Blog do Graziani
Fernando Graziani

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Blog do Graziani, por Fernando Graziani

Fortaleza: torcida tem razão, mas não pode reclamar de falta de brio

Chateada com a situação atual do Fortaleza e com as perspectivas futuras, o torcedor do tricolor vive uma mistura de tristeza e revolta. É completamente compreensível porque o início do ano de trabalho é muito problemático. Depois do empate contra o Quixadá, os torcedores que lá foram vaiaram, xingaram, pediram contratações e também reclamaram de “time sem vergonha”. É aí que não concordo de forma alguma.

Os atletas tentaram, correram, mas esbarraram na falta de qualidade e tranquilidade. Brio não faltou, a luta estava ali, o desespero para acertar era constante. É pouco para que o torcedor quer e espera? É claro que é, mas muito pior se fosse um grupo composto de atletas desinteressados.

Quanto ao treinador, é evidente que não adianta nada mandar Nedo Xavier embora, em que pese o perfil escolhido pela diretoria ter sido completamente diferente de Marcelo Chamusca e daí meu estranhamento. Nedo tem responsabilidade, sem dúvida que tem, mas jamais sozinho. Há falta de qualidade no elenco, problemas financeiros evidentes e assumidos, e o preparo físico ainda deixa muito a desejar. A parte tática não se acerta e aí, sim, também influenciada pelo aspecto técnico, mas cabe ao atual técnico encontrar soluções melhores. Nesta quarta-feira, por exemplo, o time criou muitas chances, mas de lances isolados, não foi um domínio intenso e com uma forma de jogar segura.

Contra o São Benedito, domingo, se a equipe não vencer vai passar a correr risco real de ficar de fora da segunda fase do estadual, algo que seria catastrófico e com consequências para este e para o próximo ano.

 

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Magno Alves: a caminho dos 100 gols pelo Ceará

O artilheiro alvinegro

O artilheiro alvinegro

Caso permaneça no Ceará na atual temporada sem contusões importantes e mantenha a média histórica de gols que tem pelo time, Magno Alves vai superar os 100 gols com a camisa do alvinegro em 2015.

O atacante de 39 anos e que deverá ter um acompanhamento da comissão técnica para ser poupado eventualmente, soma 83 gols em 156 partidas oficias, média superior a meio gol por jogo (0,53). Assim, precisaria de pouco mais de 30 jogos para alcançar a marca.

O jogador com mais gols com a camisa do Ceará é Gildo, que tem 246 tentos anotados. Mitotônio, Sergio Alves, Pipiu, Antonino e Zé Eduardo, pela ordem, foram os outros atletas que passaram da marca dos 100 tentos pelo alvinegro – dados do pesquisador Pedro Mapurunga Azevedo, a quem agradeço bastante.

Os gols de Magno Alves pelo Ceará, lembrando que em 2014 ninguém fez mais gols no país do que ele:

2010 – nove gols na Série A;

2012 – um gol na Série B;

2013 – vinte gols na Série B, três na Copa do Nordeste, dez no estadual e um na Copa do Brasil;

2014 – sete no estadual, oito na Copa do Nordeste, dezoito na Série B e quatro na Copa do Brasil;

2015 – dois no estadual.

Total: 83

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Fortaleza: técnico já pede novas contratações

Nedo Xavier não indicou boa parte dos 16 jogadores que o Fortaleza já contratou para a temporada, mas com a pouca produção nos quatro primeiros jogos do campeonato – apenas cinco pontos em quatro jogos contra adversários com bem menos tradição e poder financeiro na comparação – o treinador já mostra clara insatisfação com o elenco.

Depois do empate contra o Horizonte, no sábado, Nedo se disse incomodado com a produção nas laterais, com o padrão de jogo que não aconteceu, com problemas na finalização e para segurar o resultado quando o time sai em vantagem.  O técnico, que certamente já está sentindo a pressão, disse que conversou com o presidente Jorge Mota e que ficou definido que novos jogadores serão contratados.

Mas quem? E já?

O próprio técnico, preocupado, admite que é difícil contratar com qualidade e jogadores que resolvam logo, com as limitações financeiras atuais do tricolor. Mas há outras quatro questões. A primeira: Nedo precisa dar padrão de jogo independente da técnica de seus jogadores.  A segunda: pela análise contundente que o treinador já fez, alguns jogadores terão que ser dispensados já. A terceira: Dudu Cearense, Lucio Maranhão, Vinicius Hess e Wanderson ainda precisam fazer suas estreias. E com eles a situação tende a melhorar. A quarta: não há jogadores na base com qualidade que possam ser efetivamente lançados justamente quando mais se pode testar, no estadual?

