Iê Camará - Capoeira de corpo e alma
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Iê Camará

por Aline Pedrosa

Revista TBT será lançada em janeiro de 2017

Por Aline Pedrosa em Sem categoria

16 de outubro de 2016

Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil.

Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil.

Em janeiro de 2017 será lançada a Revista TBT – “Tribos, Berimbaus e Tambores”. Após a oitava edição do festival organizado pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), o evento passa também a ser uma revista de periodicidade trimestral.
Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil. Circularidade, religiosidade, corporeidade, musicalidade, memória, ancestralidade, cooperativismo, oralidade, energia vital e ludicidade serão práticas e valores debatidos e resgatados na Revista TBT.
A primeira edição terá como participação especial artigos do Mestre Luiz Renato (Brasília) e do pesquisador e escritor Carlos Eugênio Líbano Soares. São dele importantes obras como: A capoeira escrava e A negregada instituição – os capoeiras no Rio de Janeiro.
Para acompanhar mais informações sobre a Revista TBT acesse: https://www.facebook.com/Feira-Tribos-Berimbaus-e-Tambores-2016-605413652961975/?fref=ts

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10ª edição Budega Cultural nesta sexta (07)

Por Aline Pedrosa em Eventos, Rodas

07 de outubro de 2016

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O evento é uma realização do Kaiango Capoeira.

Nesta sexta-feira (07/10), a partir das 20h, no Parque da Liberdade, mais conhecido como Parque das Crianças, ocorre a 10ª edição da Budega Cultural. Esta edição será especial em homenagem a todos Êres. O evento é uma realização do Kaiango Capoeira e tem o apoio institucional da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos e Fundação Marcos de Bruin.

A ideia do movimento da Budega Cultural ocorreu pela necessidade dos alunos do Kaiango de se manterem naquele espaço onde ocorrem seus treinos. “Um sabia fazer artesanato, outro fazer comidas veganas, outro algo para beber, daí juntamos tudo e vimos que isso era uma bugeda, com de tudo um pouco, com diversidade e saberes”, explicou uma das organizadoras e membro da Kaiango, Tatiana Martins.

“A Budega Cultural é um movimento de ocupação cultural do centro da cidade, ela surge de uma necessidade em nos mantermos vivos, respirando, produzindo e espalhando arte e cultura”, afirmou Tatiana Martins. “Nosso objetivo é fazer um movimento e devolver de volta pra capoeira. Somos um movimento de resistência, de se auto-sustentar”, completou.

Nesta edição terá capoeiragem, um solo que trabalha a perspectiva do circo, malabares, contemplando, portanto, o mês da criança, com Orlangêlo Leal; D’passagem; Foca no som; Ernesto Cartaxo; Patrícia Matos Adjoke; Joana Limaverde; Gildázio Pereira e Daniel Leão.

Edital das Artes da Secultfor
A Budega Cultural teve classificação e habilitação no Edital das Artes da Secultfor 2016. A próxima edição da Budega Cultural já está marcada, se programa aí: 18 de novembro. Nesta edição o grupo vem comemorar 20 anos de ocupação e trabalho naquele espaço no centro da cidade.

Serviço:
Budega Cultural
Local: Parque das Crianças – Centro
Data: 07 de outubro (sexta-feira)
Horário: 20h.

Mais informações:
https://www.facebook.com/events/1775792912700317/?active_tab=highlights

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Nesta quarta começa a 9ª edição do Berimbaflor

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos, Eventos

04 de outubro de 2016

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O Berimbaflor tem a organização da instrutora Thya e instrutora Sulamita. Supervisão do Mestre Marcão e coordenação do Mestre Paulão

Tem início nesta quarta (05.10), a 9ª edição do Berimbaflor, uma organização da instrutora Thya e instrutora Sulamita. Supervisão do Mestre Marcão e coordenação do Mestre Paulão. Ambos do Grupo Capoeira Brasi (GCB).

Idealizadora do evento, instrutora Thya, estava vendo a necessidade de uma integração maior da mulher na capoeira. “Dentro do Capoeira Brasil, o Berimbaflor é dos eventos femininos mais antigos, e aqui em Fortaleza é o segundo mais antigo”, falou.

