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Divagando

por Iury Costa

agosto 2018

#ForaPedágio

Por Iury Costa em Cotidiano

25 de agosto de 2018

Os pedágios são a marca mais evidente da incompetência de um governo. E olha que por onde a gente anda não encontra com dificuldade algo ruim promovido pelo poder público. Mas pedágio é um absurdo. Pagar para andar em um pedaço de chão é demais! Pior ainda quando somos pegos de surpresa. Estamos na via e, de repente, uma placa informando que o trecho está “sob concessão” da empresa tal. Depois disso, nada de retorno (por incrível que pareça, até agora não conheci uma estrada dessas que tivesse retorno antes do pagamento), e você é obrigado a pagar uma taxa seja para prosseguir, ou mesmo para voltar. Sou a favor do capitalismo, das privatizações, mas tudo tem limite. Mas, diga-se de passagem, a culpa não é do empresário.

Nas minhas viagens por alguns estados brasileiros, percebo o crescimento de trechos “sob concessão”. Não era para nos admirarmos, já que o poder público não consegue manter suas estradas a contento (vide transamazônica). Mas lotear alguns quilômetros é decretar falência.

Para justificar o preço cobrado, algumas concessionárias oferecem alguns serviços, como pontos de descanso para esticar as pernas, banheiros (limpíssimos), bebedouros, equipes médicas, segurança. Quase me deixo seduzir pelas maravilhas, e confesso que uso os serviços (ora, se estou pagando), mas defendo que eu pague por eles somente uma vez. De preferência, através dos meus impostos. Sei que isso é utópico. Mas se nós vivemos para ver a transposição do rio São Francisco, tenho esperança que um dia, nem que seja daqui a muito tempo, não existam pedágios para nos encher de ódio.

Se realmente não for possível, e os pedágios fizerem parte das nossas vidas para sempre, vai uma dica: faça valer o dinheiro pago. Encham os garrafões de casa com a água de lá, usem o banheiro, e aproveitem a luz do ponto de descanso para ler.

Foto: reprodução internet

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Forçar a amizade

Por Iury Costa em Cotidiano

11 de agosto de 2018

Quem força a amizade é um porre! Ou melhor: quem quer ser íntimo é o porre. Se bem que as duas coisas se completam. Há quem concorde com o horror que é você ter uma pessoa (se for chata, pior ainda) que fica no seu pé. Tem gente que é complicada mesmo em fazer amizades (como eu), e, portanto, os amigos que tem são excelentes (às vezes nem são, mas enganam bem). Digo amigos mesmo, e não colegas de trabalho, faculdade… Embora não pareça nos tempos de hoje, a amizade é coisa séria. Mas tem que insista em fazê-la até com o vento.

Sabe, até que é bacana você ter essa disposição de puxar conversa com qualquer pessoa e em qualquer lugar. Me admira quem está na fila do banco e já solta um “tá calor né?” E a partir disso, desembesta a contar a vida. Em quinze minutos sentado na cadeira, já se sabe quando casou, com quem, quantos filhos, se estão no caminho certo na vida, se já traiu. Escancara a vida ao estranho. Mas se a pessoa se sente bem em contar aos ventos, quem somos nós para julgar? O problema aqui é: como recusar essa forçação de barra?

Como já está claro, não sou muito de fazer amizade com desconhecidos. Um básico “bom dia” não sai de moda, e já é o suficiente em várias ocasiões. Agora, passar disso… É claro que puxar conversa não é crime, mas é algo que flui. Como jornalista, não sou totalmente contra a saber da vida alheia. Às vezes, até gosto. Mas tem quem não saiba qual o momento certo para abordar. O pior: o momento certo para perceber que o assunto já deu, e que a presença já não está legal. Aí pede o número do celular (até hoje tenho parentes que não tem meu número), já quer marcar outro encontro, se oferece para reuniões familiares… E a nossa educação não permite um “chega pra lá” mais enérgico, fazendo com que a gente tente, por mensagens subliminares, se livrar do peso.

Qual a saída? Forçar uma inimizade daquelas que ninguém te suporte. Se não der certo, que não te falte bebida para empurrar a verdade na lata da pessoa!

