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Fernando Graziani

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Blog do Graziani, por Fernando Graziani

Ceará: dinheiro como motivação

O dinheiro a mais oferecido aos jogadores do Ceará pela diretoria e conselho deliberativo – não é segredo, os próprios falaram abertamente, inclusive com a expressão “bicho gordo”- para que o clube suba de divisão ajuda a fomentar o lado exclusivamente mercantilista do futebol, principalmente em um ambiente em que boa parte da torcida entende que todos os atletas são mercenários, jogando na base da motivação financeira. Para piorar, para a queda brusca de rendimento do alvinegro – 12 pontos conquistados nos 33 mais recentes, mais a saída do técnico Sérgio Soares – muitos torcedores juram que o elenco estava fazendo corpo mole ou com vontade explícita de derrubar o treinador.

O que é fato: premiações por resultados anteriores estavam atrasadas e foram acertadas na reunião realizada nesta quarta-feira. De acordo com o repórter Danilo Queiroz, fazia muito tempo que ele não via tanta animação dos atletas do Ceará num treino, como depois do pagamento e do apoio moral dado. Natural, claro, afinal ninguém gosta de ter compromissos não cumpridos.

Em relação ao que eu penso sobre futebol, não acho que exista jogador mercenário. Há clubes que pagam fortunas para atletas que não têm capacidade de entregar qualidade e raça e isso gera um evidente abismo. Além do que existe má fase, problemas pessoais, problemas físicos e com treinadores, o que é também normal, corriqueiro em um grupo. E em análise fria, quem aceita pagar a pedida financeira dos jogadores é o dirigente, portanto, é uma questão muito clara.

O Ceará está na sexta colocação da Série B, com 50 pontos. São três derrotas seguidas e o time não depende mais de suas forças para voltar ao G4 nesta rodada. Além de vencer o Boa Esporte no sábado, a equipe precisa torcer para o Santa Cruz não ganhar do América-RN.

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Ceará: entre o G4 ou despencar para nono

Depois de 10 rodadas na quinta colocação da Série B,  o Ceará perdeu uma posição para o Santa Cruz, que goleou o Vila Nova por 5×1, nesta terça-feira, jogando no estádio do Arruda.  O jogo era atrasado na tabela e o Santa volta a jogar no sábado, contra o América-RN, pela rodada 33 da competição.

Na melhor das hipóteses o alvinegro, que soma 50 pontos, volta ao G4 na quarta colocação. Para isso, além de vencer o Boa Esporte e chegar aos 53 pontos, tem que torcer para o Santa Cruz, que agora tem 51 pontos, não vencer o seu jogo. O Avaí já jogou na rodada e foi derrotado pelo Luverdense por 3×1, estacionando nos 52 pontos.

Na pior da hipóteses, entretanto, além de não voltar ao G4, o Ceará tem chance de terminar a rodada no meio da tabela. Caso seja derrotado pelo Boa, que tem 47 pontos e 14 vitórias, a equipe perde a posição para a equipe mineira comandada por Nedo Xavier. O Atlético-GO tem 49 pontos e enfrenta o Vila Nova. Vencendo é outro que pode passar o Ceará, chegando aos 52 pontos. A outra equipe que tem possibilidade de ganhar posição do Ceará é o América-MG, que joga contra o ABC em Natal. Com 48 pontos, o time mineiro chega aos 51 se vencer.

Com este cenário, a equipe de Paulo César Gusmão tem a oportunidade de depender apenas de suas forças para voltar a disputar a Série A ou ficar numa situação ainda mais complicada. Nos 33 pontos disputados recentemente o Ceará somou apenas 12, razão pelo qual perdeu a vaga no G4 e uma situação de bastante tranquilidade na competição.

Depois da partida contra o Boa Esporte, a equipe encara o Atlético-GO e o Vasco da Gama em casa, sequência que certamente vai definir a vida do Ceará na briga pelo G4, que é muito mais do que uma sigla, mas a chance de disputar a primeira divisão do futebol brasileiro em 2015.

