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Fernando Graziani

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Blog do Graziani, por Fernando Graziani

Ceará: menos dinheiro e menos público em 2014

O Ceará fechou, contra a Portuguesa, seus jogos como mandante na Série B 2014 e com público e dinheiro bem menores do que em 2013. São números que precisam ser interpretados pela diretoria do clube que, subindo ou não - há uma pequena chance de ocorrer – precisa entender mais sobre o seu torcedor.

Foram 213884 torcedores que pagaram ingresso para ver o alvinegro nos 19 jogos. Em 2013 o público total foi de 262901, ou seja,  49017 a menos, uma queda acentuada na média de 13837 pagantes por jogo para 11257.

Em termos financeiros a situação é ainda mais preocupante. Em 2013 o clube teve como arrecadação bruta  R$ 4.708.665,00. O total ficou muito longe do arrecadado em 2014. Nos 19 jogos deste ano, foram R$ 2.776.490,00, ou seja, quase dois milhões a menos.

O que fica evidente é que os ótimos públicos nas fases decisivas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil da atual temporada não se repetiram. Ainda que o Ceará tenha liderado parte importante da Série B e frequentado o G4 em quase metade do campeonato, a torcida não compareceu de forma contundente. A diretoria tem como obrigação entender esse processo, compreender esse movimento.

As justificativas usadas, como já escrevi por aqui, são muitas: horário das partidas – raramente a equipe jogou, por exemplo, nas tardes de sábado – falta de transporte público adequado para o Castelão, medo da violência, comodismo de quem prefere ver a partida pela TV, estagnação na Segundona e até o preço do ingresso, mas é importante lembrar que o preço médio dos ingressos do alvinegro despencaram da Série B de 2013 para a de 2014, de cerca de 18 reais para 13 reais.

A situação, repito, abre uma discussão de que preço de ingresso tem relação direta com a presença de público. Eu até entendo que tem, mas não apenas isso, assim, a diretoria do Ceará precisa ir atrás de explicações, afinal, o clube conta com esse dinheiro para fechar as contas. Um outro dado interessante: o Ceará tem o sexto ingresso médio mais barato da Série B. Apenas Boa Esporte, Bragantino, Ponte Preta, América-MG e Icasa cobram menos. Há clubes cobrando muito mais, levando menos gente aos estádios, mas faturando melhor.

Leia mais: em um ano, valor dos ingressos do Ceará despenca na Série B

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As contas para o Ceará subir

 

Temos – as contas – que fazê-las, apesar da maioria da torcida do alvinegro já ter desistido do acesso antes do time, como mostra a baixa presença de torcedores no Castelão neste sábado. Nesta rodada 37 os cinco times que ainda lutam pela vaga que resta na Série A venceram: Boa Esporte, América-MG, Avaí, Atlético-GO e o Ceará.

Além de vencer o Luverdense, fora de casa, por qualquer placar, o alvinegro, que bateu a Portuguesa por 2×1, precisa de mais quatro resultados obrigatoriamente. Repito: são os quatro resultados, não adianta um, dois ou três.

-> Que o Boa seja derrotado pelo Icasa em Juazeiro;

-> Que o América-MG não vença o Sampaio Corrêa em Belo Horizonte;

-> Que o Avaí não vença o Vasco em Santa Catarina;

-> Que o Atlético-GO não vença o Santa Cruz em Goiânia.

Desta forma, o alvinegro ficaria com 60 pontos, na quarta colocação. Situação complicadíssima, portanto, com a menor probabilidade dos que ainda brigam pelo acesso. No quadro acima é possível observar os dados enviados pelo estatístico Thiago Minhoca, que sempre nos ajuda aqui no Sistema Jangadeiro.

Importante lembrar que todos os jogos da rodada derradeira da Série B estão marcados para começar às 15:20h de Fortaleza.

