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Espiritualizar

por Francisco Cajazeiras

Metafísica da microcefalia

Por Francisco Cajazeiras em Artigos

26 de dezembro de 2016

(imagem: reprodução internet)

Nos últimos tempos, a sociedade vem se deparando com fenômenos dos mais diversos matizes a lhe determinarem forte impacto emocional e social, e ecoar dolorosamente, às vezes, com desesperança e descrença, quase sempre acompanhados de  intensa perplexidade.

Tsunamis, tempestades, inundações, desastres ambientais, violência urbana, guerras e conflitos atingem o mundo cada vez mais globalizado, em tempo real, em uma grande teia informacional tecida a partir da tecnologia das telecomunicações, em suas mais amplas manifestações.

Em nosso país, por agora, o aumento da incidência de casos de microcefalia tem sido motivo de grande inquietação, não apenas por parte dos órgãos que lidam com a saúde pública, mas também da população como um todo.

O drama que vem atingindo grande número de famílias, apesar de sua ocorrência se fazer de há muito, vem impressionando e preocupando a todos por conta de sua  propalada elevação percentual de casos.

As crianças acometidas do mal, pelas modificações cerebrais resultantes, decerto necessitarão de cuidados especiais pelas repercussões negativas em seu desenvolvimento, com um prognóstico de déficits neurológicos importantes, embora proporcionais às modificações cerebrais diferentes em cada uma das situações.

Como é natural entre nós, seres humanos, a busca pelas causas da problemática visa satisfazer a nossa necessidade de melhor compreender os distúrbios, não apenas para lidarmos pragmaticamente com a situação, visando uma orientação na condução e solução (tratamento, prevenção e minimização) da questão, mas especialmente no seu significado abstrato, dentro das possibilidades de reflexão para além das discussões horizontais dos fatores biopsicossociais e mesológicos.

Os estudos e pesquisas empreendidos pelos órgãos especializados e cientistas têm relacionado tal  distúrbio neurológico à ação do vírus da Zika, enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegyptis, como sendo responsável pelo incremento dos casos de microcefalia, haja vista um surto da doença que nos foi introduzida, pelo que se acredita, a partir da Copa do Mundo de futebol, de 2014.

Os aproveitadores e manipuladores da opinião pública já, então, se articulam para impor à sociedade brasileira, sensibilizada pelo  sofrimento, a “solução” abortiva visando a descriminalização de há muito pretendida, mas bloqueada pelo sentimento antiabortivo do nosso povo, como evidenciado em diversas ocasiões pelas pesquisas realizadas nos últimos tempos.

Matar essas crianças é um aceno e uma indução por parte dessas organizações proabortvas  à adoção coletiva de um mecanismo de defesa do ego – a negação do problema  em suas causas mais profundas: as espirituais.

Isso não apenas não resolverá o problema, mas o hipertrofiará pelos distúrbios psiquiátricos individuals e coletivos secundários  a essa  pseudossolução.

Os ensinos espíritas permitem possamos refletir sobre as origens verdadeiras das enfermidades, a partir de um paradigma biopsicossocialespírita bem mais profundo e abrangente  que o já desgastado modelo biomédico.

Na situação em pauta, existe uma relação de “causa e efeito” que se baseia no comportamento humano atual cada vez mais conduzido pelo egoísmo e pela supervalorização das coisas materiais, com grave e descontrolado distanciamento moral, e também com o passado da criatura humana no constructo de sua história e trajetória na linha do tempo.

Há um passado de desmandos no uso da inteligência, seja em prejuízo para outros, seja pela autodestruição desesperada ante o nihilismo dominante e orquestrado pela intelectualidade morbosa.

Os que hoje renascem no palco terreno com tais limitações não as experimentam por uma mera ironia do acaso perverso, mas por necessidades pessoais e coletivas, que visam o aprendizado, o reequilíbrio e a reflexão para o seu futuro e o da Humanidade.