O nome do evento foi por conta de uma tatuagem que ela tem, um berimbau que é o instrumento mor da capoeira e uma flor. “O berimbau em forma de flor para mim é uma representação da capoeira feminina”, disse Thya.

Instrutora Thya ressalta a importância da instrutora Sulamita nesta edição, em especial. “Ressalto também o trabalho dela. Sulamita ministra aulas gratuitas de capoeira no seu espaço na comunidade que ela mora, em Messejana”, disse. “Um evento é difícil de se organizar, pela falta de patrocínio e pelas atividades extra capoeira como as tarefas de casa, de mãe”, narrou como desafios para a mulher capoeirista.

Segundo Thya o evento é idealizado por mulheres, mas não é só para elas. “Só temos a regra de não deixar só homem nos instrumentos e também jogando. Bateria mista, assim como o jogo”, enfatizou.

Programação

Na quarta-feira (05.10), terá uma roda abertura do evento, no shopping Deo Paseo, às 19h.
Na quinta-feira (06.10), às 19h, a programação dá continuidade na livraria Saraiva, no shopping Iguatemi, com uma papoeira com a Mestra Carla da Associação Zumbi Capoeira (AZC).
Na sexta-feira (07.10), às 19h, no Espaço Mandinga (Rua Bartolomeu Dias, n 212, Messejana, terá aula de zumba e oficina de capoeira com a instrutora Narizinha (GCB- Recife).
No sábado (08.10), também no Espaço Mandiga, terá oficina de capoeira com a professora Ganga (Grupo Cordão de Ouro), maculelê, samba e aula de jonjo.

Mais informações: (85) 98827. 9477 e (85) 98603. 5483.

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5º Circuito Nova Geração Ginga de Capoeira conta com a presença de mestres de Brasília

Por Aline Pedrosa em Aulões, Eventos

22 de setembro de 2016

O evento tem organização da Mestra Flanela e direção do Mestre Pano.

O evento tem organização da Mestra Flanela e direção do Mestre Pano.

O 5º Circuito Nova Geração Ginga de Capoeira teve início no último sábado (17/09) e teve prosseguimento na última quarta-feira (21/09), com o batizado infantil do grupo. Nesta sexta-feira (23/09) o evento, que tem a organização da Mestra Flanela e direção do Mestre Pano, tem continuidade, às 19h, com oficinas de capoeira no Cuca da Barra (Av. Presidente Castelo Branco, 6417 – Barra do Ceará). O valor para participação é de R$ 40.
No sábado (24/09), às 16h, é a vez do batizado e troca de cordas de adultos, no IFCE (avenida 13 de Maio, 2081, bairro de Fátima). Neste ano os convidados do evento são Mestre Kall, Mestre Tonelada e Contra Mestre Pingo, ambos de Brasília.
Mestra Flanela
Mestra Flanela está com uma boa expectativa para o evento. “Trabalhamos muito na divulgação. Esperamos um bom público, as pessoas já estão chegando para somar ao nosso evento”, afirmou.
Em 2015, Mestra Flanela teve sua formatura de capoeira. Ela falou um pouco sobre sua emoção ao viver esse momento único em sua vida. “Foi surpresa. Fui homenageada com uma orquestra de berimbaus e recebida com pétalas de rosas”, contou. Este ano, Mestra Flanela completa 26 anos de prática da capoeiragem.

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Começa nesta quinta (08) o VI Festival de Capoeira “Brincando na Roda”

Por Aline Pedrosa em Eventos

08 de setembro de 2016

IMG_1697Dos dias 08 a 10 de setembro ocorre o VI Festival de Capoeira “Brincando na Roda”, organização do formado Minhoquinha (Capoeira Brasil).

O evento conta com a participação de Mestre Kim (Capoeira Brasil), Mestre Marcão (Capoeira Brasil), Mestre Serê (Legião Brasileira), Mestre Peninha (CECAB) e das professoras Ninja e Folha, ambas do grupo Capoeira Brasil.

Dia 08, às 19 h, haverá os cursos com os mestres Marcão e Peninha. Dia 09, às 19h, os cursos com os mestres Kim e Serê, além de uma roda de confraternização. O evento nos dois primeiros dias será no Colégio Pe. José Nilson (Rua Cel. Manuel Jesuíno, 225, Varjota).

