Iê Camará - Capoeira de corpo e alma 
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Iê Camará

por Aline Pedrosa

Sexta e sábado ocorre o 11ª festival Berimbaflor, em Fortaleza

Por Aline Pedrosa em Aulões, Eventos

18 de outubro de 2018

Tem início nesta sexta-feira (19/10), às 19 horas, o 11ª festival Berimbaflor, no calçadão da avenida Beira Mar (estátua de Iracema, Mucuripe). No sábado (20/10), a partir das 15 horas, haverá oficina de capoeira, no Espaço Mandinga (Rua Bartolomeu Dias, nº 212, Messejana). O encontro tem como convidados Mestra Claudinha (GCB –RJ) e instrutor Leleco (GCB – RJ).

O evento tem a organização da instrutora Thya e instrutora Sulamita, direção de Mestre Marcão e Mestre Fun, e supervisão do Mestre Paulão Ceará.

Contato: (85) 98827. 9477 e 98844. 6175.
Investimento: R$ 40,00.

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Congresso de Mulheres Capoeiristas AZC 2018, tem início com palestra de Mestra Janja

Por Aline Pedrosa em Eventos, Palestras

18 de outubro de 2018

Tem início nesta quinta-feira (18/10) e segue até domingo (21/10), o Congresso de Mulheres Capoeiristas AZC 2018. Nesta noite de abertura, a partir das 18h, na Universidade Federal do Ceará, auditório Bloco Didático III, FEAAC/UFC (Rua Marechal Deodoro, 400, Benfica), terá uma mesa denominada “A trajetória da mulher na capoeira: colaborações, obstáculos, preconceitos, violências e enfrentamento”, com Mestra Janja (Nzinga), de Salvador, Bahia. Uma realização do Laboratório de Estudos da Oralidade, Performarte (Unilab), com apoio da Associação Zumbi Capoeira (AZC) e coletivo de mulheres AZC.
Na sexta (19/10), a partir das 18h, inicia o credenciamento, seguido de uma apresentação artística, roda de conversa com as mestras presentes. Já no sábado (20/10), a programação inicia com um café da manhã, às 8h, seguido de aulões e vivência de capoeira durante todo o dia, culminando numa aula de samba de roda e danças tradicionais africanas.
No último dia do evento (21/10), a programação também inicia às 8h, e segue com vivências até o início da tarde. Nos três últimos dias as atividades acontecem na avenida da Universidade, 3107, Benfica.
Mestra Carla (AZC) e Mestra Vanda (AZC) fazem parte da organização do evento, que contará também com as presenças de Mestra Janaína (Ascezuca), Mestra Paulinha Zumba (C.D.O) e Mestra Nega (Acas). Jaqueline Costa e Rosalina Tavares, da Unilab; e Camila Silveira, da Coordenadoria de Mulheres do Ceará também trarão suas contribuições para o encontro.

Sobre Mestra Janja:
Rosângela Costa Araújo foi iniciada na Capoeira Angola no início dos anos 80 através do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho/GCAP, e foi como praticante desta que também deu início à sua trajetória de pesquisadora. É graduada em História pela UFBA, possui Mestrado e Doutorado em Educação pela USP, e é professora da Universidade Federal da Bahia. Conhecida Fundou em 1995, o Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil/INCAB onde, juntamente com o Mestre Poloca e a Mestra Paulinha, segue coordenando as atividades deste Instituto, no Brasil e no Exterior. Além de realizar cursos, oficinas e palestras em vários, participou ativamente dos debates em torno da elaboração de políticas públicas para a capoeira. É co-editora da Revista Toques d’Angola (INCAB), regente da Orquestra Nzinga de Berimbaus, compositora e cantadora. Atualmente vem desenvolvendo pesquisas sobre gênero e capoeira, participando da organização de conferências de mulheres capoeiristas, em várias partes do mundo.

