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Divagando

por Iury Costa

Cotidiano

Quem assume a peixada?

Por Iury Costa em Cotidiano

14 de Abril de 2018

É batata! Na nossa vida, sempre vamos cruzar com profissionais… vamos dizer assim… bem “mais ou menos”. O mercado de trabalho, na verdade, está cheio deles. E, de uma forma negativamente inversa, alguns muito bons não conseguem oportunidades. E o porquê disso? A velha peixada. Ou, o QI, de “quem indica”. Culpa do empregador, e falta de vergonha na cara de quem aceita, mesmo sabendo que não é capaz. Não é exclusividade de nenhuma empresa. Mas é claro que algumas tomam certos cuidados para filtrar pessoas piores.

Sabe algo que poderia dar certo, mas que se tornou baixaria? É a peixada. Se os amiguinhos indicassem apenas amiguinhos responsáveis e profissionais, o mercado não estaria tão ruim. Acho até que a indicação, se fosse por esse caminho certo, seria uma forma de ajudar a quem é bom e, ao mesmo tempo, ainda não teve oportunidade. Mas faltou bom senso. São chuvas de indicações desenfreadas, onde nem o currículo é levado em consideração. Acredito que seja assim, já que tem gente que, pelo amor de Deus…cala-te boca. Eu, por exemplo, não teria coragem de indicar um amigo, por mais íntimo que fosse, se ele não trabalhar bem. Coitados dos amigos, mas temos que ser práticos.

E quem aceita o emprego? Se bem que eu não posso nem culpá-los totalmente pela burrada. Até porque não são bons profissionais, e, com certeza, vão se achar aptos para o serviço. Mas lá no fundo, depois da mão na massa, hão de perceber que não se adequam. Que o além toque no coraçãozinho deles. Ou que saiam, para dar lugar a quem merece, ou que se esforcem, para se encaixar.

Enfim, intenções aos céus, para que empresas, chefes e subordinados tomem a consciência do dano de colocar responsabilidade nas mãos de alguém despreparado. Oremos!

Foto: reprodução internet

 

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Deixa que eu mando fazer

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de Março de 2018

O mundo caminha para a burrice. Aliás, já está quase lá. Quem se lembra do disquete, que só cabia apenas um arquivo? Pois é, parece que o ser humano, a partir da minha geração, vem com predisposição a ter apenas um ofício. Digo isso no sentido de que, hoje, é fácil encontrar quem faça algo para você. Principalmente aquilo que você não sabe. Meio que um atendimento especializado. E tem empresas que ganham horrores de dinheiro só fazendo uma coisa.

Queimou a lâmpada? Tem quem troque. Furou o pneu? Tem que conserte. Sujou de vinho aquele tapete caríssimo que era todo branco? Não se preocupe. Basta uma ligação, que aparece uma empresa que só trabalha com tapete branco sujo de vinho do Porto (agora se for vinho Malbec, é uma empresa completamente diferente, o que seria uma ofensa confundir as duas). O cachorro fez xixi no banco do carro? Menino, conheço uma empresa de lavagem a seco que deixa novo!

Antigamente… Na verdade, nem tão longe assim, as pessoas sabiam fazer de-um-tudo. Não tinha essa de gastar dinheiro em qualquer situação simples. Gastar com coisas domésticas era uma afronta! Não se pagava para pintar uma parede, mexer na hidráulica da casa, na elétrica (mesmo que isso fosse mortal, em alguns casos). Cortar a grama, meu Deus! Não existem mais pessoas como os nossos pais, que até o carro sabem consertar.

Melhor esquecer esse tempo que não volta. Na verdade, ele pode até voltar, mas após um curso do SENAI. Não é propaganda, mas o ser humano precisa aprender sempre. Não pode deixar a mente atrofiar. Deve desenvolvê-la sempre, para que não morra.

Defendo que tomemos de volta o nosso espaço: donos e donas de casa. Eu hoje só escrevo, mas na volta do trabalho, passo sempre em frente ao SENAI. Já é alguma coisa.

Foto: reprodução internet

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“Não sei como ele consegue”. Nem quero saber!

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Março de 2018

Sempre na vida a gente cruza com pessoas extremamente ativas, que possuem o dia todo preenchido com atividades “curriculares e extracurriculares”. Trabalha, estuda, ajuda os velhinhos de um asilo, faz academia, cuida dos filhos, faz faxina em casa, e ainda tem tempo de escrever um livro. Enfim, nos reduz (mesmo que essas pessoas nem percebam) a seres descompromissados, desestimulados e preguiçosos. Coitados, fazem um bem tão grande para si, e matam de inveja os outros. Mas é por que dá raiva mesmo de gente assim!

Acho que a raiva é mesmo não é nem de que consegue fazer tudo, mas de quem chega para te cutucar e dizer aquela típica frase: não sei como ele consegue. Pela linguagem, já dá pra perceber que a pessoa me culpa por não ser igual. Nos culpa, na verdade, já que, para ter tempo de falar da vida alheia, é por que não faz nenhuma atividade também. Será que fofocar pode ser considerada uma atividade? Posso reconsiderar minhas afirmações.

