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Divagando

por Iury Costa

Blecaute virtual

Por Iury Costa em Cotidiano

23 de novembro de 2016

Quando se é jornalista (como esta pessoa que vos fala/ escreve), melhor dizendo, quando se é jornalista no século XXI, o mais básico é que você domine pelo menos o que há de mais elementar em informática, internet e redes sociais. Melhor dizendo: tem que passar 24 horas conectado! E, para além da obrigação de saber dessas coisas, o uso das ferramentas virtuais acaba por ser exagerado (mas preciso) e viciante. Odeio acabar com a vida de vocês, mas a internet vicia. E pode isso? E não é que pode!

Estava eu, cuidando da minha vida e alimentando meu vício, quando meu computador para de responder. Até aí, sem muito desespero, já que eu guardo um outro computador em casa para emergências como essa. Daí já estava todo serelepe de novo e navegando em águas internacionais (sempre pesquiso muito e leio muito. Até tiro bastante ideia da net também) quando, de repente, ele também apaga. Mas antes de pensar que o universo conspirava contra mim, tento o smartphone, mesmo não gostando muito de acessar arquivos nele, pois ainda prefiro telas maiores. Daí ele pifa também.

Parece história de novela, mas tudo isso aconteceu comigo. Ai eu realmente parei e pensei: o universo deveras conspirava. Mas em um momento de epifania, pensei que conspirava para o bem, e não para o mal como eu havia pensado. Ficar desconectado tem suas vantagens, e devemos aproveitar esses momentos para avaliar nossos feitos e o futuro que está a bater na porta. Passado esse momento espiritual, ao verdadeiro motivo.

Gente, vamos parar e ver que maravilha essa oportunidade que os céus me deram de desligar minha mente. Primeiro assunto:  a atenção. O computador (e as suas variações mais atuais) deixa a pessoa desatenta e ela não consegue parar em uma página (ou aba) só. Minha atenção melhorou bastante. E para adiantar o serviço e não ter que fazer vários parágrafos, o restante dos assuntos: parei para ler alguns livros que já estavam empoeirados, arrumei o quarto, treinei meus dotes de confeiteiro, e, o melhor de tudo, não tive notícias da vida de ninguém e nem recebi 500 mil mensagens de pessoas inconvenientes que às vezes se passam por amigos.

Pois é, acho que desintoxiquei da aldeia global e estou pronto para um uso mais consciente do mundo virtual. Que eu o use, e não o contrário.

Foto: reprodução internet

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Blecaute virtual

Por Iury Costa em Cotidiano

23 de novembro de 2016

Quando se é jornalista (como esta pessoa que vos fala/ escreve), melhor dizendo, quando se é jornalista no século XXI, o mais básico é que você domine pelo menos o que há de mais elementar em informática, internet e redes sociais. Melhor dizendo: tem que passar 24 horas conectado! E, para além da obrigação de saber dessas coisas, o uso das ferramentas virtuais acaba por ser exagerado (mas preciso) e viciante. Odeio acabar com a vida de vocês, mas a internet vicia. E pode isso? E não é que pode!

Estava eu, cuidando da minha vida e alimentando meu vício, quando meu computador para de responder. Até aí, sem muito desespero, já que eu guardo um outro computador em casa para emergências como essa. Daí já estava todo serelepe de novo e navegando em águas internacionais (sempre pesquiso muito e leio muito. Até tiro bastante ideia da net também) quando, de repente, ele também apaga. Mas antes de pensar que o universo conspirava contra mim, tento o smartphone, mesmo não gostando muito de acessar arquivos nele, pois ainda prefiro telas maiores. Daí ele pifa também.

Parece história de novela, mas tudo isso aconteceu comigo. Ai eu realmente parei e pensei: o universo deveras conspirava. Mas em um momento de epifania, pensei que conspirava para o bem, e não para o mal como eu havia pensado. Ficar desconectado tem suas vantagens, e devemos aproveitar esses momentos para avaliar nossos feitos e o futuro que está a bater na porta. Passado esse momento espiritual, ao verdadeiro motivo.

Gente, vamos parar e ver que maravilha essa oportunidade que os céus me deram de desligar minha mente. Primeiro assunto:  a atenção. O computador (e as suas variações mais atuais) deixa a pessoa desatenta e ela não consegue parar em uma página (ou aba) só. Minha atenção melhorou bastante. E para adiantar o serviço e não ter que fazer vários parágrafos, o restante dos assuntos: parei para ler alguns livros que já estavam empoeirados, arrumei o quarto, treinei meus dotes de confeiteiro, e, o melhor de tudo, não tive notícias da vida de ninguém e nem recebi 500 mil mensagens de pessoas inconvenientes que às vezes se passam por amigos.

Pois é, acho que desintoxiquei da aldeia global e estou pronto para um uso mais consciente do mundo virtual. Que eu o use, e não o contrário.

Foto: reprodução internet

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