De outra forma, o que esperar de uma sociedade tão pragmática quanto cruel em que mães bloqueiam o sentimento maternal e destroem seus rebentos, arrancando-os do seu próprio ventre, em atitude antinatural, em comportamento mais agressivo que o de muitos animais selvagens, em nome de uma razão francamente enfermada pelo hedonismo e pelo descompromisso para com a vida.

Todos nós nesse mundo  estamos marcados por limitaçōes variáveis em qualidade e extensāo, de tal sorte que nāo existe um corpo plenamente perfeito, sendo isto apenas uma tendência, a considerar as leis e os mecanismos evolucionistas em seus mais dilatados aspectos (biológicos e anímicos).

Sendo assim, julgar e condenar à morte seres humanos pleas suas limitaçōes físicas e intelectuais é, na melhor das hipóteses, atitude incoerente, hipócrita e perversa.

A vida é um continuum que integra o passado, o presente e o futuro, sendo suas provas e expiações  estratégias de equilíbrio e harmonia futuros.

Se considerarmos o impedimento, em nosso país, de que renasçam crianças com anencefalia (na verdade meroanencefalia), poderemos ter uma noçāo lógica da origem espiritual da multiplicaçāo dos casos de microcefalia.

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A família, seus membros e suas responsabilidades recíprocas

Por index em Artigos

28 de setembro de 2016

Olá! A partir de hoje passo a escrever periodicamente no portal Tribuna do Ceará. Serão artigos, poesias, textos que remetem à nossa necessidade de espiritualização. Hoje vou reproduzir aqui um texto escrito sobre família. Um grande abraço!

Família (reprodução internet)

As mudanças sociais determinadas pela Revolução Industrial, iniciadas no século XVIII na Inglaterra e disseminadas pelo mundo no século seguinte, resultaram em uma família mais concentrada, coesa e interdependente: a família nuclear, constituída por pais e filhos. Cada vez mais a família extensa foi se fragmentando, mantendo naturalmente os seus laços, mas reduzindo progressivamente as responsabilidades amplas entre os seus membros, que se polarizam nos seus conjuntos nucleares.

Isso é tão patente em nossos dias que muitas vezes ocorrem verdadeiras rupturas e distanciamentos nas relações familiares de terceiro grau e até de segundo grau. É fácil a identificação desse fenômeno de relação social entre irmãos, primos e até mesmo avós, quando do estabelecimento de núcleos mais blindados. Sem dúvida alguma, as mudanças originadas com a Revolução Industrial, aconteceram no momento em que o Espírito encarnado passou a necessitar de maiores cuidados e a fazer maiores exigências, em função do seu progresso anímico e de experiências reencarnatórias com objetivos mais elaborados e mais complexos.

Outra consequência de toda essa transformação foi a redução do número de componentes da nova família. As exigências biológicas, educacionais e psicoafetivas tiveram profunda influência na modelagem da nova estrutura familiar. Por outro lado, o crescimento do materialismo e o desenvolvimento de um modo pragmático e imediatista de viver resultaram em conflitos e distorções das nossas reais necessidades como Espírito em experiência biológica.

Essa feição crítica da família dos nossos tempos é o que leva aqueles que não conseguem enxergar a vida além da rotina e dos objetivos finitos e acomodados daquilo que consideram os limites da existência terrena a emitirem um diagnóstico sombrio de que o casamento e a família estão agonizantes. A solução para superarmos essa situação meio caótica a que chegamos está no assumir cada um dos membros da constelação familiar os deveres inerentes aos seus laços hierárquicos, funcionais e afetivos dentro dos limites de sua unidade social.

