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Blog do Graziani, por Fernando Graziani

Ceará: ganhar do Avaí não basta para voltar ao G4

Com 32 gols no ano, Magno Alves volta contra o Avaí

Com 32 gols no ano, Magno Alves volta contra o Avaí

Com os oito pontos ganhos nos mais recentes 24 disputados, o Ceará tem neste período da Série B apenas 33% de aproveitamento. Como a vantagem que tinha não era eterna, o alvinegro saiu do G4 na rodada que passou, a de número 23. Para se ter uma ideia do prejuízo, o alvinegro era líder quando terminou a rodada 15 com 31 pontos, sete de vantagem sobre o quinto colocado, o Avaí, então com 24 pontos. Hoje, está cinco atrás do líder, que é justamente o Avaí, melhor desempenho do pós-Copa.

O sistema defensivo falho é a chave para entender a queda do Ceará na classificação. A equipe sofreu 33 gols em 23 partidas, é a quarta pior defesa, e não existe ataque mais positivo do campeonato que sustente G4 desta forma. O empate contra o Paraná, nesta rodada, foi o primeiro 0×0 do time na competição, um paradoxo da campanha porque foi a terceira vez que a equipe saiu de campo sem marcar e a quinta sem tomar gols.

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O ritmo da competição segue insano, com duas rodadas por semana. Treinar não dá. Vai na base da conversa. Nesta sexta a equipe recebe o Avaí, que soma 44 pontos. Confronto direto maior não há. Magno Alves, Sandro e João Marcos retornam ao time. Ricardinho e Bill, suspensos, estão fora. Se vencer vai a 42, mas não volta automaticamente para o G4. A equipe precisa contar com tropeço do Vasco ou da Ponte Preta, que estão com 40 pontos, respectivamente em terceiro e quarto. O Vasco recebe o Náutico, enqnuanto a Ponte, que vive ótima fase e entrou pela primeira vez no G4, joga contra o Oeste em Campinas.

O Joinville, com 43 pontos, também não pode se alcançado pelo Ceará nesta rodada. A equipe de Santa Catarina saiu do G4 entre as rodadas 16 e 18, mas voltou com tudo e nesta terça-feira venceu o Náutico por 2×1 na Arena Pernambuco, onde o Ceará foi derrotado pelo mesmo placar na semana passada.

 

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Fortaleza: é melhor assumir a pressão do mata-mata

É natural que os jogadores do Fortaleza não queiram tocar no assunto do mata-mata da Série C do Campeonato Brasileiro. É verdade também que esse elenco não precisa responder pelos fracassos recentes do clube na terceira divisão, muito menos seu técnico, Marcelo Chamusca, que tem feito um ótimo trabalho desde o o fim do ano passado. Só que o time, por competência (está distante oito pontos do quinto colocado), vai disputar a fase decisiva da competição, ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando ficou de fora depois do empate por 2×2 com o Sampaio Corrêa. E por saber que estará nos dois jogos decisivos nesta temporada é hora de assumir que a pressão será grande e trabalhar muito o aspecto psicológico porque a torcida vai apoiar e ao mesmo tempo cobrar a volta do time para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Não há outro caminho aceitável para o clube neste momento.

Os erros no empate contra o Crac – 1×1 – e na derrota para o CRB – 3×0 – precisam ser insistentemente estudados porque não podem se repetir no mata-mata sob pena do ótimo trabalho ser comprometido. Serão dois jogos decisivos diante de adversário ainda desconhecido porque o grupo B segue extremamente equilibrado. Equilibrado também está o grupo A, já que apenas o Fortaleza descolou. Nas outras equipes – CRB, Botafogo-PB, Salgueiro, Cuiabá, Paysandu, ASA e Trezes – evidente que não se pode projetar a segunda fase da competição simplesmente porque as equipes nem sabem se lá estarão.  O Fortaleza, entretanto, por competência dele, repito, sabe que estará e o momento é de intensidade na preparação para essas partidas, tanto que o técnico Marcelo Chamusca e sua comissão passam horas vendo jogos de possíveis adversários.