Mais informações: (85) 99803.3585 ou 99653. 7786.
Investimento: R$ 60,00.

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Cecab promove programação nesta sexta (20) e sábado (21)

Por Aline Pedrosa em Lançamento, Palestras

18 de Abril de 2018

Para Mestre Ratto, a programação comprova a continuidade e consolidação do trabalho do Cecab.

Na sexta-feira (20/04) e sábado (21/04), o Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab) vai realizar uma programação rica em registros sobre projetos desenvolvidos pelo coletivo e bate-papos trazendo como temas: a influência indígena na identidade dos cearenses, e a capoeira como fortalecimento da identidade.

Na sexta, haverá o lançamento do Projeto Político Pedagógico (PPP), manual de relatórios e Cartilha do programa Eu, Você, a Escola e a Capoeira (Evec), às 19 horas, no auditório do Dragão do Mar. Na cartilha há um apanhado do trabalho realizado pelo Cecab, como a pedagogia foi desenvolvida, os membros que constroem o Evec e imagens dos núcleos.

O Evec está presente em oito cidades no território cearense (Amontada, Boa Viagem, Cascavel, Caucaia, Fortaleza, Itaitinga, Itapipoca e Parajuru); no Piauí com a inserção no programa do município de Madeiro; Arapiraca em Alagoas; e Belém do São Francisco, em Pernambuco. Internacionalmente o programa se encontra em expansão e atinge França, Hungria, Irlanda, Portugal e Venezuela.

O encontro vai receber também a palestra “Raízes Nativas da Identidade Cearense’’, com o professor Babi Fonteles. O facilitador é pós-doutor em Antropologia, pesquisador da cultura indígena no Ceará e músico.

Já no sábado (21), às 8 horas, Robério Batista, mestre Ratto, vai falar na Casa da Capoeira (Rua Cônego Lima Sucupira, 1438, Serrinha) sobre “Capoeira: fortalecimento e identidade”.

Para Mestre Ratto, a programação comprova a continuidade no trabalho do Cecab. “São 16 anos desconstruindo e construindo novos caminhos dentro da capoeira, principalmente nesta área da educação. Agora estamos registrando o que estamos fazendo. Significa que estamos crescendo enquanto capoeiras”, afirmou.

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II Seminário de Estudos sobre a Capoeira proporciona roda de diálogos

Por Aline Pedrosa em Palestras, Rodas

12 de Abril de 2018

O seminário visa construir um diálogo ainda mais íntimo com alguns protagonistas do campo da capoeira e da cultura popular no Ceará.

Na segunda-feira (16/04) e na terça-feira (17/04), ocorre o II Seminário de Estudos sobre a Capoeira do Núcleo de Estudos das Performances Culturais e do Patrimônio Cultural Imaterial (PerformArte/Unilab). Coordenado pelos professores e capoeiristas Igor Monteiro e Ricardo Nascimento, o seminário visa construir um diálogo ainda mais íntimo com alguns protagonistas do campo da capoeira e da cultura popular no Ceará.

“O objetivo é construir uma compreensão mais alargada, a partir das considerações dos próprios sujeitos das práticas. Por isso, a proposta de uma roda diálogo, onde de fato, possa haver essa interlocução”, afirmou Igor Monteiro. Ainda de acordo com o coordenador do seminário, a ideia é elaborar uma compreensão que seja realmente horizontal, “que não seja marcada por essas apartações, a academia aqui, a comunidade lá, ou do pesquisador como o sujeito que compreende, mas que de fato, ainda reproduz certa distância no que diz respeito ao seu interlocutor”.

Na segunda-feira (16/04), às 18h30, no auditório do bloco didático, Campus Liberdade (Unilab), haverá uma roda de diálogo “O que pode a Capoeira?”, com mestra Carla (Associação Zumbi Capoeira); Mestre Ratto (Centro Cultural Capoeira Água de Beber – Cecab); Mestre Armandinho (Ilê Axé Omo Tifé) e Mestra Vanda (Associação Zumbi Capoeira).