De princípio, há que se refletir sobre os papeis desempenhados dentro do contexto familiar: marido, esposa, pais, filhos e irmãos. Há a necessidade de se estabelecer esses deveres específicos como condição natural, enriquecendo-os com o tempero dos laços afetivos, mas fortalecendo-os sob a óptica de que, sendo seres sociais, todos carecem uns dos outros, fato que mais se evidencia no aconchego do lar. De fato, o desequilíbrio e os conflitos se originam principalmente pela ausência ou insuficiência no cumprimento dos deveres intrafamiliares, ou pelo menos de parte dos seus integrantes. O marido que é negligente com a esposa ou vice-versa; os pais que não desempenham suas funções específicas para com os seus filhos; e dos filhos que não assumem as suas responsabilidades para com os seus genitores ou para como os seus companheiros. Analisando todo esse descalabro, do ponto de vista espírita, é possível chegar a conclusões tão óbvias acerca de suas causas que somente a cegueira espiritual impede um diagnóstico satisfatório da problemática familiar. Estão entre as suas principais causas:

1. O egoísmo, a velha chaga da Humanidade, como nos ensinam os Espíritos Superiores, em O Livro dos Espíritos*, é fator relevante a desviar do objetivo pessoal e primeiro de cada componente familiar: cumprir com o seu dever da melhor forma possível. Assim, o egoísta se posiciona frequentemente na cobrança de ter satisfeitas as suas necessidades e, dessa forma, se esquece da colaboração que deve aos outros. Isso acontece por se pensar que, dentro do núcleo familiar, há postos mais privilegiados. As funções desempenhadas na família, porém, são todas da maior importância, com a diferença que, ao longo do tempo, podem requerer maior esforço por parte de alguns em relação aos outros.
2. As viciações relacionais de outras experiências reencarnatórias podem inconscientemente levar a interações incompatíveis da realidade e da necessidade presentes, deturpando a ação, o comportamento e o tratamento devidos para o instante experimentado no hoje. São maridos do passado que tratam as filhas como esposas ou esposas que tratam filhos como maridos; e toda uma inversão de papeis que desequilibram o relacionamento. É claro que, no mais das vezes, até pelas questões éticas herdadas, esses relacionamentos não chegam ao nível da sexualidade genital.
3. A tendência a se sentir sempre dotado de direitos, esquecendo-se que estes são diretamente proporcionais aos deveres. Somente estaremos verdadeiramente habilitados a usufruir direitos, na medida em que assumimos as nossas responsabilidades.
4. O não reconhecimento de que planejamos ou construímos uma interdependência pela construção dos laços familiares afasta-nos do exercício da fraternidade recíproca, adoecendo-nos como grupo e ainda repercutindo negativamente na sociedade, o que nos asfixia e dificulta a recuperação, pela postura mental acomodatícia, orgulhosa e pessimista.
A edificação de uma família feliz dentro das possibilidades de um mundo inferior como o nosso e, portanto, capaz de reagir positivamente às intempéries e obstáculos surgidos ao longo de sua trajetória histórica começa na reflexão conjunta dessas suas mazelas, mas sem nenhuma dúvida somente se pode iniciar da ação pessoal de cada um, sem cobranças, mas com o ensino individual.
Somente assim estaremos erguendo uma família saudável e contribuindo para a formação de uma sociedade justa e pacificada!

(*) Livro III, questão 785.

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Metafísica da microcefalia

Por Francisco Cajazeiras em Artigos

26 de dezembro de 2016

(imagem: reprodução internet)

Nos últimos tempos, a sociedade vem se deparando com fenômenos dos mais diversos matizes a lhe determinarem forte impacto emocional e social, e ecoar dolorosamente, às vezes, com desesperança e descrença, quase sempre acompanhados de  intensa perplexidade.

Tsunamis, tempestades, inundações, desastres ambientais, violência urbana, guerras e conflitos atingem o mundo cada vez mais globalizado, em tempo real, em uma grande teia informacional tecida a partir da tecnologia das telecomunicações, em suas mais amplas manifestações.

Em nosso país, por agora, o aumento da incidência de casos de microcefalia tem sido motivo de grande inquietação, não apenas por parte dos órgãos que lidam com a saúde pública, mas também da população como um todo.

O drama que vem atingindo grande número de famílias, apesar de sua ocorrência se fazer de há muito, vem impressionando e preocupando a todos por conta de sua  propalada elevação percentual de casos.

