Publicidade

Divagando

por Iury Costa

Cotidiano

Forçar a amizade

Por Iury Costa em Cotidiano

11 de agosto de 2018

Quem força a amizade é um porre! Ou melhor: quem quer ser íntimo é o porre. Se bem que as duas coisas se completam. Há quem concorde com o horror que é você ter uma pessoa (se for chata, pior ainda) que fica no seu pé. Tem gente que é complicada mesmo em fazer amizades (como eu), e, portanto, os amigos que tem são excelentes (às vezes nem são, mas enganam bem). Digo amigos mesmo, e não colegas de trabalho, faculdade… Embora não pareça nos tempos de hoje, a amizade é coisa séria. Mas tem que insista em fazê-la até com o vento.

Sabe, até que é bacana você ter essa disposição de puxar conversa com qualquer pessoa e em qualquer lugar. Me admira quem está na fila do banco e já solta um “tá calor né?” E a partir disso, desembesta a contar a vida. Em quinze minutos sentado na cadeira, já se sabe quando casou, com quem, quantos filhos, se estão no caminho certo na vida, se já traiu. Escancara a vida ao estranho. Mas se a pessoa se sente bem em contar aos ventos, quem somos nós para julgar? O problema aqui é: como recusar essa forçação de barra?

Como já está claro, não sou muito de fazer amizade com desconhecidos. Um básico “bom dia” não sai de moda, e já é o suficiente em várias ocasiões. Agora, passar disso… É claro que puxar conversa não é crime, mas é algo que flui. Como jornalista, não sou totalmente contra a saber da vida alheia. Às vezes, até gosto. Mas tem quem não saiba qual o momento certo para abordar. O pior: o momento certo para perceber que o assunto já deu, e que a presença já não está legal. Aí pede o número do celular (até hoje tenho parentes que não tem meu número), já quer marcar outro encontro, se oferece para reuniões familiares… E a nossa educação não permite um “chega pra lá” mais enérgico, fazendo com que a gente tente, por mensagens subliminares, se livrar do peso.

Qual a saída? Forçar uma inimizade daquelas que ninguém te suporte. Se não der certo, que não te falte bebida para empurrar a verdade na lata da pessoa!

Foto: reprodução internet

Publicidade

Rasteira teatral

Por Iury Costa em Cotidiano

04 de agosto de 2018

Sabe aquelas pessoas na novela que sempre dão rasteira nos outros? Que fazem de tudo para alcançar o poder, ter status? Que passam por cima de qualquer pessoa que cruze o caminho, mesmo que seja um parente ou um amigo? A gente olha para a televisão e pensa que o autor exagera na criação dos personagens. Com certeza! Não é possível que existe um ser não vil e perigoso na vida real. Mas isso é o que a nossa mente pura acredita. Como não temos coragem de passar a perna em ninguém, achamos que não existe habitante ruim no planeta Terra. Mas a verdade é que a novela erra demais. A vida real é muito pior! São pessoas cruéis que você encontra durante sua trajetória, e infelizmente tem que enfrentar.

É uma pena, mas você sempre vai estar em desvantagem, já que, diferente dos bad guys, nós temos barreiras morais que não são ultrapassadas. Não somos capazes de tudo. Não teria coragem, por exemplo, de derrubar uma pessoa próxima, ou um amigo, para conseguir algo. Mas cuidado, pois eles são diferentes, e você pode estar no caminho deles. Droga de boa criação que tivemos, que nos impede de sermos maus! Mas o mundo não é um mar de rosas, e você precisa seguir a corrente, para não ficar para trás. A gente aprende com os outros, com o mundo a não ser tão complacente. Acho que isso vai se perdendo a cada mau exemplo que cruzamos durante a vida.

Mas como enfrentar esse povinho ruim? Acredite, melhor não enfrentar. A dica é jogar o jogo desse pessoal. Assim como fingem amizade com você, seja “amigo” também. Só não ultrapasse as tais barreiras morais. De resto, faça com que, de repente, estejam em seu tabuleiro. E fique esperando, super de boa, quando se enforcarem na própria corda. Ainda acredito que o destino não deixa passar, e se vinga por você. Carma. E também por que na novela o vilão, em algum momento, também vai se dar mal. Tomara que nisso os autores tenham acertado.