Joinville, Ponte Preta e Vasco já estão na Série A em 2015. O Joinville tem 70 pontos e e Ponte 68. Só os dois brigam pelo título da competição. Ao Joinville basta o empate contra o Oeste, fora de casa, por ter duas vitórias a mais do que a equipe de Campinas.

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E o Icasa caiu

Era esperado. Uma campanha muito ruim na Série B – neste sábado, 1×1 contra o Vasco no Maracanã – culminou com o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. A melhor colocação do Icasa na competição foi um nono lugar na sexta rodada, depois da vitória por 3×0 sobre o Bragantino. Ali o time tinha oito pontos em 18 disputados, campanha que se perdurasse o deixaria ainda no meio da tabela, sem riscos, mas não foi assim que ocorreu. Serão 20 rodadas na zona de rebaixamento, quase 70 contratações, salários atrasados, desentendimentos constantes, troca intensa de técnicos – Tarcisio Pugliese e Leandro Sena também comandaram equipe na Série B – e nenhum planejamento.

No fim do primeiro turno o sinal era claro. Foram 19 pontos em 19 jogos, 33% de aproveitamento e a 17a. colocação. No segundo turno  a campanha foi um pouco melhor – soma 21 pontos faltando um jogo – mas o técnico Vladimir de Jesus chegou tarde. Tivesse sido contratado um pouco antes teria mais oportunidade de salvar a equipe porque, além dos resultados, o time mostrou mais organização e luta em campo.

A falta de planejamento na montagem do elenco foi tão absurda, que apenas um jogador que entrou em campo na primeira rodada da Série B pelo Icasa, empate diante da Ponte por 1×1, atuou no empate contra o Vasco, resultado que terminou por rebaixar o time do Cariri. Diante da Ponte, jogaram Dionatan; Douglas, Samuel, Preto Costa e Zé Carlos; Foguinho, Jonatan, Elanardo (Bismarck) e Danilinho (Jônatas); Felipe Klein e Bruno Nunes (Ricardinho). Contra o Vasco: Busatto, Naylhor, Marco Tiago, Gilberto; Ivonaldo, Neto (Bismarck), Mauri, Lucas e Zeca; Nilson (Roger), Junior (Nubio Flavio)

De positivo na temporada, a conquista da vaga da Copa do Brasil 2015 ao vencer a Fares Lopes, mas é muito pouco diante da queda no campeonato nacional.

 

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Eleições no Fortaleza: clube não precisa de união

As recentes declarações e discussões entre os candidatos ao posto de presidente do Fortaleza expõem de forma clara o ambiente político extremamente conturbado que vive o clube e não é de hoje. É este ambiente, regado a extrema vaidade, que tem atrapalhado e muito a tentativa do time em sair da estagnação que vive desde a queda para a Série C. Em 2015 o tricolor vai disputar pelo sexto ano seguido a terceira divisão do campeonato brasileiro.

A eleição em si é histórica porque algumas centenas de sócios torcedores sem atraso no pagamento nos mais recentes 24 meses poderão votar. É algo extremamente importante, que coloca no centro da decisão pessoas de arquibancada, que estão lá sofrendo e torcendo, mas que agora passam a ter responsabilidade real de investigar e descobrir os reais objetivos dos candidatos. E mais: terão que cobrar e fiscalizar a gestão porque farão parte do todo, serão partícipes.

Até aqui, entretanto, a discussão de ideias efetivas e possíveis – não mirabolantes – entre os postulantes deu lugar a discursos rasos, acusações, ressentimentos, populismo e superficialidade. O lamentável é que isso parte de todos os lados.  Como já disse na rádio Tribuna Band News e na TV Jangadeiro não me importa em nada quem será o vencedor. Não tomo partido e considero ruim para o processo quando radialistas e ou jornalistas agem assim, pensando no interesse pessoal e não na profissão, mas tenho plena convicção de que o Fortaleza não precisa de união, ainda mais a falsa e hipócrita. O clube precisa, sim, de competência, tranquilidade e que os perdedores não atrapalhem.

Não vou aqui jamais expor os profissionais, mas em todos esses anos recebendo nas plataformas que atuo técnicos que passaram pelo Fortaleza, não há um que não cite, fora do microfone, a extrema dificuldade em controlar qualquer grupo de jogadores e transitar em um ambiente político completamente tenso e em constante ebulição, com muita fofoca e insegurança. Há muito fogo amigo e se isso não acabar a situação não vai melhorar.

O que o próximo presidente do Fortaleza precisa entender é fácil em tese, mas difícil na prática: deixar o excesso de vaidade de lado. Não importa o status, o poder, a horda de puxa-sacos que certamente vai aparecer. Nada disso pode ser a mola principal que impulsiona a missão de ser presidente de um clube que precisa sair da atual condição, entender o atual momento e se tornar muito mais profissional para crescer ao lado de sua enorme torcida.

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Ceará: rodada péssima faz time despencar na tabela

Se no fim de semana passado tudo deu certo para o Ceará, a terça-feira foi terrível para o objetivo o clube, que é subir para a Série A do Campeonato Brasileiro. Não poderia ter ocorrido rodada pior. A equipe voltou a jogar mal e foi derrotada pelo ABC por 1×0, gol marcado por Somália, com um chute rasteiro de fora da da área, aos 34 minutos do segundo tempo, na Arena das Dunas.

As quatro colocações que o alvinegro tinha ganhado no sábado passado- entrou no G4 depois de começar a rodada em oitavo – foram para o espaço e o time despencou para a sétima posição, superado pelo América-MG, que bateu o Luverdense por 2×1; pelo Avaí, que venceu a Portuguesa por 2×0; pelo Atlético-GO, ao bater o Bragantino por 1×0. O Boa Esporte foi o time que entrou no G4, em quarto lugar, depois de vencer o Joinville por 1×0.

Sem criatividade ofensiva – foram apenas duas chances reais durante toda a partida, uma com Magno Alves, no primeiro tempo, em boa jogada de Bill e outra com Felipe Amorim, que entrou justamente no lugar de Bill, machucado – a equipe se mostrou vulnerável na defesa nos lances mais agudos do ataque do ABC que, atuando em casa e precisando da vitória para se afastar do rebaixamento, não se omitiu.

Agora o Ceará tem dois jogos, contra a Portuguesa no próximo sábado e contra o Luverdense, no dia 29, para vencer ambos e torcer contra quem está na frente. Sob o comando de PC Gusmão, que entrou no lugar de Sérgio Soares, o alvinegro disputou 15 pontos e ganhou apenas quatro, com três derrotas, um empate e uma vitória. Foram seis gols sofridos e três anotados.

Ainda sobre os números da nova comissão técnica, o aproveitamento é de  26,6% dos pontos. Quando foi demitido, Sérgio Soares deixou a equipe com 50 pontos somados em 93 disputados – 31 jogos. Isso representa um aproveitamento de 53,7%. Ainda que ganhe os dois jogos restantes, o time com PC Gusmão terá um aproveitamento menor de pontos.

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Minha terrível experiência com o Delivery Habibs

Quando vou pedir comida em casa já estou acostumado e perfeitamente adaptado com atendentes que não escutam direito, pedem para repetir 500 vezes o endereço, não sabem os preços dos produtos que vendem, não acham o cadastro, erram os pedidos e fazem previsões otimistas demais do tempo de entrega. Diante deste cenário que conheço muito bem e domino como poucos, minha experiência com o Delivery Habibs nesta segunda-feira se tornou absolutamente terrível e não sei se vou me recuperar.

Eram 11 da noite e tinha tentado ligar para quatro pizzarias, mas ou estavam fechadas ou não faziam mais entregas. Normal. Onde já se viu imaginar que teria facilidade para isso numa cidade como Fortaleza, com “apenas” três milhões de habitantes, uma das mais visitadas do Brasil? Só um louco para pensar em pizzaria aberta, 11 da noite de segunda. É um crime, uma aberração.