Já no dia 10, às 09h, haverá aulão infantil com as professoras Ninja e Folha, batizado e troca de cordas, no Clube AABB Fortaleza (Av. Barão de Studart, 2917, Dionísio Torres).

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Tem início nesta quinta o Intercontinental 2016

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos, Eventos

25 de agosto de 2016

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“O Intercontinental significa a união de um continente com o outro”, afirmou mestre Zebrinha.

Começa nesta quinta (25/08) e segue até domingo (28/08) o Intercontinental 2016, evento organizado pelo grupo Legião Brasileira de Capoeira, que tem como líder o mestre Zebrinha.

“O Intercontinental significa a união de um continente com o outro”, afirmou mestre Zebrinha.

Está vindo de Angola, África, o professor Pelado. Além dele os convidados são: mestre Suíno (Goiânia), mestre Kall (Brasília), Pajé (Pernambuco), mestre Touro (Piauí), mestre Skisyto (Brasília), Mula (Pernambuco), Macarrão (Pernambuco), Tigre (Manaus) e mestre Touro (Piauí). E os mestres do Ceará: Severo, Graúna, Molesa, Miquimba, Serê e Doutor.

Programação
Nesta quinta (25), terá uma roda de abertura, na academia Z Fitness (Lagoa Redonda). Na sexta (26), haverá o lançamento do livro do mestre Deputado e mestre Skisyto “Diálogos filosóficos: educação, aprendizado e crescimento na capoeira”, um culto, seguido de palestra e festival de música.

No sábado (27), pela manhã ocorrem os cursos com mestre Kall e mestre Touro, e a partir das 16h, na quadra da Beira Mar, conhecida como Volta da Jurema, ocorre o batizado, troca de cordas e a formatura de quatro capoeiristas do grupo, finalizando com papoeira. No domingo (28) terá a confraternização final.

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Grupo União Capoeira forma oito mestres, dentre eles Mestra Bruxinha

Por Aline Pedrosa em Comemoração, Eventos

09 de agosto de 2016

Eram oito o número de novos mestres que o Grupo União Capoeira formava no último sábado (06/08), e no meio deles se destacava uma mulher de vestido longo vermelho, a mais nova mestra do Ceará, Cristiane Marreiros, Mestra Bruxinha. O Estado agora têm oito mulheres mestras (Vanda, Carla, Paulinha, Janaína, Doralice, Flanela, Novinha e Bruxinha). “Essa data vai ficar na história. Uma data muito gratificante para mim”, ressaltou.

 O Estado agora tem sete mulheres mestras (Vanda, Carla, Paulinha, Janaína, Doralice, Flanela e Bruxinha).

O Estado agora tem sete mulheres mestras (Vanda, Carla, Paulinha, Janaína, Doralice, Flanela e Bruxinha).

Mestra Bruxinha era pivô da seleção cearense de handball. Se apaixonou pela capoeira quando ouviu o berimbau pela primeira vez. Ela escutou o som do instrumento símbolo da capoeira e ficou batendo palma.

“Comecei a treinar com Mestre Assis, que na época era contra mestre, ele era meu vizinho. Perguntei como fazia para treinar, mas eram dias que se batia com os treinos do handball e foi aí que saí da seleção cearense para treinar capoeira. Comecei a praticar muito nova. Me encantei e logo no começo teve aquele preconceito. Minha mãe nunca me apoiou. Não tinha ninguém da minha família na minha formatura, só minha filha de 13 anos”, contou. A mestra ainda ressaltou a dificuldade em ser mãe solteira e ter que trabalhar muito para pagar as despesas de sua filha.

Preconceito é algo que não a intimida. “Meu antigo mestre passou suas turmas de capoeira aqui, em Fortaleza, para mim e outra mulher. Encaramos como um grande desafio. Mas, nenhum dos alunos quis treinar com a gente porque éramos mulher e achavam que não tínhamos conteúdo. Foi nessa fase que achei meu primeiro aluno, que está comigo há 19 anos”, afirmou.