Foto: reprodução internet

 

 

Publicidade

Pet (un)friendly

Por Iury Costa em Cotidiano

21 de julho de 2018

Há pouco tempo houve um boom de locais que passaram a admitir, além dos animais humanos, os animais de estimação. São os chamados locais “pet friendly”. Em todo lugar que a gente anda agora na cidade grande topa com um cachorro, gato, e até, pasmem, um porco. Shopping, supermercado, clínica, hotel, vivência vegana… Qualquer lado que a gente vire, tem uma pessoa desfilando com seu filho de quatro patas. É uma mão na roda para quem não tem com quem deixar o bichinho, ou, se ele tem problemas em ficar só. Mas convenhamos que tem lugar que, pelo amor de Deus, não tem condições de receber um bichinho. E tem gente que só quer saber de desfilar mesmo, sem se preocupar com os coitados.

Um shopping, por exemplo, é muito cheio. Milhares de pessoas já se espremendo, e a gente percebe os coitados dos cachorrinhos super nervosos e com medo. Muitos ficam tão apavorados, que chegam a vomitar. E, às vezes, um pet considerado calmo em casa, pode estranhar um local novo, se sentir acuado, e atacar as pessoas. Sem falar que as crianças adoram apertar, puxar o rabo, abraçar demais. Melhor evitar esse público. Para os bem dos pets. Além disso, as próprias pessoas, mesmo que involuntariamente, podem, também, atacar os pobrezinhos. Até hoje sinto remorso de ter topado em um lulu da pomerânia. Comprei um petisco de banana para me redimir, mas acho que a “Sisi” era um pouco orgulhosa, e continuou a me ignorar.

É claro que tem gente que é pior que o pet, realmente unfriendly. Resmungam, brigam e, esses, pelo menos, merecem a mordida. Pena que o dono não mereça o processo. Portanto, é bom evitar locais tumultuados. Shopping no mês das férias e em datas comemorativas, pior ainda. Em vez de fazer uma exposição de raças e pedigrees, melhor deixar o bichinho no aconchego do lar (ou do parente). Os lulus agradecem.

 

Foto: reprodução internet

leia tudo sobre

Publicidade

As honras (de limpeza) da casa

Por Iury Costa em Cotidiano

23 de junho de 2018

O banheiro faz as honras da casa. Na verdade, de qualquer ambiente. Veja, ou melhor, analise o banheiro de uma casa, de um restaurante, de uma faculdade… para saber como funciona o ambiente, como são as pessoas, até qual o caráter delas. O banheiro é um cômodo sério, que mostra qual o nível de limpeza de uma pessoa ou família. Para mim, se errou com o banheiro, já perdeu boa parte da confiança depositada.

Quando eu visito um amigo pela primeira vez, dou um jeito de logo conhecer o banheiro. Se for imundo, não bebo nem água nessa casa. Aliás, não vou me sentir bem nem em me sentar no sofá. O motivo: se não tem cuidado com a limpeza de um cômodo, não deve nem pensar no funcionamento dos demais. Onde mais se reflete o mau gosto pela limpeza é na cozinha. Quem se sentiria totalmente confortável em comer algo feito em uma casa sem asseio? Será que os alimentos era feitos corretamente? Lavaram as folhas? Eu acho que não. É praticamente arriscar a vida.

Peguei esse trauma de banheiros após fazer um trabalho de grupo na casa de uma pessoa da faculdade. Já dá para imaginar a situação, né? Um horror! Não vou nem esticar para o restante da casa, mas no banheiro, chão sujo, roupas espalhadas (e, pelo cheiro, sem lavar há um bom tempo), pia cheia de crosta, barata morte. Saí, sentei na pontinha do sofá, e pedi água (o que me arrependi mesmo antes de terminar de pedir). Ele me autorizou a pegar na cozinha. Fui direto à geladeira. Não sei se agradeço aos céus por ter visto logo aquilo antes de comer qualquer coisa. Deus está de prova como a cozinha era uma zona. Pilhas de pratos, talheres e panelas sujos e que, pela aparência, não viam água e sabão. Não havia um copo limpo, e o que eu avistei no armário tinha uma aranha morando. Não tive outra escolha a não ser fingir que bebi água.

