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Divagando

por Iury Costa

Vamos nos gabar!

Por Iury Costa em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018

Outro dia, ao passear pelos portais de notícias, vi uma que chamou minha atenção. Uma pesquisa feita por alguma universidade famosa de fora (deve ser nos Estados Unidos) afirma que é muito melhor se vangloriar, que ter falsa modéstia. Acho também que as pessoas que se vangloriam tendem a ser bem sucedidas. Tomo a liberdade de adicionar algumas palavras ao estudo: tendem, também, a ser mais felizes, mais desimpedidas, e estão certíssimas.

Que fique claro que não é o “se gabar” no sentido de ser arrogante e humilhar os outros. Não é o “eu tenho e você não”, mas é uma questão de se sentir bem consigo e de querer compartilhar isso com o mundo. Quem sempre se sente bem quer mostrar ao mundo. 

Depois da modinha do “politicamente correto”, o mundo deu uma encaretada. E hoje, você dizer o que tem, os bens materiais, é interpretado como uma ofensa gravíssima, cheirando arrogância. Parece que ter algo bacana se tornou pecado, como se não passasse (talvez não passe mesmo) pela cabeça dos críticos o quanto se trabalhou e suou para ter aquilo. Falo, é claro, das pessoas de bem. Bandidos e alguns políticos (estou sendo redundante?) não entram nas estatísticas.

Em vez de um “ah, que um dia eu também tenha condições para comprar”, sai um “burguês, capitalista, deve ser envolvido com maracutaia”. Tenho medo que o Brasil se torne uma nação (e isso já começou) que abomina o trabalho e o seu valor para a sociedade.

Para não morrer com tudo que não pode falar entupindo as artérias, o importante é se exibir! É claro que sem ofender ninguém. Vamos trabalhar comprar e ser feliz se vangloriando para todo mundo!

Foto: reprodução internet

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Vamos nos gabar!

Por Iury Costa em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018

Outro dia, ao passear pelos portais de notícias, vi uma que chamou minha atenção. Uma pesquisa feita por alguma universidade famosa de fora (deve ser nos Estados Unidos) afirma que é muito melhor se vangloriar, que ter falsa modéstia. Acho também que as pessoas que se vangloriam tendem a ser bem sucedidas. Tomo a liberdade de adicionar algumas palavras ao estudo: tendem, também, a ser mais felizes, mais desimpedidas, e estão certíssimas.

Que fique claro que não é o “se gabar” no sentido de ser arrogante e humilhar os outros. Não é o “eu tenho e você não”, mas é uma questão de se sentir bem consigo e de querer compartilhar isso com o mundo. Quem sempre se sente bem quer mostrar ao mundo. 

Depois da modinha do “politicamente correto”, o mundo deu uma encaretada. E hoje, você dizer o que tem, os bens materiais, é interpretado como uma ofensa gravíssima, cheirando arrogância. Parece que ter algo bacana se tornou pecado, como se não passasse (talvez não passe mesmo) pela cabeça dos críticos o quanto se trabalhou e suou para ter aquilo. Falo, é claro, das pessoas de bem. Bandidos e alguns políticos (estou sendo redundante?) não entram nas estatísticas.

Em vez de um “ah, que um dia eu também tenha condições para comprar”, sai um “burguês, capitalista, deve ser envolvido com maracutaia”. Tenho medo que o Brasil se torne uma nação (e isso já começou) que abomina o trabalho e o seu valor para a sociedade.

Para não morrer com tudo que não pode falar entupindo as artérias, o importante é se exibir! É claro que sem ofender ninguém. Vamos trabalhar comprar e ser feliz se vangloriando para todo mundo!

Foto: reprodução internet