Resolvi, então, me aventurar e ligar para o Delivery Habibs. Sinceramente vou me arrepender para sempre desta decisão. Em dois toques a atendente já falava comigo e escutava minhas perguntas sem pedir para eu repetir nenhuma vez. Aquilo não podia ser boa coisa e partiu de mim confirmar com ela tudo que eu dizia. De maneira objetiva e clara, ela confirmou meu telefone automaticamente pelo sistema, o endereço da minha casa e o que eu tinha solicitado. Lá de São Paulo, de onde ela atende, me avisou que a programação indicava que em 39 minutos, no máximo, eu receberia as caixas da loja mais próxima ao meu endereço. Coisa boa não ia sair dali, imaginei.

Em 12 minutos, entretanto, o porteiro usou o interfone para avisar que o motoqueiro estava com meu pedido por lá. Sim, moramos num grande a pacifista pais onde os entregadores não podem ultrapassar as grades dos prédios porque são todos suspeitos. Mas voltando aos 12 minutos, aquilo foi absolutamente terrível. Como lidar com 27 minutos de antecedência na entrega de um pedido? O que eu tinha feito para sofrer daquela forma? Genuinamente me questionei.

Para piorar, o pedido estava absolutamente perfeito, em duas caixas fechadas, lacradas, quentinhas e limpas. O troco para uma nota de 100 reais perfeitamente conferido e embalado. Mas será possível? Eu não precisaria ligar de volta para reclamar? Não precisaria fazer um discurso mostrando a incompetência de ninguém? Esperar mais duas horas pela comida certa? Não ia ficar de mau humor?

Definitivamente aquilo não era para mim. O impacto foi tanto que ao ver as oito esfihas de carne, as três de queijo, os dois kibes, os dois pasteis de belém e o litro de suco de laranja sobre a mesa, perdi a fome.

Em tempo: Alberto Saraiva, fundador do Habibs, sempre diz em entrevistas que a investimento na qualidade do delivery era fundamental para o crescimento da empresa. Não por acaso são milhares de pedidos diários e mais de 1500 posições de atendimento. Esse post/crönica não é patrocinado, para deixar bem claro.

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Ceará: em um ano valor dos ingressos despenca

Com ótimos públicos nas fases decisivas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil da atual temporada, o Ceará não pode dizer o mesmo na Série B. Ainda que tenha liderado o certame por boas rodadas – seis – e tenha ficado muito tempo no G4, situação que volta a viver depois da vitória contra o Vasco, neste sábado, a torcida não tem comparecido em grande número.

As justificativas usadas são muitas: horário das partidas – raramente a equipe jogou, por exemplo, nas tardes de sábado – falta de transporte público adequado para o Castelão, medo da violência, comodismo de quem prefere ver a partida pela TV, estagnação na Segundona e até o preço do ingresso. Aqui, entretanto, vale uma parada para uma informação fundamental: o preço médio dos ingressos do Ceará despencaram da Série B de 2013 para a de 2014.

No ano passado, o alvinegro ficou com a terceira melhor média de público, 13837 pagantes por jogo, atrás apenas de Sport e Palmeiras. O valor médio do ingresso que o torcedor pagou foi de R$ 17,91. No total, o clube arrecadou com os 262.901 pagantes que foram aos seus 19 jogos R$ 4.708.665,00. Esse total não será alcançado neste ano. Faltando apenas uma partida em casa, contra a Portuguesa, no sábado que vem, o clube arrecadou apenas R$ 2.680170,00 em 18 partidas. O valor do ingresso médio, entretanto, caiu muito. A média está em R$ 12,96, queda considerável de quase cinco reais por ingresso, cerca de 30% menos.