Na terça-feira (17/04), às 18h30, no auditório Luiz Gonzaga, no Departamento de Ciência Sociais, CH3, da UFC, é a vez do bate-papo “Capoeira e ocupações criativas do espaço público”, com Mestre Gildázio (Ukilombo); Gzim (Fundação Internacional de Capoeira Angola – Fica); e Sam (Projeto Cultural Asè M’alungu Capoeira).

Igor Monteiro ressalta o título provocativo da primeira roda, levando a compreensão da capoeira para além das pernadas e esportivização. “A enxergando também como um dispositivo político/educacional, ancestral, de desmobilização dos estigmas e preconceitos, e como propositora de uma cultura de paz”.

Já a segunda mesa, diz respeito ao processo de ocupações criativas em lugares que em algumas ocasiões nem tinham uso específico, imprimindo novas circulações e produzindo, portanto, outros sentidos para a cidade.

 

Leia mais: I Seminário de Estudos sobre a Capoeira na Unilab.

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Ukilombo completa um ano neste sábado (07)

Por Aline Pedrosa em Comemoração, Cultura, Rodas

06 de Abril de 2018

UKILOMBO tem na cultura afro indígena e nos brinquedos populares suas raízes.

Neste sábado (07/04), a partir das 18 horas, no Teatro Carlos Câmara (Rua Senador Pompeu, 454, Centro), o grupo de capoeira UKILOMBO completa um ano. A programação será formada com roda de capoeira, samba de roda, e conta ainda, com a presença da banda Mandingueiros Intergalácticos e apresentações culturais.
O nome do coletivo faz menção, de fato, aos Quilombos, que são espaços de resistência. Para o Gildázio Pereira, Mestre Gildázio, que lidera o UKILOMBO, o grupo também significa “encontros, trocas, e sobretudo, a celebração da nossa cultura indígena/africana”.

“O nome também é muito agregado a capoeira, como quebra de couraças, um movimento de resistência no Brasil. Está ligado também com o Quilombo de Horizonte, de Alto Alegre, um espaço onde desenvolvi a capoeira muito tempo. É um lugar de resistir, de existir. Estamos no meio desta opressão política, então seguimos lutando pela liberdade, igualdade, pelos direitos, e celebrando a nossa cultura”, afirmou Mestre Gildázio.

UKILOMBO tem na cultura afro indígena e nos brinquedos populares suas raízes. Vivenciando a arte da capoeira como ferramenta de transmissão de valores sociais e culturais que perpassam pela história, ancestralidade, musicalidade através do diálogo corporal.

Serviço:
Aniversário do grupo UKILOMBO

Data: Dia 07 de Abril (sábado)
Local: Teatro Carlos Câmara (Rua Senador Pompeu, 454, Centro).
Horário: 18 horas.

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7ª edição do ‘Festival Internacional de Capoeiragem’ começa nesta quarta (24)

Por Aline Pedrosa em Eventos, Rodas

23 de Janeiro de 2018

O Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem (CTE Capoeiragem), realiza a 7ª edição do ‘Festival Internacional de Capoeiragem’, de 24 a 27 de janeiro, no Forte da Capoeira, no histórico bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, Bahia. Na programação do evento, que tem a organização do mestre Balão, estão rodas de capoeira, apresentações, oficinas, vivências, palestra, visita guiada, com a participação de capoeiristas, mestres e pesquisadores de mais de 20 países.

Entre os muitos mestre presentes, serão convidados: mestre Bel, mestre Faísca, mestre Môa, mestre Nenel, mestre Negoativo, mestre Paulinho Sabiá, mestre Kako, mestre Macaco e mestre Pelé da Bomba.