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O braço honesto de Assisinho

O Ceará não fez boa partida contra o Guarani de Juazeiro. A vitória desta quinta-feira no PV por 1×0 ocorreu em função de um lance que começou irregular. Assisinho, que tinha acabado de entrar no gramado na vaga de João Marcos, ajeitou a bola com o braço dentro da área para servir Marinho que, aí sim, sofreu pênalti, mal batido por Magno Alves e que o próprio aproveitou o rebote com categoria.

A televisão – Esporte Interativo Nordeste – mostrou claramente o braço do jogador do Ceará. Na hora do lance informei na rádio Tribuna Band News FM. Imediatamente começou uma polêmica sem sentido, talvez porque pouca gente percebeu o lance no estádio e a emissora que fez o jogo não tenha alcance ideal das empresas de TV a cabo. Alguns torcedores do alvinegro me ofendendo por falar exatamente o que tinha ocorrido, mas muitos também entendendo a minha obrigação e, melhor, concordando que minha função enquanto o espaço for me dado é opinar e ser independente. Não posso me importar se agrado ou desagrado alguém ou se alguns torcedores preferem viver no delírio persecutório. Só posso lamentar.

Ao final do jogo, o ótimo Danilo Queiroz, repórter da rádio, conversou com Assisinho. O jogador usou da honestidade para admitir que seu braço foi utilizado no lance, no que ele chamou de confusão por causa do refletor ao tentar matar a bola no peito e jurou que não teve intenção. Em um ambiente com muita pressão de dirigentes, torcedores e dos próprios atletas, Assisinho teve personalidade para contar o que estava evidente. Muito melhor assim, já que o mundo perfeito é impossível, com nenhum jogador tentando levar vantagem em lances irregulares.

A honestidade dele valeu mais do que a vitória do time, que ainda precisa melhorar bastante, como atestou o próprio técnico Dado Cavalcanti, com um senso crítico importante para o começo do trabalho.

 

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Jogo do Ceará muda duas vezes em quatro dias

A tabela do campeonato cearense continua sofrendo alterações atrás de alterações e causando uma grande confusão na cabeça dos torcedores e dos jornalistas que precisam se programar para a cobertura dos jogos.

O jogo Ceará x Maranguape, o de número 39 da competição, é um bom exemplo da situação bizarra criada pelos clubes, que bateram o pé para o campeonato começar mais cedo e, claro, pela diretoria de competições da Federação Cearense de Futebol.

Inicialmente marcado para o dia 14 de fevereiro, um sábado, às 18h, no PV, sofreu alteração para o dia 15 de fevereiro, um domingo, mantidos horários e local. O motivo do comunicado realizado no dia 16 de janeiro: alteração do jogo 36 do Maranguape, que jogaria quarta e passou para quinta, que faria com que a equipe verde tivesse que atuar quinta e sábado.

Pois bem. Quatro dias depois da mudança, o encontro entre Ceará x Maranguape voltou para sábado, em comunicado do dia 20 de janeiro. Descobriram que dia 15 era domingo de carnaval – algo que o calendário já mostra faz anos – e voltaram a marcar a partida para o dia 14 de fevereiro, às 18h, no PV.  Já o jogo do Maranguape contra o Itapipoca, que era quarta e foi para quinta, foi colocado na terça. Uma beleza!

Assim, por enquanto, no fim de semana momino, o Fortaleza joga às 16h contra o Horizonte e o Ceará encara o Maranguape às 18h.

 

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Técnico do Fortaleza esculhamba tabela do cearense e diretoria anterior do clube

O Fortaleza viajou de ônibus para enfrentar o Icasa, em Juazeiro, na próxima quarta-feira, partida da terceira rodada do campeonato cearense. O técnico Nedo Xavier depois da vitória sobre o São Benedito neste domingo, por 3×2, estava revoltado. Primeiro, com a tabela do estadual, que colocou o tricolor para atuar em Iguatu na quarta passada, no PV no domingo noturno, depois na quarta-feira em Juazeiro e sábado que vem contra o Horizonte, que vai folgar a semana inteira.

“Quem aceitou isso, esse absurdo, quem estava no Fortaleza aqui e aceitou e quem faz essa tabela não entende nada de futebol”, sentenciou, bastante bravo.

