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Divagando

por Iury Costa

Burrice

Deixa que eu mando fazer

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de Março de 2018

O mundo caminha para a burrice. Aliás, já está quase lá. Quem se lembra do disquete, que só cabia apenas um arquivo? Pois é, parece que o ser humano, a partir da minha geração, vem com predisposição a ter apenas um ofício. Digo isso no sentido de que, hoje, é fácil encontrar quem faça algo para você. Principalmente aquilo que você não sabe. Meio que um atendimento especializado. E tem empresas que ganham horrores de dinheiro só fazendo uma coisa.

Queimou a lâmpada? Tem quem troque. Furou o pneu? Tem que conserte. Sujou de vinho aquele tapete caríssimo que era todo branco? Não se preocupe. Basta uma ligação, que aparece uma empresa que só trabalha com tapete branco sujo de vinho do Porto (agora se for vinho Malbec, é uma empresa completamente diferente, o que seria uma ofensa confundir as duas). O cachorro fez xixi no banco do carro? Menino, conheço uma empresa de lavagem a seco que deixa novo!

Antigamente… Na verdade, nem tão longe assim, as pessoas sabiam fazer de-um-tudo. Não tinha essa de gastar dinheiro em qualquer situação simples. Gastar com coisas domésticas era uma afronta! Não se pagava para pintar uma parede, mexer na hidráulica da casa, na elétrica (mesmo que isso fosse mortal, em alguns casos). Cortar a grama, meu Deus! Não existem mais pessoas como os nossos pais, que até o carro sabem consertar.

Melhor esquecer esse tempo que não volta. Na verdade, ele pode até voltar, mas após um curso do SENAI. Não é propaganda, mas o ser humano precisa aprender sempre. Não pode deixar a mente atrofiar. Deve desenvolvê-la sempre, para que não morra.

Defendo que tomemos de volta o nosso espaço: donos e donas de casa. Eu hoje só escrevo, mas na volta do trabalho, passo sempre em frente ao SENAI. Já é alguma coisa.

Foto: reprodução internet

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Deixa que eu mando fazer

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de Março de 2018

O mundo caminha para a burrice. Aliás, já está quase lá. Quem se lembra do disquete, que só cabia apenas um arquivo? Pois é, parece que o ser humano, a partir da minha geração, vem com predisposição a ter apenas um ofício. Digo isso no sentido de que, hoje, é fácil encontrar quem faça algo para você. Principalmente aquilo que você não sabe. Meio que um atendimento especializado. E tem empresas que ganham horrores de dinheiro só fazendo uma coisa.

Queimou a lâmpada? Tem quem troque. Furou o pneu? Tem que conserte. Sujou de vinho aquele tapete caríssimo que era todo branco? Não se preocupe. Basta uma ligação, que aparece uma empresa que só trabalha com tapete branco sujo de vinho do Porto (agora se for vinho Malbec, é uma empresa completamente diferente, o que seria uma ofensa confundir as duas). O cachorro fez xixi no banco do carro? Menino, conheço uma empresa de lavagem a seco que deixa novo!

Antigamente… Na verdade, nem tão longe assim, as pessoas sabiam fazer de-um-tudo. Não tinha essa de gastar dinheiro em qualquer situação simples. Gastar com coisas domésticas era uma afronta! Não se pagava para pintar uma parede, mexer na hidráulica da casa, na elétrica (mesmo que isso fosse mortal, em alguns casos). Cortar a grama, meu Deus! Não existem mais pessoas como os nossos pais, que até o carro sabem consertar.

Melhor esquecer esse tempo que não volta. Na verdade, ele pode até voltar, mas após um curso do SENAI. Não é propaganda, mas o ser humano precisa aprender sempre. Não pode deixar a mente atrofiar. Deve desenvolvê-la sempre, para que não morra.

Defendo que tomemos de volta o nosso espaço: donos e donas de casa. Eu hoje só escrevo, mas na volta do trabalho, passo sempre em frente ao SENAI. Já é alguma coisa.

Foto: reprodução internet