As crianças acometidas do mal, pelas modificações cerebrais resultantes, decerto necessitarão de cuidados especiais pelas repercussões negativas em seu desenvolvimento, com um prognóstico de déficits neurológicos importantes, embora proporcionais às modificações cerebrais diferentes em cada uma das situações.

Como é natural entre nós, seres humanos, a busca pelas causas da problemática visa satisfazer a nossa necessidade de melhor compreender os distúrbios, não apenas para lidarmos pragmaticamente com a situação, visando uma orientação na condução e solução (tratamento, prevenção e minimização) da questão, mas especialmente no seu significado abstrato, dentro das possibilidades de reflexão para além das discussões horizontais dos fatores biopsicossociais e mesológicos.

Os estudos e pesquisas empreendidos pelos órgãos especializados e cientistas têm relacionado tal  distúrbio neurológico à ação do vírus da Zika, enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegyptis, como sendo responsável pelo incremento dos casos de microcefalia, haja vista um surto da doença que nos foi introduzida, pelo que se acredita, a partir da Copa do Mundo de futebol, de 2014.

Os aproveitadores e manipuladores da opinião pública já, então, se articulam para impor à sociedade brasileira, sensibilizada pelo  sofrimento, a “solução” abortiva visando a descriminalização de há muito pretendida, mas bloqueada pelo sentimento antiabortivo do nosso povo, como evidenciado em diversas ocasiões pelas pesquisas realizadas nos últimos tempos.

Matar essas crianças é um aceno e uma indução por parte dessas organizações proabortvas  à adoção coletiva de um mecanismo de defesa do ego – a negação do problema  em suas causas mais profundas: as espirituais.

Isso não apenas não resolverá o problema, mas o hipertrofiará pelos distúrbios psiquiátricos individuals e coletivos secundários  a essa  pseudossolução.

Os ensinos espíritas permitem possamos refletir sobre as origens verdadeiras das enfermidades, a partir de um paradigma biopsicossocialespírita bem mais profundo e abrangente  que o já desgastado modelo biomédico.

Na situação em pauta, existe uma relação de “causa e efeito” que se baseia no comportamento humano atual cada vez mais conduzido pelo egoísmo e pela supervalorização das coisas materiais, com grave e descontrolado distanciamento moral, e também com o passado da criatura humana no constructo de sua história e trajetória na linha do tempo.

Há um passado de desmandos no uso da inteligência, seja em prejuízo para outros, seja pela autodestruição desesperada ante o nihilismo dominante e orquestrado pela intelectualidade morbosa.

Os que hoje renascem no palco terreno com tais limitações não as experimentam por uma mera ironia do acaso perverso, mas por necessidades pessoais e coletivas, que visam o aprendizado, o reequilíbrio e a reflexão para o seu futuro e o da Humanidade.

De outra forma, o que esperar de uma sociedade tão pragmática quanto cruel em que mães bloqueiam o sentimento maternal e destroem seus rebentos, arrancando-os do seu próprio ventre, em atitude antinatural, em comportamento mais agressivo que o de muitos animais selvagens, em nome de uma razão francamente enfermada pelo hedonismo e pelo descompromisso para com a vida.

Todos nós nesse mundo  estamos marcados por limitaçōes variáveis em qualidade e extensāo, de tal sorte que nāo existe um corpo plenamente perfeito, sendo isto apenas uma tendência, a considerar as leis e os mecanismos evolucionistas em seus mais dilatados aspectos (biológicos e anímicos).

Sendo assim, julgar e condenar à morte seres humanos pleas suas limitaçōes físicas e intelectuais é, na melhor das hipóteses, atitude incoerente, hipócrita e perversa.

A vida é um continuum que integra o passado, o presente e o futuro, sendo suas provas e expiações  estratégias de equilíbrio e harmonia futuros.

Se considerarmos o impedimento, em nosso país, de que renasçam crianças com anencefalia (na verdade meroanencefalia), poderemos ter uma noçāo lógica da origem espiritual da multiplicaçāo dos casos de microcefalia.