Mesmo começando o texto com uma raivinha, não posso criticar quem leva uma vida corrida. Longe de mim. Eu até já tentei ocupar todo o meu dia. Mas, para mim, quantidade e qualidade estão em sentidos opostos. Estresse é sinônimo de surto psicótico. E eu tento ficar longe das páginas policiais. Não deu. Acho que, na verdade, a raiva é de mim mesmo (coitados dos loucos por atividades), que “não sei como ele consegue”. Mas também nem quero saber.

Foto: reprodução internet

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Não devo contar mentiras

Por Iury Costa em Cotidiano

16 de setembro de 2017

Muita gente vai se decepcionar, pois não vou falar da saga Harry Potter (que assistiu/leu vai entender). De qualquer maneira, já é uma ideia!

Eu vou falar, no entanto, sobre um bate-papo entre amigos. Soube de uma história intrigante. Um amigo meu, ao conversar comigo, explicava um imbróglio que aconteceu entre ele e um casal amigo dele. O tal casal esperava um bebê, e meu amigo acompanhou todo o processo (enjoos dela, crises de ansiedade dele, desejos dela, consultas dos dois). Passaram os nove meses, e a  criança nasceu. Saudável, gorduchinha e… feia. Pois é, o rapazinho não era bonito. E o coitado do meu amigo falou isso com todo o sentimento de culpa. Não o julguem!

Ele conversou comigo de coração aberto, explicando que sua feição não consegue acompanhar a mentira que sai pela boca. Não existe sincronia. Mas vamos voltar um pouco na história. A criança nasceu, e, é claro, por ser muito amigo do casal, foi convidado para conhecer o novo integrante da família. E quando a esposa perguntou “não é lindo ele?”, ele respondeu “sim, bem bonitinho”. Mas esse texto não consegue passar para você, leitor, como a resposta foi sem sal.

A coitada da mulher, talvez pela emoção, não tenha percebido na hora (mas depois de uma reflexão, quem sabe), mas o meu amigo, infeliz com seu ato, não parava de pensar. Mas uma vez eu digo que nós não devemos julgar, mas realmente é complicado (pelo menos para alguns) disfarçar uma insatisfação. Não é porque seja uma criança que vai ser bonita. Mas enfim, deixa a criança pra lá. O que interessa é o ato de mentir. Por um lado, até que é bom a pessoa não saber enganar. Mas por outro, vai deixar muita gente com raiva pelo caminho. Novas vítimas da verdade.

O que importa não é saber mentir, e sim saber o momento certo para não magoar. Fica a dica para o meu amigo, e para você. E para o coitado do casal, que vai ter que aceitar…

 

Foto: reprodução internet

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Prazer, sou outsider!

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de junho de 2017

Eu sou um outsider. Espera que eu vou explicar. Ou tentar. Um outsider é um pessoa que não se encaixa em algum grupo na sociedade. No meu caso, sou um outsider tecnológico. Acho que me junto a umas algumas pessoas que são mais moderadas e conservadoras no que diz respeito a inserção de novas tecnologias no mundo. É de mim, não aceito tão facilmente. Para você ter uma ideia, escrever neste blog é uma vitória. E olha que o blog já está bem ultrapassado, e, talvez, com os dias contados.

Sempre escrevi. Escrevi no sentido de ser em um papel mesmo, com caneta ou lápis. Escrevia no ônibus, na sala de aula, na sala de espera do consultório… E aí que estava o problema: os papeis ou se acumulavam nas gavetas, ou, simplesmente, se perdiam. E o processo criativo é como um trem. Quando você termina de escrever um texto, desce na estação. Pegar aquele trem de novo (refazer um texto perdido) é quase impossível. Daí, meus amigos sempre me aconselhando a colocar tudo na nuvem. Resisti. E depois cedi. Como a nuvem é uma maravilha! Divido tudo em pastas, e consigo me organizar.

Com nuvem dominada, mesmo ainda pensando que os hackers estão na espreita, e que a qualquer momento vão tomar meus dados e me filmar pela webcam, passei a enviar os textos para meus amigos lerem. Só alguns amigos conheciam esse meu viés literário. E esses dito cujos, os mesmos da nuvem, me falavam sempre de jogar os meus textos na net. Para que outras pessoas também me conhecessem. Não para conseguir fama, mas para encontrar outras pessoas que pensam como eu. Também resisti. Além da vergonha de me expor, já imaginava pessoas mal intencionadas. Depois, cedi. Comecei um blog – não promovi nada – e até que tinha uma aceitação bacana.

Pois é, comecei um blog em uma época que isso já é, praticamente, um item vintage, com saudosismo. Comecei com o blog, disponibilizando meus textos. Por um lado, recebemos um feedback dos leitores. Mas ainda temo os haters, que se escondem por trás da tela. Graças a Deus, não me encontraram. Cedi e persisti. Agora penso nas redes sociais (sim, também entrei bem depois, e mantive o Orkut mesmo depois que todos abandonaram). Já passo os textos para lá. O termômetro da net.

