morei em Portugal e que hoje, de volta a Fortaleza, desenvolve um trabalho massa no Vila das Artes, chamado Diálogos estéticos da capoeira.

Alguns mestres na abertura do 6º Festival Internacional Capoeiragem

O evento teceu homenagem aos mestre Curió, Boca Rica e Felipe de Santo Amaro. Além desses mestres estavam presentes o contramestre gringo, mestre Tonho Matéria (fomos pro ensaio do Araketu, ao qual ele é cantor), mestre Boa gente, mestra Jô, mestre Bola 7 e tantos outros, que a cada jogo que via me engrandecia como capoeira.
Saímos de Fortaleza, eu, os professores Olho de gato, Garapa e o graduado Liso (foto) para participar do evento em Salvador. Ficamos hospedados num hostel bem próximo ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo. Próximo ao Pelourinho podemos viver toda a energia daquele lugar cheio de história.
Há uns 12 anos havia ido para essa cidade também para um evento de capoeira, mas ficar próximo ao Pelourinho foi uma experiência única porque nos deu autonomia de percorrer aquelas ladeiras de cultura.

Nas ladeiras do Pelô.

Um dos momentos mais marcantes da viagem, para mim, foi a visita a academia de mestre Bimba. Já havia ido lá, mas parecia que era a primeira vez que sentia aquela energia. Até caí no samba e experimentei a Mulher Barbada, bebida que era feita por mestre Bimba para ocasiões de formaturas. Ver o ensaio do Olodum também foi de arrepiar.

Pelas ladeiras ouvia muitos tambores, berimbaus, via muita capoeira, acarajé, mulheres vestidas de baianas. Parecia vivenciar um pouco das histórias narradas por Jorge Amado em seus livros.

Fazia um certo tempo que não viajava para jogar capoeira, até mesmo por conta da maternidade. Eu e meus amigos do Ceará após o evento conversamos sobre o quanto é importante esse intercâmbio que a arte que praticamos nos proporciona. Que possam vir mais viagens como essa.

Grata a Deus por viver essa experiência, grata ao meu mestre Ratto pela condução com que nos ensina, grata ao mestre Balão e seus alunos pela recepção e vivências, grata a Bahia por ser o berço do axé, grata aos amigos que a capoeira me deu pela parceria.

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Impressões sobre o 6º Festival Internacional Capoeiragem em SSA

Por Aline Pedrosa em Eventos

24 de Janeiro de 2017

CECAB (Fortaleza) chega a Salvador.

Ocorreu dos dias 18 a 21 de janeiro no Forte da Capoeira, na Bahia, o 6º Festival Internacional Capoeiragem, organizada pelo grupo CTE Capoeiragem, tendo à frente mestre Balão.
No encontro os mestres Nenel, Nô, Paulinho Sabiá e Balão ministraram oficinas; ocorreu uma vivência musical com os compositores mestre Gajé, Jairo, Boca Rica e Olavo; vivência com os mestres do Recôncavo, Felipe e Nelito. Bate-papo com contramestre Sam que falou sobre lesões e os benefícios físicos da capoeira. O encontro ainda proporcionou oficinas de percussão, o espaço criança, tour capoeirístico, batizado e troca de corda, e festa com o grupo Botequim, tendo como líder o pesquisador e capoeirista Pedro Abib, no qual tinha tipo a oportunidade de conhecê-lo em Fortaleza, por influência do professor Cangaceiro, que por sua vez o conheci quando morei em Portugal e que hoje, de volta a Fortaleza, desenvolve um trabalho massa no Vila das Artes, chamado Diálogos estéticos da capoeira.

Alguns mestres na abertura do 6º Festival Internacional Capoeiragem

O evento teceu homenagem aos mestre Curió, Boca Rica e Felipe de Santo Amaro. Além desses mestres estavam presentes o contramestre gringo, mestre Tonho Matéria (fomos pro ensaio do Araketu, ao qual ele é cantor), mestre Boa gente, mestra Jô, mestre Bola 7 e tantos outros, que a cada jogo que via me engrandecia como capoeira.
Saímos de Fortaleza, eu, os professores Olho de gato, Garapa e o graduado Liso (foto) para participar do evento em Salvador. Ficamos hospedados num hostel bem próximo ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo. Próximo ao Pelourinho podemos viver toda a energia daquele lugar cheio de história.
Há uns 12 anos havia ido para essa cidade também para um evento de capoeira, mas ficar próximo ao Pelourinho foi uma experiência única porque nos deu autonomia de percorrer aquelas ladeiras de cultura.

Nas ladeiras do Pelô.

Um dos momentos mais marcantes da viagem, para mim, foi a visita a academia de mestre Bimba. Já havia ido lá, mas parecia que era a primeira vez que sentia aquela energia. Até caí no samba e experimentei a Mulher Barbada, bebida que era feita por mestre Bimba para ocasiões de formaturas. Ver o ensaio do Olodum também foi de arrepiar.

Pelas ladeiras ouvia muitos tambores, berimbaus, via muita capoeira, acarajé, mulheres vestidas de baianas. Parecia vivenciar um pouco das histórias narradas por Jorge Amado em seus livros.

Fazia um certo tempo que não viajava para jogar capoeira, até mesmo por conta da maternidade. Eu e meus amigos do Ceará após o evento conversamos sobre o quanto é importante esse intercâmbio que a arte que praticamos nos proporciona. Que possam vir mais viagens como essa.

Grata a Deus por viver essa experiência, grata ao meu mestre Ratto pela condução com que nos ensina, grata ao mestre Balão e seus alunos pela recepção e vivências, grata a Bahia por ser o berço do axé, grata aos amigos que a capoeira me deu pela parceria.