Grupo de pesquisa do Ceará
Um grupo de capoeiristas do Ceará, do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), que fazem parte do grupo de pesquisa da ONG Ponto de Cultura Cecab, coordenação de mestre Ratto, estão indo participar do evento. Na ocasião, com o propósito de manter o plano de salvaguarda da capoeira darão continuidade na pesquisa da musicalidade e suas tradições na Capital, que é grande berço da capoeira no Brasil.

Programação:

24/01 (quarta)
Abertura oficial do 7º Festival Internacional de Capoeiragem
Horário: 19h
Homenageados: Mestres Pelé da Bomba e Olavo
Lançamento do livro “Mestre Bimba – uma vida consagrada a capoeiragem”, do autor Jair Moura.

25/01 (quinta)
15h00 às 15h50 – Visita guiada ao Forte da Capoeira (Jaime Nascimento)
16h00 às 17h20 – Oficina Capoeira Angola (Mestre Faísca)
17h30 às 18h20 – Oficina Afoxé (Mestre Moa)
18h30 às 19h30 – Palestra “Tocadores de Urucungo no Espaço Atlântico 1876-1936” (Mestre Bel)
20h00 às 21h30 – Oficina Capoeira Regional (Mestre Nenel)
22h00 – Samba com Mestre Kako
Espaço Criança
15h00 às 16h00 e 16h00 às 17h00 – Aulas para crianças (Mestre Dilaho, Contramestre Kibão, Professores Comprido, Coruja e Queimadinho e Monitora Chapinha)

26/01 (sexta)
15h00 às 15h50 – Roda de Conversa “A Mulher na Capoeira: desafios e perspectivas (Mestra Patrícia e Monitoras Pimentinha e Chapinha)
16h00 às 17h20 – Oficina Maculelê (Mestre Macaco)
17h30 às 18h50 – Oficina Capoeira (Mestre Paulinho Sabiá)
19h00 às 20h00 – Batizado e Troca de graduação
20h30 às 21h50 – Oficina Musicalidade (Mestre Negoativo)
22h00 – Samba com Mestre Kako
Espaço Criança
15h00 às 16h00 e 16h00 às 17h00 – Aulas para crianças (Mestre Dilaho, Contramestre Kibão, Professores Comprido, Coruja e Queimadinho e Monitora Chapinha)

27/01 (sábado)
9h00 às 12h00 – Tour Capoeirístico
Local: Centro Histórico de Salvador
Ponto de Encontro: Elevador Lacerda. Saída às 9h.
15h00 às 15h40 – Apresentação “O Som dos Monocórdios”, homenagem a Professora Emília Biancardi e apresentação de Maculelê.
15h50 às 17h20 – Vivência com Mestre Pelé da Bomba (Ação Griô) no “Espaço Criança”
17h30 às 18h00 – Formatura
18h30 às 21h30 – Festa de encerramento com Alexandre Vidal, o Pavarotti do Samba
*Sujeito a alterações.

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Centro Cultural Motumbá de Capoeira realiza evento em Quixeré

Por Aline Pedrosa em Eventos

17 de Janeiro de 2018

O batizado ocorreu também em várias localidades do município de Quixeré.

O Centro Cultural Motumbá de Capoeira realizou seu primeiro batizado em Quixeré, na semana passada. O Grupo, supervisionado pelo Mestre Fujão, tem origem na Bahia e foi fundado na cidade cearense em 25 de janeiro de 2017. Durante o batizado ocorreram as trocas de cordas, reconhecendo os avanços e a evolução dos membros.

No município, a capoeira tem sido sinônimo de disciplina, resgate de vidas, motivação para o aprendizado, prática de esportes e estratégia de valorização da cultura local e agregação social.

Pedro Lucas, esportista do grupo que recebeu a nova corda, passando da azul para a verde-amarela, destaca que a capoeira ensina, entre outras coisas, respeito, concentração e prática do bem aos participantes. “Esse momento foi muito importante para nós porque reconheceu o crescimento de quem vem praticando a capoeira com regularidade”, destaca.