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Fortaleza: é urgente antecipar as eleições

Com o pleito previsto para meados de dezembro, os atuais comandantes do clube têm uma missão importante nos próximos dias: tentar fazer com a que as eleições ocorram o quanto antes.

Com o calendário definido para 2015 – muito mais relevante do que esse ano, quando disputou apenas duas competições – o clube terá Copa do Nordeste, Campeonato Cearense, Copa do Brasil e Série C pela frente.

Qualquer planejamento montado pela atual diretoria fica bastante prejudicado por um agravante importante: apenas atletas da base têm contratos mais longos. Assim, nenhum jogador do elenco que foi eliminado pelo Macaé no sábado passado – e não seja da base, repito – possui contrato. Além da definição do técnico e da diretoria de futebol, o clube terá que montar um elenco todo novo e, evidente, traçar as diretrizes para a disputa de quatro competições. As avaliações estão sendo feitas, mas os atletas estão todos abertos para contato com outras equipes.

Só quando um presidente for eleito é que tudo isso será definido. Marcelo Chamusca, por exemplo, que tem encontro no Fortaleza nesta quarta só vai resolver se fica ou não quando uma nova diretoria tiver tomado posse. Não faz qualquer sentido um acordo agora se tudo pode mudar.

A partir de quinta-feira começam as negociações com os jogadores que têm contrato encerrado no dia 3o de novembro, ou seja, praticamente todos. O gerente de futebol do Fortaleza, Julio Manso, é quem vai comandar as tratativas. Ele é funcionário do clube e tem total desejo de continuar na função, mas sabe que o cargo é de confiança e também depende do novo pleito.

 

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Ceará e Avaí despencam e abrem espaço no G4

Quando tudo indicava que a briga pelo G4 estaria no caminho de apenas cinco times – Ponte Preta, Joinville, Vasco, Avaí e Ceará – eis que dois desta lista tiveram seus desempenhos técnicos comprometidos recentemente e abriram espaço para equipes que cinco ou seis rodadas atrás nem se imaginavam com chances reais de acesso.

Nos 18 pontos mais recentes que disputou o Avaí perdeu 15, mas continua no G4, na quarta colocação, com 52 pontos. O Ceará, por sua vez, somou apenas 12 pontos nos últimos 33 e está na quinta colocação, com 50. A vantagem para o bloco que vinha mais atrás era grande, mas diminuiu demais.

A turma de baixo se animou. É verdade que duas equipes que poderiam estar ainda mais perto do G4 perderam na rodada. O Boa Esporte, derrotado pelo Bragantino e o Sampaio Corrêa, incrivelmente goleado pelo Vila Nova. Ambos somam 47 pontos. Quem se deu bem demais: Santa Cruz e Atlético-GO. O time do Recife está com 48 pontos, mas com um jogo a menos, contra o Vila Nova, em casa. Por pontos perdidos tem campanha melhor do que o Ceará. Já a equipe de Goiânia, que já frequentou a zona de rebaixamento, atingiu sua melhor colocação na Segundona, com 49 pontos, na sexta posição. Está totalmente na briga.

O América-MG soma 48 pontos é outro caso impressionante. Não tivesse perdido seis pontos por escalação irregular do lateral Eduardo estaria no G4, justamente no lugar do Avaí. Já o Náutico, com 45, ficou mais distante da zona de classificação.

Com a Ponte Preta liderando com 61 pontos e o Joinville com 60, na vice-liderança, é difícil demais que ambos percam suas vagas. O Vasco tem 55 pontos, é o terceiro colocado. O time de Joel Santana não ganha faz três rodadas, mas precisa bobear demais para ser sua vaga comprometida.

Classificação da Série B depois de 32 rodadas. Faltam seis (menos para o Santa Cruz, que vai fazer sete jogos ainda)

1 Ponte Preta 61
2 Joinville 60
3 Vasco da Gama 55
4 Avaí 52
5 Ceará 50
6 Atlético-GO 49
7 América-MG 48
8 Santa Cruz 48
9 Boa Esporte 47
10 Sampaio Corrêa 47

 

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Fortaleza fica na Série C: olhar para frente é preciso

Fortaleza conheceu o ótimo trabalho de Marcelos Chamusca em 2014

Fortaleza conheceu o trabalho de Marcelos Chamusca em 2014. Ele fica para a próxima temporada?