Mestra Bruxinha relatou que o preconceito pelo fato dela ser mulher aconteceu até no dia de sua formatura. “Na hora de ser homenageada alguns mestres cumprimentaram os novos formados e passaram batido de mim e não me cumprimentaram. Esqueceram que eu também ia me formar, mas o importante é que deu tudo certo, meu trabalho foi reconhecido com muito suor e dedicação”, falou. Mestra Bruxinha lembrou ainda que seu mestre, Marrom, agradeceu no dia da formatura a parceria e fidelidade dela por 20 anos.

Mestra Bruxinha é instrutora educacional, ministrou aulas em vários projetos sociais, dentre eles o ABC do José Walter, Mondubim, Serrinha, Jangurussu e Lagamar.

Para Mestra Bruxinha, o reconhecimento da maestria veio no decorrer do tempo. “Os meus alunos já me chamavam de mestra desde que eu era corda roxa. Meu trabalho na comunidade é grande. Eu não tenho nenhum aluno que venha de outro professor, todos aprenderam capoeira comigo. Meus alunos acreditam no meu trabalho”, ressaltou.

Mestra Bruxinha já foi reconhecida pelo Ministério da Cultura, em 2009, quando estava de resguardo do nascimento da sua filha. Ela recebeu a medalha em casa.

Madrinha de Capoeira
No evento Mestra Carla (Zumbi Capoeira) foi a madrinha da Mestra Bruxinha. ” Tive essa honra. Somos ainda muito poucas em quantidade, mas desenvolvemos uma linda missão e uma grandiosa tarefa de liderar grandes grupos, realizar eventos de qualidades e ensinar a capoeira como instrumento de transformação”, enfatizou Mestra Carla.

 

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Mestra Carla critica data em que comemora-se Dia do Capoeirista

Por Aline Pedrosa em Cultura

04 de agosto de 2016

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Mestra Carla (Associação Zumbi Capoeira).

Mestra Carla (Associação Zumbi Capoeira) tem um olhar crítico em relação a data 03 de agosto, no qual comemora-se o Dia do Capoeirista. Ela ressaltou que a data é comemorada na cidade de São Paulo, onde foi aprovado um projeto de lei e, portanto, passou a ser incorporado em outras cidades brasileiras.

Leia mais: Dia 03 de agosto comemora-se o Dia do Capoeirista.

“Pesquisando há alguns anos, percebi que está data não consta fundamentação para o nosso movimento, sem relevância ou registro histórico. Aqui na nossa cidade tivemos um vereador que fez um projeto de lei sem ouvir o movimento da capoeira e reproduziu a mesma data para ser festejada aqui. Fomos no gabinete deste vereador entregamos um documento retirados do Fórum da Capoeira sugerindo que o mesmo alterasse a data para o dia 25 de março, data está que tem identidade com a capoeira e o nosso Estado”, esclareceu. Mestra Carla ainda informou que existe um projeto maior a nível federal em unificar esta data.

“Participamos de uma arte que tem como base a historicidade, desta forma os fatos precisam está ligado a registros históricos. Não podemos reproduzir algo que não sabemos os fundamentos. Se faz necessário sermos críticos e transformadores deste sistema. Precisamos estar atentos e buscarmos os sentidos do que está posto”, criticou.

Terra da Luz
O Ceará ganhou no ano de 2012 mais um feriado. No dia 25 de março comemora-se a Data Magna do Ceará, que festeja o fim da escravidão no Estado. A Emenda Constitucional que instituiu o feriado, de autoria do ex-deputado Lula Morais, foi aprovada pela Assembleia Legislativa em 1º de dezembro de 2011, sendo promulgada e publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de dezembro de 2011. Vale lembrar que o nosso Estado foi o primeiro a libertar os escravos.

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Dia 03 de agosto comemora-se o Dia do Capoeirista

Por Aline Pedrosa em Comemoração, Cultura

03 de agosto de 2016

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Foto: Gustavo Simão.

O dia do capoeirista é celebrado Dia 3 de agosto. A data se popularizou por todo o Brasil, apesar de ter origem no estado de São Paulo (Lei nº 4.649 de 07 de agosto de 1985, de autoria do deputado Tonico Ramos).