Leia mais: Ceará tem rodada perfeita, ganha cinco posições e volta ao G4

A situação abre uma discussão de que preço de ingresso tem relação direta com a presença de público. Eu até entendo que tem, mas não apenas isso, assim, a diretoria do Ceará precisa ir atrás de explicações, afinal, o clube conta com esse dinheiro para fechar as contas. Um outro dado interessante: o Ceará tem o sexto ingresso médio mais barato da Série B. Apenas Boa Esporte, Bragantino, Ponte Preta, América-MG e Icasa cobram menos.

Uma comparação importante que precisa ser feita é com o Náutico, outra equipe do Nordeste na Série B. Com público total bem menor do que o Ceará o time cobra mais do que o dobro, R$ 26,17 por ingresso, e já arrecadou R$ 3.013.350,00. De público pagante o Náutico levou 115.132 torcedores nos seus 18 jogos, média muito pequena de 6396 por partida, enquanto o alvinegro tem média de 11.489 por partida, totalizando 206803 torcedores – está em quarto, atrás de Sampaio Corrêa, Santa Cruz e Vasco.

Para superar o público que teve na Série B no ano passado, o Ceará vai precisar levar ao Castelão 56099 pagantes contra a Portuguesa. Para isso, fundamentalmente terá que vencer o ABC, nesta terça-feira, para dar ânimo ao torcedor, que foi em bom número contra o Vasco, no melhor público até então do time na atual Série B, 30265 pagantes.

Relevante lembrar que em 2012 o Ceará levou 8853 torcedores pagantes por jogo, 168.202 no total, arrecadando R$ 2.121.480,00.

As súmulas da CBF e os sites Sr Goool e Footstas foram utilizados na pesquisa deste post

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Bill é estrela duas vezes do “Ensina, Romário!”

Criado para celebrar a genialidade de Romário e sua capacidade de finalização, principalmente diante dos atacantes atuais, o ótimo e educacional site “Ensina, Romário!”, de autoria de Julio César Cardoso, mostrou para o atacante Bill o que o agora senador eleito faria numa oportunidade parecida como a que teve o atacante do Ceará na partida deste sábado, contra o Vasco, no Castelão. Na cara do gol, sem marcação, Bill perdeu chance incrível de colocar 3×0 no placar a favor do alvinegro, mas acabou desperdiçando. Segundos depois, foi substituído por Lulinha pelo técnico Paulo César Gusmão.

Imagem de Amostra do You Tube

O jogador também foi estrela do site depois da partida contra o Atlético-GO, no dia 7 de novembro. O 0x0 no Castelão contou com outro gol absurdo perdido, quando Bill se enrolou com a bola e tentou novamente encobrir o goleiro.

Imagem de Amostra do You Tube

Desde que chegou ao Ceará, no começo deste ano, Bill tem seus méritos. Ele participou de 57 jogos e marcou 24 gols, número bastante razoável, em que pese a sua meta inicial prometida tenha sido de 40 tentos. Foram 10 gols na Série B, quatro na Copa do Nordeste, quatro no estadual cearense e seis na Copa do Brasil.

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Ceará: rodada perfeita e volta ao G4

Depois de 12 rodadas fora do G4 e de desperdiçar uma série de chances de voltar a frequentar o grupo dos quatro melhores times da Série B, o Ceará, em uma rodada que parece ter sido escrita pelo mais fanático torcedor alvinegro, ganhou cinco posições ao vencer o Vasco no Castelão por 2×0 e agora, faltando três jogos para o encerramento da campanha, depende apenas de suas forças para conseguir o acesso para a Série A em 2015, já que assumiu a quarta posição na classificação.

