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Divagando

por Iury Costa

junho 2018

As honras (de limpeza) da casa

Por Iury Costa em Cotidiano

23 de junho de 2018

O banheiro faz as honras da casa. Na verdade, de qualquer ambiente. Veja, ou melhor, analise o banheiro de uma casa, de um restaurante, de uma faculdade… para saber como funciona o ambiente, como são as pessoas, até qual o caráter delas. O banheiro é um cômodo sério, que mostra qual o nível de limpeza de uma pessoa ou família. Para mim, se errou com o banheiro, já perdeu boa parte da confiança depositada.

Quando eu visito um amigo pela primeira vez, dou um jeito de logo conhecer o banheiro. Se for imundo, não bebo nem água nessa casa. Aliás, não vou me sentir bem nem em me sentar no sofá. O motivo: se não tem cuidado com a limpeza de um cômodo, não deve nem pensar no funcionamento dos demais. Onde mais se reflete o mau gosto pela limpeza é na cozinha. Quem se sentiria totalmente confortável em comer algo feito em uma casa sem asseio? Será que os alimentos era feitos corretamente? Lavaram as folhas? Eu acho que não. É praticamente arriscar a vida.

Peguei esse trauma de banheiros após fazer um trabalho de grupo na casa de uma pessoa da faculdade. Já dá para imaginar a situação, né? Um horror! Não vou nem esticar para o restante da casa, mas no banheiro, chão sujo, roupas espalhadas (e, pelo cheiro, sem lavar há um bom tempo), pia cheia de crosta, barata morte. Saí, sentei na pontinha do sofá, e pedi água (o que me arrependi mesmo antes de terminar de pedir). Ele me autorizou a pegar na cozinha. Fui direto à geladeira. Não sei se agradeço aos céus por ter visto logo aquilo antes de comer qualquer coisa. Deus está de prova como a cozinha era uma zona. Pilhas de pratos, talheres e panelas sujos e que, pela aparência, não viam água e sabão. Não havia um copo limpo, e o que eu avistei no armário tinha uma aranha morando. Não tive outra escolha a não ser fingir que bebi água.

A intenção é repassar esse trauma para o maior número de pessoas. /leve essa lição a um restaurante também. O cuidado com o banheiro vai refletir na índole, e como tratam a comida. Os dois cômodos estão ligados, de qualquer forma. Mas que eles se mantenham na distância regulamentar. E a limpeza.

Foto: reprodução internet

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Guarda-volumes humano

Por Iury Costa em Cotidiano

09 de junho de 2018

Uma das premissas de quem “anda de ônibus” é que um dia vai em pé. Se não for o caso nunca (já que a linha, utopicamente, pode não lotar, ou você pode pegar o ônibus nos primeiros pontos), deve-se ir, pelo menos, preparado para ir em pé. E isso significa ir com as mãos livres para segurar nas barras de ferro. Sei lá, anda de bolsa, sacola… enfim, fazer todo o possível para não incomodar quem está sentado, batendo os vários livros na cabeça do coitado. O que está em jogo é a (in)sanidade de todos.

E por falar em livros, tem realmente muita gente que não segue essa premissa. Ocupa as mãos com milhares de cacarecos, sem se segurar, se confiando apenas no poder dos astros para se manter em pé. Isso quando, voltando ao parágrafo anterior, não se joga em cima de quem está sentado, deixando o livro encostado na orelha do passageiro. O ônibus balança e, ao chegar no fim da viagem, que está sentado nem consegue mais se levantar, tonto por causa da dor de cabeça. Mas isso, mesmo que involuntariamente, é estratégia de quem está em pé para que as pessoas peçam para levar as coisas. Eu me recuso a levar!

Na vida, obviamente, nada é 100% certeza. Então pode ser que um dia eu perceba que a pessoa realmente precise (e mereça) que eu leve suas coisas. Mas, no meu caso, ando preparado para andar em pé no ônibus. Tenho bolsas, mochila… e tento manter minhas mão livres para não ter que cair por cima de ninguém. Por isso que não me ofereço para levar as coisas de ninguém. Quem leva um monte de objetos nas mãos deve assumir as consequências. Percebo as caras feias, mas só no primeiros cinco minutos ante de eu pegar no sono. Mas é questão de princípios, sabe? As pessoas precisa aprender a viver em sociedade. Isso significa não incomodar, e tentar se matar se pedir ajuda. É claro que, no último suspiro, pode ser que eu acorde para acudir.

Foto: reprodução internet

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Guarda-volumes humano

Por Iury Costa em Cotidiano

09 de junho de 2018

Uma das premissas de quem “anda de ônibus” é que um dia vai em pé. Se não for o caso nunca (já que a linha, utopicamente, pode não lotar, ou você pode pegar o ônibus nos primeiros pontos), deve-se ir, pelo menos, preparado para ir em pé. E isso significa ir com as mãos livres para segurar nas barras de ferro. Sei lá, anda de bolsa, sacola… enfim, fazer todo o possível para não incomodar quem está sentado, batendo os vários livros na cabeça do coitado. O que está em jogo é a (in)sanidade de todos.

E por falar em livros, tem realmente muita gente que não segue essa premissa. Ocupa as mãos com milhares de cacarecos, sem se segurar, se confiando apenas no poder dos astros para se manter em pé. Isso quando, voltando ao parágrafo anterior, não se joga em cima de quem está sentado, deixando o livro encostado na orelha do passageiro. O ônibus balança e, ao chegar no fim da viagem, que está sentado nem consegue mais se levantar, tonto por causa da dor de cabeça. Mas isso, mesmo que involuntariamente, é estratégia de quem está em pé para que as pessoas peçam para levar as coisas. Eu me recuso a levar!

Na vida, obviamente, nada é 100% certeza. Então pode ser que um dia eu perceba que a pessoa realmente precise (e mereça) que eu leve suas coisas. Mas, no meu caso, ando preparado para andar em pé no ônibus. Tenho bolsas, mochila… e tento manter minhas mão livres para não ter que cair por cima de ninguém. Por isso que não me ofereço para levar as coisas de ninguém. Quem leva um monte de objetos nas mãos deve assumir as consequências. Percebo as caras feias, mas só no primeiros cinco minutos ante de eu pegar no sono. Mas é questão de princípios, sabe? As pessoas precisa aprender a viver em sociedade. Isso significa não incomodar, e tentar se matar se pedir ajuda. É claro que, no último suspiro, pode ser que eu acorde para acudir.

Foto: reprodução internet