Importante lembrar: as diretorias de Fortaleza e Ceará, além da Federação Cearense, lutaram e muito para que o campeonato cearense tivesse seu início antecipado em relação ao calendário brasileiro, que prevê as competições começando no dia primeiro de fevereiro. Claro que Nedo Xavier pode reclamar do que quiser – e ele tem razão – mas os principais responsáveis são do próprio clube que o contratou. O caso é o mesmo de Dado Cavalcanti. Sem poder de decisão sobre tabela e início do campeonato, o técnico do Ceará optou por poupar jogadores na segunda rodada, já prevendo o caos físico na sequência e como o alvinegro perdeu para o Guarany de Sobral por 2×1, as críticas já estão intensas.

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Zagueiro Sandro chegou aos 10 gols pelo Ceará

Contratado para a temporada 2013, logo valorizado e com contrato renovado por causa de sondagens de outras equipes, o zagueiro Sandro chegou ao seu décimo gol pelo Ceará, neste domingo, na partida contra o Guarany de Sobral, derrota por 2×1. O número é muito significativo para um defensor.

O jogador, entretanto, precisa evoluir defensivamente. Sua raça e comprometimento claros – sempre se pode contar com eles – necessitam ter a companhia de um posicionamento melhor e mais atenção. No ano passado Sandro viveu um segundo semestre bem instável. Falhou demais na bola área e comprometeu suas atuações em função disso.

Os 10 gols o colocam sempre de bem com o torcedor, é natural, mas a sua principal função é defender. E para ter um ano positivo é essencial essa evolução, até porque ele foi titular absoluto com Sérgio Soares e certamente será assim com Dado Cavalcanti.

Números:

Sandro entrou em campo 61 vezes pelo Ceará, todas como titular. Os gols estão assim divididos: seis ns Série B 2014, dois no cearense 2014, um no cearense 2015 e um na Copa do Nordeste 2014.

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Ceará: na estreia no estadual, público foi maior do que em 13 jogos da Série B

Contra o Itapipoca, no 3×0 do primeiro jogo oficial no ano já pelo estadual, o PV recebeu nesta quinta-feira 12503 pagantes. O número, claro, reflete a expectativa do elenco reforçado, da tentativa do quinto título seguido e também porque o estadual é valorizado pelos torcedores, afinal, é um título possível, diferente das competições nacionais.

Chama a atenção outro fator. O ótimo público contra o Itapipoca foi maior do que 13 das 19 partidas do Ceará na Série B do ano passado. E o Campeonato Brasileiro é, em tese, muito mais importante do que o estadual, inclusive porque o alvinegro brigou para subir durante boa parte da competição. Mais uma vez, repito: a diretoria do Ceará precisa refletir e entender melhor seu torcedor porque a média de público na Segundona não foi das melhores, com 11257 pagantes por partida.

Abaixo, em negrito, os jogos do Ceará como mandante na Série B 2014 que tiveram menos público do que na estreia do estadual 2015.

7.128 Oeste 
9.429 Náutico 
7.005 Paraná 
4.249 Ponte Preta
5.311 Vila Nova 
17.834 Joinville
13.037 Icasa
11.542 Boa Esporte
8.472 ABC
12.963 Luverdense
7.249 América Mineiro
10.918 Avaí
8.668 América de Natal
21.062 Sampaio Corrêa
13.949 Bragantino
10.247 Santa Cruz
7.484 Atlético Goianiense
30.256 Vasco
7.081 Portuguesa

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Sérgio Soares: “Faltou calma, poderíamos ter subido o Ceará”

Ao final da emocionante rodada final da Série B neste sábado, que terminou com acesso do Avaí e mais uma derrota do Ceará (Luverdense 1×0), liguei para o técnico Sérgio Soares, que comandou o alvinegro até a rodada 31 da competição, quando foi mandado embora com o time na quinta colocação e 53% de aproveitamento dos pontos.

Gentil, como sempre, ele acabou me fazendo a primeira pergunta da conversa, querendo saber se o Avaí tinha efetivamente subido, já que precisou sair de casa momentos antes do final dos jogos. Confirmei e passamos a conversar sobre a saída dele do alvinegro. “Faltou calma. Tínhamos problemas, mas certamente iríamos contornar algumas situações. Nossa colocação era boa na Série B e essa mania de achar que mandar o treinador embora  resolve tudo precisa acabar no Brasil. O Ceará perdeu uma grande oportunidade de subir para a Série A e eu lamento muito porque poderíamos ter conseguido o acesso”.

