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Divagando

por Iury Costa

trabalho

“Não sei como ele consegue”. Nem quero saber!

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Março de 2018

Sempre na vida a gente cruza com pessoas extremamente ativas, que possuem o dia todo preenchido com atividades “curriculares e extracurriculares”. Trabalha, estuda, ajuda os velhinhos de um asilo, faz academia, cuida dos filhos, faz faxina em casa, e ainda tem tempo de escrever um livro. Enfim, nos reduz (mesmo que essas pessoas nem percebam) a seres descompromissados, desestimulados e preguiçosos. Coitados, fazem um bem tão grande para si, e matam de inveja os outros. Mas é por que dá raiva mesmo de gente assim!

Acho que a raiva é mesmo não é nem de que consegue fazer tudo, mas de quem chega para te cutucar e dizer aquela típica frase: não sei como ele consegue. Pela linguagem, já dá pra perceber que a pessoa me culpa por não ser igual. Nos culpa, na verdade, já que, para ter tempo de falar da vida alheia, é por que não faz nenhuma atividade também. Será que fofocar pode ser considerada uma atividade? Posso reconsiderar minhas afirmações.

Mesmo começando o texto com uma raivinha, não posso criticar quem leva uma vida corrida. Longe de mim. Eu até já tentei ocupar todo o meu dia. Mas, para mim, quantidade e qualidade estão em sentidos opostos. Estresse é sinônimo de surto psicótico. E eu tento ficar longe das páginas policiais. Não deu. Acho que, na verdade, a raiva é de mim mesmo (coitados dos loucos por atividades), que “não sei como ele consegue”. Mas também nem quero saber.

Foto: reprodução internet

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Vamos nos gabar!

Por Iury Costa em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018

Outro dia, ao passear pelos portais de notícias, vi uma que chamou minha atenção. Uma pesquisa feita por alguma universidade famosa de fora (deve ser nos Estados Unidos) afirma que é muito melhor se vangloriar, que ter falsa modéstia. Acho também que as pessoas que se vangloriam tendem a ser bem sucedidas. Tomo a liberdade de adicionar algumas palavras ao estudo: tendem, também, a ser mais felizes, mais desimpedidas, e estão certíssimas.

Que fique claro que não é o “se gabar” no sentido de ser arrogante e humilhar os outros. Não é o “eu tenho e você não”, mas é uma questão de se sentir bem consigo e de querer compartilhar isso com o mundo. Quem sempre se sente bem quer mostrar ao mundo. 

Depois da modinha do “politicamente correto”, o mundo deu uma encaretada. E hoje, você dizer o que tem, os bens materiais, é interpretado como uma ofensa gravíssima, cheirando arrogância. Parece que ter algo bacana se tornou pecado, como se não passasse (talvez não passe mesmo) pela cabeça dos críticos o quanto se trabalhou e suou para ter aquilo. Falo, é claro, das pessoas de bem. Bandidos e alguns políticos (estou sendo redundante?) não entram nas estatísticas.

Em vez de um “ah, que um dia eu também tenha condições para comprar”, sai um “burguês, capitalista, deve ser envolvido com maracutaia”. Tenho medo que o Brasil se torne uma nação (e isso já começou) que abomina o trabalho e o seu valor para a sociedade.

Para não morrer com tudo que não pode falar entupindo as artérias, o importante é se exibir! É claro que sem ofender ninguém. Vamos trabalhar comprar e ser feliz se vangloriando para todo mundo!

Foto: reprodução internet

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Dia de folga

Por Iury Costa em Cotidiano

08 de Abril de 2017

De volta após um “período sabático”. Na verdade, nem tão sabático assim. Precisei me dedicar a um trabalho extra. Espero, nos próximos meses, dar boas notícias por aqui.

Como fomos sentenciados a viver fora do Jardim do Éden, precisamos trabalhar para nos manter. Trocamos trinta dias de suor e muito esforço (às vezes, saúde também), por uma quantia de dinheiro no fim do mês. O trabalho, mesmo que seja dignificante, estressa, é cansativo, e, no fim do expediente, você já está prestes a cometer um homicídio. Em qualquer trabalho é assim. Mesmo nos “facinhos”.