O batizado ocorreu também em várias localidades do município.

Com informações da assessoria de imprensa, Jornalista Clicia Weyne.

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10 anos do Festival Berimbaflor

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos, Eventos

07 de novembro de 2017

Tem início nesta quinta-feira (09/11) e segue até sábado (11/11), o festival Berimbaflor que neste ano completa 10 anos de atividades. O evento organizado pelas instrutoras Thya e Sulamita, conta com a participação especial da Mestra Jô, ambas do grupo Capoeira Brasil.

A abertura dia 09/11 será na estátua de Iracema (próximo ao letreiro Ceará), na Beira Mar, a partir das 19 horas, com encontro com as mestras do Estado. Na sexta (10/11), a partir das 19 horas, terá oficina de capoeira ministrada pela Mestra Jô, na Vila Olímpica de Messejana, ao lado do Liceu. No último dia de evento (11/11), é a vez da confraternização do evento, no espaço Marcando Capoeira (avenida das Adenanteras, 425, Cidade 2000).

O Berimbaflor tem direção de Mestre Marcão e Mestre Paulão Ceará, custa R$ 40, e segundo instrutora Thya todo o investimento será destinado para a campanha #boracapoeira, que visa ajudar a operação de Mestre Marcão.

Mais informações: 9 8827. 9477 e 9 8603. 5483

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#boracapoeira: roda na Casa José de Alencar arrecada fundos para campanha

Por Aline Pedrosa em Rodas

21 de setembro de 2017

A roda aberta é para ajudar na campanha #boracapoeira, que foi criada para arrecadar fundos para a cirurgia de quadril do mestre Marcão.

Neste sábado (23/09), a partir das 9 horas, na Casa José de Alencar (Av. Washington Soares, 6055 – Messejana), terá uma roda aberta para ajudar na campanha #boracapoeira, que foi criada para arrecadar fundos para a cirurgia de quadril do mestre Marcão (Capoeira Brasil).

Mestre Marcão anda com dificuldade de andar por estar batendo o fêmur na bacia e não tem mais cartilagem na região. O mestre começou capoeira aos 9 anos, e após anos de prática a articulação do quadril está desgastada. A cirurgia custa R$ 35 mil.

De acordo com o organizador da roda, professor Raposa (Capoeira Brasil), o objetivo é ajudar na campanha que se iniciou na Alemanha, com Mestre Cigano.

“Capoeiristas de toda a Europa estão ajudando. E agora chegou a nossa vez. A campanha também está tendo apoio do contra-mestre Avião e do mestre Mão Branca”, afirma. “Será cobrado o valor de R$ 15 e todo o valor será destinado para a cirurgia do mestre Marcão. A prótese de louça que ele vai colocar vem dos EUA e a cirurgia será realizada em Belo Horizonte”, completa. Após a roda terá um acústico com o cantor de reggae André de Jó.

Ajude você também: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/protese-de-quadril-2e6f5f4b-810f-4259-a2c2-1c0779ea371c

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1º Conexão ocorreu em Jericoacoara

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos

19 de setembro de 2017

“Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

Foi na paradisíaca praia de Jericoacoara, no evento do grupo Tribo Jeri, que se deu a primeira edição do projeto “Conexão”, desenvolvido por mestre Ratto, responsável pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab).

“O objetivo é reconhecer a capoeira como espaço integral na vida. Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

No último domingo (17/09), mestre Ratto convidou os presentes no evento organizado pelo mestrando Erlim para trabalhar a capoeira inclusiva, simulando, por exemplo, jogos com pessoas com deficiência de locomoção e visual. “Hoje está frequente a presença de pessoas com alguma deficiência na roda, e precisamos saber jogar com elas, dialogando e fazendo um bom jogo de pergunta e resposta”, afirma.

Após a vivência ele convidou que se formassem duplas, de preferência um adulto e uma criança, para que se conversasse sobre a árvore genealógica familiar. Mestre Ratto enfatizou a importância do fortalecimento e reconhecimento familiar dentro e fora da capoeira.