O próximo passo é invadir o mundo do Youtube. Talvez quando o holograma estiver consolidado no mercado, eu apareça com um vídeo! Se você cansou, imagina se eu tivesse falado da minha primeira compra pela net (praticamente ontem), transações pelo aplicativo do banco (hoje ainda), e aplicativos de música (talvez amanhã). Outsiders, uni-vos!

Foto: reprodução internet

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Doce de criança

Por Iury Costa em Cotidiano

13 de Maio de 2017

Fico a imaginar como aquele antigo ditado é engraçado. Aquele do “tirar o doce de criança”. Mas vamos parar para pensar: e se, em vez de tirarmos o doce dela, por que não darmos o doce? Nem adianta você pensar que eu sou a mais santa alma da Terra, pois a minha intenção é puramente para benefício próprio. Sim, o egoísmo falou mais alto (deixei muita gente triste agora).

Outro dia, estava sentado aguardando atendimento em um banco. Na fileira de cadeiras à minha frente, um casal, e uma menininha (entre três e quatro anos). Essa criança tinha pulmões de aço, e, desde que havia entrado no banco, não parava de chorar. Mas era aquelas birras pesadas mesmo, que a gente percebe que não tem motivo. E realmente não tinha, pois os coitados dos pais da menina não conseguiam controlar a mini onça, que chorava, gritava, derrubava papel e se jogava no chão. Mas só tinha pena dos dois por alguns momentos. Em outros, ficava indignado com os babacões, que não sabiam controlar uma criança.

Gosto demais de crianças, mas tudo tem limite. Ouvir um grito do seu filho é horrível, mas por obrigação moral, você aguenta. Agora, ficar surdo com grito de criança que pai não consegue controlar, me poupe (pois é, acho que estou um pouco mais ranzinza que o normal. Devia ter esperado para produzir esse texto depois que me acalmasse). Acho que deveriam ter controlado a criança. (ao mesmo tempo, lembro que é uma criança de, mais ou menos três anos, e que é difícil mesmo. Mas esse pensamento passa rápido).

Lá pelas tantas, a salvação dos nossos pobres e oprimidos ouvidos. Uma senhora, sabiamente, tira um pirulito da bolsa, e oferece à criança, que para de chorar meio que por um milagre. No rosto de todos, uma feição que mistura surpresa e um extremo alívio. Uma pessoa desconhecida conseguiu acalmar a onça! Essa sim era uma santa alma. Ainda acredito que foi um anjo. Tive que parabenizá-la pelo feito.

Como há males que vêm para o bem, a partir da data do martírio, passei a comprar um mini estoque de doces, bombons e pirulitos. Agora ando prevenido! Se os pais não controlam os filhos, que a Santa Glicose nos proteja!

Foto: reprodução internet

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Doce de criança

Por Iury Costa em Cotidiano

13 de Maio de 2017

Fico a imaginar como aquele antigo ditado é engraçado. Aquele do “tirar o doce de criança”. Mas vamos parar para pensar: e se, em vez de tirarmos o doce dela, por que não darmos o doce? Nem adianta você pensar que eu sou a mais santa alma da Terra, pois a minha intenção é puramente para benefício próprio. Sim, o egoísmo falou mais alto (deixei muita gente triste agora).

Outro dia, estava sentado aguardando atendimento em um banco. Na fileira de cadeiras à minha frente, um casal, e uma menininha (entre três e quatro anos). Essa criança tinha pulmões de aço, e, desde que havia entrado no banco, não parava de chorar. Mas era aquelas birras pesadas mesmo, que a gente percebe que não tem motivo. E realmente não tinha, pois os coitados dos pais da menina não conseguiam controlar a mini onça, que chorava, gritava, derrubava papel e se jogava no chão. Mas só tinha pena dos dois por alguns momentos. Em outros, ficava indignado com os babacões, que não sabiam controlar uma criança.

Gosto demais de crianças, mas tudo tem limite. Ouvir um grito do seu filho é horrível, mas por obrigação moral, você aguenta. Agora, ficar surdo com grito de criança que pai não consegue controlar, me poupe (pois é, acho que estou um pouco mais ranzinza que o normal. Devia ter esperado para produzir esse texto depois que me acalmasse). Acho que deveriam ter controlado a criança. (ao mesmo tempo, lembro que é uma criança de, mais ou menos três anos, e que é difícil mesmo. Mas esse pensamento passa rápido).

Lá pelas tantas, a salvação dos nossos pobres e oprimidos ouvidos. Uma senhora, sabiamente, tira um pirulito da bolsa, e oferece à criança, que para de chorar meio que por um milagre. No rosto de todos, uma feição que mistura surpresa e um extremo alívio. Uma pessoa desconhecida conseguiu acalmar a onça! Essa sim era uma santa alma. Ainda acredito que foi um anjo. Tive que parabenizá-la pelo feito.

Como há males que vêm para o bem, a partir da data do martírio, passei a comprar um mini estoque de doces, bombons e pirulitos. Agora ando prevenido! Se os pais não controlam os filhos, que a Santa Glicose nos proteja!

Foto: reprodução internet