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Divagando

por Iury Costa

Crime

O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet

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O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet