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Divagando

por Iury Costa

Mentiras

Não devo contar mentiras

Por Iury Costa em Cotidiano

16 de setembro de 2017

Muita gente vai se decepcionar, pois não vou falar da saga Harry Potter (que assistiu/leu vai entender). De qualquer maneira, já é uma ideia!

Eu vou falar, no entanto, sobre um bate-papo entre amigos. Soube de uma história intrigante. Um amigo meu, ao conversar comigo, explicava um imbróglio que aconteceu entre ele e um casal amigo dele. O tal casal esperava um bebê, e meu amigo acompanhou todo o processo (enjoos dela, crises de ansiedade dele, desejos dela, consultas dos dois). Passaram os nove meses, e a  criança nasceu. Saudável, gorduchinha e… feia. Pois é, o rapazinho não era bonito. E o coitado do meu amigo falou isso com todo o sentimento de culpa. Não o julguem!

Ele conversou comigo de coração aberto, explicando que sua feição não consegue acompanhar a mentira que sai pela boca. Não existe sincronia. Mas vamos voltar um pouco na história. A criança nasceu, e, é claro, por ser muito amigo do casal, foi convidado para conhecer o novo integrante da família. E quando a esposa perguntou “não é lindo ele?”, ele respondeu “sim, bem bonitinho”. Mas esse texto não consegue passar para você, leitor, como a resposta foi sem sal.

A coitada da mulher, talvez pela emoção, não tenha percebido na hora (mas depois de uma reflexão, quem sabe), mas o meu amigo, infeliz com seu ato, não parava de pensar. Mas uma vez eu digo que nós não devemos julgar, mas realmente é complicado (pelo menos para alguns) disfarçar uma insatisfação. Não é porque seja uma criança que vai ser bonita. Mas enfim, deixa a criança pra lá. O que interessa é o ato de mentir. Por um lado, até que é bom a pessoa não saber enganar. Mas por outro, vai deixar muita gente com raiva pelo caminho. Novas vítimas da verdade.

O que importa não é saber mentir, e sim saber o momento certo para não magoar. Fica a dica para o meu amigo, e para você. E para o coitado do casal, que vai ter que aceitar…

 

Foto: reprodução internet

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Não devo contar mentiras

Por Iury Costa em Cotidiano

16 de setembro de 2017

Muita gente vai se decepcionar, pois não vou falar da saga Harry Potter (que assistiu/leu vai entender). De qualquer maneira, já é uma ideia!

Eu vou falar, no entanto, sobre um bate-papo entre amigos. Soube de uma história intrigante. Um amigo meu, ao conversar comigo, explicava um imbróglio que aconteceu entre ele e um casal amigo dele. O tal casal esperava um bebê, e meu amigo acompanhou todo o processo (enjoos dela, crises de ansiedade dele, desejos dela, consultas dos dois). Passaram os nove meses, e a  criança nasceu. Saudável, gorduchinha e… feia. Pois é, o rapazinho não era bonito. E o coitado do meu amigo falou isso com todo o sentimento de culpa. Não o julguem!

Ele conversou comigo de coração aberto, explicando que sua feição não consegue acompanhar a mentira que sai pela boca. Não existe sincronia. Mas vamos voltar um pouco na história. A criança nasceu, e, é claro, por ser muito amigo do casal, foi convidado para conhecer o novo integrante da família. E quando a esposa perguntou “não é lindo ele?”, ele respondeu “sim, bem bonitinho”. Mas esse texto não consegue passar para você, leitor, como a resposta foi sem sal.

A coitada da mulher, talvez pela emoção, não tenha percebido na hora (mas depois de uma reflexão, quem sabe), mas o meu amigo, infeliz com seu ato, não parava de pensar. Mas uma vez eu digo que nós não devemos julgar, mas realmente é complicado (pelo menos para alguns) disfarçar uma insatisfação. Não é porque seja uma criança que vai ser bonita. Mas enfim, deixa a criança pra lá. O que interessa é o ato de mentir. Por um lado, até que é bom a pessoa não saber enganar. Mas por outro, vai deixar muita gente com raiva pelo caminho. Novas vítimas da verdade.

O que importa não é saber mentir, e sim saber o momento certo para não magoar. Fica a dica para o meu amigo, e para você. E para o coitado do casal, que vai ter que aceitar…

 

Foto: reprodução internet