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Divagando

por Iury Costa

Cotidiano

Prazer, sou outsider!

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de junho de 2017

Eu sou um outsider. Espera que eu vou explicar. Ou tentar. Um outsider é um pessoa que não se encaixa em algum grupo na sociedade. No meu caso, sou um outsider tecnológico. Acho que me junto a umas algumas pessoas que são mais moderadas e conservadoras no que diz respeito a inserção de novas tecnologias no mundo. É de mim, não aceito tão facilmente. Para você ter uma ideia, escrever neste blog é uma vitória. E olha que o blog já está bem ultrapassado, e, talvez, com os dias contados.

Sempre escrevi. Escrevi no sentido de ser em um papel mesmo, com caneta ou lápis. Escrevia no ônibus, na sala de aula, na sala de espera do consultório… E aí que estava o problema: os papeis ou se acumulavam nas gavetas, ou, simplesmente, se perdiam. E o processo criativo é como um trem. Quando você termina de escrever um texto, desce na estação. Pegar aquele trem de novo (refazer um texto perdido) é quase impossível. Daí, meus amigos sempre me aconselhando a colocar tudo na nuvem. Resisti. E depois cedi. Como a nuvem é uma maravilha! Divido tudo em pastas, e consigo me organizar.

Com nuvem dominada, mesmo ainda pensando que os hackers estão na espreita, e que a qualquer momento vão tomar meus dados e me filmar pela webcam, passei a enviar os textos para meus amigos lerem. Só alguns amigos conheciam esse meu viés literário. E esses dito cujos, os mesmos da nuvem, me falavam sempre de jogar os meus textos na net. Para que outras pessoas também me conhecessem. Não para conseguir fama, mas para encontrar outras pessoas que pensam como eu. Também resisti. Além da vergonha de me expor, já imaginava pessoas mal intencionadas. Depois, cedi. Comecei um blog – não promovi nada – e até que tinha uma aceitação bacana.

Pois é, comecei um blog em uma época que isso já é, praticamente, um item vintage, com saudosismo. Comecei com o blog, disponibilizando meus textos. Por um lado, recebemos um feedback dos leitores. Mas ainda temo os haters, que se escondem por trás da tela. Graças a Deus, não me encontraram. Cedi e persisti. Agora penso nas redes sociais (sim, também entrei bem depois, e mantive o Orkut mesmo depois que todos abandonaram). Já passo os textos para lá. O termômetro da net.

O próximo passo é invadir o mundo do Youtube. Talvez quando o holograma estiver consolidado no mercado, eu apareça com um vídeo! Se você cansou, imagina se eu tivesse falado da minha primeira compra pela net (praticamente ontem), transações pelo aplicativo do banco (hoje ainda), e aplicativos de música (talvez amanhã). Outsiders, uni-vos!

Foto: reprodução internet

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Doce de criança

Por Iury Costa em Cotidiano

13 de Maio de 2017

Fico a imaginar como aquele antigo ditado é engraçado. Aquele do “tirar o doce de criança”. Mas vamos parar para pensar: e se, em vez de tirarmos o doce dela, por que não darmos o doce? Nem adianta você pensar que eu sou a mais santa alma da Terra, pois a minha intenção é puramente para benefício próprio. Sim, o egoísmo falou mais alto (deixei muita gente triste agora).

Outro dia, estava sentado aguardando atendimento em um banco. Na fileira de cadeiras à minha frente, um casal, e uma menininha (entre três e quatro anos). Essa criança tinha pulmões de aço, e, desde que havia entrado no banco, não parava de chorar. Mas era aquelas birras pesadas mesmo, que a gente percebe que não tem motivo. E realmente não tinha, pois os coitados dos pais da menina não conseguiam controlar a mini onça, que chorava, gritava, derrubava papel e se jogava no chão. Mas só tinha pena dos dois por alguns momentos. Em outros, ficava indignado com os babacões, que não sabiam controlar uma criança.

Gosto demais de crianças, mas tudo tem limite. Ouvir um grito do seu filho é horrível, mas por obrigação moral, você aguenta. Agora, ficar surdo com grito de criança que pai não consegue controlar, me poupe (pois é, acho que estou um pouco mais ranzinza que o normal. Devia ter esperado para produzir esse texto depois que me acalmasse). Acho que deveriam ter controlado a criança. (ao mesmo tempo, lembro que é uma criança de, mais ou menos três anos, e que é difícil mesmo. Mas esse pensamento passa rápido).

Lá pelas tantas, a salvação dos nossos pobres e oprimidos ouvidos. Uma senhora, sabiamente, tira um pirulito da bolsa, e oferece à criança, que para de chorar meio que por um milagre. No rosto de todos, uma feição que mistura surpresa e um extremo alívio. Uma pessoa desconhecida conseguiu acalmar a onça! Essa sim era uma santa alma. Ainda acredito que foi um anjo. Tive que parabenizá-la pelo feito.

Como há males que vêm para o bem, a partir da data do martírio, passei a comprar um mini estoque de doces, bombons e pirulitos. Agora ando prevenido! Se os pais não controlam os filhos, que a Santa Glicose nos proteja!

Foto: reprodução internet

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Doce de criança

Por Iury Costa em Cotidiano

13 de Maio de 2017

Fico a imaginar como aquele antigo ditado é engraçado. Aquele do “tirar o doce de criança”. Mas vamos parar para pensar: e se, em vez de tirarmos o doce dela, por que não darmos o doce? Nem adianta você pensar que eu sou a mais santa alma da Terra, pois a minha intenção é puramente para benefício próprio. Sim, o egoísmo falou mais alto (deixei muita gente triste agora).

Outro dia, estava sentado aguardando atendimento em um banco. Na fileira de cadeiras à minha frente, um casal, e uma menininha (entre três e quatro anos). Essa criança tinha pulmões de aço, e, desde que havia entrado no banco, não parava de chorar. Mas era aquelas birras pesadas mesmo, que a gente percebe que não tem motivo. E realmente não tinha, pois os coitados dos pais da menina não conseguiam controlar a mini onça, que chorava, gritava, derrubava papel e se jogava no chão. Mas só tinha pena dos dois por alguns momentos. Em outros, ficava indignado com os babacões, que não sabiam controlar uma criança.

Gosto demais de crianças, mas tudo tem limite. Ouvir um grito do seu filho é horrível, mas por obrigação moral, você aguenta. Agora, ficar surdo com grito de criança que pai não consegue controlar, me poupe (pois é, acho que estou um pouco mais ranzinza que o normal. Devia ter esperado para produzir esse texto depois que me acalmasse). Acho que deveriam ter controlado a criança. (ao mesmo tempo, lembro que é uma criança de, mais ou menos três anos, e que é difícil mesmo. Mas esse pensamento passa rápido).

Lá pelas tantas, a salvação dos nossos pobres e oprimidos ouvidos. Uma senhora, sabiamente, tira um pirulito da bolsa, e oferece à criança, que para de chorar meio que por um milagre. No rosto de todos, uma feição que mistura surpresa e um extremo alívio. Uma pessoa desconhecida conseguiu acalmar a onça! Essa sim era uma santa alma. Ainda acredito que foi um anjo. Tive que parabenizá-la pelo feito.

Como há males que vêm para o bem, a partir da data do martírio, passei a comprar um mini estoque de doces, bombons e pirulitos. Agora ando prevenido! Se os pais não controlam os filhos, que a Santa Glicose nos proteja!

Foto: reprodução internet