Depois da decepção do ano passado com a eliminação em casa diante do Sampaio Corrêa – empate por 2×2 – ainda na primeira fase da Série C, não restava outra alternativa aos responsáveis pelo Fortaleza: olhar para frente. Não era fácil porque as decepções recentes e as dificuldades financeiras eram realidades que não batiam na porta, estavam dentro de casa.

A história se repete agora. Um empate sem gols em Macaé deu a senha para uma situação complicada. O Fortaleza foi um time sem ambição que contentou com o empate por 0x0, resultado que foi melhor para o time do Rio de Janeiro mas, estranhamente, os jogadores gostaram.

Neste sábado, no Castelão, o Macaé foi muito inteligente taticamente, fez o jogo que era preciso, controlou boa parte da partida com ótima atuação defensiva, aproveitou falha do goleiro Ricardo, além da inoperância ofensiva tricolor e com o 1×1 está na Série B.

E como olhar para frente? Primeiro, é preciso sentir a tristeza. Faz parte do processo, assumir a frustração e assimilar a dor. O resto do caminho tem que ser parecido para 2015, mas a nova diretoria que assumir tem uma missão importantíssima: acabar com a ebulição política constante no clube.

Então é preciso relembrar o que ocorreu:

No fim de 2013, Julio Manso, gerente de futebol que tinha assumido o cargo em agosto de 2013 na vaga de Jurandi Junior, passou então a traçar o perfil do técnico que o Fortaleza precisaria para 2014, ao lado do então diretor Adaílton Campelo. Era essa a primeira e grande missão. Diante do cenário a conclusão era buscar alguém que tivesse ido bem nas Séries D e C do Campeonato Brasileiro de 2013, um nome fora dos holofotes, que topasse um salário abaixo do inflacionado mercado brasileiro. Vários nomes foram listados e dois ficaram para, digamos assim, a fase final: Lisca, que tinha subido para a Série C com o Juventude e Marcelo Chamusca, que fez o mesmo caminho, mas com o Salgueiro.

Chamusca, por fim, aceitou a proposta. Um salário abaixo do mercado, com o qual ele ainda teria que repassar cerca de 20% para o seu auxiliar, mas seu objetivo, já descolado de ser auxiliar do irmão mais famoso, Péricles, era mostrar trabalho em um clube importante do Nordeste, o que começou a fazer muito rapidamente e de forma competente, com serenidade e cobrança na medida certa. Com apenas 12 jogadores disponíveis – oito da base – quando chegou , montou o elenco todo e deu um definição tática para o time, mesclando juventude com experiência ainda na longa primeira fase do campeonato estadual em que ficou 25 jogos sem perder. Mais do que isso, levou o Fortaleza até a final do campeonato estadual dando trabalho enorme ao campeão Ceará, conquistou a vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste, três situações que a equipe fracassou no ano passado, trilhando o caminho para a Série C logo depois, onde liderou toda a primeira fase de ponta a ponta com um futebol firme na defesa, com problemas na conclusão das jogadas, é verdade, mas que sempre procurou posse de bola e ofensividade.

No decorrer desse processo, o técnico teve em Julio Manso seu principal parceiro na condução do elenco, ou melhor, dos problemas que o elenco precisou encarar, já que diretoria do Fortaleza vive em crise permanente, com desentendimentos profundos e frequentes. Para lembrar rapidamente, Osmar Baquit pediu afastamento da presidência, Daniel Frota assumiu. Adailton Campelo, diretor de futebol, saiu do cargo em meados de janeiro disparando contra Renan Vieira e Evangelista Torquato. Este último, então, assumiu o comando do futebol, trazendo a expectativa de que a composição aproximasse os grupos divergentes da diretoria e o Fortaleza pudesse ter momentos de tranquilidade e recuperação, mas as diferenças de posicionamento não foram superadas. Eram opostas as formas de enxergar o dia a dia do clube. A saída do diretor financeiro Flavinho Novaes, aliado de Evangelista, motivou o pedido de desligamento do então diretor de futebol que ficou 33 dias no cargo apenas. Evangelista, entretanto, não se afastou do clube e continuou bancando salários de vários jogadores. Adailton Campelo, então, reassumiu a diretoria de futebol em abril com um discurso de amor ao clube e perdão aos que acusou antes de deixar o clube.