Neste momento será fundamental também a liderança de Marcelinho Paraíba, Robert e Corrêa, os mais experientes atletas de um grupo mesclado com meninos que jamais estiveram em jogos com tamanha intensidade e importância.  O mata-mata, na verdade, já chegou e não adianta ser blasé neste momento, fingir que a situação não estará presente. Estará e será tensa.

 

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Ceará no Castelão até o fim do ano: tudo certo

Em reunião realizada no começo desta semana entre representantes do Ceará, da BWA, administradora atual do Castelão, e Ferruccio Feitosa, que responde pela pasta da Secretaria Especial de Grandes Eventos, um acordo foi costurado e o alvinegro vai mandar todos os seus jogos restantes (Série B e Copa do Brasil) no estádio de preferência da comissão técnica e dos jogadores.

Com resultados bons (16 pontos somados nos 18 mais recentes disputados) no estádio que foi sede da Copa do Mundo e péssimos no PV (dois pontos somados nos 12 mais recentes), a diretoria, como disse o presidente em exercício, Robinson de Castro, estava numa “sinuca de bico” porque não queria pagar bilhetagem nas partidas e nem deixar a área Premium toda para a BWA. Ao mesmo tempo, sabia que tecnicamente o time precisava atuar no Castelão justamente em função da enorme diferença de desempenho.

Ainda segundo o dirigente alvinegro, a palavra de Ferruccio Feitosa (que entendeu era preciso agir depois da confusão criada antes da partida Ceará x Luverdense) é a garantia que o clube tem de que vai atuar no estádio até o fim de 2014 com as condições desejadas e, assim o Ceará só espera agora que tudo seja colocado no papel. Há, inclusive, uma chance de um novo contrato de exclusividade ser assinado.

Outro ponto fundamental: Sérgio Soares e os atletas foram muito firmes na questão. Sempre que perguntados e muitos vezes até de forma espontânea deixaram claro que a preferência total era pelo Castelão por causa do ótimo estado do gramado.

Leia mais: Bill faz boa temporada pelo Ceará.

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Bill: promessa diminui impacto, mas temporada no Ceará é muito boa

São 18 gols na temporada para Bill, um número que está longe de ser ruim – Magno Alves, artilheiro do Ceará no ano tem 28 – mas boa parte da torcida do Ceará ainda pega no pé do atacante. Mas o jogador é outro depois da Copa. Não se tornou craque, nada disso, mas melhorou bastante, está participativo, mais atento. Fisicamente muito melhor após o tempo de treinamento físico, caiu nas graças de Sérgio Soares mostrando grande capacidade de marcar a saída de bola adversária e colaborar com o sistema defensivo.

Os maiores exemplos foram os gols contra o Internacional pela Copa do Brasil quando ele roubou a bola da zaga e serviu para um dos gols de Magno Alves  e diante do Luverdense, neste sábado, quando aproveitou bobeira da zaga e abriu o marcador no Castelão – faria também o terceiro gol da partida. Além disso, Bill, que quando chegou alternava a titularidade com Tadeu – hoje no Náutico – tem dado combate, ajudado o meio-campo, cumprindo as determinações do técnico.

Um fator que considero diminui o impacto real das atuações de Bill é a promessa que ele fez quando aqui chegou, de que faria 40 gols na temporada. O claro exagero, evidentemente, repercutiu e ninguém esquece. Ao fazer isso, o jogador, que vinha de péssimas temporadas recentes, grudou em si próprio uma responsabilidade sem nenhuma necessidade, mas não é justo, por causa de tal situação, deixar de ver as qualidades do atleta.

Os gols de Bill em 2014:

Série B: 6 (15 jogos)

Copa do Brasil: 4 (6 jogos)

Copa do Nordeste: 4 (8 jogos)

Campeonato Cearense: 4 (12 jogos)

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Magno Alves: cláusula permite saída do Ceará sem multa

A informação que consta do novo contrato de Magno Alves foi confirmada nesta quinta-feira pelo repórter Danilo Queiroz durante o Tribuna BandNews Esporte (sempre em 101,7 FM, de segunda a sexta-feira, 13h),  em matéria com entrevista do presidente em exercício do Ceará, Robinson de Castro.

Com o compromisso assumido até maio de 2016 e com multa rescisória estipulada em contrato, ao final de cada competição se o jogador quiser sair a multa será dispensada.

O acordo foi costurado assim porque o Ceará compreendeu – e entendo que com razão pela importância do jogador – que precisava ceder para não perder o atacante nas atuais campanhas da Série B e Copa do Brasil. Além disso, em 2015, a diretoria até admite perder o jogador sem multa, mas jamais no meio de uma competição. Magno, no novo compromisso, também recebeu reajuste de 20% nos rendimentos com outro aumento previsto para o início de 2015.

Com o acordo Magno fica livre para sair do clube caso seja um desejo dele sem pagar multa no fim das disputas da Copa do Nordeste, estadual, Série B ou Série A e Copa do Brasil do ano que vem.

É importante lembrar que o Fluminense, interessado em contar com o jogador sem pagar a multa rescisória então estipulada, tentou, via empresário de Magno, contratar o atleta, mas sem sucesso. O clube carioca ofereceu um bom salário, mas se recusou a pagar ao Ceará pelos direitos federativos, o que impossibilitou qualquer tipo de acordo.

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Série B insana: 5 pontos separam 1o e 9o colocados

Um único ponto conquistado nos mais recentes nove disputados e o Ceará perdeu a liderança da Série B e, mais importante, a gordura que tinha sobre o quinto colocado. Não apenas o alvinegro perdeu a vantagem que tinha. Na realidade, nenhum time que briga pelo acesso pode sossegar.

Depois da rodada 18, disputada no fim de semana, temos um tríplice empate. O líder é o América-MG, com 32 pontos, mesma soma do Ceará que, entretanto, tem uma vitória a menos, 9 contra 10. O Vasco também tem 32 pontos, mas com oito vitórias.  Com 31 pontos está o Avaí, fechando o G4. Na cola estão Joinville (30), Luverdense (28), Ponte (28), Náutico (27) e Sampaio Corrêa (27).

Faltando uma rodada para o fim do primeiro turno de confrontos, são apenas cinco pontos que separam o primeiro do nono colocado da competição. O equilíbrio é insano e qualquer sequência de duas vitórias ou duas derrotas já é o suficiente para grandes mudanças na tabela. Para deixar a situação ainda mais imprevisível, na próxima rodada serão quatro embates envolvendo os nove primeiros colocados: Ceará x Luverdense, Vasco x Avaí,  Ponte Preta x Náutico e Sampaio Corrêa x América-MG. Apenas o Joinville, que enfrenta o Oeste, joga diante de uma equipe que briga para não cair.

Destes nove times que hoje brigam ponto a ponto pelo G4, o que tem o melhor ataque é o Ceará, com 3o gols marcados. O Sampaio Corrêa fez 29. O Ceará também se destaca como segunda melhor campanha como visitante (55%), perdendo apenas para o Avaí (63%). Já a pior defesa é justamente a do Ceará, com 25 gols tomados. A melhor defesa é a do Vasco porque sofreu 12 gols apenas, contra 15 do Avaí, que só não assumiu a liderança nesta rodada porque empatou em casa contra o Santa Cruz. Por falar em mandantes, a melhor campanha é a do América-MG. O time já somou 88% dos pontos disputados no Independência. São oito vitórias e uma derrota.  O Joinville vem logo atrás, com 81% de aproveitamento jogando em seus domínios.

Regularidade

O Ceará é o time que mais tempo liderou a Série B até agora. São oito rodadas. O América-MG, atual líder, soma sete rodadas no topo. Depois, Joinville, com duas rodadas na liderança e o América-RN, uma vez.

Em tempo no G4, o América-MG é o time mais regular. São 16 rodadas. O Ceará soma 14, contra 13 do Joinville e nove da Luverdense. O Vasco soma quatro rodadas no G4.

