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Divagando

por Iury Costa

Unfriendly

Pet (un)friendly

Por Iury Costa em Cotidiano

21 de julho de 2018

Há pouco tempo houve um boom de locais que passaram a admitir, além dos animais humanos, os animais de estimação. São os chamados locais “pet friendly”. Em todo lugar que a gente anda agora na cidade grande topa com um cachorro, gato, e até, pasmem, um porco. Shopping, supermercado, clínica, hotel, vivência vegana… Qualquer lado que a gente vire, tem uma pessoa desfilando com seu filho de quatro patas. É uma mão na roda para quem não tem com quem deixar o bichinho, ou, se ele tem problemas em ficar só. Mas convenhamos que tem lugar que, pelo amor de Deus, não tem condições de receber um bichinho. E tem gente que só quer saber de desfilar mesmo, sem se preocupar com os coitados.

Um shopping, por exemplo, é muito cheio. Milhares de pessoas já se espremendo, e a gente percebe os coitados dos cachorrinhos super nervosos e com medo. Muitos ficam tão apavorados, que chegam a vomitar. E, às vezes, um pet considerado calmo em casa, pode estranhar um local novo, se sentir acuado, e atacar as pessoas. Sem falar que as crianças adoram apertar, puxar o rabo, abraçar demais. Melhor evitar esse público. Para os bem dos pets. Além disso, as próprias pessoas, mesmo que involuntariamente, podem, também, atacar os pobrezinhos. Até hoje sinto remorso de ter topado em um lulu da pomerânia. Comprei um petisco de banana para me redimir, mas acho que a “Sisi” era um pouco orgulhosa, e continuou a me ignorar.

É claro que tem gente que é pior que o pet, realmente unfriendly. Resmungam, brigam e, esses, pelo menos, merecem a mordida. Pena que o dono não mereça o processo. Portanto, é bom evitar locais tumultuados. Shopping no mês das férias e em datas comemorativas, pior ainda. Em vez de fazer uma exposição de raças e pedigrees, melhor deixar o bichinho no aconchego do lar (ou do parente). Os lulus agradecem.

 

Foto: reprodução internet

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Pet (un)friendly

Por Iury Costa em Cotidiano

21 de julho de 2018

Há pouco tempo houve um boom de locais que passaram a admitir, além dos animais humanos, os animais de estimação. São os chamados locais “pet friendly”. Em todo lugar que a gente anda agora na cidade grande topa com um cachorro, gato, e até, pasmem, um porco. Shopping, supermercado, clínica, hotel, vivência vegana… Qualquer lado que a gente vire, tem uma pessoa desfilando com seu filho de quatro patas. É uma mão na roda para quem não tem com quem deixar o bichinho, ou, se ele tem problemas em ficar só. Mas convenhamos que tem lugar que, pelo amor de Deus, não tem condições de receber um bichinho. E tem gente que só quer saber de desfilar mesmo, sem se preocupar com os coitados.

Um shopping, por exemplo, é muito cheio. Milhares de pessoas já se espremendo, e a gente percebe os coitados dos cachorrinhos super nervosos e com medo. Muitos ficam tão apavorados, que chegam a vomitar. E, às vezes, um pet considerado calmo em casa, pode estranhar um local novo, se sentir acuado, e atacar as pessoas. Sem falar que as crianças adoram apertar, puxar o rabo, abraçar demais. Melhor evitar esse público. Para os bem dos pets. Além disso, as próprias pessoas, mesmo que involuntariamente, podem, também, atacar os pobrezinhos. Até hoje sinto remorso de ter topado em um lulu da pomerânia. Comprei um petisco de banana para me redimir, mas acho que a “Sisi” era um pouco orgulhosa, e continuou a me ignorar.

É claro que tem gente que é pior que o pet, realmente unfriendly. Resmungam, brigam e, esses, pelo menos, merecem a mordida. Pena que o dono não mereça o processo. Portanto, é bom evitar locais tumultuados. Shopping no mês das férias e em datas comemorativas, pior ainda. Em vez de fazer uma exposição de raças e pedigrees, melhor deixar o bichinho no aconchego do lar (ou do parente). Os lulus agradecem.

 

Foto: reprodução internet