Com todo esse cenário, os jogadores não receberam salário nos primeiros meses de 2014, mas resolveram se empenhar ainda mais. A estratégia de  Marcelo Chamusca – que recebeu do Remo proposta para ganhar o dobro do salário no Fortaleza, mas preferiu ficar no clube – e Julio Manso deu certo. A torcida ficou do lado do grupo e entendeu como absurda a falta dos salários em dia. O apoio era constante. Alguns torcedores chegaram a ajudar o clube comprando equipamentos para a concentração dos atletas, que passou a ser feita no próprio Pici, medida que tem economizado cerca de cinco mil reais de hospedagem por partida.

Chamusca e Manso blindaram o elenco nesta fase difícil e ganharam a confiança dos atletas, de uma forma que todos sabiam o que ocorria, mas não se deixavam abater. Foi um trabalho admirável e que serviu para moldar lá atrás um grupo de convivência ótima e comprometimento para o restante do ano, estabilizado posteriormente com os salários em dia. Os atletas merecem crédito porque acreditaram no que ouviam e se mostraram fortes mentalmente, aliados da seriedade implementada. Mais ainda, se mostraram aliados da camisa do Fortaleza.Não deu certo na Série C. Jogadores não deixaram o brio de lado, mas tecnicamente falharam na hora mais importante, principalmente o setor ofensivo, quando as limitações ficaram evidentes. O trabalho, entretanto, não pode ser jogado fora completamente. É preciso frieza e sabedoria agora. Esperar a nova eleição, em dezembro, também não é a melhor solução. É atrasar algo que pode ser planejado com calma.

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Fortaleza x Macaé: maior renda do futebol cearense

Post atualizado às 19:32h deste sábado

A partida entre Fortaleza e Macaé disputada neste sábado, no Castelão, jogo de volta do decisivo mata-mata da Série C, determinou o recorde de renda de bilheteria no futebol cearense. Foram disponibilizados 55 mil ingressos para venda no começo do mês de outubro. No total, o estádio recebeu 62525 pagantes – contando com o sócio torcedor – totalizando 63254 presentes.

A renda ficou em R$ 1.981.117,00. O valor é bruto e, claro, terá os descontos normais, mas representa um alívio financeiro importante para a diretoria do clube, que não nega os problemas financeiros.

Até hoje o Ceará tinha as maiores arrecadações do futebol estadual. Neste ano e no passado, o alvinegro, por sinal, cravou as quatro maiores bilheterias da história em jogos da Copa do Nordeste, da Serie B e da Copa do Brasil.

A relação das cinco maiores rendas da história do futebol cearense:

R$ 1.981.117,00 Fortaleza x Macaé – segunda fase da Série C, jogo de volta
R$ 1.476.187,00 Ceará 1×1 Sport – 2014 – Final da Copa do Nordeste
R$ 1.266.417,00 Ceará 0×1 ASA – 2013 – Semifinal Copa do Nordeste
R$ 1.216.647.00 Ceará 2×2 Palmeiras – 2013 – Série B
R$ 1.199.354,00 Ceará 3×1 Inter – 2014 – Copa do Brasil

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Para subir, Fortaleza tem que esquecer a torcida

Que o espetáculo dos torcedores do Fortaleza será grandioso no sábado que vem, no Castelão, não se tem dúvida. Serão mais de 60 mil pessoas empurrando a equipe para subir de divisão no Campeonato Brasileiro, fazendo o possível para ajudar o elenco na busca da vitória sobre o Macaé. Torcedores, aliás, que se dividem em sentimentos de otimismo, ansiedade, pessimismo, alegria, desespero, confiança, nervosismo e tranquilidade.