A intenção é repassar esse trauma para o maior número de pessoas. /leve essa lição a um restaurante também. O cuidado com o banheiro vai refletir na índole, e como tratam a comida. Os dois cômodos estão ligados, de qualquer forma. Mas que eles se mantenham na distância regulamentar. E a limpeza.

Foto: reprodução internet

Publicidade

Guarda-volumes humano

Por Iury Costa em Cotidiano

09 de junho de 2018

Uma das premissas de quem “anda de ônibus” é que um dia vai em pé. Se não for o caso nunca (já que a linha, utopicamente, pode não lotar, ou você pode pegar o ônibus nos primeiros pontos), deve-se ir, pelo menos, preparado para ir em pé. E isso significa ir com as mãos livres para segurar nas barras de ferro. Sei lá, anda de bolsa, sacola… enfim, fazer todo o possível para não incomodar quem está sentado, batendo os vários livros na cabeça do coitado. O que está em jogo é a (in)sanidade de todos.

E por falar em livros, tem realmente muita gente que não segue essa premissa. Ocupa as mãos com milhares de cacarecos, sem se segurar, se confiando apenas no poder dos astros para se manter em pé. Isso quando, voltando ao parágrafo anterior, não se joga em cima de quem está sentado, deixando o livro encostado na orelha do passageiro. O ônibus balança e, ao chegar no fim da viagem, que está sentado nem consegue mais se levantar, tonto por causa da dor de cabeça. Mas isso, mesmo que involuntariamente, é estratégia de quem está em pé para que as pessoas peçam para levar as coisas. Eu me recuso a levar!

Na vida, obviamente, nada é 100% certeza. Então pode ser que um dia eu perceba que a pessoa realmente precise (e mereça) que eu leve suas coisas. Mas, no meu caso, ando preparado para andar em pé no ônibus. Tenho bolsas, mochila… e tento manter minhas mão livres para não ter que cair por cima de ninguém. Por isso que não me ofereço para levar as coisas de ninguém. Quem leva um monte de objetos nas mãos deve assumir as consequências. Percebo as caras feias, mas só no primeiros cinco minutos ante de eu pegar no sono. Mas é questão de princípios, sabe? As pessoas precisa aprender a viver em sociedade. Isso significa não incomodar, e tentar se matar se pedir ajuda. É claro que, no último suspiro, pode ser que eu acorde para acudir.

Foto: reprodução internet

Publicidade

Como resolver (calmamente) uma batida de carro

Por Iury Costa em Cotidiano

26 de Maio de 2018

Ninguém está preparado para bater o carro. Nunca está preparado. Como o trânsito da cidade grande já é uma tragédia anunciada (sem mortes tá? Pelo amor de Deus!), é quase que certo você cruzar, em algum momento da sua vida, com um abalroamento. Isso eu digo a partir de pesquisas feitas por mim mesmo, sem entrevistar ninguém. Uma encostada, um parachoque arrancado, um poste derrubado… Isso faz parte da vida de um motorista. Uns vão vão se deparar com casos mais simples. Outros… vão dar dor de cabeça à seguradora (ou sofrer sozinho com a dor de cabeça).

Qualquer motorista, até os novatos, sabem o protocolo após uma batida. Isso faz parte da tradição oral contemporânea, passada de pai para filho. Se você bater (ou se baterem em você) deve-se sair calmamente do carro, posicionar o triângulo, e, depois, negociar com o outro motorista, que também saiu calmamente do seu carro, como deve ficar o conserto. Os dois trocam números de telefone, pedem desculpas entre si, por causa do infortúnio, e depois seguem para seus afazeres. Tudo isso já com um outro encontro marcado, para encerrar, de vez, o problema da batida. Tão lindo né? Isso teoricamente deveria acontecer. Mas só na utópica cidade que criamos em nossas mentes.

Assim como o trânsito é uma loucura, a confusão se instala a partir do impacto. Esse vai ser, na verdade o primeiro impacto. Primeiro que, tanto faz você bater ou terem batido em você, o outro motorista sempre vai culpar você. Aliás, ele já vai descer do carro esbravejando e te acusando. Deus queira que tenha alguém perto para acalmar o ânimos, já que, a esta altura, você já vai estar bem nervoso, querendo, também, rebater as acusações. Aí não dá tempo nem de pôr o triângulo. O telefone da perícia ou juizado móvel? Não tem quem lembre. Pelo menos o da polícia é fácil, caso o outro motorista queira resolver de uma maneira mais “enérgica”.