Sérgio disse que acompanhou os jogos do Ceará e sabia que PC Gusmão, como qualquer outro, teria dificuldade na condução do time: “Isso é normal e aconteceria com qualquer treinador. É muito difícil chegar desse jeito, com poucos jogos, conhecer todo o elenco de uma hora para outra e ainda conseguir os pontos que o time precisava, mas é a cultura do nosso futebol, mas era preciso que a diretoria tivesse deixado o meu ciclo terminar e ele não estava terminado, faltavam apenas sete partidas”

Sérgio, que agora vai passar 15 dias nos Estados Unidos e comentou ter algumas sondagens para o ano que vem, confirmou que estava negociando com o Ceará a permanência para 2015 independente do acesso e que apesar de ter discordado da sua demissão – ficou surpreso – saiu sem atritos e não descartou voltar ao clube: “Pelo contrário, tenho o maior respeito pelo Robinson (de Castro, diretor de futebol) e pelo Evandro (Leitão, presidente) e quem sabe um dia volto a trabalhar no Ceará. E quero deixar claro que tudo que estou falando para você, falei para eles, então nem tem problema algum. Um abraço, sucesso e fica com Deus, Graziani”

Em tempo:

Considero a decisão da diretoria de ter demitido Sérgio Soares fundamental para a não subida do Ceará para a Série A. Um erro crucial. Não tinha qualquer cabimento diante do trabalho que vinha sendo feito, ainda mais analisando de forma ampla os adversários. Com números fica muito fácil provar tudo que já escrevi e disse sobre o assunto. PC Gusmão teve um aproveitamento muito inferior ao de Sérgio Soares. Foram apenas 33% dos pontos conquistados contra os 53% já mostrados. Se a comparação for em relação aos sete jogos mais recentes disputados pelo antigo treinador, PC Gusmão também perde.

Evidente que PC tem responsabilidade, chegou terceirizando culpa, aceitou a missão, criticou o trabalho anterior sem cerimônia, mas ela é menor do que a da diretoria e menor também do que a dos jogadores, que falharam individualmente em momentos cruciais da campanha do segundo turno. O Ceará, que cresceu bastante como clube – equacionou dividas trabalhistas, comprou o CT, hoje faz contratos mais longos com o elenco, tem ótimo departamento médico e de fisiologia -, ainda precisa tomar decisões com mais razão do que com o coração, principalmente quando o assunto é planejamento para o time subir. O acesso era fácil e escorregou. A diretoria precisa refletir de verdade. ser humilde e reconhecer seus erros. Só assim vai trilhar um caminho melhor.

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Ceará: menos dinheiro e menos público em 2014

O Ceará fechou, contra a Portuguesa, seus jogos como mandante na Série B 2014 e com público e dinheiro bem menores do que em 2013. São números que precisam ser interpretados pela diretoria do clube que, subindo ou não - há uma pequena chance de ocorrer – precisa entender mais sobre o seu torcedor.

Foram 213884 torcedores que pagaram ingresso para ver o alvinegro nos 19 jogos. Em 2013 o público total foi de 262901, ou seja,  49017 a menos, uma queda acentuada na média de 13837 pagantes por jogo para 11257.

Em termos financeiros a situação é ainda mais preocupante. Em 2013 o clube teve como arrecadação bruta  R$ 4.708.665,00. O total ficou muito longe do arrecadado em 2014. Nos 19 jogos deste ano, foram R$ 2.776.490,00, ou seja, quase dois milhões a menos.

O que fica evidente é que os ótimos públicos nas fases decisivas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil da atual temporada não se repetiram. Ainda que o Ceará tenha liderado parte importante da Série B e frequentado o G4 em quase metade do campeonato, a torcida não compareceu de forma contundente. A diretoria tem como obrigação entender esse processo, compreender esse movimento.

As justificativas usadas, como já escrevi por aqui, são muitas: horário das partidas – raramente a equipe jogou, por exemplo, nas tardes de sábado – falta de transporte público adequado para o Castelão, medo da violência, comodismo de quem prefere ver a partida pela TV, estagnação na Segundona e até o preço do ingresso, mas é importante lembrar que o preço médio dos ingressos do alvinegro despencaram da Série B de 2013 para a de 2014, de cerca de 18 reais para 13 reais.

A situação, repito, abre uma discussão de que preço de ingresso tem relação direta com a presença de público. Eu até entendo que tem, mas não apenas isso, assim, a diretoria do Ceará precisa ir atrás de explicações, afinal, o clube conta com esse dinheiro para fechar as contas. Um outro dado interessante: o Ceará tem o sexto ingresso médio mais barato da Série B. Apenas Boa Esporte, Bragantino, Ponte Preta, América-MG e Icasa cobram menos. Há clubes cobrando muito mais, levando menos gente aos estádios, mas faturando melhor.

Leia mais: em um ano, valor dos ingressos do Ceará despenca na Série B

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