Após, os participantes foram conduzidos para de baixo de uma árvore e mestre Ratto falou sobre os valores africanos: circularidade, oralidade, memória, religiosidade, corporeidade, musicalidade, cooperativismo, ancestralidade, ludicidade e energia vital.

Por fim, mestre Ratto convidou os presentes para ficar em silêncio, e logo na sequencia, a cantar a música “O que é, o que é?”.

Visão de observadora/participante

Sou suspeita para falar do meu mestre e sua ampla visão de vida. Participei da vivência em Jericoacoara e o que pude ver foi um reconhecimento da importância da proposta sugerida.

No momento que mestre Ratto propôs o silêncio fechei meus olhos e procurei me conectar com a natureza tão bela daquela praia. Estávamos perto do mar, podíamos escutar o canto de pássaros e sentir a brisa que batia no nosso rosto. Me chamou atenção a concentração dos presentes e o comportamento meditativo de alguns.

Após o término do curso uma moça se dirigiu até mestre Ratto emocionada e deixou o mestre também com os olhos cheios d’água. Logo na sequência uma criança chegou até o mestre e agradeceu a vivência por ter incluído sua mãe, deficiente visual. Isto é conectar. Sentimento, energia e inclusão dentro e fora da roda.

 

 

 

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1º Conexão ocorreu em Jericoacoara

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos

19 de setembro de 2017

“Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

Foi na paradisíaca praia de Jericoacoara, no evento do grupo Tribo Jeri, que se deu a primeira edição do projeto “Conexão”, desenvolvido por mestre Ratto, responsável pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab).

“O objetivo é reconhecer a capoeira como espaço integral na vida. Durante alguns anos venho percebendo a necessidade de melhorar a conexão do presente com as raízes da capoeira do passado. É um momento de conectar o capoeirista com a sua raiz”, explica mestre Ratto.

No último domingo (17/09), mestre Ratto convidou os presentes no evento organizado pelo mestrando Erlim para trabalhar a capoeira inclusiva, simulando, por exemplo, jogos com pessoas com deficiência de locomoção e visual. “Hoje está frequente a presença de pessoas com alguma deficiência na roda, e precisamos saber jogar com elas, dialogando e fazendo um bom jogo de pergunta e resposta”, afirma.

Após a vivência ele convidou que se formassem duplas, de preferência um adulto e uma criança, para que se conversasse sobre a árvore genealógica familiar. Mestre Ratto enfatizou a importância do fortalecimento e reconhecimento familiar dentro e fora da capoeira.

Após, os participantes foram conduzidos para de baixo de uma árvore e mestre Ratto falou sobre os valores africanos: circularidade, oralidade, memória, religiosidade, corporeidade, musicalidade, cooperativismo, ancestralidade, ludicidade e energia vital.

Por fim, mestre Ratto convidou os presentes para ficar em silêncio, e logo na sequencia, a cantar a música “O que é, o que é?”.

Visão de observadora/participante

Sou suspeita para falar do meu mestre e sua ampla visão de vida. Participei da vivência em Jericoacoara e o que pude ver foi um reconhecimento da importância da proposta sugerida.

No momento que mestre Ratto propôs o silêncio fechei meus olhos e procurei me conectar com a natureza tão bela daquela praia. Estávamos perto do mar, podíamos escutar o canto de pássaros e sentir a brisa que batia no nosso rosto. Me chamou atenção a concentração dos presentes e o comportamento meditativo de alguns.

Após o término do curso uma moça se dirigiu até mestre Ratto emocionada e deixou o mestre também com os olhos cheios d’água. Logo na sequência uma criança chegou até o mestre e agradeceu a vivência por ter incluído sua mãe, deficiente visual. Isto é conectar. Sentimento, energia e inclusão dentro e fora da roda.