E a conta? O juizado móvel (que, depois de muito barraco você conseguiu o número e telefonou) decide quem é o culpado, você vai ter que levar o carro a uma oficina bem “mais ou menos”, para ele não voltar ao normal. Torça para que um dos envolvidos tenha seguro. Depois, a vida segue normalmente… Até que o efeito do Tylenol passe, e a dor de cabeça volte.

Foto: reprodução internet

Publicidade

O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet

Publicidade

Quem assume a peixada?

Por Iury Costa em Cotidiano

14 de Abril de 2018

É batata! Na nossa vida, sempre vamos cruzar com profissionais… vamos dizer assim… bem “mais ou menos”. O mercado de trabalho, na verdade, está cheio deles. E, de uma forma negativamente inversa, alguns muito bons não conseguem oportunidades. E o porquê disso? A velha peixada. Ou, o QI, de “quem indica”. Culpa do empregador, e falta de vergonha na cara de quem aceita, mesmo sabendo que não é capaz. Não é exclusividade de nenhuma empresa. Mas é claro que algumas tomam certos cuidados para filtrar pessoas piores.

Sabe algo que poderia dar certo, mas que se tornou baixaria? É a peixada. Se os amiguinhos indicassem apenas amiguinhos responsáveis e profissionais, o mercado não estaria tão ruim. Acho até que a indicação, se fosse por esse caminho certo, seria uma forma de ajudar a quem é bom e, ao mesmo tempo, ainda não teve oportunidade. Mas faltou bom senso. São chuvas de indicações desenfreadas, onde nem o currículo é levado em consideração. Acredito que seja assim, já que tem gente que, pelo amor de Deus…cala-te boca. Eu, por exemplo, não teria coragem de indicar um amigo, por mais íntimo que fosse, se ele não trabalhar bem. Coitados dos amigos, mas temos que ser práticos.

E quem aceita o emprego? Se bem que eu não posso nem culpá-los totalmente pela burrada. Até porque não são bons profissionais, e, com certeza, vão se achar aptos para o serviço. Mas lá no fundo, depois da mão na massa, hão de perceber que não se adequam. Que o além toque no coraçãozinho deles. Ou que saiam, para dar lugar a quem merece, ou que se esforcem, para se encaixar.

Enfim, intenções aos céus, para que empresas, chefes e subordinados tomem a consciência do dano de colocar responsabilidade nas mãos de alguém despreparado. Oremos!

Foto: reprodução internet

 

Publicidade

Deixa que eu mando fazer

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de Março de 2018

O mundo caminha para a burrice. Aliás, já está quase lá. Quem se lembra do disquete, que só cabia apenas um arquivo? Pois é, parece que o ser humano, a partir da minha geração, vem com predisposição a ter apenas um ofício. Digo isso no sentido de que, hoje, é fácil encontrar quem faça algo para você. Principalmente aquilo que você não sabe. Meio que um atendimento especializado. E tem empresas que ganham horrores de dinheiro só fazendo uma coisa.

Queimou a lâmpada? Tem quem troque. Furou o pneu? Tem que conserte. Sujou de vinho aquele tapete caríssimo que era todo branco? Não se preocupe. Basta uma ligação, que aparece uma empresa que só trabalha com tapete branco sujo de vinho do Porto (agora se for vinho Malbec, é uma empresa completamente diferente, o que seria uma ofensa confundir as duas). O cachorro fez xixi no banco do carro? Menino, conheço uma empresa de lavagem a seco que deixa novo!

Antigamente… Na verdade, nem tão longe assim, as pessoas sabiam fazer de-um-tudo. Não tinha essa de gastar dinheiro em qualquer situação simples. Gastar com coisas domésticas era uma afronta! Não se pagava para pintar uma parede, mexer na hidráulica da casa, na elétrica (mesmo que isso fosse mortal, em alguns casos). Cortar a grama, meu Deus! Não existem mais pessoas como os nossos pais, que até o carro sabem consertar.

