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Divagando

por Iury Costa

Maio 2018

Como resolver (calmamente) uma batida de carro

Por Iury Costa em Cotidiano

26 de Maio de 2018

Ninguém está preparado para bater o carro. Nunca está preparado. Como o trânsito da cidade grande já é uma tragédia anunciada (sem mortes tá? Pelo amor de Deus!), é quase que certo você cruzar, em algum momento da sua vida, com um abalroamento. Isso eu digo a partir de pesquisas feitas por mim mesmo, sem entrevistar ninguém. Uma encostada, um parachoque arrancado, um poste derrubado… Isso faz parte da vida de um motorista. Uns vão vão se deparar com casos mais simples. Outros… vão dar dor de cabeça à seguradora (ou sofrer sozinho com a dor de cabeça).

Qualquer motorista, até os novatos, sabem o protocolo após uma batida. Isso faz parte da tradição oral contemporânea, passada de pai para filho. Se você bater (ou se baterem em você) deve-se sair calmamente do carro, posicionar o triângulo, e, depois, negociar com o outro motorista, que também saiu calmamente do seu carro, como deve ficar o conserto. Os dois trocam números de telefone, pedem desculpas entre si, por causa do infortúnio, e depois seguem para seus afazeres. Tudo isso já com um outro encontro marcado, para encerrar, de vez, o problema da batida. Tão lindo né? Isso teoricamente deveria acontecer. Mas só na utópica cidade que criamos em nossas mentes.

Assim como o trânsito é uma loucura, a confusão se instala a partir do impacto. Esse vai ser, na verdade o primeiro impacto. Primeiro que, tanto faz você bater ou terem batido em você, o outro motorista sempre vai culpar você. Aliás, ele já vai descer do carro esbravejando e te acusando. Deus queira que tenha alguém perto para acalmar o ânimos, já que, a esta altura, você já vai estar bem nervoso, querendo, também, rebater as acusações. Aí não dá tempo nem de pôr o triângulo. O telefone da perícia ou juizado móvel? Não tem quem lembre. Pelo menos o da polícia é fácil, caso o outro motorista queira resolver de uma maneira mais “enérgica”.

E a conta? O juizado móvel (que, depois de muito barraco você conseguiu o número e telefonou) decide quem é o culpado, você vai ter que levar o carro a uma oficina bem “mais ou menos”, para ele não voltar ao normal. Torça para que um dos envolvidos tenha seguro. Depois, a vida segue normalmente… Até que o efeito do Tylenol passe, e a dor de cabeça volte.

Foto: reprodução internet

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O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet

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O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet