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Fernando Graziani

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Blog do Graziani, por Fernando Graziani

Magno Alves perdeu outro pênalti pelo Ceará: é hora de trocar o batedor?

É inegável a importância de Magno Alves para o Ceará. Sem ele o time fica muito mais fraco. O jogador é fundamental, tem pleno entendimento tático e técnico do que fazer em campo. Já são 65 gols pelo alvinegro em 130 partidas, títulos estaduais, boas campanhas na Copa do Nordeste e na Série B. Em 2014 fez 21 tentos, atual segundo artilheiro do país, atrás apenas de Robert, do Fortaleza, que tem 24.

Contra o Internacional, na ótima vitória do Ceará no Beira Rio nesta quarta-feira, Magno Alves perdeu um pênalti (defendido por Dida) quando o jogo estava empatado sem gols. Foi a terceira penalidade máxima que o atacante perdeu em 2014. A primeira, contra o Treze, na Copa do Nordeste e a segunda na primeira partida da final do campeonato cearense.

 

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Ricardinho e Tiago brilham e Ceará vence o Inter no Beira-Rio na Copa do Brasil

Resultado excelente conseguiu o Ceará em Porto Alegre nesta quarta-feira. No Beira-Rio, o 2×1 sobre o Inter na partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil não foi construído por acaso, numa ou outra bola perdida, com sorte ou sendo pressionado o tempo todo. Pelo contrário. O time todo mereceu.

O Inter, na verdade, teve 10 minutos de superioridade efetiva na primeira etapa, entre os 25 e 35 minutos. Foi quando criou três chances reais para marcar, uma vez com Alex (Tiago fez milagre na cabeçada) e as outras com o lateral esquerdo Fabrício. No mais, o Ceará se fechou bem, não se afobou e teve chances nos contra-ataques. Na principal delas, Nikão foi derrubado por Willians e Fabrício, mas Magno Alves perdeu mais um pênalti pelo alvinegro (Dida pegou batida rasteira no seu canto direito), o terceiro no ano (os outros foram contra o Treze e diante do Fortaleza, na final do cearense).

Na saída para o intervalo muitas vaias da torcida colorada para o time comandado por Abel Braga.

No segundo tempo o Ceará voltou ainda melhor. A disposição na marcação se mostrava rara para um time que tem a quinta pior defesa da Série B, mas a entrega tática e física dos atletas foi marcante. E assim Ricardinho achou lindo passe longo para Nikão, que ganhou de Juan e acertou uma finalização indefensável para Dida.

Com 1×0 aos 10 minutos, o Inter foi para o abafa, mas de forma desorganizada e bem controlado pelo Ceará, que a partir de então optou por não atacar mais. Sérgio Soares  colocou Michel aos 25 minutos na vaga de Magno Alves e ainda terminou a partida com outro zagueiro, Alex Lima, no lugar de Eduardo. O Inter cruzou algumas bolas na área, sem sucesso. No lance mais perigoso antes do empate, Alex bateu falta e Tiago fez ótima defesa. Aos 46, Bill roubou a bola e perdeu um gol incrível para logo depois Alan empatar com chute de fora da área, ainda que a equipe estivesse cheia de volantes e zagueiros.

Na saída de bola, o Ceará ficou novamente na frente do placar, já nos acréscimos. Ricardinho ganhou dividida, invadiu a área e chutou cruzado. Ainda deu tempo para o goleiro Tiago fazer outra defesa decisiva. E fim de papo. Qualquer empate no dia 13 de agosto, em Fortaleza, dá a classificação ao Ceará. Se o Inter vencer por 1×0, também.

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Fortaleza x Salgueiro será no Castelão; BWA, Lagardère e clube prometem boa organização

A diretoria do Fortaleza já solicitou na CBF a mudança da partida, marcada inicialmente para o PV, no sábado, doa 9 de agosto, pela Série C. O objetivo será claro: dar oportunidade para a BWA e para a Lagardère Unlimited mostraram que conseguem organizar a partida sem os inúmeros problemas do jogo contra o Botafogo-PB.

Repito aqui o que já disse na Tribuna Band News FM e na TV Jangadeiro: é importante para o Fortaleza assinar o contrato com a Arena Castelão e fazer pelo menos 80% dos seus jogos no estádio. Financeiramente o acordo é bom e o clube sabe disso. Receberá um valor mensal e terá % do arrecadado nos bares e estacionamentos. Neste momento, a luta é para mostrar aos torcedores que a primeira impressão deixada seja mudada e por isso a partida contra o Salgueiro será novamente no Castelão. Fica claro que se a organização não mudar da água para o vinho o acordo não será firmado.

Um representante da BWA está em Fortaleza, assim como o gerente operacional da Lagardère Unlimited. Ambas empresas se uniram e administram agora o Castelão no lugar da Galvão, mas fizeram um trabalho muito ruim no sábado passado.  A BWA é responsável pela bilhetagem e um dos maiores problemas da partida contra o Botafogo foram os ingressos, que causaram lentidão na leitura quando o torcedor entrava no estádio. Assim, travou tudo e as filas foram enormes. Importante salientar que da união no Brasil da BWA e da Lagardère Unlimited (gigante francesa de comunicação que cuida da operação de dezenas de estádios pelo mundo) surgiu a Lu Arenas, que já cuida do estádio Independência, em BH, e agora passa a tomar conta do Castelão.

Do lado do Fortaleza, o clube também admite que precisa investir mais na colocação de orientadores e no custo para que todos os portões do Castelão estejam abertos. Dirigentes sabem que têm também responsabilidade pelo que ocorreu. Mas a diretoria insiste que os torcedores têm chegado muito em cima da hora e vai lutar para mudar esse hábito. Relatório que a BWA emitiu ao clube e que eu tive acesso mostra que até às 18:45 tinham entrado 6 mil torcedores no Castelão sem ocorrências graves o e que a partir daí e até às 19:20h, entraram 12 mil torcedores. O jogo começou às 19h.

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Com 69% de aproveitamento, Ceará já tem metade das vitórias da campanha do ano passado na Série B

Sérgio-SoaresDepois da chegada do técnico Sérgio Soares, em agosto do ano passado, o Ceará saiu da briga para não ser rebaixado para entrar na luta rodada após rodada para subir para a Série A. Não foi possível porque o time perdeu para o Joinville na rodada derradeira, no Castelão. Tivesse vencido, estaria em 2014 na primeira divisão. A campanha em 2013 foi encerrada então com 16 vitórias, 11 empates, 11 derrotas e 52% de aproveitamento.

Líder da competição, o Ceará já venceu oito vezes em 13 rodadas, ou seja, metade das vitórias que conquistou em 38 rodadas no ano passado. Chama a atenção que o alvinegro já tem três vitórias como visitante em seis partidas disputadas, além de dois empates e uma derrota. Fora de casa, portanto, são 61% de aproveitamento, algo inimaginável antes da chegada do atual treinador, que mudou efetivamente a postura da equipe.

O aproveitamento geral atual é de 69% (além das oito vitórias, são três empates e duas derrotas)  bastante alto. Pela classificação atual, um time subiria para a Série A com 57% de aproveitamento. Projetando em 38 rodadas, são 65 pontos para um time conseguir o acesso, mas esse número muda bastante rodada após rodada. No ano passado, por exemplo, o Figueirense subiu em quarto lugar com 53% de aproveitamento, ou seja, 60 pontos.

Além da liderança e de ser o time com mais vitórias na Série B, o Ceará tem o melhor ataque da competição, com 24 gols anotados, média um pouco inferior a dois por partida. O destaque negativo é o sistema defensivo, o quinto pior, com 18 gols tomados, principal calcanhar de aquiles da campanha.

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Ainda sem vencer depois da Copa, Fortaleza mantém boa distância para o quinto colocado

Diante do Treze em Campina Grande e do Botafogo-PB, no Castelão, o Fortaleza mostrou suas principais qualidades e defeitos na Série C. Essas duas partidas disputadas após a parada da Copa são o retrato de uma equipe que se defende bastante bem, corre poucos riscos até porque sempre mantém mais posse de bola do que o adversário, mas tem tido sérios problemas para concluir as jogadas que cria. O resultado: dois empates (1×1 e 0×0).

Faltam dois jogos para o encerramento do primeiro turno da fase inicial da competição. Com quatro vitórias e quatro empates, a invencibilidade mostra que o tricolor é um time difícil de ser batido, mas o minguado ataque de sete gols nas oito partidas é um sinal de alerta aceso faz tempo. A equipe faz menos de um gol por jogo e tem o segundo pior ataque entre os 10 participantes do grupo.

O Fortaleza, entretanto, mesmo tendo perdido quatro pontos nos dois jogos mais recentes, soma 16 continua distante seis do quinto colocado (o Treze, com 10), número que efetivamente interessa. O que ocorre é que boa parte das equipes do grupo são ainda mais inconstantes, mudam de posição a cada rodada e empatam demais, permitindo ao tricolor manter vantagem significativa para o primeiro time fora do G4.

Como tenho repetido, pouco importa ao time de Marcelo Chamusca (que concorda com a tese em recente conversa que tivemos) ficar em primeiro, segundo, terceiro ou quarto na primeira fase. O Fortaleza e seus torcedores já experimentaram todas as situações nessa passagem recente pela Série C e precisam entender isso. A missão inicial, portanto, é estar no mata-mata, algo que o tricolor deve conseguir sem problemas se mantiver a  excelente defesa (a melhor disparada da competição,sofreu apenas três gols), mas também é fundamental dar um jeito de melhorar a produção ofensiva. Já passou da hora, inclusive.

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Ataque volta a falhar, Fortaleza empata no Castelão, mas mantém liderança

O sistema ofensivo do Fortaleza tem falhado bastante na Série C. Não é um problema recente na competição, portanto. Vem desde antes da Copa. Com apenas sete gols marcados em oito partidas (menos de um por jogo), o time, líder do grupo A e melhor defesa, tem tido problemas graves para balançar as redes adversárias.

Neste sábado, no Castelão, a equipe dominou taticamente o Botafogo-PB o tempo todo, criou pelo menos sete chances reais para marcar, especialmente no segundo tempo, mas parou na incompetência de seus jogadores para definir, por isso então o placar de 0×0. Até pênalti o Fortaleza perdeu, sofrido por Edinho, aos 10 minutos. Waldison pegou a bola para bater, mas foi Robert quem finalizou e mal para a defesa do goleiro Carlos, que se adiantou, inclusive. E a ordem para a mudança do batedor não veio do banco, confirmou Marcelo Chamusca em entrevista coletiva. Foi algo acertado entre Marcelinho, Robert e Waldison dentro do campo.

Na defesa, o Fortaleza sofreu muito pouco, como tem ocorrido sistematicamente. É a melhor da competição, com três gols sofridos apenas. Só Lúcio Curió e Chapinha, que entraram na segunda etapa, assustaram o goleiro Ricardo com chutes de fora da área.

Somando 16 pontos em oito partidas, o tricolor lidera isoladamente e segue invicto com quatro vitórias e quatro empates. E enfrenta o ASA, fora de casa, no próximo sábado, também às 19h.

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Ceará vence Santa Cruz, conta com rodada perfeita e abre vantagem na liderança

O Ceará viveu uma rodada perfeita na Série B. Neste sábado, o time venceu o Santa Cruz fora de casa por 3×2 e contou com as derrotas de seus principais concorrentes no G4 para abrir mais vantagem na liderança da competição. América-MG, Joinville e Luverdense perderam suas partidas.

Todos os gols foram marcados no primeiro tempo, que contou com duas viradas em um jogo muito movimentado e com amplo domínio dos ataques sobre as defesas. O Ceará saiu na frente com Bill depois de grande jogada de Nikão e logo na sequência Wescley e Leo Gamalho colocaram o tricolor em vantagem. Magno Alves deixou tudo igual em boa jogada de Vicente e já nos acréscimos, Sandro, aproveitando escanteio e falha do goleiro Thiago Cardoso, deu números finais ao jogo.

Na segunda etapa o Ceará, sem apoio dos laterais, já com o meio-campo mais povoado de marcadores e com Lulinha na vaga de Magno Alves, machucado, optou por segurar a partida e a manutenção do resultado deu certo, apesar da equipe ter criado apenas uma chance, com Nikão. O Santa Cruz mudou para ficar mais ofensivo, mas o time de Sérgio Guedes foi inoperante para ao menos empatar. Com dez cartões amarelos, a partida foi tensa e com jogadas duras dos dois lados no Arruda.

Com 27 pontos, e melhor ataque da Série B com 24 gols marcados, o alvinegro agora tem quatro de vantagem sobre o segundo colocado. Na terça-feira o time embarca para Porto Alegre porque tem jogo de ida na Copa do Brasil contra o Inter, às 22h. Pela Série B, o próximo encontro é no sábado que vem, às 21h, em Fortaleza, contra o Boa Esporte.

 

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Ceará e Fortaleza: patrocínio da Caixa está distante e deixa dirigentes preocupados

Anunciado no final de maio deste ano com pompa e muitos pais querendo a fama e o mérito pelo acordo, o patrocínio da Caixa Econômica Federal ainda não chegou aos dois maiores clubes cearenses

O presidente do Fortaleza, Daniel Frota, afirmou em entrevista ao repórter Anderson Azevedo da Tribuna Band News FM que “está faltando tudo para a assinatura do contrato e do acerto real das bases financeiras”. Frota afirmou ainda que tem tentado contato direto com a Caixa, por email e telefone, e não consegue nenhuma resposta. Nada está decidido, portanto. Não se sabem os valores, os espaços das camisas que a patrocinadora deseja, o prazo do acordo.

Já no Ceará, o clube trabalha com o prazo de 90 dias dado aos aos clubes para que consigam as certidões negativas que vão permitir o acordo com a entidade. Conversei com dirigentes alvinegros nesta quinta-feira e eles me disseram que o clube está trabalhando para que a documentação esteja pronta no prazo, que termina no final de agosto. Eles, entretanto, confirmam o discurso do Fortaleza, de que nada está definido.

Há uma mistura de ansiedade e preocupação com esperança de que o protocolo de intenções firmado no final de maio seja cumprido.

Relevante lembrar que desde que firmou contrato com o Corinthians, ainda em 2012, a marca da Caixa Econômica Federal é uma das mais expostas no atual cenário do futebol brasileiro. Pelo menos treze clubes (Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-PR, Coritiba, Figueirense, Avaí, Chapecoense, ASA-AL, Atlético-GO, Vitória, ABC, América-RN) estampam a marca do banco estatal.

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Ceará: classificação de um milhão de reais na Copa do Brasil

A cota para o Ceará participar da terceira fase da Copa do Brasil é de 430 mil reais. O valor está garantido, que se classificou depois de vencer o primeiro jogo e empatar o segundo contra a Chapecoense. O adversário agora é o Inter. Na quarta-feira que vem, em Porto Alegre, 22h, no Beira Rio, a ida. A volta está marcada para o dia 13 de agosto, por enquanto, no Castelão, com chances reais de mudança para o PV.

Para garantir uma boa renda no segundo jogo é essencial que o Ceará consiga um bom resultado fora de casa. Um insucesso como aquele do Bahia contra o Corinthians, nesta quarta-feira, quando o time baiano perdeu por 3×0 em São Paulo é um problema. Uma vitória, um empate ou até uma derrota mínima certamente ajudarão na possibilidade de arrecadar, entre cota e renda, um milhão de reais, bom reforço para o caixa de quem recebe apenas três milhões de reais para participar da Série B, ao contrário da Chapecoense, por exemplo, que ficou com 18 milhões de reais por jogar na Série A.

Para a partida contra o Inter a atenção na defesa será ainda mais necessária. Apesar de ter o melhor ataque da Série B com 21 gols marcados e estar na liderança da competição, até a 12a. rodada o Ceará tomou gols em nove partidas, um exagero, com a quinta pior defesa da Segundona.

Leia mais: Ceará sofre na defesa apesar da liderança da Serie B 

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Ceará: líder e melhor ataque da Série B, time sofre na defesa

Na vez mais recente que conversei com Sérgio Soares (Jangadeiro Esporte Clube Debate duas semanas atrás), o técnico alvinegro disse, ao responder uma pergunta minha sobre as falhas defensivas constantes do time, que o importante era seguir fazendo mais gols do que os tentos sofridos. Lógica óbvia, mas ainda assim, ele reconheceu que a necessidade de mudança de postura era necessária. Com as rodadas pós Copa ficou ainda mais evidente: o time tem tido problemas no sistema defensivo.

Líder antes da Copa, o alvinegro perdeu o posto quando da derrota para o Joinville por 3×1 e voltou a ficar em primeiro depois de bater o Icasa no Castelão neste sábado, por 2×1, e contar com insucessos dos concorrentes. Com quase um ano de clube, Sérgio Soares já escalou o time de várias formas desde que assumiu o clube em agosto de 2013 , mas todas com características ofensivas, algo positivo, mas o risco defensivo é claro e o retrato disso são os 16 gols sofridos em 12 partidas (em apenas três jogos o time não levou gol). É gol demais, tanto que na Série B toda, apenas quatro equipes possuem defesas mais vazadas: Vila Nova, Bragantino, Portuguesa e América-RN.

O grande desafio do Ceará nos próximos jogos é manter a produção ofensiva de melhor ataque (21 gols feitos) ao mesmo tempo em que consiga diminuir as falhas defensivas, até porque o equilíbrio da competição é enorme e há muitas equipes na cola . Dois pontos são essenciais quando vejo o Ceará atuar. O primeiro: os laterais avançam muito e em vários momentos ao mesmo tempo e não fazem a recomposição necessária quando o time perde a bola. O segundo: João Marcos está sozinha na proteção da zaga. Como Ricardinho é fundamental para a boa qualidade de saída de jogo da equipe, nas bolas paradas e para cadenciar o jogo,  os outros meio-campistas precisam marcar mais, principalmente porque Magno Alves e Bill, os atacantes, pouco ajudam o sistema defensivo quando não têm a bola.

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