Melhor esquecer esse tempo que não volta. Na verdade, ele pode até voltar, mas após um curso do SENAI. Não é propaganda, mas o ser humano precisa aprender sempre. Não pode deixar a mente atrofiar. Deve desenvolvê-la sempre, para que não morra.

Defendo que tomemos de volta o nosso espaço: donos e donas de casa. Eu hoje só escrevo, mas na volta do trabalho, passo sempre em frente ao SENAI. Já é alguma coisa.

Foto: reprodução internet

Publicidade

Personal escutador

Por Iury Costa em Cotidiano

10 de Março de 2018

No contrato de amizade, já vem uma cláusula que diz: faz parte ouvir as reclamações e os murmúrios do outro. Mas como não lemos as letrinhas miúdas, não percebemos que tem um golpe escondido. Na parte que não se lê, diz: nem que seja o dia todo. Como não sabemos disso, caímos no ciclo vicioso de ser o psicólogo particular. Mesmo sem ganhar nada. Tudo bem que a gente seria rico se cobrasse consulta, mas, obviamente, para um amigo, nunca vamos cobrar (mesmo tendo vontade).

É claro que você não vai virar as costas para uma pessoa querida. Isso seria muita crueldade. As pessoas precisam desabafar, contar os problemas a alguém, as traições… até para não explodir de ódio. E por outro lado, temos que ouvir, consolar, ajudar e aconselhar. Até nós precisamos às vezes conversar com alguém, para aliviar a cabeça. Às vezes! O problema é que tem gente que quer uma central telefônica disponível 24 horas por dia. Até de madrugada. Sem condições.

O problema é que alguns amigos caem nas mesmas ciladas da vida, mesmo sendo aconselhados a não seguirem pelo caminho. Aí telefonam desesperados, e te penduram ao telefone para explicar tudo de novo. Não tem problema nenhum ouvir um desabafo e, em troca, o outro receber um conselho. Mas não há amizade que resista aos problemas de sempre. Só se for um laço muito forte.

A dica é ler o contrato até o fim. Até as entrelinhas, para saber o que vem no pacote. Escutar o problema dos outros faz parte. Mas para quem quer viver com os problemas, e apenas ter alguém para ouvir “o de sempre”, melhor contratar um “personal escutador”. Aqui na nossa terra, ele é mais conhecido como médico psiquiatra. Ou psicólogo.

Foto: reprodução internet

Publicidade

Personal escutador

Por Iury Costa em Cotidiano

10 de Março de 2018

No contrato de amizade, já vem uma cláusula que diz: faz parte ouvir as reclamações e os murmúrios do outro. Mas como não lemos as letrinhas miúdas, não percebemos que tem um golpe escondido. Na parte que não se lê, diz: nem que seja o dia todo. Como não sabemos disso, caímos no ciclo vicioso de ser o psicólogo particular. Mesmo sem ganhar nada. Tudo bem que a gente seria rico se cobrasse consulta, mas, obviamente, para um amigo, nunca vamos cobrar (mesmo tendo vontade).

É claro que você não vai virar as costas para uma pessoa querida. Isso seria muita crueldade. As pessoas precisam desabafar, contar os problemas a alguém, as traições… até para não explodir de ódio. E por outro lado, temos que ouvir, consolar, ajudar e aconselhar. Até nós precisamos às vezes conversar com alguém, para aliviar a cabeça. Às vezes! O problema é que tem gente que quer uma central telefônica disponível 24 horas por dia. Até de madrugada. Sem condições.

O problema é que alguns amigos caem nas mesmas ciladas da vida, mesmo sendo aconselhados a não seguirem pelo caminho. Aí telefonam desesperados, e te penduram ao telefone para explicar tudo de novo. Não tem problema nenhum ouvir um desabafo e, em troca, o outro receber um conselho. Mas não há amizade que resista aos problemas de sempre. Só se for um laço muito forte.

A dica é ler o contrato até o fim. Até as entrelinhas, para saber o que vem no pacote. Escutar o problema dos outros faz parte. Mas para quem quer viver com os problemas, e apenas ter alguém para ouvir “o de sempre”, melhor contratar um “personal escutador”. Aqui na nossa terra, ele é mais conhecido como médico psiquiatra. Ou psicólogo.

Foto: reprodução internet