Foto: reprodução internet

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Rasteira teatral

Por Iury Costa em Cotidiano

04 de agosto de 2018

Sabe aquelas pessoas na novela que sempre dão rasteira nos outros? Que fazem de tudo para alcançar o poder, ter status? Que passam por cima de qualquer pessoa que cruze o caminho, mesmo que seja um parente ou um amigo? A gente olha para a televisão e pensa que o autor exagera na criação dos personagens. Com certeza! Não é possível que existe um ser não vil e perigoso na vida real. Mas isso é o que a nossa mente pura acredita. Como não temos coragem de passar a perna em ninguém, achamos que não existe habitante ruim no planeta Terra. Mas a verdade é que a novela erra demais. A vida real é muito pior! São pessoas cruéis que você encontra durante sua trajetória, e infelizmente tem que enfrentar.

É uma pena, mas você sempre vai estar em desvantagem, já que, diferente dos bad guys, nós temos barreiras morais que não são ultrapassadas. Não somos capazes de tudo. Não teria coragem, por exemplo, de derrubar uma pessoa próxima, ou um amigo, para conseguir algo. Mas cuidado, pois eles são diferentes, e você pode estar no caminho deles. Droga de boa criação que tivemos, que nos impede de sermos maus! Mas o mundo não é um mar de rosas, e você precisa seguir a corrente, para não ficar para trás. A gente aprende com os outros, com o mundo a não ser tão complacente. Acho que isso vai se perdendo a cada mau exemplo que cruzamos durante a vida.

Mas como enfrentar esse povinho ruim? Acredite, melhor não enfrentar. A dica é jogar o jogo desse pessoal. Assim como fingem amizade com você, seja “amigo” também. Só não ultrapasse as tais barreiras morais. De resto, faça com que, de repente, estejam em seu tabuleiro. E fique esperando, super de boa, quando se enforcarem na própria corda. Ainda acredito que o destino não deixa passar, e se vinga por você. Carma. E também por que na novela o vilão, em algum momento, também vai se dar mal. Tomara que nisso os autores tenham acertado.

Foto: reprodução internet

 

 

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Rasteira teatral

Por Iury Costa em Cotidiano

04 de agosto de 2018

Sabe aquelas pessoas na novela que sempre dão rasteira nos outros? Que fazem de tudo para alcançar o poder, ter status? Que passam por cima de qualquer pessoa que cruze o caminho, mesmo que seja um parente ou um amigo? A gente olha para a televisão e pensa que o autor exagera na criação dos personagens. Com certeza! Não é possível que existe um ser não vil e perigoso na vida real. Mas isso é o que a nossa mente pura acredita. Como não temos coragem de passar a perna em ninguém, achamos que não existe habitante ruim no planeta Terra. Mas a verdade é que a novela erra demais. A vida real é muito pior! São pessoas cruéis que você encontra durante sua trajetória, e infelizmente tem que enfrentar.

É uma pena, mas você sempre vai estar em desvantagem, já que, diferente dos bad guys, nós temos barreiras morais que não são ultrapassadas. Não somos capazes de tudo. Não teria coragem, por exemplo, de derrubar uma pessoa próxima, ou um amigo, para conseguir algo. Mas cuidado, pois eles são diferentes, e você pode estar no caminho deles. Droga de boa criação que tivemos, que nos impede de sermos maus! Mas o mundo não é um mar de rosas, e você precisa seguir a corrente, para não ficar para trás. A gente aprende com os outros, com o mundo a não ser tão complacente. Acho que isso vai se perdendo a cada mau exemplo que cruzamos durante a vida.

Mas como enfrentar esse povinho ruim? Acredite, melhor não enfrentar. A dica é jogar o jogo desse pessoal. Assim como fingem amizade com você, seja “amigo” também. Só não ultrapasse as tais barreiras morais. De resto, faça com que, de repente, estejam em seu tabuleiro. E fique esperando, super de boa, quando se enforcarem na própria corda. Ainda acredito que o destino não deixa passar, e se vinga por você. Carma. E também por que na novela o vilão, em algum momento, também vai se dar mal. Tomara que nisso os autores tenham acertado.

Foto: reprodução internet