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Líder e com melhor ataque da Série B, Ceará vê sistema defensivo desabar depois da Copa

Oeste, América-RN, Vila Nova e Atlético-GO. Apenas contra essas quatro equipes o Ceará saiu de campo sem sofrer gol nos 17 jogos que fez até agora na Série B. Melhor ataque da competição com 29 tentos, a equipe segue líder com 31 pontos, ainda que tenha perdido as duas partidas mais recentes, contra o Vasco (2×0) e o ABC (1×2).

A gordura, entretanto, acabou. Hoje, a diferença para o Joinville, quinto colocado (conta que efetivamente importa para o acesso) é de apenas dois pontos. Embolou tudo, portanto, a ponto do alvinegro, se tiver desempenho ruim na próxima rodada contra a Portuguesa e seus adversários diretos vencerem, sair do G4.

Nas dez partidas que fez antes da Copa, o alvinegro tomou 12 gols. A média de mais de um gol sofrido já era alta, mas o técnico Sérgio Soares defendia o esquema de jogo ofensivo e não encarava como um problema grave. Numa conversa que tive com ele antes da primeira partida pós Copa no programa Jangadeiro Esporte Clube Debate, quando observei que a defesa do time sofria gols demais, o treinador foi claro: “Enquanto estivermos fazendo mais gols do que tomando, está ótimo, mas sabemos que devemos melhorar nesse setor”.

Os números, entretanto, não mostram mais isso. Após a Copa, o desempenho defensivo da equipe entrou em colapso. Se a média anterior era sofrer 1,2 gol por partida, nos sete jogos mais recentes a equipe tomou os mesmos 12 gols do pré-Copa, ou seja, 1,71 gol por jogo, uma piora significativa. O ataque também caiu. Nos 10 primeiros jogos da Série B a equipe marcou 18 vezes, média de 1,8 por partida. No pós-Copa foram 11 gols feitos, média de 1,57.

Faltam dois adversários para o Ceará enfrentar no primeiro turno da Série B. A Portuguesa, em São Paulo e o Luverdense, no Castelão. Por falar em Castelão, a diretoria insiste em transferir vários jogos para o PV, ainda que a comissão técnica e os atletas falem insistentemente que preferem jogar no estádio da Copa.

Não sou daqueles que acha que estádio ganha jogo, mas quando existe um local disponível da preferência dos jogadores e do técnico e a diretoria opta por outro estádio por razões contratuais ou financeiras é hora de discutir novamente a decisão, até porque o desempenho do Ceará no PV é muito inferior ao apresentado no Castelão. No estádio municipal pela Série B foram nove pontos disputados e apenas um conquistado. No Castelão, foram 12 pontos disputados e 10 ganhos.

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Com os lanternas pela frente, Fortaleza tenta se classificar o quanto antes para o mata-mata

Já falei e escrevi em outras oportunidades que importa muito pouco ao Fortaleza estar na primeira colocação quando a fase inicial da Série C terminar. Não existe qualquer garantia que decidir em casa no segundo jogo é certeza de acesso. Além disso, pelo equilíbrio do grupo B, fica improvável escolher adversário, optando por algum, em tese, mais fraco.

Nas quatro vezes que disputou a Série C – 2010, 2011, 2012 e 2013 – o tricolor chegou ao mata-mata apenas uma vez e foi eliminado pelo Oeste perdendo o segundo jogo no PV e atuando fora de casa sem pressão nenhuma de torcida no interior de São Paulo. Nada disso, entretanto, é parâmetro para a atual comissão técnica e para o elenco. E nem deve ser. É assim que trabalha o técnico Marcelo Chamusca. A prova é tanta que, do elenco atual, apenas Waldison era do time titular em 2012.

Os próximos jogos do Fortaleza na Série C são contra o Águia, fora de casa, e contra o o Crac, como mandante. Com os atuais 23 pontos – oito de vantagem sobre o quinto colocado, distância que efetivamente interessa – em caso de vitórias a equipe pula para 29 e fica muito perto de garantir a vaga matematicamente para o mata-mata porque vão restar apenas mais cinco rodadas.