Para que não cheguemos ao trigésimo dia apenas com a carcaça, a lei brasileira estabeleceu o “Descanso Semanal Remunerado”, ou, como é mais conhecido, o lindo e maravilhoso dia de folga (glorificando de pé). E passamos toda a semana esperando ansiosamente pelo dia de folga. Pensando no que fazer durante essas horas sagradas.

Eu, pelo menos, tenho sonhos com o meu dia de folga, planejo diversas programações para o tão aguardado dia. Não que eu não goste de trabalhar. Aliás, adoro. Adoro o jornalismo. Mas todo trabalho deixa a pessoa cansada. Principalmente aqueles que precisamos pensar demais. Então, nada melhor do que um dia inteirinho para fazer o que bem entender.

Planejo acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado, ir à praia, ler os livros que estão atrasados, ir ao cinema, ir à alguma exposição, ir à igreja, e, com tempo ainda sobrando, me deitar cedo, para acordar renovado no dia seguinte, e ir trabalhar. É claro que não consigo fazer nada. No meu imaginário, vou ter coragem suficiente para realizar toda a programação e não me cansar. Isso não existe.

Não consigo nem fazer a primeira coisa da lista. O cansaço de toda uma semana me impede de levantar cedo. Aí nem penso no restante. O máximo que consigo fazer é comer e voltar para o quarto assistir seriados. Algumas temporadas depois, me dou conta que perdi o dia todo, e que, dali a algumas horas,vou ter que voltar ao trabalho. Perder o dia de folga me deixa triste.

Depois de várias tentativas de sair no dia de folga, percebi que: ou se tem tempo, ou se tem dinheiro. Ter os dois é complicadíssimo. Mas não podemos desistir de ter os dois.  Onde se lê a palavra “tempo”, entenda por “qualidade de vida”.

 

Dica para assistir no dia de folga:

 

Foto: reprodução internet

 

 

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Dia de folga

Por Iury Costa em Cotidiano

08 de Abril de 2017

De volta após um “período sabático”. Na verdade, nem tão sabático assim. Precisei me dedicar a um trabalho extra. Espero, nos próximos meses, dar boas notícias por aqui.

Como fomos sentenciados a viver fora do Jardim do Éden, precisamos trabalhar para nos manter. Trocamos trinta dias de suor e muito esforço (às vezes, saúde também), por uma quantia de dinheiro no fim do mês. O trabalho, mesmo que seja dignificante, estressa, é cansativo, e, no fim do expediente, você já está prestes a cometer um homicídio. Em qualquer trabalho é assim. Mesmo nos “facinhos”.

Para que não cheguemos ao trigésimo dia apenas com a carcaça, a lei brasileira estabeleceu o “Descanso Semanal Remunerado”, ou, como é mais conhecido, o lindo e maravilhoso dia de folga (glorificando de pé). E passamos toda a semana esperando ansiosamente pelo dia de folga. Pensando no que fazer durante essas horas sagradas.

Eu, pelo menos, tenho sonhos com o meu dia de folga, planejo diversas programações para o tão aguardado dia. Não que eu não goste de trabalhar. Aliás, adoro. Adoro o jornalismo. Mas todo trabalho deixa a pessoa cansada. Principalmente aqueles que precisamos pensar demais. Então, nada melhor do que um dia inteirinho para fazer o que bem entender.

Planejo acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado, ir à praia, ler os livros que estão atrasados, ir ao cinema, ir à alguma exposição, ir à igreja, e, com tempo ainda sobrando, me deitar cedo, para acordar renovado no dia seguinte, e ir trabalhar. É claro que não consigo fazer nada. No meu imaginário, vou ter coragem suficiente para realizar toda a programação e não me cansar. Isso não existe.

Não consigo nem fazer a primeira coisa da lista. O cansaço de toda uma semana me impede de levantar cedo. Aí nem penso no restante. O máximo que consigo fazer é comer e voltar para o quarto assistir seriados. Algumas temporadas depois, me dou conta que perdi o dia todo, e que, dali a algumas horas,vou ter que voltar ao trabalho. Perder o dia de folga me deixa triste.

Depois de várias tentativas de sair no dia de folga, percebi que: ou se tem tempo, ou se tem dinheiro. Ter os dois é complicadíssimo. Mas não podemos desistir de ter os dois.  Onde se lê a palavra “tempo”, entenda por “qualidade de vida”.

 

Dica para assistir no dia de folga:

 

Foto: reprodução internet