Sabe-se que alguns estados e municípios têm leis semelhantes que instituem, em datas distintas, o dia do capoeirista, o dia da capoeira ou a semana municipal da capoeira, como é o caso do Rio de Janeiro, do Ceará, de Fortaleza, de Florianópolis e de Porto Alegre.

Um bom texto que encontra-se na internet é da aluna do Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), Juliana Monteiro, com uma pesquisa mais aprofundada sobre a data em questão. Veja o blog Biblioteca da Capoeira – aqui.

Com a palavras, os mestres
Mestre Ratto (CECAB), enfatizou o texto de sua aluna Juliana Monteiro, como algo questionador. Para ele, entretanto a data é para se lembrar do passado, do presente e do que queremos para o futuro da arte. “Um dia para refletir, reivindicar e lutar por mais espaço e valores no universo da capoeira. Considero que não pode ser um dia qualquer, e que principalmente, não se torne um dia comercial. Para mim, é um dia de luta e de resistência”, afirmou.

Ainda segundo Mestre Ratto, a capoeira avançou e vem avançando com o mérito de todos os capoeiristas, em especial, os mestres da velha guarda. “Foram eles, que no passado caminharam nesse mato, para hoje estarmos jogando essa capoeira. Portanto, hoje é dia de lembrar do passado. Foi através de muito luta que a capoeira chegou aonde chegou. Com os mestres que lutaram com seu berimbau ao lado e foram conquistando outros países para fazer da capoeira o que ela é hoje, uma atividade com bastante respeito em várias nacionalidades”‘, completou.

De acordo com Mestre Piolho (Equipe Cultural de Capoeira), o dia 03 de Agosto tem um misto de alegria e preocupação. “Alegria pelo reconhecimento, e preocupação que esta data se torne somente uma simbologia, para aqueles que não vivem a capoeira com o coração”. Já para Mestre Zebrinha (Legião Brasileira de Capoeira), “o importante é que a sociedade saiba que temos o nosso dia”.

Mestre Cibriba (Capoeira Brasil) também acha a comemoração da data interesante para a nossa cultura como um todo. “É o que a gente desenvolve lá fora do País”. Nesta quarta-feira (03/08), o cearense Mestre Cibriba que mora há 14 anos em Nice (França), dando aulas de capoeira, vai falar sobre sua trajetória na capoeiragem, como ele começou até os dias de hoje, às 18h30, no auditório do Dragão do Mar. Além da França, Cibriba desenvolve trabalho com a capoeira na Romênia e Itália.

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Tribos, Berimbaus e Tambores 2016 debate herança afro-indígena

Por Aline Pedrosa em Aulões, Cursos, Eventos, Palestras

11 de julho de 2016

Ramon Lopes Gonçalves, Mestre Negoativo, é o mestre convidado desde ano do VIII Tribos, Berimbaus e Tambores.

Ramon Lopes Gonçalves, Mestre Negoativo, é o mestre convidado desde ano do VIII Tribos, Berimbaus e Tambores.

Durante os dias 10 a 17 de julho, ocorre o VIII Tribos, Berimbaus e Tambores (TBT), que traz como temática a influência afro-indígena em nossa cultura. Em 2016, nove cidades do Ceará (Fortaleza, Cascavel, Itapipoca, Parajuru, Itaitinga, Boa Viagem, Caucaia, Paraipaba e Acarape) estarão desenvolvendo atividades do TBT, organizado pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB).
“Este evento é a culminância dos trabalhos desenvolvidos pelo CECAB, como o projeto Eu, Você, a Escola e a Capoeira (EVEC), o Tambores de Dandara, o Curso de Qualificação. Ele é uma mostra dos trabalhos que a gente realiza diariamente. A inovação neste ano, tanto é o desenvolvimento das atividades simultaneamente nas cidades do Estado, como a feira de artesanato estimulando algo que acreditamos muito, que é a economia solidária dentro da capoeira”, afirmou o fundador do CECAB, Robério Batista, Mestre Ratto.
“O Tribos é a vitrine do CECAB, portanto é uma oportunidade dos profissionais envolvidos apresentarem os objetivos alcançados e também os que ainda não foram. É um verdadeiro seminário. Um espaço de conversa, de afirmação e de se apropriar mais ainda dos objetivos”, ratificou.
A comemoração dos 14 anos do CEACB, oficinas, rodas, batizado, troca de cordas, mesa redonda, debate e exibição de documentário farão parte da programação do TBT.