Mas e os jogadores? Bom, esses precisam ignorar o estádio lotado. A frieza será a melhor companhia dos atletas para que o resultado ocorra. Curioso, entretanto, é que todos têm citado que será fundamental o apoio da torcida, isso desde o empate sem gols contra o Macaé na primeira partida, sábado passado, passando pelas entrevistas coletivas e manifestações desta semana.

Só que torcida não ganha jogo, de time algum. Mosaico não ganha jogo. Gritos de incentivo não ganham jogo. Se ganhassem o Fortaleza estaria na primeira divisão faz tempo, assim como o Ceará. São duas torcidas presentes, que sempre lotam jogos importantes e possuem médias de público entre as melhores dos campeonatos que disputam, mas com bola rolando a torcida é incapaz de jogar, basta lembrar das muitas decepções recentes de alvinegros e tricolores com estádios lotados nem é necessário, portanto, mas é a r

Assim, o Fortaleza, que jogou muito mal ofensivamente na primeira partida, sem qualquer ambição, mas que foi bem demais na defesa – retrato da equipe em toda a Série C – não vai poder se escorar no torcedor. É justamente o oposto. O time precisa ter toda a concentração possível para não pensar em absolutamente nada no extra-campo e impor sua qualidade técnica bastante superior ao adversário. E neste cenário está incluída a torcida, que vai apoiar, mas eventualmente vai pressionar porque é assim que a banda toca.

Para lembrar: o Fortaleza joga por vitória. Nenhum empate dá classificação ao tricolor. Essa vantagem é do Macaé. Apenas se o jogo terminar sem gols é que a decisão da vaga irá para a dramática decisão por pênaltis.

 

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Sérgio Soares não é mais técnico do Ceará

Caiu o alvo principal dos torcedores do Ceará neste momento em que a equipe foi derrotada pelo Icasa por 2×1 e está na quinta colocação da Série B: o técnico Sérgio Soares. Parte grande da torcida, injusta e passional, estava inconformada com a atual gestão do técnico, que assumiu o comando do Ceará em agosto de 2013, sempre brigando no alto da tabela nas competições que entrou.

Depois da partida em Juazeiro, entendendo ser o melhor, o técnico colocou o cargo à disposição e a diretoria, principalmente o presidente Evandro Leitão, que já tinha ideia da saída do treinador, aceitou sem problema a decisão por compreender que, se o técnico também acha melhor sair, não há muito o que fazer. Faltam sete rodadas para o fim da competição e a busca agora é por um técnico emergencial para tentar fazer o time conquistar os pontos que precisa para subir.

As teses levantadas contra o treinador eram as mais curiosas. Algumas: falta de capacidade de motivação do elenco; falta de poder de decisão nos jogos mais importantes; incapacidade de fazer boas substituições; arrogância.

O elenco também ganhou suas teorias. Muitos torcedores têm certeza que todos os jogadores estavam unidos para derrubar o treinador, perdendo jogos de propósito. Colocaram em risco, portanto, uma gorda premiação pelo acesso, além de uma significativa valorização salarial justamente porque queriam a queda do treinador. Outros são capazes de garantir que o elenco está rachado, que há brigas diárias e que o clima é péssimo.

Curioso nisso tudo é que a busca por explicações em fatores extra campo é o retrato da negação. Torcedores simplesmente esquecem que a equipe tem limitações técnicas importantes, principalmente no setor defensivo, com jogadores que estão rendendo muito abaixo do aceitável. Esquecem que há adversários relevantes na briga pelo acesso, ou seja, há vida inteligente fora do Ceará.

O mais impressionante é que para os donos dessas teses todas acima descritas o elenco do time é espetacular e não está no G4 não por falhas técnicas ou omissão eventual da diretoria na contratação de atletas melhor qualificados para a necessidade. O problema era exclusivamente o técnico ou dinâmica de grupo

Vale ressaltar que conversei com Robinson de Castro alguns dias atrás e o vice-presidente do Ceará me disse, relatei aqui no blog, inclusive, que a diretoria já negociava um novo contrato para 2015 com Sérgio Soares, independente do time subir ou não.