Conseguindo isso, será tempo de poupar fisicamente os mais desgastados, experimentar eventualidades de mudança tática para os jogos decisivos, testar substitutos e, fundamentalmente, preparar psicologicamente o elenco para a decisão.

 

 

 

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Pizzas depois dos jogos melhoram desempenho físico dos jogadores do Ceará

No ano passado, preocupada com a fadiga muscular dos jogadores do Ceará depois das partidas, a comissão técnica, especialmente o preparador Reverson Pimentel e o fisiologista Lucas Oaks, resolveu substituir um kit lanche que era dado aos atletas ainda no vestiário. Como o objetivo é que ocorra ingestão de proteína e carboidrato 30 minutos depois da atividade, a escolha foi por uma paixão nacional: pizza.

A ideia da substituição ocorreu porque o elenco do alvinegro tem na pizza um dos pratos preferidos e quando os kits eram oferecidos, vários jogadores os rejeitavam. “Nosso objetivo foi encontrar algo que tivesse boa aceitação do elenco porque consideramos fundamental esse processo de recuperação depois dos jogos e a pizza foi o alimento perfeito”, avaliou Lucas Oaks, fisiologista do Ceará e das categorias de base da seleção brasileira.

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Com o apoio da nutricionista do clube, em todas as partidas realizadas em Fortaleza, chegam cerca de 15 discos recheados no vestiário, muitos com carne, mas os de calabresa, preferidos do elenco, são evitados por causa da gordura. E todo mundo come, inclusive a comissão técnica.

O importante, entretanto, é que algumas semanas depois da introdução das pizzas, Reverson e Lucas passaram a observar, comparando parâmetros, uma diminuição da fadiga, resultando em uma recuperação mais rápida dos jogadores e uma melhor condição para os treinamentos posteriores da semana. “A recuperação dos atletas alcançou níveis melhores com a introdução da pizza após as partidas”, confirma Oaks.

Nesta quarta-feira, contra o Inter, não deu outra. Pizza no vestiário da Arena Castelão depois da classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. Entre elas, um sabor que agradou a todos: meia vitória, meia classificação para o atual líder da Série B.

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Ceará e o caminho para as 8as. da Copa do Brasil

Classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil depois de passar pelo Inter mais uma vez nesta quarta-feira – na ida, 2×1 no Beira Rio e na volta, 3×1 no Castelão – o Ceará aguarda agora a próxima segunda-feira para conhecer o seu adversário na continuação da competição.

Como manda o regulamento oficial da competição organizada pela CBF em seu artigo 10, o alvinegro estará no pote B do sorteio (ou bloco B), ao lado de América-RN, ABC (ganhou a vaga do Novo Hamburgo, que escalou jogadores irregulares), Bragantino, Coritiba, Palmeiras, Santos ou Londrina e Santa Cruz ou Santa Rita.

No pote A (ou bloco A) ficam os dois melhores do ranking da CBF que vieram da terceira fase – Corinthians e Vasco – e as seis equipes que disputaram a Libertadores neste ano, todas devidamente eliminadas: Botafogo, Flamengo  e Atlético-PR na primeira fase; Cruzeiro nas quartas para o campeão San Lorenzo, Grêmio nas oitavas também para o campeão San Lorenzo e Atlético-MG, nas oitavas para o Atletico Nacional de Medeliin.

Assim, o atual líder da Série B com 31 pontos e que enfrenta o Vasco no próximo sábado no Rio de Janeiro, terá pela frente uma das tradicionais equipes do pote A nas oitavas de final. Pode encarar, por exemplo, uma atual potência, como Cruzeiro e Corinthians, ou adversários que não vivem bons momentos, como Flamengo ou Botafogo.

A ordem dos mandos dos jogos de ida e volta também são determinadas por sorteio no próprio dia 18 de agosto.

Por chegar até as oitavas de final da Copa do Brasil, o Ceará, de cota, vai embolsar mais 530 mil reais. Com os 750 mil recebidos pelas fases anteriores, a soma total alcança um milhão e duzentos e oitenta mil reais, fora os valores obtidos com a bilheteria. Nesta quarta, contra o Inter, o clube conseguiu sua terceira maior renda da história.

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