A proposta do CECAB
Para Mestre Ratto, o importante é perceber que o TBT não e um festival de momento, mas uma construção que já vem de alguns anos. “É a maneira mais pedagógica das pessoas terem contato com as raízes que influenciam na nossa formação. O TBT é sempre uma continuidade de aprendizado pra quem vem acompanhando desde o início”, ressaltou.
Ainda de acordo com Mestre Ratto, a escola CECAB tem uma pedagogia forte no aprendizado das pessoas. “Uma proposta de fortalecer e incluir a nossa identidade. A proposta de educação do TBT faz a pessoa voar pro infinito de possibilidades. Quero sempre proteger o CECAB, pra ser uma instituição que possa incentivar as pessoas pra ir cada vez mas longe”, disse.

Mestre Ratto ainda apontou que a melhor maneira de se aproximar do verdadeiro significado da capoeira, é poder estar sempre disponível em fazer desta arte instrumento de inclusão social, educação étnico- racial, educação aos direitos humanos e valorização do professor/ mestre.

Sobre o tema do TBT
Atualmente, há leis que asseguram a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileiras, africanas e indígenas nas escolas. A lei 10.639, foi sancionada em 2003, e institui o ensino da cultura e história afro-brasileiras e africanas e a lei 11.645, complementa a lei 10.639, ao acrescentar o ensino da cultura e história indígenas.
Ambas alteram a lei 9.394 , que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O que percebe-se é que a capoeira tem sido instrumento para a efetivação destas leis.

Sobre Mestre Negoativo
Ramon Lopes Gonçalves, Mestre Negoativo, é o mestre convidado desde ano do VIII Tribos, Berimbaus e Tambores. Mestre Negoativo, fundou em 1990, o grupo de capoeira Porto de Minas. Também é fundador dos Projetos de Arte e Cidadania nas comunidades periféricas de Belo Horizonte: Bloco Afro Porto de Minas/Burunga e o Kilombola.
O Projeto Kilombola tem como princípio o resgate da cultura afro-universal: a pesquisa de ritmos de matriz africana – especialmente os tambores de minas (congado) – berimbau (arco musical) e ritmos estrangeiros de origem negra, como o reggae, o rap, o funk e o soul, e um coral afro, o apoio na educação social de crianças e adolescentes moradores da periferia.
Foi coordenador da área de música do Programa Valores de Minas de 2005 a 2014; produtor do registro da entrevista com Mestre Waldemar da Liberdade, em 1987; autor do livro “Capoeiragem no País das Gerais”, 2011; diretor de cinema nas categorias documentários e vídeo clipes e também diretor do filme “Lamparina Bantus nas Minas Gerais”.
Impossível falar de Mestre Negoativo, sem falar da banda Berimbrown. A banda foi fundada por ele (voz, berimbau e congas), em 1996. Em 2000 foi lançado o primeiro disco da banda.
Em 2002, a Berimbrown lançou seu segundo disco, “Aglomerado. No ano de 2004 gravou o primeiro DVD em show no projeto “Toca Brasil”, em São Paulo, somente lançado em 2005.

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Revista TBT será lançada em janeiro de 2017

Por Aline Pedrosa em Sem categoria

16 de outubro de 2016

Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil.

Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil.

Em janeiro de 2017 será lançada a Revista TBT – “Tribos, Berimbaus e Tambores”. Após a oitava edição do festival organizado pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (CECAB), o evento passa também a ser uma revista de periodicidade trimestral.
Esta vem contribuir com a divulgação e engrandecimento da cultura afro-indígena e da arte da capoeira, em especial na região nordeste do Brasil. Circularidade, religiosidade, corporeidade, musicalidade, memória, ancestralidade, cooperativismo, oralidade, energia vital e ludicidade serão práticas e valores debatidos e resgatados na Revista TBT.
A primeira edição terá como participação especial artigos do Mestre Luiz Renato (Brasília) e do pesquisador e escritor Carlos Eugênio Líbano Soares. São dele importantes obras como: A capoeira escrava e A negregada instituição – os capoeiras no Rio de Janeiro.
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