Sérgio Soares era o recordista de permanência no cargo de treinador do Ceará com a atual diretoria, que assumiu o clube em 2008. Foram 14 meses de trabalho consecutivos. E ele fez um trabalho bastante bom. Contratado como o quinto (!) técnico do time em agosto de 2013, quando o elenco brigava contra o rebaixamento e jogava um futebol de péssima qualidade, Sérgio Soares conduziu o grupo com chances de jogar a primeira divisão até a rodada final, quando perdeu do Joinville. Neste ano, foi finalista da Copa do Nordeste, campeão cearense, eliminado pelo Botafogo-RJ nas oitavas de final da Copa do Nordeste e lutava ponto a ponto por vaga no G4 da Série B.

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Edinho fora. Qual a melhor opção de Chamusca?

Edinho está fora do primeiro jogo do Fortaleza contra o Macaé, no sábado, confronto de ida do mata-mata decisivo da Série C. O meio-campista se machucou sozinho. Virou o tornozelo no gramado do Pici, no treinamento derradeiro antes da viagem para o Rio de Janeiro, que ocorre na noite desta quarta-feira.

A perda tática, neste momento, é mais importante do que a técnica. Edinho já teve melhores momentos na Série C, especialmente no primeiro turno da fase inicial, e no campeonato cearense, mas não há no elenco do Fortaleza um jogador com as suas características. Wellington Bruno, que chegou faz pouco tempo e é uma das opções de Chamusca, não tem o mesma força de arranque e nem a movimentação intensa por todo o ataque, mas fez gol no jogo mais recente do Castelão quando entrou e está muito mais preparado do que Erick Flores. Mais uma vez o jogador desperdiçou as chances que recebeu.

Surge uma outra opção para o técnico, que efetivar o trio Corrêa, Walfrido e Guto, deixando apenas Marcelinho Paraíba como articulador das jogadas, atrás de Valdison e Robert. A escalação seria interessante pelo aspecto de reforço da marcação e deixaria Marcelinho sem preocupações grandes com a defesa, mas o Fortaleza pouco jogou assim na temporada e ter a bola e a iniciativa ofensiva do jogo sempre foi dominante no tricolor em 2014. Para isso, portanto, é necessário um jogador com mais poder de ataque, no caso. Wellington Bruno que, se escalado, vai deixar ou Guto ou Walfrido no banco, já que Corrêa é titular absoluto .

É relevante citar que o regulamento determina que gol fora de casa é critério de desempate, assim como a diferença de gols nas duas partidas. Não há vantagem alguma pela melhor campanha na primeira fase do Fortaleza e em caso de igualdade disputa de pênaltis direto, sem prorrogação.

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Fortaleza e Ceará no estadual 2015 desde o começo

Apesar da primeira fase do Campeonato Cearense nos anos recentes não ter tido a presença das equipes classificadas para a Copa do Nordeste da mesma temporada, o estadual de 2015 deve ter Ceará e Fortaleza desde o início.

As diretorias dos clubes consideram que isso é possível em função da competição ter agora dez equipes. Além disso, os rivais também gostariam que a Federação Cearense conseguisse – já sinalizam as tratativas – que o estadual tenha início logo em janeiro e não em fevereiro, como manda o novo calendário da CBF.

Outro argumento dos dirigentes: é inaceitável que as equipes fiquem sem dinheiro de bilheteria por dois meses seguidos, dezembro e janeiro. Os clubes entendem que o futebol do Nordeste vive outra realidade e não pode se dar ao luxo de querer um calendário com 30 dias de férias e mais 30 dias de pré temporada, como será a partir do ano que vem em outras regiões do país que têm um futebol mais rico – atletas em período de férias até o dia 6 de janeiro e então pré-temporada até o começo do mês seguinte.

Ocorre que não será muito fácil abrir tal exceção para o Campeonato Cearense, tanto que com os dirigentes que conversei as dúvidas são grandes. Enquanto a reunião na Federação não ocorre para a formalização do regulamento do campeonato diante das enormes dúvidas que permanecem, Fortaleza e Ceará já acenam com ideias semelhantes. Uma primeira fase de todos contra todos – que pode ser mais longa caso a competição tenha início em janeiro – e depois semifinal e final.

 

 

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