O Ceará terminou a 34a. rodada em oitavo lugar após empatar com o Atlético-GO sem gols, mas começou o sábado em nono por ter sido ultrapassado pelo América-MG, que venceu o Avaí por 3×0 na sexta-feira. O resultado, entretanto, foi bom para o alvinegro, porque impediu o Avaí de avançar na tabela. Além da derrota do time de Santa Catarina, o Ceará contou com derrotas do Boa Esporte para o Sampaio Corrêa, do Atlético-GO para o Paraná e do Santa Cruz para o Bragantino. Assim, ao somar três pontos contra o Vasco – primeira vitória em quatro jogos sob o comando de PC Gusmão – o time subiu para 54 pontos, deixando para trás o Boa (53), o Atlético-GO, o Avaí (53), o América-MG (52) e o Santa Cruz (52). Aqui, um adendo: em campo, o América-MG teria 58 pontos, mas como fez a bobagem de escalar um jogador irregular, teve seis pontos tirados pelo STJD.

Quando o primeiro turno desta Série B terminou, o Ceará tinha 35 pontos, e excelente aproveitamento de 61,4%. No segundo turno, entretanto, a equipe despencou na tabela e tem, já com a vitória sobre o Vasco computada, apenas a 13a. melhor campanha, com 39,6% de aproveitamento. Tivesse mantido a campanha do primeiro turno, o alvinegro já estaria comemorando o acesso.

O atual técnico, Paulo César Gusmão, assumiu o time na derrota para o Santa Cruz. De lá para cá, foram 12 pontos disputados e quatro ganhos, apenas 33% de aproveitamento, mas como todos os concorrentes para a quarta vaga do acesso são extremamente irregulares, as chances do Ceará aumentaram bastante depois desta rodada 35.

Os confrontos de quem ainda briga pelo acesso (Joinville e Ponte já subiram):

Vasco (59 pontos): Vila Nova (c). Icasa (c) e Avaí (f)

Ceará (54 pontos): ABC (f), Portuguesa (c) e Luverdense (f)

Boa (53 pontos): Joinville (c), Oeste (c). Icasa (f)

Atletico-GO (53 pontos): Bragantino (c), Sampaio Corrêa (f) e Santa Cruz (c)

Avaí (53 pontos): Portuguesa (c). Santa Cruz (f) e Vasco (c)

América-MG (52 pontos): Luverdense (f), Ponte Preta (f) e Sampaio Corrêa (c)

Santa Cruz (52 pontos): Sampaio Corrêa (c), Avaí (c), Atlético-GO (f)

Sampaio Corrêa (50 pontos):  Santa Cruz (f), Atlético-GO (c) e América-MG (f)

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Contra o Vasco, Ceará viu seu melhor público

Na atual temporada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Ceará, antes de enfrentar o Vasco, tinha como melhor público 21062 pagantes do jogo contra o Sampaio Corrêa, empate por 1×1.

Neste sábado, entretanto, foram 30256 pagantes para Ceará 2×0 Vasco, gols de Diego Ivo e Ricardinho, recorde da equipe nesta Segundona. A renda de 516.041,00 também foi a melhor do alvinegro nesta edição da Série B. Importante lembrar que a diretoria fez promoção para esse jogo e ingressos poderiam ser encontrados pelo valor de dez reais.

Análise: os destaques do Ceará na vitória sobre o Vasco

Agora, com 54 pontos, o Ceará tem mais um jogo em casa para encerrar a temporada, contra a Portuguesa, sábado que vem. Antes, na terça-feira, encara o ABC, em Natal, para dia 29 terminar a participação na Série B em Lucas do Rio Verde, contra o Luverdense.

 A lista com a presença de público nos jogos do Ceará na Série B em 2014, por ordem crescente:

4.249 Ponte Preta
5.311 Vila Nova
7.005 Paraná
7.128 Oeste
7.249 América Mineiro
7.484 Atlético Goianiense
8.472 ABC
8.668 América de Natal
9.429 Náutico
10.247 Santa Cruz
10.918 Avaí
11.542 Boa Esporte
12.963 Luverdense
13.037 Icasa
13.949 Bragantino
17.834 Joinville
21.062 Sampaio Corrêa
30.265 Vasco

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